Notas do Autor
Isis fica surpresa quando...
No Monte Miyazaki...
Satoshi e os outros decidem...
Capítulo 54 - Perigo no Monte Miyazaki (Mount Hideaway)
Então, após alguns minutos, eles observam dois ovos descendo pelo rio, sendo que Deino fica desesperada para salvá-los e entra na água, acabando por ser arrastada pela correnteza, enquanto tentava salvar os ovos. Druddigon vai até ela e traz os três, com ela se segurando na cauda musculosa do tipo Dragon que carregava os dois ovos em seus braços.
Após chegarem na segurança da margem, eles observam os ovos que estavam seguros nos braços de Druddigon, com a tipo Dragon e Dark falando:
- Vamos leva-los até ela.
- Sim.
Nisso, eles correm, se afastando daquele local.
Não muito longe dali, Isis está caminhando por uma trilha para a próxima cidade, quando ouve rugidos de dragões e ao se virar, observa o mesmo Druddigion e Deino de antes, correndo em direção a ela, ficando surpresa ao ver dois ovos que eram segurados pelo tipo Dragon.
- Aconteceu algo? – ela pergunta preocupada.
Deino se aproxima e fala:
- Queremos seguir viagem com você. – a tipo Dragon e Dark fala sorrindo.
- Sério? Seria uma honra. – ela fala sorrindo, para depois perguntar – Vocês sabem que vão ter que entrar em uma pokéball?
- É assim que chamam os dispositivos redondos? – Druddigon pergunta curioso.
- Sim. Ainda desejam isso?
Eles confirmam e ela fala:
- Vou deixar vocês fora delas, várias vezes e não apenas para treinamento e batalhas. Tem certeza que querem seguir viagem comigo, sabendo que vão batalhar e treinar?
- Sim – a Deino fala sorrindo - Eu quero poder para proteger os que me são queridos.
- Eu quero poder para ser o mais poderoso Druddigon.
Nisso, eles contam sobre o seu passado e ela afaga ambos, falando:
- Entendo. E esses ovos?
- Nós achamos esses ovos - Druggidion entrega ambos para Isis - Com certeza, vai cuidar bem deles.
Ele se esquece de falar do som que ouviram e do brilho que viram, pois não acharam um fato importante, uma vez que não foi nada ameaçador para eles, com Deino compartilhando da mesma ideia.
Afinal, eram pokémons e não compreendiam muito das coisas humanas.
Inclusive, acharam que era alguma batalha entre pokémons do tipo fogo ou algo assim que ocorreu um pouco longe dali e que os pokémons estavam fugindo, pois era uma batalha intensa, sendo sabido entre eles que pokémons poderosos liberavam ataques igualmente poderosos.
Ela pega os ovos, guardando cuidadosamente na sua mochila, enquanto falava:
- Sim. Quando nascerem, iremos cuidar deles, juntos. O que acham de me ajudarem a cuidar deles?
O casal fica surpreso, para depois sorrirem, confirmando com a cabeça, pois haviam se afeiçoado aos ovos.
- Quando chegarmos na cidade mais próxima, vou comprar duas incubadoras para chocá-los.
Após guardar cuidadosamente os ovos, ela pega duas pokéballs e ao deixa-las maiores, fala:
– Se quiserem mudar de ideia, podem ficar a vontade.
Druddigon e Deino se entreolham, para depois concordarem, sendo que ele fala:
- Não mudei de ideia. Eu confio em você.
- Eu também. – Deino fala.
Nisso, ambos encostam as patas nas pokéballs, sendo sugados, com a luz brilhando apenas por um segundo, antes de apagar com ela falando, sorrindo:
- Obrigada pela confiança... Saia, Druddigon-kun e Deino-chan.
Nisso, eles saem e passam a seguir viagem com ela, fora da pokéball, sendo que começam a conversar entre si, com Isis explicando sobre o sonho de ser uma Mestra de dragões, contando sobre o mistério do teste, com eles se comprometendo a ajuda-la, assim como a Axew, enquanto que Isis fala para o Druddigion:
- O tornarei poderoso, eu prometo. Aí, quando senti que tem poder suficiente, vamos procurar pelos seus irmãos e você vai enfrentá-los. Prometo que irei realizar o seu sonho de derrotá-los como revanche. É uma promessa, Druddigion.
O tipo Dragon fica surpreso, vendo nos olhos de sua treinadora que de fato, ela cumpriria com a promessa, o fazendo sorrir, sendo que observa ela estendendo o dedinho para ele que arqueia o cenho, com a jovem explicando o que era e o que ele devia fazer, com o mesmo sorrindo, tocando delicadamente com uma de suas garras, selando o acordo, enquanto Axew e Deino sorriam.
Há centenas de quilômetros dali, em Kanto, Satoshi, Yukiko, Shigeru e os seus pokémons, estavam subindo o Monte Miyazaki (Mount Hideaway).
Durante o caminho para esse Monte, Yukiko e Shigeru haviam ficado felizes ao conseguirem Ratatas com a habilidade Run Away, ficando felizes ao verem os golpes de nascimento deles, descobrindo que eles faziam parte da mesma ninhada do Ratata de Satosi. Ou seja, eram todos irmãos e começaram a conversar entre si ao se reconhecerem, com eles contando o que fizeram após saírem do ninho, além de outros assuntos.
A captura deles só foi possível pelo Spearow Líder ter se oferecido para ajuda-los ao ver que eles eram distintos, também, se prontificando a caçar Ratatas com a habilidade Run Away, já que ele era o maior caçador do bando.
Os Ratatas e outros pokémons similares a eles eram famosos pela sua capacidade de procriação, sendo o mesmo para o tipo Bug, conseguindo ter vários filhotes, assim como era com aqueles que lembravam peixes como o Magikarp ou pokémons que lembrassem crustáceos.
Segundo os Pesquisadores Pokémons, essa alta taxa de procriação, abrangia pokémons que ficavam na base da cadeia alimentar. Por causa disso, eles tinham taxas tão elevadas de procriação, assim como de crescimento.
Afinal, eles eram a caça de inúmeros pokémons e para aguentarem a demanda, eles precisavam repor, rapidamente, o seu número, além dos membros precisarem crescer rapidamente para poderem procriar. Por isso, além das altas taxas de reprodução, a maturação sexual deles era mais acelerada, se tornando aptos ao acasalamento em pouco tempo.
Os Caterpie e Weddle eram um dos exemplos mais usados pelos pesquisadores, pois eles tinham um ciclo rápido de evolução para se tornarem Butterfree e Beedrills, para que pudessem se acasalar e ter filhotes o quanto antes, já que somente se reproduziam ao alcançar esse estágio. Se forem capturados para batalharem, o aumento de experiência nas batalhas os fará evoluir por experiência, provocando uma evolução mais rápida do que seria na natureza.
A alta capacidade de reprodução e a maturação sexual rápida garantiam a manutenção da base da cadeia alimentar dos pokémons.
Conforme o grupo de Satoshi percorria a trilha, o casal Spearow notou que o seu treinador e o outro humano chamado Shigeru conversam entre si, assim como aquela que era a irmã mais nova do treinador deles, com os três olhando ocasionalmente para eles, fazendo o Spearow líder arquear o cenho, enquanto a companheira dele comenta ressabiada:
- Tem certeza que foi uma boa ideia se oferecer para ajuda-los? Eles não eram os seus treinadores e o nosso treinador não deu ordem para obedecê-los. Não confio nos humanos e acho que você foi muito ingênuo ao abaixar as suas defesas para esse humano. – ela suspira cansada – Apesar de eu amar esse seu lado, eu prefiro que seja implacável e temido por todos com exceção da sua família, como eu e os nossos filhotes. Não ganharemos nada sendo gentis ou prestativos.
- O Satoshi não é assim. Deve ser outra coisa. Além disso, como eu me esforcei para capturar o Ratata, ele permitiu que passássemos a voar fora das pokéballs ou já se esqueceu disso? Meu ato foi recompensado.
A fêmea revira os olhos e fala:
- Eu sei que ele recompensou o seu esforço. Mas eu já sofri com os humanos, quando o meu pai foi tirado de mim ao ser capturado.
- Você disse que iria se ausentar de julgar o Satoshi, até ver se ele cumpriria ou não a promessa.
- Eu mantenho a minha decisão de aguardar para julgá-lo. Mas o fato deles olharem esporadicamente para nós, está me deixando, demasiadamente, preocupada. O humano pode ter mudado de ideia.
- Eu entendo a sua aflição, mas eu aprendi a confiar nele. Não acho que ele trairia a promessa que fez para nós.
- Mas...
- Ei! Spearows, eu quero falar algo com vocês – Satoshi exclama do chão.
A fêmea se cala e acompanha o seu companheiro com ambos baixando o voo até ficarem na frente do seu treinador, olhando curiosamente para ele que fala:
- Eu estava conversando com o Shigeru sobre o caso de criminosos que invadem a propriedade do avô dele e que inclusive, quase o renderam ao invadirem o seu laboratório, senão fosse o sistema de alarme do local. Nós três decidimos conversar com o doutor para deixar todos vocês fora das pokéballs, pois ele precisa de mais guardas. Não é amigo?
- Sim. Ele tem problemas com ladrões e não somente quando invadem o seu laboratório, sendo que eles tentam, inclusive, roubar os pokémons que estão fora das pokéballs. Claro, ele consegue salvar os pokémons e até impedir que seja assaltado, mas é complicado. A área é muito grande para a quantidade de pokémons que agem como guardas.
Satoshi se vira para o líder que está surpreso e fala:
- Vocês são organizados, além de terem a força do bando. Portanto, podem agir como guardas com ordens para atacar, implacavelmente, os invasores. Com certeza o doutor vai adorar ter guardas adicionais. Assim, vocês vão ficar sempre fora das pokéballs e podem voar pela propriedade, além de terem comida sempre disponível. Claro, vão ter que passar por um pequeno treinamento para identificarem invasores, por exemplo. Mas é um treinamento simples que pode ser aplicado pelo doutor. O que acham? É uma boa oferta?
O casal se entreolha surpreso e a fêmea pergunta, estupefata:
- É sério? Esse acordo é mesmo sério?
- Sim. Acreditem quando falo que o meu jiji ficaria feliz em ter mais guardas e que guardas melhores ele terá do que os que voam e que por isso, podem percorrer uma grande extensão em pouco tempo, além de serem capazes de se organizarem em um ataque massivo? Ele tem guardas pokémons treinados. Mas eles não são suficientes. Vocês seriam os Guardiões do céu. Uma Elite de pokémons tipo Flying para proteger a propriedade com comida fácil e gratuita.
- Isso parece muito bom... Não é bom e sim, excelente! – a fêmea exclama animada.
O Spearow líder fica surpreso com a função que o seu bando teria, pois estava preocupado deles ficarem sempre confinados. Mesmo capturado, ainda era o Líder e se preocupava com os seus companheiros.
Portanto, aquela notícia era de fato excelente, com ele ficando aliviado pelo destino do seu bando, que até então era uma fonte de preocupação para o mesmo e para a sua companheira, com ambos compartilhando dessa preocupação.
Então, satisfeito pelo destino do seu bando, ele sorri e consente, enquanto que a fêmea se sentia envergonhada por ter duvidado tanto do humano, para depois eles voltarem para o ar com o Spearow Líder falando:
- Eu disse que podíamos confiar nesse humano. O ato de eu ajuda-los de livre e espontânea vontade rendeu essa "promoção" ao nosso bando, por assim dizer. Agora, não precisamos mais nos preocupar com o destino deles.
- Verdade. Mas eu ainda tenho receio, por mais que eu não queira ter – a fêmea murmura envergonhada – Não posso impedir de me sentir assim.
- Eu sei. Quando ele enviar nós todos para esse tal de doutor Yukinari, creio que você vai parar de se sentir assim.
- Eu espero.
No chão, Shigeru liga para o seu avô que fica mais do que feliz com a ideia de ter guardas Spearows, até porque eles são bem temidos, principalmente quando andam em bando por causa da fama deles e comenta que está ansioso para receber os Spearows, inclusive a família, para estudar o crescimento dos filhotes, enquanto pede para Shigeru anotar alguns dados, uma vez que ele tem acesso aos filhotes e passa a lista de dados para ele colher, com ele se prontificando a criar relatórios para o seu avô que fala que se houverem novas descobertas, o nome do seu neto constará na publicação do artigo e que isso vai ajuda-lo futuramente e frente a essa informação, o neto dele fica demasiadamente feliz.
Satoshi comenta ao ver a reação de seu amigo de infância:
- Você está bem animado para colher esses dados. Não que seja estranho, imagino que queira ajudar o seu jii-chan. Mas você está mais empolgado do que o usual.
- Verdade. Por quê? – Yukiko pergunta curiosa.
- Ao contrário de vocês, não quero mais ser um Mestre Pokémon e sim, um Pesquisador Pokémon, assim como o jiji. Eu quero ser no futuro um Hakase Pokémon. Essa é a minha meta. Eu estou fazendo essa viagem, pois é essencial que um futuro Pesquisador Pokémon viaje pelo mundo para conseguir conhecimento. Quando terminarmos a nossa jornada, vou "mergulhar" nos estudos, por assim dizer, para conseguir chegar ao nível de um Hakase Pokémon. Para ajudar na realização do meu sonho eu me tornei auxiliar de campo do meu avô, publicando alguns estudos, sendo que mesmo sendo em conjunto com o meu avô, o nome dele vai ajudar a impulsionar a minha futura carreira. Claro que eu vou me dedicar de corpo e alma para conseguir o mérito por mim mesmo. Eu quero que toda a comunidade científica me reconheça não como neto do famoso Hakase Pokémon, o doutor Yukinari e sim, como Shigeru Ookido.
- Nossa – Satoshi comenta surpreso, para depois sorrir – Isso é incrível! Eu estou torcendo para que consiga realizar o seu sonho!
- Eu também estou torcendo! – Yukiko exclama animada.
- Obrigado, amigos. – ele sorri.
- Quando você descobriu o seu sonho, amigo?
- Isso foi antes daquele dia... – ele comenta pensativo.
- Que dia, Shigeru-kun? – Yukiko pergunta.
- Aquele dia que vocês saíram com os seus pais, sendo que havíamos planejado pescar no rio e não pudermos. Como fiquei em casa, eu vi que o meu jiji estava deitado na cama, se sentindo muito mal, sendo que ele havia chamado o médico que após examiná-lo, informou que era apenas uma gripe muito forte e que ele devia ficar deitado na cama, sendo que receitou alguns medicamentos para ajudar a lidar com os sintomas. Mesmo se sentindo mal, após o doutor sair, o vi tentando andar até o laboratório e rapidamente, eu pedi para que ele deitasse na cama, me prontificando a fazer as pesquisas, seguindo as suas orientações. Se eu tivesse saído para pescar com vocês, eu não saberia que ele estava doente. Após eu insistir, ele aceitou a ajuda e orientou o que eu devia fazer para adiantar os exames e estudos que eram necessários. Eu segui as suas instruções, colhendo dados e lidando com os instrumentos. Inicialmente, eu achei aborrecedor, porém, fui passando a gostar e me senti feliz conforme fazia as pesquisas, colhendo dados, assim como, analisando os gráficos, ilustrações e relatórios, para que meu jiji não ficasse atrasado em suas pesquisas. Fiquei quase que o dia inteiro, ajudando nas pesquisas dele e no final do mesmo, vi que aquilo me deixava feliz, acabando por descobrir a minha vocação, pois ele disse que eu havia dominado rapidamente os métodos e os instrumentos, comentando que eu parecia ter uma habilidade natural para pesquisas. Desde aquele dia, passei a ajuda-los em suas pesquisas, sempre que podia, me sentindo muito feliz. Era uma felicidade que eu não sentia ao me imaginar como um Mestre Pokémon.
- Oh! Então, foi aquele dia... – Satoshi comenta se recordando do dia.
- Imagino como ele reagiu ao contar sobre o seu sonho. – Yukiko comenta sorrindo.
- Ele ficou radiante e me deu várias dicas. Disse que eu devia usar a minha juventude para viajar pelo mundo, observar os pokemons, conhecer os diferentes tipos e se possível, capturar vários tipos de pokémons, inclusive macho e fêmea da mesma espécie, para poder estudá-los, além de colher dados dos pokémons na natureza. Inclusive, fiz alguns relatórios preliminares sobre o que observei nos pokémons.
- Podemos ver? – Satoshi e Yukiko pedem juntos.
- Claro.
Ele pega o seu cadernos e eles leem as observações que ele fez, pontuadas com as diferenças na aparência dos pokémons da mesma espécie, sendo que havia alguns gráficos e algumas ilustrações simples.
Após lerem, devolvem e Yukiko exclama animada:
- Isso é incrível, Shigeru-kun!
- Obrigado, Yukiko-chan. Ainda tenho um longo caminho, mas um dia, serei um Hakase Pokémon tão famoso como o meu jiji. – ele fala sonhador, olhando para o céu.
- Com certeza você vai conseguir, amigo. – Satoshi fala, com eles tocando os seus punhos, sorrindo, assim como Yukiko que sorri olhando a cena.
Shigeru não sabia que na outra linha do tempo, ele teria saído para pescar, sendo o dia que o anzol dele e do Satoshi fisgariam uma pokeball antiga que acabaria se dividindo em duas partes, com cada um deles pegando uma parte.
Logo, ele não teria se envolvido nas pesquisas de seu avô, acabando por não descobrir algo que ele somente descobriria mais tarde e que era ser um futuro Hakase Pokémon.
Nessa dimensão, como ele teve essa experiência, descobriu a sua vocação e deixou de almejar ser um Mestre Pokémon, para ser um Pesquisador Pokémon em busca do título de Hakase Pokémon como o seu avô, almejando ser tão famoso quanto ele, que era tido quase que como uma lenda em virtude de seus inúmeros estudos sobre pokémons, abrangendo vários fatos sobre os mesmos, sendo inclusive um dos idealizadores da pokedex.
Após terminarem de seguir a trilha íngreme que serpenteava entre as árvores de troncos grossos e nodosos, ou seja, seculares, eles chegam na borda verdejante de uma depressão logo abaixo deles, avistando um ônix shiny imenso, sendo que dava vista, também, para uma imensa área rochosa.
Quando iam se aproximar mais, notam emblemas da Equipe Rocket na roupa de várias pessoas, assim como avistam dois helicópteros sobrevoando o local, com um grupo de dez pessoas cercando o ônix que exibia vários ferimentos, sendo possível ver dez pokémons atacando o seu corpo imenso, enquanto desviavam dos golpes que ele lançava contra os mesmos em seu desespero, conseguindo atingir, ocasionalmente, alguns dos pokémons que o atacavam.
Os jovens se esgueiram entre as árvores, usando as copas grandes e densas para se ocultarem, assim como os seus pokémons.
- Sei que ele é selvagem e por isso, pode ser capturado. Mas a Equipe Rocket é maligna. – Shigeru comenta, torcendo os punhos – Não podemos permitir que o Ônix e os outros pokémons, sejam capturados por esses monstros. Dizem que eles fazem atrocidades com os pokémons para quebrá-los.
- Concordo.
- Sim. Não podemos deixar que esse pobre pokémon seja capturado por pessoas malignas. Isso vale para qualquer pokémon selvagem. Nós precisamos protegê-los desses monstros – Satoshi fala – Precisamos de um plano para detê-los.
Nisso, o casal Spearow pousa perto de Satoshi e o líder fala:
- Chame todo o meu grupo que vocês capturaram. Faremos um ataque massivo. Falem para eles seguirem as minhas ordens. Eu usarei a força do meu bando para um ataque surpresa.
Os jovens se entreolham e Satoshi consente, sorrindo:
- Nós agradecemos a ajuda. Mas, antes, iremos criar um plano. São muitos, mesmo para o seu bando. Não podemos permitir que vocês se arrisquem dessa forma. Precisa ser um ataque massivo e rápido, de modo que não dê chance deles reagirem, para que nem vocês e nenhum outro pokémon corra o risco de ser alvejado, acabando por morrerem. Armamentos pesados conseguem atravessar o corpo dos pokémons e não temos certeza se eles possuem tais armamentos.
O Spearow consente, acenando afirmativamente, embora não compreendesse o que eram armamentos e o termo "ser alvejado", decidindo que iria perguntar depois, embora tenha percebido que era algo que podia ferir gravemente um pokémon pela reação do seu treinador que queria ser cauteloso por causa do tal armamento.
