Notas da autora

Yuugi fica...

Atemu explica...

No templo...

Capítulo 66 - Visitando um templo

Então, ele sai dos seus pensamentos quando o Faraó fala:

- Você irá naquela liteira ao lado da minha.

O jovem fica boquiaberto e demora em compreender as palavras até que exclama com visível surpresa em seu semblante, pois, era algo demasiadamente inesperado:

- Uma liteira para mim?!

- Sim. A minha é mais luxuosa por ser o Per'a'ah. A sua é um pouco mais simples e no mesmo padrão dos nobres de status mais elevados. É uma distância considerável até o ḥwt-nṯr (templo).

- Eu achei que ia caminhar junto dos outros.

- Não. Você usará uma liteira.

Ele consente e sobe, sendo que sentia pena das pessoas que os carregavam, assim como da comitiva que os seguiam e que era composto de servos, carregadores e soldados, com estes franqueando os palanquim.

O monarca fala ao ver o semblante de pesar do seu amado:

- É a tradição. Eu sou uma divindade dentre eles e por isso, é necessário todo esse luxo e pompa sempre que eu saio do palácio. Inclusive, todas as artes presentes em todo o lugar, assim como os afrescos e esculturas, são feitos em meu louvor.

Yuugi consente, sendo que compreendia cada vez mais a cultura distinta daquela sociedade considerando a cultura de onde ele veio.

Conforme se afastavam, dois gatos peludos o observavam a distância, enquanto seguiam discretamente a liteira do jovem. O casal havia ficado feliz ao encontrá-lo, para depois, decidirem que iriam se aproximar dele em um momento mais oportuno, pois, quando o encontraram, o adolescente estava junto do governante daquele império.

Por enquanto, eles decidiram vigiá-lo, sendo que a distância era suficiente para defendê-lo, caso fosse necessário algum curso de ação.

O adolescente decide usar o tempo na liteira para conversar mentalmente com a sua amiga:

"Yukiko?"

"Oh! Yuugi-kun! É bom ouvir a sua voz."

"Bom dia. Como passou a noite?"

"Bem. Eu fiquei feliz em voar. Agora, estou relaxando. É um local bem fresco. Você vai me visitar?"

"Vou pedir ajuda para encontrá-la. Eu queria perguntar algo."

"O que seria?"

O ex-sacerdote conta sobre a criação dos itens e sobre o fato de Akhenamkhanen não saber o processo de criação, sendo que em seguida, conta sobre o que ele fez para poupar o filho e conforme contava, podia sentir a fúria da albina ao saber como os objetos foram criados e depois, a indignação por um inocente assumir o pecado de outra pessoa. A sua raiva do Faraó não se propagava ao genitor dele.

"Que horrível... Eu não gosto de injustiça. Inclusive, eu sempre detestei a áurea daquele bastardo do Akhenaden. Fico feliz em saber que os meus pressentimentos estavam certos. Pelo que eu compreendi, o pai de Atemu está vivo?" – ela pergunta em tom de confirmação, com Yuugi sentido todo o desprazer da amiga a menção do Faraó.

"Sim."

"E a sua pergunta é algo referente ao que me contou, certo?" – a albina pergunta em tom de confirmação.

"Sim. Eu não acredito que os Deuses fariam algo assim. Não conheço muitos dos Deuses dessa cultura, mas, não acho, pelo que pouco que descobri sobre eles, que fariam tamanha crueldade com um inocente. Tipo, o Faraó é o filho deles e não acho que seriam tão implacáveis. Ele nunca soube o custo dos itens. Akhenaden não revelou. Além disso, tem esses curandeiros. Será que estão mesmo tratando dele? Quer dizer, não os conheço, mas..." – ele para de falar por se sentir mal em acusar alguém que nunca viu, pois, podiam ser acusações infundadas.

"Bem, eu não posso andar pelo palácio. Mas, poderia conceder uma habilidade a você e que seria ver a áurea das pessoas. Se os curandeiros o estiverem prejudicando de alguma forma, você vai descobrir com o olhar. Para isso, você precisa ver o pai dele. Posso usar os seus olhos para analisar o caso dele, também. O que acha? Eu sempre estarei protegendo você."

"Eu vou fazer isso. Confesso que quero conhecê-lo e se possível, desejo ver esses curandeiros."

"Vou conceder esse poder, agora. Você vai sentir uma ligeira dor de cabeça. Depois, eu vou ensinar como usar e ativar essa habilidade sempre que desejar. Pode ser irritante e frustrante acessá-la o tempo inteiro."

Yuugi fica ansioso e de fato, sente uma ligeira dor de cabeça, mas, que cessa tão rápido quanto surgiu, sendo que em seguida, ela ensina o adolescente a usar essa habilidade e ativá-la quando desejar.

Após aprender, ele faz alguns treinos ao passar os olhos pela comitiva, sendo que as pessoas se prostravam conforme a liteira passava, com Yuugi percebendo que não iriam sair para o exterior.

Afinal, o complexo era gigantesco e se assemelhava a uma luxuosa cidade com diferentes bairros, sendo que do lado de fora se encontrava as demais casas que compunham aquela capital e dentro da área do palácio havia concentração de pessoas que envolviam soldados do Medjay, assim como artesãos, servos, escravos e sacerdotes que andavam de um lado para o outro ou conversando entre si.

Conforme olhava para os lados da sua liteira sobre um sorriso do monarca, ele percebeu que havia algumas variações nos pilares e no material usado nos portões, assim como as árvores exóticas nos átrios, sendo que ao olhar para trás, avista a parede de arenito e a passagem por onde as liteiras haviam saído e ao comparar com o que avistou conforme percorriam as ruas, a construção de onde eles saíram parecia bem mais protegido, além de conter afrescos e escritas, além de paisagens com gravuras que continham uma serpente que cuspia fogo, além de um abutre e outras diversas, sendo visível o fato de haver muitas colunas esculpidas que se assemelhavam a um papiro com uma flor aberta.

Conforme refletia sobre esse formato de coluna que parecia adornar, principalmente, locais importantes e nobres, Yuugi se recorda que apesar da planta do papiro ser comum, os keméticos, frequentemente, o exibiam em sua arte, pois, esta planta era importante para aquele povo em decorrência do fato de ser utilizada para fazer os rolos de papiro, juntamente com o fato de ser o símbolo de Ta-Menhu (Baixo Egito) que era escrito como várias plantas de papiro crescendo no solo.

Então, ele comenta:

- Que estranho... Por onde nos saímos, a segurança e as ilustrações nas paredes, além da imponência da construção eram distintas das demais.

- É onde o local onde vive somente eu, o Per'a'ah e os meus Guardiões sagrados, sendo que a minha ala se encontra no coração daquele lugar. É necessário ter autorização para entrar. A família do Per'a'ah e dos Guardiões Sagrados também vivem nesse local, sendo que os Guardiões Sagrados possuem as suas próprias residências e elas circundam a residência principal.

Yuugi fica boquiaberto como um peixinho fora da água, para depois, se recuperar, falando com visível estupefação em seu semblante:

- Mas, como eu posso estar lá? Sou apenas o seu servo pessoal. Eu não deveria estar junto dos outros servos? Embora que eu não vi, ainda, onde eles ficam.

- Está vendo aquela construção? – ele aponta o dedo para um ponto ao longe onde havia algumas construções de arenito.

- Sim.

- É onde ficam os servos do palácio e escravos. Quanto a sua pergunta, um dia, você vai descobrir. Por enquanto, ficará naquele quarto que separei para você. Eu tenho os meus motivos para coloca-lo e mantê-lo lá.

Yuugi suspira, enquanto tentava compreender os motivos do Faraó de mantê-lo em uma espécie de vila formada por construções imponentes onde ficavam apenas o monarca e os seus Guardiões sagradas, sendo que o palácio imponente do monarca se destacava de longe pela imponência e magnitude, enquanto que os Guardiões sagrados moravam em palacetes. Alguém como ele, um simples servo pessoal, habitando a melhor e mais imponente construção de todas, reservada apenas para o rei era demasiadamente estranho, a seu ver.

Após algum tempo, chegam até um dos templos e conforme eles se aproximavam, ele percebe que as paredes do pilão eram decoradas com cenas esculpidas e pintadas do Faraó, sendo visível pelo Pschent, que era coroa dupla mostrando a unificação do Ta-Shemaw (Alto Egito) e Ta-Menhu (Baixo Egito), além de haver deuses e deusas retratados nas pinturas, sendo que ele avista um grande obelisco que era como um Guardião da entrada da morada do Deus que era cultuado no templo e conforme os observava, o ex-sacerdote percebia que eram compostos de um bloco de pedra alto e estreito com uma forma de pirâmide na ponta coberta com metal para refletir os raios do sol, pois, a ponta de um obelisco representava a terra sobre a qual caíram os primeiros raios do sol.

Além do obelisco, ele avista grandes estátuas do faraó que se encontravam ao lado dos portões, sendo que os monarcas desejavam ter estátuas de si mesmos na frente dos templos para mostrar que estavam próximos dos deuses e deusas.

Conforme se aproximavam da entrada, Yuugi avistou várias estátuas alinhadas na passagem que levava o templo, com ele reconhecendo como sendo carneiros e conforme se lembrava do que Atemu disse, o carneiro era o animal ligado ao deus Amon.

Conforme a procissão com servos e guardas que franqueavam os palanquim se aproximava do pátio de acesso ao interior do templo, o adolescente de olhos ametistas observa os vários sacerdotes de cabeça raspada se deslocando no entorno ou entrando e saindo do templo carregando objetos, papiros ou não possuindo nada em suas mãos, enquanto pareciam compenetrados, com ele se recordando de que havia muitos rituais diários que eles realizavam, assim como o monarca realizava diariamente, pois, era importante para o Faraó honrar os deuses e deusas para que eles o protegessem ou ajudassem o seu povo.

Então, as liteiras param em frente ao pátio da entrada do templo, sendo que os respectivos carregadores de cada palanquim os desceram, enquanto que os guardas que os franqueavam observavam o entorno com atenção. Os sacerdotes se aproximaram e jogaram pétalas de flores na frente de Atemu, enquanto ele saía, para depois, o monarca estender a mão para ajuda Yuugi que corou intensamente ao tocar a palma marrom dourada.

Conforme entravam no pátio que era uma grande sala aberta sem cobertura, Yuugi observa as paredes externas que mostravam cenas do Faraó em batalha com ele usando uma espécie de capacete, enquanto enfrentava os inimigos, sendo que ele se encontrava em cima de uma carruagem de guerra que se chamava ourarit, usando um arco composto em suas mãos.

Então, o adolescente se recorda da explicação que o monarca deu em uma das refeições ao explanar que o carro de guerra puxado por cavalos e o arco composto eram originários dos hekau khasut (hicsos), com os keméticos passando a usar o carro de guerra, além de terem aprimorado os seus arcos ao adotarem os arcos compostos.

Quando eles entram no templo, o ex-sacerdote percebe que as paredes internas mostravam o monarca fazendo oferendas aos deuses e deusas, sendo que havia animais retratados, além dos hieróglifos e cartelas em pontos estratégicos.

O adolescente percebe os servos e escravos que serviam ao templo o observavam com evidente surpresa em seus semblantes até que outro servo cochicha algo no ouvido deles, que os fazem consentir, com eles voltando as suas obrigações. Quanto aos sacerdotes, eles só demonstravam uma leve surpresa em seu semblante e depois, compreensão, sendo que pareciam fascinados ao olharem para ele, fazendo-o corar.

Então, Yuugi se aproxima e pergunta para Atemu:

- Por que aqueles servos e escravos olharam daquela forma para mim, enquanto que os sacerdotes parecem exibir algum fascínio por mim? É só por causa da minha pele? – ele pergunta ao se recordar do fato dos keméticos possuírem apreço por cor de pele distinta da deles.

- Sim. Em parte por sua pele de marfim. Outro fator para deixá-los fascinados são os seus olhos.

- Por quê?

- Eles são da mesma cor da ametista que é uma pedra preciosa para nós, Per'a'ah. A cor da ametista em seus olhos, juntamente com a pele de marfim, o tornam fascinante para muitos e o fato dos nossos cabelos serem semelhantes, somente aumenta o fascínio.

Yuugi exibe compreensão em seu semblante, enquanto corava por ser o centro das atenções, pois, por onde eles passavam, era alvo de olhares de fascínio ou de agradável surpresa.

O jovem percebe que só havia servos e sacerdotes naquele local, enquanto que os aldeões apenas ficaram na parte da frente do templo, sem entrarem no pátio, com ele percebendo que os sacerdotes carregavam objetos que continham cera derretida e outros que pareciam ser óleos, sendo que também notou recipientes que portavam incensos.

- Para que servem aquelas substâncias oleosas e a cera derretida? Eu sei que sempre usam incenso. Inclusive, no palácio há muitos incensos.

- São eles mesmos que os preparam. É que para certos rituais são necessários cera derretia e óleos específicos, sendo que muda de ritual para ritual, assim como tem as oferendas que variam de divindade para divindade. Daqui a pouco, vão me entregar uma oferenda que eu devo levar pessoalmente, sendo que os hem-netjr vão seguir atrás de mim com as outras oferendas. Eu trouxe as minhas oferendas também e por causa delas, esses dois soldados estão nos seguindo.

Ele aponta para trás e Yuugi consente, sendo que pretendia pergunta sobre os guardas que o seguiam e os objetos que eles carregavam.

- Eu não estou vendo aldeões. Somente servos e sacerdotes. – o adolescente comenta ao olhar para os lados.

- Isso é devido ao fato de que as pessoas somente podem entrar no pátio do ḥwt-nṯr (templo) em dias que contemplam festivais. Nos demais dias, somente os servos dos ḥwt-nṯ podem entrar e sair, sendo que os servos não tem acesso a um salão que dá acesso ao Santuário dentro do templo. Inclusive, somente os Hem-netjr (sumo sacerdote e chefe dos templos) e eu, o Per'a'ah, temos acesso a este salão. Quando chegarmos a esse local, vou designar alguém para ficar com você para mostrar o ḥwt-nṯ por dentro e explicar tudo o que o compõem, se assim desejar, sendo que esses dois soldados vão ser a sua escolta.

- Obrigado. – ele agradece com o seu típico sorriso em seu rosto, sendo que não compreendia o motivo de ter uma escolta, pois era, apenas, um servo pessoal.

Atemu sorri e consente, sendo que conforme eles atravessavam o pátio, Yuugi percebe que as paredes eram decoradas com cenas entalhadas e pintadas, além de ter cartelas com hieróglifos circundando as ilustrações, sendo que em um delas era visível uma pessoa com uma mesa de ofertas que foi trazida ao templo.

Assim que eles saem do pátio, eles entram no corredor hipostilo que era uma grande sala com colunas, com o jovem notando que a maior parte da sala estava escura, exceto pelo corredor central que era iluminado por pequenas janelas cortadas no telhado, sendo que as várias colunas que o preenchiam pareciam plantas de papiro e nos cantos escuros, as colunas lembravam plantas de papiro com flores fechadas.

- Todas as colunas têm formas que evocam plantas de papiro.

- Esse salão representa um pântano no início dos tempos.

Yuugi consente e ao olhar para o centro, onde a luz brilhava, as colunas tinham o aspecto de plantas de papiro florescendo ao sol, sendo que nas paredes foram esculpidas cenas de rituais religiosos. O ex-sacerdote também percebe estátuas dispersadas no salão, sendo que elas lembravam carneiros, enquanto que um deles era uma esfinge com cabeça de falcão.

Então, eles chegam ao limiar de um segundo salão cheio de colunas e que estava muito escuro, com o jovem conseguindo perceber ao longe as paredes decoradas com cenas entalhadas e pintadas, mostrando o faraó com deuses e deusas, sendo que ele podia ouvir os sacerdotes entoando uma espécie de cântico, fazendo com que Yuugi perguntasse em tom de confirmação:

- Eles estão orando, certo?

- Sim. Faz parte do ritual. Bem, este é o segundo salão que eu falei. Somente eu, o Per'a'ah, além dos Hem-netjr, podemos entrar nesta parte do ḥwt-nṯr (templo).

Nisso, aparecem cinco sacerdotes com cabeça raspada e que se curvam para o Faraó, sendo que um deles tinha uma almofada contendo uma coroa diferente, com o adolescente percebendo que era uma coroa branca adornada por duas plumas de avestruz, uma de cada lado, além de esculturas de talos vegetais, chifres de carneiro e a serpente uraeus no centro, com a cabeça erguida em posição de bote, sendo visível um pequeno disco no topo representando o disco solar. Quanto ao segundo sacerdote, ele segurava uma almofada vazia e os outros três estavam com as mãos vazias.

Atemu tira a sua coroa e deposita na almofada vazia, para depois, colocar na cabeça a outra coroa, após prender os seus cabelos para poder colocá-la, deixando apenas a franja dourada de fora.

Após colocar, ele explica para Yuugi ao ver o cenho dele arqueado, enquanto olhava para a coroa:

- É chamada de Atef. É uma coroa usada em determinados rituais como aquele que irei participar, agora. Assim que terminar, irei colocar a minha coroa usual.

- Oh! Vocês têm muitas coroas.

Atemu sorri, para depois, falar:

- De fato. Tenho esta, a Atef, a minha que utilizo diariamente, a Pschent (coroa dupla) para reunião com nobres e outros governantes, a Kheprech (Coroa Azul de Guerra) e a Nemes para eventos, comemorações e ocasiões especiais. Eu espero nunca ter que usar a Kheprech e a indumentária que a acompanha, embora eu saiba que esse é um desejo impossível.

- O que é a Kheprech?

- Ela é uma coroa azulada que é usada pelos Per'a'ah na guerra. Ou seja, é um capacete de batalha. Eu nunca precisei usar. Quem usou foi o meu pai na campanha militar contra os hekau khasut (hicsos) para libertar o norte e evitar a conquista de Kemet, sendo que eles tinham conseguido conquistar o Ta-Menhu (Norte). No final, o meu pai e os seus Guardiões sagrados conseguiram libertar Ta-Menhu e subjugar os hekau khasut (hicsos).

- Eu também espero que você nunca tenha que usar o Kheprech.

Ele consente, para depois, olhar para frente, falando:

- Eu preciso entrar, pois, o ritual irá começar – o monarca vira para o sacerdote que estava com as mãos vazias e fala, sendo que os outros dois haviam pegado as oferendas das mãos dos soldados – O acompanhe pelo templo e explique tudo o que ele desejar saber.

- Sim, Per'a'ah. – ele fala, se curvando levemente.

Então, o rei sorri para Yuugi, antes de tornar a andar para entrar no segundo salão, sendo que havia alguns sacerdotes o esperando e que se curvam respeitosamente, enquanto o monarca passava por eles.

- Por aqui, por favor. – o sacerdote fala sorrindo, enquanto indicava o caminho para o adolescente.

- Obrigado.

O jovem de olhos ametistas começa a perguntar algumas coisas que viu, com o sacerdote tirando todas as dúvidas dele, enquanto eram seguidos pelos dois soldados.

Yuugi concordava que era muito mais complexo o sacerdócio naquele império do que o que ele tinha na sua aldeia natal e conforme pensava nela, sente uma imensa saudade, tristeza e preocupação se apoderar dele, pois, ainda estava preocupado com o destino da sua família e aldeões.