Notas do Autor
Frente ao ataque...
Os pais de Cheren...
Em Kantou, mais precisamente em Tokiwa Forest...
Capítulo 48 - Destino: Kantou
O jovem exclama, sabendo que a sua pokémon não conseguiria se esquivar a uma distância tão curta, pois era um ataque a "queima-roupa", por assim dizer:
- Droga! Use Mirror Coat!
O ataque de fogo atinge Snivy que sente muita dor tanto pelo dano, quando pela sua pele estar sendo queimada, sendo que o treinador do Houndor comemorava, pois acreditava que ela seria finalizada, antes que pudesse usar o contra-ataque que tinha prioridade reduzida, já que um ataque do tipo Fire era super efetivo contra o tipo Grass.
Então, o oponente de Cheren fica estarrecido ao ver que surge um leve brilho adicional, sem saber que era pelo item que foi equipado nela e em seguida, outro brilho, sendo este na cor verde, indicando a ativação da habilidade dela, a Overgrow, enquanto a mesma ficava de pé, surpreendendo o pokémon e treinador, ao mesmo tempo que o seu corpo era coberto, rapidamente, por uma camada semelhante a um espelho translúcido e multicolor fluorescente, para depois devolver o dano que tomou em dobro em forma de uma rajada luminosa e como o ataque do tipo Fire deu o dobro de dano em Snivy por ser super efetivo contra ela, a tipo Grass estava devolvendo o dobro desse dano que sofreu, acabando por finalizar o tipo Fire que é atirado há alguns metros dali, enquanto caía inconsciente no chão, levantando uma densa nuvem de poeira, quando o seu corpo caiu contra um banco de areia em um parque próximo dali que naquele instante estava vazio.
Snivy estava arfante e lutava para ficar de pé. Graças aos efeitos ainda presentes do Focus Sash, ela não estava sentindo a dor do golpe, assim como não estava sentindo dor pelo ataque de chamas em sua pele, enquanto usava o seu orgulho para exibir altivez, assim como para ficar de pé, embora começasse a sentir gradativamente todo o corpo doendo, além da ardência em sua pele por causa do ataque tipo Fire, conforme o efeito secundário do Focus Sash se esvanecia de seu corpo.
- Snivy-chan!
Cheren vai até a Snivy, a pegando no colo, começando a trata-la com um Super Potion, fazendo ela se sentir bem conforme a dor sumia, assim como a ardência na pele, para depois exclamar, enquanto a mesma corava:
- Você foi incrível, Snivy-chan!
- Eu sempre sou incrível. – ela fala em sua língua com orgulho, tendo as faces coradas, assim como sente o seu coração bater mais rápido ao ver o sorriso do seu treinador.
Enquanto isso, o treinador do Houndor chamava o seu pokémon de volta:
- Volte Houndor.
Após recolher o pokémon, ele vai até Cheren e pergunta:
- O Ember foi super efetivo. Como ela não foi finalizada?
- Eu equipei um Focus Sash nela. Aquele primeiro brilho era dele. Se o pokémon estiver com cem por cento de sua energia e receber um golpe capaz de finalizá-lo de uma só vez, ele irá aguentar com um ponto de energia ao consumir esse item, além do mesmo garantir o alívio da dor imensa de um golpe efetivo ou crítico, permitindo assim que o pokémon reaja, pois não basta fazê-lo aguentar o dano. Ele também precisa de alívio da dor extrema por um golpe efetivo ou crítico que ativaria esse item, para que assim, conseguisse reagir. A Snivy estava com um ponto de energia quando usou o Mirror Coat, conseguindo devolver o dano dobrado do golpe super efetivo. Por causa do seu excesso de confiança em vencer, eu desconfiei que você iria usar um pokémon com vantagem ao dela ou com algum golpe super efetivo contra ela ou então, ambos. Portanto, por precaução, equipei esse item nela.
O oponente dele comenta, sorrindo amargamente:
- Foi bem precavido. Bem, vou passar no Centro Pokémon. Eis a quantia por eu ter perdido a batalha.
Nisso, após pagar o valor por ter perdido, ele se retira dali, sendo que Cheren pergunta, após ver, que com as duas batalhas que venceu, a sua Snivy subiu ao nível sete aprendendo um novo golpe, o Vine Whip ao consultar a sua pokédex:
- O que acha de passarmos no Centro Pokémon também, Snivy-chan? Enquanto você é tratada pelo doutor, eu vou comprar alguns itens.
Ela sorri, confirmando com a cabeça, voltando a ficar em seu ombro, enquanto ele se dirigia até o Centro Pokémon até que ele pergunta:
- O que acha de aprender a linguagem humana? Um pokémon dominou a linguagem humana. Ele é de Kantou e criou aulas online.
A Snivy ficou surpresa, sendo que fica pensativa sobre falar a linguagem humana, achando algo estranho, porém interessante e acena animada, falando em seu idioma:
- Eu adoraria.
Ele sorri e a afaga, falando:
- Vou conseguir um Tablet para que assista às aulas.
Mais tarde, após ela ser tratada pela médica, enquanto que o treinador dela comprava alguns itens, assim como fazia um estoque de pokéballs, ele busca a sua pokémon que salta, ficando no ombro dele, enquanto o jovem falava, conforme saiam do Centro Pokémon:
- Você vai conhecer o meu pai e depois, iremos até o aeroporto. Estou ansioso para conhecer o doutor Ookido.
A pokémon consente, falando em seu idioma, enquanto eles se retiravam dali, rumo a casa do jovem:
- Estou ansiosa para conhecê-los.
Ao chegar em casa, ele abre a porta, encontrando os seus pais que o aguardavam, sendo que a mãe dele observa a tipo Grass e murmura com os olhos brilhantes:
- Kawai (fofo)...
Nisso, vai até ela, a pegando no colo, afagando-a, sendo que o pai afaga a pokémon, para depois falar:
- Os Snivys costumam ser orgulhosos e altivos. Ele parece ser um pokémon excelente e tem um ar de ser guerreiro. Os que têm a natureza guerreira se tornam adversários formidáveis.
- Obrigado, otou-san. Ela é uma fêmea e sim, ela é guerreira. Ela ama um desafio.
- Fêmea? Mais kawai ainda! – a mãe dele exclama, afagando-a ainda mais, assim como esfregando a cabeça nela, fazendo ele e o pai dele ficarem com uma gota na cabeça.
Inicialmente, a Snivy se assustou com o modo brusco do qual foi tirada do ombro de seu treinador, mas depois relaxou frente às carícias que a mãe do seu treinador dava, enquanto a segurava no colo.
Cheren explica sobre a missão dele, para depois falar:
- Por isso, preciso ir para Kantou, sendo que desejo começar a minha jornada naquele continente.
A mãe dele que segurava a Snivy no colo fica surpresa, assim como o seu esposo, com eles se entreolhando, para depois o mesmo apoiar a mão no ombro do filho, falando:
- Entendo. Imagino que esteja ansioso para conhecer o seu ídolo de infância.
- Sim. O doutor Ookido-san mora em Masara Town.
A mãe dele se aproxima e fala sorrindo, após suspirar resignada, enquanto abraçava a tipo Grass em seu colo:
- Ligue sempre que puder meu filho. O meu coração egoísta de mãe diz que devo mantê-lo em Isshu-chihou. Mas sei que isso o faria infeliz, considerando que agora tem meios de conhecer o seu ídolo. Sei que deseja a nossa aceitação e eu aceito a sua viagem. Você sempre quis conhecê-lo. Eu não posso negar que realize o seu sonho, pois sei o quanto isso o fará feliz, juntamente com o fato de conhecer essa região.
- Obrigado, kaa-chan. – ele agradece, abraçando-a, sendo que nesse interim, a Snivy pulou habilmente no ombro dele – Eu também ouvi falar sobre o misterioso arquipélago chamado Alola. Dizem que tem uma áurea mística, por assim dizer, sendo também distinto de outras regiões e que fica em um local isolado. Também sinto desejo de um dia conhecer essa região misteriosa. Deve ser fascinante.
- Eu já ouvi rumores sobre essa região consideravelmente isolada. Com certeza, ela tem um ar de mistério. Eu aceito a sua viagem a Kantou, meu filho. Um continente novo e misterioso. Só tenho o mesmo pedido da sua mãe. Ligue para nós, regularmente.
- Vou ligar, podem deixar.
Nisso, os pais dele se entreolham, fazendo o jovem arquear o cenho até que trazem uma sacola e entregam ao filho que abre, ficando fascinado com o que vê, sendo o mesmo para a Snivy, embora ela não compreendesse muitas coisas que tinha naquela sacola, somente sabendo que pareciam ser muito boas pela reação do seu treinador.
Cheren ergue os olhos e agradece emocionado:
- Muito obrigado!
- São presentes por você ter tirado a sua licença pokémon. São itens que serão muito úteis em sua jornada, além de uma mochila nova e maior – ele entrega uma nova mochila com vários bolsos para distribuição de itens, permitindo uma melhor organização – Estamos dando, também, algumas pokéballs de guardar objetos e uma tenda portátil e igualmente retrátil, fácil de abrir e igualmente fácil de guardar. Já que vai acampar por aí, é muito útil ter essa comodidade. Também quero que prometa que sempre terá algum pokémon fora da pokéball para a sua segurança. Caso aconteça algo, você terá tempo de chamar os seus outros pokémons. Ou melhor, deixe todos os seus pokémons como guardas, principalmente quando for dormir.
- Pode deixar otou-san.
Então, após organizar todos os seus itens na nova mochila, os pais levam o jovem até o aeroporto de uma cidade vizinha com o mesmo passando pelo guichê, sendo que a doutora já havia reservado um assento em um avião para ele, assim como, reservou um taxi em Kantou para levá-lo até o Laboratório do doutor Ookido.
Após confirmar o voo, eles se despedem, sendo que os pais dele afagam a Snivy novamente, para depois o jovem entrar no portão de embarque com a sua pokémon em seu ombro.
No portão que dava acesso ao embarque no avião, os guardas avistam ele com a sua pokémon e se aproximam dele, para depois solicitar que o jovem guardasse ela na pokéball por medida de segurança, explicando a Cheren que eles podiam se assustar com alguma turbulência, acabando por usarem algum ataque que poderia provocar um colapso estrutural, levando a desintegração do avião em pleno ar.
Cheren e Snivy ficam estarrecidos ao saberem do perigo de um pokémon usar um golpe por estar assustado, sendo que a pokémon não compreendeu algumas coisas e seu treinador notou, passando a explicar com ela compreendendo, para depois ele falar, pegando a pokéball dela:
- Pode aproveitar esse tempo para dormir um pouco. Assim que chegamos, você pode sair.
Ela consente e entra na pokéball, com ele guardando o objeto em seu cinto, para depois receber a autorização para entrar no avião.
De volta a Kantou, mais precisamente em Tokiwa Forest, Kibaryuu, a charmander de Yukiko, comenta sobre a atitude inicial do Ratata de Satoshi, apesar dele parecer que estava aceitando a captura, conforme observava ele no ombro do seu treinador, sabendo que os outros aceitaram um pouco melhor:
- Ele ainda não aceitou, totalmente, a sua situação. Eu acho.
- Não estou surpreso. Dizem que os pokémons com a habilidade Run Away amam correr por aí. Bem, foi o que eu ouvi. – o Squirtle do Shigeru fala.
- Eu também já ouvi isso. – a Pidgeotto de Yukiko comenta pensativa.
- Eu também. Por isso, nós compreendemos a revolta dele. Eu mesma fiquei mal humorada ao ser capturada. Mas vi que a minha treinadora era distinta dos outros humanos. Eu podia ter sido azarada, mas tive sorte com quem me capturou. Claro, sinto falta de voar livre por aí, mas é administrável. – a Pidgeotto de Yukiko fala próxima deles.
- O mesmo para mim. Se era para eu ser capturado, tive sorte de quem fez isso. Não duvido que existam muitos humanos ruins por aí e pokémons azarados que os servem. – o Pidgeotto do jovem Ookido fala.
- Já eu, amo o Satoshi-sama e fico feliz em tê-lo encontrado. – a Pidgeotto fala em um tom apaixonado com todos ficando com gotas.
- Isso é bem evidente. Entrou por si mesma na pokéball. Só por amor, um pokémon faria algo assim. No caso, um que nasceu selvagem. – o Squirtle comenta.
- Verdade. – a charmander consente.
- Bem, eu não tinha nenhum familiar e vivia sozinha. Logo, não tinha nada que me prendia a querer ficar livre ao contrário do Spearow líder que tinha uma família e queria protegê-los. Mesmo tendo que abrir mão da minha liberdade, se for para ficar com o Satoshi-sama compensa. Quero ficar para sempre com ele. – ela fala o final em um suspiro apaixonado, exibindo olhos de coração ao olhar para o seu treinador, fazendo os outros ficarem com uma gota na cabeça, novamente.
- Como fomos criados por humanos desde que nascemos de ovos, não temos noção do que é ser livre. Logo, não sentimos falta de algo que não vivenciamos além de sermos acostumados a presença humana. – a charmander fala.
- O mesmo para mim. O Pikachu parecia a única exceção dessa regra. – o Squirtle de Shigeru comenta.
- Como assim? – a Pidgeotto de Satoshi pergunta curiosa.
Nisso, os iniciais contam sobre o Pikachu, desde que ele saiu da pokéball e seu passado, deixando os outros surpresos.
- Então, considerando o meu passado, acharam que o meu ato foi tão absurdo assim?
Pikachu pergunta arqueando o cenho, participando da conversa, enquanto continuava sentado com as costas apoiadas na nuca de Satoshi, sendo que o Ratata se limitava a ouvir a conversa, mexendo as suas orelhas.
- Não. – eles falam em usino, revirando os olhos.
- Porém, isso não muda o fato de que foi suicídio entrar na floresta e que o seu ato levou a captura de uma família e da maior parte do bando. Não que eu aprecie os Spearows, eles eram bem agressivos e chegavam a abater Pidgeys. Eu mesma, quase virei refeição deles. Eu estava caçando minhocas, sendo que outro Pidgey havia pousado próximo de mim buscando insetos no solo, sendo atacado por um grupo de Spearows, enquanto eu fugia, sendo que eu vi cicatrizes de ataques em outros Pidgeys que sobreviveram. Mesmo assim, é fato incontestável que por causa do seu ato inconsequente, Satoshi-sama ficou muito ferido, segundo o que compreendi da história. Se não tivesse entrado na floresta, o incidente com os Spearows não teria ocorrido. Eu notei que Satoshi-sama ficou com algumas cicatrizes, sendo que lembram bicos e garras. Já vi cicatrizes como essa em muitos pokémons que sobreviveram a uma batalha contra um Spearow para contar o feito. Conheço o padrão.
Frente as palavras contundentes da Pidgeotto, Pikachu fica em silêncio, digerindo o que a tipo Flying disse.
De fato, ele podia ver as cicatrizes em Satoshi que o faziam se deprimir, pois foram consequências do ato do jovem de ficar entre os Spearows e a sua presa, no caso, ele. O roedor elétrico não podia se defender do que foi dito, pois era algo sem qualquer defesa e essa culpa sempre iria persegui-lo ao observar as cicatrizes do humano gentil, bondoso, de coração nobre, justo e valoroso, que enfrentou um bando de Spearows, apenas para salvar um pokémon revoltado e indócil que o atacou duas vezes e que depois, acabou provocando confusão com o bando de um dos pokémons mais agressivos que existia, sendo que somente um Beedrill chegava a esse patamar de agressividade e de proteção ao território, acabando por fazer o mesmo humano arriscar a sua vida e de quebra, ficar com algumas cicatrizes.
Ratata havia visto algumas cicatrizes no humano, mas não sabia que era por causa de um ataque massivo de Spearows ao se colocar entre eles e a presa deles, o Pikachu.
Afinal, ao contrário dos Pidgeys, raramente um Ratata sobrevivia ao ataque de um Spearow. Logo, ele não conhecia o padrão de cicatrizes, provocado pelas garras e bico dos mesmos.
Então, ele virou o focinho e perguntou estarrecido aos outros pokémons, ainda mais pelo fato de se recordar do seu treinador sorrindo, enquanto entregava pedaços de fruta ao casal Spearow, sendo algo surreal para o rato pokémon, considerando a informação de que o seu treinador foi atacado por Spearows:
- O casal Spearow que está voando no alto está envolvido no incidente? As cicatrizes são por causa de um ataque deles? E aquele é o Líder do bando de Spearows?!
Ele pergunta o final estarrecido, pois havia ouvido rumores de que o Líder do bando e a maior parte deles foram capturados por mais surreal que parecesse ao rato pokémon, considerando a força do bando, assim como o poder do Líder que era considerado um dos Spearows mais poderosos que já surgiu por ser oriundo de uma longa linhagem de Spearows de poder acima da média.
