Notas do Autor
Satoshi e Yukiko ficam surpresos ao receberem...
Eles conversam e dentre os assuntos, Shigeru comenta...
Pikachu decide...
Capítulo 36 - O passado de Pikachu
Então, ele estende uma esfera amarela com um desenho no centro, falando:
– É uma lightball para você equipar nele. Este é para você.
Yukiko pega a esfera, sendo que o seu irmão já havia pegado a outra.
- Lightball? – Pikachu olha curiosamente para o objeto, perguntando em sua língua.
O Spearow que estava no outro ombro do jovem treinador, olhava de forma curiosa o item.
- Que legal! Veja Pikachu! – ele pega o item e mostra ao seu amigo no ombro – Com esse item, o seu ataque e ataque especial serão dobrados. Só pode ser usado por um Pikachu.
Pikachu fica animado com Satoshi falando:
- Você precisa segurar o item. Vou chama-lo para a pokeball para equipar em você, via pokedex e aí, ficará fora da pokeball de novo. Para isso, você terá que autorizar e aceitar a pokeball. O que acha? Aceita? Sei que odeia ser confinado. Mas será por apenas alguns segundos. Eu prometo.
Pikachu olha surpreso para o seu mestre que via como amigo, pois, estava pedindo a autorização dele, sabendo que ele detestava ficar confinado.
Após a surpresa, ele sorri e acena afirmativamente, pegando a esfera com as suas patas.
Já, o Spearow, ainda estava surpreso pelo humano pedir autorização a um pokémon para fazer algo que o mesmo detestava em vez de simplesmente mandar, como seria o esperado.
Afinal, o tipo Flying sabia que assim como ele, o Pikachu também estava sobre a ameaça da Persian super protetora.
Portanto, o roedor elétrico não poderia negar uma ordem de Satoshi, pois teve que negociar com Yume, assim como ele foi obrigado a fazer. De fato, o Spearow achava o garoto demasiadamente peculiar.
Satoshi pega a pokeball dele com um símbolo de relâmpago e fala:
- Volte Pikachu.
O pokémon entra na pokeball e pegando a sua pokedex, o garoto entra na função de adicionar item, pois como o pokémon ficava na forma de uma energia plasmada na pokeball, o item também era transformado junto com o pokémon, sendo feita a fusão através da parte de assimilação da pokédex para poder equipar o item ao mesmo, desde que fosse um item compatível a um pokémon ou alguma berry. Se tentassem adicionar um bolinho ou algo assim, seria impossível, pois este objeto não iria possuir uma "assinatura de energia", por assim dizer, reconhecida pela pokédex e pokéball. Claro, um bolinho poderia ser capturado por acidente. Mas fundir ao pokémon, não.
Portanto, mesmo que alguém capturasse um pokémon que estava comendo algo, quando o tirassem da pokéball, ele sairia junto com o que estava comendo.
Após ser finalizada a operação com o símbolo de ok aparecendo na tela, ele fala, esticando a pokeball:
- Saia, Pikachu!
A pokeball abre com pequenos relâmpagos, já que era especial, revelando o Pikachu que se sentia mais forte, ficando fascinado com o aumento de poder, enquanto que Satoshi apertava o botão da pokéball, a deixando pequena, para depois guarda-la em seu cinto.
- O que achou?
Sorrindo, Pikachu volta a ficar no ombro dele e fala em sua língua com Yukiko traduzindo:
- Ele disse que está animado, pois sentiu um aumento no seu poder.
O Pikachu pensa consigo mesmo, estarrecido:
"Como ela sabia o que eu falei? Além disso, sinto que ela não é um humano comum, assim como sinto que o meu mestre... Não, amigo, ele pediu para vê-lo como amigo, é diferente, de certa forma. Além disso, sinto que ele também tem um estranho poder."
Surpreso, fala em seu idioma, sendo que o Spearow se encontrava surpreso, também, assim como a Charmander e o Squirtle:
- Como você sabe o que eu falo?
- Simples. Eu entendo a linguagem pokémon.
- Ela é assim desde que aprendeu a falar. Ela sempre compreendeu o que os pokémons falavam. Gostaria de aprender a falar, amigo?
Pikachu olha surpreso para ele que fala:
- Hakai ensinou a sua companheira e filhos a linguagem humana, assim como ajudou inúmeros pokémons em Centros Pokémons à distância, além de pesquisadores, sendo que tem uma espécie de escola anexa a nossa casa, além de ter aulas gravadas que dá a distância pela internet. Muitas pessoas usam o sistema de aula, para que os seus pokémons aprendam a linguagem humana. Nos podemos acessar as aulas que temos arquivados nesse tablete especial. Quando acamparmos, você pode assistir às aulas. O que acha? Eu também vou perguntar aos meus futuros amigos, se eles querem aprender a linguagem humana.
"É estranho um pokémon falar a linguagem humana, mas eu gostaria de poder conversar com ele. Seria legal se nós pudéssemos conversar – o Pikachu pensa consigo mesmo – Talvez, se eu conseguisse falar a linguagem humana na época, eu poderia ter conseguido..."
Então, ele dispersa essa linha de pensamento, já que aquilo pertencia ao passado. Um passado que ele não desejava lembrar.
- Pikapi! – ele exclama animado.
- Creio que não preciso traduzir. – Yukiko fala sorrindo.
- Com certeza. Está animado para aprender, né? Hoje a noite, você já começa com as aulas. Vou ver se os outros amigos que fizermos, vão ter interesse em aprender a falar a linguagem humana.
Então, ele olha para o Spearow e pergunta:
- Quer aprender a falar, amigo?
O tipo Flying fica surpreso por se referir a ele como amigo, para depois virar o bico em clara indignação da sugestão de serem amigos, sendo que fala em seguida, após ficar pensativo:
- Seria interessante...
Yukiko traduz o que ele fala e Satoshi sorri, falando:
- Então, está combinado. À noite, quando acampamos, vocês vão assistir as aulas do Hakai-san.
Yukiko pega um dos itens dados pelos seus pais, sendo que era algo que lembrava uma pequena lenha queimada.
Ela fala, enquanto esticava o item para a sua amiga pegar:
- Kibaryuu-chan, segure isso. Esse item vai aumentar o poder dos seus ataques de fogo.
Yukiko estende um Charcoal com a Charmander pegando, para depois ser chamada para a pokéball.
Yukiko equipa o item através da pokedex e depois de confirmada a assimilação, ela libera a pokémon tipo Fire, que fica empolgada ao sentir que o poder do seu fogo estava mais forte.
- Esse item aumentará em vinte por cento, o poder dos seus ataques de fogo.
- Incrível! – a charmander exclama animada, sentindo que as suas chamas estavam mais poderosas.
- Eu vou equipar esse objeto em você. - Shigeru fala, colocando uma espécie de colar no pescoço do seu pokémon, sendo que tinha um pingente em forma de gota – Esse item vai aumentar o poder dos seus ataques de água.
Então, ele chama o tipo Water para a pokéball para equipar o item e após fazer o procedimento via pokédex, equipando o item nele, Shigeru pega a pokéball e libera o seu pokémon, com o Squirtle ficando animado ao sentir o aumento do poder de suas técnicas de água.
- É um Mystic Water. Vai aumentar o poder das suas técnicas de água em vinte por cento.
- Isso é maravilhoso! – O Squirtle exclama, sentindo o seu poder aumentando.
- Kibaryuu-chan, o que acha de aprender a falar? Pode assistir às aulas com o Pikachu e os outros.
A tipo Fire fica pensativa até que sorri, aceitando.
- E aí, Squirtle? O que acha? Gostaria de aprender a falar?
O pokémon tartaruga abana a cauda e exclama animado:
- Sim!
- Ótimo! À noite, vão todos aprender.
Então, eles voltam a caminhar, sendo que ao chegarem próximo dos limites da cidade com a floresta na frente deles, Satoshi pega a pokéball e aponta para o Spearow, falando:
- Você terá que entrar na pokéball. Lamento.
O Spearow fica surpreso ao ver que de fato, o garoto não gostava da ideia de confina-lo, para depois se refazer, suspirando, decidindo prestar atenção em tudo a sua volta, caso ele reconhecesse a voz de sua companheira.
O pokémon tipo Flying entra na pokéball com Satoshi olhando a mesma, suspirando, para em seguida guardar o dispositivo em seu cinto.
Longe dali, um Spearow observava atentamente o grupo, mais especificamente o garoto, sendo que viu ao longe o seu líder entrando na pokéball.
Então, ele se afasta dali para comunicar aos outros que o jovem estava entrando na floresta.
Após alguns minutos, Yukiko comenta animada, sendo que eles haviam acabado de entrar na floresta:
- É tão bom termos as nossas licenças! Os cursos eram maçantes. Podiam ter colocado professores que tornassem as aulas menos chatas. – Satoshi comenta.
- Nem me fale! Lembram-se daquele professor que tinha aquela feição séria e era intransigente? Como se chamava? - Shigeru pergunta pensativo.
Os demais ficam pensativos, também, para depois Satoshi falar:
- Fala do senhor Mori?
- Isso! Se as aulas dos cursos eram maçantes, as dele eram as mais aborrecedoras.
- Mais do que a senhora Hanami? – Yukiko pergunta – Não acho.
- Eu acredito que seria uma disputa ferrenha entre ambos no quesito de ser mais enfadonho. – Satoshi comenta.
- Verdade. Uns eram mais, outros menos e esses dois se destacaram. – Shigeru fala.
- Até parece que eles apreciavam nos torturar. – Yukiko murmura, suspirando.
- Eu acho que era isso. Eles amavam nos torturar. – Satoshi comenta desanimado.
- Também concordo com você. Eu podia jurar que eles sorriam ao ver o nosso desânimo. – Shigeru comenta.
- Não duvido disso, amigo. – Satoshi fala suspirando.
De fato, para retirar a Licença Pokémon, havia cursos que eram obrigatórios para todas as pessoas que lidariam com pokémons, fosse para criação, batalha, apresentação, trabalho ou companhia, sendo que esse último tinha um curso adicional para que evitassem expor pokémons a algum perigo, já que estes, normalmente, não tinham qualquer treino por serem de companhia. Somente após cumprirem todos os cursos, podiam ter a tão almejada Licença Pokémon, redirecionando-a para o que desejavam fazer.
Então, após alguns minutos, Shigeru comenta:
- Um Pikachu nasce como Pichu e evoluiu para um Pikachu através do amor. Falo isso, pois o ojii-san recebeu um Pikachu e não um Pichu. Com certeza, alguém o fez evoluir por amor.
Yukiko e Satoshi olham surpresos para Shigeru, para depois os três verem Pikachu ficar triste, sendo que Satoshi pergunta:
- Aconteceu algo, amigo? Afinal, com certeza você nasceu Pichu e deve ter recebido muito amor para evoluir.
Pikachu suspira e conta sobre a sua vida, com Yukiko traduzindo o que ele falava:
- O meu criador era casado e tinha uma filha chamada Kaoru. Assim que eu nasci, ela me escolheu para ficar junto dela. Na volta das aulas, ela sempre ficava comigo. A gente brincava e comia doces. Ela também dava ração para mim e eu dormia com ela. Inclusive, quando ela ficava triste, eu a consolava e graças a Kaoru, ganhei apreço pelo sabor do Ketchup. Quando via os pais dela brigando, eu pulava no colo dela para confortá-la, pois ela ficava triste ao ouvir as discussões. O local em que eu fui criado era agradável. De todos os Pichu´s, ela havia se simpatizado comigo, embora desse carinho para os outros. Mas eu era o preferido. Um dia, o pai dela apareceu com uma pokéball com um símbolo de relâmpago, dizendo que era especial e falou que para eu acompanha-la para fora da área de criação de Pichus, precisaria ter uma pokéball, sendo que ele prometeu que iria guardar a minha pokéball até a filha dele ter a idade mínima para ter uma licença pokémon. Eu aceitei na hora, sendo que não me incomodou a subjugação e influência da pokéball, pois queria ficar para sempre com a Kaoru. Nós passamos a passear, sendo que eu esperava pacientemente por ela dentro da mochila dela, enquanto ela estava na sala de aula, com ela me segurando no colo, quando eu não ficava no ombro dela – ele fala com um olhar carinhoso, conforme se recordava do passado.
- Foi por ela que você evoluiu para Pikachu, né? – Satoshi pergunta.
- Sim. Um dia, conforme brincávamos no parque, apareceram umas crianças maiores e que eram nitidamente valentões que exigiam que nós desocupássemos o local, sendo que ela estava compartilhando um salgadinho sabor Ketchup comigo. Eu fiquei na frente dela e faisquei as minhas bochechas, indicando que não ficaria em silêncio, enquanto tentavam expulsá-la. Eles riram me chamando de bebê e depois a desafiaram para uma batalha. Se ela vencesse, eles iriam embora. Se ela perdesse, nunca mais voltaria para aquele local. Eu fiquei revoltado, sendo que ela me segurou no colo e ficou incerta sobre aceitar a batalha, até que viu meu olhar determinado e concordou. Eu fiquei na frente dela, pronto para uma batalha e um deles tinha uma pokéball, aparecendo um Elekid da mesma.
Os três se entreolham, pois sabiam que um Pichu não teria velocidade para combater a de um Elekid e como se lesse os pensamentos deles, o rato elétrico fala:
- Ela ordenou o Thunder Shock. Menosprezando as minhas habilidades, o treinador do Elekid ordenou que ele recebesse o golpe com o mesmo exibindo apenas um desconforto. Depois, ele disse que era um golpe ridículo, digno de um bebê pokémon e que ia mostrar o que era um golpe de verdade. Então, ele ordenou que o pokémon dele me atacasse. É desnecessário dizer que levei um golpe que me atirou para trás. Eu não consegui ver o movimento dele. Kaoru ficou desesperada para se lembrar de outro golpe que eu possuía ao ver que o Thunder Shock não era efetivo contra o Elekid. Então, sobre ordens do seu treinador, o Elekid usou Thunderbolt contra mim. Porém, não aconteceu nada, além de eu sentir um aumento do meu poder. Ele ficou confuso e ordenou novamente o ataque. Além de não sentir qualquer dano, eu percebi que o meu poder aumentou. Novamente, ele ordenou o mesmo golpe pela terceira vez, ficando frustrado ao ver que eu não sofri danos, enquanto sentia o meu poder aumentando, de novo. Nesse interim, ela se lembrou de um ataque, o Volt Trackle e eu sabia como usá-lo com ela ordenando o ataque. Concentrando eletricidade no meu corpo, avancei contra ele que foi atirado para trás. Eu estava irado. Portanto, enquanto eu gerenciava a dor que senti pelo ricochete do golpe que executei, eu concentrei eletricidade em minha cauda e dei uma caudada certeira na cabeça dele, fazendo ele ficar inconsciente. Kaoru comemorou, me abraçando e a partir desse dia, ela passou a defender as crianças do parque com nos dois batalhando contra os valentões. Kaoru passou a estudar sobre as batalhas pokémons e sobre os meus golpes, assim como habilidade, a Lightning Rod. Ela não gostou do Volt Trackle, pois eu recebida dano e ela não queria que eu me machucasse executando um golpe, já que tinha o Thunder Punch. O Nasty Plot que aprendi, após ter ganhado várias batalhas, substituiu o Volt Trackle. Nós estávamos tão felizes. – ele comenta sorrindo até que a face dele fica triste, exibindo um olhar de dor, sendo visível para todos – Pelo menos, até aquele dia fatídico.
Então, Satoshi pergunta com visível preocupação em seus olhos:
- O que aconteceu?
