Notas do Autor
Rumika e a avó de Kojirou...
O avô de Kojirou...
Capítulo 8 - A preocupação de Kojirou
Na ânsia para fugir, enquanto a menina e a mulher se debatiam atrás do carro, a van acaba derrapando em um trecho de curva demasiadamente fechado por estar em alta velocidade.
Após girar incontrolavelmente pela pista, ele se choca contra um rochedo escapado adjacente ao outro lado da faixa quando cruzou a estrada.
Então, alguns segundos depois, chamas envolvem o automóvel, pois o impacto violento fez surgir uma trinca no tanque de combustível que vazou e como um dos bandidos estava fumando enquanto dirigia, o cigarro que ainda estava aceso inflamou o combustível que vazou, fazendo o veículo ser tomado por chamas intensas.
Um motorista que tinha licença de treinador e que passava de moto perto do local avista o incêndio e tira o seu pokémon do tipo Water (água), ordenando que ele usasse um dos ataques de água dele para apagar as chamas, enquanto equipes de resgate eram acionadas.
Após as equipes de resgate e médicas chegarem ao local, eles retiram os bandidos e as vitimas, sendo que além dos pokémons do tipo Water, Fighting e Psychic, as equipes usavam os que tinham a habilidade Flash Fire que os tornava imunes a chamas, além de poder neutralizá-las.
Ademais, eles usavam os Skarmory´s para cortar ferragens, pois as suas penas duras e afiadas como aço conseguiam cortar o metal dos carros, sendo que graças às habilidades dos pokémons, mesmo que uma das penas deles relasse na pele de algum humano, a pele não seria cortada ao contrário das máquinas que se relassem em um humano, este seria cortado.
Portanto, os Skarmorys eram mais seguros do que o maquinário que conseguia cortar aço. Não havia qualquer chance de ferir algum humano, animal ou pokémon preso em ferragens.
Isso era possível graças ao fato do pokémon poder decidir se as suas habilidades ou poder iriam ferir ou não as pessoas. Se os pokémons não desejarem que os seus espinhos, protuberâncias, assim como pele com toxinas venenosas, paralisantes ou cerdas afiadas machucassem um humano, esse não sofreria qualquer dano quando os tocasse ou quando eles tocassem o humano.
Em virtude dessa capacidade inerente a todos os pokémons, pessoas podiam acarinhar pokémons que possuíam pele venenosa, pokémons flamejantes, com espinhos, placas afiadas ou com capacidade de paralisar pelo toque. Ou seja, todos podiam ser acarinhados sem ferirem ou machucarem as pessoas, pois assim não desejavam.
Inclusive, caso houvesse algum acidente com um pokémon liberando seus poderes fossem chamas, eletricidade, veneno e demais poderes, a vida dos humanos não correria perigo. O golpe somente dava dano se assim desejasse e mesmo os selvagens evitavam ferir humanos, sendo que visavam o que era domesticado.
Claro que se o humano estivesse entre eles e o pokémon domesticado, este acabava sendo atacado como consequência, pois o foco não era o humano em si e sim o que era domesticado.
Porém, se um treinador ordenasse a um pokémon para atacar um humano com intenção de ferir ou matar, eles iriam cumprir a ordem em decorrência da submissão da pokeball.
Portanto, atacariam mortalmente um humano, pois eram obrigados a obedecerem as ordens de quem detinha a sua pokeball. Eram raros os casos de pokémons que não eram subjugados pelas pokeballs e que por isso podiam recusar ordens ou se afastavam por si mesmos, inclusive quebrando o vínculo que o ligava a pokeball que o capturou, voltando a ser selvagem.
Após a chegada da equipe de resgaste com todos sendo socorridos com vida, os paramédicos chegaram a conclusão alarmante que todos sofreram queimaduras severas e tiveram mais de setenta por cento do corpo queimado, sendo que a maior parte das queimaduras eram de terceiro grau.
Os criminosos ficaram sofrendo com dores lancinantes por várias semanas, antes de virem a falecer.
A avó de Koujirou sofria intensamente pelas dores excruciantes das queimaduras, sendo o mesmo para Rumika que também sofria dores dilacerantes.
Apesar do prognóstico ruim, pois ambas tiveram mais de setenta por cento do corpo queimado, sendo muitas destas queimaduras de terceiro grau que atingiram até os músculos, elas conseguiram sobreviver.
Porém, como consequência das queimaduras, elas exibiam cicatrizes pelo corpo inteiro ao ponto de ambas ficarem desfiguradas em virtude das queimaduras violentas, até porque atingiram a parte debaixo dos músculos.
Ao ver delas, elas se tornaram monstruosas e nunca mais foram vistas em público, pois mesmo que havendo cirurgia plástica, os danos eram profundos demais para serem resolvidos mesmo com inúmeras cirurgias com ambas tendo enfrentado a mesa de operação inúmeras vezes na ânsia de diminuírem a feiura delas, que por sua vez ficaram frustradas ao ver que a melhoria era quase que insignificante, apesar dos médicos alertarem que as cicatrizes eram profundas demais e que compreendiam uma extensão considerável da pele, impossibilitando assim que a cirurgia plástica resolvesse, sendo que haviam falado que em virtude da extensão dos danos no corpo delas, podia ser considerado um milagre o fato de terem sobrevivido.
Kojirou estava em seu quarto, pensando nos acontecimentos, sendo que havia tratado de Oddish que agora dormia, enquanto que Growlithe estava junto dele na cama. Ele não viu o estado delas, enquanto que se sentia chateado por não estar se sentindo mal pelo que ocorreu, apesar de saber que não era a sua culpa, enquanto que não podia impedir o sentimento de felicidade que brotava de seu peito oriundo da liberdade ao perceber que não teria que se esconder de novo, que não sentiria mais medo diariamente como sentia em relação a Rumika e que em decorrência disso, não teria que fugir como havia planejado.
De fato, na linha do tempo original, Kojirou teria fugido da casa dos seus avôs por não aguentar mais o sofrimento que era com Rumika e alguns anos depois, ele acabaria se juntando a Equipe Rocket.
Agora, o seu destino original foi alterado em virtude dos últimos acontecimentos.
Em relação à Oddish, Kojirou ficou com pena ao saber o que a família da Rumika pretendia fazer com a pokémon, pois a culpavam por não estar com a sua mestra. Inclusive, a própria Rumika queria trucidar a Oddish, a culpando pelo que aconteceu a ela, pois tanto a menina quanto os seus pais acreditavam que se a pokemon estivesse junto dela, a teria salvado, não considerando o fato de que quando os eventos aconteceram, a pokémon estava incapacitada pelo ataque de fogo que havia recebido.
Quando a pokeball da Oddish quebrou, pois foi danificada no acidente, ela ficou livre e Kojirou ajudou a escondê-la da família cruel de Rumika e da mesma.
Os pais da menina mimada e igualmente perversa mandaram os seus funcionários procurarem incansavelmente a pokémon pela propriedade da família de Kojirou, com eles não conseguindo encontra-la e como a pokeball dela foi danificada, os pais de Rumika e a mesma acreditavam que a Oddish fugiu.
O motivo deles não suspeitarem que Kojirou pudesse ter escondido a tipo Grass era porque souberam que a filha deles usava a Oddish contra ele. Por isso, ao ver deles, seria impossível o menino querer proteger uma pokémon que vivia tentando ataca-lo sobre ordens de Rumika.
Portanto, por eles sequer cogitarem a hipótese da pokémon estar sendo escondida pelo jovem Kojirou, ele conseguiu mantê-la a salvo ao escondê-la em seu armário no meio das suas roupas.
Ele salvou a tipo Grass, pois não sentia raiva dela.
Afinal, tinha noção que ela somente obedecia às ordens que eram dadas e se a mestra dela ordenasse que ela o atacasse, assim faria.
Além disso, conforme convivia com a pokemon, cuidando dela em segredo, percebeu que ela era gentil, amável e doce, sendo o total oposto de sua ex-mestra.
Inclusive, a Oddish adorava Koujirou, sempre estando junto dele, assim como o Growlithe.
Com o tempo, ela havia se convertido em sua nova amiga e que era profundamente agradecida a ele por tê-la salvado quando ouviu o que Rumika e a sua família pretendiam fazer com ela quando a encontrassem.
Claro, além do forte medo que sentiu ao saber o que desejavam fazer com ela, veio a dor, assim como a tristeza ao saber que a sua mestra aprovou o que fariam com ela, além de demonstrar desejo de participar dos atos deles.
Inicialmente, ao saber o que aconteceu com a sua mestra, a Oddish se sentiu mal e se culpou por não estar com ela, mesmo sendo ciente de que estava inconsciente quando tudo ocorreu por ter levado o golpe Ember de Growlithe. Mesmo sendo plenamente ciente desse fato, não conseguia parar de se culpar, sendo que havia chorado por várias horas.
A culpa deu lugar a descrença e depois as lágrimas e em seguida ao medo, quando a pokémon ouviu o que pretendiam fazer com ela, sendo ciente de que ainda estava viva e bem graças ao menino que a salvou, sendo este o menino que atacava sobre ordens de sua mestra.
Oddish sempre odiou atacar os humanos e ficava triste quando no passado, precisava cumprir a ordem dada por Rumika por causa da subjugação da pokeball.
Claro que ela precisava ficar confinada no quarto de Kojirou, com ele trazendo comida escondida para ela, além dela dormir escondida dentre as roupas dos suntuosos e imensos armários.
A criança agradecia o fato de que os funcionários não prestavam atenção nos movimentos dele ou pelo fato dele sempre encher os bolsos de comida pokémon quando se dirigia ao seu quarto, mesmo após Growlithe comer a sua ração.
Alguns meses depois, a avó dele foi acometida por uma infecção bacteriana violenta, sendo o mesmo para Rumika.
Não havia nenhum antibiótico que poderia combater esse tipo raro de bactéria cuja característica era a predileção por devorar músculos, consumindo o seu portador lentamente com o mesmo sofrendo dores dilacerantes, sendo que o tratamento consistia em inundar o corpo do paciente de antibióticos, esperando que o sistema imunológico dele reagisse contra a infecção bacteriana massiva.
Porém, as famílias haviam sido avisadas de que as chances de sobrevivência eram demasiadamente remotas e que eles poderiam atacar o sistema nervoso central de sua vítima, ou seja, o cérebro, provocando sequelas irreversíveis.
Além disso, eles eram obrigados a aumentar a dose de morfina que era cada vez mais alta.
Antes de entrarem com a morfina, eles usavam o movimento Heal Pulse e o Aromatherapy que alguns pokémons podiam executar para aplacar a dor, ajudar na cicatrização de ferimentos mesmo em humanos e animais, além de proporcionar bem estar.
Porém, após algum tempo, esses movimentos dos pokémons não faziam mais efeitos em ambas e ao acontecer isso, tiveram que entrar com medicamentos para dor e quando estes não conseguiam mais suprir as dores lacerantes, passaram a dar morfina. A morfina era sempre o último recurso a ser usado contra a dor.
Afinal, a consequência do uso direto de morfina consistia na resistência do organismo a essa substância, precisando aumentar a dose gradativamente até chegar ao ponto de que era impossível aumentar a dose em decorrência do corpo do paciente ter ficado resistente a fórmula.
Após várias semanas de intenso sofrimento com dores dilacerantes, a avó de Kojirou falece e Rumika consegue sobreviver, embora as bactérias tenham atacado o seu sistema nervoso central a fazendo perder controle dos seus esfíncteres e ter paralisia de um lado do rosto, além de sentir dores excruciantes pelas sequelas dos danos cerebrais.
Portanto, precisaria de acompanhamento para o resto da vida, enquanto sofreria dores dilacerantes para sempre em virtude da área do cérebro acometida pela infecção que deixou sequelas, obrigando-a a tomar remédios para dor para sempre, sendo que os fármacos não conseguiam bloquear completamente a dor, além de ter que usar fralda o resto de sua vida, ficando presa na cama para o resto de sua vida.
Após o funeral de sua avó com Kojirou se despedindo dela, ele observa o estado de seu avô e começa a ficar preocupado com ele.
Claro, nunca conseguiu amar os seus avôs pelo descaso para com ele e apoio incondicional aos atos cruéis de Rumika, mas mesmo assim se preocupava com eles.
Viu seu avô bebendo e muito, enquanto o fiel mordomo dele estava ao seu lado e sabia disso, pois viu a porta entreaberta do escritório e na mesa do seu avô havia inúmeras garrafas com algumas caídas, assim como no chão, com ele falando coisas desarticuladas com a voz pastosa.
Então, alguns dias depois, o mordomo comunicou a criança que o avô dele iria enviá-lo a um internato, somente voltando para a mansão nas férias, surpreendendo a criança, pois ele sempre havia estudado em casa com professores particulares.
Kojirou ficou aliviado ao saber que neste internato eles permitiam pokémons com os alunos.
Alguns dias antes de partir para o internato, a criança ficou meditando em seu tempo livre e que era pouco, pois era obrigado a estudar direto tendo pouco tempo disponível, sobre uma forma de levar a Oddish em segredo, já que não podia adquirir pokeball, pois não tinha licença.
Após algumas horas sorri, quando surge o plano em sua mente, pois somente havia uma forma de levar a tipo Grass sem ninguém ver.
