Em uma floresta de Isshu-chihou

O grupo encontra...

Capítulo 65 - Team Plasma

Eles se esgueiram entre as árvores e notam um grupo usando roupas prateadas com uma espécie de brasão contendo uma letra Z sobreposta por um P, fazendo as crianças lembraram as roupas e parte da armadura dos cavaleiros medievais que viram nos livros de história, sendo que muitos caçavam pokémons, enquanto outros exibiam armas.

Eles notaram uma fêmea pokémon com filhotes que tentava fugir deles, com os mesmos usando formas brutais para capturá-los.

O grupo fica irado com tal comportamento, sendo que ainda na forma humana, Yuukishin concentra os seus poderes psíquicos, pois vinha treinando eles para usar na sua forma humana.

Tomado pela fúria, ele ergue os humanos há vários metros no ar, para depois fazê-los cair com intrépido, os fazendo gritar em agonia e dor, sendo possível ouvir os ossos sendo quebrados com muitos exibindo fraturas expostas.

Antes que os outros pudessem ordenar para os seus pokémons reagirem, ou antes, que pudessem erguer as armas, Mewtwo contorce os metais das armas como se fossem de manteiga, provocando explosões que não provocavam danos nos pokémons ao contrário das pessoas que acabaram gravemente feridas com muitos perdendo as mãos ou braços que seguravam as armas, enquanto destruía pokéballs, as amassando, fazendo assim os pokémons saírem quando os dispositivos foram quebrados, com os mesmos ignorando o estado de seus mestres.

Com os membros neutralizados, Kaishin e os outros trabalham em libertar os pokémons, com Mewtwo destruindo as demais pokéballs dos membros da Equipe Plasma, moribundos pela queda, sendo que vários haviam fraturado a coluna, além das usuais fraturas abertas, enquanto agonizavam.

Surge um membro da Equipe Plasma confuso com o que acontecia e que estava junto dos seus pokémons, sendo que ele estava mais ao longe quando viu as explosões e ouviu os gritos de dor e de desespero.

Mewtwo o avista e quando ia atacá-lo, nota que ao contrário dos outros, os pokémons dele assumiram posição defensiva, ficando na frente dele, sendo explicito o desejo de protegê-lo, deixando o pokémon na forma humana confuso com o ato inesperado deles.

A princesa do mar detém o gesto dele, falando:

- Ele é diferente. Eu sinto isso, sendo que sinto a raiva dele, não para nós, mas sim, para o estado dos pokémons. Ele não é como os outros.

Kaishin se lembra do fato da polícia infiltrar agentes em organizações criminosas e fala a Mewtwo:

- Ele deve ser um policial infiltrado.

Eles notam que o humano exibe surpresa, para depois perguntar:

- Quem são vocês?

Então, Kaishin fala:

- Você tem que permitir que esse jovem o nocauteie, por assim dizer, ao usar os seus poderes psíquicos para que não desconfiarem. Se bem, que com certeza, essas explosões causadas pela que nós provocamos, anteriormente, vai atrair a atenção da polícia.

O policial infiltrado agradecia a si mesmo por ter acionado o seu chefe através do botão comunicador que possuía, já que ele fazia parte da polícia internacional e que estava infiltrado sobre autorização judicial.

Então, ele olha para os seus pokémons e todos concordam.

Afinal, seria estranho se ele fosse poupado e isso poderia acabar comprometendo a sua infiltração naquela organização.

Portanto, o policial infiltrado consente, percebendo que não conseguiria arrancar nada deles, enquanto percebia que eles eram poderosos e que não eram malignos, sendo que decide pedir algo a eles:

- Há um rapaz puro e de coração inocente criado por pokémons desde criança. O seu nome é N. Ele tem, atualmente, dezesseis anos. Ghetsis, o Líder da Organização Plasma o pegou quando jovem para ajuda-lo em seus planos nefastos, sem ele saber. Mostrem a ele a verdade e o salvem. Ele veio visitar os seus amigos na floresta. Não sei o motivo, mas sinto que vocês são diferentes e que ele estará em boas mãos.

Kaishin e os outros se entreolham, sendo que os pokémons dos que foram derrotados, apenas observavam a cena, amando ver os seus treinadores incapacitados no chão, pois eles odiavam servir a seres tão cruéis.

O grupo consente olhando para o policial infiltrado, sendo que Ayame fala:

- Vamos ter que destruir as suas pokéballs, assim como fizemos com os outros. Acredito que ao contrário deles, eles vão ficar com você.

De fato, quando os outros pokémons perceberam que não estavam mais subjugados, as pokéballs, sentindo-se livres, os mesmos abandonaram o local para aproveitarem a liberdade recentemente adquirida.

Os pokémons do policial olham para o mesmo e consentem, resistindo a vontade intensa de ataca-los quando o treinador deles sofre um ataque psíquico que o nocauteia, para depois ele ser atirado gentilmente contra uma árvore, sendo que Mewtwo disfarça o verdadeiro impacto do corpo dele ao criar trincas profundas no tronco para simular que foi um impacto violento, fazendo o mesmo com vários que estavam inconscientes, enquanto as pokéballs dele flutuavam, sendo esmagadas pelos poderosos poderes psíquicos de Yuukishin.

Então, ocorrem mais explosões secundárias e o grupo se afasta dali, rumo a nordeste, enquanto que os pokémons do policial infiltrado ficavam ao lado do seu treinador.

Ghetsis Harmonia, um dos Sábios da Organização Plasma, estava se aproximando do local onde se encontrava N e se recorda de alguns anos atrás, que sempre visitava onde ele vivia e que era junto dos pokémons selvagens até ter a confiança do mesmo, enquanto se passava por pai dele.

Então, antes que se aproximasse do local onde o jovem estava visitando os seus amigos pokémons, ele observa as explosões, notando que fica do local onde deixou os seus subordinados, sendo que tinha outro helicóptero, mais ao longe, para que o jovem não visse os métodos de capturas deles.

Ele volta ao local e estarrecido, observa os pedaços fumegantes e retorcidos de metal, enquanto que avista vários dos seus subordinados que se encontravam mortos, sendo que muitos outros estavam gravemente feridos. O cenário de destruição era caótico e indescritível, passando a julgar que era um ataque maciço de algum grupo rival, pois a seu ver, tal destruição só podia ser provocada por um exército considerável, já que ele não ouviu qualquer tiro, sendo um sinal claro que quem os atacou, os neutralizou, sumariamente.

Ele decide voltar até onde estava N para leva-lo até o Castelo, não por preocupação e sim, porque ele era fundamental para os seus planos de conquista mundial por ser um líder carismático que atraia multidões e que também ajudaria Ghetsis a manter a mentira que os seus atos eram para a salvação dos pokémons.

Na verdade, ele desejava conquistar o mundo, tomando-o para si, usando o jovem que ele mesmo coroou como rei para esse propósito e que quando fosse o momento certo, o mataria, de modo que os seguidores de N pensassem que ele havia sido morto por pessoas contrárias a libertação dos pokémons, aproveitando assim para incitar o ódio dos seguidores do jovem, enquanto que ele seria o líder que os guiaria rumo a vingança pela morte de N ao transformá-lo em um mártir da libertação dos pokémons, sendo uma fachada calculista para o seu plano de conquista mundial.

Este era o seu plano e por isso, o jovem era demasiadamente precioso.

Afinal, além de N ser a peça fundamental dos seus planos, era cedo demais para eliminá-lo, sendo que era plenamente ciente de que ele nunca aceitaria métodos cruéis, assim como não permitiria o uso dos pokémons para esse propósito, pois já havia sido difícil fazê-lo aceitar que eles usassem os pokémons, sendo que ele havia dito que eles podiam usá-los até conseguirem a libertação dos pokémons, com eles devendo ser libertados em seguida.

Inclusive, o jovem nunca iria concordar em criar pokémons poderosos, para que estes se tornassem armas para ajudar na conquista do mundo e por causa disso, ele agradecia imensamente pelo projeto dos Gensects ser ultrassecreto ao dar uma desculpa patética para que o rei deles não soubesse o que eles faziam no laboratório, com os cientistas aceitando a decisão. Inclusive, eles haviam acabado de informa-lo que o processo de criação estava no final. Em virtude dessa notícia, ele estava ansioso para ver os seus belos pokémons.

N, que estava próximo dali, conversando com os seus amigos, ouve sons de explosão e vê as nuvens de fumaça que se elevavam no céu, ao longe, ficando preocupado com o seu pai, passando a procura-lo com a ajuda dos pokémons selvagens.

Alguns metros adiante, ele encontra um homem, duas jovens e um rapaz vindo em sua direção, sendo que ele sente que três deles eram diferentes.

Prontamente, os seus amigos pokémons assumem uma posição defensiva para proteger N, que pergunta:

- Quem são vocês?

- Você é N?

- Sim. Por quê?

- Bem, estávamos detendo monstros ao longe e tomamos ciência de sua existência. – Kaishin fala.

- Monstros? – ele pergunta confuso.

- Sim. Monstros que usam a alcunha de humanos, mais precisamente. -Yuukishin fala seriamente.

Então, Ghetsis, que havia decidido voltar para levar N dali, aparece no local erguendo uma arma, apontando para o grupo, deixando o jovem confuso, sendo que ele fala:

- Se afaste deles, N. Eles feriram inocentes. Não se preocupe que vou salvá-lo.

- O que eles fizeram, otou-san?

Em um piscar de olhos, Mewtwo o arremessa contra uma árvore, com demasiada violência, usando os seus poderes psíquicos, fazendo questão de trincar a mesma com o corpo dele, para depois, esmagar a arma com os seus poderes psíquicos, fazendo N gritar desesperado:

- Otou-san!

Ele corre até o mesmo, sendo que Yuukishin se adianta.

Os pokémons selvagens tentam ataca-lo e ele, simplesmente, os arremessa contra as árvores, usando os seus poderes psíquicos, enquanto ele avançava em N, tocando os dois dedos na testa dele, mostrando o que eles testemunharam.

O jovem fica estarrecido frente ao que Mewtwo mostrou, mentalmente, para depois, eles observarem o rapaz caindo de joelhos, chorando, enquanto murmurava ainda chocado:

- Não... É mentira... Eles... eles... Nós íamos salvar os pokémons das mãos dos humanos.

Mewtwo havia acessado as memórias de Ghetis e após estreitar o cenho, ele fala:

- Dos pokémons feridos pelos humanos, eu acredito que muitos deles foram feridos por eles mesmos. Seu desejo de libertar os pokémons dos humanos é algo nobre e inclusive, concordo com você em alguns aspectos. Porém, eles usavam o seu coração puro e inocente para os seus princípios de dominação mundial. Por isso, esse bastardo se fez passar pelo seu pai. Eles iriam manter os pokémons com eles, apenas retirando os pokémons das pessoas. Ghetis também pretendia liderar uma guerra ao usá-lo como mártir da causa de libertação pokémon, após matá-lo, fingindo que foi um grupo contrário a libertação dos pokémons, incitando assim os seus seguidores para a batalha e juntamente com os pokémons criados como armas de guerra, ele acabaria conquistando o mundo. Ele iria matá-lo, tanto para ser um mártir da sua própria causa e porque sabia que você nunca concordaria com muitas atitudes, além de nunca desejar o poder ou glória ao contrário desse desgraçado, assim como, nunca criaria pokémons como armas e que jamais aceitaria manter os pokémons em pokéballs servindo ao homem, como o desgraçado desejava. Além disso, eles roubavam muitos sobre o falso pretexto de libertá-los, sendo esta uma desculpa esfarrapada para roubar os pokémons, usando-os para os seus fins. Inclusive, eles estavam capturando pokémons de forma brutal.

- Isso é mentira! – ele exclama desesperado, pois não queria acreditar que tudo havia sido uma mentira e que ele estava sendo usado como um peão por Ghetis.

O corpo de Mewtwo na forma humana brilha e ele mostra os pensamentos de Ghetis, assim como os seus planos, inclusive a criação dos Gensects, fazendo-o ficar estarrecido.

- Não! Isso é mentira! Eu... Eu... – ele fala chorando compulsivamente, ajoelhado, enquanto segurava a cabeça.

- Pergunte a alguns dos pokémons que estão correndo nessa direção, caso tenha dúvida dos planos do Ghetis.

Ele ergue o rosto e pergunta confuso:

- Como assim?

Nisso, surgem vários pokémons selvagens que ainda estavam fugindo do local, com ele reconhecendo que muitos deles viviam em outros locais.

Um deles se aproxima, sendo um dos que foram libertados e conta o que ocorreu, fazendo N abraça-lo, para depois pedir desculpas.

- Ele o isolou do mundo e mostrou apenas o que desejava que você visse. Antes de julgar a humanidade, devia observá-la de perto e tomar por si mesmo o seu julgamento. Ver apenas um lado e o pior, de forma deturpada, não é uma atitude sábia. Você deve conhecer o mundo e buscar as respostas que tanto anseia por si mesmo e com os seus olhos, antes de julgar o mundo. – Kaishin fala se aproximando.

- Observar o mundo e depois, julgá-lo?

- Sim. – ele consente.

- O que são vocês?

- Não importa. Você quer seguir viagem conosco? Eu estou em busca de alguém especial há anos. Temos viajado entre as regiões e estávamos para sair dessa. Eu tive uma visão da região de Kantou, sendo que a Mizuko-chan, sentiu uma súbita curiosidade de visitar uma ilha. Fica a caminho de Kantou. O que me diz?

- Quem é essa pessoa importante?

- Responderei se vier conosco. Poderá ver o mundo, de certa forma, mas não deve julgar com base no que veremos. Afinal, se deseja julgar os treinadores, você deve viajar com um. Nós não somos treinadores. Você deve escolher um e acompanhar a jornada dele e aí sim, vivenciando o que são os treinadores, terá condições de realizar um julgamento justo em vez de fazer um julgamento com fatos distorcidos. Qual a sua resposta, jovem?