Notas do Autor
A família de Satoshi, Yume e Hakai se encontram...
Yume descobre...
Satoshi acaba...
Os pais de Satoshi se encontravam...
Capítulo 27 - Esperança
Então, ela vai até o quarto de Yukiko que dormia, indo até a cama dela para sacudi-la delicadamente com a pata, com a criança murmurando:
- Só mais cinco minutos, por favor.
A persian sorri maternalmente, pois era sempre assim de manhã com os irmãos que sempre pediam sem abrirem os olhos pelos cinco minutos de tolerância, sendo que fica preocupada ao se lembrar do fato de que o jovem Satoshi não estava na sua cama, uma vez que ele dificilmente acordava cedo e que nos dias que ele tinha algum compromisso ou surpresa, o jovem ficava tão ansioso no dia anterior que acabava dormindo tarde e no final, só saía da cama se fossem acordá-lo.
Então, ela sai de seus pensamentos, quando as suas orelhas captam sons, avistando em seguida os seus filhotes que corriam animados como sempre, brincando, até que saltam na cama de Yukiko e começam a brincar entre eles, sendo que Yume fala com uma gota:
- Crianças, se acalmem.
- Estamos brincando, kaa-chan. Tou-chan disse que podíamos brincar antes do café.
- Entendo... Vou ter uma conversinha com o pai de vocês. – ela fala estreitando os olhos.
- Me chamou amor? – Hakai aparece na batente da porta, sorrindo.
- Quem mais eu chamaria? – ela pergunta com cinismo, estreitando perigosamente os olhos, fazendo Meowth suar frio, pois conhecia as consequências de quando ela exibia aquela face no mínimo assustadora, enquanto ela falava com uma voz ameaçadora – Nós não combinamos que as crianças não deveriam brincar dentro da nossa casa ou dos outros, pois podem derrubar algo? Nós havíamos combinado que elas somente podiam brincar lá fora.
- Eles prometeram que iriam tomar cuidado. – Hakai fala suando frio.
- Eles são filhotes. Você não pode exigir tal responsabilidade de pokémon tão pequenos. – ela fala em um tom aborrecido.
Então, eles ouvem um barulho e tanto eles, quando os filhotes, ficam estáticos ao perceberem que o relógio de Yukiko havia sido derrubado no chão, acabando por quebrar, sendo que era igual ao do irmão. Uma pokéball com um pidgey saindo dele quando o alarme tocava.
Yume se vira para seu companheiro com um brilho de ira no olhar e com as presas a mostra, rosnando perigosamente, fazendo meowth suar frio, sendo que falava, enquanto recuava para trás, procurando se retirar do local o quanto antes, temendo a fúria de sua companheira:
- Eu me lembrei de que preciso programar as aulas da turma nova.
Então, Hakai sai correndo dali, decidindo manter uma distância segura entre ele e a sua amada companheira.
Afinal, da última vez que ela exibiu tal face, Hakai teve que ser levado ao Centro Pokémon mais próximo pelos pais de Satoshi e Yukiko, após Yume terminar de "castiga-lo".
Logo, a prudência exigia que ele ficasse a uma distância segura de sua companheira, até a mesma se acalmar. Algo que demorava algumas horas.
Os filhotes se entreolham e tentam sair de fininho com as orelhas e caudas abaixadas ao verem a face de fúria da genitora para o pai deles, até que Yume se desloca em um piscar de olhos, ficando na frente dos seus filhotes, olhando seriamente para eles que engolem em seco, enquanto perguntava:
- Como nós procedemos ao quebrar algo de alguém?
Os filhotes se entreolham e um deles pergunta hesitante:
- Pedimos desculpa?
- Sim. Vocês todos vão pedir desculpas para a Yukiko-chan.
Os filhotes começam a acusar um ao outro, até que se calam ao ouvir um rosnado da genitora, para depois ela falar:
- Todos contribuíram para a queda do despertador. Não foi o ato de apenas um filhote.
Então, Yukiko desperta e após bocejar, cumprimenta sorrindo:
- Bom dia, Yume-san. Bom dia, gatinhos.
Eles dão bom dia e se aproximam cabisbaixos, com a meia pokémon e meia humana olhando para eles, curiosa:
- Nós pedimos desculpas pelo despertador.
- Despertador?
Ela olha para o lado e avista o mesmo quebrado no chão, sendo que fica chateada, enquanto suspirava, para depois falar sorrindo, os afagando de forma confortadora:
- Tudo bem. Acidentes acontecem. Tenho certeza que não foi intencional. Vou procurar na internet. É um despertador encontrado facilmente. Pode se reposto.
Nisso, eles ficam aliviados e sobem na cama, com ela voltando a dar carinho neles, sendo que eles observam o edredom dela se mexendo, até que surgem alguns gatinhos que eram animais que dormiam com ela, sendo que os havia encontrado na rua, decidindo trazê-los para casa para cuidar deles.
Os Meowth´s brincavam com o devido cuidado, já que eles não eram pokémon e observam eles indo na direção que tinha a caixinha de areia.
Após bocejar, ela fala:
- Imagino que o onii-chan ainda está dormindo. Confesso que eu dormi tarde, ontem.
- O Satoshi-kun não estava na cama.
- Ele saiu e nem me esperou, Yume-san? – ela pergunta chateada.
- Eu não acho que ele faria algo assim, Yukiko-chan.
A criança fica pensativa, para depois falar:
- Mas se o onii-chan não faria algo assim, onde ele está?
- Era isso o que eu estava me perguntando... Por falar nisso, você tem apenas vinte minutos para chegar até o laboratório do Doutor Ookido. Eu sinto o cheiro do Shigeru-kun. Ele deve estar chegando daqui a pouco para começar a jornada junto com vocês, já que vão viajar juntos.
Yukiko se levanta rapidamente e depois troca de roupa, para em seguida descer as escadas de dois em dois degraus.
- Essas crianças... – ela observa os seus filhos a seguindo, enquanto sorria.
Então, ela volta para o quarto de Satoshi e encontra o seu companheiro, que pergunta confuso:
- Eu vim acordar o Satoshi-kun e ele não está na cama.
- Eu também estou achando muito estranho.
Alguns minutos depois, Yukiko comia com os seus pais que mostravam preocupação com a ausência de Satoshi, sendo que os meowth´s filhotes estavam em uma mesa anexa, tomando leite, enquanto que os pais dos filhotes comiam alguns lanches que foram preparados por Hakai, sendo que depois do leite, os filhos iriam comer alguns lanches, também.
Então, Shigeru chega, sendo recebido pelos pais de Satoshi e Yukiko que o convidam para o café da manhã, com o mesmo aceitando.
Após ele tomar um lugar na mesa, ele pergunta, após olhar para os lados:
- Cadê o Satoshi-kun?
- Não sei. Segundo a Yume-san, ele não estava na cama. – Yukiko comenta chateada.
- Como assim? Nós combinamos de começar juntos a nossa jornada. Por que ele não esperou? – ele pergunta chateado.
- Eu não acho que o Satoshi faria algo assim. – Hayashi fala.
- Eu também duvido que ele faria algo assim. Inclusive, ele não tomou o café da manhã. – Hanako fala preocupada.
- Eu concordo com o Hayashi-san e com a Hanako-san. – Hakai fala.
- Eu também concordo. – Yume fala.
No íntimo, Shigeru não queria acreditar que ele faria algo assim.
Porém, era fato incontestável que Satoshi não estava em casa e que somente haveria um lugar que ele iria e que era o Laboratório do seu avô.
Então, após alguns minutos, as crianças terminam o café da manhã e se retiram, com Shigeru agradecendo pelo convite, para depois ambos saírem, enquanto que Hayashi, Hanako, Yume e Hakai se encontravam preocupados com a ausência de Satoshi.
Durante todo o caminho até o laboratório, as crianças questionavam os motivos de Satoshi ter saído antes deles, apesar de comentarem que no íntimo, sentiam que ele não faria isso, levando a questionarem aonde ele foi, com ambos decidindo que saberiam se ele foi ou não ao laboratório, assim que chegassem ao seu destino, não percebendo que eles estavam tão absortos na conversa, que acabaram andando mais devagar do que o usual, acabando por se atrasarem.
Então, quando Yukiko e Shigeru se aproximam do laboratório, eles ficam estarrecidos ao verem um garoto saindo com uma pokeball, para depois ficarem alarmados, temendo que fosse um dos pokémon que desejavam, pois haviam perdido tempo demais conversando sobre o motivo de Satoshi não esperar eles e por causa disso, estavam um pouco atrasados.
Inclusive, Shigeru nem passou no laboratório do seu avô, anexo a casa deles, para que eles começassem juntos a sua jornada.
- Qual pokémon aquele garoto escolheu? Será que foi o meu Charmander?
- Ou o meu Squirtle?
- Com certeza, o onii-chan conseguiu o Bulbassaur. – ela comenta chateada.
- Bem, um de nós ficará com o pokémon misterioso, pelo visto. – Shigeru comenta desanimado.
Então, eles entram e o PhD em pokémon, doutor Yukinari Ookido os cumprimenta, para depois levar ambos até o local onde tinha uma espécie de cesta que possuía três tapetes, sendo que cada um deles, representava o elemento do respectivo pokémon em cima desses tapetes que possuíam a forma de folha, de chama e de gota.
Eles ficaram aliviados e depois, imensamente felizes ao verem que o Charmander e o Squirtle, ainda estavam disponíveis e se dirigem até os mesmos, se apresentando, para depois segurá-los no colo, enquanto o professor estendia as respectivas pokéballs, além de receberem a pokedex e pokeballs individualizadas, já que escolheram a cor, pagando pelas cores personalizadas. As pokéball´s azuis eram de Yukiko e as de cor verde eram de Shigeru.
Então, o doutor Yukinari fala sorrindo:
- Yukiko-chan, você deu sorte com essa Charmander. Ela nasceu com o golpe Dragon Rush. Quanto a você, Shigeru, a sua Squirtle nasceu com o golpe Dragon Pulse. Vão dar nomes a elas? Ambas são fêmeas.
Yukiko fica pensativa e depois pergunta, olhando para a sua pokémon:
- O que acha de Kibaryuu-chan?
A charmander comemora e ela olha para Shigeru que fala, olhando para o seu pokémon:
- Acho que só Squirtle, está bom.
Então, ele pergunta:
- Jii-chan, qual era o pokémon misterioso?
- Que horas o Satoshi onii-chan esteve aqui? – Yukiko pergunta.
- Calma. Uma pergunta de cada vez. O Satoshi-kun não passou aqui. Foi Yashi-kun que esteve aqui antes de vocês e que pegou a bulbassaur. Quando a sua resposta, meu neto, era um Pikachu. Porém, ele tinha um grave problema de personalidade. Vou ter que enviá-lo ao criador e pedir um novo. A personalidade dele não era indicada a um treinador iniciante. Creio que o Satoshi vai ter que esperar até amanhã para ter o seu inicial, assim que eu receber um novo Pikachu. Vou ver se ele pode transferir via transferência de pokéballs, já que vamos fazer uma troca.
- Põe grave, nisso. – Charmander comenta em seu idioma.
- Com certeza. – Squirtle murmura, concordando com a sua amiga.
- Então, era um Pikachu. E como assim, o Satoshi onii-chan não passou aqui? – Yukiko pergunta curiosa.
Então, eles observam que o PhD em pokémon, doutor Yukinari Ookido se lembra de algo, exibindo uma face assustada, para depois correr até um quarto com eles o seguindo, junto dos seus pokémons, sendo que avistam uma pokeball em cima de uma mesa e percebem que o doutor havia ficado aliviado ao vê-la, até que Shigeru fala ao se aproximar da mesma:
- Ela está aberta, jii-chan.
Ele olha estarrecido para a pokéball e ao se aproximar, percebe que de fato estava aberta, fazendo ele bagunçar os cabelos em desespero:
- Como isso é possível...? O pokémon não deveria sair por si mesmo ou é uma das raras exceções que conseguem isso? Mas cadê ele?
- Doutor, há uma trinca nessa pokéball. É pequeno, mas mesmo assim dá para ver. – Yukiko fala, apontando para a trinca.
Ele olha estarrecido para o dano da pokéball, acabando por lembra-se que caiu no chão no dia anterior, se amaldiçoando por não percebido que o confinamento ficou comprometido, acabando por proporcionar a fuga do pokémon, fazendo ele ficar preocupado com o Pikachu, pois ele havia sido criado por humanos e não sabia como podia ser perigoso os outros pokémons selvagens.
Afinal, havia uma floresta não muito longe dali, famosa pela quantidade de Spearows e que era considerada uma floresta perigosa para qualquer um que não tivesse um pokémon ou para um pokémon inexperiente e doméstico, sem um treinador para orientá-lo na batalha.
Kibaryu comenta após suspirar, com ambos começando a falar em sua linguagem:
- Quem diria que ele daria tanto trabalho.
- Além de dar trabalho, é um idiota por sair assim, dessa forma. Não duvido que ele se meteu em problemas. – a Squirtle fala com os braços cruzados em frente ao casco.
- Eu também não duvido disso. Ainda mais, se ele foi para essa floresta perigosa.
- Quanto você aposta que o idiota foi para a floresta? – a Squirtle comenta, suspirando cansada.
- Por que eu vou fazer uma aposta, sabendo que vou perder? – a charmander pergunta, arqueando o cenho.
- Você tem razão. – a pokémon tipo Water concorda.
Longe dali, mais precisamente no entorno da casa, Yume havia decidido sair da residência, passando a farejar o entorno, tentando encontrar algum rastro do garoto, enquanto que os seus filhotes brincavam no jardim sobre a supervisão do genitor, já que como eram pequenos, não haviam registrado a preocupação dos adultos.
Enquanto isso, os pais de Satoshi contatavam a polícia para informar do desaparecimento do filho deles, já que nenhum dos vizinhos ou conhecidos havia visto ele, sendo que o doutor Yukinari havia confirmado aos pais, que o jovem não havia pisado em seu laboratório.
Então, embaixo da árvore que Satoshi usou para sair, ela encontra o rastro dele, passando a seguir o cheiro, decidindo passar antes no jardim, com os seus filhos correndo até ela, junto do genitor.
Yume fala seriamente, olhando para o seu companheiro:
- Eu consegui um rastro. Vou segui-lo. Vocês, meus filhos, fiquem com o pai de vocês. Hakai, eu quero que avise os pais dele. Eles se encontram preocupados com a ausência do filho.
- Mas, kaa-chan... – um deles começa a choramingar, sendo o mesmo para os outros.
- Façam o que a Kaa-chan mandou. – a persian fala em um tom que não aceitava contestação, fazendo as orelhas dos filhotes abaixarem.
Então, ela passa a seguir o rastro, se afastando da casa.
Quando Hakai entrou da casa para avisar os pais de Satoshi, seguido dos seus filhos em seu encalço, andando sobre as duas patas, Hayashi havia acabado de desligar o telefone, após comunicar o sumiço do seu filho para a autoridade policial local, quando percebe a entrada abrupta de Hakai e suas crias. Hanako também percebe e levanta da mesa, com o seu marido perguntando:
- O que houve, Hakai-san?
- É sobre o Satoshi-kun.
O casal sente o sangue gelar, sendo que Hanako desaba na cadeira, enquanto que Hayashi fica estarrecido, até que pergunta desesperado:
- O que aconteceu com ele? Onde ele está?
- Yume encontrou um rastro e está seguindo. Ela foi na direção do laboratório.
- Mas o doutor disse que ele não esteve no laboratório. – Hayashi fala confuso.
- Se ele não foi ao laboratório, por que tomou aquela direção? – Hanako pergunta preocupada.
Não muito longe dali, ao ver que o sol nasceu no horizonte, Satoshi sai do seu esconderijo com o Pikachu ferido em seus braços, julgando que era seguro, quando houve o grito de um Spearow que estava em um galho próximo dali, de tocaia, acabando por avisar aos outros onde eles estavam e em questão de minutos, ambos estão sendo perseguidos, novamente, com o jovem começando a gritar por ajuda, pois não sabia se conseguiria sair da floresta e mesmo que conseguisse sair, ele duvidava piamente que eles iriam parar de persegui-lo.
Afinal, mesmo após várias horas, ainda o perseguiam.
Longe dali, a persian se aproximou do laboratório e percebeu que o rastro do garoto continuava em outra direção e passa a seguir, passando a captar junto do cheiro dele, o cheiro de um pokémon e conforme seguia o rastro, fica alarmada ao ver que dava para a floresta que margeava a saída da cidade, famosa pela quantidade de Spearows, com todos sabendo que era perigoso atravessá-la sem ter um pokémon consigo e que um pokémon criado por humanos, não sobreviveria sem a ajuda de um treinador.
Preocupada, ela entra na floresta, procurando seguir o rastro, até que as suas orelhas mexem ao ouvir uma voz conhecida e se concentrando no som, ela capta a voz distante de Satoshi, quase como um murmúrio, percebendo que era um pedido de socorro, fazendo ela ficar alarmada.
Então, a pokémon corre velozmente na direção da origem da voz do jovem, orando para que conseguisse chegar a tempo para salvá-lo, pois havia identificado como sendo gritos de socorro, enquanto murmurava a si mesmo:
- Por favor... Que não aconteça novamente...
Nisso, começam a vir memórias amargas e igualmente tristes de seu passado, até que ela espana da sua mente essas recordações e questionamentos no quesito de que se tivesse feito diferente, o resultado poderia ser outro.
Enquanto isso, na casa de Hayashi e Hanako, ambos estavam saindo naquele instante, acompanhados por policiais que tinham Growlithe´s, Flareon´s e alguns Arcanines, que estavam seguindo o mesmo rastro que Yume seguiu, sendo que antes de chegarem ao laboratório, os pokémon haviam sentido o cheiro da Persian, com todos ficando alarmados ao verem que dava para a floresta.
Eles passam a ter receio de que o menino estivesse sendo ameaçado por Spearows, devido a agressividade natural e defesa férrea de seu território por essa espécie de pokémon, apesar de dificilmente um pokémon atacar um humano. Eram casos extremamente raros, sendo a maioria desses casos, em decorrência deles estarem protegendo algum pokémon.
Mesmo assim, sempre tinham que pensar o pior, já que eles eram muito agressivos e se provocados, por acidente, podiam ser implacáveis.
Portanto, alguns policiais liberaram os seus Jolteons com a habilidade Volt Absorb, para se juntar aos Growlithe´s, Arcanines e Flareon´s com a habilidade Flash Fire, sendo que libertavam também alguns do tipo Flying, sendo que estes possuíam golpes que podiam ser projetados em lâminas de vento cortantes, além de gerarem tornados, se fosse necessário tal poder ofensivo.
Eles também tinham pokémons tipo Grass, treinados para imobilizarem qualquer alvo usando vinhas, assim como eram capazes de liberar rapidamente o Sleep Powder e o Stun Spore, além de terem pokémon do tipo Water com a habilidade Damp e Water Absorb.
Também usavam pokémons que sabiam o movimento Protect e Reflect para proteção, além do movimento Flash para cegar temporariamente os inimigos, além de terem pokémons com a habilidade Keen Eyes.
Além disso, tinham tipo Fight, caso fosse necessário invadir um local ou caso ficassem presos, tendo a habilidade Vital Spirit, caso algum inimigo tentasse induzir sono nos policias, com esses pokémon sendo treinados para agirem sozinhos em determinadas situações.
Eles também usavam pokémons com a habilidade Natural Cure e movimentos como o Heal Pulse, Aromatherapy e Floral Healing, que afetava humanos além de pokémon, sendo excelente para tratar ferimentos leves a moderados nos policiais, restaurar a energia dos pokémon, além de curarem status alterados. Eram usados exclusivamente no suporte e tratamento.
A polícia também trabalhava com o tipo Ghost para atravessar paredes a fim de se infiltrarem e tipos Psychic para levitar objetos ou pessoas, além de impedir que artefatos perigosos atingissem os policiais, sendo que eles recebiam treinamento ao ponto de suas barreiras psíquicas aguentarem armas de vários calibres. Claro que não bloqueavam armamentos pesados, apenas os abaixo deles, mas podiam usar seus poderes para levitar armamentos pesados ou força-los a errarem o alvo, além de poderem usar Hipnose.
Havia pokémons que podiam usar Sing para nocautear bandidos, caso estes estivessem escondidos.
Rapidamente, os policiais chamam o reforço aéreo composto de helicóptero com escoltas de pokémon tipo Flying, com alguns policiais montados em Pidgeottos também, já que a floresta era particularmente densa.
Os pais se abraçavam desesperados, enquanto os policias formavam uma força tarefa para adentrar na mata, auxiliados pelos seus parceiros pokémon, enquanto que o auxílio pelo ar, ainda não havia chegado, embora houvesse urgência no pedido, já que envolvia o desaparecimento de uma criança que podia estar em perigo mortal.
Longe dali, Satoshi continuava correndo, sendo que Pikachu chorava emocionado ao ver que ele não desistiu de salvá-lo.
Então, em um determinado momento, ele acaba caindo no chão, novamente, enquanto arfava, sorvendo grandes goles de ar, sentindo o clamor de seus músculos por descanso, além de sentir os seus músculos doloridos, com o adicional da dor dos ferimentos causados pelos bicos e garras afiadas deles.
O Pikachu cai próximo dele, com o pokémon vendo que o garoto se preocupava com ele, se arrastando até onde estava, para depois ergue-se lentamente, olhando para o grupo de Spearows que os observava, sendo que parecia um enxame.
Satoshi abraça fortemente o Pikachu e fala, chorando:
- Eu não pude salvá-lo... eu...
Pikachu ergue fracamente o focinho e lambe o rosto dele como se o confortasse e dissesse que estava tudo bem, com a criança chorando, enquanto o abraçava.
Então, de repente, o menino e o Pikachu avistam um vulto saltando por cima deles, para ficar na frente de ambos, com eles percebendo que era uma Persian que rosnava irada para os Spearows, com a sua cauda balançando perigosamente, enquanto exibia uma postura ofensiva. Os rosnados eram ensurdecedores, evidenciando a forte ira que a tomava naquele instante.
Satoshi murmura surpreso:
- Yume-san?
Ela vira levemente a cabeça e acena, sorrindo de forma confortadora, vendo Satoshi olhar esperançoso para ela, exibindo alívio em seu rosto com a pokémon sentindo o coração apertar ao ver os ferimentos da criança, para depois, a persian voltar a olhar com o mais puro ódio nos olhos para o grupo de Spearows, enquanto concentrava os seus poderes, para depois exclamar com cada palavra imersa na mais pura ira, esperando que conseguisse usar uma técnica que não usava há anos:
- Venham me enfrentar, seus desgraçados! Vão pagar caro por ferirem o Satoshi-kun! Vão se arrepender do dia em que nasceram bastardos!
Dentre o bando, o líder exclama, sendo um pouco maior que os demais:
- Não temam e avancem! É apenas um pokémon! Nós estamos em maior número! Vamos atacar!
Então, eles avançam frente a ordem do seu líder que atacava junto deles, sendo que ela viu quem era o líder, enquanto que Satoshi exclamava desesperado:
- Yume-san, cuidado! Eles são muitos!
Ela fala sem olhar para a criança e o Pikachu nos braços do garoto, sendo que já imaginava o motivo dele estar naquela floresta, decidindo que teria uma conversa com aquele Pikachu depois, pois tinha a nítida impressão de que o roedor elétrico também era o culpado indireto pelos ferimentos da criança:
- Acredite. Eles vão se arrepender amargamente de se aproximarem de mim, dessa forma. – ela fala com um sorriso maligno – Vou mostrar a esses desgraçados a diferença de um pokémon treinado por humanos de um reles pokémon selvagem, mesmo que seja um bando.
