Notas do Autor

Datsura (Noland) fica surpreso, quando...

Articuno fica...

As aves lendárias decidem...

Capítulo 22 - A surpresa de Datsura (Noland)

Então, surge um homem, uma garota, uma criança e um garoto.

As aves lendárias os observam atentamente, sendo que não sentiam qualquer hostilidade vinda deles. Apenas viam o olhar pesaroso deles para a irmã delas que se encontrava entre a vida e a morte.

Ao ver que havia crianças, além de perceber que não eram membros da Equipe Rocket, ele tira as suas mãos das pokéballs, embora continuasse atento a elas, enquanto mantinha Articuno em seus braços.

Kashin se aproxima com Datsura (Noland) assumindo uma posição defensiva, escudando Articuno, enquanto que os demais pássaros lendários olhavam atentamente para o quarteto, sentindo que o garoto era muito poderoso, de uma forma desconcertante, assim como a criança pequena de olhos e cabelos azuis, enquanto que o homem tinha um nível considerável.

- Sou Kashin, essa é Ayame-chan, esta é a Mizuko-chan e aquele é o Yuukishin-kun. São os meus filhos. Eu posso salvar esse pokémon usando esse cristal – ele mostra o cristal com os pokémons sentindo um poder intenso e igualmente desconcertante oriundo do objeto - Claro que terá, provavelmente, um efeito "colateral", digamos assim. Mas, pode ser até bom.

- Pode salvá-lo? – ele pergunta esperançoso - Ele foi atacado pela Equipe Rocket e está quase morrendo.

- Então, foram disparos da equipe Rocket... Esses bastardos! – Kashin exclama, irado.

Yuukishin, Mizuko e Ayame sentem raiva, sendo que Kashin suspira pesarosamente e fala:

- Bem, se serve de consolo, ouvimos através do vento que soprava para nós, que eles acham que essa ave está morta. Logo, o efeito colateral do uso desse cristal, pode garantir que ela fique oculta, de certa forma.

Noland estranha o fato de poderem ouvir pelo vento, como se tivessem uma audição apurada, até que o gemido fraco e baixo de Articuno o faz sair de seus pensamentos.

- Salve-o! Eu imploro! – ele exclama, caindo de joelhos, para depois curvar a fronte para Kashin.

As aves lendárias também pedem em sua linguagem para que os estranhos salvassem a irmã dela. A criadora delas, Lugia, podia salvá-la, mas acreditavam que ela devia estar muito longe e que por isso, não havia chegado, ainda.

O pokémon sorri de forma gentil e fala:

- Não precisa implorar. Vou salvá-la. E você também precisa. Está ferido.

Datsura enfim nota o ferimento em suas pernas e geme de dor.

Em virtude do seu desespero e sofrimento ao ver o estado de Articuno, o seu cérebro não havia registrado até aquele momento a dor e agora que estava um pouco aliviado por saber que o seu amigo poderia ser salvo, ele sentia a dor que até alguns instantes atrás, estava anestesiada.

Kashin vai até ela e se agacha, para depois apoiar na testa da bela ave caída com a vida por um fio, enquanto comentava:

- Ela só está viva, ainda, por ser uma lendária. Um pokémon comum não estaria vivo, após sofrer tantos danos.

Nisso, o cristal brilha, enquanto Datsura pergunta confuso:

- Por que se refere como sendo ela?

- Por que ela é fêmea. Essa ave não é macho. Aliais, nenhum dos pássaros lendários é macho. São todas fêmeas.

- Fêmeas? – ele pergunta surpreso, olhando para Moltres e Zapdos que reviram os olhos, virando o bico para o lado.

O cristal brilha, fazendo o corpo da bela ave, refulgir, enquanto que os ferimentos e os buracos causados pelas balas que a perfuraram haviam se curado, instantaneamente.

Datsura chora de felicidade ao ver Articuno se erguer por si mesma, olhando com confusão para todos, sacudindo em seguida a cabeça, enquanto se recordava do que ocorreu, olhando com estupefação para o seu corpo, para depois ver as suas irmãs felizes e enquanto isso ocorria, Kashin havia aproximado o cristal da testa do humano e seus ferimentos nas pernas foram curados.

Então, Datsura é abraçada por Noland que chorava emocionado ao vê-la bem, com ela corando pela proximidade, enquanto Zapdos e Moltres reviravam os olhos, com ele explicando o que ocorreu e que aquelas pessoas na frente deles, a salvaram.

Ela agradece a eles com uma voz gentil e meiga em seu idioma, sendo que para Noland, a voz de Articuno parecia uma doce melodia.

Então, o corpo da ave lendária brilha, após Kashin se afastar com um sorriso no rosto, com Datsura ficando fascinado ao vê-la assumir um contorno humano com braços e pernas, ainda exibindo asas e cauda.

Quando o brilho cessa, revela uma jovem de dezoito anos com aparência delicada e igualmente meiga, possuindo um corpo perfeito na visão do Cérebro da Fronteira, além dela exibir cabelos azuis, da mesma cor de suas penas e olhos laranja avermelhados como na sua forma pokémon.

Articuno fica surpresa ao ver que possuí um corpo humano, sendo que para Datsura, ela era perfeita.

Após se recuperar da surpresa, ele registra o fato de que ela estava nua e rapidamente, retira a blusa e põe em Articuno, tendo dificuldade com as asas, embora conseguisse cobrir a frente dela, enquanto sentia um desconforto crescente em sua virilha, ainda mais quando a sua mão relou na pele acetinada dela que era como se fosse a mais pura seda, com ele começando a respirar profundamente, tentando diminuir a sua ereção, enquanto que Articuno não conseguia compreender o que era o tremor de prazer que sentiu quando a mão de Datsura relou em sua pele.

Ele olha irado para Kashin por ele ver o corpo nu de Articuno.

Afinal, Datsura desejava que mais ninguém visse o corpo desnudo dela, enquanto sentia-se possessivo com a bela ave lendária ao seu lado.

Kashin revira os olhos e se vira com o gesto sendo seguido pelos jovens e criança, após se entreolharem sem compreenderem o gesto daquele que viam como um pai querido e que cuidava deles.

- Esse corpo... – Articuno murmura surpresa, ficando ainda mais surpresa ao ver que falou a linguagem humana.

As outras aves lendárias estavam estupefatas demais com a transformação da irmã para articularem qualquer som.

O Rapidash na forma humana sorri, falando:

- É o efeito colateral pelo uso do cristal que possuo. Foi a única forma de salvar a sua vida.

Ele fala, virando parcialmente de lado, percebendo que Datsura olhava com fascínio para a Articuno que corava três tons carmesins, enquanto sentia as suas faces quentes com o seu coração batendo acelerado pela proximidade dele.

Após sorrir ainda mais, Kashin fala:

- Eu preciso ensinar ela a mudar de aparência e ocultar as suas características pokemons, para que a Equipe Rocket não saiba que ela está bem e viva.

- Posso fazer isso mais rapidamente, tou-chan. – Yuukishin fala, sorrindo.

- Por favor, faça.

Mewtwo se aproxima e toca com o dedo na testa de Articuno que fecha os olhos, assimilando rapidamente o domínio das duas formas e como ocultar suas características, assim como deixa-las a mostra se desejar, enquanto questionava-se como ele possuía tais poderes, sendo que nenhuma delas percebeu que ele não era um humano e sim, um pokémon lendário que era clone da primeira lendária criado por Arceus e que o ajudou na criação de tudo, inclusive da vida, Mew.

Então, o brilho na ponta do dedo do garoto desaparece e ele se afasta com Articuno agradecendo com um sorriso meigo:

- Muito obrigada.

Para Datsura, ela era fofa e meiga com um corpo perfeito, como se tivesse sido esculpido pelo mais habilidoso dos artistas e o fato de ser pequena e de aparência delicada, inspirava cuidado e um forte sentimento de proteção.

- Bem, você terá que explicar para ela o motivo dela usar roupas, pois pokémons não compreendem a necessidade de andarem vestidos, assim como, vai precisar que ensine a ela como viver dentre os humanos. Além disso, apesar dessa aparência, ela possuí todos os poderes de sua forma pokémon, embora que é preciso treinar para usá-los nessa forma e recomendo que isso seja feito em segredo, caso seja necessário que ela interfira e preferencialmente, sem ninguém vê-la usar os seus poderes – Kashin fala olhando para o céu – Bem, precisamos partir. Estamos em uma jornada. Desejo-lhes sorte.

- Espere... Como sabe disso tudo? E que cristal é esse? – Noland pergunta se refazendo da agradável surpresa pela forma humana de Articuno.

Kashin se vira e fala com pesar:

- Lamento, mas não posso responder as suas dúvidas. Cuidem-se.

Conforme ele se afastava, olha para as outras duas aves lendárias e pergunta sorrindo:

- Desejam ter uma forma humana também? Com certeza, serão lindas.

Zapdos concentra a sua eletricidade, exibindo uma face de poucos amigos e Moltres vira o focinho como se estivesse indignada com tal sugestão, para depois perguntar em linguagem pokémon:

- Como você sabe que somos todas fêmeas?

- Segredo. – ele fala, pois não queria revelar que era um pokémon e que pelo seu olfato, sentiu que elas exalavam um cheiro próprio de fêmeas – Se querem saber a minha opinião, seria melhor terem essa forma para se ocultarem. Vocês são muito cobiçadas pelos humanos, assim como os outros lendários.

- Não precisamos de ajuda. Podemos ficar em lugares inacessíveis aos humanos.

- Que seja.

Então, Kashin, Mewtwo, Ayame e Manaphy se retiram, sendo que Moltres fala em linguagem pokémon para Articuno:

- O que vai fazer irmã?

- Quero ficar com ele, agora que tenho uma forma humana. Sinto-me estranha perto dele, de uma forma prazerosa e adoro a companhia dele. Se Noland deixar, gostaria de ficar com ele.

A Articuno comenta corada, para depois olhar expectante para Noland, que abre um sorriso imenso, para depois falar:

- Eu ficaria feliz se quisesse ficar comigo. Vou ensinar você a como viver entre nós humanos para não levantar suspeitas. Agora que eles pensam que você morreu, não há motivo para me procurarem. Além disso, ninguém vai saber a sua verdadeira identidade.

- Que bom. – ela fala sorrindo meigamente, tendo uma face inocente, com ele achando ela mais fofa ainda.

Moltres e Zapdos se entreolham, sendo que a Zapdos dava sinais de estar aborrecida, enquanto que Moltres estava dividida entre estar aborrecida e feliz pela irmã que sempre foi a mais dócil e meiga delas, sendo que a lendária flamejante fala:

- Se essa é a sua decisão, iremos respeitar. Nós iremos nos esconder em locais que os humanos não podem acessar. Pelo visto, é melhor evitarmos os humanos, enquanto esses humanos cruéis estiverem atrás de nós, lendários, além dos usuais treinadores.

- Fazem bem, irmãs. Cuidem-se, por favor. – Articuno fala preocupada.

- Nós iremos. Vamos para locais não usuais. Garanto que dificilmente um humano chegará até nós, isso se souber onde estamos. Até algum dia, irmã. – Moltres fala, se despedindo, antes de abrir as asas e voar.

Zapdos vira o focinho e fala, ainda não aceitando a decisão da irmã:

- Nunca vou aceitar. Você sabe o que penso dos humanos... Mas sei que não posso fazer você mudar de ideia. Seja feliz com a sua escolha, por mais errada que seja para mim.

Então, Zapdos abre as suas asas e voa em direção ao céu, com ambas as aves desaparecendo no horizonte.

- Cuidem-se, irmãs... – Articuno comenta com as mãos juntas em seu tórax.

- Vamos para a minha casa. Amanhã, vou arranjar algumas roupas, até que você aprenda a fazer compras. – Datsura fala.

- Posso leva-lo. – ela fala sorrindo.

- Vamos andando. Eu conheço o caminho de volta. Não podemos correr o risco de alguém ver você na sua forma verdadeira. Você consegue guardar as suas asas e cauda?

- Sim... Você não gosta delas... – ela murmura chateada.

Sorrindo, ele ergue a cabeça dela pelo queixo, fazendo-a corar, enquanto falava:

- Com essas asas você fica angelical. Até parece um anjo que caiu do céu. São asas e cauda belíssimas. Sempre achei as suas penas lindas – ele fala enquanto sorria, a olhando de forma intensa, percebendo que ela corava facilmente, deixando-a ainda mais fofa – Mas me preocupo com você. Se fingir ser humana, nós não correremos risco. Não suportaria vê-la sendo capturada por esses bastardos ou ficando naquele estado deplorável. Meu coração quase falhou ao vê-la lutando por sua vida. Depois, vamos escolher um nome que você goste. Não posso chama-la de Articuno, pois alguém indesejado pode ouvir.

- Entendi. – ela fala sorrindo meigamente, fazendo ele achar ela mais fofa ainda, se era possível.

Nisso, ela se concentra e as asas somem, assim como a cauda, com a blusa dele a cobrindo, até a metade das suas coxas, com ele dando a mão para a lendária, guiando-a, sendo que a ave lendária pergunta algo que estava deixando ela, demasiadamente preocupada:

- Há algo que está me preocupando.

- O que a está preocupando? – ele pergunta com evidente preocupação em sua face.