Notas do Autor
Kashin consegue...
O Quarte General e laboratório ficam...
Os Rocket´s pensam que...
Kashin fica surpreso quando...
Capítulo 11 - Um novo destino
Rapidamente, ele designa um grupo de Rockets para investigar o que ocorreu, visando encontrar indícios de quem foi o responsável pelo ataque para que este sentisse toda a sua fúria. Além disso, destacou outro grupo que partiria naquele instante com a missão de protegerem Mewtwo de qualquer um que tentasse roubar a experiência dele.
Ao mesmo tempo em que ele dava ordens, no Quartel General secreto, Rapidash ia seguir os outros quando o cristal brilha e flutua levemente, apontando para uma direção com ele murmurando:
- Será que... – ele começa a suar frio ao imaginar a princesa, filha do seu melhor amigo, nas mãos daqueles bandidos e não pode impedir de ficar aterrorizado com essa ideia – Eu espero que não.
Kashin (火心 - espirito do fogo) não sabia que o cristal ainda imaturo, estava começando a reagir aos fortes poderes telecinéticos de Mewtwo que naquele instante chorava e sofria conforme via a menina começar a desaparecer.
Rapidamente, terminando de orientar os pokémons em como proceder com a fuga, ele muda a direção em que galopava, velozmente, concentrando novamente as suas chamas para incinerar qualquer humano que ousasse enfrenta-lo com o calor intenso, provocando problemas no mecanismo das pokéballs, acabando por libertar os pokémons ao promover danos severos as suas pokéballs. De fato, ele sentia que as suas chamas estavam absurdamente intensas, pois bastava passar perto das paredes de aço para que as mesmas ameaçassem derreter, enquanto que os humanos eram incinerados apenas por estarem próximos a ele.
Porém, como eles eram bandidos ordinários a seu ver, ele não estava se incomodando, ainda mais ao se recordar do que faziam com os outros pokémons naqueles armazéns.
Ele continua galopando velozmente, sendo que tudo o que os bandidos veem é uma espécie de cometa flamejante cujo calor causticante incinerava a pele dos criminosos que gritavam em agonia quando ele intensificou as suas chamas, mais do que já estavam intensas, além de estourar portas e paredes usando as suas chamas para enfraquecer a estrutura de metal, para depois rompê-las sem qualquer esforço, sendo que inclusive os pedaços ardentes de metal voavam pelo ar, tornando-se projeteis mortais para os humanos.
Próximo dali, no laboratório principal, os sinais vitais do clone da filha do doutor Fuji ficavam cada vez mais fracos, após os clones pokémons morrerem, enquanto que Mewtwo se agitava para sair de seu sono.
- Andem! Vamos fazê-lo esquecer! Precisamos que continue inconsciente!
O doutor Fuji exclama ao ver que os enormes poderes psíquicos dele começaram a promover danos nos aparelhos no entorno, sendo que esses danos estavam prejudicando os dispositivos que ele estava usando para garantir a vida do clone da filha e que estava perdendo os sinais vitais dela.
Então, antes que ele apertasse o botão para bombear no corpo do clone enormes quantidades de uma droga que fariam ele adormecer profundamente, enquanto que perderia as recordações da menina e dos outros pokémons como aconteceria originalmente, nesse universo isso não aconteceria, pois Rapidash estourou as portas duplas, após elas ficarem parcialmente derretidas e que os pedaços fumegantes de metal parcialmente derretido são atirados no ar, atingindo alguns cientistas os matando instantaneamente, enquanto que outros agonizavam e antes que eles pudessem reagir, Kashin usa as suas chamas absurdamente ardentes e os incinera, sumariamente, matando todos os cientistas ao queimá-los vivos até a morte.
Além disso, o calor absurdamente intenso de suas chamas explode as câmaras, sendo que as suas chamas ao longo do percurso provocaram um abalo das estruturas dos edifícios, juntamente com o ataque das centenas de pokémons que estavam fugindo do local com alguns grupos parando para libertarem aqueles que ainda estavam confinados ou presos em jaulas.
Ao ver a fonte do poder que o cristal sentiu, Kashin suspira aliviado, pois não era a filha do seu amigo. Rapidamente, ele decide colocar o pequeno pokémon em suas costas, assim como a criança humana, uma menina que se encontrava com a vida por um fio.
Devido ao surgimento dele no QG, na linha do tempo original, a menina clone teria morrido e os cientistas teriam injetado várias quantidades de medicamento em Mewtwo para impedi-lo de acordá-lo e a quantidade destes medicamentos o faria se esquecer dela e dos demais. Quando despertasse alguns anos depois, já adulto, destruiria o laboratório e ele acabaria sendo enganado pela lábia do líder da famigerada Equipe Rocket, Sakaki, passando a ouvir as suas ordens, sendo que iria abandoná-lo alguns meses depois.
Graças a intervenção inconsciente de Kashin, o destino de Mewtwo foi alterado, assim como o da menina.
Com eles seguros em suas costas, ele concentra as suas chamas e usa o golpe Fire Blast para abrir uma abertura do domo do laboratório avistando a abóboda celeste, para depois avançar rumo ao céu cavalgando no ar, sendo que do lado de fora, ele para no ar. Ele viu os últimos pokémons abandonando o Quarte General através da destruição das paredes no entorno e mesmo que houvesse ainda alguns deles nas pokeballs, elas iriam protegê-los da implosão inicial e após serem destruídas, eles estariam livres.
Então, ele lança alguns Fire Blast´s mais poderosos que o usual graças ao cristal em seu pescoço, intensificando assim as explosões, acabando por destruir o que restava da base de operações da Equipe Rocket, para depois se afastar dali, enquanto a base era consumida pelas explosões e que no final, os pokémons que ainda estavam nas pokeballs saem das mesmas quando estas se fragmentam em decorrência das explosões.
Ao perceberem que estavam livres da subjugação da pokéball, eles se afastam o mais rápido que conseguem do local, enquanto sentiam-se imensamente felizes por terem a sua liberdade de volta e que os bastardos que os haviam torturado para captura-los, jaziam mortos soterrados pelos escombros.
No ar, ele percebe que a menina estava prestes a morrer e que os sinais vitais do pequeno pokémon caíam, sendo que viu na base do tanque dele o seu nome, Mewtwo.
Longe dali, após descer, Kashin os coloca gentilmente no chão e assume a forma humana decidindo que tentaria usar o seu cristal, visando salvar a vida deles. Pelo menos, ele esperava que aquele cristal conseguisse fazer algo assim.
Ele pega o cristal do seu pescoço, se aproximando da menina e ao encostar o objeto na testa dela, aparece um símbolo de lua crescente no cristal que reluz, para depois o corpo da criança brilhar, revitalizando-a.
Depois de se certificar que ela estava bem, ele faz o mesmo procedimento com o pequeno pokémon. O símbolo de lua crescente aparece e o cristal brilha fazendo o corpo do pequeno pokémon reluzir e após suspirar aliviado por eles estarem vivos, colocando em seguida o mesmo em seu pescoço, novamente.
Mewtwo abre os olhos, olhando com confusão para os lados e depois para Kashin, sendo que em seguida vai até a sua amiga, sentando ao lado dela:
- Acorde, por favor!
A menina abre os olhos e sorrindo, abraça Mewtwo que chora feliz por ela estar bem.
Então, os dois olham para Kashin que sorria bondosamente com o pokémon filhote perguntando:
- Onde estamos? O que aconteceu? Quem é o senhor?
- Bem, parece que vocês estavam em um laboratório com homens maus. Eu acabei preso, mas pude me libertar e acabei destruindo tudo, para depois trazê-los para cá.
Como se tivesse um estalo, a menina pergunta:
- E o Bulbassaurtwo-kun, Charmandertwo-chan e Squirtletwo-kun?
Kashin suspira e fala pesaroso:
- Lamento, mas não consegui salvá-los. Só vocês dois sobreviveram.
O Rapidash abraça Mewtwo e a menina que choravam copiosamente, enquanto ele procurava confortá-los, afagando paternalmente a cabeça deles e após eles se acalmarem, ele fala:
- Sou Kashin e estou em uma jornada procurando uma pessoa para poder protegê-la, além de encontrar alguma forma de voltar ao local que ela nasceu. Desejam vir comigo?
As crianças concordam com ele as pegando no colo, sendo que põe a sua camiseta na menina e como ela era criança, a camiseta parecia um vestido, enquanto que havia decidido que a primeira coisa que iria fazer era procurar uma roupa para a menina urgentemente, sorrindo feliz ao apalpar a bolsa, sentindo o dinheiro e vários itens precisos nela que seriam uteis para a sua jornada e para manter dois filhotes com ele.
Ele havia decidido comprar roupas para ela, pois seria no mínimo problemático andar com ela nua, sendo que decidiu arranjar um sobretudo com capuz para Mewtwo visando ocultá-lo, enquanto ficava preocupado em como o manteria a salvo das pokéballs.
Kashin sai de seus pensamentos e pergunta paternalmente a menina:
- Qual o seu nome? Eu sei que ele se chama Mewtwo. E você?
A criança força a mente, mas por ter sido quase que ressuscitada pelo cristal, ela havia esquecido o seu nome, sendo que fala tristemente:
- Não consigo me lembrar. Você se lembra do meu nome Mewtwo-kun?
- Não lembro. Eu lamento.
Mewtwo fica surpreso, para depois olhar para Kashin, sendo que o Rapidash notou que a menina sorria maravilhada, o fazendo ficar confuso, para depois perguntar arqueando o cenho:
- Por que estão assim?
- Mewtwo-kun só conseguia falar telepaticamente. Agora, ele falou com a boca. Por isso. – ela responde sorrindo.
Mewtwo sorri e fala:
- É verdade. Confesso que é estranho falar com a boca.
- Você vai se acostumar. Acredito que ainda possa falar telepaticamente, mas acho que vai desejar falar dessa forma.
"Provavelmente" – ele fala telepaticamente, sorrindo.
Kashin olha discretamente para o cristal e questiona a si mesmo o que mais o cristal iria proporcionar a eles, já que usou em ambos, sendo que nunca havia usado em outros seres desde que o cristal foi parar em suas mãos, enquanto que ele achava aquele pequeno cristal semelhante, de certa forma, ao lendário Maboroshi no Ginzuishou (幻の銀水晶 - cristal prateado dos sonhos), embora tal suposição fosse consideravelmente surreal, já que o mesmo se encontrava com Yukihana e era maior do que aquele pequeno cristal em seu pescoço.
Longe dali, nos escombros do Quarte General, chegam helicópteros com o logotipo R com alguns Rockets descendo, para depois eles começarem a investigar o que havia restado dos laboratórios e Quartel General que jaziam em escombros e pedaços de metal retorcido, além de inúmeras marcas de um incêndio intenso.
Além disso, havia corpos que foram dilacerados e outros fragmentados pelas explosões violentas, juntamente com vários vestígios de pokéball´s fragmentadas e conforme caminhavam dentre os destroços do que foi um dia uma base imponente, eles começavam a ficar estarrecidos com o nível de destruição e a rapidez do mesmo ao ponto de não conseguirem chegar a tempo de salvar o clone do lendário Mew.
Conforme prosseguiam com a mesma, constataram que não havia restado nada do laboratório, chegando a conclusão inquietante que as explosões mais violentas foram concentradas no laboratório e isso reforçava a ideia de algum ataque contra a base secreta visando o laboratório, justificando assim o nível de destruição.
Eles se dirigem até onde estariam os tanques com os clones e que somente havia fragmentos dispersos dos mesmos.
Eles passam a investigar o entorno e encontram fragmentos de corpos de pokémons com marcas em seu rosto, sendo que eram um squirtle, bulbassaur e charmander. Mais para frente encontram um fragmento que lembrava uma parte do corpo da experiência Mewtwo, conforme eles analisavam as imagens que tinham da experiência e depois de um corpo infantil que parecia corresponder com a descrição do clone da filha do Doutor Fuji.
Eles não sabiam que aqueles eram clones que se formaram de forma errônea, sendo prontamente descartados e como os cientistas temiam a reação de Sakaki, preferiram ocultar os clones que exibiam imperfeições por algum erro no processo de clonagem do que informar sobre a existência deles.
Por não terem informado a organização sobre esses desenvolvimentos errôneos dos clones, os investigadores concluíram que Mewtwo foi destruído juntamente com o laboratório e após tal constatação errônea, eles começaram a tirar na sorte para saber quem seria o azarado que daria uma informação tão ruim para o líder deles, enquanto que a outra equipe prosseguiria com a investigação no entorno, buscando alguma pista do responsável pelo ataque, já que não havia qualquer indicio nos escombros, sendo que muitos ainda se encontravam consideravelmente fumegantes, indicando a equipe de investigação que eles deviam ser cautelosos ao decidirem tocar em algo para não sofrerem queimaduras severas.
Algumas horas depois, há dezenas de quilômetros dali, após deixar os filhotes em um local discreto, Kashin se dirige a uma loja para comprar algumas roupas e depois alguns itens como uma carteira, já que seria demasiadamente estranho abrir uma mala para pegar algumas notas para pagar pelos itens.
Então, após comprar o que era necessário naquele instante, ele volta até o local onde deixou as crianças escondidas e fica feliz ao ver que o sobretudo com capuz, era grande e largo, conseguindo ocultar com perfeição o corpo de Mewtwo, embora que aquela roupa acabaria chamando demasiada atenção.
Conforme andavam, Kashin deu a sugestão do nome da menina ser Ayame (菖蒲 – Flor de Íris), com ela adorando o nome.
Após eles se acomodarem em um quarto de hotel, o rapidash na forma humana saiu para buscar alguma comida para eles e quando entra mais tarde no quarto se depara com uma cena inusitada que o deixou estático.
No sofá estava Ayame e Mewtwo, sendo que o reconheceu pelo seu cheiro, já que o mesmo estava na forma humana, sendo que parecia ser um ano mais velho do que a menina, possuindo cabelos prateados curtos e olhos azuis, sendo que naquele instante olhava para baixo, mais precisamente para a sua virilha. Tal cena fazia Kashin ter uma gota.
Então, Ayame nota que Kashin entrou e fala, apontando o dedo para o clone do lendário:
- Ele tem piu piu.
Mewtwo olhava para baixo, tentando entender o que era aquilo e pergunta a menina:
- Piu piu? Mas, tem essas espécies de saquinhos... Isso também é piu piu? – ele pergunta, olhando expectante para a menina.
Ayame olha para o seu amigo, ficando pensativa, para depois falar pondo o dedo no queixo:
- Deve ser piu piu também. É por onde faz xixi.
- O que é "xixi", jichan? – Mewtwo pergunta inocentemente – E por que o meu corpo embaixo é diferente do dela? Ela me mostrou e é diferente.
Kashin pensa na melhor forma de explicar, sendo que se aproxima e fala gentilmente, enquanto ainda exibia uma gota na cabeça:
- Se cubra com o sobretudo, Mewtwo.
Ele acena e se cobre, sendo que Kashin senta entre eles, abraçando paternalmente o ombro de cada um deles com o braço, enquanto inspirava profundamente para começar a falar sobre a importância dele usar roupas dali por diante e que só podia tirar as roupas para tomar banho e quando fosse dormir colocaria o pijama, para depois explicar da forma mais pedagógica possível sobre a diferença entre meninos e meninas, além de explicar sobre necessidades fisiológicas.
Então, de repente, surgem em Mewtwo as orelhas dele na forma pokémon, além da cauda, com Ayame comentando o quanto achava fofo, sendo que Kashin se dedica a ensinar ao filhote como controlar a transformação de pokémon para humano e vice-versa, assim como para ocultar características que não fossem humanas, enquanto ficava aliviado dele ter uma forma humana, pois assim ninguém iria tentar captura-lo, desde que nunca revelasse a sua verdadeira forma a alguém.
Após ele dominar essa habilidade, Kashin põe na mesa os mantimentos que comprou para fazerem um lanche e após as crianças comerem, com ele ligando a tevê em um desenho animado para elas assistirem, ele sai para comprar roupas, novamente, só que dessa vez para Mewtwo, prometendo que depois eles iriam junto com ele nas lojas para comprar o que desejavam e frente a essa promessa, as crianças ficaram animadas.
Quando ele voltou com algumas roupas para o filhote, Kashin decidiu que seria melhor o pequeno pokémon ter outro nome, pois era estranho o nome Mewtwo, agora que ele tinha uma forma semelhante a humana. Além disso, Kashin sabia que a Equipe Rocket continuava ativa e ele precisava manter o filhote a salvo.
Portanto, tinha que ter um nome usado por humanos até para ajudar em seu disfarce de humano.
Após alguns minutos com ele citando nomes, Mewtwo aprecia a sonoridade de um e passa a se chamar Yuukishin (勇気心 – espírito da coragem).
Alguns meses depois, há dezenas de quilômetros dali, Koujirou foi chamado até a diretoria e ficou com medo que tivessem descoberto a verdade sobre a Oddish, sobre a pokéball do Koffing e o mesmo.
Afinal, apesar de temer a reação de seu avô se descobrisse o que ele fez, o seu maior temor era que Koffing e Oddish fossem tirados dele, pois ele se preocupava com o destino deles caso isso acontecesse, além do fato de adorar ambos.
