NOTAS DO AUTOR:
OLHA QUEM ESTÁ DE VOLTA PRA CHOCAR VOCÊS! Isso mesmo, o Itachinho Gostoso da Silva! Kkkkkkkkkkkk
E é isso mesmo que estão pensando: eu tive que dividir o capítulo dele porque tudo do outro capítulo e desse aqui foi necessário colocar, não foi enchimento de linguiça de modo algum, só que a carga emocional estava pesada demais e ler um capítulo com quase dez mil palavras só de tensão e outros sentimentos pesados que essa importante conversa vai despertar ia acabar com vocês, assim como acabou comigo quando escrevi. Fora que já puxaram minha orelha por causa dos capítulos grandes, então, bem… só uni o útil ao agradável!
Peço compreensão, sim? Pensei no melhor para vocês!
Bom, não se distraiam muito com a beleza interior – e a óbvia exterior – dele! Vem aí chumbo grosso em formas de ataques verbais num confronto que vocês estavam esperando muito!
Boa leitura!*~
Obs.: Tenham a mente aberta, está bem? Pensem que todos, inclusive personagens 2D Deuses Maravilhosos, também são humanos e passíveis de erros rsrs
Obs.²: Eu fiquei muito feliz que vocês gostaram do capítulo anterior, sério mesmo! Obrigada aos que me contaram o que acharam e deram um chega para lá na minha insegurança rsrs
Fez toda a diferença.
Como a receptividade foi pouca, estava achando que o capítulo tinha ficado ruim e ter gente me dizendo o contrário me deu um baita alívio. Obrigada mesmo por isso, de verdade!
Obs.³: Desculpem o atraso, pessoal! Minha vida está meio bagunçada essa semana rsrsrs
Obs.⁴: FAREI VOTAÇÃO DE ALGO MUITO IMPORTANTE PARA A FANFIC, LEIAM A ÚLTIMA OBSERVAÇÃO DAS NOTAS FINAIS E VOTEM, POR FAVOR!
[...]
CAPÍTULO 13
A QUINTA PÉTALA DE CEREJEIRA
AINDA POR OLHOS NEGROS GENTIS
Respirou fundo ante a irritação de salvar uma adolescente que decidiu ser rebelde no momento mais inoportuno possível e antes mesmo de tocar a maçaneta, foi surpreendido pela porta ser aberta abruptamente.
— Que demora. — Sakura chiou sem lhe dar muita atenção, já que estava mais preocupada em amarrar a bandana riscada no braço direito protegido pelo manto negro com nuvens vermelhas — Vai ficar parado aí até quando? Entre logo e feche a porta, antes que alguém te veja.
A voz… a voz dela estava sóbria, séria e irritada.
Aquela garota não estava bêbada?!
— Que cara é essa? — fechou a boca por instinto e entrou no quarto fechando a porta, vendo o homem com quem Sakura subiu sentado na poltrona sem camisa, com um hematoma no rosto, provavelmente resultado de um soco, e olhos arregalados o encarando — Ele está paralisado e impossibilitado de usar chakra, então aproveite para invadir a cabeça dele. Tenho certeza de que tem algo que preste nessa mente perturbada. — olhou para trás ao ouvir a porta abrir e a pegou prestes a deixar o quarto — Te espero lá embaixo.
A porta fechou e ele arqueou a sobrancelha sentindo um expressivo sorriso de canto se formar.
Haruno Sakura, com toda a certeza, era digna de estudos.
Principalmente por fazê-lo ser irracional e emotivo e não pensar, nem por um momento, na possibilidade de ela ter feito apenas uma cena, mais uma vez, quando até ali provou que era a mestra da encenação.
Meneou a cabeça negativamente e se virou para sua nova vítima. Se aquele homem foi escolhido por ela, certamente tinha algo valioso escondido na mente.
E não houve surpresa alguma quando descobriu – depois de seis dias sendo torturado numa dimensão paralela criada pelo Mangekyō Sharingan que na realidade durou apenas alguns minutos – que o homem era o Vice-Líder de um esquadrão comandado pelo alvo da Akatsuki e tinha coordenadas precisas de onde ele estava atualmente, que por mais que não atuasse como Shinobi a serviço de Iwagakure, estava a frente do treinamento de novos Shinobi, exatamente como sua parceira tinha dito.
E a surpresa veio aí: Sakura já sabia que o alvo liderava o treinamento de novos Shinobi e, no meio de todas aquelas pessoas, ir direto no braço direito dele, provou de que além de astuta, ela era excepcionalmente assertiva.
Até quando seria surpreendido por aquela garota?
Deixou o quarto após executar a vítima com um corte limpo na garganta que lhe rendeu um pouco de satisfação por saber que seria menos um pedófilo no mundo e desfez o Henge adotando sua imagem original, assim como sua dupla.
Ao se aproximar dela, devidamente sentada no balcão bebendo Sakê – foi quase um Déjà vu – se surpreendeu ao ver duas garrafas individuais vazias e mais uma garrafa ser servida.
— Faz parte do treinamento que recebeu da Godaime-sama beber tanto assim?
Sakura apenas parou por um segundo o copo de Sakê próximo à boca o olhando de esguelha, depois o virou e se serviu de mais uma dose.
Olhou ao redor por falta de resposta. O incômodo de lidar com alguém que o odiava voltou com tudo.
Por que, mesmo depois de saber toda a verdade, ela ainda o tratava daquela maneira?
Ele teve bons motivos para fazer tudo o que fez, mas a forma que o julgava fazia parecer o extremo contrário.
Suspirou. Era hora de confrontar a verdade. Pelo bem da convivência deles.
Virou para sua dupla que continuava bebendo com descaso ao que havia ao redor.
— Sakura. — a viu cerrar os dentes e torcer os lábios, franzindo o nariz — Olhe para mim. — exigiu, ativando o Sharingan. Se fosse para conversar, que fosse em outra realidade, ali seria muito arriscado.
A garota sorriu de canto debochada, mas não o olhou, apenas virou outra dose.
— Olhe para mim. — repetiu.
E somente depois que ela grunhiu demonstrando insatisfação e blindou o corpo com chakra, já se preparando para mergulhar no Genjutsu dele tendo tudo sob seu controle, o olhou de esguelha.
Então estavam em outra realidade, outra dimensão, onde o tempo não existia e as leis da física não tinham nenhuma relevância.
— Meu quarto? — ela perguntou com acidez velada, olhando o quarto de paredes brancas e pétalas de Cerejeira pintadas do teto ao chão — Quer que eu me sinta confortável e coopere com você, depois de me trazer no quarto que deixei para trás?
— Tem razão, foi uma escolha de muito mal gosto.
Trocou o ambiente para um dos campos pelo qual passaram, onde Sakura pareceu mais relaxada e contemplativa.
Ela andou até uma grande árvore frutífera e tocou o tronco envelhecido, olhando para cima com uma expressão um pouco menos dura. Deixou-a à vontade por um bom tempo, tempo esse que ela usou para apanhar uma fruta já madura e sentou comendo com calma.
— Eu sempre quis saber se era possível comer num Genjutsu, — comentou depois de mastigar e engolir, olhando para a fruta metade comida em sua mão — mas nunca tive a oportunidade, sabe? Geralmente estou ocupada tentando sobreviver.
Se aproximou percebendo que aquele monólogo era um sinal de que estava mais receptiva a qualquer diálogo e se sentou ao lado dela, apoiando-se ao tronco exatamente como ela estava apoiada e esticando as pernas.
— Quando esteve em minha casa?
— Como sabe que fui em sua casa e não que vasculhei sua mente e recriei sua lembrança? — devolveu a pergunta com uma curiosidade genuína, tinha certeza de que replicou o cômodo perfeitamente.
— O Sharingan ou Mangekyō Sharingan podem ser capazes de fazer muitas coisas, mas não de vasculhar a mente de alguém. — ela mordeu a fruta e passou um tempo mastigando e olhando o horizonte alaranjado de um pôr do sol convidativo e calmo — Se quer uma informação, você tortura ou ludibria a pessoa através de um Genjutsu para consegui-la.
Franziu o cenho.
— Leu isso nos pergaminhos enviados pela Hokage-sama?
Ela negou com a cabeça esboçando um discreto sorriso fechado.
— Era uma suposição, mas pelo visto acertei em cheio. — sorriu de canto com sua audácia e mirou o horizonte — De qualquer forma, aquele vaso de flores ao lado da minha cama não estava lá quando deixei meu quarto, então seria impossível você ter tirado da minha mente.
Assentiu, concluindo que além de tudo era uma garota observadora, perspicaz e sensata.
— Uma semana antes de você ser convidada a entrar para a Akatsuki fui enviado para lá para investigar sua suposta morte.
Então foi ela que assentiu, de repente desistindo de comer a fruta, já que deixou ao seu lado.
— E… o que encontrou quando foi em minha casa?
Por mais que tenha perguntado, o tom de voz demonstrava hesitação em saber a resposta e entendia completamente como ela estava se sentindo. Não passou pelo mesmo, sob as mesmas circunstâncias, mas não era difícil concluir que, por mais que quisesse respostas, sabia que poderia se machucar ao tê-las. Era assim com todos que escolheram abandonar algo ou alguém e não seria diferente com ela.
— Seu pai continua com o comércio na rua de trás da sua casa e sua mãe o auxilia. Só voltam para casa no início da noite e… — hesitou, olhando-a de esguelha e encontrando uma Sakura com olhos lacrimejados fixos na paisagem, abraçando as pernas — eles oram por você e depois se dedicam aos afazeres domésticos. — fez uma pausa mais para assimilar a angústia que se formou em seu peito por machucá-la falando sobre aquilo, por mais que o estivesse fazendo a pedido dela — Todos os dias seguem essa rotina.
Ela assentiu novamente e fechou os olhos, fazendo as lágrimas acumuladas escorrerem pelas bochechas rubras.
Desviou o olhar, sentindo que invadia um momento que parecia ser pessoal demais para ser observado.
Minutos depois, que Sakura usou para se acalmar e ele para digerir aquele diálogo improvável, o silêncio foi quebrado por ela – com uma voz um pouco fanha e trêmula:
— Pelo menos encontrou o que queria. Quer prova maior de uma morte do que os pais orando pela alma de sua filha diariamente? — ela brincou com um humor negro terrível e ele franziu o cenho em reflexo. Aquele tipo de piada não parecia em nada com algo que ela diria em circunstâncias normais — Bom, estamos aqui e algo me diz que não é para discutirmos minha morte forjada, então diga: o que quer?
Suspirou, a encarando. Sempre foi um homem objetivo e lidar com alguém tão objetivo quanto ele se mostrou bem incômodo.
Será que ele era tão desagrável quanto ela estava sendo durante aquela convivência?
— Aquele encontro com Jiraya-sama-...
— Não sou ingênua. — ela o cortou impaciente, revirando os olhos só para encará-lo de esguelha depois — Eu sei que aquele encontro não foi acidental e sei também o que Jiraya-sama quis com aquilo, mas, se quer saber minha opinião, acho que todos têm direito de fazer o que bem entenderem. Se quer morrer pelas mãos do seu irmão, então morra. Não vou influenciá-lo contra isso como Jiraya-sama espera que eu influencie.
Então ela mirou o horizonte com a expressão mais dura do que quando chegou naquela dimensão e torceu os lábios como se quisesse guardar palavras que estavam na ponta da língua.
Desviou o olhar também para o campo aberto sob tons alaranjados e roxos do pôr do sol.
Aquelas palavras foram bem… duras.
Não tinha pretensão nenhuma de conversar para ser convencido a fazer outra escolha, a desejar viver em vez de morrer pelas mãos do irmão, mas depois de ouvir aquilo… daquele jeito cru, sentiu como se fosse um suicida estúpido mimado.
Desde que Sakura entrou na Akatsuki, sentiu que tudo ao redor mudou, só que sorrateiramente, aos poucos, não só consigo, mas com todos da organização.
Tobi estava menos… sombrio.
Deidara mais… amigável.
Pain mais flexível.
Zetsu mais bem humorado do que dominado pelo Zetsu negro.
E Konan, bom, era a que mais aparentava estar imune à presença daquela garota, mas se olhasse para as pequenas coisas, era possível ver que diariamente provava por mudanças sutis em suas atitudes e falas que era a mais afetada. Haviam olhares desarmados em direção à garota, um brilho de esperança e tom manso por palavras dóceis direcionadas apenas à ela.
E sobre ele… poderia estar provando daquela mudança sorrateira desde que começou a conviver com ela, mas naquele instante ficou muito mais do que evidente de que necessitava sim de qualquer coisa que ela pudesse lhe oferecer, porque assim como ela ofereceu algo a cada um dos integrantes daquela organização, sentia-se no direito de ter o mesmo.
Mas só o que recebeu em troca foram palavras duras e a percepção de que ela era a mais velha da situação dando uma bronca a uma criança levada que só fazia estupidez.
Sorriu de canto amargurado e virou o rosto na direção dela, vendo-a ainda com uma expressão dura, por mais que o olhar esmeraldino estivesse fixo no horizonte já em tons azuis e roxos de início da noite.
— Se não concorda com Jiraya-sama, por que, mesmo sabendo que somos iguais, ainda me trata com hostilidade?
O maxilar dela travou e ouviu os dentes rangerem conforme os lábios torciam para baixo demonstrando sua fúria enquanto ela virava o rosto na direção dele e o olhar o encontrava com tanta ferocidade e ódio que ele se perguntou como ela podia escondê-los tão bem por tanto tempo.
— Acha que somos iguais? — a retórica foi recheada de desprezo e, pela primeira vez, ele sentiu na pele a reação involuntária de estremecer — Não somos iguais e nunca seremos. — ela se levantou calmamente, sem desviar o olhar — Fui clara lá: eu entendi tudo o que Jiraya-sama disse, entendi mesmo. Podemos ter sido obrigados a abdicar de tudo por algo maior; podemos ter feito escolhas iguais, assim como ter tomado as mesmas decisões, mas nunca seremos iguais, porque eu jamais seria capaz de fazer com alguém que eu amo, o que você fez com quem você alega amar. Isso que eu não entendo e que nunca vou entender.
Franzindo o cenho, se levantou também.
— Mas você fez. — subiu um tom sem realmente perceber e assumiu a defensiva da mesma maneira — Você mentiu para todos com sua morte forjada, os fez sofrer quando está aqui, viva e aparentemente conspirando contra sua Vila, porque ninguém nunca poderá saber a verdade. Em que, exatamente, somos diferentes? — perguntou retoricamente, vendo-a estremecer e cerrar os punhos com raiva, mesmo que o olhar estivesse claramente vacilante — A única diferença entre nós é que não forjei minha morte para fugir das consequências, as encarei de frente, assumindo minha posição de traidor.
Então ela sorriu atroz e entornou a cabeça com deboche, encarando-o com uma arrogância que duvidava que alguém de Konoha acreditaria se dissesse que ela tinha.
— Quem quer morrer pelas mãos daquele que mais sofreu com suas decisões? Como se isso fosse o suficiente para se redimir. — ele vacilou e ela percebeu, pois o sorriso atroz alargou — Quem aqui está fugindo das consequências, huh?
— Não estou fugindo… — respondeu, com a dúvida martelando em sua mente — estou dando a chance do Sasuke ser reconhecido como herói por matar o vilão-...
Ela riu, alto e ácida, e o mirou tão feroz quanto antes.
— É nisso que quer acreditar? Porque só o que eu vejo é um covarde e egoísta jogando nos ombros de um inocente o peso de matar o próprio irmão! — Sakura se descontrolou de um jeito, gritando aquela sentença sem segurar as lágrimas abundantes, que ele ficou estático — E quer saber de uma coisa? — ela perguntou retoricamente desvairada, como se estivesse aquém de seu próprio controle, assumindo a compulsão de andar de um lado para o outro — Você só pode ser ingênuo por acreditar que esse seu plano idiota dê certo!
— O que quer dizer?! — finalmente conseguiu ter voz para questionar, mas quando percebeu, já tinha se descontrolado tanto quanto ela.
Sakura negou com o dedo indicador repetidamente enquanto continuava sua caminhada nervosa de um lado para o outro, negando com a cabeça e com estalos de língua para reafirmar o que seu dedo mostrava.
— Acompanhe meu raciocínio — começou, olhando-o com fúria sem cessar os passos — Quantos anos você tinha quando participou do massacre Uchiha? — "participou" e não "protagonizou", primeiro alarme; — Quatorze? Quinze? — obviamente era uma retórica bem convicta; segundo alarme; — Como Konoha inteira concluiu que um adolescente dessa idade pudesse massacrar um dos quatro Clãs mais respeitados de Konoha? — ela o olhou com falsa consideração; outra retórica, terceiro alarme; — Com todo o respeito, mesmo que fosse "O Grande Prodígio Uchiha", não teria a capacidade de ser o responsável pelo Massacre Uchiha sozinho.
— Onde quer chegar? — perguntou, ainda concentrado em enfrentá-la, por mais que a mente estivesse sendo bombardeada pelos acontecimentos assombrosos daquela noite.
Era como se estivesse jogando ácido em suas feridas.
Fechou os olhos com força ante aos gritos desesperados daquela noite. Gritos de adultos, de idosos, de crianças…
Uma tontura repentina começou, forçando-o a levar uma mão à cabeça e trincar o maxilar para não gritar que parassem, porque aquilo só estava acontecendo na mente dele… sabia disso.
— Você não fez tudo aquilo sozinho… teve um cúmplice, — ele abriu os olhos ao ouvir aquilo e, repentinamente, ela parou a caminhada o mirando — um cúmplice que, além de ajudá-lo a se livrar do inconveniente Clã Uchiha, também o acolheu na Akatsuki.
O quê? Como ela chegou àquela conclusão?!
Por sorte aquela dúvida o trouxe de volta ao presente, ajudando-o a ignorar aquela alucinação.
— Sakura… — a repreendeu, mas ela marchou até ele com o olhar determinado e rosto contorcido em uma expressão dura e confiante.
— Esses dias mesmo eu aprendi algo muito interessante: Shurikenjutsu, sabia? Não seria grande coisa se o estilo não fosse o mesmo pertencente ao Clã Uchiha.
Atordoado com aquelas acusações, ele virou, dando as costas àquela garota. A lembrança do Massacre Uchiha voltou a se repetir em sua mente como uma praga, os gritos se tornando mais altos, tirando dele a escolha de dar atenção ao presente, deixando-o desnorteado e vulnerável demais para uma conversa tão importante quanto aquela.
— Eu achei estranho quando percebi aquilo, mas deixei para lá… só que essa não foi a única evidência que apontava para a mesma conclusão. A mesma pessoa conseguiu fazer a leitura visual de Chakra, coisa que o Sharingan é perfeitamente capaz de fazer. Sabe como eu sei disso? Porque foi ele que descobriu que meu Kinjutsu matava uma pessoa sem consumir todo o seu chakra. O que acha disso, Itachi?
— Eu não sei do que está falando. — respondeu no automático, levando a mão à cabeça quando sentiu uma pontada mais forte e um embrulho no estômago tão forte que precisou se esforçar muito para não vomitar ali mesmo.
— Sabe sim. — ela respondeu, próxima demais quando ele não estava nem mesmo preparado para se defender dela, que o virou bruscamente, forçando-o a olhá-la — Tobi é um Uchiha, não é? Ele foi seu cúmplice no Massacre e o inseriu na Akatsuki!
— Pare! — gritou aturdido e a empurrou para o lado para finalmente expelir aquele mal estar por um vômito agressivo de pura bile.
Os gritos, as imagens, o sangue derramado, sangue de inocentes, sangue dos Uchiha, aquela história toda, as acusações dela se misturando àquelas cenas, como se ele estivesse sendo torturado, tudo aquilo o deixou destruído.
Depois que o expurgo involuntário acabou, limpou a boca com o braço, concentrado em estabilizar o próprio chakra que estava sofrendo oscilações devido ao descontrole dele. O Genjutsu se desfaria se as coisas continuassem daquele jeito.
— Por que não quer admitir logo de uma vez que estou certa?! — ela estava mais uma vez próxima, fazendo-o fechar os olhos e respirar com força para recuperar o fôlego ofegante — Konoha sabe dessa parceria?
— Konoha sabe tudo!
— Então Tobi é um inimigo declarado de Konoha, não é?!
— Eu não tive escolha! — gritou de volta, não sabendo se era para ela ou para ele mesmo, percebendo, só então, que definitivamente estava mesmo sendo torturado no próprio Genjutsu por aquela garota insolente. Jogou os fios compridos para trás, enxugando o rosto suado enquanto controlava a respiração ofegante e o forte enjoo que voltou. Com os olhos fechados e a mão trêmula os escondendo, prosseguiu, mais calmo e recomposto: — Ele queria dizimar Konoha e o Clã Uchiha por traí-lo, mas consegui convencê-lo a se contentar com o fim do Clã que foi o que Danzō já havia me proposto, deixando assim de lado a Vila, que nada tinha a ver com o ressentimento dele. As coisas só coincidiram de acontecer no mesmo momento.
Mesmo depois de despejar aquela verdade, continuava ofegante, como se estivesse em frente ao Sandaime Hokage confessando aquele pecado; o pecado de aceitar matar sua família e Clã para salvar a Vila da ira daquele homem.
E mesmo sabendo que o Clã merecia aquele fim diante de tudo o que estava arquitetando nas sombras contra sua amada Vila, não doeu menos escolher exterminá-los para o bem maior. Por isso era assombrado todas as madrugadas; porque todos os dias pensava que podia ter sido diferente se ele fosse mais competente, mais forte e mais maduro.
— Então Tobi não é realmente quem diz ser. — ela disse minutos depois, voltando a andar de um lado para o outro nervosamente, claramente perdida em pensamentos.
Por que ela estava seguindo por aquele caminho?
No que o Tobi tinha a ver com o desprezo dela por ele?
De repente, o olhou de esguelha, o encarando com a expressão dura — Independente disso, nada justifica o que você fez. — parando de andar, se virou na direção dele — E eu nunca vou te perdoar por isso.
— Por isso o que, garota? — perguntou genuinamente com raiva, não entendendo onde ela queria chegar depois de perturbá-lo tanto — Escolhi milhares de vidas em vez dos meus, os que eu considerava como família!
— Você nem considera o que fez errado, tanto que não entende do que estou falando! — ela retrucou horrorizada e com a expressão facial ainda mais perturbada — Você acredita mesmo que fez o certo!
— Do que está falando?!
— Do Sasuke-kun! Aquele que você diz amar! — descontrolada, ela o respondeu aos gritos — Por que o machucou tanto?! Tudo bem que você tinha que manter o disfarce, mas ir atrás dele depois, somente para torturá-lo?! Como você pôde?! — ela perguntou, cutucando-lhe o peito com o dedo indicador acusatório que nem seu olhar, deixando-o ainda mais zonzo e perturbado — Como você pôde deixá-lo tão desesperado por poder a ponto de abandonar Konoha?!
— Porque eu estava desesperado também! — gritou de volta, finalmente perdendo a compostura que tanto tentou manter, vendo Sakura arregalar os olhos e ofegar diante da verdade — Porque eu estava desesperado também… — repetiu, cansado e caindo sobre os joelhos porque não tinha mais forças para lutar contra a verdade — eu tinha medo de Danzō se aproveitar da fraqueza do Sasuke para usá-lo para me atingir, para me cobrar silêncio e lealdade no jogo sujo dele. — afundou as mãos no cabelo e escondeu o rosto com toda a vergonha da desonra de ter perdido a racionalidade no ponto mais crucial de tudo, obrigando-o a cometer aquele erro gigantesco — Eu não queria ter feito o que fiz, mas naquele momento parecia que era a única coisa que faria Sasuke ver que estava fraco e que precisava se fortalecer-...
— Nem você acredita nisso. — ela retrucou fungando — Você o empurrou para um caminho obscuro e solitário com essa decisão... você o tirou de nós, do Time 7 e de mim…
Só percebeu que estava chorando quando sentiu as lágrimas ultrapassarem suas mãos para escorrer por seu rosto, pingando sobre a calça.
— Eu só queria que ele fosse forte para se defender sozinho… — lamentou sem pretensão, apenas externando o caos interior — eu só queria que ele fosse forte como eu nunca fui… mas eu falhei mais uma vez, errei com ele mais uma vez e preciso consertar as coisas… preciso dá-lo a chance de ter o perdão de Konoha pela deserção, por isso-...
Ouviu um suspiro pesado e logo sentiu Sakura por perto, mas não ousou encará-la porque estava com vergonha do seu verdadeiro pecado: ter destruído o irmão por incapacidade de lidar com o próprio desespero.
Um tempo depois, sentiu a mão dela tirar a dele que estava sobre os olhos e por causa do contato físico repentino olhou para a união das duas mãos.
A mão dela, que o segurava com tanto cuidado, apertou a própria e a envolveu com a outra, como se o protegesse de qualquer mal só com aquele gesto.
E mesmo que naquele momento o aperto tenha sido sutil, lhe passando conforto, se lembrou de quando ela usou aquelas mesmas mãos para matá-lo com tudo o que tinha, com tanta determinação que foi capaz de quebrar a defesa absoluta dos Uchiha: o Susanoo.
Como aquelas mãos podiam ser tão destrutivas e gentis ao mesmo tempo?
Subiu o olhar aos olhos esmeraldinos avermelhados e banhados em lágrimas, sendo nocauteado pela intensidade que carregavam.
— Somos humanos e todos estamos sujeitos a, em algum momento, errar, pois ninguém é perfeito, — nunca ouviu a voz dela tão mansa como naquele momento, o olhar tão suplicante, tanto que realmente quis acreditar que havia outra opção. Quis acreditar que tudo podia ser diferente. Quis acreditar que ela era capaz de salvar o Sasuke e também de salvá-lo da condenação certa pelos seus pecados. — mas você não pode continuar cometendo o mesmo erro, Itachi.
— E é exatamente por isso que eu preciso prosseguir com o plano. A única maneira de Sasuke ser perdoado pela deserção e por se aliar a um inimigo declarado de Konoha, que ocorreu unicamente por minha culpa, é me matando.
Ela suspirou parecendo ainda mais cansada do que ele e se levantou, deixando a mão dele e trazendo junto a brisa fria pela ausência do calor da mão dela.
E não soube dizer o que mais o incomodou: a ausência daquele toque gentil ou a tensão e aborrecimento voltar a blindá-la.
Vendo-a voltar a caminhar nervosamente de um lado para o outro, pensou no motivo de ser tão difícil de ela entendê-lo. Por acaso estava falando em outra língua? Porque não era possível que uma garota com um gênio esperto e mente brilhante como a dela não conseguisse entender algo tão simples.
Alguns minutos, que usou para se recompor e recuperar ao menos um pouco da pouca dignidade que tinha, se passou sob o silêncio tenso. Ele não fazia a mínima ideia do motivo de ela estar tão nervosa quanto aparentava estar.
— Você acredita mesmo que o Sasuke-kun vai querer voltar para a Vila que condenou seu amado irmão? — Sakura perguntou parando de caminhar só para encará-lo — Sasuke-kun, no mínimo, vai odiar Konoha com todas as suas forças, isso se não resolver atacar-...
— Sasuke nunca saberá da verdade.
Suspirando mais uma vez, ela deixou os ombros caírem, parecendo tão ou mais cansada que ele próprio daquela discussão que parecia não chegar a lugar algum.
— E como pode garantir isso?
— Vou fazê-lo me odiar-... — se calou diante da sobrancelha rósea direita erguida numa expressão cética — ele vai me odiar até o fim.
— Entendo que trabalhou nesse plano metade da sua vida e que realmente quer acreditar que vai dar certo, mas você não está considerando as variáveis.
— Que variáveis?
Ela soltou um muxoxo, suspirando pela terceira vez como se estivesse lidando com um débil.
— Eu não sei bem em que ordem por isso, porque, sendo franca, ainda estou processando as últimas informações e não estou certa sobre o que é mais perigoso agora-...
— Sakura. — a chamou para trazê-la ao foco, visto que começou a se perder em pensamentos ditando em tempo real o que processava mentalmente.
Seria cômico vê-la daquele jeito: desarmada, solta e falante, quase como se fosse outra pessoa, se a situação não fosse tão emergente.
Ela o encarou, as bochechas tornando-se levemente rubras quando assentiu voltando a caminhar.
— Certo, bom… você disse que Tobi queria destruir Konoha-...
— Mas o convenci a se contentar apenas com a destruição do Clã. — a cortou, levantando-se agora que já se sentia mais controlado.
— Da mesma forma que Jiraya-sama e certamente Tsunade-sama também o convenceram a desistir do seu plano. — rebateu com a sobrancelha direita erguida com a mesma expressão cética de antes. O soco que ela usou para quebrar o Susanoo, diretamente nele, faria menos estrago do que aquela frase; — Continuando… com a sua morte – aparentemente a única coisa que o impedia de destruir Konoha – ele pode aproveitar para retomar o plano original…
Franziu o cenho.
— Ele não vai fazer isso...
O ignorando, ela continuou — Pode ser por isso que ele se filiou à Akatsuki… para destruir Konoha! — bateu o punho fechado na palma aberta cessando os passos e olhando para frente, como se tivesse descoberto um segredo valioso — Então-...
A voz dela foi baixando o tom e logo estava resmungando coisas que não conseguia entender. Voltando a caminhada nervosa, continuou resmungando até que se viu obrigado a trazê-la para o presente mais uma vez.
— Sakura. — a chamou, tendo como resposta ela acenando com o indicador para que ficasse quieto, sem que parasse de murmurar coisas que não conseguia ouvir direito dado a rapidez com que pronunciava as palavras emboladas — Sakura!
— Não entendeu ainda?! — parando de andar, o encarou emburrada — Tobi sabe sobre o Massacre Uchiha e pode usar isso a favor do seu plano de destruir Konoha contando para o Sasuke-kun toda a verdade!
— Ele não-... — começou, mas ela o interrompeu de novo, olhando para um ponto imaginário acima de sua cabeça, então se calou, já adivinhando que não seria ouvido de novo.
— A Akatsuki perderá mais um membro e virá a calhar a entrada do Sasuke-kun para substituí-lo… ideia que partiria do Tobi, sem dúvidas. — divagou, cruzando os braços e colocando uma mão no queixo pensativa — quantos anos Tobi tem? — estreitando os olhos verdes, o encarou — Tem alguma chance dele ser o verdadeiro líder da Akatsuki?
Franziu o cenho, sendo a vez dele de lidar com aquela conversa com ceticismo.
Que confusão era aquela? O que uma coisa tinha a ver com outra?
— Tobi não é o idiota que se mostra ser e por mais perigoso que seja, não acredito que esteja na liderança da Akatsuki. Pelo que sei, a Akatsuki foi fundada pelo Pain em parceria com Konan. — explicou pacientemente e suspirou cansado — Você ainda deve estar muito abalada desde a conversa com Jiraya-sama, então entendo que ainda esteja digerindo as coisas, mas não se precipite.
— Não me tome por tola, Itachi. — e lá estava o tom sério e aborrecido de volta — Se há alguém que está abalado e que precisa digerir as coisas aqui, esse alguém é você. De qualquer forma, o Sasuke-kun será um alvo fácil para ser manipulado pela Akatsuki. Sua morte trará consequências e deixá-lo desprotegido é uma delas.
— Sasuke não-...
— Não estou dizendo para desistir do seu plano! — ela o cortou impaciente, massageando as têmporas temporariamente antes de encará-lo novamente — Como eu disse: se quer morrer pelas mãos do seu irmão, então morra. Esse não é o ponto. Só estou dizendo para considerar todas essas variáveis e dar um jeito de seu plano funcionar caso elas se tornem reais empecilhos.
Suspirou, cruzando os braços.
Ela acreditava mesmo naquilo e era mais insistente do que imaginava.
— Está bem, vou considerar.
— E tem mais uma coisa: — ela desviou o olhar e sua expressão se tornou aflita por sobrancelhas arqueadas e olhos estreitos e lacrimejantes — você pode estar condenado pela doença… mas deixar o Sasuke-kun acreditar que te matou vai condená-lo a uma vida miserável, principalmente se as variáveis tornarem-se reais. Isso vai destruí-lo de maneira irreversível, tenho certeza. A culpa que ele vai sentir… a indignação de ter sido enganado a vida toda até o fim… o arrependimento por odiá-lo quando você só cumpriu seu papel como Ninja por escolha própria… você entende não é? Isso vai acabar com ele. — A garganta dele fechou e sentiu uma dor no peito quase insuportável com a ideia daquilo se tornar real — Pense nisso e pense se é assim que quer que as coisas terminem.
Nunca pensou naquela possibilidade e se assustou por imaginar destruir ainda mais a vida do irmão caçula que prometeu cuidar.
— Vou pensar.
Ela assentiu, enxugando as lágrimas que escorreram por sua face rubra e ele desviou o olhar, pensativo.
— E… — a voz trêmula chamou sua atenção, mas supondo o quão fragilizada estava, não a olhou — depois de tudo o que conversamos… eu não vou interferir em sua decisão e nem tentar convencê-lo do contrário, mas, Itachi… — com o chamado manso, foi irresistível encará-la, assim como foi irresistível amansar também qualquer expressão que estivesse esboçando, porque encontrou um olhar gentil, cheio de compaixão, deixando-o quase em estado letárgico por haver tanta sinceridade ali, desarmando-o completamente — quero deixar claro que você não está mais sozinho. Você não precisa mais arcar com tudo o que está lidando sozinho. Eu estou aqui e seja qual for os obstáculos que vá enfrentar, posso dar um jeito se me disser que quer minha ajuda, porque no fim o resultado é o mesmo: eu sempre, sempre dou um jeito, independente do que eu tenha que fazer.
E ali estava a Haruno Sakura que, de forma misteriosa, mudava pouco a pouco cada membro da Organização mais temida do Mundo Shinobi e a que esperava, quase desesperado, ser agraciado por seu poder.
E nas entrelinhas daquelas palavras, ele encontrou esperança, encontrou uma saída, até mesmo para sua doença. Tsunade tentou de todas as maneiras possíveis salvá-lo da doença terminal e falhou, mas Sakura já mostrou que o resultado com ela poderia ser diferente quando encontrou um remédio mais eficaz e completo para estender sua pouca sobrevida. Seria ela capaz de curá-lo fisicamente, assim como estava curando seu estado espírito?
"... eu sempre, sempre dou um jeito, independente do que eu tenha que fazer."
Assentiu e não disse nenhuma palavra, porque se sentia afetado o bastante para duvidar que a voz saísse.
— Acho que terminamos por aqui. — ouviu-a dizer com a voz mais forte depois de pigarrear e assentiu novamente, vendo-a se virar de costas enxugando mais uma vez as lágrimas.
— Sakura. — ela o olhou por sobre o ombro — Você é muito nova para beber daquele jeito. Fique longe do Sakê. Garotas de dezessete anos deveriam beber suco de frutas ou chá e não álcool.
Um pequeno sorriso despontou no canto dos lábios dela.
— Eu não tenho dezessete. — sentiu os olhos arregalarem por surpresa. Era mais velha então? — Faz apenas alguns meses que fiz dezesseis, — franziu o cenho aborrecido. O que uma garota de dezesseis anos fazia bebendo daquele jeito?! — mas vou considerar seu pedido.
Garota insolente, mesmo depois de tudo continuava agindo daquele jeito.
Não era um pedido, era uma ordem, e ela sabia disso.
Sorrindo mais abertamente, ela piscou com um olho e dissipou o Genjutsu, trazendo-os ao bar, em meio a conversas paralelas altas e cheiro de álcool.
Piscou repetidamente para se acostumar com o cenário. Entreteu-se tanto com a conversa que o retorno à dimensão original foi brusco ao ponto de deixá-lo levemente atordoado e olha que o Genjutsu era dele.
Sakura estava mesmo preparada para desfazê-lo no momento que quisesse e isso era algo a se admirar.
E ela só tinha dezesseis anos.
Dezesseis anos.
E se tinha dezesseis atualmente, quando deixou Konoha há um ano e nove ou dez meses, tinha quatorze ou quinze anos… exatamente como ele quando seguiu pelo caminho obscuro de proteger Konoha pelas sombras.
Tinham em comum mais do que imaginava e aquela constatação tornou o peso de falhar em salvar aquela geração ainda maior.
Olhou para a garota que esvaziou a última garrafa de Sakê com um atrevido sorriso debochado para ele e que pagou a conta somente quando não restou uma única gota disponível, então seguiram para fora do bar.
E por dentro, sentia um turbilhão de emoções corromper pouco a pouco sua inexpressividade porque, por mais que lamentasse vê-la tão jovem seguir por um caminho obscuro como ele, sentia também admiração por ver que, como ela mesma disse, eles nunca seriam iguais, não pelos motivos que ela apontou e sim por ver que Sakura poderia mergulhar cada vez mais fundo na escuridão e diferente dele, o coração dela sempre se manterá brilhante, iluminando tudo à volta mesmo sem querer.
Ela passou por ele esbarrando propositalmente no braço dele e olhou para trás com outro atrevido sorriso debochado antes de pular sobre o telhado e acelerar a corrida na direção do esconderijo deles.
Sorriu de canto negando com a cabeça e a seguiu usando chakra para acelerar sua velocidade e vencê-la ao menos naquela disputa infantil.
Definitivamente ela era mesmo uma garota insolente.
[...]
NOTAS FINAIS:
Aiiii como amei escrever esse final! Escrevi com um sorriso, li com outro sorriso e postei com outro!
A frase: "Sakura poderia mergulhar cada vez mais fundo na escuridão, diferente dele, o coração dela sempre se manterá brilhante, iluminando tudo à volta mesmo sem querer." foi inspirada numa frase de uma leitora maravilhosa dessa fic dita em um comentário do capítulo anterior. "Sakura pode estar mergulhada na escuridão, mas seu coração sempre será brilhante.".
A cena já estava escrita, mas eu sentia que faltava algo e quando li essa frase no comentário me veio um estalo de: "Poxa! Era isso que faltava!". Então muito obrigada MakyyChan – vulgo Feh Guesser – por me dar a cereja desse bolo! Ficou perfeito!
Agora, falando sério, mas para algumas considerações aqui, está bem?
Primeiramente vou deixar claro que no capítulo passado fechei outra ponta solta: o motivo do Itachi ter se entregado à morte durante a luta dele contra a Sakura. E nesse aqui foi o motivo da Sakura estar puta com ele mesmo sabendo que ambos eram iguais.
Os questionamentos sobre o Massacre Uchiha, a veracidade do Itachi ter sido o único acusado pelo Massacre, e até mesmo o motivo do Itachi ter torturado o Sasuke, lá no clássico quando o Jiraya confronta o Itachi e o Kisame… lembram? Bom, tudo isso aí é de minha autoria. Não é cannon, por mais perfeito e coerente que esteja (cof cof), brincadeira rsrs
E quero pontuar outra coisa muito importante: nessa fanfic o Itachi tinha 15 anos quando houve o massacre Uchiha. Na obra original ele só vem a aparecer novamente com 17/21 anos, já como um Akatsuki e ao lado do Kisame, então chuto que sua entrada na Akatsuki foi com 16 anos, pois li em algum lugar que ele foi preparado antes pelo Obito durante um ano. E quanto a Sakura, ela tinha acabado de fazer 15 anos quando forjou a própria morte e deixou a Vila, passou um ano como indigente, tendo feito 16 quando aceitou entrar na Akatsuki. Não foi acidental, pelo contrário. Quis trazer as mesmas circunstâncias para os dois, sob as mesmas idades, para que a Sakura tenha inteira visão sobre as escolhas e erros do Itachi.
De qualquer maneira, isso não influencia muito na linha temporal da obra original porque vamos ter um salto grande no tempo aqui, porque nada na vida real acontece da noite pro dia, certo? E na fanfic não será diferente.
Agora sim, vamos ao capítulo!
Que "conversa" hein? Olha, o que eu quebrei a cabeça para desenvolver esse diálogo não foi pouco, porque eu quis passar a confusão que estava na cabeça da Sakura desde que descobriu tudo lá no capítulo do Jiraya e em conjunto a confusão do Itachi por ser assombrado pelos seus "pecados". Espero não ter ficado muito confuso ou estranho.
Enfim, o que acharam? Eram o que esperavam? Surpreendi vocês?
E, antes de julgarem a Sakura, lembrem-se de que ela é inteligente e muito estratégica. Considerem isso, ok? Porque isso influencia diretamente na forma como ela está lidando com o Itachi.
E antes de julgarem o Itachi, se lembrem de que ele era tão adolescente quanto a Sakura quando teve que fazer escolhas difíceis e ainda tem outros agravantes no caso dele: ele vivenciou o terror da Terceira Guerra Ninja (isso o fez ter pavor de acontecer uma possível 4º Guerra caso o Clã Uchiha tivesse tido a oportunidade de conspirar contra Konoha), ele era totalmente pacifista, mas foi obrigado a ir contra si próprio por um bem maior (isso destrói uma pessoa por dentro, essa coisa de ir contra sua própria natureza e eu mostro isso muito bem no caso da Sakura, então considerem isso também) e por último e não menos importante: ele não viveu uma adolescência saudável (já que só houve sangue e mortes na fase adolescente/adulta), então isso justifica ele achar que pela dor se consegue poder (o que tem influência direta no que ele fez com o Sasuke). Não estou passando pano, pelo contrário, estou mostrando tudo o que o fez recorrer a soluções imediatistas extremas. Isso o torna humano tanto quanto nós na vida real. Não relevem, mas compreendam, certo?
Por último: qual vai ser a escolha do Itachi, vocês imaginam?
Aguardo a opinião de vocês!
Até a próxima!*~
Obs.: Caso queiram ter prévias de capítulo, spoiler e interagir comigo além daqui, me sigam no Twitter por SenpaiNani, Instagram por NaniSenpaiNK e Facebook por Haruno Sah ou Nani Senpai!
Obs.²: Sei que vocês sentiram alívio quando a Sakura amoleceu com o Itachi e acabou tentando convencê-lo de que as coisas poderiam ser diferentes porque ele não estava sozinho.
Eu também fiquei feliz por ter a oportunidade de mostrar que sua essência continua a mesma, por mais que ela tenha mudado.
Ouvi um "Aleluia!"? kkkkkkkk
OBS.³: IMPORTANTE Já expliquei para algumas pessoas, mas, resumindo, passarei algum tempo ausente porque tenho umas coisas profissionais para resolver, infelizmente não tenho data de retorno, mas eu tenho um compromisso com vocês então, pensando nisso, vou dar a vocês o privilégio da escolha. O próximo capítulo tem 13.700 palavras, três momentos/situações/clima/cenários diferentes. Preciso corrigir o capítulo, pois faz muito tempo que o escrevi, coisa que vai ser bem complicado na situação atual, por isso só me restam duas alternativas e quero a ajuda de vocês para chegar a uma escolha.
Vocês preferem:
A-) Que eu divida em 2 capítulos de 7.000 palavras cada e poste um na semana que vem dia 11/06/2021 – próxima Sexta-feira e outro no dia 18/06/2021 – Sexta-feira posterior seguida.
B-) Não divida o capítulo, mantendo as 13.700 palavras com data de postagem para daqui duas semanas, ou seja, só no dia 18/06/2021 – Sexta-feira.
VOTAÇÃO ABERTA! Votem, gente! Votem porque é vocês que mandam nessa bagaça!
