Notas da Autora
Enfim, o ovo choca e...
Manaphy decide...
Sakaki encontra-se...
Na Fronteira...
Capítulo 20 - O desejo de Sakaki
Kashin sorri, olhando para Mewtwo, para depois responder:
- Apenas estava perdido em pensamentos. Não se preocupe. – ele fala, afagando paternalmente a cabeça de Mewtwo e de Ayame, fazendo-os sorrir.
Então, os três se afastam dali, sem saber que naquele ovo tinha o Manaphy, que era chamado pelos humanos de o Príncipe do mar, sendo que na verdade era uma fêmea e não um macho. Logo, o certo era princesa do mar.
Alguns dias depois, à noite, eles estavam hospedados em um quarto confortável, sendo que o ovo estava junto de Ayame que estava sentada próxima de Yuukishin, com ambos jogando um jogo com Mewtwo ganhando novamente, enquanto que Ayame fazia biquinho por ter perdido.
- Vamos jogar outro jogo, Yuukishin-kun?
- Qual jogo você quer jogar, Ayame-chan? – ele pergunta sorrindo.
- Hum... Deixa eu ver...
De repente, o ovo começa a brilhar, chamando a atenção de ambos que olham maravilhados para o brilho.
Rapidamente, Ayame pega o ovo e o leva até o sofá, deixando-o entre ela e Mewtwo, sendo que estavam animados e igualmente ansiosos para saber que pokémon nasceria, com eles começando a chutar nomes de alguns pokémons que conheciam.
Então, eles ouvem a porta do quarto sendo aberta e pelo odor, Yuukishin identificou como sendo o pai dele e se levanta do sofá, correndo até o Rapidash que colocava as compras em cima da mesa, após fechar a porta atrás de si, a trancando por precaução.
- Tou-chan, o ovo está brilhando! – ele pega na mão dele, o puxando – Venha!
- Calma, Yuukiko-kun, já estou indo. Acalme-se. – ele fala tentando acalmar o filhote de pokémon, ansioso, que puxava a sua mão.
Então, ao chegar perto do sofá, Mewtwo torna a sentar, olhando o ovo que brilhava cada vez mais, até que o brilho começa a tomar a forma de um pokémon e ao cessar o brilho, eles ficam maravilhados ao verem um pokémon flutuando no ar com os olhos ainda fechados, sendo que era da cor azul como o mar.
Ao abrir os olhos, olha curiosamente para os três, para depois sorrir, comemorando, passando a voar animadamente em volta deles com as crianças sorrindo, comemorando.
Kashin se aproxima dele e comenta:
- Pelo visto, não é um pokémon comum.
A pokémon para de voar no ar e fala meigamente, através da mente deles:
"Me chamo Manaphy. Prazer em conhecê-los."
- Olhe, tou-chan, é uma menina!
"Tou-chan? Ele é meu tou-chan, também?" – ela pergunta mentalmente.
- Se quiser me chamar assim, pode ficar a vontade. Afinal, provavelmente, vou cuidar de você, assim como cuido deles que são os meus filhos do coração. Eu me chamo Kashin. Prazer.
- Eu me chamo Ayame-chan!
- Eu me chamo Yuukishin. Mas meu nome original era Mewtwo.
"Por que mudou de nome?"
"Por medida de segurança, já que somos iguais, assim como o tou-chan."
Ela se surpreender ao ver que ele falou mentalmente a todos, também.
"Iguais? Bem, eu sinto que vocês são diferentes dela. Principalmente, você, além de ser um poder, estranhamente familiar."
Yuukishin se levanta e se transforma, assumindo a sua forma de pokémon. Sorrindo, Kashin faz o mesmo, só que enquanto Mewtwo era um filhote, o rapidash era um pokémon adulto. Manaphy fica surpresa e voa animada entre ambos, os olhando com os olhos brilhando.
"Incrível!"
Kashin e Mewtwo voltam as formas semelhantes a humana e o Rapidash pergunta:
- Gostaria de ter uma forma humana, também? Assim poderá andar de forma segura entre os homens. Se andar em sua forma pokémon entre eles, corre o risco de ser capturada. Para a sua segurança, a forma humana é a única proteção que temos de não sermos capturados. Além disso, saiba que estou em uma missão.
"Missão?"
- Sim. Preciso encontrar a filha do meu melhor amigo.
Ela pensa por alguns minutos, até que concorda.
Ele vai ate uma mala e pega roupas femininas, no caso de Ayame que não se importa de emprestar a pokémon.
Então, ele toca o cristal em sua testa e o pequeno corpo dela brilha, para depois de alguns minutos o brilho cessar, revelando uma menina de cinco anos com cabelos e olhos de uma tonalidade igual a da sua forma pokémon.
Após alguns minutos, ouvindo várias sugestões de nomes para ela escolher, ela escolhe um, Mizuko (水子 – filha da água), com ele afagando paternalmente a cabeça dela, para depois Ayame e Yuukishin, convidarem Manaphy para jogar, com ela aceitando, sendo que estava curiosa para saber o que era jogar, até que explicam, para depois ela jogar junto deles, passando a se divertir, enquanto o rapidash preparava lanches, decidindo que na próxima vez, compraria comida pronta, para variarem, além de comprar um pouco de ração pokémon.
Além disso, depois ensinaria Manaphy a mudar de forma, quando desejasse, além de ter que comprar uma roupa menor para a Manaphy, já que a roupa de Ayame estava um pouco grande para Mizuko.
Há dezenas de quilômetros dali, alguns meses depois, Sakaki, o chefe da Equipe Rocket estava irado, sendo que todos os seus subordinados temiam ir até ele dar alguma notícia.
Portanto, eles tiravam na sorte para saber quem seria o azarado que iria falar com o chefe.
Afinal, o último que deu más notícias, havia sido morto sumariamente com um tiro na cabeça e mesmo se aquelas notícias pudessem ser consideradas excelentes, ninguém sabia como ele iria reagir e em virtude dessa constatação, o sistema de tirar na sorte persistiu, mesmo para aquela informação.
Afinal, todos temiam fala-lhe algo. Havia sempre o medo quando ele mandava que alguém fosse até seu escritório, com o terror permeando o Quartel General como uma mortalha fria e igualmente gélida.
Então, ele chega até a porta do chefe, andando como um condenado a forca, enquanto tremia e suava intensamente, sendo que achava um absurdo estar daquele jeito, pois as informações que tinha eram boas. Muito boas, senão maravilhosas.
Porém, o humor do chefe estava intragável e ele andava descompensado desde a perda de Mewtwo, apesar do fato dele sempre ter sido uma presença intimidadora. Ademais, em decorrência do fato da investigação nunca ter conseguido identificar o culpado pelo ataque, ele ficou ainda mais irado.
Afinal, Sakakai não sabia o culpado pela perda do clone de lendário e a seu ver, a visão dos responsáveis se safando sem qualquer consequência, o deixava irado.
Em virtude disso tudo, o Rocket não sabia se iria reagir com júbilo ou com raiva por terem demorado tantos meses para terem a confirmação que se encontrava estampada em cada linha daquele dossiê, enviado por um agente, com ele sendo plenamente ciente de que não tinha escolha. Foi feito o sorteio e ele foi o azarado.
O Rocket luta para erguer o punho e engolindo em seco, consegue dar três batidinhas na porta, percebendo que a câmera já havia capturado ele e não duvidava que se pudesse ver a si mesmo, iria ver apenas o seu semblante aterrorizado, enquanto ouvia as batidas frenéticas de seu coração revibrando em seus tímpanos.
Precisou engolir saliva, novamente, conseguindo encontrar uma parca coragem em si, não sabendo de onde conseguiu, para que a sua voz saísse, tentando conter o tremor nela.
Então, aproxima a boca de uma espécie de interfone cuja luz brilhou e em sua voz havia o mais puro medo, para não dizer o terror:
- Sakaki-sama, temos notícias de um dos nossos agentes na região de Kanto.
Ele dá um salto para trás ao ouvir a voz fria do seu chefe:
- Entre.
Engolindo saliva compulsivamente, controlando o tremor em suas mãos, ele ergue debilmente a mão e aperta um botão, fazendo a porta abrir automaticamente, passando a forçar as suas pernas para se dirigir até o seu chefe, sendo que caminhava pesarosamente, até que fica em frente ao seu líder, curvando-se para Sakaki, enquanto assumia uma postura servil, passando a olhar para o seu líder sentado em uma poltrona luxuosa, posicionada em frente a uma mesa lustrosa.
Apesar das feições neutras que ele exibia em seu semblante, o Rocket ainda sentia medo, pois não sabia qual a reação que ele teria, enquanto que era de conhecimento de todos, de que ele mantinha a sua arma favorita na primeira gaveta da mesa.
- Quer dizer que conseguiram encontrar uma pessoa que possuí um lendário?
- Sim. Um líder da fronteira chamado Datsura (Noland). Ele já foi visto batalhando com esse lendário.
- Essa informação é verídica? Lembre-se do que aconteceu com o último que trouxe informações errôneas.
Ele fala em um tom gélido, fazendo o sangue do Rocket, gelar nas veias, pois os gritos do Rocket que deu a informação errada ainda revibrava em seus tímpanos, com o mesmo somente morrendo quando Sakaki permitiu, dando-lhe um tiro em sua testa, acabando assim com o seu sofrimento.
Deglutindo a saliva com dificuldade, ele fala:
- O nosso agente confirmou a sua existência e inclusive mandou esse dossiê.
Ele estendendo uma espécie de dossiê com as mãos trêmulas, com o mesmo sendo arrancado brutalmente de sua mão pelo seu chefe, que abre o mesmo, lendo as informações, enquanto que os seus olhos brilhavam ao ver uma foto da ave lendária junto de Datsura em uma batalha.
- Então, ele conseguiu capturar um lendário... Isso irá facilitar. Basta roubarmos a pokéball dele.
O Rocket fala, ainda sentindo medo:
- Nas notas finais do dossiê, o nosso agente informou de que ele não foi capturado. O lendário aparece ao ser chamado por esse tal de Datsura (Noland).
- Não está capturado e o obedece? – Sakaki pergunta, ficando pensativo - Isso é inacreditável. Bem, depois da perda do meu precioso Mewtwo, que morreu naquela explosão do laboratório que foi atacado, eu anseio ter um lendário... Ou melhor, ter vários lendários. Com o poder dos lendários em minhas mãos, ninguém conseguirá me deter.
- Nós estamos procurando pelos lendários, chefe.
- Capturem esse Noland e o torturem para ele confessar onde está o Articuno. Depois, usem todo o nosso poder para captura-lo. Eu quero o lendário vivo e não vou aceitar quaisquer erros.
- Sim, senhor.
- Pode se retirar.
- Muito obrigado, senhor.
Então, ele se retira, voltando a respirar normalmente, enquanto o seu coração se normalizava, pois havia conseguido sair vivo e após abrir a porta, percebe que havia outros Rocket´s que estavam ouvindo atrás da porta, sendo que ele ouve, de repente, a voz raivosa de Sakaki e o som de uma arma sendo engatilhada:
- Esperei muito tempo por essa informação.
Tudo o que o Rocket tem tempo é de virar para trás, aterrorizado, apenas para ver a arma nas mãos de Sakaki, antes de cair morto no chão com o seu corpo caindo no corredor com uma bala na cabeça.
Os outros Rockets olhavam aterrorizados para a cena, temendo serem os próximos.
Então, Sakaki pergunta em um tom frio, enquanto mantinha a sua arma em suas mãos:
- Creio que ouviram as minhas ordens, certo?
Eles acenam afirmativamente com a cabeça por não conseguirem articular qualquer som frente ao intenso medo que sentiam dele que fala, friamente:
- Tirem esse lixo daqui e limpem o corredor. Agora.
Rapidamente, eles retiram o corpo do Rocket dali, enquanto pegavam as pokeballs dele, para darem novos mestres aos pokémon.
Algumas semanas depois, na Batalha da Fronteira, mais precisamente nos arredores da mesma, Datsura estava voltando do encontro com Articuno, quando é rendido por um grupo de bandidos da Equipe Rocket.
Ele tenta lutar contra eles, conseguindo conter alguns, até que um deles se aproxima furtivamente por trás dele, com um pano embebecido em uma substância que fazia a pessoa ficar inconsciente, após inspirar algumas vezes, acabando por fazê-lo cair inconsciente no chão ao conseguir pressionar o nariz dele no pano embebecido com essa substância.
Quando ele acorda, percebe que está em uma espécie de quarto com uma luminária precária em cima de sua cabeça, tendo os braços amarrados atrás da cadeira, assim como os pés presos, enquanto havia algumas pessoas em volta dele.
Porém, era impossível ver com exatidão, pois a iluminação era demasiadamente precária, até que aumentam um pouco a luminosidade.
Ele observa uma mesa no lado dele, sendo que aparece um homem com uma bata alva comprida e óculos, exibindo um bigode fino no rosto, segurando uma valise. Ele não fala nada, enquanto apoiava a valise na mesa e ao abri-la, era possível ver itens, sendo muitos destes, aterrorizantes, fazendo Datsura suar frio.
Então, a voz do homem é ouvida:
- Vejo que acordou. Confesso que estava aguardando que você acordasse para podermos nos divertir. Claro, será um divertimento para mim e a você, um sofrimento imenso.
- Quem são vocês? O que querem?
- Sou contratado pela Equipe Rocket. Saiba que sou um torturador profissional e bati o meu próprio recorde ao fazer a pessoa ficar viva por cinco dias. Eu pretendo quebra-lo com você. Saiba que tenho altas esperanças em você. – ele fala com um sorriso sádico.
- Equipe Rocket?! – ele estreita os olhos e consegue ver um R nas roupas, agora que os seus olhos haviam se acostumado a baixa claridade.
- Isso mesmo. Eles querem saber sobre o Articuno. Se informar onde encontra-lo, não receberá a tortura. Sinceramente, eu prefiro arrancar a informação de você na tortura a permitir que saia sem ser torturado ao dar a informação.
