Notas do Autor
Kojirou fica surpreso e feliz ao constatar que...
Shinta descobre que...
Capítulo 13 - Shinta
Kojirou avista um homem mais velho com uma face gentil e que estava rodeado de pokémons do tipo Bug, mas que lembravam borboletas ou mariposas, além de alguns do tipo Grass ou Grass e Fairy que lembravam flores, com o menino percebendo que naquele instante ele tinha comida pokémon em suas mãos e dava aos pokémons que pegavam felizes de sua mão, até que avista o menino com a governanta que se retira discretamente, para depois ele se afastar dos pokémons deixando a comida em um pote grande onde todos se serviam para poder andar em direção ao menino.
Ele abre um sorriso caloroso e abraça o seu sobrinho, assim como afaga os pokémons de Kojirou, falando:
- Fico feliz em conhecê-lo e peço desculpas por não poder pegá-lo pessoalmente. É que estamos em um período crítico para algumas espécies de borboletas e prefiro eu mesmo zelar por eles. Além disso, não me sinto bem em aviões e não seria uma boa companhia devido ao nervoso que sinto em voar. Sabia que você tem os cabelos do seu pai e os olhos da sua mãe?
- Prazer em conhecê-lo. Tudo bem. Eu compreendo por que não pôde me buscar. Não sabia disso. Meus avôs não falavam muito deles.
- O seu pai se casou com a sua mãe, uma mulher simples e por isso, eles não o viam com bons olhos. Para eles, o seu pai deveria ter se casado com uma mulher de berço aristocrático e preferencialmente de uma família rica e bem conceituada. Imagino que eles arranjaram uma noiva da mesma classe social que a deles para você.
- Sim. Eu nunca compreendi porque eles a mimavam tanto, mesmo ela fazendo tantas maldades e o motivo da minha avó ter aquele quarto horroroso que montou para a Rumika.
- Quarto horroroso? – o homem gentil pergunta arqueando o cenho.
A criança descreve o quarto e nota que o homem mostrou um esgar de raiva no rosto, para depois disfarçar falando:
- Você lembra muito os seus pais. Saiba que é livre para escolher quem desejar quando crescer. Nunca me importei com classe social. Para mim, o mais importante é o amor. Qual o nome dos seus pokémons?
Enquanto isso, o homem sentia uma vontade imensa de ressuscitar os avôs de Kojirou, apenas para tortura-los lentamente, após saber da existência de um quarto de BDSM para fazer o seu sobrinho sofrer nas mãos de uma garota que devia ser o demônio reencarnado, justificando assim o medo que ele viu nos olhos da criança ao citar o nome dela. Um medo que o preocupou demasiadamente, levando-o a cogitar que maldades foram praticadas contra uma criança inocente, com o senhor amável e gentil temendo o pior.
- Esse é o Growlithe e este é o Carnivine.
- Prazer em conhecê-los pessoalmente, Growlithe e Carnivine. – o senhor fala gentilmente, levando a mão até a pata do pokémon o cumprimentando, para depois fazer o mesmo com o outro pokémon – Estou interessado no que tem na pokeball e sobre a Oddish. A diretora me forneceu um relatório padrão e nesse relatório citava os seus pokémons.
O menino fica surpreso para depois ficar com receio, sendo que ele pergunta:
- Como sabe da pokéball?
- Quando você saiu do carro, eu vi algo vermelho e redondo em seu bolso e o fato de você me perguntar como eu sabia da pokéball confirmou as minhas suspeitas. – sorrindo gentilmente, ele afaga paternalmente a cabeça do menino e fala – Imagino que deve ter uma boa história por trás disso e quanto a ter essa pokéball, não foi pelas vias oficiais. Deve ter tido um bom motivo para fazer isso. Quanto aos seus amigos, não se preocupe. Vou guardar eles para você, até que cresça para ter uma licença pokémon.
O menino olha para o senhor e vê a sinceridade nos olhos dele. Aliais, podia sentir calidez e bondade vinda dele. Por algum motivo, sentia que podia confiar nele.
Então, ele faz a pokeball ficar maior e Koffing sai dela, para depois ele abrir a mala revelando a Oddish que fica receosa ao ver o homem, para depois o menino afagar as folhas dela, relaxando a pokémon que sai e que fica ao lado dele.
- Você é muito gentil. Os pokémons do tipo planta quando ficam felizes, exalam um perfume maravilhoso. Ela liberou o perfume quando você a afagou. Ela sente muito carinho por você. Consigo perceber o quanto esses pokémons o adoram. Pelo visto, essa Oddish é selvagem e mesmo assim o segue. Você deve ser muito bom para ela e para os outros. Eu fico feliz em saber disso. Bem, como você conheceu os seus outros amigos? – ele pergunta bondosamente.
- Essa Oddish era da Rumika, mas os pais dela e a mesma a culparam pelo que aconteceu com ela. Eu temi pelo que iriam fazer com a Oddish caso conseguissem pegá-la. Portanto a escondi, após a pokéball dela ser danificada. Ela usava os seus ataques em mim, mas era porque a mestra dela ordenava. Para mim, os pokémons não são ruins e sim as pessoas que são ruins e que levam os pokémon a fazerem maldades. Talvez, até posso existir algum pokémon de índole malvada, mas acredito que é bem raro, não sendo este o caso da Oddish. Conforme convivi com ela, percebi que ela é o oposto de Rumika. Ela é gentil, meiga, dócil e muito amável.
A pokémon cora como o elogio, enquanto olhava com admiração para o menino que salvou a sua vida ao escondê-la.
O homem fica surpreso e sorri imensamente falando, enquanto exibia uma intensa admiração em seus olhos:
- Oh! Você é mesmo filho dos seus pais. Eles teriam o mesmo comportamento em sua situação. Eram pessoas muito boas. Eu imagino o quanto sofreu nas mãos dos seus avós. Acredito que a sua avó mantinha aquele quarto horroroso e eles aprovavam Rumika, porque pensavam que você precisava ser contido para que não seguisse os passos do seu pai. Mas, isso não justifica o inferno que eles proporcionaram a você e muito menos é motivo para fazer tal maldade com uma criança. Infelizmente, os seus avôs sempre prezaram status, linhagem e riqueza. Só isso os importava. Se alguém tinha esses três requisitos, este era aceito automaticamente, mesmo se fosse um monstro abominável. Eu tentei ter a sua guarda, mas o seu avô tinha amigos em altos escalões e considerável influência. Já eu, mesmo sendo rico, sou tido por muitos como um excêntrico amante de borboletas e mariposas, assim como de pokémons que lembram borboletas ou mariposas, além de apreciar aqueles que lembram flores.
- O senhor tentou ter a minha guarda?
Kojirou fica surpreso, enquanto ficava com muita raiva ao saber que foi privado de ter aquele tio bondoso como responsável em vez dos seus avôs cruéis que usaram a riqueza, status e poder para terem a sua guarda a todo o custo.
- Sim. Eu queria salvá-lo de seus avôs. Lamento por não ter igual influência como o seu avô. Você sofreu tanto... – ele fala tristemente.
- Não fique assim. O senhor tentou. Eu fico feliz de estar com o senhor. – Kojirou fala gentilmente.
- Tão gentil e amável! Muito obrigado. E quanto ao Koffing? Esse é o Koffing filhote que você achou e levou ao Centro pokémon? Imagino que você contraiu a pokéball nesse local. Eu li sobre isso em um dos relatórios dos últimos meses que constava o seu ato de salvar um Koffing filhote e que ficou com o pokémon até ele se recuperar.
Ele fica surpreso e depois envergonhado, contando com a cabeça cabisbaixa sobre o roubo e como Koffing entrou por si mesmo na pokéball, para depois erguer o rosto lentamente, esperando uma censura que nunca veio perante o roubo que praticou, pois ao olhar para o seu tio avó, não viu uma face de censura e sim, um sorriso amável e um olhar repleto de compreensão com Shinta falando bondosamente:
- Foi errado você ter roubado. Porém, fez isso visando proteger uma amiga. Não fez para lucrar com a venda da pokeball. Além disso, se pudesse comprar a pokeball teria comprado. Como não tinha uma licença por ser jovem demais, não poderia comprar e não tinha como entrar em contato comigo, sendo que sou plenamente ciente desse fato. Eu fico admirado e feliz ao saber que você é tão bom e amável que o pokémon selvagem sentiu isso e por si mesmo entrou na pokeball, pois seria mais fácil escondê-lo assim – nisso, ele tira duas pokeballs de seu bolso e coloca nas mãos de Koujirou – Essas serão as suas futuras pokeballs. Destrua a pokeball do Koffing e depois, coloque ambos nessas pokeballs. Quando você tiver a sua licença, eles serão passados automaticamente para você, pois vinculei essas pokéballs a você, assim como a do Growlithe e do Carnivine. Por enquanto, todas elas estão em meu nome.
Ele pega as pokeballs e após destruir a do Koffing com a ajuda do seu tio, o pokémon entra por si mesmo na nova pokeball estendia por Kojirou, sendo o mesmo para a Oddish, para depois o jovem fazê-los saírem da pokeball sobre o sorriso gentil de seu tio.
- É incrível a confiança e amor que sentem por você entrando voluntariamente na pokéball. Eu fico emocionado e feliz ao ver isso. – ele sorri paternalmente e o menino sorri feliz, sentindo que poderia ser feliz com o seu tio - Venha, deve estar com fome. Depois, você pode conhecer a Musashi-chan.
- Musashi? – o menino pergunta receoso, pois ainda estava traumatizado com a menina infernal chamada Rumika.
- É uma menina adorável e meiga. A mãe dela abriu uma pequena loja de roupas com o dinheiro da indenização de um acontecimento horrível. O pai de Musashi-chan foi o meu melhor amigo, sendo que nós separamos conforme seguíamos destinos diferentes e acabamos por perder contato. Após conseguir a minha fortuna, paguei a vários detetives para encontrarem o paradeiro dele e após vários anos, consegui chegar até a esposa dele, ficando feliz e surpreso quando constatei através dos detetives particulares que ela morava na mesma cidade que a minha, para depois ficar triste ao saber da miséria que elas passaram, assim como fiquei deprimido ao saber da morte dele e para me redimir por não ter podido ajudar a família dele, justamente quando elas mais precisavam, mesmo que na época não soubesse onde elas se encontravam, me tornei sócio da Loja de roupas dela, investindo uma quantia considerável de dinheiro, assim como modernizando a loja, além de contratar funcionários, ensinando a ela os vários aspectos do mundo dos negócios, fazendo assim com que surgissem várias filiais. Era o mínimo que eu podia fazer pela família do meu melhor amigo, para poder me redimir.
- O senhor não pode se sentir culpado por isso. Pelo fato de não ter conseguido ajuda-los no passado. O senhor não sabia do paradeiro de seu melhor amigo, sendo que contratou os melhores detetives para descobrir o seu paradeiro. O que importa é que agora você pode honrar a memória do seu amigo de infância ajudando a família dele. – o menino fala sorrindo.
- Obrigado, Kojirou-kun. Tenho ciência de que não posso me sentir culpado, mas é algo inevitável. Mesmo assim, agradeço pelas suas palavras. – ele fala sorrindo – Quanto a Musashi-chan, saiba que ela é alguns meses mais nova do que você. Será bom ter alguém da sua idade, além dos amigos que você vai fazer na nova escola. Ela veio me visitar, hoje.
O senhor nota que o seu sobrinho sentia um misto de hesitação e medo de conhecer a menina, com o senhor desejando mais do que nunca torturar os avôs do menino se pudesse.
Inspirando profundamente, se acalmando, pois não conseguiria por as mãos nos avôs de Kojirou, já que eles estavam mortos, infelizmente a seu ver, ele fala:
- Ela é muito gentil e meiga. Não a julgue pela Rumika. Essa menina era um monstro. Somente alguém tão abominável poderia traumatiza-lo dessa forma. Ela tem uma ekans que é fêmea, além de ser filhote como o seu Koffing. Pelo tamanho dá para ver que é um filhote ainda. Ela apareceu ferida no meu jardim e rapidamente, a levamos ao Centro Pokémon com Musashi-chan ficando ao lado dela o tempo todo. Assim como o seu Koffing, ela entrou por si mesmo em uma pokeball que dei para ela, pois estou guardando a pokéball até Musashi-chan ter uma licença pokémon, já que a mãe dela ainda não tirou uma licença pokémon.
Kojirou consente, sendo que ainda estava apreensivo, sendo seguido por seus amigos, enquanto era conduzido pelo seu tio até a parte de trás da mansão.
