Notas do Autor
Cheren consegue...
A Snivy...
Uma Eevee se encontra...
A Charmander...
Cheren andava por Tokiwa Forest para se encontrar com Satoshi e os outros quando...
Capítulo 59 - Eevee
Com muito custo, consegue chegar no tipo Fire, no momento que fica inconsciente, começando a afundar nas águas frias.
Ele consegue pegá-la, procurando deixar a sua cauda fora da água, observando que a chama estava ínfima, começando a se desesperar para salvar a pokémon inconsciente em seus braços e extremamente debilitada, com a vida por um fio.
Cheren começa a lutar vigorosamente contra a correnteza, sendo que estava agoniado para chegar à margem o quanto antes, para poder trata-la.
Enquanto isso, a Snivy corre agoniada pela margem, começando a chorar desesperada, sendo que Cheren exclama:
- Snivy-chan, use o seu Vine Whip para pegar o Charmander, o erguendo, para depositá-lo na margem!
A pokémon queria pegar o seu treinador por estar desesperada. Mas, suspirando, faz o que ele pede, pois acreditava que ele não sairia da água a menos que o pokémon em seus braços estivesse em segurança.
Então, após alguns segundos, usando as suas vinhas, ela consegue pegar a Charmander, erguendo-a acima do nível da água, para depois colocá-la na grama, enquanto Cheren lutava para chegar até a margem, agora tendo os seus dois braços e o motivo de não ter pedido para a Snivy tentar puxá-lo era porque a correnteza estava demasiadamente forte e havia o peso dele, sendo que tinha medo que ela caísse no riacho se tentasse salvá-lo.
Afinal, mesmo ela não sofrendo qualquer dano com a água, a mesma estava fria e ele temia que esse frio fizesse danos nela, já que ela era tipo Grass.
Determinada, ela corre até um tronco grosso a beira do rio e se prende com uma de suas vinhas, para depois usar a outra para envolver o punho do seu treinador, passando a lutar para puxá-lo, sendo que ele exclamava desesperado ao ver a face de dor do tipo Grass, que devia estar fazendo um esforço gigantesco para puxá-lo:
- Me solte Snivy! Você está sofrendo e vai acabar caindo nesse rio! Por favor! Solte-me!
A pokémon nega, veemente, fechando os olhos pela dor intensa e mesmo que as dores fossem lacerantes pelo esforço em puxá-lo com as suas vinhas sendo esticadas violentamente, ela não o soltaria, pois não suportaria se algo acontecesse com ele. Ela iria salvá-lo, não importando o que tivesse que suportar.
- Snivy... – ele fica emocionado e consentindo, vendo que ela não mudaria de ideia, começa a nadar para a margem, ficando desesperado para aliviar o sofrimento dela.
Usando toda a sua determinação e amor que sentia pelo seu treinador, juntamente com os esforços de Cheren, a tipo Grass consegue puxá-lo, sendo que quando ele sai, ela está exausta ao ponto de cair na grama, inconsciente, demonstrando a sua face imersa em dor, tendo recolhido as suas vinhas, sendo que estava ofegante pelo esforço descomunal que teve que fazer para puxá-lo contra a forte correnteza.
Rapidamente, ele administra um Super Potion nela, para depois chama-la para a pokéball, pois dentro do receptáculo ela ficaria plasmada em forma de energia. Portanto, não sentiria cansaço ou dor, sendo o melhor para ela naquele momento.
Depois, ele corre desesperado até o tipo Fire e administra um Ice Heal, pois em tese, a água estava gelada, assim como o corpo da Charmander que estava frio, com ele esperando que a fórmula do Ice Heal ajudasse com a chama.
Ao mesmo tempo, administrou um Super Potion, passando a correr em direção ao laboratório do doutor Yukinari com o tipo Fire em seus braços, orando para que conseguisse chegar a tempo, já que a chama na cauda estava quase apagando, embora tenha demonstrado alguma melhora, após a administração do Ice Heal, que a aqueceu também, para depois visualizar outra melhora visível, após administrar o Super Potion.
A Charmander recupera parcamente a consciência por alguns segundos, observando o humano que a segurava no colo, com o mesmo falando gentilmente para ela, exibindo um olhar amável:
- Você vai ficar bem. Eu prometo.
Ela sente as suas bochechas se aquecerem ao ver o rosto do humano, enquanto sentia o calor do mesmo que a segurava em seus braços, antes de se entregar, novamente, a inconsciência.
Conforme ele subia até o laboratório, o doutor descia desesperado com Squirtle e Bulbassaur em seu encalço, ficando aliviado ao ver a Charmander, sendo que ambos correm até o laboratório para tratá-la, com ele pondo o tipo Fire na máquina para tratamento, enquanto Cheren contava o que ocorreu, sendo que a Snivy também foi colocada em tratamento, após ser retirada da pokéball, ainda inconsciente, com ambas dormindo naquele instante, conforme eram tratadas.
O doutor preparou, rapidamente, um medicamento feito com ervas e berrys, administrando nos pokémons inconscientes usando uma colher, para depois falar:
- Isso vai agilizar o tratamento, além de revitalizar mais rapidamente um pokémon que esteja exausto pelo esforço. Eu fico imensamente feliz e aliviado que vocês dois estavam próximos do local para salvá-la. Se tivesse demorado mais alguns minutos, ela teria morrido. A chama estava bem fraca, sendo que imagino como estava quando vocês a resgataram. O Squirtle e Bulbassaur estavam aterrorizados, pois eles deviam ter tomado cuidado ao escolherem um lugar para brincarem. Nunca imaginei que eles iriam se aproximar tanto da borda. Foi uma boa ideia usar o Ice Heal para ajudar a melhorar o quadro dela. Eu vou instalar uma cerca naquele lado para evitar novos acidentes.
- Eu fico feliz que tenha dado resultando e... – nisso, ele espirra.
- O que acha de se trocar? Se quiser tomar um banho, fique a vontade. Você vai ficar doente se ficar com essa roupa molhada.
Cheren olha preocupado para os pokémons, com o Hakase Pokémon falando:
- Não se preocupe. Elas estão se recuperando. Mais um pouco e vão recobrar a consciência.
- Então, eu vou tomar um banho.
Nisso ele sai, após o doutor orientar onde era o banheiro, sendo que depois, dá bronca em Squirtle e Bulbassaur:
- Vocês não devem se aproximar nunca mais da borda. A Charmander podia ter morrido se eles não estivessem por perto. Eu não tenho a mesma mobilidade de antes.
Squirtle e Bulbassaur pedem desculpas, ficando cabisbaixos, assim como envergonhados, para depois sentirem o afago carinhoso do doutor em suas cabeças com o mesmo falando, enquanto sorria gentilmente:
- Fico feliz em saber que perceberam o seu erro. Bem, ainda são filhotes. Vocês devem aprender com os erros e não repeti-los novamente. O mais importante agora é que a Charmander está bem e em breve, poderá voltar a brincar, sendo que acredito que vocês não vão mais se aproximar da borda.
Squirtle e Bulbassaur demonstravam surpresa em seu focinho ao erguê-lo, passando a sorrirem, enquanto consentiam, pois haviam aprendido a lição, para depois irem preocupados até a Charmander, ficando ao lado dela.
Longe dali, uma Eevee aterrorizada corria desesperada pela mata, enquanto chorava, sendo que usava um dispositivo no seu corpo, assim como exibia marcas de chicotadas que formaram algumas cicatrizes entre os seus pelos.
Mesmo sentindo dor nas patas, ela não abrandava a sua corrida, pois estava desesperada para se afastar de seu mestre que a perseguia, usando os outros pokémons para caçá-la, sendo que usava um chicote que brandia, impiedosamente, contra os seus pokémons, pois não era somente ela que tinha marcas de chicotada.
O tipo Normal sente o cheiro de água e decide seguir para o local, sendo plenamente ciente que havia dois pokémons que podiam voar e que em breve, iriam alcança-la.
Portanto, o seu plano era usar a correnteza para se afastar mais rapidamente do local, já que podia ouvir o som de água correndo e que havia se convertido na sua única esperança de escapar com sucesso do seu mestre cruel, pois estava ficando sem forças, sendo agravado pelo dispositivo preso em seu tórax que envolvia a base do seu pescoço, cauda e patas, tracionando violentamente o seu corpo para frente, acabando por drenar mais rapidamente as suas forças pelo esforço que tinha de lutar contra o aparelho, constantemente, que era chamado "carinhosamente" pelo mestre dele de "domador de feras".
Inclusive, achava que foi muita sorte, ela ter conseguido correr uma distância considerável com aquilo preso em seu corpo felpudo.
Ao pensar no nome daquele dispositivo que todos eram obrigados a usar, enquanto treinavam a base de chicotadas em seus corpos, sempre que o mestre deles achava que não estavam dando tudo de si ou para punir alguma falha quando, por exemplo, algum deles colapsava de cansaço frente ao treinamento desumano, caindo inconsciente no chão, antes que pudesse terminar a bateria de treinos cruéis e igualmente perversos, assim como brutais, a Eevee sempre quis compreender como ela e os outros podem ser chamados de feras pelo que ela compreendia sobre essa palavra.
Afinal, eles não agiam como as feras nos filmes que ela teve oportunidade de ver, quando o mestre anterior dela se esqueceu de guarda-la na pokémon, enquanto assistia a um filme de feras com a namorada. Essa denominação que recebiam de feras era confuso para todos os pokémons, que nunca compreenderam de onde vinha essa classificação usada neles.
Após vários minutos angustiantes, ela consegue chegar até a fonte de água, percebendo que era um precipício e ao se aproximar do mesmo, avista uma forte corredeira embaixo dela, sendo que ela podia sentir o cheiro do seu mestre e o som de patas, além de passos se aproximando dela, deixando-a ainda mais aterrorizada, fazendo aumentar o seu pranto regado ao mais puro terror.
Desesperada, ela decide saltar, arriscando a sua vida ao ver que mais a frente, as corredeiras davam para uma cachoeira, pois mesmo que morresse na queda, era preferível isso a continuar vivendo sobre o julgo do treinador cruel. A morte seria a sua libertação, caso não conseguisse fugir por si mesma. Com essa decisão em seu coração, ela salta no precipício.
Após vários minutos que pareciam horas, ela sente dor e ardência, quando o seu corpo se choca contra a superfície da água, afundando nas águas geladas, enquanto era arrastada brutalmente pelas correntezas, resistindo a vontade natural de subir a superfície, pois podia ser avistada pelos que voavam e enquanto lutava para não subir, ela avista uma pedra que rolava no leito do rio.
Então, usando as suas garras, ela se finca na mesma que a arrasta, enquanto a ajudava a ficar submersa, evitando que fosse localizada pelos que voavam.
Mesmo sendo caçada pela sua raça, não condenava nenhum dos outros pokémons, pois eles eram obrigados a seguir as ordens do mestre deles por causa da submissão da pokéball, sendo completamente subjugados, os fazendo ficarem presos a um mestre cruel.
Inclusive, ela também foi assim, até que em seu desespero, conseguiu resistir a subjugação até se livrar por completo da força invisível que agia sobre ela, sendo que naquele momento, ganhou imunidade a subjugação da pokéball, pois sabia lidar com essa força invisível que os sujeitava aos seus treinadores e que por mais abusivos que fossem, não conseguiam escapar deles, com exceção dos afortunados que resistiam a subjugação, a rebatendo, ficando livres para abandonar os seus treinadores, se assim desejassem.
Lutando contra a vontade de respirar, ela se mantém firme, pois era a sua liberdade que estava em jogo e somente após vários minutos, não aguentando mais, ela solta a pedra e sobe a superfície, sendo levada pela correnteza, encontrando um pedaço de tronco oco que seguia pelas corredeiras e após batalhar por alguns segundos, consegue entrar no mesmo, ficando aliviada ao ver que conseguiu entrar, se encolhendo contra as paredes do tronco oco, instantes antes que o Butterfree e o Beedrill se aproximassem do local, com ela observando escondida eles observando a superfície em busca dela, para depois se afastarem, provavelmente, para voltar ao mestre deles, com ela percebendo os olhares depressivos dos mesmos que voltavam contra a vontade deles, sendo o mesmo olhar que via em todos eles e que ela também exibia, até surgir a esperança em seu coração ao conseguir resistir a subjugação da pokéball.
Não muito longe dali, o rapaz brande o chicote com violência em seu Sandshrew, desejando descontar a ira pela sua Eevee ter escapado, após ter feito uma troca com um treinador quando foi a cidade vizinha comprar mantimentos.
O Buterfree e Beedrill voltam, tremendo de medo, negando com a cabeça, para depois serem açoitados pelo seu mestre furioso, com os mesmos se curvando em posição fetal por instinto.
Após chicoteá-los brutalmente, marcando os corpos dos pokémons, confina ambos, fazendo o mesmo com os seus três Ratatas que haviam sido chicoteados antes e o Sandshrew dele, o seu primeiro pokémon, que recebeu a fúria de seu mestre, anteriormente.
Após confina-los, ele grita de ira e atira a pokéball da Eevee com violência contra o chão, a quebrando em um acesso de fúria, para depois cuspir nos pedaços, se afastando, voltando ao seu Gym particular para conseguir a sua nonagésima vitória consecutiva, pois ao completar cem vitórias, seguiria para a Liga Pokémon, enquanto amaldiçoava as leis que protegiam os pokémons, o impossibilitando de usar o seu chicote em competições oficiais, somente podendo fazer em particular.
Afinal, se fosse pego, além de perder a Licença Pokémon para sempre, ele seria preso por maus tratos e crueldade.
Ele se revoltava contra essas leis, pois para ele, os pokémons não passavam de feras. Ou seja, ao ver dele eram meras bestas que deviam ser gratas por terem alguma utilidade para os humanos e que, portanto, deviam se sujeitar a superioridade humana, pois a seu ver, não passavam de meras bestas que precisavam de tratamento áspero e violento para saberem o seu lugar no mundo e que era no chão, embaixo dos pés do homem, servindo a humanidade, se sujeitando a qualquer capricho dos seus mestres, senhores de sua vida e corpo, podendo fazer o que quisessem com eles.
Portanto, ao ver do mesmo, as leis para protegê-los era um despautério, com ele amaldiçoando o Steelix que fez com que surgisse uma das primeiras leis de proteção aos pokémons e depois, outras em seguida, sendo chamado também de Marco Steelix, pelo acontecimento de quase duzentos anos, atrás.
De volta a Masara Town, mais precisamente no Ookido Institute, a Charmander desperta, com os outros iniciais pedindo desculpas, com ela sorrindo gentilmente, os afagando.
Ela ergue a cabeça e passa a olhar em volta, se levantando, se sentindo recuperada, sendo o mesmo para a Snivy que olha ansiosa para os lados:
- O Cheren-kun já está vindo. Ele só foi tomar um banho quente e se trocar.
Então, após alguns minutos, ele aparece com o seu típico sorriso gentil.
Sorrindo imensamente, sendo que estava aliviada ao vê-lo bem, a Snivy salta com empolgação do móvel e corre até o colo dele, saltando nele, o abraçando, abanando a cauda, para depois ele afagar ela carinhosamente com o tipo Grass curtindo o carinho.
A Charmander fica hesitante, até que desce e corre até Cheren, abraçando a sua outra perna, com o mesmo ficando surpreso, passando a afaga-la gentilmente com ela curtindo o afago, sendo que o doutor sorri, perguntando gentilmente a tipo Fire ao ver o olhar dela para o jovem:
- Você quer ir com ele?
A pokémon olha surpresa para o doutor e sorri, acenando afirmativamente, falando em seu idioma:
- Quero ficar junto dele. – ela fala, esfregando a cabeça nele.
- Pelo visto, isso é um sim. Ela está feliz. – o doutor fala sorrindo.
Cheren fica surpreso e enquanto Snivy ia para o seu ombro, olhando curiosa para a Charmander, ele pergunta:
- Quer mesmo vir comigo?
A pokémon sorri ainda mais e abana a cauda, corando, sendo erguida no colo por ele, sendo que o doutor pergunta:
- Aceita a Charmander? Ela parece ter gostado muito de você.
- O senhor vai dar ela para mim? Mesmo eu já tendo um inicial?
- O dever de um pesquisador pokémon é respeitar os pokémons e garantir o bem estar deles, inclusive mental e emocional. Nesse caso, essa Charmander quer ir com você. Eu tenho a obrigação não somente de pesquisador e sim, de treinador, de fazer os pokémons felizes. Uma prova disso é que ela o escolheu como treinador. Se a felicidade dela é ir com você, eu preciso respeitar o desejo dela. Ela se afeiçoou a você.
- Eu adoraria. – ele fala sorrindo, pegando a Charmander no colo, com a mesma corando, enquanto afagava a sua cabeça no tórax dele.
- Aqui está a pokéball dela. – ele estende uma pokéball.
- Obrigado, doutor. Eu tenho que ir agora.
- Eu agradeço por tê-la salvado. Muito obrigado.
- Por nada. Eu nunca deixaria um inocente se afogar. É indiferente para mim se for um humano ou um pokémon, pois irei salvar ambos.
O doutor sorri e fala:
- Você é um garoto muito gentil. Eu desejo boa sorte em sua jornada, sendo que eu contatei a doutora informando que chegou em segurança a Kantou com a GS Ball e que a mesma foi entregue. Provavelmente, ela vai ligar mais tarde para você.
- Obrigado.
Nisso, ele se despede, saindo com Snivy e a Charmander, com ambas começando a conversar, conforme andavam ao lado dele, enquanto o jovem se concentrava no GPS.
Longe dali, na região de Johto, mais precisamente em Wakaba Town (New Bark Town), dois jovens treinadores estavam começando a sua jornada, sendo que se chamavam Kotone (Lyra) e Kazunari (Khoury).
A garota havia escolhido uma Chicorita, enquanto que o garoto havia escolhido um Totodile.
Após ambos receberem as respectivas pokéballs dos seus iniciais, assim como as cinco pokéballs extras e pokédex, eles se retiram do local, decidindo que viajariam juntos, sendo que estavam animados pelo início da jornada deles.
Há centenas de quilômetros dali, em Kantou, mais precisamente em Tokiwa Florest, Cheren está andando com as suas pokémons, quando um Ratata caiu com intrépido no chão a sua frente com ele indo até o mesmo que estava debilitado, sendo uma fêmea que lutava para ficar de pé, com ele a protegendo com o seu corpo quando avista algo descendo como um projétil contra ela.
