Notas do Autor

Iris propõe...

Isis e Elder...

Capítulo 51 - Axew

Após quase vinte minutos, ponderando qual cesta iria escolher, a anciã exclama irritada:

- Escolha uma, agora!

Iris se encolhe com o tom agressivo, vendo a face aborrecida da anciã, com a mais nova falando, após revirar os olhos:

- Você acha que a obaba-sama pode ficar a tarde inteira a sua disposição? Claro que ela está aborrecida. Ela tem outras obrigações. – Isis fala sem se alarmar.

Iris mostra a língua para a irmã, com Isis revirando os olhos, enquanto massageava as têmporas, sendo que muitas vezes, quem parecia a mais velha era ela e como se lesse o pensamento da jovem, a anciã concordava, pois de ambas, Isis era bem madura e responsável, enquanto que Iris agia como uma eterna criança sem qualquer responsabilidade.

Porém, ela acreditava e tinha também esperança que Iris revesse as suas atitudes e amadurecesse ao mesmo tempo em que questionava a si mesmo, senão estava sendo demasiadamente otimista, assim como, senão estava cometendo um grave erro ao ter aceitado o pedido dela para ser uma aspirante a Mestra de Dragões, entregando um tipo Dragon para ela.

A anciã, pela primeira vez em décadas, estava preocupada que tivesse tomado uma decisão errônea, movida pela esperança.

Então, Iris escolhe uma cesta e a anciã abre, revelando um Axew, com ela o pegando, exclamando animada, sem saber que era o mesmo Axew da linha do tempo original que ela escolheu e que o destino os uniu, novamente:

- Tenho um dragão!

Isis vai até a cesta que sobrou e abre a mesma, calmamente, revelando um Axew shiny que abre os olhos e sorri, enquanto abanava a caudinha, conforme era pego pela jovem que sorria, o afagando, fazendo Iris ficar estarrecida, para depois exclamar, indignada:

- O outro era um shiny?! Eu quero!

Isis pega o filhote de Axew no colo que se aconchega nela, compreendendo naquele instante o motivo das cestas estarem fechadas.

O motivo era que um deles era shiny e a anciã queria ser justa não revelando que havia um shiny e a única forma de fazer isso era manter a cesta fechada.

- Você escolheu primeiro. Aceite a sua escolha.

- Troque comigo!

Isis fica indignada e fala:

- Trocar?! O que acha que os pokémons são? Mercadorias para serem trocadas ao bel prazer do treinador? Eu sou contra trocas de pokémons, como fazemos com roupas ou algo assim. Sei que é uma prática comum. Mas é algo que desaprovo veemente. Essa prática só se torna aceitável para mim, se for para o melhor interesse do pokémon, com ele desejando a troca, pois nesse caso, a troca está sendo feita em nome da felicidade do pokémon. Nesse caso, em especifico, não vejo qualquer problema. Os treinadores se esquecem de que não é somente fornecer ração boa aos pokémons e sim, cuidar do bem estar e da felicidade deles. Esses dois últimos costumam ser esquecidos por muitos treinadores e pelo visto, você está dentre eles, nee-san. Os pokémons são seres vivos com sentimentos e emoções tão refinados quanto o de um humano. Eles sentem todas as emoções que nos sentimos, sem distinção, além de compreenderem o que nós falamos, demonstrando assim, que eles possuem inteligência. Como você, que viveu entre os pokémons da região, pode ser capaz de vê-los como algo para ser trocado ao bel prazer do treinador, sem pensar nos sentimentos deles, como se eles fossem incapazes de sentirem algo? Trocá-los como se fosse uma mercadoria? Como pode ser tão fria com o pobre Axew em seus braços?

Iris bufa, até que fala:

- Não devia falar isso, se há evoluções que somente ocorrem por trocas, imouto. Portanto, para um treinador evoluir o seu pokémon, precisa trocá-lo.

- Os pokémons sempre evoluíram sem o auxílio da tecnologia humana. No início, quando o Deus Criador Arceus-sama criou tudo, não existia tecnologia humana para evoluir os pokémons, sendo que eles evoluíam por si mesmos, com exceção daqueles que evoluíam com as chamadas pedras da evolução como a Fire Stone, Water Stone, Thunder Stone, Leaf Stone, Moon Stone, Sun Stone, Shiny Stone, Dawn Stone, Dusk Stone e Ice Stone por causa da reação que elas provocam em determinados pokémons, que são influenciados pelas mesmas, desencadeando assim as suas evoluções. Nós sabemos que essas evoluções por trocas podem ser feitas por felicidade. Você também deve ter lido sobre isso. Se o pokémon ama o treinador, ficando feliz por estar com ele, este pokémon evolui. Basta dar amor ao pokémon que fica feliz com o mesmo retribuindo, passando a amar o treinador, sendo capaz de fazer, inclusive, milagres, pois o amor é muito poderoso e age de formas misteriosas. Mas como muitos são incapazes ou não tem paciência para dar amor para o pokémon, tratando-o com carinho para que esse sentimento seja retribuído, fazendo assim ele evoluir por amor, preferem optar pela evolução por troca, sempre que possível, quando pode ser feita usando esse método, já que algumas outras evoluções por amor, somente acontecem pela felicidade de um pokémon para com o seu treinador, tornando inviável a evolução por troca. É uma pena que essas evoluções por amor, não sendo necessária a troca para evoluir, não são conhecidas. Portanto, veja que a troca é totalmente desnecessária e que muitos fazem como se estivessem trocando de roupa ou objeto por terem enjoado ou por preferirem um melhor ao que tinham como celular, calçado e etc.

Ela cerra os dentes, enquanto que o Axew a olhava com os olhos lacrimosos, sendo que a anciã exclama indignada, enquanto demonstrava fúria em seus olhos, com Iris tendo medo da anciã pela primeira vez na sua vida:

- Aqui, os dragões não são mercadoria para troca e isso é válido para os outros pokémons, também, pois concordo com a Isis-chan. Além disso, um futuro Mestre de dragões aceita o dragão e o treina. Como ousa sugerir essa insanidade? Trocar um dragão? E o pior, apenas pela aparência? Como ousa proferir tal sandice? - a anciã sentia as suas esperanças minguarem em relação a Iris e começava se preocupar e muito, que tivesse cometido um grave erro ao entregar aquele Axew a ela.

Iris se cala, enquanto bufava, voltando a sentar em seu lugar, enquanto Isis suspirava, sendo que a anciã entrega para cada uma, uma pokéball azul que tinha um dragão dourado em relevo, entregando uma de mal grado a Iris, pois estava começando a se arrepender por ter dado o Axew a ela.

Então, ela fala:

- Essas pokéballs indicam que esse foi o seu primeiro dragão. Quando voltarem de suas jornadas, devem fazer o Ritual do Dragão, que faz parte do Festival dos Dragões. Nesse momento, ocorrerá o julgamento se são dignas ou não, de receberem o título de Mestra dos dragões. Nesse momento, vocês devem mostrar que se tornaram autênticas especialistas no tipo Dragon, mostrando o seu valor, conhecimento e capacidade de criar estratégias, assim como de modificá-las durante uma batalha, se for necessário, além de colocarem a prova os laços que vocês irão possuir com os seus pokémons. Os Juízes irão determinar se são dignas de passar para a próxima fase até chegarem ao Julgamento Final. Muitos tentam e poucos conseguem. Vocês devem ter isso em mente. Portanto, dediquem-se ao máximo, antes de voltarem para a Vila para participarem do período do Festival do Dragão.

Após encostarem as pokéballs em seus respectivos Axew, com eles sendo sugados, para depois a luz da pokéball, cessar e fazer um barulho indicando a captura, eles são liberados. O Axew de Iris se esconde em seu cabelo, enquanto que o de Isis sobe em seu ombro.

As gêmeas, assim como os outros jovens, ficam pensativas sobre o que seria o Ritual dos Dragões, sendo que qualquer jovem da vila era curioso sobre esse teste que era protegido como um ritual, sendo realizado em um local específico e aqueles que participavam faziam voto de silêncio. As pessoas somente conseguiam ver o brilho dos golpes e rugidos dos dragões, gerando a chamada Noite dos dragões.

Portanto, esse ritual era mantido em segredo dos mais jovens, cercando-o em uma áurea de mistério, embora muitos acreditassem que eram somente batalhas entre dragões de alto nível, sendo que havia o boato de que o Julgamento final era distinto de todos os outros, levando-os a questionarem qual seria a distinção para com os demais, com muitos achando que era igual aos outros e o que falavam do Julgamento Final, ser distinto dos demais era apenas um boato.

Era nisso que Iris acreditava, sendo que ao ver dela, não haveria qualquer diferença, sendo apenas batalhas e que o que falavam de ser diferente era apenas um boato.

Porém, em relação à Isis, ela acreditava que não era um boato e que devia sim, ser diferente, a forma como era aplicado o Julgamento final.

A anciã as tira de seus pensamentos, falando:

- Viajem cada uma com o seu Axew. O crescimento de cada um dos seus respectivos Axew vai depender do crescimento dos laços entre eles e suas respectivas treinadoras. Eles acabaram de sair do ovo. O de Iris é um macho e o de Isis é uma fêmea.

- Sim, obaba-sama. – ambas falam em usino.

Elder, a anciã, fala:

- Vocês é que irão cria-los. A força dos seus respectivos Axew, dependerá respectivamente da força dos seus corações. Os princípios mais importantes são conhecer o Pokémon e criar o pokémon, fazendo os seus corações se tornarem um só. Isso vale para todos os pokémons que capturarem. Vocês devem criar laços com eles, sendo que devem ser laços fortes e inquebráveis, gerando uma união de seus corações e mentes. Nunca se esqueçam disso. Lembre-se que durante o ritual, não será somente o poder do dragão que será testado e sim, o coração do aspirante a Mestre dos dragões e que os laços com os seus pokémons serão colocados à prova. Se tiverem um vínculo fraco, ele será quebrado facilmente. É necessário mostrar também o poder dos seus laços e dos seus sentimentos.

- Sim, Obaba-sama. – elas falam em usino.

Após se curvarem em respeito, elas saem da casa da anciã, sendo que se dirigem até a Líder da vila que entrega para elas as suas respectivas Licença Pokémon e algumas pokéballs.

Munidas de suas licenças, elas se preparam para partirem de sua Vila natal, com ambas decidindo tomar os seus próprios caminhos.

Enquanto terminava de organizar a sua mochila com vários bolsos para organizar itens para a sua longa viagem, acreditando que ficaria vários anos fora da Vila, a sua Axew fala, ansiosa:

- Mal vejo a hora de viajarmos! Vai ser legal conhecer novos lugares – ela fala, olhando para o horizonte e depois, para uma pequena batalha entre dragões, próxima dali, animando-a ao ponto dela abanar a cauda – Eu também quero ser poderosa. Quero ser como os Haxorus que vi. Chama-se Haxorus a minha última evolução, né?

- Isso mesmo, Axew-chan. Vamos ficar mais fortes, juntas. É uma promessa.

Nisso, ela levanta o dedinho mindinho, com o filhote de pokémon arqueando o cenho, para depois Isis explicar:

- Estenda o seu dedinho e abrace o meu com o seu, para selarmos a nossa promessa.

Animada, assim como empolgada para aprender coisas novas, ela salta da janela para o chão, para depois subir na cama, olhando para as suas patinhas, para depois entrelaçar o seu menor dedinho no dela com ambas sorrindo.

Isis conseguia compreender o que os dragões falavam, graças ao fato que desde que era pequena, se reunia com uma Mestra dos Dragões que dominava a habilidade de entender o coração dos tipos Dragon, sendo que Iris não aprendeu essa habilidade, pois não tinha paciência para ficar parada em um único local por ser hiperativa.

Logo, ela ficava com essa Mestra de Dragões, estudando com afinco para aprender a ler o coração de um tipo Dragon e graças aos treinos desde que era pequena, conseguia ouvir o coração deles e consequentemente, conseguia entender o que eles falavam como se falassem na linguagem humana.

Inclusive, essa Mestra dos dragões foi uma de suas senseis. Ela teve outra sensei que lhe ensinou Artes marciais para dominar a sua própria mente e coração, assim como, para aprender a arte da meditação e da disciplina, dominando a si mesma, acabando por dominar o Estilo do Dragão, do Kung Fu. Como complemento, ela procurou aprender o manejo de armas usadas nas artes marciais, dedicando um tempo especial a aprender o estilo de Kenjutsu, o Ama Kakeru Ryuu no Hirameki (fulgor do dragão que se eleva aos céus).

Inclusive, havia ganhado uma espada de seu sensei, Himura Kenshin, que também era um Mestre de Dragões. A espada era uma Sakabatou, ou seja, uma espada de lâmina invertida dada de presente pelo seu sensei e que, atualmente, estava envolta em um pano. Iris nunca teve paciência para aprender Artes marciais ou Kenjutsu, assim como a ler o coração de um dragão, preferindo ficar em volta da vila, subindo em árvores e ficando com os pokémons selvagens.

Já, Isis, sempre procurou conseguir o máximo de conhecimento para a sua futura jornada. Por isso, ela decidiu que iria deter o conhecimento de ervas para fins medicinais, conseguindo assim tratar pokémons com ervas na ausência de Potions e outros itens.

Por precaução, ela levava um livro de ervas e de berrys que foi dado por sua sensei que ensinou a criar e ministrar medicamentos naturais, enquanto sorria ao se recordar que a sensei que lhe ensinou a ler o coração dos dragões, era a atual Líder da Vila.

Além disso, a jovem sempre ficava perto de grandes treinadores e Mestres, observando a relação que eles mantinham com os seus pokémons e que era de amor e de cumplicidade, sendo laços fortes que faziam a diferença em uma batalha. Eles haviam ensinado sobre o amor ser poderoso e que age de formas misteriosas. Um pokémon que ama o seu treinador era capaz de realizar milagres. Isso era algo que ela aprendeu com eles e que pretendia aplicar nos seus parceiros, pois esses mesmos Mestres e treinadores chamavam os seus pokémons de amigos e falavam que eram os seus parceiros, sendo que formavam uma equipe com o treinador sendo o Líder. Os pokémons seriam os seus amigos e era assim que ela iria vê-los.

Ela não sabia que dentre os treinadores do mundo, havia muitos que compartilhavam dessa visão e dentre eles, havia um treinador de Kantou, chamado Satoshi, a sua imouto Yukiko e o amigo de infância deste, Shigeru, assim como outro treinador que estava se dirigindo a Kantou, Cheren, que compartilhavam da mesma visão dela, de que os seus pokémons eram os seus amigos e parceiros de batalha, formando com eles uma equipe, desejando manter uma relação de amizade e de cumplicidade com eles.

Ela estava selecionando o que ia levar, decidindo levar alguns livros que seriam muito úteis em sua jornada, enquanto organizava a sua mochila, usando os vários bolsos que a mesma tinha para melhor organização, assim como pega a espada dada pelo seu sensei, ainda envolta em um pano, prendendo na cintura.

A jovem olha em volta para verificar senão esqueceu algo, até que o seu olhar para no pequeno baú em cima da sua escrivaninha, indo até o mesmo, enquanto olhava com carinho para o mesmo.