Notas do Autor

Cheren fica surpreso quando...

Em uma clareira...

Cheren decide...

Capítulo 58 - Ookido Institute

- Bem, é uma hipótese plausível, porém, não é definitiva. Mas acredito que saberemos em breve a idade dessa pokéball.

- Será que o pokémon está vivo? – ele pergunta preocupado.

- Provavelmente, sim, se de fato, ter um pokémon plasmado dentro dela, pois ela parece estar em um estado excelente de conservação. Logo, o pokémon deve estar bem e se sair, pode acabar saindo desorientado se estiver confinado há muito tempo. Há pokémons que ficam vivos dentro de pokéball, mesmo após cem anos. Claro que o pobrezinho sai desorientado da mesma, por assim dizer, devido ao longo período de latência.

- Como eles conseguiram sobreviver?

- Como você sabe, o pokémon fica plasmado em forma de energia dentro da pokéball. Por estar plasmado, o tempo para ele parou, por assim dizer. Inclusive, quando um pokémon está muito ferido ou em sofrimento por estar envenenado ou em qualquer outra condição atípica, é orientado que o mesmo seja confinado, pois ficará plasmado em forma de energia com o tempo parando para ele e por isso, não sentirá dor ou mal estar, assim como é recomendável chamar o mesmo para a pokéball, se a vida dele estiver em risco, pois o dispositivo vai garantir que ele sobreviva até que seja levado para tratamento, graças ao fato do tempo parar para o pokémon dentro dela e se ele ficar dentro do receptáculo por um tempo curto, ele pode ficar acordado. Após alguns meses em estado plasmado constante, sem sair da pokéball, o mesmo entra em uma espécie de sono profundo, por assim dizer e a passagem do tempo se torna indiferente a ele. Muitos comparam esse sono à hibernação que muitos animais adotam, tal como os ursos.

- Imagino o que aconteceu com esses que ficaram confinados tanto tempo. – Cheren comenta tristemente.

- Eles acordaram confusos. Foi difícil fazê-los acreditarem que o treinador deles faleceu há mais de cem anos e que todas essas décadas haviam se passado. Eles podem ficar agressivos, começando a atacar todos, sendo que os pobrezinhos atacam por causa do forte medo que sentem e pela confusão que os toma nesses instantes. Inclusive, há um modo correto de proceder com pokémons confinados há tanto tempo, após liberá-los. É preciso paciência, cuidado e amor. Os envolvidos tem que estar cientes que quanto maior o tempo que eles estão confinados, mais confusos e desorientados vão estar, sendo que o seu primeiro instinto será atacar e somente após se acalmarem, passam a ouvir as pessoas. Claro que a reabilitação deles para a vida atual é demorada. Eles precisam assimilar muita coisa. Somente depois de estarem plenamente recuperados são devolvidos para a natureza.

- Eles conseguiram ser reabilitados?

- Sim. Demorou, mas eles conseguiram e saiba que eu participei de vários grupos que lidaram com pokéballs achadas no fundo do mar, por exemplo, ou em lugares que ocorreram catástrofes há algumas décadas ou séculos. Nós acreditamos que na maioria dos casos, o treinador deixou os seus pokémons confinados para que eles sobrevivessem às intempéries. Quanto aos outros casos, o treinador deve ter falecido antes que pudesse libertá-los, já que eles podiam ter sobrevivido à catástrofe que aconteceu nesses locais. No caso daqueles que amavam muito os seus treinadores, a recuperação foi mais lenta, com muitos deles sofrendo de depressão profunda, após assimilarem a verdade extremamente dolorosa a eles. Estes exigiam muito mais atenção e cuidados para saírem do estado em que se encontravam.

- Nossa... Mas todos eles se recuperaram, certo?

O doutor Yukinari suspira tristemente e fala:

- Nos casos daqueles que tiveram depressão profunda, muitos definharam até a morte, mesmo os alimentando através de sondas e usando medicamentos, eles simplesmente não queriam continuar vivendo, acabando por provocarem em si mesmos, uma falência múltipla em seus órgãos. Não havia mais nada que pudéssemos fazer, além de dar um enterro digno a eles que morriam dormindo, tendo sido tomados por uma tristeza profunda e insuperável pela perda daqueles que amavam intensamente. Praticamente, eles morreram de tristeza.

Cheren fica chocado, para depois ficar triste, imaginando a enorme desolação que eles sentiram pela perda daqueles que amavam.

A Snivy havia ficado surpresa, para depois concordar que foi uma perda devastadora. Inclusive, mesmo por pouco tempo, havia se afeiçoado imensamente pelo seu treinador. Mais precisamente, pelo coração dele, através de seus gestos e pelo tratamento gentil e carinhoso que dispensava a ela, acreditando que se algo acontecesse com ele, sendo um pensamento desesperador para a mesma, ficaria bem mal, passando a compreender a reação desses pokémons.

Após alguns minutos, o doutor fala:

- Eu estou adiantando a coleta de dados, pois mais tarde, vou começar a reabilitação dos pokémons retirados da Equipe Rocket que atacou o Monte Miyazaki (Mount Hideaway), não muito longe daqui. Vou tratar em grupos e após estar satisfeito com a recuperação deles, vou soltá-los na natureza, mais precisamente em locais que existam outros de sua espécie em abundância. Eu espero que aqueles bastardos não os tenham ferido emocionalmente de forma demasiada e que não tenham sofrido tantas torturas nas mãos deles. Dependendo das torturas que eles sofreram nas mãos desses bastardos, o tratamento pode ser demasiadamente demorado e em alguns casos, pode demorar anos.

- Então, aqueles vídeos na internet... – ele murmura preocupado.

- Sim. São verdadeiros, até porque, tive que tratar de pokémons que foram quebrados e de forma demasiadamente brutal, por assim dizer. Eles precisaram de um tratamento mais intenso. Eu sentia muito ódio da Equipe Rocket nesses momentos. O tratamento dado a eles foi desumano e brutal. Arrepio-me só de pensar o que mais eles fizeram, além do que vimos naquele vídeo, pois o vídeo já foi aterrorizante. Eles não eram humanos, eram monstros, pois se divertiam com as torturas.

Snivy viu o seu treinador torcer os punhos, para depois falar cada palavra imersa na mais pura ira:

- Bastardos covardes...

- Sim. Eles são uns monstros e não consigo imaginar tortura suficiente para eles.

Após alguns minutos, o doutor quebra o silêncio, perguntando:

- Bem... Você disse que era o meu fã?

Cheren sorri e fala:

- Sim. Eu sempre assistia o seu programa sobre os pokémons, mostrando os mesmos, assim como falando sobre eles. Eu não perdia um programa, sequer. Sou um grande fã do senhor.

O doutor Ookido fica sem graça e sorri, falando:

- Eu fico feliz em saber disso.

- Dá para ver o quanto o senhor ama os pokémons. Eu fico feliz em poder encontrar o senhor, pessoalmente.

- Eu agradeço. Você deseja um chá com biscoitos? Acabei de fazer o chá para escrever um dos meus poemas.

- Eu agradeceria.

Ele o leva até uma mesa baixa em frente a alguns sofás, sendo que serve uns docinhos a Snivy que pega e começar a comer, adorando o sabor, enquanto que o doutor sorria gentilmente para a tipo Grass, já que amava os pokémons, para depois perguntar ao jovem treinador:

- Como foi de viagem?

Nisso, eles conversam, sendo que o doutor se ausentava por alguns minutos para anotar dados de suas pesquisas, assim como recolher os dados dos scanners, para poder liberar os pokémons que corriam animados para fora, pois desejavam brincar com os outros, sobre um sorriso gentil do doutor.

No caso de um Magikarp, ele o pega no colo e o leva para um dos lagos de sua propriedade, o soltando, com o mesmo passando a nadar, animado, junto dos outros.

Após alguns minutos, enquanto eles conversavam, o mesmo pergunta:

- Você vai voltar para Isshu-chihou (Unova)?

- Não. Quero começar a minha jornada em Kantou. Sempre fiquei fascinado pelos pokémons daqui. Eu quero ser um Gym Leader no futuro.

- Oh! É bom saber que tem um objetivo na vida.

Então, Cheren pergunta:

- Como o senhor consegue lidar com o laboratório, sozinho?

- Não estou sozinho. Tenho pokémons que me ajudam, sendo meus auxiliares. Claro que estou sentindo a minha idade e por isso, contratei alguns jovens cientistas, sendo que os conheço desde crianças. Eles estão em busca de especializações, após concluírem os cursos. Por medida de segurança, eu pesquisei exaustivamente sobre eles com a ajuda do meu neto e da Yukiko-chan, que é uma gênia mirim e que fez várias pesquisas até termos certeza que de fato, são jovens cientistas, ansiosos para prosseguirem em seus estudos sobre supervisão de um Hakase Pokémon e que amam os pokémon, pelo que ela pesquisou nos perfis sociais, sendo que ela estava comigo nas entrevistas. Eu confio no julgamento dela.

- Como assim? – ele pergunta, arqueando o cenho.

- A Yukiko-chan pode "sentir" o coração ou se preferir, a "alma" dos outros, identificando o seu caráter. Portanto, consegue identificar os bons dos maus e acredite quando falo que ela sempre acerta.

- Incrível... Ela é uma psíquica?

- Não.

- Então, é um dom incrível e muito útil – nisso, ele se recorda de algo que ele disse, anteriormente - O senhor disse que eu pareço com um tal de Satoshi.

- Sim. É um dos que pegaram um pokémon inicial comigo. O nome dele é Satoshi-kun e a Yukiko-chan é a irmã mais nova dele. Eles são filhos de Hayashi-san e Hanako-san. Hanako-san é uma treinadora e foi minha auxiliar a algum tempo atrás.

Cheren fica surpreso e pergunta incrédulo:

- O senhor está falando dos filhos do grande cientista e engenheiro, Hayashi-san?!

- Isso mesmo. Eles estão viajando com o meu neto, o Shigeru-kun.

- Incrível! Eu adoraria conhecê-los!

- Não vejo porque não pode conhecê-los. Vou dar os números de telefones deles. Aí, você liga e conversa com eles. Inclusive, como vai ficar em Kantou, pode seguir viagem com o grupo. Não creio que eles iriam se incomodar em ter mais um com eles.

- Será?

- Quanto mais gente, mais divertido. Eu vou passar o número deles – nisso, ele mostra os números para Cheren que os cadastra no seu Smartphone, já que eles não tinham um X-transcreiver.

Controlando a ansiedade, ele liga para Satoshi.

Naquele instante, em Tokiwa Forest, mais precisamente nos arredores do Monte Miyazaki (Mount Hideaway), Yukiko e Shigeru haviam deixado os novos pokémons fora das pokéballs, relaxando junto dos outros, conversando dentre eles, assim como Satoshi, sendo que a Pidgeotto estava sentada a sua direita e a cabeça da Ônix shiny se encontrava repousada no seu lado esquerdo, já que o corpo dela era enorme, enquanto que a Weedle estava no seu colo, com Pikachu sentado próximo dele.

A Ônix shiny e a Pidgeotto suspiravam ainda mais apaixonadas pelo seu treinador ao saberem do fato dele pedir permissão da Weedle e do Caterpie para equipar um item que atrasaria a evolução deles, fazendo questão de pedir desculpas por isso. Elas haviam se apaixonado ainda, se já era possível, enquanto que os outros haviam ficado admirados pelo ato do treinador deles.

O Líder Spearow estava ao lado de sua companheira que aquecia os filhotes embaixo dela que ressonavam tranquilamente, enquanto que os demais Spearows cochilavam nos galhos adjacentes, com a cabeça embaixo de uma das asas, com muitos se apoiando em apenas uma perna por terem recolhido a outra.

Satoshi conversava com a sua imouto e seu amigo de infância, com os três relaxando um pouco em frente a uma fogueira, sendo que haviam escolhido uma clareira. O jovem alternava o afago entre as três e seus outros pokémons.

Após conversarem, eles começaram a planejar os métodos de treinamento, tomando nota de como procederiam, sendo que Yukiko fala, após uma breve pesquisa na internet:

- Em Kuchiba City (Vermilion City), há um dos Battle Club (Pokémon Battle Clubs) que foram trazidos para Kantou. Esses lugares são originários de Isshu-chihou (Unova). Há locais para batalhas, assim como há equipamentos para treinar pokémons.

- De fato, são lugares excelentes para treinamento e para adquirir experiência. - Satoshi comenta animado.

- Com certeza. Vocês viram aquela reportagem sobre eles, né? – Shigeru pergunta.

Os outros dois consentem sorrindo, sendo que a albina fala:

- Eles pretendem levar para mais lugares, instalando aos poucos e graças ao retorno entusiasta dos treinadores de Kantou, eles estão expandindo para as outras cidades, assim como estão levando os Battle Club para outras regiões.

- Não tinha como eles não fazerem sucesso. Aquela reportagem foi completa, mostrando como era dentro desses Battle Club. Há diferentes tipos de arenas e vários equipamentos para treinamento.

- Sim. Por enquanto, não temos como usufruir, pois Kuchiba City está longe. Por isso, vamos precisar treinar como pudermos, sendo que seria bom nós treinarmos, também, junto dos pokémons. Além disso, eles pretendem mais para frente, pelo que eu li na página oficial desses Batlle Club, um torneio entre os Battle Clubs, chamado de Don Battle (Club Battle).

- Incrível! Estou ansioso para esse torneio! – Satoshi exclama animado.

- Será bem interessante. Pode ser um ótimo aquecimento para a Arena de Batalha Pokémon no Sekiei Plateau (Indigo Plateau). – Shigeru comenta sorrindo.

- Não duvido disso. Será fantástico. – Yukiko comenta animada.

- E depois do Sekiei Plateau, o vencedor e vice, ganham o direito de batalharem contra a Elite Four de Kantou. Eu penso que se conseguir esse direito, após derrota-los, eu quero desafiar a Batlle Frontier de Kantou e vocês?

- Bem, eu quero ser um Hakase Pokémon. Mas pretendo participar do Sekiei Plateau e desafiar depois, os Cérberos da Batlle Frontier de Kantou. Claro que irei batalhar com afinco nas batalhas do Sekiei Plateau.

- Eu vou seguir os desafios que o onii-chan enfrentar. Vou desafiar a Elite Four de Kantou e a Batlle Frontier de Kantou, se conseguir um dos primeiros lugares no Sekiei Plateau. Será bom ter essas experiências quando eu for para o Oriente, para buscar o título de Mestre Pokémon Oriental.

Após alguns minutos, Satoshi fala:

- Precisamos treinar também, junto dos pokémons, tanto para estreitarmos nosso vínculo, assim como para não ficarmos dependente deles, considerando os criminosos que temos por aí, como a Equipe Rocket. De nós três somente a minha imouto possuí força, velocidade e resistência sobre-humana, ampliadas pelos treinamentos que nos passamos em Doujous. Portanto, precisamos ter um treinamento adicional.

- Sim. Imagine se acontece algo e não podemos usá-los? Ou então, se a Yukiko-chan não está próxima de nós? Se não tivermos algum condicionamento físico, pelo menos, para escaparmos, não teremos a mínima chance contra criminosos e não falo somente da Equipe Rocket. – Shigeru comenta seriamente.

- Posso usar as minhas habilidades sobre-humanas para ajudar no treinamento de vocês e dos pokémons, enquanto eu treino também! – ela exclama animada.

- Isso será bom, imouto. – Satoshi fala sorrindo.

- Com certeza, teremos um treinamento muito bom com a ajuda da Yukiko-chan. – Shigeru comenta sorrindo.

Então, eles voltam a planejar os treinamentos, inclusive os de resistência, sendo que irão fazer esses opcionais, pois era um sofrimento imenso para o pokémon lidar com elementos que eram super efetivos contra eles, para que conseguissem criar resistência, evitando assim que fossem finalizados ao serem atingidos por golpes super efetivos. Claro que nesses momentos, eles iriam dar medicamentos para ajudar a gerenciar a dor.

Além disso, Yukiko levantou a hipótese de desenvolverem técnicas para evitar que fossem atingidos por golpes super efetivos para diminuir o impacto dos mesmos ou até, neutralizá-los, fazendo Satoshi e Shigeru ficarem entusiasmados para desenvolver e ensinar aos pokémons como lidar com os ataques super efetivos, enquanto criavam resistência.

Yukiko comenta, conforme observava as apresentações de Contest:

- Seria bom, a título de experiência, participamos de Contests. O que acham?

Os outros dois ficam pensativos e depois, Satoshi pergunta em tom de confirmação:

- Você diz para adquirirmos experiência em criar novos golpes a partir da fusão de dois golpes, por exemplo?

- Sim. Além disso, podemos aprender como neutralizar ataques ou reduzi-los usando a fusão de golpes, sendo algo bem útil em batalhas. Segundo as regras das batalhas da Liga Pokémon, durante as batalhas somente é permitido o limite de até seis golpes ordenados pelo treinador. Como sabemos, é permitido ao pokémon executar golpes por si mesmo, sem ordem do seu treinador. Analisando atentamente as regras, elas não falam que será considerado um golpe, se surgir um novo golpe da fusão de dois golpes ou mais, partindo do princípio que aquele golpe somente é possível com a fusão de golpes. Portanto, não há restrições. Com isso, podemos ter golpes adicionais sem infligir às regras. Por isso, é importante estimularmos que os pokémons tenham essa liberdade de executar golpes, sendo que podemos falar que tipos de golpes não são efetivos aos oponentes deles e também, alguma restrição, como evitar contato com o oponente ou algo assim na forma de uma breve orientação ao tirá-lo da pokéball. A nova Liga Pokémon encara isso como um teste, pois o treinador tem que aprender a lidar com o inesperado, assim como o seu pokémon. Os verdadeiros treinadores sabem como gerenciar o inesperado, adequando e modificando as suas estratégias, sempre que for necessário.

- De fato, seria muito bom adquirirmos essa liberdade e conforme percebemos, se fundimos dois golpes, iremos gerar um golpe mais poderoso, usando ambos para fortalecer um ao outro, além de poder neutralizar ataques ou devolvê-los dobrado. – Satoshi murmura pensativo – Nós já fizemos isso ao unir o Twister com um ataque de chamas, gerando um ciclone vicioso de chamas que também cortava por causa dos ventos gerados por esse golpe tipo Dragon.

- Sim. Inclusive, graças a técnica da Yume-san, ela conseguiu derrubar um bando formado por dezenas de Spearows ao usar a fusão de dois golpes. – Yukiko comenta.

- Sim. Foi algo incrível. Eu vi e fiquei fascinado. Foi belo e ao mesmo tempo, brutal. – Satoshi comenta entusiasmado.

- Esse método não estaria limitado ao ataque. Podemos usá-los para defesa também ou para ajudar na esquiva de algum golpe. – Shigeru comenta.

- Sim. Por isso, eu acho que os Contest irão fornecer experiência para treinarmos a fusão de golpes, já que isso é algo recorrente neles. Quanto mais experiência adquirirmos, melhor. Enquanto eles criam essas fusões para os golpes ficarem bonitos e para aumentar os danos, nós usaremos essa experiência para aumentar os danos, defesa ou esquiva dos pokémons, assim como para neutralizar golpes ou reduzir o dano, sendo que não precisamos nos focar na beleza ao contrário dos Coordenadores, que tem que tornar esses golpes bonitos. – a albina fala sorrindo.

- Verdade... Tem algum Contest em Kantou?

Yukiko pesquisa habilmente, para depois falar:

- Em Kuchiba City e ele não fica longe do Batlle Club. Com esses dois lugares na cidade, podemos estender a nossa estadia, antes de irmos para o nosso próximo desafio. Essa cidade nos dará uma estadia bem proveitosa.

- Concordo.

- Eu também. Toda a experiência é bem-vinda. Além disso, vai que outros treinadores tem a mesma ideia que a nossa. Será bom aprendemos a lidar com essa fusão de golpes e por isso, não basta assistimos. Temos que participar dos Contests. – Satoshi fala.

- Com certeza.

- Sim. Precisamos ter essa experiência para criar, assim como para lidar com essas fusões, pois podem ter batalhas com dois pokemons por vez, usando todos os seis nos Gyms, principalmente a partir da décima Badge, já que precisamos ter uma Badge de cada um dos elementos, mostrando que nós os derrotarmos e isso dá um total de dezoito Badges para podermos participar do Sekiei Plateau, que por sua vez, em algumas fases, pode ter batalhas com dois pokémons de cada vez no campo, usando todos os seis na batalha.

Então, eles param de falar quando o telefone toca, com Satoshi atendendo, após detectarem qual dos aparelhos tocava:

- Moshi Moshi?

- É Satoshi-kun?

- Isso mesmo. Quem é?

- Eu me chamo Cheren e vim de Isshu-chihou. Eu estou no Okido Institute (オーキド研究所), pois vim trazer uma pokéball chamada GS Ball para ele a pedido da Hakase Pokémon de Isshu-chihou, a doutora Araragi.

- Oh! Você veio de bem longe. – ele comenta, sendo que havia colocado no viva voz assim que atendeu, fazendo Shigeru e Yukiko ouvirem a conversa.

- Eu pretendo começar a minha jornada em Kantou. Desde pequeno, eu acompanhava os programas sobre pokémons do doutor Ookido e sou um grande fã dele. Achei os pokémons de Kantou bem interessantes.

- Entendi. O que achou da região?

- É diferente de onde eu vim... – nisso, no outro lado da linha, ele olha para o doutor que faz gestos o encorajando a falar – Eu gostaria de saber, se posso me juntar a vocês. Se não puder, tudo bem.

- Nós adoraríamos. Quanto mais pessoas, mais divertido.

- Obrigado! Onde vocês estão?

- Estamos, ainda, em Tokiwa Florest. Você domina o GPS?

- Sim.

- A minha imouto vai me passar as coordenadas. Vamos esperar você. Estamos aproveitando para descansar um pouco.

- Obrigado!

Yukiko havia consultado as coordenadas em que estavam e passa para Satoshi, que por sua vez, repassa a Cheren que anota, sendo que ele coloca os dados no localizador, falando:

- Eu já localizei as coordenadas. Vai demorar algumas horas.

- Tudo bem. Vamos esperar.

- Obrigado.

- Nós estamos ansiosos para conhecê-lo.

- Eu também.

Nisso, eles se despedem, com Cheren encerrando a ligação, sendo que ele se levanta e se despede do doutor, para depois tomar o caminho até a saída do Ookido Institute.

Após ele descer, começando a tomar a rota até Tokiwa Forest, ele ouve alguns barulhos e avista pokémons brincando no alto, sendo que ele aponta a pokedex e a mesma consegue identifica-los como sendo os iniciais de Kantou com Cheren sorrindo, pois eles pareciam crianças pequenas, brincando inocentemente.

Então, o sorriso dele some e ele fica preocupado ao ver que o tipo Fire se aproxima demais da encosta, conforme brincava com os outros e o que ele mais temia, acontece. O Charmander cai encosta abaixo, rolando sem controle, enquanto os outros iniciais corriam dali para chamar ajuda.

Rapidamente, ele corre até o pokémon, seguindo de Snivy que está preocupada, assim como o seu treinador.

Ele observa horrorizado, o Charmander caindo em um rio atrás do laboratório, começando a lutar para não se afogar, enquanto tentava erguer a cauda para fora da água, sendo visível o seu sofrimento por estar em um elemento que provocava graves danos em um tipo Fire.

Rapidamente, sem pensar duas vezes em sua segurança, pois o que importava ao mesmo era salvar o pokémon da morte certa, ele salta e procura nadar com vigor, agradecendo pelas aulas de natação que ele teve, enquanto orava para que conseguisse chegar a tempo, pois não sabia por quanto tempo o Charmander aguentaria os danos sistêmicos que estava tomando da água fria em seu corpo e cauda, com a chama da ponta de sua cauda diminuindo em um ritmo alarmante para desespero de Cheren ao se lembrar da entrada na pokédex dele sobre aquele pokémon e a importância da chama da sua cauda.