Notas do Autor

Noland fica...

Lugia acaba tendo que...

Ela decide...

Mew fica...

Em Kanto, mais precisamente em Masara Town...

Capítulo 23 - Lugia e Mew

- Tem algo protuberante no meio das suas pernas. Você está bem? – ela pergunta inocentemente com a face delicada dela exibindo genuína preocupação.

Datsura (Noland) fica surpreso com a pergunta e ela fala, agora apontando:

- Veja. É tão estranho. Está tudo bem?

Ele fecha os olhos e inspira profundamente, pensando em uma resposta que preservasse a inocência dela, pois achava essa inocência fofa, enquanto tinha a estranha sensação que as duchas frias seriam recorrentes em sua vida a partir daquele instante.

Então, ao pensar em uma resposta para o incômodo evidente em sua virilha, ele fala:

- Eu estou bem. Sobre certas circunstâncias, é normal um homem ficar assim. Não se preocupe.

- Quais circunstâncias? – ela pergunta inocentemente.

"Estar em frente a uma bela mulher nua de feições angelicais e corpo perfeito." – ele responde em pensamento.

- Amanhã eu explico. É que hoje estou cansado.

- Tudo bem. Depois você me explica. Tem tantas coisas para eu aprender. Eu sempre quis falar com você. – ela fala sorrindo meigamente.

- Fico feliz em podermos conversar. – ele fala sorrindo, sendo que acaba se recordando de como a pele dela era macia e sedosa, igual as suas penas em sua forma Articuno – Precisamos dar outro nome para você, para garantir que se misture dentre os humanos.

- Verdade. Mas não tenho ideia de nenhum outro nome.

Datsura fica pensativo e depois fala:

- O que acha de Miyuki (? - Bela neve)?

- Eu adorei! – ela exclama meigamente.

Então, de mãos dadas, com a lendária adorando a sensação das mãos dele, eles se afastam, sendo que Datsura iria anunciar a todos a morte da ave lendária.

Alguns minutos depois, longe dali, as aves lendárias estavam sobrevoando o oceano, quando surge Lugia na frente delas com a mesma perguntando a elas, com as três iniciando uma conversa mental:

"Eu senti que a irmã de vocês estava debilitada e que agora não está mais. O que aconteceu? Ela foi capturada?" – ela pergunta no final com um fio de voz ao imaginar uma de suas filhas capturadas.

"Não, kaa-chan."

Nisso, elas explicam o ocorrido e Lugia fala:

"Bem, foi a decisão dela. Ela deve amar muito esse tal de Noland. Fico feliz que ela tenha encontrado a felicidade."

"Fale só pela senhora, kaa-chan. Nunca vou aceitar a decisão dela." – Zapdos fala de forma irritada.

"E quanto a você?"

"Foi a decisão dela e estou dividida entre estar feliz por ela e ver com censura a sua decisão de ficar com um humano. Sinceramente, não me decidi ainda ao contrário de Zapdos." – Moltres fala.

"Como pode não achar ruim, nee-chan? Os humanos escravizam os pokémons ao longo dos séculos!" – Zapdos fica chocada com a opinião de sua irmã.

Ela a chama de irmã mais velha, pois no momento de criação, havia alguns minutos de intervalo entre elas, sendo que Articuno foi a última a ser criada.

"Eu prefiro meditar melhor, imouto."

"Fala sério... Não há nada para meditar. É ruim e ponto final. – Zapdos fala categoricamente – Eu nunca irei me curvar a um humano!"

"Se for capturada, sim. Se bem, que tem uns humanos que usam dispositivos demasiadamente estranhos. Escondida, eu os vi usando em um pokémon, sem envolver aquelas coisas esféricas que jogam em nós, sendo que para jogarem aquela esfera, é preciso que eles nos enfraqueçam. Simplesmente, era uma espécie de anel de energia ou algo assim que capturava o pokémon sem precisar enfraquecê-lo. Após envolver o pokémon, o fazendo brilhar, ele passava a obedecer as ordens desse humano e ele conseguia fazer isso com mais pokémons, pois fez com um segundo que inadvertidamente, apareceu no local – Moltres fala – Logo, não são somente aquelas coisas esféricas que eles chamam de pokéball que devemos nos preocupar. Claro que eu me afastei dali, por não preferir testar esse novo método de captura."

"Que horror! O que é isso? Uma nova modalidade de captura? Esses humanos bastardos! Já não basta o terror da pokéball! – ela exclama horrorizada - Eu prefiro a morte a ser escrava de um humano!"

"Bem, nesse aspecto eu concordo com você." – Moltes fala.

"Então não tem motivo para estar incerta sobre a decisão de nossa imouto."

"Ela não foi capturada. Decidiu por si mesma ficar com esse tal de Noland. Ela é livre para partir quando desejar."

"Será?" – Zapdos pergunta.

"Como assim?"

"Ele parece ter capturado ela, de certa forma. Pelo visto, pelo tal de coração que os humanos falam."

"Não sabia que tinha interesse em ouvir conversa de humanos. Achava que preferia liberar suas descargas elétricas neles." – Moltres fala surpresa.

"Os humanos falam muito alto e nossa audição é apurada! É meio que impossível não ouvi-los! Os humanos são espalhafatosos."

Moltres dá uma risadinha e pergunta:

"Será que isso não demonstra algum interesse nos humanos?"

"Nem em sonho! Ou melhor, nem em pesadelo! Não fale coisas absurdas!" – ela exclama extremamente ofendida, enquanto concentrava eletricidade em seu corpo.

"Oh! Vejo que não assume." – Moltres fala concentrando as suas chamas.

Então, antes que as duas iniciassem uma briga entre si, Lugia age rapidamente, as detendo ao bater com as suas asas nas cabeças delas.

Após ambas serem golpeadas, cessam a hostilidade entre si, abanando a cabeça para os lados frente a espécie de peteleco que levaram na cabeça, enquanto a criadora delas falava seriamente, sem espaço para contestação:

"Vamos acalmar os ânimos. Já chega a última vez que os seus ânimos se exaltaram. Zapdos, seja mais calma. Moltres, pare de provocá-la." - ela fala o final em um suspiro cansado.

"Mas, kaa-chan..." – elas falam em usino, até que ficam cabisbaixas frente a um olhar severo da criadora delas.

"Bem, agora que os ânimos se acalmaram, vou voltar para o fundo do oceano. Quando tiver uma oportunidade e for seguro falar com ela, irei até ela, pessoalmente. Além disso, estou surpresa por existir um objeto como o que me descreveram. É um objeto misterioso e o grupo que o possuí é mais misterioso ainda."

"Por algum motivo, nós achamos o poder do garoto, estranhamente familiar e o bizarro era que ao mesmo tempo em que era familiar, era também desconhecido." – Moltres fala pensativa, sendo que Zapdos também estava pensativa.

"Concordo que é bem estranho... Bem, você achou esse poder familiar a quem?"

"Mew." – ambas as aves lendárias falam em usino.

"Mew?! – Lugia fica estarrecida – Isso é..."

Lugia fica pensativa e pensa consigo mesma:

"Será que Mew sabe de alguma coisa? Acho melhor chamar ela e contar sobre isso."

Então, volta a falar mentalmente com as suas filhas:

"Vou chamar mentalmente Mew para uma conversa. Ouvi dizer que ela está procurando algo a pedido de Arceus-sama."

"Arceus-sama?" – Zapdos pergunta surpresa.

"Bem, considerando que Mew foi a primeira a ser criada para ajuda-lo no processo de criação, não estou surpresa por ele ter confiado uma missão a ela." – Moltres fala pensativa.

Após alguns minutos, Lugia fala seriamente:

"Não quero que nenhuma filha minha seja capturada. Quero que se escondam no lugar mais inóspito para um ser humano pisar e desejo que fiquem ocultas. Pelo que me contaram, esses criminosos estão atrás de nosso poder. Eu vou avisar os meus irmãos sobre essa ameaça. Lidar com treinadores é uma coisa. Lidar com criminosos tendo armas estranhas e poderosas como aquelas que tentaram atingir a imouto de vocês, é outra coisa. Creio que chegou o momento de todos os lendários se ocultarem dos humanos, até que esta ameaça seja retirada. Claro que isso dependerá de cada um deles. Pode ter um ou outro que pode não considerar a ameaça que os humanos representam nesses tempos."

"Pode deixar, kaa-chan. Vamos nos ocultar."

Nisso, elas contam os locais e Lugia fala, sorrindo:

"São ótimos locais. Agora, voem daqui e se ocultem. Prometem que não vão se expor aos humanos e que vão fugir deles, caso as encontrem? Não quero que batalhem contra eles e sim, que fujam deles" – ela pergunta seriamente.

"Sim, kaa-chan." – elas prometem em usino.

Lugia dá um beijo na testa em cada uma delas que consentem, sorrindo, para depois voarem dali.

"Melhor eu contatar Mew o quanto antes. A nee-chan tem que tomar ciência do que está acontecendo."

Lugia mergulha no oceano e nas profundezas, concentra o seu poder, acessando uma conexão mental que todos os lendários criados por Arceus possuíam entre si e após alcançar a mente de Mew, ela fala:

"Nee-chan, precisamos conversar. Urgentemente."

Então, ela responde com a sua usual voz meiga e gentil:

"Eu irei até você, imouto."

Lugia abre os olhos e decide que seria melhor Mew transmitir aos outros a ameaça que os humanos, atualmente, representavam.

Afinal, a conexão mental dela com todos que foram criados depois dela era forte. Era mais fácil a ela avisar todos sobre esse perigo, do que ela, Lugia, tentar avisá-los.

Alguns minutos depois, Mew cria uma bolha que envolve o seu corpo e mergulha em uma parte do oceano, avistando Lugia que a aguardava.

Ao ficar na frente de sua imouto, ela pergunta:

"O que queria falar comigo, imouto?"

Lugia conta o ocorrido, fazendo Mew arregalar os olhos, ficando em seguida pensativa, até que se lembra de algo e fala:

"Quando eu estava nas montanhas, havia uma mulher com uma letra R na blusa e ela estava sozinha. Usava roupa de frio e parecia querer contatar o seu superior ou algo assim, após me ver. Claro que eu me afastei, enquanto vi que ela tentava ligar. Pelo que me descreveu, ela pode ser dessa tal Equipe Rocket, sendo que eles descobriram o templo erguido em minha homenagem a incontáveis séculos atrás por uma tribo já extinta. Eu fiquei repousando muito tempo nesse templo que era consideravelmente isolado. Não sei o que os humanos desejariam em meu templo, pois vi após alguns anos, um grupo com esse mesmo estilo de roupa se aproximando dele. Observei escondida dentre ás árvores. Considerando o fato dos humanos terem as suas invenções, não sei se eles conseguiram algo no templo."

"Estamos falando dos humanos. Tudo é possível com eles. Eles podem ser demasiadamente fracos, mas compensam com inteligência. O problema é o que fazem com essa inteligência, embora concorde com alguns que eles têm uma índole destrutiva. Claro, não todos, mas parece algo inerente a sua natureza. Muitas vezes, eles promovem a sua própria autodestruição e costumam ser bem imaginativos no campo da destruição."

"Bem, isso é verdade. Por falar em humanos, esse cristal... Bem, eu detectei um poder semelhante ao que senti mais de uma vez, sendo que quando cheguei ao local, não vi nada. Pelo visto a fonte era de um cristal segurado por um grupo desconhecido. Isso explica porque quando fui aos locais, a fonte não se encontrava mais ali."

"Tem haver com a missão dada por Arceus-sama?"

"É apenas uma parte da missão. Devo buscar outro tipo de poder que o preocupa."

"Bem, se tiver mais informações, eu irei contatá-la. Imagino que vai avisar aos demais sobre esse grupo de criminosos."

"Sim. Todo o cuidado é pouco, mas tal como você, eu sei que alguns podem vir a ignorar esse alertar, acabando por se exporem." – ela fala em pensamento, suspirando.

"É uma pena se isso ocorrer."

Elas conversam mais um pouco, antes de se despedirem, com Mew voltando a superfície, para depois partir dali.

Alguns anos depois, longe dali, mais precisamente em Masara Town, em Kanto, na véspera do dia mais importante para os três amigos inseparáveis, Satoshi, Yukiko e Shigeru, o trio passou o dia comentando animadamente sobre a expectativa da jornada que eles fariam juntos, sendo que também resolveram decidir quais pokémons desejavam dos iniciais que eram ofertados pelo professor.

- Eu quero o charmander. – Yukiko fala animada, para depois olhar para seu irmão e amigo.

- Por mim, tudo bem.

- O mesmo comigo.

Então, Satoshi e Shigeru exclamam animados:

- O meu primeiro parceiro será o Squirtle!