Notas do Autor
Kojirou fica preocupado quando...
Musashi fica preocupada quando vê...
Kashin parte em uma jornada e acaba encontrando...
Capítulo 9 - Encontros do destino
O plano da criança consistia em deixa-la escondida em uma de suas malas e ficou feliz ao ver que o seu plano deu certo, pois nenhum dos empregados estranhou uma mala extra que ele levava.
O internato era de luxo com ele tendo o seu próprio quarto, sendo que os alunos podiam ter até seis pokémons.
Portanto, Oddish andava junto dele, assim como o Growlithe.
A diretora e demais membros, estes do corpo docente, além dos demais funcionários, não sabiam que a tipo Grass era selvagem e julgavam que era outra pokémon do jovem Kojirou.
Então, algumas semanas depois, em uma das viagens que eles faziam regularmente a algum lugar bonito ou divertido, o menino encontrou um Koffing filhote extremamente ferido abandonado em um canto na mata adjacente onde se encontrava com os outros estudantes.
Preocupado e sentindo pena do pokémon, Kojirou foi até ele e o pegou, para leva-lo a um Centro Pokémon o mais rápido possível.
Seguido por um responsável, ele consegue chegar até o Centro pokémon mais próximo do local, com ele sendo prontamente tratado.
A criança não sabia que aquele Koffing, era o mesmo Koffing que ele conheceria no futuro na linha do tempo original e que mesmo com a alteração em seu destino com ele não entrando para a equipe Rocket, o destino tratou de unir ambos sobre outras circunstâncias, para que eles ficassem juntos nessa linha do tempo alterada.
Enquanto o tipo Poison estava se recuperando, Kojirou havia decidido ficar ao lado dele, enquanto que um monitor do internato o aguardava na sala de espera, já que os demais alunos já haviam voltado.
Enquanto estava no Centro Pokémon, aproveitando o momento que o monitor se levantou do banco da sala de espera para pegar uma bebida em uma máquina automática, o menino sai discretamente no quarto, se esgueirando até se aproximar de um balcão de uma loja pokémon que ficava dentro do Pokémon Center.
Inspirando profundamente, se recordando do motivo de querer fazer tal ato que o fazia se sentir mal, ele consegue roubar uma pokeball que estava na vitrine de uma loja e o motivo dele desejar a pokéball era para usar na Oddish, para que assim conseguisse escondê-la mais facilmente.
Ele volta se esgueirando ao quarto, evitando ser visto por alguém e fica aliviado ao ver que o monitor volta para o banco, segundos antes dele fechar silenciosamente a porta do quarto.
Como não havia como levar a Oddish no veículo, sendo que podia levar o Growlithe por ele ter uma pokéball, ele teve que deixa-la no internato, sendo que preferia leva-la por aí, do que deixa-la sozinha.
Algumas horas depois, Koffing abre os olhos e percebe a criança ao seu lado que demonstrava alívio em seus olhos.
Kojirou percebe que o pokémon olhava para os lados e fala:
- Fico feliz que tenha se recuperado. Eu o encontrei ferido e trouxe você para o Centro Pokémon. A responsável pelo Centro pokémon vai enviá-lo ao Hakase Pokémon dessa região para soltá-lo na natureza. Eu estava preocupado, pois você não acordava.
O pokémon percebe a sinceridade na criança e que de fato ficou ao lado dele e que não o pegou com interesse de captura-lo e sim, de apenas ajuda-lo.
Além disso, o tipo Poison sentia que algo o ligava ao menino a sua frente. Era como se fosse um sentimento. Algo que o impulsionava a querer ficar com aquele humano.
Então, ele sorri e para agradecer ao menino, começa a rolar de um lado para o outro, fazendo a criança sorrir ainda mais, achando divertido.
Quando Kojirou torna a se sentar, a pokeball que estava em seu bolso cai e o pokémon desce até o chão indo até o objeto, apertando o centro para fazer crescer a pokéball, para em seguida tocar na mesma que o captura, com a luz brilhando rapidamente, antes que indicasse a captura, deixando o menino surpreso, para depois ele encolher a pokéball, a escondendo em seu bolso.
Então, ele sai e vai até o monitor que pergunta:
- E o Koffing?
- Ele acordou e está melhor.
- Então, podemos voltar ao internato?- o rapaz pergunta, pois era um funcionário e aquele jovem era um aluno da escola e também, rico.
Os funcionários da instituição haviam notado que ele era distinto dos demais alunos, tratando todos os funcionários, inclusive os faxineiros como se fossem iguais. Era amável e gentil com todos, não importando a sua condição social.
Inclusive, por isso, Kojirou era adorado por muitos funcionários, inclusive por isso ele não se importou de ficar para trás para cuidar do menino.
- Eu peço desculpas. Deve estar cansado de me esperar. É que algo me impelia a ficar zelando por ele. – o menino fala em tom de desculpa.
O monitor sorri gentilmente, para depois falar:
- Tudo bem. Até foi bom, pois relaxei um pouco. Cuidar de um é fácil. Não se preocupe. – ele fala sorrindo.
- Obrigado. – Kojirou agradece, enquanto sorria.
Então, ambos se retiram dali para pegarem um táxi até o internato.
Quando a médica do Centro Pokémon vai ver como está o seu paciente, fica preocupada ao não vê-lo, para depois ver a janela aberta, acreditando que ele fugiu, sendo algo demasiadamente usual vindo de pokémons selvagens, após se recuperarem por completo.
De volta ao internato, o menino soltava o Koffing a noite em seu quarto, quando era seguro, sendo que ele e os demais pokémons comiam animadamente.
O motivo de Koffing não poder andar com ele é que poderiam perceber que era o pokémon que resgatou, sendo que era crime ter um pokémon sem ter uma licença e ele só conseguiria a licença quando tivesse dez anos de idade. Ainda faltavam alguns anos para ele ter uma licença.
Além disso, o seu crime era agravado por ter roubado uma pokéball.
Portanto, ninguém podia saber sobre o Koffing.
No próximo ano, quando ele voltasse das férias, poderia falar que ganhou o Koffing, caso perguntassem sobre o pokémon e até isso ocorrer, precisava mantê-lo oculto de todos.
Há dezenas de quilômetros dali, mais precisamente em uma bela mansão, a jovem Musashi andava tranquilamente próxima de um magnifico canteiro de rosas, usando um belo vestido, até que escuta um som e ao se aproximar da origem do mesmo, tomando cuidado com os espinhos, avista uma Ekans ferida.
- Pobrezinha! – ela exclama e vai até a pokémon cujo corpo estremecia pela dor – Eu vou chamar ajuda. Não se preocupe.
Ela se ergue e começa a gritar por ajuda até que surge um homem de meia idade com uma face gentil e que naquele instante exibia intensa preocupação, sendo que era o seu tutor.
- Aconteceu algo?
- Shinta-san, esse pokémon está ferido.
Ele se agacha e pega a pokémon ferida em seus braços, para depois se afastar dali com a menina em seu encalço.
Prontamente, ele dá algumas ordens a um empregado próximo dali e em questão de minutos, a sua limusine está esperando e ambos entram, com ele falando ao chofer:
- Vá o mais rápido possível ao Centro Pokémon mais próximo.
O chofer consente, para depois eles partirem.
Após minutos angustiantes para Musashi que afagava a pokémon, exibindo preocupação em seu semblante, eles chegam ao Centro Pokémon e Ekans é prontamente atendida, para depois eles se dirigirem até a sala de espera para aguardar informações sobre o seu estado de saúde.
Ele nota a menina nervosa e afaga paternalmente a cabeça dela, falando:
- Não se preocupe, Musashi-chan. A Ekans está em boas mãos.
- Eu sei... Mas, é que ela estava tão mal.
- Vamos torcer pela recuperação dela.
- Sim.
Após vários minutos, estes sendo angustiantes para a criança, a médica pokémon surge e fala:
- É uma Ekans filhote que já está medicada e tratada. Ela teve sorte ao encontrar vocês. Claro, ela não iria morrer pelos ferimentos, mas iria sofrer muito até se restabelecer. Acredito que foi atacada por outro pokémon selvagem.
- Posso vê-la? – Musashi pergunta ansiosa.
- Sim. A Chansey vai levar você até ela – ela olha para a pokémon que era uma de suas auxiliares, sorrindo gentilmente – Conto com você, Chansey.
A Chansey consente com o seu típico sorriso, para depois guiar a menina pelos corredores até o quarto da Ekans que estava deitada, se recuperando.
Musashi senta ao seu lado e volta a acarinhar a pokémon que desperta após alguns minutos, sendo que havia sentido o mesmo afago que sentiu algum tempo atrás, identificando como sendo a menina de cabelos lilases escuro novamente.
A tipo Poison estava pensativa, pois sentia que de alguma forma estava conectada a aquela humana. Era mais uma sensação. Algo a impulsionava a ficar com ela. Ao olhar nos olhos da menina podia ver a sinceridade da preocupação dela pelo seu estado e que os afagos dela a faziam se sentir bem.
Musashi fala, sorrindo aliviada:
- Fico feliz que esteja bem. Mesmo assim, tem que descansar mais. Ainda bem que resolvi passear perto do canteiro das rosas.
Ekans começa a se sentir sonolenta, ainda mais com o carinho que a menina dava a ela e adormece, novamente.
Algumas horas depois, a tipo Poison já estava recuperada e se encontrava ao lado da médica com a pokémon vendo que a menina estava indo embora, sendo que a mesma a abraçou, para depois se virar para sair, olhando para a pokémon demoradamente, ainda preocupada com ela.
Percebendo isso, a médica fala sorrindo gentilmente:
- Não se preocupe. Já chamei o Hakase Pokémon (PhD em Pokémon) dessa região. Ele vai devolver a Ekans para a natureza.
- Obrigada. Adeus Ekans. – a criança se despede da pokémon para depois seguir Shinta.
A tipo Poison fica triste ao ver a menina se afastando, sendo que o sentimento em seu coração cresce até que chora, indo até a menina que se vira surpresa com a pokémon indo para os seus braços, começando a afagar a cabeça dela no rosto da criança que está emocionada, sendo que Shinta se aproxima sorrindo gentilmente, assim como a médica que fala:
- Pelo visto, ela quer ir com você.
- É verdade que quer vir comigo?
A pokémon consente e torna a voltar para os seus braços, com ela a abraçando, enquanto acarinhava ela.
- Mas, eu não tenho uma licença pokémon. – Musashi comenta tristemente.
A pokémon fica cabisbaixa, até que Shinta se aproxima e fala com o seu típico semblante gentil:
- Eu tenho a licença e vou guardar a Ekans para você. Vou programar a mudança. Quando você adquirir a licença para ter pokémons, essa pokeball se tornará oficialmente sua – ele mostra uma pokéball a ela.
- O que acha, Ekans?
A pokémon olha atentamente para o humano e nota a sinceridade dele e que de fato, somente a guardaria até a menina ter idade suficiente para possuir uma licença.
Ela consente e encosta o focinho na pokeball, sendo que a luz brilha fugazmente, antes de apagar e surgir um pequeno brilho em volta do objeto, indicando a captura.
Ele entrega o item a Musashi que tira a Ekans da pokéball, com elas voltando a se abraçar, para depois irem embora dali com a médica pokémon e as suas auxiliares Chansey´s acenando.
Alguns minutos depois, eles se encontravam dentro da limusine que percorria as ruas da cidade.
- Você vai poder mostrar a sua nova amiga para a sua okaa-san. – ele fala paternalmente.
- Eu estou ansiosa para mostrar a ela. A minha kaa-chan é tão legal Ekans! – ela fala o final exclamando, enquanto olhava para a pokémon.
A cobra pokémon demonstra animação, enquanto estava enrolada no banco ao lado de Musashi que afagava a cabeça dela que sorria sobre o semblante gentil de Shinta.
Musashi não sabia que na linha do tempo original, aquela Ekans seria a mesma Ekans que ela teria quando se juntasse a Equipe Rocket. Como ela não irá se juntar a eles, o destino tratou de uni-las, mesmo nessa linha do tempo alterada.
Há dezenas de quilômetros dali, em um local isolado, mais precisamente em um laboratório secreto da Equipe Rocket, um cientista chamado Dr. Fuji, trabalhava com clonagem.
Eles haviam conseguido uma amostra do DNA do lendário Mew em um templo abandonado e com essa amostra, Fuji conseguiu criar um clone que ele chamou de Mewtwo.
Além do tanque onde estava Mewtwo, ainda filhote em posição fetal, havia outro tanque com um clone de sua filha e outros três clones, sendo um de Charmander, Bulbassauro e Squirtle em seus respectivos tanques.
Os cientistas não perceberem que a consciência deles haviam se encontrado, no caso na mente de Mewtwo, graças ao alto poder de telecinese dele. Os demais clones flutuavam ao lado do clone de lendário que aprendia através da criança, juntamente com os outros pokémons.
Claro, eles haviam percebido que os padrões das ondas cerebrais de cada um deles começaram a se alinhar com o de Mewtwo, mas não conseguiam interpretar por completo o real significado de tais padrões que se tornaram harmônicos, gradativamente, ocasionando de certa forma uma união da mente dos demais clones para o pokémon, uma vez que compartilhavam da mesma experiência.
Não muito longe dali, enquanto o doutor Fuji olhava om satisfação as suas experiências, Kashin andava dentre uma mata densa e fechada, olhando para o cristal preso em seu pescoço por uma corrente, buscando qualquer sinal, indicação ou reação do cristal, para que o ajudasse a encontrar a filha do seu melhor amigo, sem este saber que estava próximo de uma base secreta da Equipe Rocket.
Alguns dias atrás, o cristal havia reagido com a luz sendo mais intensa quando ele tomou uma direção, sem Kashin saber que era Mewtwo que fez o cristal reagir, quando ele usou seus poderes inconscientemente ao fazer a mente dos outros clones se unirem a ele.
Porém, o cristal havia parado de brilhar a algumas horas atrás.
Então, de repente, ele é surpreendido por homens de aparência hostil e inicialmente fica confuso, já que era um local demasiadamente isolado, até que avista o "R" no uniforme deles e se recorda de que ouviu algumas coisas sobre um grupo de bandidos que faziam maldades, assim como roubavam pokémons.
