Notas do Autor

Kojirou descobre...

Ele fica...

Kojirou decide...

Yo!

No anime, na série clássica, em japonês, Kojirou chamava o casal de avô e avó. Algumas temporadas depois, colocaram como sendo pais dele e até deixaram eles um pouco mais jovens.

Eu resolvi manter a classificação deles como avôs.

Portanto, se seguimos isso no cânon, Kojirou era órfão e foi criado pelos avôs, sendo que a sua avó mantinha aquele quarto de BDSM para aquela menina monstruosa, a Rumika.

Quando no capítulo passado, Mewtwo e Ayame chamaram Kashin de ji-chan, esse ji-chan é de tio e o sufixo –chan, é usado como diminutivo carinhoso, assim como é uma forma carinhosa de se referir a alguém.

Já, jii-chan é avô, seguindo com o sufixo carinhoso, -chan.

Era só isso que queria explicar.

Tenham uma boa leitura XDDDD

Capítulo 12 - Notícia estarrecedora

Após sentar na frente da diretora procurando disfarçar ao máximo o seu nervosismo, fica estarrecido quando ela fala com o maior tato possível sobre o suicídio do seu avô, sendo que ele se matou com um tiro na cabeça e que o tio avô dele chamado Shinta, passaria a cuidar dele e que inclusive pediu a sua transferência para uma escola próxima de onde ele morava com o mesmo cuidando dos detalhes do velório.

Após ele voltar para a mansão, observa os móveis sendo cobertos com um pano, assim como o vai e vem frenético dos funcionários com um deles entregando ao Kojirou uma pokeball que foi trazida de uma das casas que era usada como repouso pelos seus falecidos avôs e que nela tinha um Carnivine.

Quando ele era criança e estava andando em um pântano, encontrou esse pokémon enfraquecido e caído na lama.

Rapidamente vai até ele e o tira do local, puxando-o para longe, acabando por ficar coberto de lama no processo.

Feliz pela ajuda e por ter simpatizado com a criança, ele entrelaça seus tentáculos nele que depois de ficar surpreso, ri.

Os funcionários aparecem e ajudam Kojirou, que prefere ele mesmo dar um banho do pokémon que fica feliz ao estar limpo e que gruda novamente no menino, sendo que este avista uma pokéball.

Quando ele segue o olhar do pokémon, se recorda de que aquela pokéball havia sido entregue pelos seus avôs que falaram que estava no nome daquele que guardava a pokéball de Growlithe e que era o seu tio avô com ele enviado uma pokéball ao sobrinho por intermédio do avô.

O menino se recorda também que de malgrado, a mesma foi atirada no chão e isso se sucedeu um pouco antes dele descer para comer um doce na mesa de jantar, pois era hora do chá e seus avôs prezavam seguir esse costume e quando se viu livre de tal obrigação, ele acabou se esquecendo da pokéball.

- Ah! Eu esqueci d a pokéball do meu tio-avô!

O pokémon curva a cabeça para o lado com uma face confusa e o menino fala:

- É que eu não posso ter uma licença pokémon ainda. Portanto, outro que possuí a licença tem que guardar a pokéball, por assim dizer, para que quando eu puder pegar a minha licença, a pokéball seja passada automaticamente para o meu nome, pois está acoplada ao meu registro no governo.

O pokémon surpreende o menino quando vai até a pokéball e toca no dispositivo, entrando por si mesmo, surpreendendo Kojirou que vai até o objeto e faz ele sair com o mesmo entrelaçando os tentáculos nele.

Nesse momento, Growlithe, que havia chegado de um check-up do Centro Pokémon mais próximo, fica chocado com o pokémon estranho e faz menção de atacar ao pensar que estava atacando o seu mestre e amigo, que acalma o pokémon do tipo Fire ao mostrar a pokéball e explicar o que aconteceu.

A partir daquele instante, Growlithe revirava os olhos toda a vez que o pokémon se entrelaçava em Kojirou, murmurando "exagerado" na sua língua, sendo que ele tinha uma ideia do que o seu amigo de infância murmurava devido a expressão do mesmo sempre que Carnivine se enrolava nele.

O menino sorri frente a suas recordações ao pegar a pokéball dele, fica triste por alguns instantes ao se lembrar de que os seus avôs o proibiram de levar o pokémon junto deles para a casa onde moravam, o obrigando a deixa-lo na casa que usavam para férias, pois segundo os seus avôs, Carnivine não tinha classe e muito menos elegância ao contrário de Growlithe.

Sem escolha, frente a uma ameaça que eles fizeram com o menino acreditando que eles cumpririam sem hesitar, já que não o amavam, ele deixa o pokémon na casa, passando a passar sempre as férias lá quando conseguia.

Ele sacode a cabeça para os lados dissipando essa parte triste de suas lembranças, pois agora estava junto de seu amigo novamente, enquanto que estava preocupado que o tal de tio avô dele tivesse o mesmo pensamento dos seus avôs em decorrência da aparência de Carnivine.

Ele sobe ao quarto e pede gentilmente para a Oddish sair de seu esconderijo, enquanto tirava Weezing de sua pokéball para apresentar Carnivine, com os demais pokémons ficando animados para conhecê-lo.

Já, o pokémon do tipo Fire murmura com eles falando em linguagem pokémon:

- Lá vem o exagerado.

- Exagerado? – Oddish pergunta curiosa.

- Não consigo imaginar como um pokémon pode ser exagerado. – Koffing comenta.

- Em breve, vocês irão compreender o que eu disse. – ele comenta de mau humor.

Então, ao sair do compartimento de captura, conforme o esperado pelo menino, Carnivine envolveu Kojirou em seus tentáculos, o abraçando, sendo que era uma forma do pokémon mostrar o quanto o amava com os outros pokemons ficando com uma gota, sendo que o pokémon do tipo Fire comenta que ele sempre fazia isso fora da pokéball e que por isso ele achava Carnivine exagerado.

Oddish ficou surpresa ao ver a cena, sem saber o que falar naquele instante frente a cena inusitada, enquanto que Koffing preferia não emitir uma opinião e limitava a ficar flutuando feliz ao lado do menino, passando a rolar ao lado do mesmo, enquanto Carnivine continuava enrolado em Kojirou, com Growlithe comentando em sua linguagem.

- Agora são dois exagerados. Ainda bem que o Koffing não tem tentáculos.

- O Carnivine ama muito o Kojirou – Oddish comenta com uma gota, para depois exibe uma face de surpresa ao pensar em algo, virando para ele – Não está com ciúmes, né? Ou está?

O pokémon do tipo Fire fica surpreso pela constatação certeira de Oddish, preferindo não aceitar que estava ciúmes e fala, virando a cara:

- Claro que não estou com ciúmes.

Oddish põe uma das suas folhas em frente a sua boca e dá um sorriso, falando:

- Senão tem ciúmes, não há porque ficar assim com o Carnivine.

- Só acho ele exagerado. Apenas isso. – o pokémon do tipo Fire comenta sem olhar, sendo que estava sem graça.

Oddish havia notado que Growlithe se mordia de ciúmes do Carnivine, devido ao fato dele grudar em Kojirou e decide fingir que acreditava que ele não tinha ciúmes, enquanto olhava com carinho a cena do pokémon do tipo planta e Kojirou, percebendo o quanto o pokémon o amava, com Oddish e Koffing ficando surpresos quando Carnivine contou sobre o encontro dele com o mestre de ambos e com a sua escolha para que ficasse junto dele, sendo que este ficou feliz ao saber que com Koffing foi a mesma coisa e que mesmo sendo atualmente selvagem, a Oddish desejava ficar para sempre com Kojirou.

Carnivine parecia bem animado, feliz e bem agitado, fazendo os outros pokémons sorrirem, enquanto que Growlithe murmurava que ele devia ficar mais calmo, pois era demasiadamente agitado.

Mais tarde, enquanto jantava na enorme e lustrosa mesa do jantar, o menino pensava em seus avôs e se sentia triste por eles, pois apesar de não conseguir amá-los, eles eram os seus avôs e mesmo não dedicando a ele qualquer amor, não podia deixar de se sentir triste pela morte deles, sendo que agora estava preocupado sobre esse tio-avô que nunca chegou a conhecer, sendo que as pokeballs de Growlithe e Carnivine se encontravam registradas em seu nome, até que Kojirou conseguisse uma licença pokémon.

Nesse dia, a licença das pokéball dele seriam passadas automaticamente para ele.

No dia seguinte, uma limusine para em frente a suntuosa mansão, sendo esta enviada pelo seu tio avô que havia designado um responsável para cuidar da viagem dele até onde iria morar.

Kojirou, Growlithe e Carnivine, sendo que a pokéball de Koffing estava em seu bolso escondido e Oddish estava na usual mala que usava para viajar, sobem na limusine cuja porta foi aberta pelo chofer uniformizado, após o mesmo fazer uma reverência, enquanto que as demais malas dele eram colocadas no porta-malas.

Depois, quando chega ao aeroporto, a criança avista um jatinho particular e um homem que se identifica como sendo o empregado contratado pelo tio avô dele para cuidar de todos os procedimentos para a chegada dele.

Prontamente, ele cuida de toda a documentação, para depois o menino ser levado até o jato particular, sendo que abraçava os seus pokémons para se acalmar, enquanto observava o jato decolando e durante a viagem uma aeromoça gentil lhe oferecia bebidas e comida com ele tomando um milk-shake, assim como comendo alguns doces, com a aeromoça comunicando que serviria comida pokémon para Growlithe e Carnivine.

Normalmente, os pokémons somente podiam viajar confinados nas pokéballs por medida de segurança. Mas como era um jatinho particular de luxo, era permitido que os seus passageiros deixassem eles fora da pokéball e que por isso tinham um estoque de comida pokémon, já que normalmente os milionários deixavam seus pokémons fora da pokeball sobre uma almofada felpuda e lustrosa para exibi-los.

Kojirou pede educadamente que ela sirva o dobro de comida pokémon e mesmo a aeromoça não compreendendo o motivo do jovem cliente pedir que ela trouxesse comida pokémon a mais do que ela iria originalmente trazer já que eram apenas dois pokémons, ela cumpre com o seu pedido, embora estranhasse.

Então, ela se retira e depois traz comida pokémon em quantidade dobrada conforme o solicitado, sendo que havia ficado surpresa, assim como feliz ao ver que apesar de ser rico, o menino era gentil e amável mesmo com os funcionários, pois havia usado "por favor" e "obrigado", além de falar de forma gentil para com eles, algo que era distinto, já que ela havia viajado com inúmeros milionários desde adultos a crianças e eles normalmente os tratavam como formas de vida inferiores, mandando e não pedindo com educação ao contrário do menino a sua frente.

Kojirou aproveita a ausência da aeromoça e do homem que cuidou de todos os procedimentos para tirar Koffing rapidamente da pokéball para comer, assim como abria a mala para a Oddish comer um pouco também, já que seria crueldade a pokémon do tipo Grass sentir o cheiro de comida e não poder comer, sendo que o pokémon do tipo Poison deveria comer, também. Por isso tirou ambos de seus esconderijos e após eles comerem com animação, guarda rapidamente ambos, quando ouviu sons de passos atrás da porta da cabine de passageiros.

Então, após algumas horas, eles pousam em um aeroporto e novamente surge outra limusine para levar o menino, seus pokémons e as suas malas com o chofer achando estranho o fato da criança, fazer questão de levar uma mala junto dele, sendo que não sabia que havia um pokémon dentro dessa mala.

Kojirou se encontrava em um misto de preocupação e ansiedade crescente com ele abraçando constantemente os seus pokémons que procuravam acalmá-lo, conforme o veículo percorria as ruas movimentadas até perceber que tomava um caminho mais arborizado e igualmente calmo, longe da agitação da cidade.

Então, após meia hora, Kojirou observa portões duplos imensos e elegantes sendo abertos, dando passagem para a limusine que percorre um caminho suntuoso e fortemente arborizado em toda a sua extensão com o menino ficando surpreso ao ver vários pokémons junto de animais que percorriam a propriedade com a maioria deles lembrando borboletas e mariposas, tendo alguns pokémons do tipo Grass dentre os animais.

Quando eles entraram na propriedade, ele notou que era bem arborizada com uma bela vista para as montanhas, sendo cercado de belas flores. Ele confessa que a propriedade parecia fazer parte de um cenário de filme sobre a natureza.

A limusine para em frente a uma bela mansão em estilo georgiano, cujo entorno parecia pertencer a uma paisagem pitoresca.

Assim que ele desceu do veículo, cuja porta foi aberta pelo chofer que não compreendia o motivo do garoto insistir em carregar uma mala em vez de deixar para os funcionários, sendo que havia percebido que apesar de ser um pequeno milionário, ele era gentil e amável.

Kojirou viu na porta dupla da entrada que se encontrava aberta, alguns funcionários enfileirados e que se curvaram levemente para ele, sendo que em seguida ele é conduzido por uma senhora de aparência gentil que se apresentou como sendo a governanta da casa e que o conduziu gentilmente até o exterior da mansão, mais precisamente para os fundos, enquanto que o menino estava demasiadamente ansioso, pois temia que o tio avô fosse uma versão dos seus pais e rapidamente fica preocupado com Carnivine que não fora aceito pelos seus avôs pela sua falta de classe e elegância, sendo que para o menino isso não importava, pois era o seu amigo e nada mudaria isso.

Mesmo assim, temia que o tio avô o afastasse do Carnivine. Inclusive, havia tomado a decisão que se ele ousasse fazer isso, ele fugiria da propriedade com os seus amigos pokémons.