Fanfic: Xadrez de Bruxo

Disclaimer: Toda vez que tenho que fazer um disclaimer eu aprendo uns 3 palavrões novos. Para mim é tão óbvio que NADA DE HARRY POTTER ME PERTENCE que eu sinto minha inteligência sendo estuprada toda vez que tenho que falar isso. Mas enfim, tá aí. NADA ME PERTENCE.

Classificação: K+ (ces acreditam? Pois é)

Tema: Romance

Sinopse: Foi a única maneira que Ginevra encontrou para fazê-lo falar.

Avisos: Pós-Hogwarts. Acho que vocês vão entender quando lerem. Hihi.



I'm a prisoner to my addiction
I'm addicted to a life that's so empty and so cold
I'm a prisoner to my decisions


Prólogo

Que ótima maneira de aproveitar seus vinte e cinco anos.

Quando era criança, Draco brincava de um joguinho que sua mãe o havia ensinado. Ele devia fechar os olhos e tentar se imaginar no futuro da maneira mais detalhada possível. Que visse o modo como penteava os cabelos, o tipo de calçado que usaria, a qualidade das roupas e até mesmo o cenário ao redor. Embora para ele não passasse de diversão, Narcisa estava testando-o, tentando encontrar alguma aptidão para adivinhação. Afinal de contas, ela era muito boa nisso e fazia sentido que o filho herdasse alguma característica sua.

Então Draco gostava de se imaginar um jogador de quadribol muito famoso. Que ganharia todos os jogos em que competisse, desde suas primeiras participações em Hogwarts. Obviamente que iria para a sonserina e contribuiria de maneira valorosa para que ganhassem a Taça das Casas. Deixaria seu pai orgulhoso e se tornaria o bruxo mais incrível e poderoso de todos os tempos. Certamente que teria uma bela barba cheia, com direito até a bigode, e todos os fãs tentariam imitá-lo.

Em outras tentativas, conseguia imaginar-se um exímio alquimista. Adorava aprender sobre poções e com toda certeza tinha aptidão para o assunto. Desde muito pequeno aprendera o básico com seus pais e era um assunto que muito o interessava. Conseguia se ver trabalhando para o ministério em algum departamento supersecreto, onde teria de criar poções engenhosas para combater... bom, alguma coisa.

Por fim, vez ou outra, divertia-se ao imaginar que se tornaria o maior campeão de xadrez de bruxo de todos os tempos! Mesmo com a pouca idade conseguia vencer partidas longas contra o pai, a mãe e qualquer um que o subestimasse. Divertia-se ao ver as pecinhas se movendo, quebrando umas às outras, e pensou que aquilo jamais perderia a graça. Seu nome se tornaria famoso por ser imbatível, colecionando medalhas e popularidade. Jornalistas, fotógrafos, todos fariam fila para entrevista-lo, malucos por saber de onde vinha todo aquele talento.

Mas, como bem podia constatar, Draco não levava mesmo o menor jeito para adivinhação, pois o cenário que vivia agora era absurdamente diferente do que esperava. Para começar, não tinha fama. Quer dizer, na verdade tinha, mas não o tipo de fama que esperava. Seu sobrenome era conhecido pelo mundo bruxo por alguns motivos que não o faziam sentir tanto orgulho assim. Além disso, não era muito bem quisto onde ia. Era só reconhecerem seu cabelo loiro para pegarem as crianças no colo. Sentia-se como um verdadeiro lobo mau. Ou pior, pois nunca vira ninguém olhar para Lupin daquela forma.

Também não venceu vários campeonatos de quadribol, xadrez e sequer teve a honra de participar do grupo do professor Slughorn. Seu pai fez questão de lembra-lo disso até o último de seus dias, como se fosse motivo de vergonha para toda a árvore genealógica dos Malfoy. E começava a acreditar que era mesmo a maior humilhação que aquele sobrenome amaldiçoado pôde sofrer. Não tinha certeza ainda se isso o deixava triste ou feliz, mas alguma coisa dentro dele se agitava com o pensamento.

Sobre a barba, bem, preferia nem falar nada.

Corria, na chuva. Duas das coisas que menos gostava de fazer. Odiava chuva, sempre fora propício a pegar resfriados e detestava ficar doente. Odiava correr também, já haviam inventado a porcaria da vassoura, para que gastar a sola dos sapatos? Por isso, o terceiro item da sua lista de ódio era ter que agir como trouxa. Que acabassem logo com a magia, pois simplesmente não fazia o menor sentido!

Certamente que era ágil, mas estava complicado correr, desviar, atirar feitiços e tentar não levar um baita dum tombo, enfiando a cara na lama. Por mais que estivesse praticamente condenado, era bom manter alguma dignidade, certo? Entretanto, o caminho até a entrada do Beco Diagonal pareceu longo demais, permitindo a possibilidade de mudar de ideia a respeito da queda. Tudo bem que a Borgin e Burkes não ficava exatamente muito bem localizada, mas mesmo assim! Pior que nem adiantava usar os muros como proteção, por que havia acabado de ver algumas esquinas serem explodidas sem dó nem piedade.

Para variar, estava sozinho. Nunca havia uma porcaria de alma com quem pudesse contar para esse tipo de empreitada. Talvez, quem sabe, pagando alguns galeões, o Zabini fosse uma boa opção. Mesmo assim, não fazia ideia de onde o bastardo pudesse estar. Já devia haver uns dois anos que não o via e estava começando a se arrepender de não ter sumido antes. Se tivesse seguido os conselhos daquele maldito, certamente que não estaria nessa enrascada agora.

Não tinha ideia de quantas pessoas o estavam seguindo. Imaginava que fossem umas dez pelas contas que tinha feito, mas não tinha a mais remota noção. Sabia que estava condenado, nunca que ia conseguir escapar, por mais rápido que fosse. Entretanto, tinha que tentar! Se nenhum feitiço lhe acertasse até a passagem, suas chances aumentariam consideravelmente.

Sempre que ia ao Beco, ele estava abarrotado de pessoas. Porém, já havia um tempo que as lojas estavam fechadas e nenhum transeunte se arriscava a passar ali. Então nem dava para tentar entrar em algum lugar ou usar alguém como escudo por que simplesmente não tinha ninguém.

Já estava em frente ao banco de Gringotes quando sentiu alguma coisa lhe atingir na cabeça. Como se fosse vidro, uma garrafa ou algo parecido. Teve uma vertigem que o fez desequilibrar e caiu, enterrando o rosto na lama. Havia alguma coisa impregnada nele, mas Draco não sabia dizer ao certo o que era. Sentiu uma dor tão forte que o fez gritar. Por experiência própria, sabia que não era a maldição Cruciatus. Era algo pior, por que era real.

Não era como se seus ossos estivessem se quebrando. Eles estavam, de fato. Pouco a pouco, nas pernas, nos braços... várias agulhadas foram lhe partindo lentamente, fazendo-o cuspir uma quantidade considerável de sangue. Sua visão ficou turva e sentiu-se em um estado tão alarmante de dor que começou a ofegar. Engoliu um pouco de lama no processo, tentando se mexer inutilmente.

Sabia que eles estavam chegando.

Dava para ouvir seus passos na chuva.

A dor gritava em sua cabeça, impedindo-o de raciocinar.

Não havia nada que pudesse fazer.

Então um feixe de luz veio da direção contrária, causando um alvoroço em seus perseguidores. Será que alguém havia vindo em seu resgate? Impossível.

A última coisa que viu antes de perder os sentidos foi um par de tênis enlameados correndo em sua direção.


N/A: Oi gente. Pois é, eu não tenho mesmo a mínima vergonha na cara. Mais uma fanfic. Jesus.

Eu não sei como funciona o processo criativo de vocês, mas eu estava voltando para casa esses dias (de máscara, viu?) E tropecei nessa ideia bem no meio da rua. Juro, estava pensando em revisar os últimos capítulos de Pontual para postar e aí PLAU, ideia bem no meio da minha cara. Não deu para ignorar, então comecei a escrever.

O lance é o seguinte, comentários me fazem feliz e me ajudam a manter a rotina de postagens em dia. SE VOCÊ ESTÁ LENDO ESSA FANFIC, COMENTE. Leitores fantasma aqui não, essa história é regida pelos irmãos Winchester e eles vão caçar vocês até o fim do mundo! Vocês sabem que eu não largo a fanfic na metade (pode demorar, mas ela acaba hahahahaha) então passa alquingel, segura minha mão e vamos comigo. Até por que EU SEI como anda difícil achar fanfic nova desse casal. Estamos conversados? Que bom.

Elaborei dez capítulos + prólogo + epílogo para essa fanfic. Assim como foi a Pontual, não estou nem um pouco motivada a fazer durar mais que isso por que aí eu não termino nunca hahahaha. Já estou com ela toda arquitetada e com uma boa parte já escrita nesse momento (até o capítulo 04, no caso). Fiquem tranquilos. Mesmo assim, não sei se consigo manter o mesmo ritmo de postagens da Pontual (que foi excepcional). Vou me esforçar.

Vejo vocês domingo :D