Notas do Autor

Cheren consegue...

O grupo encontra...

Capítulo 60 - Salvando vidas

Cheren sente um vento no rosto e ao olhar para o alto, estende a sua pokédex para o pokémon, descobrindo que era um Spearow, tido como um pokémon bem agressivo e que defendia violentamente o seu território.

O pokémon volta para um segundo ataque, sendo que ele nota que a Ratata concentra o seu poder e usa um ataque de fogo ao esconder seu corpo nas chamas que assumiram a forma de uma espécie de roda flamejante, se chocando contra o tipo Flying, o surpreendendo, com o jovem notando que ela caia inconsciente em seus braços, após atingi-lo, exibindo marcas de garras.

Apesar do Spearow sentir dores intensas, exibindo as pontas das penas chamuscadas, ele avança contra eles, sendo que a Charmander fica irada, ficando na frente de Cheren, concentrando o poder tipo Dragon, usando o movimento Dragon Rush, atingindo o tipo Flying já debilitado que cai com intrépido no chão, lutando para se levantar, com a Snivy pegando uma pokéball de Cheren para jogá-la contra o pokémon que é sugado e após lutar contra a captura por vários segundos, é capturado com sucesso.

Ao se refazer da surpresa pela ação delas, ele pega a pokéball e em seguida, retira o Spearow, tratando-o com um Potion, para depois o mesmo ser confinado novamente, já que ele não queria que a Ratata em seus braços levasse um susto ao ver o seu predador na sua frente.

Então, ele começa a tratar do tipo Normal que recobra a consciência frente aos cuidados que recebia, ficando surpresa por estar sendo tratada, sendo que Cheren pergunta se ela está bem e a mesma acena afirmativamente, estupefata pelo humano não ter aproveitado para capturá-la, pois acreditava que qualquer humano aproveitaria a chance de capturar um pokémon debilitado, além de se lembrar do ato dele ter usado o corpo como escudo para defendê-la de um novo ataque do Spearow.

Após se certificar que a Ratata estava bem, ele a coloca no chão e fala, após afaga-la gentilmente:

- Pode ir. Tenha mais cuidado no futuro – ele fala, após se levantar com a Snivy e a Charmander o seguindo, conforme ele se afastava do tipo Normal.

A Ratata olha para o humano por alguns minutos, até que toma uma decisão, refletindo no fato de que vivia sozinha e que ele era distinto dos outros humanos, sendo que ela era uma guerreira que desejava ficar mais poderosa para derrotar qualquer um em seu caminho, decidindo acreditar que sob a tutela do humano ficaria mais poderosa, já que não teve grandes avanços treinando sozinha e frente a este pensamento, ela se lembra de Ratatas poderosos que viu batalhando e que eram domésticos. Eles batalhavam de uma forma que era surreal para os padrões dela.

Claro, ela nunca planejou ser capturada, até porque testemunhou muitos humanos que exibiam olhos cruéis. Mas os olhos daquele humano eram distintos e exibiam gentileza, além dele ter feito algo inimaginável e que foi tratar de um selvagem sem ter qualquer interesse em capturar e que sequer se aproveitou do estado debilitado dela, após escapar de seu predador que foi capturado, pois ela sentia o cheiro dele em uma dos dispositivos redondos do humano.

Não obstante, ele usou, sem titubear, o seu corpo como escudo contra o tipo Flying, quando ele avançou para ataca-la novamente e isso era algo surpreendente, já que ela era selvagem, além do fato dele cuidar dela sem ter segundas intenções.

Além disso, ela se tornou plenamente ciente de que podia acabar sendo capturada em algum momento por um humano igual ao que viu antes e frente a tal hipótese, sente um tremor incontrolável provocado pelo medo intenso que se apoderou dela, pois muitos deles tinham olhos que a assustaram.

Frente a tais constatações, percebendo que ele era um humano gentil e bom, assim como, tendo a esperança de ficar mais poderosa, ela corre decidida até o mesmo, ficando na frente dele que pergunta preocupado, após se agachar:

- Você está bem?

Ela acena, para depois surpreendê-lo ao tocar em uma pokéball vazia em sua cintura, sendo sugada e capturada, com a luz brilhando por um segundo, antes de cessar.

Cheren, Snivy e Charmander ficam estupefatos com o ato da Ratata e após o jovem se recuperar da surpresa, pega a pokéball e tira o tipo Normal que abana a cauda, com ele a pegando no colo, afagando-a, com a mesma curtindo o carinho, fazendo a Snivy e a Charmander inflarem as bochechas.

- Você tem certeza que quer vir comigo?

Ela fica surpresa e depois, emocionada pela consideração dele para ela, acenando animada, sendo que ele fala:

- Acabei capturando o Spearow que a atacou... quer dizer, a Charmander terminou de derrotá-lo e a Snivy atirou a pokéball nele – a Ratata fica surpresa, olhando do tipo Grass para o tipo Fire – Eu quero deixa-lo fora da pokéball, um pouco. O que me diz? Mesmo sabendo que eu estou com o seu predador, quer continuar comigo?

Ela consente com Cheren sorrindo, para depois falar:

- Obrigado, Ratata-chan.

A tipo Normal fica surpresa por ver um humano agradecendo a um pokémon, para depois abanar animada a cauda, se felicitando pela decisão que tomou quando decidiu escolher um treinador em vez de deixar para o capricho do destino, correndo o risco de ser capturada por um humano cruel.

Ele pega a pokéball e tira o Spearow que olha aborrecido para o seu treinador, recebendo um afago de Cheren, com o mesmo virando o bico, para depois assumir uma face curiosa ao olhar para a Ratata destemida que o encarava sem qualquer temor, com ele ficando surpreso, pois esperava uma reação contrária do que ela exibia naquele instante.

Então, Cheren ouve a barriga de ambos rugirem de fome e sorrindo, oferece ração para eles, assim como para a Snivy e para a Charmander, que comem animadamente.

Após eles comerem, ele fala:

- Estou indo me encontrar com algumas pessoas. Vocês podem ficar fora da pokéball para se conhecerem, já que agora, somos uma equipe.

Então, ele começa a andar e eles o seguem, sendo que a Snivy resolve agir como mediadora pelo clima tenso entre eles, com o Spearow falando, enquanto voava baixo:

- O meu alvo não era ele e sim, essa Ratata. Ela era a minha presa. Portanto, não entendo a raiva de vocês para mim. Aliais, quem deveria ter raiva sou eu, pois você, "Chaminha", me atacou, enquanto que a "Folhinha" aqui, atirou a pokéball – ele fala, apontando uma das patas para a tipo Fire e depois para a tipo Grass – No caso da Ratata, ela devia exibir medo quando olhasse para mim, já que eu a ataquei e estava prestes a abatê-la. Porém, notei que ela não exibe qualquer temor, me encarando sem hesitar.

- "Follhinha"? – a Snivy repete mal humorada.

- "Chaminha"? – a Charmander repete, arqueando o cenho.

- Claro que não estou com medo! Não é a primeira vez que eu sou perseguida. Eu não tenho medo de nada e encaro as dificuldades. Eu iria enfrenta-lo de novo, sem titubear. – a Ratata fala de forma ousada e igualmente determinada.

O Spearow sorri de canto e fala:

- É interessante o seu comportamento. Normalmente, as presas fogem do seu predador e não o encaram novamente. Essa regra parece não se aplicar a você. Você não está com medo da minha presença ou é por que sabe que não posso ataca-la, já que fui capturado? – ele pergunta curioso, analisando atentamente a pequena Ratata altiva que não se intimidava com a presença daquele que quase a matou.

- Não tem nada a ver com a minha reação, o fato de você ter sido capturado. Eu não tenho medo de você e ponto final. – ela fala determinada, virando o focinho.

O tipo Flying ri levemente e fala:

- Você é interessante... Muito interessante. Sabe, nunca pensei que iria gostar, algum dia, que alguém ou que outro pokémon me impedisse de terminar de abater uma presa, ainda mais uma que deu tanto trabalho como você. Você tem uma habilidade que permite escapar facilmente, certo? – ele pergunta o final em tom de confirmação.

- Sim. – ela fala estufando o peito.

- Então, o seu alvo nunca foi o nosso treinador? – a Charmander pergunta, arqueando o cenho.

- Não. O meu alvo era essa Ratata. Ele só interferiu em uma caçada, Chaminha.

- Entendo. Bem, se é assim, não sinto raiva de você. – a tipo Fire fala.

- É o mesmo para mim – a Snivy fala, consentindo, para depois mostrar desagrado em seu semblante – Mas quanto ao apelido "Folhinha"...

- Eu gostei do "Chaminha", Snivy-chan... Quer dizer, Folhinha-chan. – A Charmander fala animada.

A Snivy põe a patinha no rosto, murmurando:

- Não acredito que ela gosta de apelidos... – nisso, ela olha descrente para a animação do tipo Fire, fazendo-a suspirar cansada – Eu sou Snivy e não Folhinha.

- Que pena... Eu descobri que apelidos são tão legais. – a Charmander fala, abanando a caudinha.

- Por favor, Charmander-chan, não copie o Spearow-kun. Já basta um com mania de apelidar os outros. Não precisamos de um segundo. – a Snivy fala massageando as têmporas, já prevendo a dor de cabeça que teria, sendo esta adicional, se a Charmander resolvesse seguir o exemplo do Spearow.

Naquele instante, ela começava a se arrepender amargamente do seu ato impulsivo movido pela raiva, pois não bastava, a seu ver, ele apanhar por ter tentado atacar o treinador delas. Ao ver das pokémons, ele ser privado da liberdade, sendo obrigado a obedecer a um humano, seria um castigo adicional para um selvagem.

Por isso, ela jogou a pokéball de Cheren nele. Ela queria uma punição adicional. A privação da liberdade do selvagem e o mesmo tendo que obedecer, ordens.

- Será que eu consigo por apelido tão fácil quanto o Spearow-kun? – a tipo Fire pergunta a si mesmo, pensativa, tirando a Snivy de seus pensamentos ao ouvir a voz da Charmander.

A tipo Grass revira os olhos e pensa consigo mesmo, abanando a cabeça para os lados:

"Eu acho que xinguei Arceus-sama em algum momento. É a única explicação que eu encontro para merecer tal castigo."

- Então, você não tem raiva do nosso treinador? – a Charmander pergunta curiosa.

- Não, assim como não tenho raiva de nenhuma de vocês – a Snivy fica surpresa com a resposta.

- É sério que não tem qualquer raiva pelo nosso ato? – ela pergunta incrédula.

- Sim. Afinal, se não tivessem me impedido, eu teria abatido a Ratata e vendo como ela é, seria um desperdício, pois age de uma forma que eu nunca vi antes. Eu acho efervescente, por assim dizer. – ele fala o final, olhando intensamente para a tipo Normal, enquanto sorria de canto.

A roedora nota o sorriso e olhar intenso dele que a faz corar, perguntando mal humorada:

- O que está olhando, seu bicudo?

- "Bicudo"? – ele repete e depois sorri, falando – Adorei o apelido. De fato, você é bem interessante. Muito interessante... – ele fala o final em um sussurro rouco.

A Ratata cora mais intensamente e vira o focinho, bufando.

– Já sei! O seu apelido pode ser Dentucinha, o que acha?

A Ratata infla as bochechas, para depois murmurar corada, virando o rosto:

- Baka (idiota).

Ao ouvir isso, ele se diverte ainda mais, rindo levemente, fazendo a tipo Normal bufar novamente, sendo que apesar de ter perdido a sua liberdade, ele havia "ganhado", por assim dizer, a seu ver, algo bem interessante na figura da Ratata nervosinha e audaciosa. De fato, ele agradecia por não ter conseguido abatê-la.

A Snivy e a Charmander olham uma para o outra, sem compreenderem com exatidão o que acontecia entre a Ratata e o Spearow, com este sorrindo de forma enigmática para a tipo Normal, repetindo o apelido de "Dentucinha", com a mesma bufando corada, mostrando esporadicamente os seus dentões afiados, os estalando, fazendo o tipo Flying sorrir ainda mais, pois descobriu que adorava provocá-la.

Dez minutos depois, Cheren está andando, sendo que não percebe uma serpente venenosa próxima dele que se preparava para dar um bote nele, já que estava encurralada em um buraco dentre as raízes de uma árvore.

Antes que pudesse ataca-lo, a Charmander, que desconfiou de uma movimentação próxima dali, assim como por ter ouvido um silvo baixo, usa Ember na direção dos silvos, surpreendendo o seu treinador e os outros pokémons.

Então, Cheren fica estarrecido ao ver uma serpente animal saindo do buraco, abruptamente, frente as brasas flamejantes da Charmander, a obrigando a fugir dali, sendo que ele havia apontando a pokedex para o animal que foi identificado como sendo uma jararaca, com ele afagando a cabeça da Charmander, agradecendo por tê-lo salvado.

As chamas também fizeram alguns camundongos fugirem pela mata, com Cheren sabendo que por causa de alguns eventos de décadas atrás, a população de animais foi reduzida drasticamente, com a população humana sofrendo perdas, também.

Havia um projeto de revitalização das populações animais, sendo que o foco inicial eram os animais de corte e aqueles que produziam ovos e mel, com os seus produtos sendo usados na alimentação humana, para que os pokémons não fossem convertidos em comida, pois era um pensamento horrível a muitas pessoas por eles compreenderem a linguagem humana, assim como, por possuírem inteligência, tornando tal ato, abominável para a maioria esmagadora das pessoas.

Essa fase havia terminado, pois a população havia sido restaurada e agora o foco eram aqueles usados para a produção de lã, sendo que em breve, essa fase terminaria. A terceira fase compreendia os animais de companhia como gatos e cães, assim como outros animais que pertenciam ao grupo dos animais de estimação. A quarta e última fase compreendia os animais selvagens que seriam soltos na natureza.

Inclusive, havia zoológicos que mantinham exemplares deles, já que usariam esses como base para revitalização da população selvagem, juntamente com outros que não estavam em zoológicos, se encontrando nas mãos de pessoas que mantinham exemplares dos mesmos, vivos, já que não seria recomendável depender dos que viviam selvagens, pois havia pouquíssimos exemplares, acabando por correrem o risco de serem extintos, antes que a sua população fosse revitalizada.

Por isso, era fundamental terem exemplares quando a quarta e última fase, começasse.

Alguns minutos depois, ele avista um Caterpie e um Weedle, conforme identificação da sua pokédex, percebendo que ambos discutiam entre si, sendo algo estranho, uma vez que os Caterpies costumavam ser pacíficos e dóceis.

Já, em relação aos Weedles, eles eram naturalmente agressivos e por isso, não era nenhuma surpresa ver a agressividade deles.

Cheren tinha absoluta certeza que eles estavam discutindo pelos sons que faziam, sendo que ao olhar para o galho de uma árvore próxima dos tipos Bugs, ele avista um Pidgey faminto, olhando atentamente para ambos, para depois avançar contra eles com o seu bico.

Então, Cheren exclama:

- Ratata-chan, use Quick Attack e depois, Flame Wheel no Pidgey!

Ela consente e usando a velocidade imensa do Quick Attack, atinge a Pidgey que se choca contra uma árvore a alguns metros de distância, com o tipo Flying tentando se refazer do ataque surpresa ao mesmo tempo em que a Ratata concentrava o poder tipo Fire para avançar na sua adversária.

Antes que a pokémon selvagem se recuperasse para contra-atacar quem quer que fosse, é atingida pelo ataque tipo Fire, após a Ratata se esconder nas chamas, começando a girar a espécie de roda de fogo, atingindo a sua oponente.

A mesma é finalizada, caindo inconsciente no chão, tendo as pontas de suas penas, chamuscadas.

- Pokéball, vai!

Ele atira a pokéball e após a tipo Flying lutar contra a captura por alguns segundos, surge o som indicando o sucesso da captura, assim que a luz vermelha apagou.

De repente, antes que a Ratata comemorasse a derrota de um tipo Flying, que também era um predador da sua espécie, ela é atingida nas costas por um Trackle do Caterpie e um Poison Sting do Weedle, sendo que tal ato surpreende Cheren e os seus pokémons, pois até alguns instantes atrás, eles estavam discutindo um contra outro e pararam, apenas para atacar a Ratata que estava um pouco longe deles, sendo algo tão abrupto, que deixou o jovem estupefato, assim como os seus outros pokémons.

Claro, pokémons selvagens atacavam pokémons criados por humanos, mas nesse caso, por causa do Quick Attack, ela se distanciou deles ao seguir a Pidgey que foi atirada um pouco longe dali.

Antes que Cheren ordenasse que a Ratata os atacasse, juntamente com outro pokémon, o Spearow avança furioso para o Caterpie e o Weedle, usando Steel Wing, atingindo cada um com uma asa, pois eles estavam próximos, provocando grandes danos neles que são atirados contra as pedras, as trincando, sofrendo mais danos adicionais.

Porém, o pokémon não estava satisfeito e volta para um segundo ataque, usando as garras para arremessar o Weedle contra o Caterpie, sendo que os dois tipo Bug tentavam se erguer, quando os seus corpos se chocaram e com ambos juntos, após concentrar o poder tipo Steel em suas asas, ele os acerta, dando um golpe duplo ao girar o corpo, fazendo os mesmos ficarem inconscientes, deixando Cheren e os outros surpresos pela violência do ataque, pois o Spearow estava sentindo muita ira.

Então, ele vai até o seu treinador, pegando duas pokéballs, atirando nos pokémons inconscientes que são capturados, para depois ir até a Ratata, usando a sua asa para jogá-la gentilmente em suas costas, surpreendendo a mesma que cora, levando-a em seguida até o treinador de ambos que começa a trata-la, enquanto ele recolhia as pokéballs, colocando-as ao lado de Cheren.

Após se recuperar com um Potion, a Ratata sente-se revitalizada, sendo que o Spearow aproxima o seu bico dela e pergunta preocupado:

- Você está bem?

- Sim – ela cora com a proximidade, o fazendo sorrir – Você estava muito agressivo e os atacou violentamente.

- Detesto atos covardes. Eram dois contra um. Além disso, você foi atacada por ambos, gratuitamente. Entendo que os pokémons selvagens atacam os domésticos, mas você estava bem longe deles.

Ela fica boquiaberta, corando intensamente em seguida, para depois ficar aborrecida, virando o focinho ao notar as suas reações para o tipo Flying irritante, a seu ver, sendo que fala:

- Obrigada.

- Por nada.

A Snivy e a Charmander se entreolham, não compreendendo a estranha relação que o Spearow parecia ter com a Ratata, que cada vez que corava, fazia o tipo Flying sorrir ainda mais.

Após alguns segundos, ele comenta ao olhar para as pokéballs que continham os tipos Bug confinados:

- Eu gostaria de ter batido mais neles pelo que eles fizeram com você. Afinal, você e o nosso treinador, salvaram ambos da morte e como eles retribuíram? A atacando?

A tipo Normal fala pensativa, após alguns segundos:

- Eu acho que eles não notaram o perigo em que se encontravam, pois pareciam estar mais interessados em brigar do que reparar no ambiente a sua volta. Por isso, não perceberam que corriam risco de vida.

- Eu tenho as minhas dúvidas. – O Spearow fala reticente em aceitar a ideia de que eles não perceberam que foram salvos.

Cheren tira a Pidgey para tratá-la, deixando-a fora da pokéball para interagir com os outros, com a mesma mostrando o esperado mau humor por ter sido capturada, bufando indignada, virando o focinho de lado, mesmo após corar, após ele afaga-la, fazendo os outros revirarem os olhos.

Depois, ele tira os tipos Bug, os tratando.

Quando ambos, a Caterpie fêmea e o Weedle macho, acordam, percebem que foram capturados e bufam frente a tal constatação, para depois deixarem todos estarrecidos quando eles começaram a culpar um ao outro por terem sido capturados, com ambos não querendo aceitar o fato de que a culpa foi de ambos. A discursão era calorosa e embora Cheren não compreendessem o que falavam, tinha uma noção pela intensidade que demonstravam, sendo que frente a tal intensidade, ele estava incerto se deveria voltar a deixa-los confinados ou se deixava ambos resolverem a discussão entre si, desde que não envolvesse confronto físico.

Após ponderar por alguns minutos, decide deixa-los fora das pokéballs, para depois voltar a andar, com os tipos Bugs sendo obrigado a segui-lo pela subjugação da pokéball, enquanto discutiam um com o outro, ficando um pouco mais para trás do grupo, com os demais ficando com uma gota pelo casal, ainda, estar discutindo.

A Pidgey comenta, conforme olhava para ambos, sendo que, anteriormente, olhava corada para o seu treinador, se forçando a olhar para trás, após perceber o que fazia, ficando aborrecida com o seu ato, no mínimo estúpido a seu ver, já que foi capturada por ele, sendo privada de sua liberdade:

- Creio que eu teria uma grave indigestão se devorasse ambos. Não duvido que mesmo dentro do meu estômago, se ainda estivessem vivos, iriam discutir entre si, me causando uma severa indigestão.

Os outros consentem, sendo que a Ratata, que estava irritada pela discursão, se aproxima e pergunta:

- Por que discutem? Antes era pela captura, acusando um ao outro pela culpa de serem capturados. E agora? Qual o motivo?