Notas do Autor
Meowth é...
Ele decide...
Após meses...
Ayame encontra...
Capítulo 19 - Meowth
Meowth começa a distinguir o que estava vendo ao ponto de perceber que era uma família de humanos com Satoshi exclamando, surpreso:
- Ele fala!
- Que raro! Mas ele está tão fraco... – o pai de Satoshi comenta preocupado.
- Sim, meu amor.
- Vamos para um Centro pokémon? – Yukiko pergunta meigamente.
- Não! Eu...
Então, ele desmaia nos braços dela que o pega gentilmente no colo, com a família se dirigindo ao Centro Pokémon mais próximo.
Alguns minutos depois, Sakaki andava pela mesma rua onde outrora estava Meowth, passando próximo do local onde o pokémon esteve momentos antes, sem saber que na linha do tempo original, encontraria um pokémon falante.
Algumas horas depois, devidamente medicado e tratado, sendo que ainda não havia se recuperado completamente pelos vários dias que ficou sem comer, Meowth desperta e encontra a mesma menina, junto do menino e dos demais humanos, olhando com visível preocupação para ele, até que ficam aliviados ao vê-lo que estava bem, sendo que ele se recorda da sensação nos braços da menina. Era uma sensação confortadora, além de sentir que ela não era normal, mas não tinha certeza. Só sabia que algo nele lhe dizia para trata-la com o devido respeito, embora não compreendesse o motivo.
- Que bom que acordou!
- Quem são vocês?
- Me chamo Yukiko, este é meu onii-chan Satoshi, esses são os meus pais, Hanako e Hayashi. Você fala a linguagem humana.
Então, ele conta sobre a sua vida, sendo que no final do relato é abraçado por ela de forma confortadora, o fazendo sorrir, enquanto se sentia bem, até que ele nota uma persian olhando para ele, sendo que era fêmea.
- É a nossa Persian e se chama Yume.
Eles notam que ele parecia balançado pela pokémon que sorri meigamente, embora estivesse corada.
Então, Meowth murmura:
- Fofa...
- Ei, o que acha de ficar lá em casa? Além disso, você pode usar essa habilidade para ajudar os outros pokémon. Afinal, pode traduzir o que os pokémon falam. Você poderia ser um interprete Pokémon. Inclusive, com essa habilidade incrível, você poderia se tornar muito importante, inclusive para o mundo, além de poder ajudar a salvar vidas, no caso, em Centros Pokémons. – Hayashi comenta sorrindo.
Ele fica surpreso pelas palavras de Hayashi, de que ele poderia ser importante, algum dia e que a sua habilidade adquirida era incrível.
Porém, sentia certo receio e por isso responde de forma hesitante, ainda mais ao se lembrar das palavras da Meowth que o esnobou, o chamando também de bizarro, com essa palavra ecoando em sua mente.
- Não sei...
- Se a preocupação é com a pokéball, não seja por isso. Nunca disse para morar conosco, desde que seja capturado. Senão aprecia a pokéball ou não deseja ser capturado, não precisa entrar em uma. Basta ficar perto de um de nós, para evitar que seja capturado por alguém. – Hayashi fala sorrindo.
- Bem, de fato, eu odiaria ser capturado. O problema é outro...
- Qual?
Então, antes que ele respondesse, eles ouvem gritos lacerantes oriundos de um pokémon, com a família saindo dali em direção aos gritos. Se sentindo um pouco melhor, ele os segue e descobre que se tratava de um Rhydon que gritava de forma agonizante em uma maca.
A médica pokémon estava desesperada, tentando diagnosticar o que ele tinha, com eles vendo que a maca seguia velozmente até o consultório dela, enquanto que o dono do Rhydon implorava:
- Por favor, salve-o! Eu imploro! Por favor, doutora!
- Vou tentar identificar qual é o problema. Os exames estão com dados divergentes! É impossível que os exames fiquem assim!
Meowth vê que a persian ao seu lado estava agoniada pelo pokémon que estava deitado na maca, gritando de dor. Era possível ver as lágrimas peroladas dela ao olhar para a cena.
Depois de ver a tristeza dos olhos da persian, ele volta a olhar para frente e estreita os olhos, não sentindo mais a hesitação que sentia anteriormente ao empurrar para escanteio o que aquela fêmea disse em relação a sua habilidade de falar a linguagem humana, após um treinamento rigoroso e intenso.
Então, tomando uma decisão sem qualquer vestígio de receio, avança a passos firmes até a médica que se surpreende com a aproximação de um de seus pacientes, para depois ele saltar na maca, perguntando ao Rhydon:
- Onde está doendo? O que está sentindo?
Ele fica surpreso por um pokémon falar a linguagem humana e conta, com ele traduzindo para a doutora, sobre assombro da mesma e do dono do Rhydon.
Então, se recuperando da surpresa inesperada, ela ordena a sua Chansey alguns medicamentos e novos exames, os redirecionando aonde Rhydon indicou que doía. Além disso, ela fez outras perguntas e Meowth agiu de interprete, traduzindo o que o outro pokémon falava.
Após algumas horas, Rhydon estava dormindo tranquilamente e devidamente medicado, enquanto que Meowth estava sem jeito com o humano que pegou em suas mãos, agradecendo emocionado por ele ter salvado a vida do seu amigo, inclusive chorando em um misto de felicidade e alívio, pois a médica havia dito a ele, que senão fosse a ajuda providencial do pokémon, ela poderia acabar não descobrindo o que ele tinha por se tratar de uma doença demasiadamente rara.
Então, conforme via a gratidão sincera nos olhos dos humanos ali presentes e da Persian, ele se sentiu muito bem, percebendo também que Yume olhava com admiração para ele, fazendo-o corar e quando ele olhou para ela, foi a vez da pokémon corar.
Na linha do tempo original, a médica não conseguiria detectar o que Rhydon tinha por se tratar de uma doença raríssima e ele acabaria morrendo. Graças a tradução de Meowth, o Rhydon foi salvo naquela linha do tempo.
Enfim, o pokémon concorda em morar com a família e usar as suas habilidades para ajudar os outros pokémons, sendo que seria feito um esquema de atendimento virtual para atender o maior numero de Centros pokémons possíveis, mas que somente seria usado em casos complicados, em que os médicos pokémons precisassem de ajuda para poderem diagnosticar os seus pacientes com Meowth servindo de intérprete. Eles também acreditavam que tal habilidade poderia ser usada por aqueles que estudavam pokémons, ajudando nas novas descobertas, assim como facilitando as pesquisas.
Inclusive, surgiu a ideia de Meowth ministrar aulas para os outros pokémons aprenderem a falar, pois perceberam que seria interessante que os ajudantes dos médicos pokémon, dominassem a linguagem humana para serem interpretes, visando assim uma maior precisão e agilidade dos diagnósticos por saberem onde o pokémon sentia dor e o que ele sentia, assim como permitia fazer uma anamnese do mesmo, redirecionando assim os exames, fazendo o diagnóstico sair mais rapidamente, acabando por salvar inúmeras vidas.
Os estudiosos de pokémons também tinham interesse de que alguns de seus pokémons aprendessem a linguagem humana para auxiliar nas pesquisas, conseguindo traduzir o que os outros pokémons falavam.
Hakai passou a estudar por vários meses um método de ensino para pokémons, com Yume sendo a cobaia, assim como um grupo de pokémons que eram auxiliares do Doutor Yukinari Ookido.
Afinal, ter interpretes pokémons seria excelente para as suas pesquisas.
Após meses, Meowth consegue montar um esquema de aula e de material didático para aprendizado pokémon com a ajuda dos pais de Yukiko e de Satoshi, assim como com o auxílio de Yukinari Ookido, com as primeiras aulas começando a ser ministrados em uma espécie de sala montada no fundo da casa de Hanako e de Hayashi.
Os pokémons do curso de meowth eram compostos em sua maioria por Chanseys, Blisseys, Audinos e Wigglytuffs, para agirem como intérpretes Pokémons em busca de um melhor tratamento e diagnóstico. O outro grupo que compunha os alunos era formado pelos pokémons do doutor Yukinari Ookido, que aceitaram aprender a linguagem humana para ajuda-lo em suas pesquisas, sendo que outros estudiosos haviam escolhido alguns de seus pokémons para aprenderem a linguagem humana. No caso, os que sentiram interesse em aprender.
Com o tempo, teve que ser construída uma pequena escola próxima do local para atender a demanda e não obstante, Yume, conforme dominava a linguagem humana, sendo a que estava mais avançava nas aulas, se tornou professora suplementar, pois o companheiro precisava de ajuda e a meta dele era que alguns pokémons que dominavam o ensino da linguagem humana, se tornassem professores também, ministrando as aulas, para que Hakai não ficasse sobrecarregado.
Algum tempo depois, Meowth e Persian, que começaram a namorar há alguns meses atrás, se uniram e de alguns ovos nasceram pequenos Meowths, fazendo as crianças adorarem terem filhotes para acarinhar, enquanto que Meowth era um pai orgulhoso e feliz pelos seus filhotes não passarem pelo que ele passou quando era apenas um filhote, abandonado em uma cesta, miando, para depois passar a lutar diariamente para poder sobreviver, tendo que roubar comida e escapar daqueles de quem ele roubou a comida, pois se fosse pego, seria brutalmente espancado.
Os pais de Satoshi e Yukiko, falaram que a família ficaria sempre unida.
Yume e Hakai, sendo este o nome que Meowth escolheu para si, eram pais super protetores e orgulhosos.
Os filhos dele com Yume, desde pequenos, aprendiam a linguagem e humana e estavam cotados para serem professores da escola do pai deles.
Vários meses depois, as autoridades e a Liga pokémon reconheceram a grande importância de Hakai, pois graças ao fato dos ajudantes dos médicos de pokémon saberem falar a linguagem humana, inúmeros pokémons foram salvos e o fato de haver interprete pokémon com os estudiosos, garantiu uma melhor condução dos estudos e inclusive, novas descobertas. Em virtude disso, estenderam a Hakai e a sua família, uma lei proibindo a captura de qualquer membro da família dele e do mesmo, sobre penas severas que incluíam a perda da licença pokémon, sendo que eles iriam usar um item que iria garantir que qualquer um soubesse que os pokémons que usavam aquele símbolo, não podiam ser capturados.
Na época, Sakaki chegou a mostrar algum interesse em capturar Hakai, porém, como as aulas dele eram amplamente divulgadas, compensava fazer alguns pokémons dele aprenderem a linguagem humana do que roubar um que falava, até porque, com a perda de Mewtwo, ele havia se tornado obsessivo em possuir lendários. Essa era a sua meta principal e não um pokémon falante que em breve seria apenas mais um pokémon que falava a linguagem humana, se tornando com o tempo algo comum, ao contrário de um lendário que a seu ver, sempre seria único.
Alguns meses depois, há dezenas de quilômetros dali, Yuukishin e Ayame estavam andando em alguns rochedos a beira do mar, se divertindo em um jogo que inventaram, enquanto eram pajeados por Kashin.
Então, Ayame para abruptamente ao avistar algo perto dos rochedos que margeavam o mar, para depois se aproximar do local com os outros dois a seguindo com visível curiosidade em seus rostos.
Ela pega gentilmente o ovo em suas mãos e murmura surpresa:
- É um ovo.
Mewtwo olha para o ovo e comenta:
- Eu sinto um poder diferente vindo dele. É algo estranho.
Kashin se aproxima e pega o ovo na mão para analisá-lo, falando em seguida, pensativo:
- Bem, provavelmente, não é um ovo de um pokémon comum. Vejam, tem uma aparência distinta. Com certeza, é especial.
- Eu posso cuidar? Eu posso? Por favor! Eu quero cuidar do ovo-chan! – Ayame pede animada.
O rapidash na forma humana se agacha e fala:
- É uma grande responsabilidade cuidar de um ovo, Yume-chan. O ser que está aqui dentro tem que ser cuidado e protegido, até que nasça. Você promete cuidar bem do ovo e garantir o nascimento desse ser aqui dentro?
Ela consente e sorrindo paternalmente, Kashin entrega o ovo e a criança, rapidamente, o envolve em mantas para depois abraça-lo, sendo que Yuukishin sorria ao ver tal cena, enquanto que as crianças haviam decidido parar com a brincadeira para que o ovo não caísse.
Ayame embalava o ovo gentilmente sobre o sorriso paternal do rapidash, que acreditava que havia se tornado responsável por mais um filhote e confessava que adorava a sensação de ser pai.
Afinal, de certa forma, eles eram os seus filhos adotivos e viviam como uma família, com ele agindo como pai deles, os educando.
Então, Kashin pensa, consigo mesmo:
"Creio que será melhor dar uma forma humana a esse pokémon. Esse cristal tem esse poder. Com uma forma humana, ele estará protegido. Por falar em cristal, ele reage algumas vezes, mas é somente por alguns minutos, sendo que estou seguindo a direção indicada por ele há algum tempo. Por que não consegui encontrá-la, ainda? Droga. Se eu não tivesse sido atirado longe dela... se eu tivesse conseguido me manter junto dela, provavelmente, já teria encontrado ela e aí poderia protegê-la."
Ele sai de seus pensamentos ao ouvir a voz preocupada de Yuukishin:
- Aconteceu algo, tou-chan?
