Notas do Autor
Yukiko revela como...
Os amigos passam a...
Serena e os demais prometem...
Em uma luxuosa e resplendorosa rua...
Yo!
Eu não odeio a Kasumi (Misty) por ser fã da Serena e amar o casal Satosere. Eu a odeio por outros motivos.
Afinal, eu não amo ou odeio um personagem, apenas porque um grupo x ou y gosta. Eu primeiro vejo todos os episódios do anime, antes de emitir uma opinião sobre um personagem. Eu acho que para dizer se odeia ou não um personagem, você tem que assistir todos os episódios antes de odiar ou amar, pois assim é ser justo e não, simplesmente, odiar por odiar ou para seguir "modinhas" ou então, porque a maioria esmagadora pensa dessa forma, a pessoa também pensa, pois julga, erroneamente, que é o certo, sendo que no máximo vê um ou outro episódio. Isso vale em relação aos casais também.
Inclusive, indo mais além, esse pensamento faz com que muita coisa ruim aconteça no nosso mundo, o real, quando a pessoa toma por certo algo, apenas porque a maioria pensa assim em vez de pesquisar e analisar por si mesmo, construindo a sua própria opinião, após o devido estudo.
No meu caso eu analiso as suas atitudes e reações, assim como o tratamento dispensado aos outros personagens e no caso de Pokémon, o tratamento dispensando os pokémons, também. Enfim, eu presto atenção as atitudes dos mesmos, seus comportamentos e forma como agem com os outros, para determinar se eu vou gostar, odiar ou se terei uma opinião neutra, não gostando e nem odiando um personagem. Também levo em conta o passado do personagem e isso pode ser um fator determinante para aplacar meus sentimentos para com ele/a ou podem acabar por intensificar o meu ódio.
A Vamisty humilhava e agredia o Ash constantemente o chamando de lixo e o considerava um verme, o humilhando publicamente, assim como o agredindo verbalmente e constantemente, ele que é um herói (Iris é outra que fazia isso em menor intensidade), não o auxiliando quando ele precisava de ajuda em algum momento e na maioria das situações, com Vamisty se destacando nesse campo, já que raramente sacava os seus Pokémon para ajuda-lo, a menos que envolvesse terceiros, aí ela lutava, enquanto exigia como uma ordem imperial os pokémons do Ash quando precisava deles em algum concurso. Além disso, roubou o ovo do Togepi do Ash e isso é fato, pois foi ele que achou o ovo e quem acha o ovo é dono do mesmo com o adicional do Ash ganhando a batalha pelo ovo. No anime sempre mostra isso. Quem acha é o dono e se foi um Pokémon de determinado treinador que o encontrou, esse treinador fica na posse do ovo.
Isso sem contar na crueldade dela para com o pobre Caterpie, o agredindo verbalmente e o tratando como lixo. O humilhava e era perversa com o pobre coitado. Você não é obrigado a gostar de todos os Pokémon, mas ela fazia questão de detonar o pobre Pokémon das formas mais brutais que conhecia. O pobrezinho chegava a chorar com o tratamento. Só alguém muito perverso faz uma atrocidade dessas, machucando um pobre Pokémon inocente ao ponto do mesmo chorar.
Somente um monstro cruel e perverso faria uma atrocidade dessas.
E aqueles que aprovam essa agressão verbal e humilhação pública do Ash, é porque não se colocam no lugar dele. Imagine ouvir de uma pessoa, diariamente, que você é um verme, um lixo, um estúpido e afim. Vocês gostariam? Não. Mas o Ash pode. Inclusive, é por isso que o mundo está dessa forma.
Afinal, as pessoas, raramente, se colocam no lugar do próximo. Se fizessem isso, se colocando no lugar do Ash, como eu faço a odiariam, também, sendo que sei o que é sofrer humilhação pública e agressão verbal como Ash vivencia. Vivi quase a minha vida inteira com isso e ainda sofro. Dói e muito. Eu repudio qualquer um que faça isso com um herói.
Bem, são esses os motivos.
Acreditem quando falo que eu sou alguém bem lógica. Portanto, sou bem analítica e crítica. Eu gosto de pesquisar bem, antes de emitir qualquer opinião por apreciar construir por mim mesma meus argumentos, desde que sejam lógicos.
Afinal, não quero ser injusta com um personagem, o julgando sem conhecê-lo, assim como ao acompanhar, parcamente, o anime e/ou mangá. Isso é ser injusto. Veja todos os episódios, sem distinção, antes de emitir uma opinião sobre um personagem. Acompanhou todos os episódios, sem exceção? Aí sim pode encontrar seus próprios argumentos sólidos. Mas tem que ver todos. Não vale ver um ou outro, além de que é preciso ver com um olhar neutro.
Não tenham opiniões formadas por terceiros que inclusive fazem citações, sem sequer informarem em que capítulo ou episodio isso ocorreu e onde. Somente com dados que você pode comprovar, com os argumentos se tornando sólidos, sem deixar de prestar ateção em que situação e/ou momento eles foram ditos, assim como a intenção do personagem, após uma análise crítica, considerando as suas condutas no passado. Isso pode fazer muita diferença. Se não, se tornam tão insubstanciais como uma bolhão de sabão que estoura ao menor toque ou então, tão frágil quanto um castelo de areia que é levado facilmente pela água.
Afinal, eu tenho trinta e quatro anos. Acompanho Pokémon desde que o anime estreou no Brasil. Ou seja. O anime estreou em 1997 e Serena foi criada dezesseis anos depois, em 2013. Inclusive, vi um Game boy quando criança com um menino jogando um jogo de Pokémon. Eu fui uma das várias crianças que se acotovelou em volta dele para vê-lo jogar. Tive fitas VHS com alguns episódios. Claro, só pude ter um console portátil e jogar um jogo de pokémon, após dezesseis anos, sendo um sonho de infância realizado. Desnecessário dizer que chorei ao ligar e rodar um jogo de pokémon pela primeira vez. Emociono-me até hoje ao me lembrar. Foi uma sensação indescritível.
Bem, voltando ao assunto, creio que concordam que não tinha como odiar a Misty, apenas por eu ser fã da Serena, né? Na época ela não existia, sendo que odeio essa personagem há quase vinte anos e meu ódio aumentava conforme assistia os episódios.
Eu amo o Satoshi, um herói que é constantemente detonado pela Pokémon Company. Quando você pensa que não podem detoná-lo, mais do que já o detonam, você descobre o quanto estava redondamente errado. Dão pokémons ruins a ele, pokémons que não evoluem, sendo que um ou outro evolui e raramente estes evoluem até a forma final e se dão pokémons poderosos, ou fazem ele não obedecê-lo ou dão moveset lixo para eles com golpes ridículos, isso quando não dão desculpas esfarrapadas para que o pokémon poderoso dele seja retirado do mesmo ou fazem com que o pokémon tome pó no Laboratório do Doutor Yukinari.
Eles só não dão moveset lixo para o Pikachu, porque ele é a cara da franquia e como não podem tirá-lo do Satoshi (se pudessem, teriam tirado dele, com certeza), eles fazem o famoso Reset com ele, assim como fazem com o pobre do Satoshi.
O Satoshi é um verdadeiro herói, arriscando a vida não somente por outros humanos e sim pelos pokémons, também, inclusive pokémons selvagens ou de terceiros. Ele pula na frente do perigo para salvar pokémon ou humano sem se importar com a própria vida e luta pelo bem. Quantas pessoas seriam capazes de tal abnegação e sacrifício pessoal? Quantos iriam fazer isso, sem pensar em sua própria segurança, não somente com os outros humanos, sendo estes sem qualquer ligação com você, assim como seres não humanos? Eu já falo que muitos poucos fariam isso. O Satoshi também é muito bom e tem um enorme coração, além de ser justo e leal, assim como, sempre procura ajudar os outros, sejam com palavras ou apoio. A pokémon Company o destrói tanto, que no final incita o ódio das pessoas. O pobre coitado é apenas uma vitima da Pokémon Company e é assim que o vejo. O Satoshi é o meu personagem favorito de pokémon.
Eu também amo a Serena pelas suas atitudes, comportamento e forma como ela lida com as outras pessoas, assim como o amor e cuidado que ela demonstra com os pokémons, além de seu desenvolvimento e a sua busca por um lugar no mundo, procurando por si mesma, algo que ela goste mais do que Corrida de Rhyhorns. Ela quer buscar a sua identidade e conhecer a si mesma. Gosto do aspecto da superação e evolução dela, da superação de seus medos e sua incerteza, adquirindo aos poucos a confiança necessária. O fato dela sempre ajudar seus amigos, dando palavras de apoio e de encorajamento, assim como ajudando quando ficam tristes ou deprimidos, faz com que eu aprecie a personagem. Ela é meiga, fofa, gentil, doce e amável, além de possuir um bom coração. Essas são características que aprecio em uma personagem, assim como do desejo de superar a si mesmo.
Afinal, todos nós temos falhas, medos e/ou incerteza. O importante é superar e Serena passa a crescer e também evolui junto com os seus pokémons, conforme supera todos os obstáculos, muitos destes criados pelas suas incertezas sobre a vida e também pelo medo. O que é normal. Isso é ser um humano. Ela reconhece as suas falhas e trabalha elas. Superando-as.
Sinceramente, eu apreciei a evolução da personagem que começa imperfeita como todos nós, sem exceção e que vai superando os acontecimentos. Cai algumas vezes, mas se ergue e decide rever as suas atitudes e por fim, amadurece ao longo dos episódios ao conhecer a si mesma ao conseguir viajar pelo mundo, saindo das asas protetoras de sua mãe e da vida restrita que levava, com os seus horizontes sendo abertos gradativamente em sua jornada de autoconhecimento e busca de algo. Ela não quer se contentar com as corridas de Rhyhorn. Ela quer saber se consegue encontrar algo que aprecie mais.
Inclusive, ela revela sobre o seu desejo, no episódio que o Satoshi participa da Corrida de Rhyhorn, que é interrompida pela Equipe Rocket. Mais precisamente, no início, enquanto Satoshi treinava com um Rhyhorn, perguntam se ela odeia a corrida de Rhyhorn e ela responde que não odeia, mas que quer encontrar algo que aprecie mais e dentre uma de suas várias descobertas nesse mesmo episódio, ela descobre que consegue batalhar também, quando defende Satoshi contra a Equipe Rocket, lutando com a Fennekin pela primeira vez.
Ou seja, aos poucos ela supera a sua insegurança em busca de seu lugar no mundo, ainda mais ao encontrar algo que deseja ser, passando a lutar por isso. No caso, ser uma Performance Pokémon.
Eu acredito que ela evoluiu e amadureceu graças a jornada com Satoshi e seus amigos. Isso ajudou na sua evolução pessoal, superando as suas incertezas. Satoshi a ajudou ao transmitir a sua confiança nata a ela, que passou a ser confiante e que em contrapartida, sempre ajuda Satoshi e os outros. O que vemos é a jornada de uma personagem. Uma busca pessoal, além de ser uma jornada de autoconhecimento. Satoshi se tornou a força que ela precisava adquirir para superar as suas incertezas, além de ganhar coragem e determinação rumo ao seu sonho e em contrapartida, ela se tornou a força para Satoshi superar situações difíceis, seja com o apoio, encorajamento e/ou palavras, com ela sendo energética quando era necessário. Mas sem ofendê-lo ou agredi-lo verbalmente. Isso acontece no episódio, após a batalha no Ginásio de gelo, quando Satoshi começa a duvidar de si mesmo e Greninja sente isso, se afastando. Nesse momento, o herói está em conflito consigo mesmo e isso o faz se afastar de todos, inclusive do Pikachu. Naquele instante, ele começava a duvidar de si mesmo.
Serena começa a tentar fazê-lo voltar ao que era ao relembrá-lo quem ele era com Satoshi falando que ela não sabia e quando Serena dava o exemplo do que aconteceu com ela em sua primeira performance, ele manda ela calar a boca, pois não sabia nada. Nesse momento, ele é acertado por algumas bolas de neve dela, falando para ele voltar a ser o Satoshi que ela conhecia e que aquele Satoshi na frente dela, não era o Satoshi que ela conhecia e admirava.
De fato, ela consegue fazê-lo voltar ao que era, pois as palavras dela ecoaram na mente dele, juntamente com alguns acontecimentos no episódio que o fizeram se recordar quem ele era além de estreitar novamente os seus laços com o Greninja. As palavras de Serena foram fundamentais para "sacudi-lo", por assim dizer e que cujas situações que aconteceram depois, o fizeram se lembrar de algo que ele acabou se esquecendo ao começar a duvidar de si mesmo.
Ele pode sair da tristeza que o tomava, voltando a ser o Satoshi que sempre ajudava e apoiava os outros, encorajando os demais. O apoio de Serena, como sempre, foi fundamental, sendo algo que acontece regularmente, desde o treinamento dele para derrotar Violet, a líder do ginásio do tipo Bug, com as palavras dela o ajudando, enquanto que a coragem e confiança de Satoshi foram fundamentais a Serena para ela ganhar a coragem de lutar pelo seu sonho, assim como a confiança que ela precisava para superar as suas incertezas e seus próprios receios.
O que vemos no final, foi uma magnífica evolução dela e que é demonstrada ao longo dos episódios.
Bem, era só isso que eu queria falar.
Tenham uma boa leitura XDDD
Capítulo 18 - Encontro inesperado
- Fizemos amizade, ontem, certo? – Yukiko pergunta sorrindo para as meninas.
Elas sorriem e depois ela vai até elas, pegando um dispositivo que elas retiraram de seus bolsos, sendo que em seguida brilham, voltando as suas formas originais com a meia pokémon e meia humana, falando:
- São Ditto´s e possuem o movimento Transform. Eu mostrei imagens de três garotas aleatórias que vi na internet e eles copiaram a aparência delas.
Os três se aproximam de Serena que afaga cada um deles que curtem o carinho.
Então, ela arqueia o cenho ao pensar em algo, olhando para Yukiko:
- Mas eles não falam a linguagem humana. Como foi possível que eles conseguiram falar? – Serena olha para eles, curiosa – Vocês conseguem falar a linguagem humana?
Eles fazem um movimento de negação com ela vendo que Yukiko mostrava os dispositivos em suas mãos, com todos olhando para eles, enquanto que os pokémons voltavam para a floresta com a criança de cabelos alvos como a neve, falando:
- Eu usei um programa para mexer na voz, criando a partir da minha voz, três vozes diferentes. As falas são minhas. Eles só precisavam apertar esse dispositivo no momento certo. Eu usei um discreto sinal de mão para cada um deles.
- Como você descobriu os planos delas? – Satoshi pergunta curioso.
Yukiko conta o que fez, inclusive da conversa que teve com um Poliwag filhote que contou o que elas fizeram contra ele.
- Isso foi incrível, imouto! – Satoshi exclama animado.
- Põe incrível nisso. – Serena fala surpresa.
Yukiko fala:
- Inclusive, eu vi que esse era um plano futuro delas e decidi usar a meu favor. Claro que eu avisei não somente os pokémons e sim os animais também, além de pedir ajuda para eles, também. Então, após estarem avisados para que ninguém se machucasse em uma debandada de pokémons e animais assustados, eu selecionei uma música no rádio. Depois, pedi para uma Pidgey levar o rádio e mostrei a ela qual botão apertar. Em seguida, orientei a Bellsprout, para que se escondesse embaixo da mesa, assim que entrasse no acampamento e o que devia fazer. Assim como orientei Sandshrew e Gloom no que precisavam fazer e veio um Muk ajudar e pedi para ele ficar naquele local, pois com certeza elas fugiriam em linha reta e depois um deles deveria derrubá-las, fingindo fugir, além do fato de orientar alguns a usarem o golpe Mud Shot nos pés delas para garantir ainda mais a lama. Para todos os efeitos, elas iriam assustar os pokémons, assim como os animais mais tarde e o plano delas deu errado. O fato de ter colocado os cadernos delas junto do rádio, deu veracidade a todas as maldades delas. Quanto aos animais, foi preciso um pouco mais de preparo do que foi com os pokémons. – Yukiko fala sorrindo.
Todos ficam surpresos, para depois se maravilharem com a engenhosidade dela.
- Foi um plano digno de um mestre, ainda mais ao usar o plano original delas contra elas mesmas, apenas adicionando alguns detalhes adicionais, mas que fizeram toda a diferença. – Shigeru fala sorrindo.
- Eu quis fazer uma surpresa. Por isso, não contei o que pretendia, por mais que tivessem me perguntando. Iria estragar a surpresa e a diversão. Claro que para fazer todo esse treinamento e coordenação deles, inclusive dos animais que eram responsáveis por manter os monitores que elas pagavam ocupados, foi necessário eu ficar ausente por tantas horas, ontem, só voltando à noite, a tempo de me juntar em volta da fogueira com vocês. Inclusive, para garantir o êxito do meu plano, eu saí bem cedo, me reunindo com os pokémon e animais em segredo, para reforçar o que cada um deles iria fazer, para que não ocorresse quaisquer falhas na execução do meu plano, assim como para impedir que alguém acabasse machucado.
- Eu acho incrível o fato de você poder compreender o que os pokémons falam, assim como, o fato de você conseguir conversar com os animais – Serena comenta, maravilhada.
- Você deve guardar segredo. Se souberem por aqui que eu faça isso, eles podem acabar dando crédito ao que aquelas desgraçadas falaram, mesmo eles sendo selvagens.
- Eu vou manter segredo. Pode deixar. Mas saiba que compreender o que os pokémons falam já é algo por si mesmo fantástico. Mas fazê-los ajudarem você, é mais incrível ainda! E quanto aos animais, sendo que você consegue conversar com eles? É simplesmente magnífico. Como conseguiu fazê-los ajudarem você? Quer dizer, são selvagens. – Serena pergunta curiosa.
- Não sei. Para isso, converso com o coração ou algo assim, quando me concentro para pedir ajuda. – Yukiko fala – Eu tenho esse estranho poder desde que me conheço por gente.
- Nossa...
Então, até o término do acampamento, Serena fica junta deles, com eles inclusive fazendo piqueniques regulares, assim como avistando pokémons e interagindo com eles, sendo que Serena havia adorado afagar um eevee que avistou.
Foram dias tranquilos e felizes, sendo que haviam comemorado quando Chichi, Kagome HigurSatoshii, Rias Gremory, Lucy Heartfilia e Kasumi são recolhidas pelos seus pais que as puxam pelas orelhas com exceção de Lucy, que é puxada pela orelha pela mãe, Layla Heartfilia, enquanto que Rias apenas recebia uma leve bronca de seu irmão mais velho, Sirzechs, que depois se desculpa com todos em nome de sua irmã, enquanto a mesma entrava na limusine com a pompa de uma rainha.
- Fala sério... Isso foi bronca? – Satoshi comenta descrente.
- Praticamente, ele passou a mão na cabeça dela, após falar algumas palavras. Isso não é castigo. – Shigeru comenta.
- Parece que os pais não puderam vim e veio ele. Mas, considerando o que ela fez, eu esperaria ao menos uma bronca. – Yukiko comenta confusa.
- Bem, não podemos fazer nada. – Shigeru comenta e os outros consentem, suspirando desanimados.
Então, os quatro continuam juntos em várias atividades dadas pelos monitores, assim como se divertiam, sendo que um dia trouxeram treinadores pokémons e as crianças viram uma batalha ao vivo.
Um dia, eles estavam explorando os arredores do acampamento, quando Yukiko fala olhando para o céu:
- Vai chover.
Serena olha para o céu claro e fala:
- Mas não tem nuvens de chuva.
- A minha imouto pode sentir mudanças climáticas. Acredite, se ela disse que vai chover, isso é fato.
- Incrível! – Serena exclama sorrindo, olhando para Yukiko que fica sem graça.
- Eu não acho que dará tempo de voltarmos ao acampamento. É melhor procurarmos um lugar para nos abrigar. – Yukiko fala.
- Com certeza, imouto.
Nisso, todos procuram um abrigo no caminho de volta ao acampamento.
Após alguns minutos, o grupo avista uma árvore grossa enorme com um buraco no tronco e ao se aproximarem da mesma, começam a sentir os pingos de chuva com o céu fechando, de repente.
Após eles se sentarem no buraco oco da imensa árvore, Satoshi vê pokémons selvagens olhando com receio para eles, com o seu olhar sendo seguido pelos outros que ficam condoídos ao verem os pokémons encolhidos.
- Podem vim! Tem lugar para todos. – Satoshi fala sorrindo de forma confiante, enquanto esticava as mãos.
Os pokémons olham para ele e para as outras crianças que sorriam, esticando as mãos, com os pokémons se entreolhando até que sorrindo, acenam e entram no buraco do tronco, sendo que as crianças seguram três pokémons, cada uma, inclusive afagando eles que curtem o carinho, com Serena adorando afagar os pokémons.
Satoshi estava com um Ratata, um Oddish e uma Butterfree. Um Caterpie, Eevee e Nidoran fêmea, estavam sendo abraçados por Serena que os afagava. Shigeru estava com um Sandshrew, Bellsprout e Weedle. Yukiko estava abraçada com um Meowth, Paras e Nidoran macho.
Algumas semanas depois, chega o momento da despedida quando o acampamento chega ao fim, com as crianças sendo levadas pelos seus familiares ou responsáveis.
Porém, antes de se separarem, eles trocam números de telefone e endereço para manterem contato uns com os outros e graças a amizade deles, ela passou a ser mais confiante, além de ter conhecido muitos pokémons.
Enquanto era levada pelos seus pais, a menina observava a foto que eles tiraram juntos quando um fotógrafo foi convidado ao acampamento para tirar fotos para um mural e se as crianças quisessem fotos adicionais, ele iria tirá-las. Satoshi, Shigeru, Yukiko e Serena tiraram uma foto juntos, sendo que cada um deles recebeu uma cópia da foto.
Serena abraça a foto, enquanto sorria, ficando feliz por ter ido ao acampamento.
Eles mantem contato, trocando cartas, principalmente Satoshi e Serena que se mudou para Kalos, pois assim os seus pais desejaram.
Na despedida no aeroporto, eles reafirmaram o compromisso de manterem contato, sendo que os pais dela se tornaram amigos dos pais de Satoshi e Yukiko, assim como do avô de Shigeru, o Dr. Yukinari Ookido.
Os pais de Serena se prontificaram a visita-los ou dar meios de Serena visita-los, enquanto que os pais de Satoshi confessavam que desejavam passar alguns feriados em Kalos, que era uma cidade bonita e os pais de Serena revelam a felicidade que sentiriam se eles fossem visita-los.
Alguns meses depois, os pais de Satoshi e Yukiko, resolveram fazer uma viajem, sendo que na cidade onde estavam, mais precisamente em um dos bairros mais chiques da cidade, havia um Meowth caído em um canto.
Esse pokémon havia sido abandonado em uma cesta quando era filhote e por estar sempre com fome, roubava para comer e quando era pego, era espancado e depois preso por cordas, enquanto a sua barriga doía de fome.
Alguns anos depois, ao sair da cidade em que foi abandonado, acabou conhecendo um grupo de Meowth´s liderados por um Persian, sendo que eles viviam a margem do luxo, lutando diariamente por comida, passando a roubar os estabelecimentos daquela rua e nas ruas adjacentes a esta.
Nessa mesma rua esplendorosa, ele havia se apaixonado, perdidamente, por uma linda Meowth de uma mulher rica e abastada.
Ao se aproximar dela por ter se apaixonado a primeira vista, começando a falar com ela, a mesma o corta, falando que ele era apenas um pokémon, enquanto que não se dignava a dar um segundo olhar para ele.
Então, determinado, ele lutou para aprender a andar sobre as duas pernas traseiras e a falar como os humanos, enquanto continuava roubando comida para sobreviver, embora que fazia isso, enquanto treinava correr sobre as duas pernas, não conseguia ser rápido o suficiente, acabando por ser pego, para depois ser surrado sem dó e sem piedade.
Mesmo coberto de ferimentos e com o corpo inchado pela surra, ele se arrastava fracamente até o local em que as crianças tinham aulas, para assistir as aulas por uma fresta do teto, sendo que em seguida reprisava as aulas todos os dias e durante várias horas treinava a fonética a fim de se igualar a fonética humana. Inclusive, pegou alguns livros didáticos infantis para ler e treinar o nome das coisas, assim como a fala, repetindo continuamente por várias horas consecutivas.
Afinal, para chamar a atenção dela que disse que ele era só um pokémon, ele decidiu aprender a andar sobre as patas traseiras e a dominar a linguagem dos homens, apenas para agradá-la.
Passam-se vários meses, até que ele fica feliz ao conseguir emitir uma fala semelhante a humana e não apenas a sua linguagem pokémon.
Imensamente feliz por dominar a linguagem humana e conseguir andar perfeitamente como um humano, inclusive conseguindo correr sobre duas patas sem qualquer dificuldade. Ele se sentia confiante ao ponto de acreditar que iria despertar a atenção dela, agora que andava e falava como um humano.
Portanto, volta até o local em que ela costumava ficar esperando a sua mestra voltar das compras e se aproxima dela.
Porém, nada disso a impressionou e além de ser rejeitado, foi taxado de estranho, com a pokémon demonstrando que possuía a mesma arrogância de sua dona, deixando-se seduzir por joias e inclusive pela sua pokeball repleta de diamantes que fizeram os seus olhos brilharem, para depois destrata-lo, entrando em seguida na sua pokéball cravejada de diamantes, perante uma ordem de sua dona.
Após vivenciar essa desilusão esmagadora que quebrou e dilacerou brutalmente o seu coração, ele se refugiou em um canto da rua, longe dos olhos dos humanos e das lojas suntuosas, assim como das luzes brilhantes e do ar de luxo e de resplendor daquela rua, encostando-se a uma simples lixeira, mantida a margem da rua, enquanto suspirava tristemente.
Além de estar encolhido, estava apático, lidando com a rejeição cruel que havia sofrido, passando-se vários dias em estado letárgico, enquanto definhava ao perder peso, ignorando a fome que sentia por sua mente está imersa no sofrimento da rejeição e por sentir que todo o seu esforço foi em vão, pois no final, percebeu que não passava de um simples pokémon. Seu olhar quebrado fitava um ponto qualquer a sua frente. Ele não se importava de morrer de fome. Na verdade, ele não se importava com o que aconteceria a ele.
Afinal, na visão dele, ele não faria falta ao mundo. A sua morte não faria qualquer diferença e era assim que ele se via em seu estado de depressão profunda.
Na linha do tempo original, Sakaki (Giovanni), o líder da Equipe Rocket, passaria por aquela rua e acabaria o encontrando, pois em um momento de desolação extrema, ele iria desabafar fracamente a si mesmo com Sakaki ouvindo o que ele falava e ao ver que era um pokémon, passa a cobiça-lo pois ele falava a linguagem humana, o recolhendo e o tratando, fazendo Meowth recuperar a saúde, enquanto ficava feliz por alguém desejar um pokémon que era taxado de estranho pelos outros pokémons, apenas por andar e falar como um humano, enquanto que lutaria para esquecer a Meowth que destroçou o seu coração.
Porém, dessa vez, algumas horas antes de Sakaki passar por aquela mesma rua, Satoshi e Yukiko estavam passeando próximo dali, junto de seus pais e Yume, a Persian da família, pois HaySatoshii sempre tinha tido curiosidade de passar por aquela rua esplendorosa que era famosa na região pelo resplendor e luxo de suas vitrines.
Na linha do tempo original, como o pai de Satoshi tinha morrido naquele acidente de navio, a família não iria passar por essa rua e Meowth, acabaria sendo encontra por Sakaki.
Em decorrência das inúmeras mudanças na linha do tempo original, o destino do pokémon seria mudado.
Yukiko é a primeira a avistar Meowth caído no chão e igualmente debilitado.
Condoída ao vê-lo em tal estado, ela corre até ele, preocupada, sendo seguida por seu irmão, seus pais e a Persian.
Quando ela se ajoelha ao lado dele, tocando no mesmo, Meowth sai de seu estupor e ainda fraco pela fome, sentindo letargia até para abrir os olhos, vendo inicialmente tudo borrado, pergunta:
- Quem é?
