Notas do Autor
O Spearow fica...
A companheira do Spearow...
Serena consegue...
Capítulo 33 - Serena e Fennekin
O Spearow olha para ele, com Pikachu ficando surpreso ao vê-lo vulnerável por mais estranho que fosse tão pensamento, sendo que tal vulnerabilidade havia durado apenas alguns segundos, para depois ele recuperar a usual postura arrogante e igualmente agressiva, falando:
- Apenas estou com saudades de voar livremente pelo céu.
Ele esconde habilmente o alívio que sente ao ver que o roedor elétrico acreditou na sua desculpa ao falar:
- Bem, é melhor ir se acostumando. Mas acredito que o nosso mestre deixará você fora da pokéball muitas vezes para relaxar. Não o vejo como um humano que vai liberar os seus pokémons apenas para batalhar e treinar, não permitindo que fiquem fora da pokéball para relaxar entre as batalhas e treinos, como é com a maioria. Portanto, terá a sua chance de esticar as asas para lazer e não somente para as batalhas ou treinos. Acho que será o mesmo com os pokémons dos outros, assim como, com os que ele futuramente irá capturar.
Pikachu fala, para depois ver que eles assistiam animadamente o canal que transmitia batalhas direto, de vários lugares o tempo todo, ao vivo ou gravado, com muitos tendo narradores que eram profissionais que analisavam as batalhas dando o seu parecer, sendo que Yukinari, muitas vezes era chamado para comentar as batalhas mais importantes.
Spearow suspira aliviado, escondido do Pikachu, dedicando-se a olhar pela janela, temendo que a sua companheira resolvesse vingá-lo, orando para que ela não buscasse vingança.
O motivo dele, mentir, foi para proteger a sua família dos humanos ao não revelar que tinha uma companheira e crias.
Afinal, ele temia que houvesse retaliação contra a sua família, pois por mais que o garoto que o capturou tenha demonstrado que não nutria qualquer raiva dele e que não obstante, cuidou dele, ainda havia o receio de que ele não poderia ter a mesma indulgência com a sua família. Ele não tinha a absoluta certeza de que o garoto não faria nada contra a sua amada companheira e crias. Crias essas que ele já amava, mesmo sem conhecê-los, pois os amou desde que viu os ovos pela primeira vez.
Na verdade, conforme refletia sobre os atos do humano, ele não sabia o que pensar do menino que agia de forma estranha com aquele que o feriu, mesmo que sejam ferimentos infligidos por ele ter protegido o Pikachu e na dúvida, preferia continuar protegendo a sua família, ficando exasperado pelo fato de que a sua proteção estava demasiadamente restrita e limitada por causa do objeto redondo.
Além disso, havia outros humanos e pokémons, sendo que estes sim o preocupavam ainda mais, como a estranha humana de cabelos alvos, os pais do menino ou então aquela Persian, com todos eles podendo querer revidar em sua família, já que ele havia ferido o humano por ele ter protegido o roedor elétrico.
Afinal, em relação aos humanos, todo o cuidado era pouco.
Ademais, ele podia estar capturado, se tornando um pokémon doméstico com a pokéball o subjugando ao garoto, pois sentia a influência da mesma, prendendo-o ao humano, assim como o forçava a obedecer as suas ordens. Mas capturado ou não, ainda era pai e como pai e esposo era seu dever proteger a sua família, lutando para resistir a qualquer ordem que dessem contra a sua amada companheira e crias, enquanto orava a Arceus para que a sua companheira não deixasse seu temperamento agressivo vir a tona para liderar o bando em busca de vingança, em vez de se dedicar aos filhotes de ambos.
Porém, as suas preces não pareciam ter sido ouvidas, pois há alguns quilômetros dali, a sua companheira estava no seu ninho, aquecendo os ovos, quando o bando de Spearow´s, ainda sentindo os danos do golpe se aproximam dela, com um deles voando até a mesma que exibia preocupação em seu semblante, perguntando:
- O que aconteceu? Cadê o meu companheiro?
O Spearow suspira e fala cabisbaixo:
- Surgiu uma pokémon doméstica, uma Persian, senão me engano e usou dois golpes misturados contra nós, gerando várias estrelas que continham eletricidade. Sofremos escoriações e formos eletrocutados ao mesmo tempo. O nosso líder ainda se levantou para atacar, mas ela o atacou, deixando-o inconsciente, para depois leva-lo em sua cauda.
- Ele foi devorado?! – ela exclama a beira das lágrimas.
Outro Spearow se aproxima e fala:
- Eu me recuperei antes dos outros e mesmo debilitado pelos danos a segui, ficando nos limites da floresta e pude ver que ele estava vivo, mas muito machucado. Para ver melhor o que acontecia, eu me afastei um pouco da floresta e como estava muito fraco, só podia ficar de pé em um galho, escondido, sendo que tive de voar para longe dali, quando vi a família dela. Depois de horas observando, sem poder me aproximar do nosso líder, eu vi aquela pokémon levando ele até o humano que defendeu o roedor elétrico de nós e que o confinou naquelas coisas estranhas que usam para nos capturar.
A Spearow estava chocada, digerindo o que ouviu, enquanto chorava, olhando para os seus ovos, até que, após alguns minutos, seca as suas lágrimas e fala com um olhar decidido, conforme se erguia do ninho, com o bando ficando animado ao ver que ela assumiria a liderança na ausência dele.
Inflando o peito, ganhando uma pose altiva, ela exclama ao bando:
- Devemos resgatar o nosso estimado líder, que também é o meu amado companheiro! Não podemos deixar esse ato passar batido! Usaremos a força do nosso bando! Unidos, somos poderosos!
Os Spearows comemoram e ela ordena como um general ordenando a um exército, usando a sua liderança nata:
- Se espalhem e fiquem de prontidão! Assim que vocês verem esse humano, comuniquem aos outros e não tentem ataca-lo. Precisamos do bando inteiro! Com certeza, vamos conseguir resgatar o nosso líder!
Eles acenam, sentindo-se animados pela postura de liderança da mesma, voando dali, prontamente, sendo que ela olha para os seus ovos que estavam aquecidos pelas suas penas, sentindo que em breve eles nasceriam com ela falando para eles, enquanto sorria maternalmente:
- Não se preocupem. Kaa-chan vai resgatar o tou-chan de vocês. Um dos Spearows viu ao longe ele ser capturado por esse rapaz. Se conseguirmos roubar aquele objeto estranho, basta quebra-la para libertamos ele. Nos sempre amamos vocês e sempre vamos amá-los.
Então, ela afaga maternalmente cada um dos ovos, sendo que depois os ajeita com o bico, voltando a aquecê-los.
Longe dali, quando Yume entra na casa dos pais de Satoshi e Yukiko, o companheiro dela fala:
- Você foi incrível meu amor.
- Kaa-chan foi incrível! – os filhotes exclamavam fascinados.
Ela se vira e fala friamente ao Meowth:
- Não adianta me elogiar. Vai dormir um mês no canto da sala. Ou por acaso, acha que eu me esqueci da autorização que você deu aos nossos filhotes hoje de manhã?
Hakai desmaia no chão, caindo de costas, sendo que os filhotes não entendem o motivo do pai deles chorar "lágrimas de anime", para depois Yume mandar os seus filhos tomarem banho para poderem comer.
Há centenas de quilômetros dali, na região de Kalos, mais precisamente no laboratório do Hakase Pokémon da região, o doutor Scarmory, uma jovem chamada Serena, filha de um General da Polícia Internacional, que em breve seria elevado a patente de Marechal e de uma Corredora de Ryhorn profissional, entrava determinada no laboratório do PhD em Pokémon da sua região.
O pai apoiava o sonho da filha de ser uma Performer Pokémon profissional e futura Rainha de Kalos quando ela confiou o seu sonho a ele, com o mesmo mostrando que a apoiava, falando que sempre a apoiaria. Quanto a mãe dela, não confiou os seus sonhos para ela, pois Grace nutria o desejo da filha seguir os seus passos e que por isso, a treinava desde pequena a montar Ryhorns e inclusive Skiddo´s. A jovem sentia que ainda não estava pronta para revelar a sua mãe de que não seguiria a sua carreira e sim, o seu próprio sonho que era ser uma Performe Pokémon e futura Rainha de Kalos.
Serena não sabia que senão fosse a interferência de pokémons selvagens naquele naufrágio do navio que o seu genitor estava há quase dez anos atrás, ele teria morrido afogado. Graças a um evento inesperado, ele sobreviveu.
Inclusive, como ele estava vivo, seus pais tiveram mais um filho, dando o nome de Calem. Por isso, nessa linha do tempo, ele existia.
Então, o doutor Scarmory surge e conduz a jovem até onde se encontrava os três iniciais daquela região para que ela escolhesse o seu primeiro parceiro, sendo que entrega a pokedex, falando:
- Pode scanear os dados deles para ajudar a escolher um, caso esteja indecisa.
- Muito obrigada, Hakase Pokémon. Mas eu já sei qual o inicial que eu vou escolher como parceiro.
- Interessante. O normal é os treinadores iniciantes ficarem incertos no momento de escolher.
Nisso, ela vai até Fennekin que olhava ansiosa para ela com Serena dobrando os joelhos, enquanto sorria, se apresentando:
- Fennekin, eu me chamo Serena. Prazer em conhecê-la.
A pokémon ficou surpresa pela humana tê-la escolhido e pela forma como a tratou, fazendo-a sorrir, para depois exclamar animada:
- Fokko!
O doutor entrega a pokéball da Fennekin, assim como pokéballs, enquanto Serena a segurava no colo.
Então, ele fala:
- Ela é fêmea e nasceu com o golpe Heat Wave.
Ela consulta a pokedex e fica surpresa com o golpe, com ele falando:
- Nós fazemos isso há alguns anos. Encomendamos pokémons com um golpe de nascença poderoso para ajudar os treinadores iniciantes.
Após se despedir, agradecendo pela pokedex, pokeballs e pela Fennekin, ela sai junto da pokémon, não sabendo que na linha do tempo original, essa Fennekin foi a sua parceira e que nasceu com esse golpe, pois teve um pai diferente da linha do tempo original.
Serena não percebeu que na sombra de uma grande árvore, um Froakie que sempre abandonava os seus treinadores, pois nenhum deles passava em seu julgamento particular, via ela e a pokémon. No caso, seus olhos observavam a Fennekin, passando a exibir tristeza ao ver que ela se afastava, sabendo que a pokémon tipo Fire, nunca soube que ele a amava, pois sabia que ela seria escolhida algum dia e não queria vê-la triste. Inclusive, por isso, limitava a observá-la ao longe, escondido nas sombras de um galho, sem nunca se revelar.
Derrubando uma lágrima, ele murmura:
- Adeus, Fennekin.
Sem saber que teve um admirador secreto e que este nutria um grande amor por ela, a pokémon tipo Fire havia descido do colo de sua mestra, passando a andar ao lado da jovem que pergunta animada:
- Está ansiosa pela jornada?
A raposa pokémon mexe as orelhinhas e a cauda com felicidade, com ela notando que conforme se animava, dava alguns passes leves, como se estivesse dançando e pergunta:
- Gostaria de participar do Try Pokkaron comigo no futuro? No caso, se apresentando para várias pessoas e pokémons em um palco?
A pokémon consente e abana a cauda, quando Serena mostra um vídeo de uma Performance, vendo a sua amiga ficar animada.
- Já tenho o primeiro. Vamos conseguir mais amigos para se juntar a nós! – ela exclama animada – E depois, quero ir a Kantou, para me juntar ao Satoshi-kun, Yukiko-chan e Shigeru-kun.
A pokémon fica animada e segue a jovem que partia determinada a encontrar os chamados talentos natos na natureza, que eram verdadeiros diamantes brutos com amor pela apresentação e dança.
Então, ela fala:
- Teremos que batalhar, pois tem alguns golpes que seria interessante você ter e que somente podemos acessar se você conseguir determinados níveis. Tudo bem, se nós precisamos batalhar?
A pokémon consente, abanando a cauda, com Serena a pegando no colo, após guardar a espécie de estojo que tinha um mapa embutido da região.
Há centenas de quilômetros dali, algumas horas depois, em Kantou (Kanto), mais precisamente em Masara Town, de volta a sua casa, Satoshi e Yukiko estavam sentados na mesa com os seus pokémons ao seu lado, jantando.
Já, o Spearow, estava em uma espécie de poleiro improvisado montado por Satoshi que deu comida para ele que comia animadamente, aprovando o sabor da ração pokémon que era muito melhor de qualquer presa que ele abateu no passado. Além disso, o jovem entregou ao pokémon tipo Flying, um pouco de comida humana e uma sobremesa, que o Spearow adorou.
Yume e os outros não ficaram surpresos com Satoshi não mostrar raiva para o Spearow, o tratando super bem, apesar do olhar enviesado que o pokémon dava ao jovem que preferia ignorar, enquanto que o Spearow preferia olhar para o lado ao ver a face de aviso de Yume que mostrava as suas presas.
O filho deles mostrava o mesmo comportamento com o Pikachu, inclusive afagando o mesmo que curtia o carinho, enquanto que o roedor elétrico preferia olhar para o seu pote de comida e não para a Persian, desejando arduamente que o seu mestre e os outros, partissem o quanto antes, para manter uma boa distância dela.
Os pais de Satoshi, apesar de terem sentido raiva do Spearow, pelo que ele e o seu bando fez ao seu filho, assim como sentiam raiva do Pikachu, cujos atos acabaram provocando a fúria de um bando, decidiram relevar, pois se aquele que sentiu as dores dos ferimentos e que se machucou não destratava o Spearow e nem o Pikachu, eles deveriam, pelo menos, mostrar tolerância com a presença deles.
Claro, nunca aprovariam o Spearow ou o Pikachu, mas não iriam despejar a raiva que sentiam neles, se o próprio filho não fazia isso.
Após a refeição, com o Spearow tendo enfiado a sua cabeça em uma das asas para cochilar, a família de Hakai comia em uma mesa próxima dos pais de Satoshi e das crianças, já que a mesa não dava para todos e olha para o garoto quando ele comenta com Pikachu ao seu lado, comendo:
- A Yume-san foi incrível!
- Verdade, filho. – Hanako concorda, sorrindo.
- Põe incrível nisso. - Hayashi comenta com aprovação.
- Por falar nisso, não sabemos quase nada do passado da Yume-san. – Yukiko comenta com a sua Charmander ao seu lado, olhando para a Persian – Você tem um passado triste? Pergunto isso, porque você nunca contou para nós e tou-chan disse que um amigo dele a entregou para ele. Só sabemos que você já participou de Contests, por causa do incidente com os Spearows.
