Notas do Autor
A Pidgeotto conta sobre...
O casal Spearows fica pensativo sobre...
Em Shin'ou-chihou (Sinnoh), uma jovem chamada Hikari...
Em Kantou, Satoshi avista um...
Capítulo 49 - Hikari (Dawn)
A Pidgeotto conta ao pokémon o que aconteceu e a atitude do mestre deles, inclusive a promessa.
O tipo Normal fica embasbacado ao saber de tudo o que ocorreu e que o humano não somente os perdoou, assim como fez uma promessa para um pokémon e estava cumprindo. Não obstante, salvou os filhotes do casal, não parecendo nutrir qualquer raiva para com os Spearows.
Se ele achava o humano peculiar, inclusive falando que podia chamá-lo de Satoshi e não de mestre, tal conhecimento o fez ficar pensativo e confessava que estava demasiadamente curioso sobre aquele garoto.
Então, ele se lembra da forma como Pideotto o chamava e pergunta:
- Ele falou para chama-lo de Satoshi-sama?
O tipo Flying nega e fala:
- Não. Ele pediu mais de uma vez para chama-lo sem o "sama" no final.
- E por que continua o chamando dessa forma? – o Ratata arqueia o cenho.
- Por que ele é o Satoshi-sama. – ela fala com uma voz e olhar apaixonado, suspirando em seguida ao olhar para o seu treinador, fazendo o tipo Normal ficar embasbacado.
Então, Pikachu fala:
- Ela praticamente grudou nele, ignorando a nossa batalha quando era selvagem e entrou por si mesma na pokéball. Sempre que sai da mesma, abraça o nosso treinador. Considerando o olhar, voz e forma como se refere a Satoshi, assim como o ato de abraçá-lo e de abrir mão por si mesma de sua liberdade, você ainda está surpreso? – ele pergunta, arqueando o cenho.
- Não. Tem lógica. Só uma pokémon que se apaixona por um humano se sujeitaria a isso. – Ratata fala com as patas cruzadas em frente ao tórax, consentindo com a cabeça, sentado sobre as duas patas traseiras.
Nisso, eles voltam a conversar alguns assuntos, sendo que o rato pokémon perguntava algumas coisas, enquanto que do alto, os Spearows ouviram a conversa, mas não se envolveram, sendo que eles ficaram descrentes com a atitude da Pidgeotto, com o macho comentando:
- Não sabia que ela entrou por si mesma.
- Foi amor a primeira vista. Eu a entendo. Foi assim conosco, se lembra? – a fêmea pergunta, acariciando o bico do macho com o dela, com ele retribuindo.
- De fato, foi assim conosco. Mas somos pokémons e da mesma espécie. Já ela, se apaixonou por um humano. Nada contra. Mas é meio estranho.
- O amor não conhece fronteiras. – a fêmea fala sorrindo.
- Bem, isso é verdade, mas...
- Não foi você que teve uma avó que veio de outra região, cuja mãe foi uma Dodrio e o pai um Fearow, sendo que ela nasceu em um lugar, onde humanos criavam pokémons, sendo que foi libertada, pois o treinador dela faleceu?
- Sim. Acho que não posso falar muito da Pidgeotto. Eu tenho um ancestral Dodrio. Dizem que o Tri Attack veio dele e que o Steel Wing veio da minha bisavó. Bem, era o que os meus pais falavam, antes de falecerem naquela batalha contra os ekans invasores quando eu era jovem.
- Eles morreram lutando em um campo de batalha. Não pode existir maior honra do que essa. Lutaram como guerreiros até o final, assim como a minha mãe. Porém, é inevitável não sentirmos falta daqueles que amamos. – ela fala em um suspiro – Assim como sinto falta do meu pai e da minha mãe, sendo que ela morreu em uma batalha, encurralada por um bando de Beedrills, fazendo questão de levar alguns com ela.
- O seu Quick Attack e o Sky Attack são oriundos de sua avó materna, né?
- Sim. Segundo ela, o pai dela era um Tranquill e ela também veio de um tal de Criador ou algo assim – ela fala pensativa - O treinador dela foi preso e ela solta na natureza.
- Os humanos prendem um ao outro?
- Parece que sim.
- Mas não naqueles dispositivos redondos que eles chamam de pokéball, né?
- Acho que não. – ela fala pensativa – Agora que você falou... Parece que eles ficam confinados ou algo assim. Mas, como se confina um humano? – ela pergunta com um olhar confuso para o seu companheiro.
- Lembra a nossa situação. Que estranho. – o Spearow comenta.
- Põe estranho nisso. Pensei que só confinassem pokémons.
O casal fica pensativo, enquanto tentavam compreender como os humanos confinavam os outros de sua própria espécie.
Em outra região, há centenas de quilômetros dali, mais precisamente em Shin'ou-chihou (Sinnoh), uma jovem chamada Hikari (Dawn), acabou de sair do laboratório do Hakase Pokémon de sua região, o doutor Nanakamado (Dr. Rowan), com o seu inicial, Piplup, após ajudar a resolver uma confusão em que esse pokémon e um inicial do tipo Fire, Chimchar, se envolveram, levando-a a escolher o tipo Water.
Essa jovem almejava ser uma Top Coordenadora, tal como a sua mãe, Ayako (Johanna) e para isso, precisava de um inicial e de uma Licença pokémon. A jovem estava ansiosa para ter alguns pokémons para as suas apresentações, desejando estrear o quanto antes em um Contest.
Após ela sair, teve a nítida impressão de que o recém-nomeado Hakase Pokémon para aquela região, o doutor Nanakamado detestava pokémons e que os pokémons do laboratório pareciam ter medo dele. Medo não, terror, agindo de forma diferente quando ele se aproximava.
Claro que ela achava tal pensamento um absurdo, pois ele se especializou em evolução dos pokémons e era um PhD. Para querer estudar tanto os pokémon, a pessoa devia amá-los, pois era preciso dedicar muitos anos para as pesquisas e estudos, além de se especializar.
Hikari não sabia o quanto a dedução dela estava correta. O doutor era cruel para com os pokémon e eles podiam sentir esse mal. Ele era implacável e igualmente cruel, não possuindo qualquer clemência. Ele estudava os pokémons no laboratório, sem se importar com o bem estar deles que viviam aterrorizados a simples presença dele. Cada vez que ele os estudava era uma tortura e os pobres coitados que tentavam escapar ou em um ato de desespero, acabavam agredindo o doutor eram punidos da forma mais severa e brutal possível, servindo de exemplo aos outros.
Ele somente aparentava gentileza para com humanos, mas para os pokémons, havia apenas o desespero e o medo, mostrando a sua verdadeira face para eles.
Nanakamado tratava os pokémons apenas como objetos de estudo, como senão fossem seres com sentimentos ou emoções tão refinadas quanto o de um humano, além de lidar com brutalidade com eles, sem se importar se feria eles ou que algumas experiências os machucavam, assim como, ficava possesso ao ter que interromper seus experimentos, apenas porque um pokémon se mexeu na hora errada ou tentou fugir por sentir muita dor, sendo implacável e igualmente brutal na punição, para que todos os demais o obedecessem por mais dor que sentissem e aqueles que o auxiliavam no laboratório, sentiam prazer ao torturar os pokémon. Logo, adoravam ter alguma desculpa para puni-los no lugar do doutor.
Ele despejava nos pokémons o seu ódio, oriundo de sua amargura pela fama do doutor Yukinari. Ele o invejava e ficava amargurado ao ver o quanto o PhD da região de Kantou era famoso no mundo todo ao contrário dele, apesar de ambos terem se formado juntos.
De volta a região de Kantou, mais precisamente em Tokiwa Florest, próximo de onde estava Satoshi e os outros, após pensarem por vários minutos, o Spearow líder fala ao ter uma ideia:
- Vou perguntar ao Satoshi sobre isso. Estou curioso. Ele é humano. Portanto, deve saber como isso é possível. Só outro humano para explicar.
- Você e a sua curiosidade. – ela fala em um suspiro.
Ele sorri e fala:
- Foi graças a minha curiosidade que a conheci. Lembra-se? Aquela noite que tinha uma bela lua cheia no céu.
- Sim. Eu estava batalhando contra outros Spearows. Eu abati um ratata e eles queriam tomar a minha presa. Nós estávamos brigando, sendo que não vi um ataque lateral e fui ao chão.
- Quando a vi, o meu coração parou. Você estava linda. Altiva e guerreira, os enfrentando sem medo. As suas penas brilhavam sobre a luz da lua, assim como as suas garras mortais. Você parecia dançar sobre o luar, enquanto detonava aquele bando. Linda e poderosa. Foi amor a primeira vista. Não via mais nenhuma outra Spearow além de você. Quando ele a derrubou, enquanto enfrentava outro, senti o meu sangue ferver.
Ela aproxima o seu bico do dele e fala sorrindo.
- Eu caí, mas me levantei, enquanto ele avançava contra mim até que você surgiu, magnifico, poderoso e imponente. Você os derrotou rapidamente, os fazendo cair perante você, como se fossem meras moscas. Sua força e violência, assim como a beleza de seu bico poderoso que parecia uma lança altiva eram incomparáveis. Você era um gigante entre pigmeus.
- Você me recusou, quando após derrota-los, comecei a cortejá-la. Você me deu um tapa com uma de suas asas, me jogando violentamente contra o chão, para depois pegar a sua presa e se afastar, me deixando estupefato com a força que você tinha nas suas asas, sendo que isso só fez eu me apaixonar ainda mais por você. Qualquer fêmea se sentiria honrada do líder do bando escolhê-la como companheira. Mas você não. O fato de você me tratar como qualquer Spearow me fez amá-la ainda mais.
Ela fala envergonhada:
- É que foi muito repentino. Mas fico feliz que tenha insistido. Eu amei ver que enquanto era feroz e implacável, podia ser um pokémon romântico e apaixonado, diferente dos outros. Procurou me cortejar bastante, mostrando o quanto os seus sentimentos por mim eram profundos. Essa dualidade me fez amá-lo ainda mais e parei de lutar contra o meu coração. Saiba que fico feliz por ter tomado essa decisão. Inclusive, quando tivemos ovos, você chegou ao extremo de assumir o meu lugar no ninho, várias vezes, aquecendo-os, para que eu pudesse voar um pouco. – ela fala aproximando o seu bico do dele.
- Eu fico feliz por ter me dado a honra de ser o seu companheiro, meu amor. Eu faria qualquer coisa por você. – ele fala sorrindo.
Então, eles encostam o bico, afagando um ao outro, enquanto voltavam a trocar juras de amor.
Satoshi vê que Yukiko sorri olhando para o alto e pergunta:
- Está ouvindo o que eles estão falando?
- Uma brisa soprou agora e consegui ouvir. Em suma, estão trocando juras de amor.
- Eu já desconfiava. É bom eles terem esse tempo para eles.
- De fato. Para um casal, é sempre bom ter esses momentos a sós. – Yukiko comenta.
- Com certeza. – Shigeru consente.
- Quer saber o que os outros estão conversando, onii-chan? – Yukiko pergunta ao olhar para trás, vendo os pokémons conversando entre eles.
Satoshi os vê conversando animadamente e sorri, falando ao perceber que o Ratata desceu de seu ombro para se juntar aos outros que os seguiam:
- Não precisa. Mas agradeço a oferta, imouto. – ele fala sorrindo para a albina que retribui.
Quase quinze minutos depois, Satoshi se aproximava lentamente de um galho que tinha um Caterpie comendo uma folha, enquanto que os Spearows estavam voando um pouco acima, sendo que a fêmea pergunta:
- Será que ele vai pedir para um de nós atacar o Caterpie?
- Não sei. Bem, se ele pedir, vamos acatar. Mas nesse caso, o pedido será para mim. Sou eu que vou ser treinado e usado nas batalhas, conforme o acordo que fizermos. Não acho que você vai lutar. A menos que peça por si mesma.
Ela suspira e fala:
- Você está certo... Bem, vou evitar fazer um julgamento dele agora. Eu quero ver, se de fato, ele vai cumprir a promessa de nos enviar para esse tal de Yukinari, com nós dois ficando fora daquelas esferas para cuidar dos nossos filhotes. Se ele cumprir a sua parte no acordo, vou passar a acreditar nele. Até esse momento, vou preferir ficar atenta, pois não consigo confiar em humanos, ainda.
No chão, Satoshi sai detrás da árvore, surpreendendo o tipo Bug que estava comendo uma folha, sem o jovem saber que na linha do tempo original, era o mesmo Caterpie que foi capturado por ele.
- Vá, Pikachu!
O pokémon salta e fica em frente ao seu treinador, para depois avançar contra o Caterpie que percebe, usando o String Shot contra o Pikachu, liberando um volume imenso de sua teia grudenta, com o roedor elétrico se esquivando, enquanto Satoshi exclamava:
- Use Thunder shock!
Ele concentra o poder elétrico em suas bochechas, para depois liberar na forma de um ataque, atingindo o Caterpie, pois o mesmo não conseguiu se esquivar.
Afinal, em termos de velocidade, o Pikachu era mais rápido do que ele.
Ele concentra o poder elétrico em suas bochechas, para depois liberar na forma de um ataque, atingindo o Caterpie, pois o mesmo não conseguiu se esquivar.
Afinal, em termos de velocidade, o Pikachu era mais rápido do que ele.
O tipo Bug acaba sendo atirado inconsciente contra o chão, com o seu corpo sendo arrastado a alguns metros, enquanto o jovem jogava a pokéball nele, exclamando:
- Vá, pokéball!
