Notas da Autora

Yukiko decide...

Yo!

Eu peço desculpas pela demora em atualizar.

Tenham uma excelente leitura. XDDD

Capítulo 63 - As lembranças agridoces de Yukiko

Dois gatos peludos negros saltam graciosamente de uma das janelas para o chão, sendo que o símbolo de lua crescente na testa de ambos e que era igual ao dela, chamou a sua atenção de imediato, enquanto que tinha a sensação deles serem familiares por mais que não se lembrasse de ambos, além de ser tomada, abruptamente, pela saudade e tristeza.

Então, eles se aproximam e se curvam, falando respeitosamente, com Yukiko percebendo que era um casal e que se dirigiam a ela de forma respeitosa:

- Prazer em revê-la, hime-sama. Eu me chamo Kiara.

- Eu também fico feliz em revê-la. Eu me chamo Yoru.

- "Hime-sama"? – a albina repete, arqueando o cenho, sabendo o que significava graças a sua habilidade de adquirir conhecimento abruptamente, embora julgasse que talvez tenha aprendido no passado e que apenas se recordava quando era necessário.

- Deseja recobrar as suas memórias perdidas, Yukiko-sama? – Kiara pergunta gentilmente.

- Porém, saiba que sentirá tristeza e dor que não podem ser ajudados.

- Eu preciso me lembrar, pois, sinto que poderei ajudar melhor o Yuugi-kun. Além disso, eu preciso protegê-lo.

- "Yuugi-kun"? – Yoru questiona, arqueando o cenho – Seria aquele jovem de cabelos tricolores com olhos grandes e expressivos na mesma cor da ametista?

- Isso.

- Quais os seus sentimentos?

- Eu o vejo como um filho querido. No início, julguei que era amizade, mas, depois percebi que não era apenas amizade e sim, um sentimento maternal.

- Bem, pelo que observamos dele, seria o esperado. Tem lógica se sentir assim. – Kiara fala, enquanto sorria gentilmente.

- Tem?

- Sim. Acredite. Com as suas memórias de volta, irá compreender o motivo de ter esse sentimento. – Yoru fala sorrindo, para depois, ficar triste – A dor e a tristeza que irá sentir ao ter as suas memórias de volta faz com que o nosso coração se restrinja. A hime-sama não merece sofrer, depois de tudo o que fez.

- Não importa o que terei que lidar com o retorno das minhas memórias. Eu as desejo, agora. – ela fala com determinação, enquanto sentia-se ansiosa para saber quem era, enquanto que tinha o pressentimento de que seriam lembranças demasiadamente dolorosas.

- É incrível o fato de que tenha acreditado em nós. Pensávamos que precisaríamos de alguma prova.

- Eu também acho estranho confiar plenamente em vocês. Mas, além do símbolo da testa de vocês serem iguais ao meu, eu sinto dentro de mim, uma confiança irrestrita em ambos. Em nenhum momento senti desconfiança ao vê-los. Além dessa confiança, senti felicidade, assim como, uma imensa tristeza. Provavelmente, são sensações residuais. É a única explicação que eu encontro.

- Tem lógica. Afinal, não perdeu as suas memórias. Elas, apenas, se encontram seladas como consequência dos eventos de vários séculos, atrás.

Yukiko arqueia o cenho e questiona:

- Eu estive nesse mundo há alguns anos. É surpreendente como o tempo corre de forma diferente.

- Sim. Além disso, o nosso sistema de contar dias, meses e anos é diferente. Enquanto aqui foi quase duas décadas, lá se passaram centenas de anos.

- Bem, retornem as minhas memórias.

O casal suspira tristemente, para depois, Yoru falar:

- Por favor, hime-sama, mantenha a testa abaixada. Vamos usar os nossos símbolos da testa em conjunto ao juntar os nossos poderes para destravar as suas memórias – nisso, ele se concentra e surge uma onda dourada que se propaga em todas as direções, criando uma espécie de cobertura interna, para depois, essa cobertura tremular em volta das paredes, bloqueando também as janelas ao fazer surgir uma espécie de vidro dourado – Melhor evitar que sons saiam daqui de dentro. Tudo o que menos queremos é ter soldados entrando aqui, nesse momento.

Ela consente e abaixa a testa, com o casal se posicionando, para depois, se concentrarem, com um brilho em forma do símbolo da testa de ambos se propagando até a testa de Yukiko, através do seu próprio símbolo e ao terminarem, ela ofega, enquanto cerrava os olhos, passando a choramingar, conforme alternava com rugidos de fúria, para depois, restar apenas a dor, a saudade e a tristeza.

A albina se lembra da sua vida e de quando teve aquela fatídica visão, assim que completou dezoito anos e das suas escolhas motivadas pelo amor, sendo que chegou ao extremo de cometer um tabu hediondo e igualmente imperdoável, cuja punição era a execução tortuosa em público e que era aplicado pela imperatriz dos dragões, a sua mãe, enquanto que os outros reis dragões e outros reis, inclusive o seu pai humano, intitulado o rei dos dragões, iriam assistir.

Mesmo sabendo das consequências de tal crime, não havia escolha. Yukiko era ciente do fato de que nunca teve uma escolha real, enquanto que a seu ver, a sua vida não era nada comparada a bilhões de vida que iria salvar, inclusive dos seus entes queridos e amigos, assim como do casal que estava junto dela e que no outro mundo eram os seus braços direito e esquerdo.

A princesa dos dragões se lembra do motivo de ter tido tais visões, sendo que tal habilidade ainda persistia. A sua irmã mais nova era a próxima a suceder o trono em virtude de um acontecimento, enquanto que ela, a mais velha, passava a ocupar o posto de protetora e subserviente a irmã mais nova como era com a sua mãe, sendo que nunca imaginou que iria exercer tão cedo esse papel ao mesmo tempo em que se recordava da forma como a magia garantiu que sentisse sentimentos maternais pela sua irmã e conforme se recordava dela, percebia a semelhança com Yuugi, compreendendo naquele momento que os seus sentimentos maternais haviam sido passados ao seu amigo, mesmo que ambos tivessem as suas decidas diferenças, como serem de sexos diferentes, embora tivessem os mesmos olhos que eram grandes e expressivos, com a diferença dos dela serem azuis e os do seu amigo serem ametistas.

Porém, tirando essas diferenças, havia a semelhança do olhar e da alma pura, amável e gentil deles.

Conforme se lembrava de tudo o que se sucedeu, se recordou de que nunca desejou o trono. Ela amava a liberdade e a ideia de ficar confinada e das obrigações que o monarca herdava, nunca lhe atraíram, enquanto que se recordava do fato de ter tido mais liberdade do que a sua irmã mais nova teve, sendo que ambas haviam sido ensinadas a colocar o seu povo em primeiro lugar, a sua família em segundo lugar e a si mesmo em terceiro lugar na lista pessoal de prioridades.

Então, a sua mente é tomada pelas recordações de como ela planejou tudo, com a ajuda dos outros reis, pois, não podia alertar a sua mãe.

Afinal, mesmo com o poder dela e o objeto que a sua genitora detinha em suas mãos e que era poderoso, assim como o que a sua irmã possuía, não poderiam fazer frente ao que aconteceria naquele dia e no caso da sua irmã mais nova, havia o fato dela ser demasiadamente jovem, na época, para domar e controlar esse poder.

Ademais, se a mãe de ambas usasse todo o seu poder, ela morreria e isso não era aceitável, pois, a sua imouto ainda era uma criança e precisava crescer com os seus pais, assim como Yukiko cresceu com eles.

Além disso, o seu sacrifício iria garantir milênios de paz e tranquilidade para o futuro reinado da sua irmã mais nova ao contrário do sacrifício da imperatriz dos dragões, que somente os salvaria em um primeiro momento, pois, não poderia salvar o mundo do que iria suceder em seguida.

Inclusive, Yukiko foi plenamente ciente do fato que senão fizesse algo, todos teriam sido mortos e ao ver dela, se o seu sacrifício provesse a salvação de todos, seria um preço pequeno a se pagar, sendo que este foi o seu pensamento na época e mesmo, atualmente, não se arrependia.

Também havia o fato de que iria morrer de qualquer forma e preferia sacrificar a sua vida em prol de salvar quem amava e o mundo, do que não fazer nada e morrer junto dos outros.

A princesa agradecia o fato de ter encontrado uma forma de ignorar o seu coração no momento mais decisivo, fazendo com que não hesitasse em continuar com o seu plano.

Conforme as memórias terminavam de surgir em sua mente, livres da espécie de selo mágico criado inesperadamente, enquanto chorava, a meia dragoa compreendeu que os seus cálculos na época estavam errados e ela passou a agradecer pelos acontecimentos que a fizeram ser jogada naquele mundo, evitando assim que a sua mãe condenasse a sua amada filha a punição referente a quebra deste tabu hediondo.

Mesmo após tudo o que se sucedeu e o preço que teve que pagar por seus atos, a albina sabia que faria tudo de novo, sem hesitar, tanto para salvar os seus entes queridos e as vidas em todo o outro mundo, juntamente com o fato de poder conhecer o Yuugi, conseguindo assim protegê-lo.

Afinal, se não estivesse com ele, a história do ataque a vila dele teria terminado de forma diferente e conforme pensava nisso, sentia o seu coração se restringir ao imaginar o sofrimento daquele que amava como um filho querido.

- Yukiko Tsukishiro-sama? – Kiara pergunta timidamente usando o nome completo dela, exibindo preocupação em seu semblante, assim como o seu companheiro, Yoru, ao verem as lágrimas dela e o olhar pensativo.

Então, a meia dragoa brilha levemente e assume a sua forma semelhante a humana, exibindo o seu usual vestido felpudo na cor azul que possuía gola alta e barra das mangas com faixas de pelo alvo, possuindo por cima do vestido uma joia azul em forma de broche que repousava no centro de um belo laço azul na altura da clavícula, além de ter joias em seus pulsos, pescoço e cabeça, sendo possível ver belas pulseiras e além dos cabelos alvos compridos, havia duas mechas compridas alvas que partiam das orelhas e que repousavam na frente do corpo, contendo uma presilha circular azul em cada uma delas.

O vestido azul, felpudo e comprido chegava a três dedos abaixo do joelho com detalhes nas bordas em forma de pelos macios alvos, assim como, usava calças folgadas da mesma cor por baixo da espécie de vestido que tinha um manto por cima, cujas bordas eram felpudas e que cobriam parte do tórax por cima da vestimenta, sendo que o vestido era preso na cintura por uma espécie de cinto, coberto com uma faixa azul, com as suas asas emplumadas alvas repousando dobradas nas suas costas, além de serem evidentes as presas em suas bocas e as garras afiadas curtas em seus dedos.

A coleira dourada mágica foi suprimida pela sua magia, pois, a sua memória havia voltado, assim como o seu amplo conhecimento mágico.

Ela decidiu que na sua forma verdadeira, manteria a coleira, apesar da influência e poder do objeto ter sido anulado por completo, fazendo a nobre sorrir ao pensar no fato de poder enganar o mago, fazendo-o pensar que reforçou o poder mágico no objeto.

Afinal, a sua magia era distinta da magia usada por humanos, juntamente com o fato de pertencer à categoria de seres mágicos e que tal categoria era superior aos dos outros seres que não eram mágicos e mesmo que um humano pudesse usar magia, não seria um ser mágico, pois, não poderia usar a magia da mesma forma que os seres mágicos usavam.

Ademais, se a magia de um ser mágico for drenada ou exaurida, ele morre, porque a magia em seus corpos é vinculada a sua vida em decorrência do fato de ter formado os seus órgãos, ossos, tecidos e músculos, além do sangue que corre em seus corpos ao contrário dos humanos e outros seres que não eram contemplados na categoria de seres mágicos e que apenas ficavam fracos se a magia em seus corpos fosse drenada ou exaurida.

Então, Yukiko sai dos seus pensamentos e se concentra, fazendo a sua roupa ser substituída por um belíssimo vestido alvo, cujo tecido era como a seda, além de possuir um fulgor próprio, possuindo um laço comprido na cintura cuja ponta caía em cascata nas costas, além de ter ombreiras arredondadas e curtas em cada ombro, juntamente com detalhes dourados na gola que era cravejada de pequenos diamantes, enquanto que nos seus pulsos repousavam joias de detalhes intricados e elegantes, cravejados de joias.

Havia um manto comprido preso nas ombreiras e que caía nas costas, além do vestido se assemelhar a fluidez da água, conforme ela se mexia. As duas mechas compridas que brotavam das suas orelhas felpudas caiam em cascata na sua frente e a outrora presilha azul foi substituída por outra da mesma cor, mas, com detalhes elaborados e pequenos diamantes incrustrados.

Na sua cabeça, acima da franja, repousava uma belíssima coroa de formato elegante e de desenho intricado, cravejado de joias e ornamentado com uma safira no centro, sendo uma coroa de princesa, além de ter um colar de perolas presas em uma correntinha dourada que brotava dos lados da coroa e repousava atrás da nuca dela, caída nos cabelos, enquanto que um belíssimo laço azul comprido prendia alguns fios na cabeça ao mesmo tempo em que os seus pés se encontravam calçados com sapatos de diamante que continham um salto baixo.

Os gatos se concentram, fazendo os seus corpos brilharem, para depois, em seus respectivos lugares, surgir um casal com roupas formais, sendo que ambas as cores dos cabelos refletiam os da sua forma animal, assim como os olhos, sendo que Yukiko nota as orelhas felpudas que surgiram de cada lado da cabeça, assim como as caudas peludas que eles enrolam envolta do seu corpo.

Yoru usava um terno clássico com detalhes dourados na abotoadura e lapela, com uma gravata ônix com detalhes de ouro, assim como nos sapatos elegantes. Os cabelos negros possuíam um corte elegante, juntamente com uma corrente dourada conectada a um relógio de ouro que jazia dentro de um dos bolsos.

A esposa dele usava um vestido belíssimo na cor branca, com detalhes dourados e algumas joias cravejadas na gola e nas mangas, sendo que usava um sapato belíssimo, além de ter pulseiras e um colar dourado cravejado de joias pequenas, com os seus longos cabelos negros caindo em cascata nas costas, sendo que na cabeça jazia uma belíssima tiara de entalhes delicados e igualmente elegantes, ornamentado com joias.

Ambos se curvam em respeito com a cabeça abaixada, para depois, erguerem os seus orbes azuis para a princesa deles que sorria tristemente.

- Eu não tenho mais um reino. Eu estou surpresa por não ter perdido o meu status, após ter quebrado o tabu. – ela comenta, olhando para as suas vestes nobres, com os seus olhos cintilando, enquanto as recordações agridoces surgiam em sua mente.

O casal se ergue, para depois, Kiara falar:

- Todos os reinos, não somente os dos dragões e sim, de todo o mundo, fizeram um abaixo assinado mágico para que o seu título e status não fossem retirados, além de não aceitarem a pena de morte. Eles descobriram o motivo do seu sacrifício e compreenderam que não havia escolha. A senhorita salvou o mundo duas vezes. Claro que reconheceram o fato de que foi praticado um crime visto como hediondo, mas, compreenderam a necessidade que você teve e que foi um mal necessário. No final, foi eleito um representante e punição aceita por eles foi o seu banimento do planeta sem perda do seu título, status e poderes. Os seus honoráveis genitores choraram de felicidade em particular pelo mundo ter agido para impedir a sua caça e execução.

- Eu fico feliz que a kaa-chan não precisou dar a ordem que destroçaria o seu coração. Eu pensei que ia morrer e não me preocupei com as consequências. O meu único foco era salvar os meus entes queridos e o mundo. Na época, eu achei que iria morrer ao considerar o stress indescritível que o meu corpo iria passar e as técnicas mágicas empregadas. Como julguei erroneamente que iria morrer, a minha kaa-chan não precisaria ordenar a execução da punição da quebra deste tabu e tal pensamento, trouxe tranquilidade ao meu coração, de certa forma, pois, sabia que tal ordem destroçaria o coração dela e do meu pai. Ademais, eu concordo que é um crime hediondo. – ela morde levemente os lábios quando se recorda dos seus atos movidos pelo seu desespero e da determinação de cumprir com o que era necessário por mais grotesco que fosse a seu ver.

- Todos ficaram felizes por esse abaixo assinado voluntário.

- E a minha imouto? – ela pergunta preocupada, apoiando os punhos fechados em seu tórax.

O casal suspira, para depois, Yoru falar:

- Ela chorou muito, assim como os seus pais e muitos funcionários, além dos seus amigos. Nós, o seu braço direito e esquerdo, assim como os que servem a sua honorável genitora, também sofreram. Afinal, eles a conhecem desde que nasceu e chegaram a executar os papeis de babá, ás vezes. Com muito apoio, todos conseguiram superar em momentos diferentes o que ocorreu. Porém, enquanto não ocorria essa superação com os seus honoráveis genitores, ambos conseguiram ocultar o seu pesar e dor em público, deixando para desabarem em lágrimas em seu quarto no final do dia. O braço direito e esquerdo da sua irmã procuraram confortá-la ao verem as lágrimas dela.

Yukiko suspira tristemente, sendo que esperava tal reação deles, enquanto começava a ficar aliviada ao saber que a sua família superou a sua perda, para depois, comentar com evidente surpresa:

- Quem diria que a minha imouto já tem os seus braços direito e esquerdo.

- Muito tempo se passou no seu mundo de nascença, hime-sama. Nós conseguimos autorização da sua honorável genitora para encontrá-la, pois, a sua família suspeitava da ocorrência de um selamento mágico das suas memórias em virtude dos acontecimentos finais, fazendo com que não pudesse usar plenamente os seus poderes, além de desejar avisá-la da decisão que foi tomada. Por precaução, visando garantir que pudesse usar todos os seus poderes para poder sobreviver e garantir a sua segurança, os seus honoráveis genitores autorizaram a nossa partida daquele mundo, além de terem concedido poder para viajarmos pelos mundos e dimensões a sua procura.

- Entendo. Quanto tempo passou?

Kiara fala e Yukiko fica surpresa, para depois, descobrir que a sua imouto já era adulta e estava noiva, sendo que eles usam os seus poderes para mostrar, resumidamente, tudo o que aconteceu após ela ser jogada em um portal que surgiu como consequência do poder desencadeado e das técnicas mágicas poderosas usadas suscetivelmente.

Após terminar o fluxo das imagens que se sucederam como um filme, a albina sorri e fala:

- Ele parece ser um bom homem.

- Ele é. Sua honorável genitora não resistiu em usar uma técnica mágica poderosa para averiguar o coração dele. – Yoru fala rindo levemente.

Yukiko sorri e comenta:

- De fato, eu esperava algo desse tipo.

A meia dragoa olha para as suas mãos, fechando-as em um punho, para depois, abri-las, sentindo a liberação dos seus poderes que surgiram juntamente com as suas lembranças, além de ter o seu conhecimento mágico de volta, embora fosse plenamente ciente de que o seu poder mágico não havia retornado ao que era antes dela quebrar o tabu e que não iria retornar tão cedo.

A albina aceitava essa punição temporária pelo seu ato hediondo e igualmente necessário que cometeu, sabendo que não demoraria muito para ter todos os seus poderes de volta, novamente.

Ademais, em virtude da quebra do selo, ela tem acesso irrestrito as suas recordações e todo o conhecimento que possui, fazendo-a compreender o motivo de ter regredido de adulta para um filhote quando foi lançada no portal. A sua magia havia sido reduzida drasticamente e abruptamente como consequência das técnicas mágicas poderosas e o uso de objetos poderosos. Para evitar que morresse em virtude do dreno massivo de magia, o seu corpo regrediu a forma de um filhote, fazendo com que pudesse se adaptar ao baixíssimo nível de magia, sendo que essa reação surgiu como consequência da fusão de duas técnicas finais. Pelo menos, era o que suspeitava.

Afinal, ninguém nunca realizou a fusão dessas duas técnicas poderosas em uma, pois, seria desnecessário gerar tanto poder usando a ressonância da vibração mágica de ambas para ampliar exorbitantemente os poderes das técnicas.

Eles notam o olhar pensativo dela e Kiara pergunta com evidente preocupação em seu semblante, sendo que o seu esposo também estava preocupado:

- O que houve, Yukiko-sama?

A princesa dos dragões se concentra e as suas vestes de princesa são substituídas pela roupa felpuda, além da coroa sumir da sua cabeça, juntamente com o fato das presilhas azuis retornarem a forma mais simples, sendo que ela apreciava aquela veste e não o vestido que ela fora obrigada a usar quando estava no palácio ou em público, para depois, erguer um dos dedos, enquanto falava, exibindo um sorriso conhecedor em seu rosto:

- O que eu disse no passado?

O casal se entreolha e depois, olha para ela com confusão em seu semblante.

A albina suspira e abana a cabeça para os lados, para depois, falar, colocando ambas as mãos na cintura:

- Não me diga que esqueceram? Não estamos em público e não estou mais no reino. Portanto, me tratem normalmente como vocês faziam longe do público, após eu pedir pelo tratamento informal.

Eles olham para o olhar determinado dela e suspiram, consentindo, sabendo que era melhor concordar, pois, a princesa deles não aceitaria um não.

Afinal, ela era demasiadamente determinada.

- Vocês vão voltar, agora?

- Bem, não precisamos. Não temos um limite de tempo, Yukiko-sam... quer dizer, Yukiko-chan. Por quê? – Kiara olha para a albina com curiosidade em seu semblante e que era compartilhado pelo seu esposo.