Notas do Autor
A mãe Spearow suspira ao...
Os filhotes nascem e Satoshi...
As crianças planejam...
Satoshi avista um...
Yo!
Uma nota sobre o capítulo anterior.
Os Spearows que participaram da ofensiva eram todos solteiros e sem ovos ou filhotes. Os que tinham ovos ou filhotes não podiam participar, pois ela sabia que havia chances de haver perdas e não queria que as famílias fossem destroçadas. Ela teve um pai capturado e sabe a sensação da perda. Por isso, que somente os solteiros e sem crias, participaram.
Portanto, nenhuma família foi desfeita. Os pais estão com as suas companheiras e crias.
Tenham uma boa leitura
Capítulo 42 - Resignação
Ela tenta argumentar, mas se cala, pois o que o seu companheiro disse era verdade. Se ela tivesse parado para pensar em suas crias, não teria liderado o ataque ou então, teria fugido ao ficar mais atrás do grupo, voltando para os seus filhotes. Mas por amá-lo demais e por não aceitar o fato dos filhotes crescerem sem o pai, já que ela cresceu sem o seu pai que foi capturado por um humano, sentindo a falta dele em sua vida, uma vez que se lembrava dele, ela decidiu liderar o bando, acabando por ser capturada e por causa da fama deles, os humanos não queriam libertar um deles.
O seu único conforto era saber que as outras famílias estavam unidas, pois somente participaram da ofensiva, aqueles que eram solteiros e que não tinham filhotes ou ovos. Os que possuíam filhotes ou ovos foram proibidos de participarem por sempre haver riscos. Ela não queria que outros filhotes sofressem o que ela sofreu. Por isso, que os casais estavam salvos e juntos, cuidando dos seus filhotes ou ovos. Somente os solteiros e sem cria foram capturados.
Suspirando deprimida, ela desfaz o abraço nos ovos e passa a ficar cabisbaixa, digerindo as amargas, porém, contundentes palavras de seu companheiro. De fato, não havia uma escolha real, se desejavam manter os seus filhotes vivos.
Ela ouve um som e sente algo em suas penas, sendo que depois, percebe que os seus ferimentos curaram e a dor passou, assim como a paralisia.
Ao erguer a cabeça, viu dois recipientes nas mãos do humano que a capturou, com ele falando ao ver a face confusa dela que analisava o seu corpo e abria as suas asas, demonstrando surpresa em seus olhos:
- Eu usei um Super Potion para curar os danos dos golpes e para cessar a dor, assim como usei um Parlyz Heal, para curar a sua paralisia. Você está bem melhor, né? – ele pergunta sorrindo.
Ela fica surpresa, para depois virar o focinho, não desejando agradecer ao humano por ter feito passar a dor e a paralisia, com Satoshi comentando, enquanto coçava o queixo com o dedo:
- É tão orgulhosa quanto o seu companheiro. Ele fez a mesma coisa quando o curei. Não se preocupe que eu vou cuidar de todos vocês e vou garantir que nunca sejam separados. Somente vou precisar treinar o seu companheiro e batalhar com ele, daqui a algum tempo, quando os filhos de vocês, crescerem. Os filhotes precisam de ambos os pais e vice-versa. Pense no fato de que se fossem selvagens, corriam o risco de serem capturados, inclusive separadamente e os seus filhotes ficariam sem ninguém para cuidar deles. Vocês poderiam ser capturados quando fossem buscar alimentos, por exemplo. Comigo, vocês vão ficar para sempre juntos. Eu prometo.
Mesmo assim, ela não consegue confiar nele e continua com o focinho virado, até que se recorda do que o seu companheiro disse e pergunta:
- O que você disse agora a pouco, "considerando o que ocorreu agora a pouco, foi à decisão mais sábia.", o que quis dizer com isso? – ela pergunta para o seu companheiro, arqueando o cenho.
Então, ele contra sobre o Ekans e o ato de Satoshi e de Pidgeotto, com ela ficando aterrorizada, falando:
- Eu destaquei os dois melhores do nosso bando, depois de nós dois, para zelar por eles.
- Pelo visto, eles falharam miseravelmente perante um único Ekans. Se for quem eu estou pensando, de fato, eles eram bons. Porém, eram arrogantes em demasia e não eram atentos ao ambiente a sua volta. Tais falhas se provaram fatais, hoje.
- Foram esses, os dois melhores.
- Sim. São excelentes nas batalhas, porém não confiaria a eles algo tão importante por causa desse pequeno problema.
- Oh! – ela fica boquiaberta - Eu não sabia disso, já que era você que cuidava do bando e eu só auxiliava. Como eles eram os mais poderosos depois de nós dois, achei que os nossos ovos estariam em boas asas. Se eu soubesse disso... – ela fala o final em um tom melancólico.
Ele encosta uma de suas asas nela em sinal de conforto, falando, enquanto sorria gentilmente:
- Não se culpe meu amor. Eu não detalhei sobre eles. Não tinha como você saber desses defeitos que eles tinham. Confesso que não chegaria a tempo se o nosso mest... quer dizer, quem nos capturou, não tivesse ordenado a Pidgeotto, para usar a velocidade de um ataque para afastá-lo dos ovos. Eu não possuo o Quick Attack, como você. Depois eu o ataquei, violentamente.
- Claro que matou o bastardo, né?
- Não pude. Infelizmente. Como somos domésticos, já que formos capturados, não podemos matar pokémons e quanto aos animais vai depender de autorização. Antes que eu pudesse mata-lo, ele o capturou.
Ele aponta a asa para Satoshi, com a companheira suspirando, desanimada.
Afinal, mesmo odiando o garoto, devia ao humano a vida dos seus filhos, assim como para a Pidgeotto, que estava no ombro dele e essa era uma dívida que ela sempre teria, sendo que tinha a sua honra e orgulho, reconhecendo, amargamente, o enorme peso dessa dívida que possuía com ambos, sendo o mesmo sentimento do seu companheiro.
Quanto ao Pikachu, ela o odiava mais do que o humano que os capturou e o odiaria até o fim dos seus dias, assim como o pai Spearow que compartilhava do mesmo sentimento, com ambos contendo o desejo intenso que tinham de destroçar o tipo Eletric da forma mais brutal que pudessem.
Inclusive, senão fosse a submissão da pokéball, que os obrigava a obedecerem as ordens do humano, como se existisse uma força invisível, sendo preciso muito treino e habilidade para resistir a essa "força" invisível que os atrelava, inclusive, as pokéballs, já teriam destroçado o roedor elétrico há muito tempo e como se sentisse essa emanação assassina dos pais Spearows, intensificado pelo fato de que as suas amadas crias seriam capturadas, assim que nascessem, ele sentia uma sensação sufocante e igualmente aterrorizante que o fazia engolir em seco, ainda mais ao ver o olhar deles que demonstrava uma ira sem precedentes, fazendo o Pikachu se encolher contra o seu treinador ao ser fuzilado pelo olhar de ambos.
Suspirando, novamente, ela voa e fica em frente ao mestre dela, curvando levemente a cabeça para ele e para a Pidgeotto, falando em sua linguagem:
- Muito obrigada por salvarem os meus filhos.
O companheiro voa e faz o mesmo que ela, sendo que Yukiko traduzia, para depois Satoshi falar, enquanto sorria:
- Não podia permitir que inocentes morressem.
A Pidgeotto fala:
- O mesmo para mim. Fico feliz em ver que os seus filhos estão bem.
Então, eles observam o brilho dos ovos aumentar cada vez mais.
Todos ficaram atrás dos pais que observavam os ovos se tornando miniaturas de Spearows que podiam caber na palma da mão, com todos ficando maravilhados ao verem tal cena, com Yukiko murmurando:
- São fofinhos.
Os pequenos abrem os olhos e agitam as asinhas, reconhecendo os pais que os afagavam com o bico, sendo que as crianças olhavam fascinadas e a contragosto, com o Spearow pai controlando a Spearow mãe, pois era o instinto de proteção materno que ficava mais intenso, frente aos filhotes recém-nascidos, sendo o mesmo para o pai, as crianças dão carinho na cabeça dos filhotinhos, assim como os Pidgeottos, sendo que Pikachu tentou se aproximar deles para afagá-los, até que foi detido pelo olhar assassino dos pais que o desafiavam a tentar encostar as suas patas em suas amadas crias, enquanto que os recém-nascidos olhavam curiosos para eles, para depois curvarem a cabeça ao verem algo redondo se aproximando deles.
Satoshi havia pegado quatro pokéballs e encosta nos pequenos que são sugados e após a pokéball indicar a captura, sendo que brilhou por apenas alguns segundos, os pais suspiram ao verem os seus filhotes confinados.
Então, ele fala:
- Vou guarda-los e quando acamparmos, eu irei providenciar um ninho substituto para aquecê-los, para depois deixa-los fora das pokéballs para que vocês possam cuidar deles. Eles devem estar dormindo, agora – ele deixa as pokéball pequenas, pegando uma espécie de manta dentro da sua mala, envolvendo gentilmente as pokéballs para mantê-las aquecidas – Vou manter eles bem aquecidos. Vocês iriam aquecê-los, certo?
Eles consentem, enquanto ficavam surpresos com a preocupação do humano para o bem-estar de suas crias, com Satoshi pegando as pokéballs dos pais Spearows, falando:
- Será bom vocês descansarem um pouco. Daqui a pouco, vamos acampar e aí, vocês vão poder cuidar deles. Eu prometo. Voltem.
Eles suspiram e entram nas suas respectivas pokéballs.
Satoshi não sabia que graças ao fato de ter capturado o líder e que tanto ele, quanto Shigeru e Yukiko, deteram a maior parte do bando, a floresta não seria ameaçada no futuro por causa daquele Spearow que se tornaria um Fearow cruel, aterrorizando a floresta por sentir ira pela perda de sua companheira e de seus filhotes, vitimas de uma doença que iria acometer alguns membros do seu bando.
Por causa disso, ficaria imerso na amargura que se tornaria ódio, passando a atacar os outros pokémons para descontar a sua ira e revolta, ocasionadas pela perda daqueles que ele mais amava, acabando por adquirir experiência o suficiente para evoluir, assim como se voltaria para o humano que atirou a pedra nele, além de outros humanos, sendo que somente os Spearows do seu bando seriam poupados de sua ira, oriunda da amargura que surgiu da dor lacerante da perda daqueles que ele mais amava.
Como foram capturados, eles não vão contrair essa doença e consequentemente, não irão morrer.
Portanto, o pai Spearow nunca conhecerá a dor lacerante da perda de sua amada companheira e crias, sendo que estes foram os fatores que o fizeram se tornar amargo e revoltado na outra linha do tempo.
Satoshi pega a pokédex e olha os dados dos filhotes, comentando:
- Somente um deles é fêmea e é poderosa. Os status dela são um pouco mais elevados do que do pai e juntamente com os golpes de nascença dela, o Tri Attack e Steel Wing, além dos golpes de praxe, iniciais, como Peck e Growl, ela nasceu com os golpes de nascença da mãe, o Quick Attack e... Sky Attack?! Ela possui o Sky Attack?! – ele fica maravilhado ao ver a indicação do golpe de nascença dela – E não é somente isso. Ela nasceu com o item Sharp Beak!
- O que você disse? Ela tem o Sky Attack e nasceu com o Sharp Beak? – Shigeru fica surpreso.
- Sim.
- Onii-chan! Isso é incrível! – ela exclama, maravilhada.
- Ela é a única que nasceu com a habilidade Keen Eyes.
- Você vai treiná-la, também?
- Só se ela desejar. A promessa só envolve o pai deles. Não vou quebrar a minha promessa. Agora, se ela desejar treinar e batalhar, aí sim, eu vou treiná-la. – Satoshi fala, fechando a pokedex.
Shigeru sorri e fala, pondo a mão no ombro dele:
- Você tem honra e é íntegro. Qualquer um iria querer treinar a filha do Spearow, só por causa do Sky Attack e dos status um pouco melhores do que do genitor, ignorando a promessa feita a um pokémon.
- Eu fiz uma promessa e vou honrá-la. Não importa se é para um pokémon ou para outro humano. Promessa é promessa. – Satoshi fala sorrindo com um olhar determinado.
- Você é tão legal, onii-chan. Eu não esperaria outra conduta de você.
Satoshi não sabia que ao contrário dos irmãos, aquela Spearow fêmea seria uma guerreira ferrenha e nata que amaria uma batalha e que adoraria treinar, pois buscaria o poder.
Então, conforme eles caminhavam, Yukiko comenta:
- Ainda bem que tínhamos pokeballs extras.
- Verdade. – Satoshi comenta.
- Imagino o que o meu ojii-san vai falar quando receber nossas pokeballs por um Centro Pokémon, já que desativamos o envio automático. Com certeza, vai ficar estarrecido com tantos Spearows que vamos enviar para ele. – ele comenta rindo levemente.
- Não duvido. Afinal, são dezenas.
Nisso, os jovens gargalham, imaginando a cara do PhD em pokémon, doutor Yukinari Ookido, quando descobrir a quantidade de Spearows que eles capturaram.
Após alguns minutos, Shigeru comenta pensativo:
- Sobre o Sky Attack... De fato, é um golpe poderoso, sem efeito colateral no usuário ao contrário de outros golpes poderosos. Porém, o problema desse golpe, assim como dos outros iguais a ele, é o tempo necessário para "carregar", por assim dizer, o poder do golpe no seu corpo para usar contra o oponente. O pokémon não consegue se mexer e acaba se tornando um alvo fácil.
- E se criamos um treinamento para isso? Tipo, para que o pokémon consiga se esquivar? Afinal, vamos montar cronogramas de treinamento, assim como dos exercícios. Pode ser possível treinar um pokémon com esse tipo de golpe para que ele consiga se esquivar. – Satoshi comenta pensativo.
Yukiko e Shigeru olham surpresos para ele com a albina falando:
- Creio que algo assim é possível, não acha, Shigeru-kun?
O neto do doutor Ookido fica pensativo, até que fala:
- Com muito treinamento, um pokémon pode conseguir, ao menos, se esquivar. Porém, é necessário um treinamento especial. Creio que algo assim, possa ser possível, além de um treinamento adicional para tornar mais rápido o "carregamento", por assim dizer, desse poder no corpo deles. Afinal, lutadores de artes marciais, principalmente no estilo da serpente, conseguem fazer movimentos tão rápidos quanto o bote de uma cobra, algo impossível a um humano comum, graças ao treinamento intenso que fazem, fazendo assim, os seus movimentos serem tão rápidos quanto o de uma serpente. Isso somente é possível com muito treino. Portanto, acho que pode ser aplicado esse mesmo princípio aos pokémons. Inclusive, para golpes que não precisam ser "carregados".
- Verdade. Creio que é viável. Podemos deixar para planejar quando formos treinar algum pokémon com um golpe que precisa "carregar", antes de usar. Por enquanto, não tenho nenhum para treinamento com esse golpe, sendo que precisamos planejar os outros tipos de treinamento. Mas podemos começar a usar essa ideia de treino dos lutadores de artes marciais – Satoshi fala sorrindo.
- Verdade.
- Com certeza.
- Acho que seria bom treinarmos junto com os pokémons, o que acham? Afinal, há muitos perigos por aí. E se precisarmos correr, de repente? Ou nadar rapidamente? Ou então, algo que necessite um melhor condicionamento físico e resistência? Afinal, não sabemos o que pode ocorrer. Assim, não ficaríamos tão dependentes dos pokémons. Além disso, poderemos continuar treinando o que aprendemos no curso de defesa pessoal também, além dos doujos que nos participamos. Com isso, nós teríamos uma vantagem adicional contra outros treinadores que apenas dependem dos pokémons para a sua segurança. – Satoshi comenta.
- É uma ideia excelente! Se bem, que além de sairmos da dependência dos pokémons, não precisaríamos depender da força, velocidade e resistência sobre-humana da Yukiko-chan.
O jovem Ookido fala sorrindo para Satoshi e depois para a albina que fala:
- É uma ideia maravilhosa! Eu também vou treinar e posso ajuda-los no treinamento. Afinal, pode acontecer algum imprevisto que me impeça de estar junto de vocês, naquele momento. Portanto, vocês precisam aprender a se defenderem, assim como, para lidarem com qualquer situação inesperada. Para mim, se um treinador treina um pokémon, ele também tem que treinar. É injusto jogar tudo nas costas do pokémon. E se não puderem chamar o seu pokémon ou o mesmo estar incapacitado, temporariamente, naquele momento? E se os outros também estiverem na mesma situação? O que essa pessoa vai fazer, sem ter qualquer condicionamento físico, caindo rapidamente por cansaço, não aguentando sequer uma corrida "curta", por exemplo?
- Verdade. Muitos treinadores não pensam em alguma situação extrema como a que descreveu. Somente treinam os seus pokémons e não treinam a si mesmos, acabando por ficarem dependentes deles, sendo que não existe somente a Equipe Rocket por aí e sim, vários grupos de criminosos, isso sem contar os que atacam sozinhos. Inclusive, recebemos orientação de deixarmos algum pokémon fora da pokéball para proteção. – Shigeru fala sorrindo.
- A minha imouto está certíssima e vamos treinar junto deles. Por falarmos em treino, eu estava pensando em criarmos treinamentos para a resistência de um pokémon para as suas fraquezas. Porém, esse tipo de treino deve ser opcional. O pokémon tem que desejar. Não acho certo, impormos um treino que será um sofrimento imenso. – Satoshi comenta pensativo.
- Eu concordo. Seria crueldade obrigar os nossos pokémons a se sujeitarem a esse tipo de treinamento. – o neto do doutor Yukinari, concorda.
- Além disso, provocar sofrimento ao pokémon vai contra várias leis de proteção aos pokémons, envolvendo treinamentos e tratamentos desumanos ou cruéis, assim como, um sofrimento desnecessário. Mas se fizermos de forma opcional, respeitando a vontade do pokémon, com ele desejando por si mesmo se tornar um pouco mais resistente a um tipo que tem fraqueza, aí não seria contra as regras. Mas precisa ser bem claro que este é o desejo do pokémon e não do treinador. – Yukiko fala pensativa.
- Sim. Vamos dar essa opção e somente aqueles que desejarem vão passar por esse treinamento. Não vamos obrigar ninguém. Além disso, devemos fazer o mais gentil possível e lentamente, procurando poupá-los ao máximo da dor, embora que será quase impossível, além de precisarmos ter medicamentos para aplacar a dor que eles sentirem, enquanto fazem esse treinamento. – Satoshi fala e todos concordam.
Os Pidgeottos e Pikachu ficam admirados ao verem que eles iriam respeitar a vontade do pokémon, não impondo um treinamento que seria um sofrimento imenso.
Afinal, muitos treinadores não iriam se importar com o sofrimento dos seus pokémons, impondo treinamentos que podiam ser desesperadores, assim como cruéis e desumanos, apenas pela busca do poder e não do pokémon desejando esse poder, sendo obrigado a se sujeitar a dor, muitas vezes, lacerantes devido a crueldade do seu mestre, sem desejar, apenas por causa da submissão da pokéball.
Afinal, eles sentiam uma dor adicional e não somente do dano do golpe ao serem atingidos por golpes efetivos. Em decorrência desse fato, tal treinamento seria no mínimo fustigante, além de dolorido.
- Por falar em treinar, estava pesquisando aqui na internet que trouxeram da região de Unnova, algumas semanas atrás, locais chamados de Pokémon Battle Club. É um lugar para treinamento e batalhas, pelo que eu compreendi. – Yukiko comenta pesquisando pelo seu Smartphone – Parece interessante.
- Uau! Põe interessante nisso! – Satoshi exclama, animado.
- Há algum perto daqui? – Shigeru pergunta curioso.
A albina pesquisa mais um pouco e depois de alguns minutos, fala:
- Esses lugares ainda estão sendo construídos em Kantou. Parece que a cidade mais próxima que possui um deles é Kuchiba City (Vermilion City). Ainda está em expansão. Inicialmente, colocaram apenas em algumas cidades para verificar a adesão das pessoas, demonstrando que está sendo um sucesso, levando a criação de Pokémon Battle Club´s em outras cidades com um número mínimo de habitantes. Isso vale para as demais regiões, fora de Unnova.
- Imagino que deve ter uma boa infraestrutura para treinamento. – Satoshi comenta animado.
A albina pesquisa mais um pouco, antes de falar:
- Sim. Há vários equipamentos, aparelhos e inclusive uma academia dentro desses lugares com pesos, esteiras e outros objetos, assim como piscinas, sendo que podem simular correntezas e ondas. Há regras para o uso desses locais, não sendo permitido nenhum treinamento abusivo para com o pokémon. Se houver indícios de maus tratos, o responsável por esse local pode dar ordem de prisão ao treinador, assim como, pode confiscar os seus pokémons, para depois chamar a polícia, entregando ele para as autoridades, além de encaminhar os pokémons para o PhD em Pokémons de cada região. É um local que possui monitoramento constante. Os treinamentos tem que ser feitos dentro do que a Liga Pokémon recomenda e o limite do tipo de treinamento ofertado ao pokémon, respeitando os momentos de descanso entre os treinos. Tem normas rigorosas de treinamento dentro da Liga Pokémon para evitar treinamentos, assim como, tratamentos desumanos e abusivos aos pokémons, com essas leis se originando a partir do Marco Steelix, onde foram abolidos maus tratos e crueldades para com os pokémons que antes eram aceitas, inclusive, com a existência nefasta dos domadores pokémons, nome dado a pessoas sádicas e malignas que domavam os que eram rebeldes em vez de soltá-los na natureza, como fazemos atualmente. Se o pokémon fosse sortudo, ele morreria e se fosse azarado, continuaria vivo apenas para sofrer o inferno em vida, até que a sua mente e espirito fosse quebrado, tornando-os "algo", praticamente, uma "casca vazia", com cicatrizes tanto mentais, quanto físicas. Os responsáveis pelos Pokémon Batlle Club´s são plenamente conscientes dessas regras e zelam com exímio por elas. Bem, nós não teremos problema com isso, pois nunca daríamos um treino desumano ou cruel e sim, dentro da lei e do que é aceitável, além de não provocar sofrimento ao pokémon, com exceção dos treinamentos de resistência opcionais com medicamentos para aplacar a dor que eles venham a sentir, sendo que estes treinamentos só serão dados se o pokémon desejar, assim como faremos de tudo para aplacar qualquer dor que eles sintam.
- Sim. Além disso, vamos alternar os treinos com atividades de lazer para eles se divertirem. É injusto e igualmente desumano, tirar eles das pokéballs, apenas para treinamento e batalhas. É justo eles terem dias apenas para lazer e diversão, a fim de relaxarem, fazendo o que eles desejarem, inclusive nos dias dedicados a treinos e batalhas, eles vão poder relaxar depois dos treinos e batalhas simuladas. – Satoshi fala – Quanto "A noite da vergonha humana"... Naquela arena, naquela fatídica noite, ficou claro quem era o monstro e não era o pokémon e sim, o treinador dele. Um bastardo. Não o chamo de verme para não ofender os pobres animais. Eles não merecem essa comparação.
Ele fala o final torcendo os punhos ao se lembrar do que eles aprenderam no curso sobre o passado vergonhoso dos homens. "A noite da vergonha humana", é algo que demonstra o quanto os humanos podem ser monstruosos e igualmente ordinários. Naquela arena, ficou explicito quem era o monstro e não eram os pokémons e sim, o homem, com exceção de um que se chamava Allan e que era natural da região de Alola, sendo este o único humano digno e igualmente nobre, naquela noite.
- Com certeza. É um passado extremamente vergonhoso da humanidade. Se é que podemos nos referir a humanidade, antes daquela noite fatídica. Todos nós devemos zelar para que aquele passado não se repita nunca mais – Shigeru fala torcendo os punhos – Não vou permitir que nenhum pokémon, sofra o que eles sofreram no passado nas mãos de monstros, porque eram tudo, menos humanos... Quanto aos momentos de lazer e diversão, eu concordo que são necessários e com certeza, serão muito apreciados. Todos precisam ter esses momentos. Com os pokémons não é diferente. Eles são seres vivos com sentimentos tão refinados quanto o de um humano.
- Isso mesmo. – Yukiko acena, afirmativamente.
Os pokémons ficam maravilhados ao ouvirem isso, passando a imaginar o que podiam fazer para relaxarem nos momentos de lazer que eles teriam e que os deixava, demasiadamente, animados, após se questionarem o que era a "Noite da vergonha humana", embora tenham ficado preocupados ao saber que existiram "domadores pokémons" no passado. Apesar não compreenderem plenamente o que eles falaram, ficaram apavorados com o que ouviram.
Pidgeotto se aproxima de seu mestre e pergunta curiosa:
- O que é "A noite da vergonha humana" e o que faziam os "domadores pokémons", Satoshi-sama?
Suspirando, ele explica sobre essa noite, o tratamento dado aos pokémons e o que os domadores faziam, com todos os pokémons ficando aterrorizados com o relato, sendo que Satoshi, Shigeru e Yukiko os afagaram para acalmá-los, os tranquilizando ao falarem que os domadores não existiam mais, assim como explicaram sobre o Marco Steelix e as leis de proteção aos pokémons, com todos eles se acalmando.
Após alguns minutos, com eles andando na mata, seguindo a orientação do GPS para não se perderem, impedindo assim que eles desviassem da rota, a albina pergunta:
- E o Ekans, onii-chan? Tinha golpe de nascença ou golpes bons? E quanto a habilidade dele?
- Tinha os golpes usuais e como golpe de nascença o Snatch. Quanto a sua habilidade, ela não é boa. É a Unnerve. Quando chegarmos à próxima cidade, vou enviar ao doutor junto com os Spearows. Se eu avistar algum outro Ekans, vou capturá-lo. Quem sabe, não dê sorte no próximo?
Conforme andavam, capturavam pokémons, alternando, com todos procurando capturar, ao menos, um tipo.
Porém, Satoshi não havia conseguido capturar um Caterpie, um Weedle e um Ratata. Os que apareceram foram capturados por Yukiko e Shigeru.
Em suas mãos, ele tinha os pais Spearows, Pidgeotto e o Pikachu. Quanto aos vários Spearows e o Ekans, eles estavam em um compartimento separado na sua mochila para serem enviados para o doutor. As pokéballs dos filhotes estavam envoltos em uma manta para mantê-los aquecidos, sendo que eles seriam enviados junto com os pais, para o PhD em Pokémon de Kantou, o doutor Ookido.
Shigeru e Yukiko, também já haviam separado os pokémons que iriam treinar e aqueles que seriam enviados, assim que chegassem à próxima cidade.
Então, eles ouvem um som e Satoshi avista um Ratata que estava correndo dentre a grama, não sabendo que era o mesmo Ratata que na outra linha do tempo, havia entrado em sua mochila para roubar comida e que quando ele se aproximou dele, o mesmo fugiu do local.
Pidgeotto estava em seu ombro e Pikachu estava no outro ombro dele.
Satoshi sabia que se o pokémon tivesse a habilidade Run Away, ele tinha grandes chances de fugir do local, mesmo com um ataque surpresa. Tanto ele, quanto os outros, perderam Ratata´s, pois os mesmos tinham essa habilidade. Os que foram capturados não tinham essa habilidade.
Antes que o pokémon se afastasse, o jovem sai de trás da árvore e exclama, pegando a pokéball do Spearow líder, a atirando:
- Spearow, eu escolho você! Use Steel Wing!
