Notas do Autor

Ash e os outros ficam pensando em uma forma de resolver o impasse...

Datsura e Articuno chegam...

Datsura acaba...

Articuno decide...

Capítulo 24 - Datsura e Articuno

Yukiko fica surpresa e depois, eles se entreolham, sendo que Satoshi pergunta:

- Você também quer o Squirtle?

- Sim. Você também, né?

Satoshi acena afirmativamente e depois pergunta:

- Como vamos resolver esse impasse?

- Precisamos encontrar um jeito e tem que ser de forma justa para ambos. – Shigeru fala.

Os três começam a pensar em uma forma de resolver aquele impasse.

Há centenas de quilômetros dali, na Fronteira, o Cérebro Datsura (Noland) havia chegado em sua casa com Articuno em seus braços, pois havia sido várias horas de caminhada e a lendária acostumada a voar, havia ficado cansada de andar e não a condenava.

Noland confessava que o incômodo em sua virilha o estava incomodando ainda mais por ter segurado o corpo dela em seus braços, sentindo a maciez da pele acetinada dela, enquanto ela dormia profundamente com uma face angelical.

Ele a deposita na cama do quarto de hóspedes, para depois se afastar para tomar uma ducha fria, visando aliviar o seu membro túrgido que pressionava o cós da sua calça, o deixando desesperado.

Embaixo da ducha fria, ele encosta as suas costas na parede, enquanto se recordava dos acontecimentos, perguntando-se como Articuno descobriu que ele estava em perigo e onde ele se encontrava, decidindo perguntar para ela.

Ele decide fechar os olhos por alguns momentos para relaxar, abrindo-os em seguida, desesperado, ao ouvir a voz melodiosa da lendária ao seu lado, vendo-a olhando para o seu membro com uma face curiosa:

- O que é isso? É tão estranho... Ah! Mexeu!

Para piorar a situação ela estava nua, enquanto apontava para o seu membro.

Se recuperando, enquanto inspirava profundamente, ele a tira do banheiro, fechando a porta atrás dela, sendo que fala do outro lado em um tom clemente:

- Por favor, ponha a minha blusa, até eu arranjar roupas para você.

- Mas a tal de blusa pinica.

Ela fala com a voz levemente chorosa, se lembrando do quanto a blusa a estava pinicando, confessando que sentia falta das suas penas e que se controlava muito para não assumir a sua forma verdadeira.

- Eu sei. Mas não pode andar nua, ainda mais na frente de um homem.

- Por quê? – ela pergunta confusa sobre a reação dos humanos, enquanto tentava imaginar o que era aquilo ereto no meio das pernas dele e que se mexeu.

- Amanhã eu explico. Por favor, volte a colocar a minha blusa.

Articuno fala desanimada, suspirando, enquanto ficava cabisbaixa:

- Vou colocar... Mas que pinica isso é fato.

Ela vai até o quarto e coloca a blusa, até que volta a ficar em frente a porta do banheiro, esperando ele sair.

Noland fica mais de quinze minutos embaixo da ducha fria até o seu membro voltar ao estado normal, enrolando em seguida a sua toalha na cintura, após secar o seu dorso e ao abrir a porta, encontra a lendária com uma face preocupada olhando para ele, sendo que pergunta com as duas mãos em frente ao tórax:

- Você está bem? Parecia desesperado no banheiro.

Evitando olhar as pernas delineadas da lendária que tinha um corpo perfeito, pigarreia e fala, procurando afastar, prontamente, qualquer pensamento indecente sobre alguém tão inocentemente bela como ela:

- Estou bem. Não se preocupe, Miyuki-chan.

Articuno suspira aliviada e fala:

- Fico feliz em saber que está bem. Agora que estou tranquila quanto a isso, tenho que falar que essa tal de blusa pinica.

Ela fala, pegando o tecido enquanto mostrava, acabando por quase descobrir a cintura dela, com Noland puxando a blusa para baixo, para que voltasse a cobrir metade das coxas dela, deixando-a confusa com o seu ato.

Noland fala, enquanto impedia a todo custo que qualquer pensamento luxurioso viesse a sua mente, pois não queria tomar outra ducha fria, após ter acabado de sair de uma:

- Você precisa se cobrir com roupas ao viver entre nós humanos, quando você fica nessa forma humana. O que posso fazer é conseguir roupas macias. Isso vai facilitar. O que acha?

- Tem roupas macias que não vão pinicar? – ela pergunta esperançosa.

- Sim. Há vários tipos de roupa, Miyuki-chan. Acho que até se acostumar com as roupas, é recomendável usar roupas mais macias e suaves. Se tiver paciência, vou sair agora para comprar algumas mudas de roupas e depois, vamos fazer compras juntos.

Então, ele cogita algo e pergunta:

- Você não sabe tomar banho, certo?

- Eu sei. – ela fala sorrindo orgulhosa.

- Sabe? – ele pergunta surpreso.

- Eu entrava na água dos rios e mergulhava, fazendo a água escorrer pelos minhas penas e após um tempo eu estava limpinha. Kaa-chan sempre foi rigorosa nesse aspecto.

- Kaa-chan?

- A lendária Lugia. Ela criou a mim e as minhas irmãs, sendo que nascemos de ovos. Ela nos criou para ajuda-la. Alguns lendários criam outros lendários para ajudá-los em suas funções. A kaa-chan nos criou para ajudar na sua função ao redistribuí-la para nós, mantendo uma parte com ela, sendo que comentou uma vez que pensava em criar mais um para ajuda-la. Ho-Oh criou os três lendários, Entei, Suicune e Raikou para auxiliá-lo em sua função, redistribuindo-a entre eles, assim como foi conosco. Mas a diferença nossa para eles, é que nós nascemos de ovos criados por Lugia. Ho-Oh os criou a partir de três pokémons que faleceram no incêndio da torre, dando novas vidas a eles e poderes. Alguns lendários criam outros lendários para diminuir o seu fardo, o redistribuindo.

- Eu ouvi falar dessa lenda... Tudo bem, você se ausentar de suas funções? – ele pergunta preocupado.

- Não muito. Ausentar-me por alguns anos, tudo bem. Só não posso ficar ausente muito tempo. Quando sentir que preciso ir, eu terei que ir, mas depois eu volto. Por enquanto, posso ficar tranquila por alguns anos.

- Entendo.

- Todos nós fazemos parte de um intricado equilíbrio, com cada um de nós tendo a sua função. Cada vez que é um lendário é capturado, há uma chance de prejudicar esse equilíbrio. Nós, ao contrário dos pokémons comuns, temos funções e essas funções zelam por esse equilíbrio. Se um lendário for afastado por completo de suas funções, isso irá repercutir nos demais. Se o déficit se agravar, demasiadamente, as consequências serão catastróficas, pois a natureza irá sentir e se a natureza como um todo, sentir, as outras espécies também vão sentir. Afinal, tudo é interligado. Tudo é conectado. Os humanos não conseguem conceber o quanto é sensível esse equilíbrio. Arceus nos criou para gerenciar esse equilíbrio e garantir o bem estar do mundo que ele criou. Por mais destrutiva que possa parecer o poder de um lendário, ele tem o seu espaço nesse equilíbrio e zela por ele. Alguns lendários se tornam Guardiões de locais que agem como um equilíbrio regional, por assim dizer e somente eles podem gerenciar esse local, sendo que também podem transferir esses locais que guardam por medida de segurança, pois a maioria dos humanos não tem noção das consequências de mexerem nesses locais. A maior prova é o fato de muitos desejarem capturar lendários, sem perceberem o equilíbrio que nós mantemos e as consequências da retirada de um lendário de suas funções, pois ao ser capturado, ele não pode mais cuidar de suas obrigações. Afinal, há somente um de cada tipo, pois mais de um de cada tipo, somente iria gerar um desequilíbrio, a menos que esse não tivesse nenhuma função. Ou até poderia ser igual a aquele lendário, porém seria uma criação deste e não criado por Arceus, com o criador ou criadora desse lendário dando parte de suas funções para ele, criando-o para auxiliá-lo dando a sua aparência. Normalmente, quem possui essa capacidade é a minha kaa-chan, Lugia, que pode criar a vida do zero a partir de um ovo, sendo que a Manaphy também possuí essa capacidade. Ho-Oh pode criar vida, a partir de uma vida que já existiu, como os três lendários que ele criou a partir de pokémons mortos, dando nova vida a eles.

- Incrível... Há algumas hipóteses desse equilíbrio, estudada por alguns pesquisadores. Pelo visto, eles estavam certos.

Então, o estômago dela ronca, com ela falando com uma gota na cabeça:

- Acho que estou com fome.

- Vou preparar alguns lanches. Eu preciso fazer compras de mantimentos, também. Por falar em mantimentos, o que você comia?

- Bem, eu comia animais aquáticos e pokémons tipo Water ou Ice, ou então, ambos que eu pescava nas águas, assim como comia insetos, inclusive pokémons tipo Bug, sendo que evitava os que possuíam veneno em seu corpo, pois estes possuem um odor característico. Eu também comia ratos e na ausência deles caçava ratata´s e outros como Sentret, Azurill, Buneary, Patrat, Bunnelby e Komala. Ás vezes, quando estava com muita fome, pegava uma presa maior. Eu somente caçava o suficiente para me alimentar, pegando a quantidade que era necessária para saciar a minha fome, assim como os outros pokémons fazem ao caçarem para comer. Como sabe, é mais fácil encontrar pokémons que animais. Eles estão mais disponíveis.

Noland fica surpreso e fala:

- Isso corrobora o que os pesquisadores falam, de que os pokémons possuem a sua própria cadeia alimentar e que esses pokémons que normalmente servem de comida aos outros, tem um dos maiores fatores de reprodução do mundo pokémon. Eles falam também, que pokémons domésticos podem abdicar da caça e que caçar é próprio de pokémons selvagens, já que os domésticos tem ração. Aliais, o treinador deve proibir os seus pokémons de caçarem – ele olha para ela – Bem, eu vou ter comida humana. Os pokémons mesmos selvagens podem comer comida humana. Eu tenho patê e pão. Mas saiba que eu sei cozinhar e muito bem. A minha kaa-san me fez aprender a cozinhar e a cuidar da casa.

Ele vai até a cozinha e na mesa, prepara lanches dando a Articuno que os cheirou, curiosa, para depois sorrir e comer, se deliciando com o sabor, fazendo Noland ficar feliz por ela ter gostado dos lanches que ele preparou.

Enquanto Noland estava preparando os lanches, Articuno ficava olhando para os músculos dele e seu corpo, sentindo a face corar, enquanto tentava compreender porque desejava ficar olhando para o corpo dele, sentindo seu corpo estranho, mas de uma forma prazerosa.

Ela sai da espécie de hipnose em que encontrava ao observar as reentrâncias dos músculos dele, quando o humano fala:

- Claro que nessa forma você não pode caçar. Assim, eu posso leva-la para pescar, mas usando varinha e anzol.

- Varinha e anzol? – ela pergunta curiosa, para depois sorrir – Deve ser divertido.

- Eu acho que você vai gostar dessa experiência. – ele fala sorrindo.

Habilmente, ele termina de fazer alguns lanches e põe em uma bandeja para Articuno pegar com as mãos e comer, após ele mostrar como fazia, já que inicialmente ela havia mergulhado a cabeça na bandeja, sendo que fala:

- Vou me trocar e já volto.

Ela consente, enquanto corava, olhando ele se afastar, para depois sacudir a cabeça, voltando a comer a comida que estava deliciosa para o seu paladar, sendo mais gostoso do que a carne de outros pokémons e animais, a seu ver.

Alguns minutos depois, ele volta já trocado, sendo que ela havia terminado de comer os lanches e exibia satisfação em seu rosto, lambendo os beiços e os dedos, com ele ficando surpreso com a quantidade que a Articuno comeu, até se lembrar de que a forma verdadeira dela era de uma lendária, acreditando que padrões humanos não se encaixavam nela.

Ele prepara mais alguns lanches para comer e depois fala, enquanto se servia dos lanches que preparou:

- Eu vou sair para comprar uma roupa. Vou pedir a vendedora por uma roupa macia. Você também precisa de peças íntimas.

- Peças íntimas? – ela pergunta curiosa.

- Calcinha e sutiã – ela vê a face confusa dela e fala – Você vai compreender quando eu trouxer. Até eu voltar não atenda a porta e nem o telefone. Se ouvir uma música ou um barulho, ignore. Tudo bem?

Ela concorda, sendo que a mão dele rela na dela quando ele foi recolher a travessa da mesa, após ficar saciado, fazendo a lendária corar ao simples toque da pele dele com a sua, com a mesma sentindo um calafrio de prazer se espalhar por sua coluna.

Ele coloca uma jarra com suco gelado na mesa, mostrando a ela como usar um copo, com a ave lendária adorando o sabor do tal suco, enquanto ficava maravilhada ao dominar o uso de um corpo, fazendo Noland sorrir pela felicidade genuína dela ao dominar o simples ato de usar um copo, algo que era algo trivial para os humanos, mas sendo incrível na visão dos pokémons.

Após ele se servir de um copo, sai, fechando a porta em seguida, sendo que após duas horas ele volta com sacolas, se lembrando do intenso constrangimento que ele sentiu ao ir à seção de peças íntimas femininas, embora concordasse que havia sido uma experiência demasiadamente prazerosa ao imaginar a Articuno usando aquelas roupas, acabando por fazer seu membro ficar ereto, gerando um grande volume em sua virilha, sendo preciso que ele lutasse para aplacar a sua ereção, enquanto procurava não transparecê-la para os outros, enquanto se castigava mentalmente por pensar coisas pervertidas de alguém tão inocente.

Somente após diminuir a sua ereção, ele atravessa a loja até o balcão para pagar pelas compras.

Claro, podia ter comprado pela internet, mas ia demorar para chegar pelo correio e Articuno precisava, urgentemente, de pelo menos três peças íntimas.

Após entrar na casa, fechando a porta atrás dele, ele houve um barulho alto vindo da cozinha e nota que o liquidificador estava ligado, fazendo ele se lembrar de que o havia usado no dia anterior.

Então, ele vê que Miyuki olhava curiosamente para as hélices, até que começa a colocar o dedo dentro do copo do liquidificador.

Desesperado, ele larga as sacolas e corre até ela, apavorado, tirando o dedo dela de dentro do copo, com ela ficando confusa ao ver Noland tremendo, sendo que pergunta preocupada:

- Está tudo bem?

Ele inspira profundamente para se acalmar e fala:

- Não coloque mais o seu dedo dentro do liquidificador. É perigoso. Você poderia ter cortado os seus dedos. Eu estou tremendo devido ao desespero que senti ao ver você colocar o dedo dentro do copo do liquidificador.

Articuno fala cabisbaixa:

- Desculpe. É que aquelas coisas de metal giravam e eu estava curiosa.

- Promete que não vai tocar em nada desconhecido, sem me perguntar o que é?

- Sim.

Nisso, Noland houve sons na sala e ao chegar, nota que era um comercial, sendo que Articuno se aproxima e aponta para a tevê, falando animada:

- Tem pessoas dentro aí dentro! Como isso é possível? Eu olhei em volta e não achei a entrada! Como elas conseguem caber dentro dessa caixa fina?

Noland sorri, achando fofa a inocência dela, explicando gentilmente o que era a tevê, sendo que pega o controle e muda os canais, deixando-a fascinada.

- Venha, vou mostrar para você como tomar um banho. Apenas veja.

- Mas eu sei tomar banho.

- Você sabe tomar banho como pokémon. Você tem que tomar banho como os humanos tomam.

- Tudo bem. – ela fala sorrindo, fazendo-o sorrir.

Ela o segue e vestido, ele simula que abre a ducha, para depois fechá-la, começando a passar a mão por cima do corpo ao pegar sabonete, mostrando como se fazia, para depois simular que abria novamente. Ele também explica sobre o shampoo e o condicionador, demonstrando como usá-los, deixando-a fascinada. Ele também mostra a toalha e como se secar.

Após ensinar ela a usar a ducha, ele decide ensiná-la como usar a banheira, explicando que ao usar a banheira, seria um banho relaxante.

Articuno prestava toda a atenção do mundo, enquanto demonstrava fascínio, comentando que a banheira lembraria um pequeno lago e que ela adoraria ficar relaxando.

Depois, ele pede para ela repetir sem tirar a blusa, tudo o que ele fez, para confirmar que ela havia aprendido, ficando satisfeito ao ver que ela aprendeu, rapidamente, a tomar uma ducha, assim como a usar a banheira.

Em seguida, Noland mostra uma imagem de uma garota com roupas íntimas, de uma das revistas de mulheres nuas que ele tinha, tomando cuidado com o que mostrava a ela, voltando rapidamente para a sala, deixando as sacolas na cama, para depois pegar um sutiã de uma das sacolas mostrando o feixe, sendo que se recorda da cena de um filme pornô de uma mulher se trocando sem fazer poses lânguidas e sem deixa-la vê-la o filme, ele adianta até essa parte para Articuno aprender como por peças íntimas, para depois mostrar como colocava a roupa.

- Então, devo retirar a roupa e entrar no banho?

- Isso.

Ela tira a blusa, expondo o seu corpo perfeito, fazendo Noland sentir novamente o incômodo na virilha ao ver o corpo perfeito da lendária, sentindo-se hipnotizado pela bela imagem a seu ver, até que desperta.

Então, ele a leva até o banheiro e fecha a porta atrás dela com Miyuki não compreendendo o gesto dele, enquanto ouvia a respiração rouca dele do outro lado, pois o mesmo tentava controlar a sua ereção.

Ao ouvir tal respiração rouca, Articuno pergunta preocupada do outro lado:

- Está tudo bem?

- Sim. Mas somente tire a roupa dentro do banheiro ou quando estiver sozinha. Nunca tire a roupa quando tiver alguém junto.

- Por quê?

- Isso é algo que todas as humanas fazem. Portanto, tem que seguir isso para viver entre nós.

- Bem, se isso é um requisito, eu vou cumprir.

Após ouvir a ducha sendo aberta, ele se afasta, murmurando consigo mesmo:

- Mais um banho gelado. Por que tenho a impressão de que isso irá ser recorrente em minha vida?

Ele recolhe qualquer material pornográfico no local, para depois se retirar, decidindo trancar em algum lugar todo o conteúdo impróprio para Articuno, pois queria manter a inocência tão meiga que ela possuía, intacta, compreendendo agora o que o homem com aquele cristal disse e pensando consigo mesmo, enquanto se despia para entrar na água, fechando a porta atrás de si para garantir que ela não entrasse, ele percebia que tanta inocência era o esperado de um pokémon e que muitas coisas humanas, ela não conseguiria compreender.

Ele somente sai da ducha fria, após o seu membro voltar ao seu estado normal, se trocando em seguida, sendo que ao passar perto do quarto de hóspedes, ouve a voz de Articuno:

- Noland, por que elas fazem essa pose?

Ele abre a porta e a encontra fazendo uma pose demasiadamente erótica, enquanto olhava para uma revista, imitando a garota na página.

Ao vê-la naquela posição, ele sente o incômodo em sua virilha novamente e rapidamente, recolhe a revista e faz Articuno ficar em uma posição normal, controlando a sua respiração, para depois falar, percebendo que ela olhava com evidente confusão para ele:

- Não faça mais essa posição. Aliais, se ver qualquer revista de uma mulher nua ou seminua, fazendo alguma pose, não a imite e me avise tudo bem? – ele pergunta, pois podia ter mais alguma revista imprópria que ele não havia visto.

- Sim. Eu prometo. Mas por que não posso imitá-las? – ela pergunta com curiosidade.

- Por que não é indicado você fazer essas poses.

- Mas elas fazem essas poses.

Noland pensa em uma desculpa, até que encontra uma explicação plausível para satisfazer a curiosidade da lendária extremamente inocente:

- Bem, essas mulheres ganham a vida fazendo isso. É uma profissão. Logo, você não pode fazer isso.

- Profissão? O que é profissão?

Ele explica o que era e complementa:

- É tipo uma função. Só que a pessoa recebe pelo seu trabalho.

- Entendi... Eu gostaria de ter uma profissão. Parece legal. – ela fala sorrindo.

Ele fica surpreso e passa a pensar em uma profissão, pois temia que ela saísse por aí procurando uma ocupação ao ver o entusiasmo no olhar dela frente a palavra profissão.

Ao pensar em uma, ele fala sorrindo, se regorjeando pela ideia que surgiu em sua mente:

- O que acha de trabalhar para mim?

- Para você?

- Você pode ser tratadora de pokémon. O que acha?

- Tratadora? – ela arqueia o cenho.

- Tratar dos meus pokémons. Cuidar deles, dar comida, água e banho neles, além de brincar e zelar por eles, já que os deixo fora das pokéballs em uma área que possuo. Ficaria aliviado ao ter alguém olhando por eles, já que eles são domésticos. Claro que você não pode usar os seus poderes. O que me diz? Você me ajudaria e muito fazendo isso. Eu vou ordenar a eles para obedecerem você.

Normalmente, ele fazia essa função, mas decidiu postergar a Articuno para satisfazer a vontade dela de ter uma profissão, ficando aliviado ao ver o olhar de felicidade dela que exclama com animação, juntando as duas mãos espalmadas na frente dela:

- Vou adorar! Fico feliz em poder ajuda-lo, já que não posso mais batalhar.

- Eu que fico feliz em ter alguém para cuidar deles. Ás vezes, eu tenho que enfrentar muitos desafiantes e acabo não tendo tempo de cuidar de todos. Será bom eles terem alguém apenas para fazer isso e dar a devida atenção que eles merecem.

- Pode ficar aliviado que vou cuidar deles, direitinho!

- Tenho certeza que você vai cuidar bem deles.

Então, ao sentir o incomodo em sua virilha, ele fala:

- Vou tomar uma ducha e depois vou ensiná-la mais coisas sobre o mundo humano. O que acha?

- Eu adoraria... – ela fica pensativa – Por que vai tomar mais uma ducha? Tomou uma há pouco tempo atrás. Na verdade, duas duchas.

- É que surgiu uma necessidade e preciso me banhar, urgentemente.

Ele fala e sai do quarto, voltando a entrar no banheiro para tomar mais uma ducha fria, esperando que aquela fosse a última do dia, embora não tivesse muita esperança que de fato seria a última ducha fria daquele dia.