NOTAS DO AUTOR:
Yo! Vocês não estão alucinando! Estamos SIM NUMA QUARTA-FEIRA E EIS QUE TRAGO MAIS UM CAPÍTULO!
Simmmmmm, minha gente! Consegui antecipar! Amém, Senhor o/
Eu fiquei tão ansiosa e eufórica com os comentários que não resisti e é capaz de eu fazer isso mais vezes porque o chumbo vai engrossar daqui para frente e isso me deixa muito animada!
Então se animem também e comentemmm muito para me animar ainda mais! É mágico receber comentários kkkkkk
Enfim, como vão? Espero que bem, com a saúde e o psicológico em dia porque estamos tomando o rumo do auge da fanfic! Se preparem que é tiro atrás de tiro a partir daqui! E as coisas acontecerão rapidamente, sem tempo para respirar!
Não que tenha sido diferente antes desse capítulo, né? Que culpa eu tenho se gosto de manter a adrenalina de vocês alta? Fala sério, sou uma escritora maravilhosa em dar aos melhores leitores os melhores capítulos, não acham? Cof cof… (brincadeira, pessoal kkkkk).
AVISO: nesse capítulo contém movimentações estratégicas e políticas, isso pode dificultar um pouco a leitura de vocês. Tentei deixar o mais claro e explicativo possível, mas, bem, eu não sou nenhum gênio da explicação, então me avisem se ficar confuso ou quiserem que eu reforce a explicação com outro método, está bem?
É isso! Bebam água, mantenham a respiração e pressão controladas e tentem não desmaiar de tanta emoção!
Boa leitura!*~
Obs.: Me imaginem com uma expressão sagaz. Eu tô sorrindo, confesso! Kkkkkk
Obs.²: Apreciem sem moderação essa edição do banner, só pra mexer com o psicológico de vocês KKKKKKKK
Obs³: VÃO PREPARADOS PARA UM TRATAMENTO DE CHOQUE! *-*
A coisa vai ficar pesada!
[…]
CAPÍTULO 19
A OITAVA PÉTALA DE CEREJEIRA – POR OLHOS BICOLORES
Mal abriu os olhos depois de uma noite perturbadora de pesadelos e olhou de esguelha na direção da janela fechada que só lhe dava um pouco de privacidade devido as cortinas escuras que providenciou na última semana, o que não o impedia de sentir as pessoas que estavam negligentemente por trás delas.
Para Ninjas especializados em passar despercebido, estavam cometendo erros demais ao não serem tão discretos quanto deveriam.
Suspirou, cansado. Não tinha mais idade e vigor para qualquer coisa que não fosse viver em paz.
Se levantou da cama arrastando-se para o banheiro a fim de tomar um banho que lavasse não só seu corpo como também a alma, ignorando propositalmente a presença de doze ANBU Ne – ANBU Raiz – em torno de seu humilde apartamento e continuou se fazendo de disperso quando caminhou tranquilamente pelas ruas sem rumo certo com seu companheiro de todas as horas Icha Icha – Aitai.
Mesmo com os olhos presos nas linhas que faziam metade de sua atenção mergulhar no enredo genial construído pelo digníssimo falecido Jiraya, era inevitável a outra metade perceber como Danzō aumentou significativamente e, sobretudo, descaradamente a vigilância nos últimos dias. Não havia uma rua sequer sem pelo menos três ANBU parados como postes com posturas intimidadoras e imponentes.
Os últimos meses vinham sendo um inferno, mas as últimas semanas se superaram.
— Kakashi-sensei. — ouviu um chamado e desviou o olhar do livro para Ino — Como vai?
— Bem. — suspirou abaixando o livro, embora tivesse mantido os passos, sendo prontamente acompanhado — E você? Melhorou das crises de dor de cabeça?
A loira estreitou os olhos por um milésimo de segundo, antes de colocar uma mecha do cabelo atrás da orelha com um sorriso generoso.
— Sim, fui agraciada pela piedade dos Deuses.
Oh, o gesto e a frase… era aquele código.
— Fico feliz em saber. — comentou leviano, deixando o olho sorrir pela boca escondida pelo pano — Imagino que Shikamaru ficará feliz em não ter mais que comprar seus remédios.
— Sem sombra de dúvidas. — ela sorriu mais uma vez e acenou — Preciso ir agora, voltarei aos meus afazeres na Floricultura.
— Tenha um bom dia.
— Para você também, Kakashi-sensei.
Era cansativo manter qualquer diálogo sob códigos, mas extremamente necessário em dias obscuros como os que viviam, principalmente quando até mesmo os postes eram capazes de ouvir.
"Crises de dor de cabeça" significava que ela estava tentando contato telepático com a Godaime Hokage. Tentando porque, com a vigilância cerrada e a forte Kekkaijutsu – Técnica de Barreira – aplicada na Torre Hokage, em sua residência particular e nos locais que tinha costume de frequentar, era uma missão quase impossível conseguir sem serem pegos. Por sorte, no último mês, Yamato e Sai descobriram uma maneira de burlar o sistema de monitoramento por míseros três minutos na virada da noite, que era quando ocorria a troca de turno e a partir da descoberta, estavam avançando a passos lentos e trabalhosos rumo ao sucesso de conseguir algum tempo em diálogo sem serem pegos, pois Tsunade estava inacessível para qualquer diálogo franco, visto que todos estavam de olho nela.
Por trás do "melhorou", junto do comentário despretensioso que utilizava as palavras "piedade dos Deuses", sendo que por "Deuses" se referiam a Danzō, eram provas incontestáveis de que a última tentativa, que foi feita naquela madrugada, teve sucesso.
Então com "não ter mais que comprar seus remédios" era um meio para confirmar se Shikamaru já conferiu com Sai se a conexão mental não foi acusada nos relatórios da ANBU Ne e com "Sem sombra de dúvidas" significava que sim, conferiu e não, não acusou, embora "sombra" fosse a garantia de que Sai continuará investigando só por precaução.
Suspirou voltando a fingir ler o livro, olhando de esguelha um ANBU Ne não tão sorrateiro seguir seus passos e outros dois se esconderem sob os galhos fartos como se fosse um bom esconderijo.
Não era possível que estavam o subestimando tanto a ponto de achar que não veria aquela vigilância desleixada em plena luz do dia.
Ou era proposital, justamente para Danzō mostrar sua influência e poder sobre ele e qualquer um que já se mostrou leal ao atual governo que tanto estava tentando derrubar e que, depois da morte do grande Sannin Jiraya, estava quase conseguindo, após acusar a Líder de conspirar contra o próprio antigo companheiro de Time enviando-o para a morte certa em troca de prestígio com a Organização mais perigosa do mundo.
Um absurdo sem tamanho.
Há cerca de seis meses Shimura Danzō começou seus movimentos por baixo dos panos para derrubar Tsunade do poder e desde então não descansou até colocar em xeque todas as decisões tomadas no último ano, desde as estratégias políticas até a forma como ela se portava quando estava de folga. Era muito mais do que absurdo o que estava fazendo, mas, aparentemente, o conselho confiava no homem e em seu julgamento sobre o que era melhor para "Konoha", pois cedeu a todas as vontades dele, sem exceção. Por isso Konohagakure atualmente mais parecia uma prisão a céu aberto onde os mocinhos eram os prisioneiros, os vilões os guardas e a autoridade máxima da Vila não tinha um minuto de privacidade ou autonomia, se bobear nem para ir ao banheiro.
Se tudo desse certo, na virada da noite Ino tentaria contato mais uma vez para descobrir o que fazer quanto as interferências diretas, mas, como nada na vida era fácil, só o que conseguiram naquele único contato depois de quase um mês tentando foi uma mensagem curta e direta com três únicas e aparentemente aleatórias palavras que não lhes dava nenhum norte: "Kakashi-Katsuyu-Insídia".
Ao recebimento da mensagem, ficou confuso, mas, quando chegou na porta de casa à noite, percebendo previamente coisas que somente ele, com sua paranoia minuciosa, perceberia, entendeu o que queria dizer.
Passou pela porta sentindo a Kekkaijutsu com a assinatura agressiva de sua portadora, Tsunade, lê-lo. Menos de um minuto depois, deparou-se com uma pequena lesma no meio de sua sala encarando-o e, em seguida, Tsunade saindo de seu corpo maleável num processo pouco agradável de assistir, embora estivesse extremamente aliviado de vê-la pessoalmente depois de quase dois meses sem nenhum contato direto.
— Não temos muito tempo. — a líder avisou rigorosamente, virando-se para a lesma — Entregue-o.
Inúmeros pergaminhos foram despejados do corpo da invocação e a Hokage o encarou.
— Vou te contar uma história e mostrar provas sobre sua veracidade e você vai se manter controlado, pragmático e racional para me dar uma única resposta. Entendeu?
Assentiu, engolindo a seco.
O tom não dava brecha para dúvidas, algo muito sério estava a caminho.
Então uma história ainda mais absurda do que tudo o que estavam vivendo em Konoha foi contada. Uma história fatídica e… controversa em questão de como o deixou.
Ao mesmo tempo que sentiu esperança, sentiu desespero.
Os sinônimos e antônimos se tornaram apenas um em sua mente e coração.
Haruno Sakura, definitivamente, teve um fim – ou um começo – diferente do que acreditava piamente diante de tudo o que houve.
Depois do que ouviu de Tsunade, a mente dele colapsou de um jeito que a única coisa que pensava era uma frase; a última frase dela em seus braços no leito do que acreditava na época ser de morte.
"Diga à Tsunade-sama que aceito meu destino."
Nos próximos dias torturantes que passou enquanto ela estava hospitalizada em estado tão grave que era impossível visitá-la, para manter a mente ocupada, criou teorias que explicassem o motivo daquelas serem as últimas palavras dela e a vencedora – e também a mais coerente – foi que era uma maneira de acalmar previamente o coração daquela que foi sua mentora e que seria a última a vê-la e tratá-la, pois era a atual melhor Médica-Nin – Ninja Médica – do Mundo Shinobi e faria o possível e o impossível para fazê-la viver a qualquer custo.
Todos tinham ciência das perdas que Senju Tsunade acumulou em vida e do impacto que cada uma delas causou, então, de alguma forma, pareceu serem palavras de conforto na sabedoria incontestável de alguém que sabia que ia morrer, pois se a mentora era a atual melhor Médica-Nin do mundo, ela era a segunda melhor.
"Aceito meu destino."
"Aceito meu destino."
"Aceito meu destino."
O destino de fazer uma escolha difícil;
De abrir mão de tudo o que tinha pelo bem maior;
De forjar a própria morte;
De se tornar um ninguém, antes de poder ser alguém;
"À determinação, generosidade, bravura e altruísmo da corajosa Haruno Sakura de Konohagakure.
Seu sacrifício não será em vão."
Foi o que a própria Godaime Hokage escolheu pessoalmente para ser gravado na lápide dela e agora entendia perfeitamente o motivo da escolha de palavras, independentemente de sua contestação.
Haruno Sakura se sacrificou sim, só que dando muito mais do que só sua vida para proteger aqueles que amava: dando também sua morte, sua alma, seu presente e um futuro que tinha tudo para ser brilhante.
Esperava que ela não tivesse dado também sua luz própria num caminho de completa escuridão, mesmo que o destino tivesse sido tão duro e exigente, pois isso tiraria tudo o que tinha para dar em troca de pouco, considerando que haviam inúmeras variáveis que a deixavam cada vez mais distante e fora do curso do sucesso.
Mirou o olhar que caiu ao chão diante das revelações à autoridade máxima da Vila e àquela que entregou ao destino a própria discípula em prol de suas obrigações como Kage.
Não conseguia vê-la com a mesma perspectiva. O ressentimento e a decepção estavam minando seu julgamento e juízo.
"No mundo Shinobi, aqueles que quebram normas e regulamentos são tratados como lixo, mas aqueles que abandonam seus companheiros são piores do que lixo."
— Diga alguma coisa, homem. — Tsunade exigiu e desviou o olhar, cerrando as mãos em punho dentro dos bolsos da calça.
Queria dizer pelo menos que ouviu tudo, mas seu maxilar estava travado porque estava se obrigando a não perder a compostura e não começar a gritar com sua superior.
Cravou o olhar nas cortinas escuras e torceu os lábios sob a máscara que, pela primeira vez, estava o sufocando verdadeiramente.
Por que a Sakura dentre tantas opções?
Compreendia a necessidade de substituir o antigo espião infiltrado na Akatsuki – e nem conseguiu processar adequadamente essa informação ainda –, mas, com tantas opções também qualificadas e mais coerentes considerando faixa etária, habilidades, nível estratégico, representatividade e etc., por que ela?
Era apenas uma menina quando partiu de Konoha, não dessa para melhor e sim para pior.
Uma menina de futuro brilhante, preciosa para todos, que tinha amigos, família, um lar e muito a perder.
Já ele, teve uma boa vida e tinha muito menos a sacrificar se fosse escolhido, assim como, pelo menos, uma dúzia de Ninjas de Konohagakure com uma patente formidável e lealdade, fidelidade e a Vontade do Fogo de sobra para aceitar sem pestanejar uma missão de sacrifício daquela.
Portanto não conseguia compreender a escolha para a substituição.
Crianças já não pagaram o suficiente pelos erros dos adultos?
Só nas últimas gerações, tinha Naruto ao herdar do Yondaime Hokage e, mais importante, do próprio pai o poder de um demônio – o que o fez ser odiado a vida inteira por sua própria Vila como se não fosse um herói nato; um herói que não teve escolha, mas nato;
O prodígio Itachi, que foi o primeiro a se sacrificar por iniciativa própria ao iniciar uma trajetória obscura como assassino do próprio Clã e renegado de sua amada Vila num caminho sombrio que o marcou como traidor para o resto da vida – tudo porque o Sandaime Hokage não foi o líder esperado pra encontrar outra alternativa e, sobretudo, não foi um líder respeitado, já que Shimura Danzō passou por cima de sua autoridade e deu a missão pessoalmente ao garoto;
E a mais triste e impactante para si: aquela que ele preparou e encaminhou pessoalmente rumo a vida Shinobi sob disciplina, obrigações e deveres que a levaram àquele fim inaceitável.
"… aqueles que abandonam seus companheiros são piores do que lixo."
— Kakashi.
Ouviu o chamado, mas não olhou para sua superior, continuou mirando fixamente os tons escuros do tecido.
Aquela noite seria sombria.
E não imaginava que sua suposição estaria tão correta.
Como o Ninja leal que era, depois que recuperou parte da compostura, disse à Hokage que absorveu tudo o que foi dito e que aceitava a missão prioritária de substituir o falecido Sannin Jiraya como ponte entre ela e Sakura, prometendo sigilo absoluto.
Sigilo que o obrigaria a omitir para o Naruto informações que o deixavam dividido se seriam recebidas como uma bênção ou uma maldição.
E se ele, que nem era o maior omisso da história, estava sentindo um peso insuportável no peito, imagine como a doce garota que deixou a Vila há dois anos completados recentemente se sentiu e ainda se sentia?
A insônia, que já era uma companheira frequente, o visitou naquela noite depois de se despedir da líder e de ler as cópias dos poucos pergaminhos que as duas trocaram por aquele tempo, onde foi automático refletir sobre os últimos acontecimentos que, naquele instante, começavam a se encaixar.
Há menos de três semanas receberam a visita do ilustre atual Kazekage de Sunagakure, mesmo depois de uma reunião formal com todos os Kages nas fronteiras três dias antes, pelo que soube.
E, mais inesperado do que a visita, foi o tópico. Logo que a Hokage soube da presença do Kazekage o chamou para recebê-lo, afinal era um dos Ninjas mais confiáveis de alta patente com quem ela podia contar na situação precária em que estava com as investidas do Danzō.
Depois das últimas revelações, entendeu porque foi chamado. Além de ser um dos Ninjas mais confiáveis de alta patente com quem podia contar, também era uma opção para a substituição de Jiraya caso fosse necessário, então ele precisaria estar a par da situação, mesmo que parcialmente.
Suspirou, revirando-se na cama.
A primeira coisa que saiu da boca do objetivo Líder de Suna foi: "Haruno Sakura… como todos estão lidando com sua perda?".
Se aquela pergunta tivesse sido feita no pós-funeral da citada seria explicável, mas, quando faltava menos de uma semana para completar dois anos de morte?
Foi suspeito, entretanto não a ponto de ele ter percebido o que havia nas entrelinhas daquela pergunta na ocasião.
Tsunade fez um discurso sobre como a perda dela foi insubstituível e o mandou acompanhar o Kazekage até a lápide da Flor de Cerejeira de Konohagakure quando o próprio fez o pedido de visita dispensando a própria guarda para ter privacidade, onde se mostrou mais reflexivo do que as circunstâncias aparentes explicavam. E, diante do encontro acidental com Naruto, mostrou-se tão introspectivo quanto com a Hokage, mesmo que compartilhassem de um laço mais amigável.
— O que fazem aqui? — Naruto perguntou, tão surpreso que até deixou o arranjo de flores em sua mão cair.
O Ninja Número Um, hiperativo e cabeça-oca da Vila sempre visitava sua ex-companheira de Time em quaisquer oportunidades que tinha, principalmente quando estava tão perturbado como era o caso, já que tinha sido ordenado – pelo próprio Danzō que interferiu diretamente sob a autorização do Conselho – a voltar da busca de Sasuke quando estava perto de pegá-lo, sem mais nem menos.
— Essas flores são para ela?
Foi a única pergunta do Gaara e Naruto assentiu.
Ele ficou ali, observando os dois garotos encarando a lápide como se ela pudesse lhes dar as respostas que buscavam e depois acompanhou o Kazekage até a Torre Hokage para uma despedida formal.
— Peço perdão pela visita inesperada e por incomodar num momento tão inoportuno. — ele disse, encarando os quatro ANBU Ne posicionados espalhados pela sala da autoridade máxima que não tinha privacidade nem mesmo para recebê-lo adequadamente.
E, antes de deixar a sala permanentemente, o garoto olhou-os pesaroso por cima dos ombros, deixando suas palavras incompreensíveis jogadas ao vento:
— Como ela lidaria com o amor que ainda há por ela?
Na hora parecia somente uma retórica despretensiosa, mas, depois de tudo o que ouviu e viu, se perguntava a mesma coisa.
Em seguida, outra situação suspeita ocorreu, cerca de uma semana e meia depois. Outra visita ainda mais inesperada.
Naruto finalmente tinha decidido colocar para fora toda a indignação por ter sido impedido de encontrar Sasuke e fez um escândalo na Torre Hokage. Por mais que tivesse consciência de que a ordem partiu de Danzō, ele achava ilógico a própria Hokage perder a autoridade para um "simples Conselheiro". Apesar de na ocasião ter apenas acalmado o garoto e levado-o para seu apartamento pedindo-o paciência, continuou vigiando-o por ter sentido que estava sendo seguido no trajeto e não se surpreendeu por descobrir que estava correto. O que o surpreendeu foi ver de quem se tratava.
Sasuke, mesmo sendo um procurado de Alto Nível e sob todos os riscos de ser pego, confrontou Naruto por aquela que tinha partido há muito tempo e que nem mesmo seu funeral o fez aparecer.
Os seguiu e assistiu nas sombras com um peso no coração os dois garotos que um dia já foram seus alunos discutirem, jogando verdades cruéis e ressentidas um na cara do outro sem piedade, resultando na partida daquele que jurou nunca mais voltar.
Se Sakura soubesse… se soubesse o que foi dito naquela noite.
Ela finalmente conseguiu alcançar o coração de alguém tão destruído como o Sasuke. Pena que foi em circunstâncias infelizes e em um momento mais infeliz ainda.
O que Sasuke faria se soubesse que ela estava viva? E, sobretudo, reconhecida como Nukenin depois de forjar a própria morte, se aliar a Akatsuki e trabalhar como parceira do alvo do ódio dele?
Preferiria que ela estivesse morta? Ou viva, porém sob tudo o que ele abominava para que ao menos tivesse a paz no coração de saber que o afastamento dele não foi um erro irreversível?
E quanto ao Naruto? O que ele faria?
Mesmo na situação atual, com aquela possibilidade real, não sabia a resposta para nenhuma das perguntas.
E, em seu íntimo, tinha medo de descobrir.
Após outra longa noite penosa de insônia, se levantou antes mesmo do sol dar as caras, preparado para a missão que recebeu na noite anterior e que lhe seria entregue naquela manhã.
Tsunade deu um jeito de encaixá-lo em uma missão diplomática em Iwagakure – algo a ver com a reunião formal que o Kazekage tinha solicitado antes da visita dele em Konoha – e, por trás, tinha a missão de reencontrar Sakura como o substituto daquele que era a ponte entre as duas.
Antes de sair, como sempre fazia, passou na lápide dela, encontrando Naruto sentado no chão com a postura derrotada e o semblante triste.
Se aproximou a passos lentos, enfiando as duas mãos nos bolsos da calça.
— Não deveria estar treinando? — perguntou para causar alguma reação no loiro que simplesmente ignorou sua aproximação.
— Primeiro a Sakura-chan… agora o Ero-Sennin. — ele sussurrou, tão baixo que quase não conseguiu ouvi-lo.
Fazia quatro dias que a morte de Jiraya foi anunciada e, como se tudo já não estivesse um completo caos, aquela notícia abalou estruturas, tanto daqueles que conviveram com o Sannin como o Naruto, como da Hokage que estava sendo duramente acusada de sua morte.
— Quantas pessoas mais eu vou perder?
Suspirou, sentindo o peso no coração triplicar.
Queria falar que ele não perdeu a Sakura.
Queria contar o que sabia.
E, quem sabe, confortá-lo com os prós, mesmo diante de todos os contras, de ela estar viva.
Prós que ele vinha tentando encontrar para si mesmo.
Aproximou-se mais dois passos e deixou um cafuné desajeitado no cabelo loiro.
— Não pode se deixar abater. Se desistir de treinar, seu sonho não vai se realizar e sua promessa jamais será cumprida.
Naruto o repudiou com um tapa na mão tão rude que arregalou o olho. Irritado e com os olhos cheios de lágrimas, ele se levantou, confrontando-o visualmente.
— Como posso ser Hokage se não consigo proteger nem mesmo aqueles que amo?! — perturbado, continuou gritando — Como posso cumprir uma promessa para alguém que nem mesmo está aqui para fazer valer à pena?!
Encurralado e tão perturbado quanto o outro, continuou em choque observando Naruto com a respiração pesada chorar com a expressão facial retorcida.
— Eu sou um fracasso! Isso tudo é perda de tempo!
Por aqueles dois anos, nunca o viu tão arrasado e sentiu tanta desesperança partir dele e aquela constatação o deixou estarrecido.
Levou alguns segundos para recobrar a racionalidade e mais alguns para ensaiar mentalmente palavras que o confortassem, sem trazer a verdade à tona.
— Sakura e Jiraya-sama nunca perderam a fé em você. — desviou o olhar para a lápide por alguns segundos, deixando-o absorver aquelas palavras. Voltando a encará-lo, continuou: — E, mesmo hoje, independentemente de onde estiverem, tenho certeza de que isso não mudou. — Naruto fungou e enxugou o rosto na própria manga longa encarando a lápide — Se não quer fazer isso por eles, faça por si mesmo.
Ele assentiu depois de minutos parecendo lutar contra si mesmo sobre como receber aquele conselho e então os dois passaram os últimos minutos que tinha antes de sair em missão encarando com afinco aquelas palavras gravadas.
"À determinação, generosidade, bravura e altruísmo da corajosa Haruno Sakura de Konohagakure.
Seu sacrifício não será em vão."
Não conseguia ir contra o pensamento de que talvez, contrária àquelas palavras, o sacrifício dela seja sim em vão. Não levando em conta tudo o que ela perdeu para ter uma chance de ganhar; uma chance em um milhão.
Suspirou cansado e se retirou explicando ao Naruto que sairia em missão diplomática.
O trajeto inteiro foi feito com a mente dele longe – mesmo que seus sentidos Ninja estivessem a toda para despistar os ANBU que o seguiam – tentando ordenar o caos interior para encontrá-la calmo e racional depois de uma viagem de seis dias e meio, porém nem mesmo aquele período o preparou para o que teve que encarar.
Com a ajuda de Pakkun a encontrou; o cheiro dela ainda era o mesmo.
No entanto, era a única coisa que permanecia igual.
Nem mesmo o chakra dela era como se lembrava; suave, estável e brilhante.
Era agressivo, massivo, instável e sombrio, de uma forma que nunca imaginou que seria.
O chakra era uma das poucas coisas imutáveis num Ninja, mas o dela mudou drasticamente e ele não sabia se estava preparado e menos ainda pronto para descobrir porquê e como aquilo foi possível.
E aquela foi só uma premissa de descobertas conflitantes sobre a nova Haruno Sakura que viu.
Nas sombras da calada da noite, ela surgiu cautelosa por entre os arbustos.
Estava alguns centímetros mais alta comparada a última vez que a viu.
O cabelo róseo estava mais longo, percebeu quando ela tirou o chapéu de palha.
O rosto mais maduro e o primeiro baque foi a ausência da expressividade vívida em sua face. A expressão estoica não revelou nada além de frieza diante de um reencontro que deveria ser, no mínimo, caloroso?
Nem ele sabia o que esperava daquele reencontro.
Os lábios que geralmente encantavam com o melhor sorriso estavam rígidos um contra o outro, numa expressiva linha reta.
E o olhar… aquele olhar…
O segundo baque.
Foi a gota que transbordou a realidade nua, crua e dolorosa: ela não era mais a mesma.
Não havia luz nos olhos esverdeados, não havia nada do que sempre houve quando ainda era a jovem menina do Time 7.
Ficou paralisado, como um tolo diante de uma assombração, supôs, mas ela continuou andando a passos controlados e uma postura inabalável em sua direção numa aproximação banal que o chocou mais ainda.
Depois ela se virou para trás e acenou num convite de aproximação alguém que estava atrás dela ainda nas sombras – sabia que havia alguém já que Pakkun captou o cheiro, porém não tinha certeza de quem seria, apesar de desconfiar – e então surgiu Itachi, com toda sua inexpressividade e imponência de sempre.
Apesar de inevitavelmente ter se lembrado de quando o confrontou na missão de resgate ao Kazekage, sua atenção estava presa na indiferença da Sakura que, só quando o Uchiha se pôs ao seu lado, se voltou para ele.
Todo o protocolo que Tsunade passou para o reencontro se perdeu em sua mente em branco. Olhando-a, só conseguiu se lembrar de quando ensinou ao seu recém-assumido Time 7 alguns dos Códigos Shinobi que transformavam sob árdua e cruel disciplina qualquer Ninja em uma perfeita ferramenta para sua Vila.
"Um Shinobi deve colocar a missão acima de tudo, sendo sua única prioridade."
"Nunca deve mostrar fraqueza."
"E jamais deve se permitir deixar suas emoções o guiarem."
Dos três daquele Time de Genin, Sakura, por sua natureza gentil, bondosa e caridosa, era a mais propensa a quebrar os códigos.
Não que Naruto não fosse considerado um forte competidor naquele quesito, a diferença entre os dois era que o garoto dispensou os códigos muito antes de se graduar, afirmando aos quatro ventos que seguiria seu próprio caminho Ninja e mudaria os códigos por não acreditar que um bom Ninja era aquele que os seguia cegamente.
Já ela, conhecida por dominar toda a parte teórica de como se tornar um Ninja, apesar de sua dificuldade em aplicá-los e de muitas vezes também falhar, não desistia de segui-los à risca.
E, observando-a tão apática, concluiu que finalmente conseguiu o que tanto quis.
Foi quando se lembrou das últimas palavras de Tsunade antes de encerrarem aquela reunião clandestina:
"Jiraya me alertou que ela está… diferente. Não sei a profundidade dessa mudança e, diante da falta de contato, estou tão no escuro quanto você que está chegando agora, então não sei o que ela passou nesse período em que não nos comunicamos, mas vá preparado e tente não expressar qualquer coisa que sentir quando encontrá-la. Não podemos tornar as coisas mais difíceis do que já estão sendo para ela."
Pigarreou desconcertado e pesaroso e desviou o olhar, obrigando-se a fazer o que foi pedido.
— Não é o momento mais adequado, — Sakura quebrou o silêncio e ele a encarou, deparando-se com um pequeno sorriso e um olhar mais brando — mas estou feliz em revê-lo, Kakashi-sensei.
Ouvi-la chamá-lo como antigamente o deixou tão emotivo que sentiu a garganta apertar. Quase lhe deu um vislumbre da antiga Sakura que conhecia.
— Digo o mesmo, Sakura.
Ela assentiu, desfez o sorriso adotando uma postura rígida e lhe entregou um pergaminho.
Ali soube que a partir daquele momento interagiriam apenas como Ninjas aliados.
Sakura reportou suas últimas missões na Akatsuki: a captura do Gobi, sua interferência no atentado ao Kazekage – e a visita do líder fez total sentido depois de ouvir o relato, surpreendendo-se por Gaara não contar ao Naruto o que viu –, o encontro com o Sasuke durante sua batalha contra um Akatsuki – outra visita que fez total sentido – e o posterior reencontro, e suas últimas descobertas sobre as identidades, habilidades e planos de dois membros da Akatsuki.
— Sabemos que ele é um Uchiha, mais velho que o Itachi e, além disso, acredito que Tobi era apenas uma criança quando "morreu". Supondo que eu esteja certa, podemos começar a pesquisa sobre a verdadeira identidade dele nos registros do Clã Uchiha a partir da Terceira Guerra Ninja.
Desviou o olhar do pergaminho que lia enquanto a ouvia e a encarou.
Estava chocado com tudo o que ela conseguiu em tão pouco tempo e, sobretudo, com a frieza e naturalidade com que estava lidando com a situação.
— Além disso, diga a Hokage-sama que autorizo através do pergaminho a busca no santuário e nas propriedades Uchiha informações sobre qualquer poder que dê acesso ao Mugen Tsukuyomi – Tsukuyomi Infinito. — Itachi entregou um pergaminho trocando um rápido olhar com Sakura antes de voltar a encará-lo — Há informações que somente um usuário do Sharingan será capaz de ler no subsolo onde o Clã se reunia e outras que é preciso de um usuário do Mangekyō Sharingan. Você é o único capaz.
— E se não conseguirmos espaço para fazer essa investigação?
Ele olhou mais uma vez para Sakura, um olhar muito mais brando, mais suavizado… quase como se estivessem comunicando por telepatia, depois voltou a encará-lo com o olhar inexpressivo de sempre.
— Não se preocupe com isso. Se não conseguirem, Sakura e eu lidamos com essa investigação pessoalmente.
Sabia que deveria estar concentrado na conversa importante que estavam tendo, mas só o que conseguia pensar era que tanto Itachi quanto Sakura pareciam próximos o suficiente para um servir de alicerce para o outro. Isso ficava evidente durante as trocas de olhares, em como um olhava para o outro antes de dizer ou fazer algo, ou mesmo como a linguagem corporal de ambos deixava claro o quão confortáveis estavam perto, com seus braços quase encostando-se.
Quando Tsunade revelou toda a verdade, pensou sobre como Sakura reagiu quando soube que o ódio que Sasuke nutriu por todos aqueles anos pelo irmão mais velho era injusto e que, na verdade, Itachi fez tudo o que fez pelo bem de todos, mas não esperava vê-la tão próxima dele daquele jeito.
— De nossa parte é isso, Kakashi-sensei. — Sakura finalizou e ele assentiu — Agora, se não se importa, gostaria de saber o motivo de eu não ter conseguido contato com a Tsunade-sama por tanto tempo e, quando finalmente consigo, ela só marca esse encontro.
Então suspirou, cansado mais uma vez, para logo começar sua narração sobre o inferno que Konoha se tornou sob as ações de Danzō.
Em certo ponto, onde não tinha contado nem metade do que era preciso, sentiu uma mudança sorrateira na atmosfera e, pouco tempo depois, percebeu o chakra da Sakura fluindo perigosamente agressivo em torno de si, como se estivesse envolvida por pura obscuridade.
Ele assistiu Itachi colocar a mão do ombro dela com cuidado e olhá-la serenamente, murmurando para ela algo que não conseguia ouvir por estar longe demais, mas que foi certeiro em acalmá-la e fazê-la controlar aquele chakra obscuro.
Sakura assentiu para ele depois de respirar fundo e fez o mesmo encarando-o, então supôs que era um sinal para continuar a narração, fazendo-o em seguida.
O Uchiha não tirou a mão do ombro dela, mas ela parecia mais confortável daquele jeito, como se ele fosse a âncora que a impedia de se entregar à deriva do descontrole.
E foi reconfortante saber que, mesmo seguindo por aquele caminho sombrio, ela encontrou uma luz para iluminá-la.
— Entendo. — ela disse no final da narração, com braços cruzados e recomposta com sua postura inabalável e olhar rígido. Itachi tirou a mão do ombro dela quando percebeu que ela estava bem, porém não tomou nenhuma distância dela, como se a proximidade servisse de lembrete que ele estava ali para ela. Sakura desviou o olhar para um ponto qualquer pensativa e depois de um tempo voltou a encará-lo — Danzō se tornou um problema maior que a Akatsuki no momento.
Suspirou assentindo.
Aquela era uma verdade incontestável. Sakura e Itachi tinham tudo sob controle quanto as ações da Akatsuki contra Konoha, mas ele não podia dizer o mesmo sobre o Conselheiro.
— E pelo que contou, — Itachi a emendou — a Hokage-sama ainda não sabe como lidar com ele.
Assentiu novamente, tão frustrado quanto Itachi e Sakura pareciam estar.
Surpreendendo-o, Sakura se aproximou e pegou a mão dele com um olhar determinado.
— Não consigo imaginar o quão difícil deve estar sendo para vocês, mas, Kakashi-sensei, se houver algo que eu possa fazer, não hesite. Farei o que for preciso para que vocês fiquem bem.
Foi inevitável arregalar os olhos.
Aquela frase, aquela determinação…
Ali estava a essência da velha Sakura – a menina gentil, bondosa e caridosa – na empatia que sempre sentiu acima do que sentia por si própria e também a essência da nova Sakura – fria, calculista e disposta a tudo por aquilo que acreditava – não medindo palavras e certamente esforços, se misturando perfeitamente e moldando-a naquela aliada ímpar, insubstituível e perigosa para quem se tornar um inimigo dos seus protegidos.
Que Deus tivesse piedade de Danzō e que não o deixasse cruzar o caminho dela, porque o olhar esverdeado lampejou ódio, de um jeito que jamais imaginou que lampejaria por alguém.
— E se tiver uma oportunidade, por favor, diga a Tsunade-sama que eu acredito nela e que sei que ela encontrará uma maneira de reverter essa situação e se tiver que me usar para isso, será uma honra. Além disso, — desviando o olhar por segundos, mostrou-se, pela primeira vez, abalada por olhos vacilantes e cenho franzido — diga que sinto muito por Jiraya-sama. Que eu gostaria muito de estar ao lado dela nesse momento… — suavizando a expressão e cobrindo-o com toda sua empatia, ela continuou: — ao lado de todos vocês.
Assentiu, permitindo-se, com a outra mão, envolver a dela num apoio que deveria ter dado antes de qualquer coisa ser dita, afinal era ela quem mais estava sofrendo com os golpes do destino.
Tinha tantas palavras na ponta da língua, tantas vontades… de elogiá-la, de confortá-la, de mostrar o quanto estava orgulhoso por ela tomar para si o sacrifício sem se importar com as consequências só pelo bem de todos, mas nada saía.
E, mais do que emotivo, ficou letárgico, mesmo diante da despedida e dos acertos finais para o próximo encontro, que ocorreria dali trinta dias naquele mesmo local.
Assistiu-a deixá-lo sem olhar para trás com Itachi ao seu lado, refletindo se todos aqueles sentimentos controversos que estava sentindo algum dia se tornariam ordenados e mais fáceis de compreender.
E também se algum dia teria a resposta para a pergunta que se repetiu incessantemente desde que a silhueta dela desapareceu na penumbra da noite, não mais por Sasuke ou por Naruto, mas por si mesmo:
Era melhor ela estar descansando em paz, alheia ao rumo do caos atual ou viva, apesar de sofrendo e passando tudo o que estava passando?
[…]
NOTAS FINAIS:
Curiosidades e esclarecimentos:
A conversa codificada do começo do capítulo entre a Ino e o Kakashi foi totalmente criada por mim. Eu tentei fazer algo bem inteligente e implícito, mas peço desculpa se não saiu tão legal assim. Não sou muito inteligente, então faço o que posso. Podemos considerar que o que vale é a intenção? Kkkk
Icha Icha – Aitai – é em referência a outra fanfic minha: "Por trás das câmeras", onde tem um SasuSaku em Universo Alternativo em que a Sakura e o Sasuke protagonizam um filme com base num livro do Jiraya. Se tiverem curiosidade para saber sobre o que se trata essa história, passem lá, principalmente agora que estou empenhada em retomar ela para finalizá-la!
Códigos Ninja – Os três códigos Ninja citados existem, mas foram adaptados para a fanfic não sofrer acusação de plágio parcial (vou nem falar nada sobre isso, me irrito sempre que penso no assunto). Os códigos originais, pesquisados na Wiki Naruto, são:
Regra 04: "Um Shinobi deve sempre colocar a missão em primeiro lugar.".
Regra XX: "Um Shinobi nunca deve mostrar qualquer fraqueza.".
E a última foi de minha autoria baseando-se no sistema ANBU de isolar completamente emoções humanas enquanto estiver em campo.
É isso! Tentei passar todo o caos que está em Konoha trazendo os últimos acontecimentos pelo ponto de vista do Kakashi, espero não ter ficado confuso ou estranho.
Até aqui já amarramos algumas pontas dos capítulos anteriores:
O motivo do escândalo do Naruto na Torre Hokage;
Que o Kakashi sabia sim que o Sasuke estava em Konoha e atrás do Naruto;
Que Gaara não contou ao Naruto sobre a Sakura (eu sei que ele é leal ao Naruto por gratidão, mas vocês precisam considerar que ele é grato à Sakura também por ela ter salvado a vida do irmão dele quando já até tinha sido dado como morto pelos médicos de sua própria vila e, além disso, ela se banhou em sangue para protegê-lo e salvá-lo também. Coloquemos na balança: para que lado a lealdade dele ia pender depois de tudo? E, deve-se considerar também o fato de que o Gaara sabe que o Naruto ficaria arrasado ao descobrir que Sakura, além de viva, está na Akatsuki. E que, se ela o pediu para manter a existência dela em segredo, ela tem a pretensão de não deixá-lo descobrir isso. Ou seja, ele manteve o segredo também por imaginar e querer que a notícia nunca chegue ao loirinho.);
Que Jiraya foi dado como morto e A PALHAÇADA TODA QUE O Danzō ESTÁ FAZENDO E QUE ESTÁ IMPEDINDO TSUNADE DE SE COMUNICAR COM A SAKURA!
Agora bola para frente! A partir daqui são dois anos da Sakura dada como morta e sete meses que está na Akatsuki (porque ela passou um ano e dois meses como mendiga (acho tão engraçado lembrar desse período kkkk) para concluir o Byakugō e desenvolver a técnica dela e mais três meses para conseguir atrair a atenção da organização).
Fechou o rolê? Dúvidas? Se tiverem, me falem, sim?
Vamos pra segunda fase dessa fanfic e também ao auge!
PRÓXIMO CAPÍTULO: Escolhas cruciais.
DATA DE LANÇAMENTO DA PRÉVIA: 17/08/2021 – Terça-feira.
DATA DE POSTAGEM: 20/08/2021 – Sexta-feira.
Até a próxima!*~
Obs.: Caso queiram ter prévias de capítulo, spoiler e interagir comigo além daqui, me sigam no Twitter por SenpaiNani, Instagram por NaniSenpaiNK e Facebook por Haruno Sah ou Nani Senpai!
Obs.²: Gente, não sumam não. Tipo, eu sei que às vezes é complicado parar para comentar, mas vocês precisam me dizer se estão gostando e, se não estão gostando de algo, pontuar, porque não tenho como adivinhar. Se vocês somem, é natural eu deduzir que não gostaram e se não me falam o quê, eu deduzo as piores coisas possíveis kkkkkk
Deixem pelo menos um "continua" ou "amei". É reconfortante embora pareça que não, melhor do que nada kkkkkkk
Então me ajudem para que eu ajude vocês! Essa fanfic é especial para mim e quero muito fazer certas coisas acontecerem para realizar meu lado fanfiqueira, mas quero que vocês, meus maravilhosos leitores, se realizem também, então se abram comigo! Combinado?
Obs.³: Lembrem-se que há um TrailerBook de Pétalas de Cerejeira no Youtube! Passem lá ^^
Obs.⁴: Cronograma! No arquivo tem duas abas, o mês de Julho e o de Agosto, é só selecionar a aba de seu interesse.
A plataforma não me permite pôr o link, mas quem quiser me fale por comentário que envio por mensagem privada.
