Notas do Autor

No Batlle Club...

Próximo da fronteira de Isshu-chihou (Unova)...

Capítulo 64 - Como são feitos os filhotes?

Isis segue a orientação e após fazer o procedimento, ambas as incubadoras dão a mensagem de "Ok" no pequeno e simples visor que possuíam.

- São os meus ovos.

- Ótimo. É sempre bom fazer isso, pois não é a única treinadora com ovos e como deve ter percebido, o fluxo é intenso e ao contrário das pokéballs que possuem o registro do treinador, os ovos não possuem isso. A única forma de se certificar é com a incubadora e pokéball do respectivo ovo.

- Eu não sabia disso. Obrigada. – ela fala, cobrindo os ovos.

- Por nada. Disponha.

A Audino fala, curvando levemente a cabeça, para depois se dirigir ao próximo treinador que havia chegado ao balcão com pokéballs, pedindo tratamento para os seus pokémons.

Isis se vira e libera todos que saem se sentindo melhores, sendo que ela fala:

- Vamos comer e depois, iremos treinar. O que acham?

Eles consentem, com ela servindo ração pokémon para eles, enquanto se servia de um lanche, para depois eles relaxarem um pouco em uma das mesas da enorme recepção.

Após meia hora, eles se levantam, sendo que os pokémons estavam ansiosos para começarem a treinar, além de estarem curiosos em como seriam os treinos.

Eles entram no Batlle Club e notam uma movimentação próxima dali e ao olharem na direção que vinha os murmúrios, observam Beru agarrando um pokémon musculoso, no caso, um Emboar, sendo que Isis sente pena do mesmo, pois era visível o fato de que ele estava assustado, enquanto ela se esfregava nele como se fosse uma tarada, fazendo a morena e os seus pokémons ficarem com gotas, sendo que a Axew estava em sua cabeça, olhando curiosa para a cena.

- Ela é assustadora. – Druggidion comenta.

- Coitado... – a Deino murmura.

- Por que ela está fazendo isso? – a Axew pergunta curiosa – Parece ser algo assustador.

Isis pensa em uma forma de explicar a um pokémon, algo que eles não compreendiam, até que consegue pensar em uma explicação condizente a inocência deles, pois o Druggidion parecia inocente nesse aspecto, também:

- Muitas mulheres humanas agem assim quando veem um corpo que elas apreciam. Isso é algo que é feito entre humanos. No caso dela, parece que ela não faz distinção de humanos e pokémons. – ela fala ao vê-la grudando em um rapaz musculoso que se esquiva da loira, com a jovem voltando a grudar no Emboar, para desespero do mesmo.

A morena não sabia que a loira poderia chegar ao extremo de derrubar um rapaz que tivesse algum músculo na água, apenas para olhar os músculos dele, pois a roupa molhada grudaria no corpo do mesmo, já que era tinha fetiche, além de uma tara intensa por músculos, chegando ao ponto de não fazer qualquer distinção entre humanos e pokémons.

- Por que ela precisa fazer movimentos tão estranhos? – Druggidion pergunta confuso.

- Põe estranho nisso. – a Deino fala, consentindo.

Após pensar em uma explicação condizente a inocência deles, ela responde, quando eles olham para ela em busca de respostas:

- É tipo uma espécie de linguagem usada por humanos em vez de usarmos a fala. Essa linguagem é feita com o corpo, fazendo certos movimentos, como os que ela está fazendo, mostrando que aprecia aquele corpo. Alguns pokémons e animais fazem uma espécie de dança, chamada de dança do acasalamento.

- Entendi. – Axew fala inocentemente até que pergunta – O que é acasalamento?

- Meus pais me explicaram que é para fazer filhotes. – Druggidion fala estufando o peito, orgulhoso por saber algo.

- Meus pais falaram que do acasalamento surgem ovos.

- Como se faz filhote para surgir ovos? Nós nascemos de ovos, certo?

Druggidion começa a falar, incerto, com a Deino e Axew olhando para ele, que não tinha muita certeza da resposta:

– Bem... – ele começa pensativo - É preciso ter um macho e uma fêmea com ambos sendo compatíveis um com o outro, mas como são feitos, exatamente, os filhotes, os meus pais nunca explicaram com exatidão. Apenas falaram que é instintivo e que quando chegasse o momento certo, eu saberia. Eu acho que é assim com todos.

- Por que eles não explicaram? – a Axew pergunta confusa.

- Eu não sei. Quando eles falaram isso, nós éramos filhotes. Inclusive, eles disseram que o primeiro passo que eu teria seria a necessidade instintiva de buscar um território. Isso de acasalamento seria bem depois e após fixar um território.

- Os meus pais também não explicaram como era o acasalamento. Apenas falaram que era para fazer filhotes. – a Deino comenta pensativa.

Nisso, os três se viram para Isis, olhando expectantes para ela, que estava corada com a conversa que eles estavam tendo, sendo que a Axew, que estava em cima das costas da Deino, pergunta inocentemente:

- Como são feitos os filhotes?

Ela começa a ficar ainda mais corada, enquanto pensava em uma resposta, pois ela mesma, não sabia como exatidão como era feito isso, até que fala:

- Isso varia entre as espécies. Eu não sei como é com os pokémons.

- Entendo... Tem lógica. – o Druggidion comenta.

- E como é entre os humanos? Você é humana. Com certeza, sabe como é feito! – a Axew exclama em um misto de animação e curiosidade.

Ela fica mais corada, se era possível, até que pigarreia, recuperando a compostura para responder:

- Eu também não sei com exatidão como é feito isso. Só sei que é preciso uma mulher e um homem. Eles disseram que eu era criança e que eu só deveria conhecer isso quando fosse adulta e com um companheiro. Eu acho que somente quando forem adultos, vocês vão descobrir isso, assim como eu.

De fato, ela não sabia como era feito isso, pois a Líder da vila que era como uma mãe substituta, após o falecimento dos pais dela, achou que ela era criança demais para saber como as crianças eram feitas, quando ela perguntou, um dia, por curiosidade.

Os dragões pokémons se entreolham e consentem, sendo que a Axew murmura chateada:

- Que pena... Estou tão curiosa.

- Você nasceu há pouco tempo e por isso, é filhote ainda. Para os humanos, eu ainda sou criança e quando ao Druggidion e Deino, pelas suas características, não são adultos ainda e sim, pokémons jovens. Em suma, somos todos jovens demais para sabermos com exatidão como são feitos os filhotes.

- Os humanos botam ovos? – a Axew pergunta curiosa.

- Não. A mulher fica grávida e dá a luz.

- "Dá a luz"? O que é esse termo? – Deino pergunta curiosa.

- É quando o bebê nasce da mulher. Ou bebês. – a morena fala.

- Como nascem? – Durggidion pergunta curioso.

Isis fica pensativa e depois, fala:

- Eu não sei. Só sei que pode ser através do parto ou da cesariana.

- Qual a diferença entre eles? – a Deino pergunta.

- Eu não sei. Eles não explicaram muita coisa por eu ser criança.

Então, eles observam que o treinador do Emboar o chama para a pokéball, para alívio do tipo Fire e Fight, com eles ficando com gotas ao verem que a loira achou uma nova "vítima", por assim dizer, sendo que Isis pega a sua pokedex e rastreia os dados, indicando que era um pokémon tipo Fight, originário de Kantou, chamado Machoke.

Então, eles voltam a andar, indo até a área reservada para treino, vendo os vários equipamentos, sendo que um funcionário se aproxima e fala:

- Se precisarem de orientação de treino, ficaremos felizes em ajuda-la.

- Obrigada. Penso em aprimorar a velocidade do Druggidion-kun.

- Temos uma esteira que ele pode usar, sendo que é possível determinar o ritmo de treinamento que deseja.

- Eu acho que seria interessante, depois, fazermos uma bateria de exercícios com pesos. Precisamos fortalecer as caudas, além dos braços e pernas. Eu também vou participar. O que acham?- a treinadora deles pergunta para os seus pokémons que concordam - Mas, antes, o que acha de correr, Druggidion-kun?

- Parece interessante. Confesso que me sinto lento perto dos outros dragões.

- O que acha de colocarmos alguns pesos para aumentar o desenvolvimento muscular? – o funcionário pergunta.

- Eu gostaria de pesos. – o Druggidion fala e Isis traduz.

Nisso, ele os leva até a esteira que aguentava o peso de qualquer pokémon.

Um pokémon assistente dele que consistia de um Throh, ajuda a por pesos em Druggidion, sobre orientação da quantidade que seria adicionada, sendo que ele fala quando chega no máximo de peso que consegue suportar.

Então, Isis pergunta ao seu amigo a velocidade que ele queria, assim como determinou o tempo, sendo que havia vários pokémons treinando e alguns humanos os acompanhando.

O funcionário sorri ao ver que aquela treinadora sempre perguntava ao pokémon o que ele achava em vez de determinar os treinos sem consulta-los, além do fato de explicar para eles, o motivo de determinado treino.

Claro que eles supervisionavam os treinos e se constatassem algum treino ou tratamento desumano, eles denunciavam o treinador, além de reterem a sua licença até a chegada da polícia ao local e mesmo que não tivesse um funcionário ali, havia o sistema de monitoramento por câmeras de vigilância com todas sendo monitoradas. Qualquer suspeita de maus tratos ou tratamento desumano, os funcionários eram avisados onde isso estava acontecendo e quem estava fazendo isso, visando salvar o pokémon e garantir que o treinador fosse preso por maus tratos.

O funcionário sai de seus pensamentos com a voz da jovem, que fala:

- Para a Deino-chan, seria bom um treino de precisão com algum objeto para ela atacar usando o Dragon Rage.

- Temos um lugar em que máquinas criam alvos para serem atacados. O computador pode contabilizar os acertos e você pode programar a velocidade, assim como a dificuldade.

Isis pede a Deino para que opine até que ambas determinam um ritmo de treino, com a pokémon começando a atacar os alvos que eram feitos em forma de feixes de luzes circulares propagadas para um fundo maciço, criado para aguentar os danos dos ataques com sensores para lerem a taxa de acerto e o tempo de reação.

A Axew pula para o seu colo e a morena fala:

- Creio que seria bom um treino de velocidade. Eu também vou treinar na esteira e vou fazer a bateria de exercícios físicos com pesos. Você tem pesos para os humanos, né?

- Sim. Nós temos pesos tanto para pokémons, quanto para os humanos.

O funcionário fica surpreso, sendo que depois consente sorrindo, falando:

- Você faz bem. Não podemos depender apenas dos pokémons. E se eles não puderem nos defender por estarem incapacitados ou por nossas pokéballs terem sido roubadas ou então, se não tivermos nenhum pokémon conosco? Precisamos ser capazes, ao menos, de fugir para nos protegemos.

- Sim. Foi isso o que eu pensei e por isso, pratico artes marciais desde pequena, sendo mestra no estilo dragão, assim como sou especialista em Kenjutsu no estilo Hiten Mitsurugi Ryuu. Claro que eu não penso em fugir, se puder lutar. Além disso, eu preciso unir o meu coração ao dos dragões para ser no futuro uma Mestra de dragões como a minha senpai ao passar no Ritual do dragão.

Nisso, eles chegam e com a ajuda de Throh, a Axew recebe alguns pesos, não sendo nada exacerbado e começar a correr, após determinarem a velocidade a pedido desta.

Isis sobe na próxima esteira com pesos próprios para humanos e se põe a correr com a Axew e o Druggidion ficando surpresos, sendo que próximo dali, a Deino vê Isis na esteira e sorri, para depois voltar a treinar.

Algum tempo depois, eles fazem um intervalo, sendo que Isis havia comprado uma espécie de suco altamente nutritivo para os pokémons que estavam fazendo exercícios, assim como comprou um suco para ela, sendo este para humanos.

Axew e Druggidion bebiam por si mesmos e Isis ajudava a Deino a tomar, já que ela não ficava bípede, com a mesma comentando em um suspiro:

- Pelo visto, eu vou demorar em evoluir para Hydreigon. Assim, teria algo semelhante a mãos.

Isis fala, ajudando ela a tomar mais um gole:

- Infelizmente, sim. No nível cinquenta, você vai evoluir para Zweilous e somente no nível sessenta e quatro, você evolui para Hydreigon.

Ela ouve a pokémon suspirar, sendo que a afaga, falando:

- Um dia, você vai chegar nessa evolução. É preciso ter paciência.

- Eu sei...

Então, eles ficam relaxando, descansando em espécies de colchonetes, conforme orientação dos funcionários do Batlle Club, para depois fazerem exercícios físicos com pesos, inclusive na cauda e no caso de Drugiddion, nas asas também, sendo que havia pesos para humanos, para que Isis os acompanhasse. O peso na cauda e nas asas era para fortalecer a musculatura deles, sendo que um funcionário fala:

- Se quiser treinar o voo do Druggidion, nós temos um corredor de vento e podemos simular condições atmosféricas que exigem mais das asas, além de temos sacos próprios para serem socados por pokémons.

- O que acha Druggidion, de treinar o voo nesse corredor de vento?

- O que é esse tal de corredor de vento? – ele pergunta, continuando a treinar a sua cauda com Isis traduzindo.

- É um local que tem máquinas que geram ventos de vários tipos, direções e poder. Podem simular até um tornado. É bom para pokémons que voam e você pode usar os pesos para aumentar a intensidade do treino. – o funcionário explica.

- Oh! Eu gostaria. – a morena traduz o que ele fala.

- Agora, ele está com a capacidade máxima de pokémons. Dá tempo de terminarem a bateria de exercícios, relaxarem e depois, fazerem novas atividades.

- Deino-chan, Druggidion e Axew-chan, o que acham de baterem em sacos para treinar socos? – ela se vira para o funcionário – E quanto a treino com garras?

- Elas podem alternar entre os sacos e os dispositivos para garras. – o funcionário comenta.

- O que acham?

Deino e Axew demonstram animação, com a tipo Dragon e Dark, falando:

- Parece legal.

- Com certeza! – Axew exclama, animada.

- Eu também vou treinar golpes em um saco de areia.

Então, o funcionário decide perguntar algo, antes que ele se esquecesse:

– Como você consegue entender o que eles falam?

- Uma das minhas senseis me ensinou a ler o coração dos dragões. Logo, eu consigo compreender o que os tipos Dragon falam.

- Incrível! – ele exclama animado - Você consegue compreender o que os pokémons de outro tipo falam?

- Talvez um pouco.

Então, eles dão mais um intervalo, para depois se dirigirem ao local com sacos próprios para serem golpeados, assim como um dispositivo para treinar as garras, sendo que após algumas horas, chega a vez do Druggidion ficar no corredor de vento, junto com outros pokémons, sendo que ele tinha pesos no corpo para desenvolver a musculatura das asas.

Enquanto Isis golpeava o saco com golpes de artes marciais, as pessoas que estavam na sala ficam surpresas com o movimento do saco, considerando o peso do mesmo, com muitos ficando com os olhos esbugalhados, pois a aparência dela era delicada, não denotando a força que ela demonstrava, fazendo-os ficarem estarrecidos.

Enquanto isso há dezenas de quilômetros dali, Kaishiin (火心 - espirito do fogo), Yuukishin (勇気心 – espírito da coragem), Ayame (菖蒲 – Flor de Íris) e Mizuko (水子 – Filha da água), se encontravam andando em uma floresta de Isshu-chihou (Unova), quando Mewtwo observa uma movimentação ao longe.