Notas do Autor
Após o Caterpie, Satoshi...
Em Isshu-chihou (Unova)...
Yo!
Antes de tudo, quero falar que mudei a capa. XDDDD
Quanto ao Dr. Nanakamado (Rowan), eu o coloquei dessa forma por causa de uma cena do episódio legendado de Pokémon em que Hikari escolhe o seu inicial.
Mais precisamente, após a confusão no laboratório provocado pelo Chimchar e Piplup, sendo que o único inicial que fica quieto e comportado é o tipo Grass, Turtwig. Ele está comendo quietinho, sem fazer bagunça.
Quando o doutor chega, ele olha com raiva para o Turtwig como se o culpasse pelo que aconteceu. O pobre pokémon fica aterrorizado, sendo que ele estava comportado.
Se desejarem ter a confirmação dessa cena, basta assistir a versão legendada. Está bem explicito o medo do pokémon tipo Grass.
Eu não vi ele em toda a série, mostrar amor ou carinho para um único pokémon ou então, dedicando um olhar gentil. Ele trata bem os humanos. Já os pokémons são tratados de forma fria, o que chega a ser um absurdo, já que a sua profissão consiste em estuda-los.
São muitos anos de estudo. Para ter uma ideia do mundo real, você só obtém o mestrado após dois anos a dois anos e meio, sendo que o doutorado, após o mestrado, é de quatro anos a oito anos. O título de PhD, do pós-doc, é para aqueles que querem se aprimorar como pesquisador, fazendo assim um pós-doutorado, adquirindo um nível tido como de excelência em uma determinada área de conhecimento.
Por isso, que os Hakase Pokémons são doutores com especialização em uma determinada área envolvendo os pokémons. Sejam ataques, evoluções, diferenças sazonais, comportamento e etc. Cada Hakase Pokémon tem a sua linha de pesquisa, sendo especialistas por excelência nela, adquirindo assim o seu título de pós-doc, chamado de PhD no ocidente e de Hakase no Japão.
Portanto, como são tantos anos de estudo e de dedicação, você deve amar o que você faz e se estuda seres vivos, deve apreciá-los para dedicar tantos anos de sua vida, apenas para se especializar. Mas não é isso o que vi. Só vi pokémons assustados na presença do Dr. Nanakamado, algo que você não vê nos demais doutores de outras regiões.
Todos eles, com exceção de Rowan, demonstram amor e carinho no seu trato com os pokémons, os tratando gentilmente, sendo visível em seus atos e ações o amor que eles sentem pelos pokémons. Era algo que "transbordava", por assim dizer. Mesmo o doutor Yukinari (Carvalho), sendo atingido pelos pokémons que estuda várias vezes, diga-se de passagem, ele não mostra raiva ou ira, porque os ama. É assim com todos os outros, menos o doutor Nanakamado (Rowan), que nunca demonstrou um único ato carinhoso para com um pokémon ao contrário dos outros PhD.
Era isso o que eu queria explicar.
Tenham uma boa leitura XDDDD
Capítulo 50 - Vila dos dragões: Iris e Isis
O pokémon inconsciente é sugado pelo dispositivo e após alguns minutos a luz vermelha cessa, emitindo o som de captura, com Satoshi indo até a pokéball, fazendo uma pose com os seus outros pokémons o seguindo, enquanto exclamava:
- Consegui um Caterpie!
Então, ele separa um Potion e pega a pokéball, falando:
– Saia, Caterpie.
O pokémon sai, sendo que está cansado e ofegante, com os olhos semicerrados, sofrendo os danos do ataque elétrico e da queda, enquanto sentia muita dor, sendo que ele pisca os olhos, após ouvir um barulho, sentindo algo na pele, para depois a dor e o cansaço cessarem com ele se levantando, olhando para o seu corpo, ouvindo o humano que o capturou, perguntar:
- Eu usei um Potion em você. Já está melhor?
O pokémon fica surpreso e consente, vendo o jovem sorrir de alívio.
- Que bom. Meu nome é Satoshi. – ele fala, dando carinho na cabeça do Caterpie que passa a curtir o afago gentil.
Então, ao olhar para os Pidgeotto´s e Ratata´s, ele fica assustado e foge para os pés do seu treinador, se encolhendo.
O jovem o pega gentilmente no colo, com ele ficando apavorado conforme o Ratata se aproximava para olha-lo.
Satoshi percebe que ele tremia de medo e fala com uma voz confortadora, afagando-o:
- Eles são pokémons domésticos e não vão atacar você. Pode ficar tranquilo. Comigo, não vai precisar mais ficar com medo, temendo ser a próxima refeição de algum pokémon. Além disso, agora, eles são os seus amigos.
O Caterpie olha ressabiado para os outros, sendo que o Ratata fala:
- O que ele disse é verdade. Não podemos caçá-lo. Portanto, relaxe, que conosco você está seguro. Aqueles Spearows lá em cima, também não são uma ameaça. – ele fala apontando para o céu.
O tipo Bug segue a direção que ele aponta e fica assustado, se encolhendo contra o seu treinador, tremendo, sendo que Satoshi fala, sorrindo de forma confortadora, afagando-o de forma gentil:
- Eu disse que eles são os seus amigos. Não se preocupe. Amigos são para ajudar e cuidar um do outro. Eu vou cuidar de você.
O pokémon tipo Bug olha atentamente para o humano, vendo em seus olhos a verdade e que de fato, iria cuidar dele, fazendo ele ficar surpreso, pois os pokémons falavam coisas assustadoras dos humanos. Se bem, que ele acreditava que aquele humano era diferente dos outros.
Sentindo confiança nas palavras do humano, assim como pelo olhar do mesmo, ele olha curiosamente para os outros pokémons domésticos fora das pokéballs.
Então, ele sobe no ombro do Satoshi e após fazer isso, os outros pokémons começavam a conversar com ele, com o tipo Bug começando a conversar.
Uma Weedle shiny estava próxima dali e viu o tratamento de Satoshi para o Caterpie, ficando surpresa.
Além disso, essa Weedle fêmea sentiu o seu coração falhar uma batida ao ver o humano, ainda mais quando o mesmo sorriu, passando a corar, para depois segui-lo escondida, até que percebe que ele vai passar, embaixo de uma árvore e rapidamente sobe nessa árvore, começando a se posicionar no galho, esperando ansiosamente que ele se aproximasse.
Sem saber que tinha uma Weedle shiny expectante, esperando por ele, o jovem passa por baixo do galho, apenas para sentir algo caindo nele, o fazendo cair, sendo que Caterpie rolou no chão devido à queda brusca do humano, até ser parado pelo Pikachu, com ele agradecendo ao roedor elétrico, que havia saltado a tempo.
- Satoshi-sama!
A Pidgeotto se aproxima, exclamando desesperada, sendo que os outros pokémons se aproximam demasiadamente preocupados, assim como Yukiko e Shigeru.
A confusão chamou a atenção do casal Spearow que baixa o voo, sendo que eles observam algo se mexendo dentro da blusa de Satoshi que começa a rir ao sentir patinhas que começavam a fazer cócegas nele.
Dentro da blusa, a Weedle fica confusa, não compreendendo onde estava, começando a se remexer, pois não conseguia enxergar a saída, até que avista uma fresta de luz, ficando feliz ao encontrar uma saída, embora não compreendesse onde caiu, pensando consigo mesma, enquanto escalava o peitoral do jovem:
"Achei a saída, que bom!"
Então, os pokémons notam que uma Weedlee shiny sai debaixo da blusa dele, suspirando de alívio ao encontrar a saída, para depois exibir olhos de coração ao olhar para Satoshi, esfregando a cabeça no rosto dele, enquanto abanava a caudinha, animadamente.
Satoshi senta e pega a Weedle nas mãos, com a mesma corando ao ser segurado por ele, enquanto os seus olhos brilhavam, com ela esfregando a cabeça no polegar dele. Ele fica surpreso e acaba afrouxando a mão, com ela saltando, voltando a grudar nele.
Então, Yukiko comenta:
- Ela é shiny, pois é dourada e acho que é fêmea.
- Com certeza, ela é uma fêmea, Yukiko-chan. Desse jeito, fica fácil capturar pokémons. No caso das fêmeas, o Satoshi-kun não terá qualquer dificuldade. – Shigeru comenta em um tom divertido.
- Eu também acho que ela é fêmea – Satoshi olha para a Weedle e pergunta – Quer vir comigo, Weedle-chan?
Ele fica com uma gota com os olhos dela em forma de coração, pegando uma pokéball, falando:
- Mas para isso, tem que entrar na pokéball.
Então, ela mesma aproxima o seu focinho do dispositivo e é capturada, sendo que a luz ascende por menos de um segundo, antes de apagar, indicando a captura.
Caterpie e os outros estão surpresos, sendo que Pikachu murmura para Ratata:
- Nosso treinador atrai fêmeas e isso é um fato incontestável.
- Com certeza. – o outro roedor responde e os demais pokémons consentem.
Caterpie está surpreso e pergunta com evidente confusão em sua face, curvando a cabeça para o lado:
- Como assim, ele atrai fêmeas?
Ratata explica sobre a captura de Pidgeotto, deixando o tipo Bug surpreso, olhando do tipo Flying para o tipo Bug e Poison, para depois compreender, embora ainda estivesse surpreso com a sua descoberta.
Do alto, a Spearow fêmea pergunta estarrecida:
- Mais uma que entra por si mesmo?
- Pelo visto sim e é evidente que o ama. Estou achando que o nosso treinador atrai fêmeas.
- Ainda bem que sou imune a isso, pois só tenho um macho em meu coração. – ela fala, sorrindo para o seu companheiro.
O mesmo sorri e fala:
- Eu fico feliz em saber disso, meu amor. – ele encosta o seu bico no dela, com eles acarinhando o bico um do outro, para depois voltarem a trocar juras de amor.
Satoshi comemora a captura, para depois falar:
- Saia Weedle-chan.
Ela sai, sendo que sobe nele, rapidamente, com todos ficando surpresos com a velocidade que uma Weedle podia ter, apenas para esfregar a lateral na cabeça no rosto dele, que fala:
- Prazer em conhecê-la, Weedle-chan. Eu me chamo Satoshi.
Então, ela murmura em seu idioma em um tom apaixonado:
- O prazer é meu, Satoshi-sama.
Os machos reviram os olhos, assim como os pokémons dos outros, sendo o mesmo para o casal Spearow que olha com descrença a fêmea Weedle, questionando até onde o poder de atração do treinador de ambos podia chegar, enquanto que os treinadores ficavam com uma gota na cabeça, frente a tradução de Yukiko,
Então, quando eles voltam a andar, com a Weedle se ajeitando no ombro de seu treinador, esfregando ocasionalmente a cabeça nele, sendo o mesmo para a Pidgeotto que voava baixo, próximo dele, o Spearow vai até Satoshi e pergunta:
- Como vocês confinam outros humanos?
- Espera aí, humanos são confinados? – Ratata pergunta descrente.
Todos os outros pokémons ficam estarrecidos frente a essa informação, enquanto que os outros exibiam descrença, sendo que Satoshi explica pacientemente sobre a prisão humana, explicando também o que eram os juízes que ordenavam a prisão ou não, assim como explana o que era um julgamento, para depois esclarecer o que era um presídio.
Yukiko buscou algumas fotos e mostrou para eles, com Shigeru mostrando outras fotos e com as imagens, eles entenderam a explicação, para depois voltarem a andar.
Na região de Isshu-chihou (Unova), a Vila dos dragões havia mudado de onde ficava antigamente, próximo de uma cidade, em decorrência do fato de ter sofrido graves danos, assim como a cidade no entorno, no evento de quase dez anos, atrás.
Mesmo podendo ser reconstruída, o povo da Vila dos Dragões achou que era uma espécie de sinal que eles deviam se mudar, com eles preferindo se mudar para mais perto dos tipos Dragons, que por sua vez, também mudaram de local, se afastando de qualquer cidade ao ponto de se tornar uma vila oculta, retornando aos tempos de outrora onde viviam em um local de difícil acesso a qualquer um e que as pessoas somente podiam encontrar o caminho se fossem guiados por algum treinador daquela vila.
A maioria das pessoas tinha, ao menos, um dragão e a meta de muitos era ser um Mestre dos dragões, que era um título dado a poucos, pois era difícil conquistá-lo em virtude da exigência dos testes que eram aplicados em forma de batalhas com os maiores Mestres dos Dragões, que acumulavam o cargo de Examinadores.
As batalhas eram divididas em fases e na última, o aspirante que passasse por todas elas, precisava mostra o seu conhecimento e valor, assim como o poder dos seus dragões, perante o mais poderoso Mestre dos Dragões, que julgaria se aquela pessoa era digna ou não do título.
Inclusive, a primeira batalha contra um dos Mestres de dragões que aplicavam o teste em forma de julgamento era com o primeiro dragão que os aspirantes a Mestres receberam. Ele era a prova maior de suas habilidades, juntamente com um time de dragões, sendo que deveriam demonstrar todo o seu conhecimento, sendo que o Mestre de dragões era um verdadeiro especialista no tipo Dragon.
Esse ritual que envolvia a busca do título de Mestre dos Dragões era mantido em segredo absoluto por ser protegido como um ritual, por assim dizer. Era sabido que eram batalhas e contra Mestre de Dragões, devido aos golpes que eram vistos ao longe. Mas a forma como era executado e os requisitos eram mantidos em segredo absoluto há milênios. Os que ousaram contar como era o ritual sofreram punições severas.
A única coisa divulgada sobre essa última fase, era que aquele teste era distinto de todos os outros, sendo o teste final de um futuro aspirante a Mestre dos Dragões. Muitos o chamavam de "O julgamento final".
Os que desejavam trilhar o difícil caminho em busca desse título deveriam ir até a anciã que daria um filhote que deveria ser treinado.
Na tradição milenar dessa vila, a maior prova que um treinador podia dar aos outros era a evolução do primeiro tipo Dragon que recebeu e que, inclusive, usava uma pokéball azul especial com detalhes de dragão em relevo dourado na sua superfície. Essa pokéball era dada somente pela anciã da vila que concedeu o dragão para a jornada do jovem treinador que almejava o título de Mestre dos Dragões.
Naquele dia, duas aspirantes a Mestre dos dragões haviam sido chamadas pela anciã da vila que era a responsável por dar um filhote do tipo Dragon, para os que desejavam serem futuros Mestres de Dragões, conforme a tradição milenar da vila onde habitavam vários pokémons tipo Dragon, principalmente Axew e suas evoluções.
Iris, que tinha um Excadrill, sendo um que ela tratou e cuidou, com o mesmo decidindo segui-la, estava em frente à anciã, enquanto pensava na derrota que sofreu contra Shaga (Drayden), há anos atrás e que fez o seu Excadrill se fechar para ela.
Naquela linha do tempo, ela havia tido uma irmã gêmea idêntica.
Na aparência eram parecidas, sendo que as roupas que usavam eram diferentes, assim como a forma que lidavam com o cabelo. Iris prendia o seu cabelo, enquanto que Isis os usava soltos e "comportados" ao utilizar um tratamento feito com algumas ervas, além de usar uma tirara, sendo que ela dominava muitas porções feitas com ervas, assim como berrys, podendo criar medicamentos com o que podia ser colhido na natureza, graças ao fato de ter feito um curso com a anciã da Vila dos dragões, que era especialista no uso de ervas para fins medicinais.
Além disso, havia a personalidade de ambas que eram distintas.
Essa irmã dela se chamava Isis e ao contrário de Iris, ela era uma guerreira, que inclusive praticava artes marciais, dominando o estilo do dragão e almejava ardentemente ser uma Mestra dos dragões, sendo que inclusive, participou de eventos anuais em que jovens iam encontrar pokémons do tipo Dragon para observarem o seu comportamento. No caso os selvagens, já que os que viviam na vila eram quase que domésticos. Iris não foi, pois preferia subir em árvores e explorar o mundo, achando suficiente o que estudou na escola da vila. Isis também estudou na escola, mas aproveitava qualquer incursão até os pokémons tipo Dragon e selvagens.
Além disso, se dedicava a ler vários livros sobre o tema e em vez de ficar subindo em árvores e andando em torno da vila, acompanhava batalhas entre treinadores do tipo Dragon e muitas vezes, se juntavam as pessoas para verem dois Mestres batalhando, com ela definindo essas batalhas como sendo, no mínimo, insanas e igualmente empolgantes, mostrando todo o poder dos dragões na sua forma mais pura.
Afinal, para ela, ver um dragão poderoso contra outro do mesmo nível era praticamente surreal, já que ambos os treinadores possuíam o nível de Mestre de dragões, que era um verdadeiro especialista em tipo Dragon. Ela ficava vidrada nessas batalhas, não perdendo um segundo sequer, sendo que para evitar problemas para a vila, essas batalhas entre Mestres eram realizados um pouco longe e em um local próprio, já destruído, para que pudessem usar os poderes do tipo Dragon ao máximo.
Naquele dia, ambas estavam sentadas, esperando pelo parecer da anciã, Elder, que detinha filhotes de pokémons tipo Dragon, sendo que eram irmãos de uma mesma ninhada e que haviam acabado de nascer, conforme mandava a tradição.
Então, após ambas se sentarem na frente dela, ela fala:
- Desde que eram pequenas, era evidente o fato de que somente seriam iguais na aparência física... Normalmente, gêmeos idênticos, não costumam ter essa distinção. Inclusive, há duas Mestras de dragões que são gêmeas idênticas. Quanto a...
- Mal vejo a hora de ter o meu tipo Dragon! – Iris exclama com animação, cortando a anciã que estreita os olhos para a mesma que ignora, fazendo-a suspirar de irritação.
- Nee-chan, não esqueça que é uma grande responsabilidade criar um pokémon, sendo que o caminho para se tornar um Mestre de dragões é difícil e igualmente exigente. Devemos dar tudo de nós para treinarmos adequadamente esse dragão e conseguirmos outros dragões, além de estudarmos e treinarmos bastante para sermos autênticos especialistas no tipo Dragon. O Excadrill que você possui não é um dragão, sendo que quem tinha a licença era a nossa genitora que estava viva na época, já que você era nova demais para ter uma Licença Pokémon. Lembre-se de se focar no tipo Dragon, agora que teremos a nossa licença, já que acabamos de completar dez anos. Claro, não há nenhum problema em termos outros tipos. Eu mesma vou ter outros tipos e não somente o tipo Dragon. Será bom para treinos futuros em batalhas simuladas entre eles, por exemplo.
- Você está com inveja por eu ter um pokémon e você, não.
A mais nova suspira e fala:
- Não estou com inveja. Apenas estou constatando que ele não é um tipo Dragon e que você deve procurar capturar e treinar tipo Dragons. Os grandes Mestres possuem vários dragões. Você precisa ver o nível das batalhas entre eles. É simplesmente aterrador e igualmente surreal. É a demonstração do poder na sua forma mais pura e bruta.
- Eu queria mais era investigar em volta da nossa vila. Eu amo dragões e quero ser uma Mestra de Dragões, mas queria explorar o entorno da vila, além de ser divertido subir em árvores.
- Também acho divertido e inclusive, fazia isso, mas procurava me aprofundar sobre os tipos Dragon. Há muitas coisas sobre eles que não aprendemos na escola.
- Se esqueceu de que eu frequentei uma escola na cidade mais próxima por algum tempo e que ficava há quilômetros daqui?
- Sim. Após a derrota do seu Excadrill, você foi buscar conhecimento em uma instituição de ensino. Mas podia ter buscado em nossa própria vila, inclusive assistindo as batalhas pokémon. Além de termos tevê e internet, nós temos uma biblioteca sobre tipo Dragon, também. Além disso, convivemos com eles e há vários treinadores, além de termos Mestres de dragões que frequentam a vila, com muitos morando aqui. Ter que frequentar um local tão longe e depender apenas de livros, sem testemunhar o real poder de um tipo Dragon, não é a mesma coisa. Os livros são apenas uma base. O conhecimento vem da observação e do aperfeiçoamento da prática, assim como é preciso haver um vínculo forte com os seus pokémons, criando assim uma união poderosa e indestrutível. Além disso, você precisa sentir a alma do dragão. Lembre-se que o Mestre de dragões é um especialista em tipo Dragon e os verdadeiros especialistas procuram conhecimento também dos tipos que são efetivos contra o tipo Dragon. Nesse caso, os tipos Ice e o Fairy, além de procurarem fortalecer os seus laços com os seus pokémons, tornando tais laços, indestrutíveis. Não basta saber treiná-los, é preciso dar amor para eles e carinho para que possam se desenvolver, assim como, corresponder aos sentimentos do seu treinador, já que eles serão os seus parceiros, assim como, os seus companheiros. Alimentação é apenas uma parte necessária ao bom desenvolvimento deles, assim como, sadio. O bem estar do pokémon também é um fator importante, já que eles batalham por nós.
- O que você disse sobre o tipo Ice e Fairy... Você é assustadora. É normal termos medo desse tipo. – ela olha para a irmã como se ela fosse uma louca, para depois, começar a tremer ao imaginar um tipo Ice ou Fairy.
Isis suspira e fala:
- Saiba que estudei sobre eles também e quero descobrir mais sobre aqueles que podem derrotar um tipo Dragon em decorrência de golpes super efetivos, sendo que o tipo Fairy, também é imune a golpes tipo Dragon. Um general só vence uma guerra se conhecer bem o seu oponente e os maiores oponentes do tipo Dragon são o tipo Ice e Fairy. Eu não os temo, ao contrário de você e sim, respeito ambos. Para mim, um especialista não deve dominar apenas o poder e habilidades do tipo que escolhe. Ele também deve dominar todas as fraquezas e vantagens do seu tipo e as principais fraquezas de um tipo Dragão são esses dois tipos. Creio que é fundamental conhecê-los. Se você os teme, não tem coragem de conhecê-los. Nunca vi os Mestres de dragões temerem esses tipos e muito menos, os seus dragões, sendo que inclusive, eles respeitam os pokémon Ice e os Fairy, não deixando de batalhar por causa disso, sendo que os melhores conseguem enfrentar esses tipos. Quando eu disse que teria todos os tipos para treinamento, isso inclui o tipo Ice e o Fairy, também. Eles serão os meus parceiros e companheiros, junto com os demais tipos.
Iris olha, inicialmente, para a sua imouto como se ela fosse uma louca, para depois notar que de fato, ela iria ter os dois tipos que para Iris, eram no mínimo aterrorizantes, para depois ficar irada frente aos disparates que ela falava, passando a exclamar:
- Cale-se! Fala sério. Você é muito chata! Além disso, fala muitas sandices! Vamos fazer o seguinte, imouto. Você cuida da sua vida e eu da minha. Além disso, guarde essas besteiras, para não dizer insanidades, para você, ok? Ter um tipo Ice e Fairy?! Isso é o cúmulo da loucura! Ainda mais se deseja ser uma Mestra de Dragões!
- Como desejar. Apenas quis ajuda-la. – ela fala dando de ombros, para depois suspirar cansada, massageando as têmporas.
- Me poupe dos seus comentários e opiniões. Conseguirei por mim mesma o título de Mestra dos dragões.
A mais nova olha para ela e suspira, sendo que a anciã conseguia ver naquele instante, o quanto ambas eram distintas. De fato, conforme elas cresciam, essa diferença ficava cada vez mais evidente. A única coisa em comum era a aparência delas.
A anciã pigarreia, chamando a atenção de ambas, para depois expor duas cestas, falando:
- Está na hora de ambas crescerem em busca do título de Mestre dos dragões. Recebam os seus Axews. Há um macho e uma fêmea.
- Eu quero escolher primeiro! – Iris exclama de forma autoritária.
Isis revira os olhos e fala:
- Por mim, tudo bem. Afinal, a tradição manda que o primeiro tipo Dragon de alguém seja um Axew. Por isso, temos estátuas deles na vila.
Enquanto a sua irmã olhava de uma cesta para a outra, indecisa, Isis suspirava, pois não havia motivo para fazer caso e se ela desejava ser a primeira, que assim fosse, enquanto que ficava descrente ao ver a indecisão na escolha, uma vez que ambos eram da mesma espécie, só mudando o sexo, enquanto ela se perguntava o motivo da anciã manter ambas as cestas fechadas.
