Notas do Autor
N decide...
Então, em um hotel...
Ele descobre...
Capítulo 66 - A decisão de N
N olha para o grupo, confessando que ao se imaginar com eles, tinha a mesma sensação de quando ficava com os pokémons e após refletir, nota que os pokémons selvagens despertaram, inicialmente confusos, para depois item até ele que fala, enquanto os afagava gentilmente:
- Eu preciso partir. Vocês devem fugir para o norte. Há alguns quilômetros daqui há um parque protegido por lei. Enquanto eu estiver aqui, vocês vão continuar correndo o risco de serem capturados.
Eles inicialmente negam, para depois ficarem cabisbaixos, concordando com N que os afagava, enquanto falava:
- Peço desculpas por ter trazidos esses bastardos para esse local.
Eles encostam seu corpo nele que os afaga uma última vez, para depois eles se afastarem do local, olhando tristemente para o jovem que consente, para depois os mesmos suspirarem, partindo rumo ao norte, com ele vendo que se afastavam daquele local, para depois o rapaz se aproximar, falando:
- Eu vou seguir viagem com vocês e concordo que para se fazer um julgamento e buscar respostas para as minhas dúvidas, devo ver o mundo e os treinadores com os meus próprios olhos.
Kaishin sorri, consentindo, assim como os outros, com ele passando a segui-los, sendo que ele pergunta a jovem de dez anos que na verdade era Manphy, a princesa do mar:
- Que ilha você quer conhecer?
- Uma ilha isolada ao sul da cidade de Azalea, sendo que a ilha se chama Altomare (Alto Mare). Estou com esse nome na minha mente há muito tempo. Tenho a impressão que é uma espécie de chamado ou algo assim.
- Parece interessante – ele fala sorrindo, para depois olhar seriamente para Kaishin – Vocês falaram que iriam explicar quem eram.
- E vamos. Mas em um local fechado e não em público. Eu prometo.
Ele fica desconfiado, mas concorda.
Longe dali, Ghetsis sente que não conseguia mexer o corpo do pescoço para baixo, ficando desesperado ao ver que estava tetraplégico, pois havia fraturado a sua cervical e por uma vértebra, não teve problemas respiratórios e frente a essa constatação, ele ficou desesperado.
Longe dali, por causa das explosões, a polícia chega ao local e prende todos, sendo que muitos estão paralíticos ou tetraplégicos, além de terem ferimentos graves, sendo levados para os hospitais mais próximos daquele local.
O policial infiltrado, um dos poucos sem ferimentos graves é levado dali, sendo que os policiais não conseguem conter os pokémons dele que compreendem um Arcanine, Liepard e Swoobat, acabando por terem que aceitar que os mesmos o seguissem em vez de ficarem junto dos outros que estavam para ser libertados.
Então, antes que o levassem do local, surge o grupo da Força Tarefa de Isshu-chihou (Unova).
Handsome (Loocker) se aproxima, mostrando o seu distintivo, ordenando que os que pudessem andar fossem levados até a sede da Força Tarefa em Isshu-chihou, com os policiais concordando, quando ele explicou que eles eram um grupo de criminosos que estava surgindo naquela região, semelhante a Equipe Rocket em Kantou.
Após os policiais descobrirem isso, eles passaram essa informação para as equipes que os levaram para os hospitais para eles terem um "tratamento especial", já que eram criminosos.
Enquanto isso, Ghetsis é encontrado pela polícia e levado do local.
Nessa dimensão, devido ao incidente de mais de dez anos atrás, Concordia e Anthea acabaram sendo adotadas por outras pessoas e não por Ghetsis, como seria na linha do tempo original em que foram criadas junto de N.
O motivo da mudança do destino delas foi ocasionado por uma avalanche causada pelos fortes abalos sísmicos provenientes da batalha de Regigicias contra New Necrozma, há dezenas de quilômetros de onde se encontra Ghetis, que estava em uma montanha nevada em busca do lendário Kyuuren.
Ele acabou gravemente ferido quando foi pego pela avalanche, sobrevivendo milagrosamente, sendo que na linha do tempo original, não havia ocorrido essa avalanche.
Como resultado da avalanche, ele teve que ficar internado por vários meses em virtude das fraturas que sofreu quando a massa de neve e detritos o atingiu com os seus homens lutando para retirá-lo com vida da neve.
Durante o período que ele ficou internado, as jovens foram adotadas como irmãs por um casal amável e gentil que as criou como filhas, após elas serem retiradas da mata quando jovens, sendo que haviam aprendido a falar com os pokémons.
Inclusive, elas estavam estudando para serem médicas pokémons, usando a sua habilidade de falar com os pokémons para ajudar nos diagnósticos e tratamentos, decidindo dedicar as suas vidas a tratar dos pokémons.
Algumas horas depois, em um hotel, Kaishin e os outros revelam as suas verdadeiras formas, deixando-o estupefato, para depois voltarem a forma humana, com o Rapidash contando sobre o reino e os seus amigos.
Então, N fala, sorrindo, após o final do relato:
- Você veio de um paraíso, pois é um mundo sem humanos, habitado apenas por Pokémons. É revoltante saber o que ocorreu com vocês.
- Compreendo. Mas antes de julgar esse mundo, o observe. Estude. Medite. Veja esse mundo com os olhos sem pré-julgamento. Isso vai levar anos. Após observar o mundo, tome a sua decisão. – Kaishin fala.
- Entendo...
- Além disso, quem disse que nesse mundo não havia humanos?
- Como assim? – ele pergunta surpreso.
- A Megami jyouko (女神女皇 - Deusa imperatriz) Yukihana-sama, contou que no passado havia os humanos e os pokémons, assim como animais. Porém, o homem travou uma guerra contra a sua própria espécie, região contra região, acabando por ser uma guerra que durou muito tempo até que todos conseguiram criar armas de destruição em massa, acabando por atacarem um ao outro. O resultado dessa guerra foi a destruição do planeta. Noventa por cento das espécies animais pereceram, sessenta por cento da mata desapareceu, a água doce disponível foi drasticamente reduzida e o ar ficou tão nocivo que os humanos morriam um atrás do outro e os animais, pereceram juntos. No fim, somente os pokémons sobreviveram, graças a sua resistência natural. Um grupo de humanos sobreviveu, enquanto que as suas cidades e construções jaziam sobre pilhas de escombros. A Megami jyouko, na época, se apiedou e deu uma escolha. Só havia uma forma dos humanos remanescentes sobreviverem a um mundo tão nocivo e era serem transformados em pokémons. Era tinha o Maboroshi no Ginzuishou (幻の銀水晶 - cristal prateado dos sonhos). Porém, era uma escolha pessoal e somente transformaria aqueles que desejavam. Dos sobreviventes, oitenta por cento aceitaram a forma pokémon. Vinte por cento não e para estes, restou somente a morte. A Megami jyouko os transformou conforme os pokémons que eles imaginaram, dando a forma que eles desejavam. Algumas décadas depois, o planeta foi sendo restaurado, gradativamente. Ela podia ter usado o cristal para restaurar o mundo, porém, poderia acabar morrendo, pois era jovem na época e não conseguiria lidar com o poder total do cristal. Os riscos não compensavam. Os humanos transformados em pokémons compartilharam os seus conhecimentos científicos e de engenharia, assim como das demais ciências, algo que os pokémons puros não conseguiam compreender e foram os que alavancaram o surgimento da tecnologia com os pokémons passando a assimilar e conforme as cidades foram reconstruídas, os pokémons passaram a assumir forma humana graças a influência do cristal. Com o passar do tempo, foi surgindo descendentes desses humanos que possuíam uma maior afinidade a tecnologia, graças a ascendência humana que depois se espalhou pelo mundo, após milênios. Ressurgiram as cidades e a Megami jyouko, na época, se sentindo confiante, reestabeleceu os animais, os fazendo ressurgir. Quanto aos homens, ela não achou algo sábio e muito menos, prudente, ressuscitá-los, já que o mundo vivia em paz e harmonia. Afinal, a última vez que eles habitaram o mundo, além de usarem os pokémons para o que eles almejavam ao desenvolverem as pokéballs, passando a subjugá-los, a raça humana desencadeou um extermínio em massa das formas de vida no planeta ao provocarem uma guerra em massa entre a sua própria espécie, levando ao quase extermínio de todas as formas de vida do planeta. Ela considerava a espécie humana, particularmente, destrutiva, apesar de deter um grande domínio tecnológico que foi passado aos descendentes deles, híbridos pokémons com humanos.
- Bem, não estou surpreso. Então, muitos têm ancestrais humanos, mesmo de milênios atrás?
- Sim. Graças a esses ancestrais, os pokémons passaram a ter cérebros capazes de compreenderem a tecnologia e ciência humana, além de passamos a morar em cidades, sempre em harmonia com a natureza e em paz uns com os outros em perfeita harmonia.
- Mesmo com esse passado, continua sendo um mundo perfeito a meu ver.
- Eu espero encontrar a minha hime-sama o quanto antes. Eu não sei se ela pode manter a forma humana herdade de seu pai, meu melhor amigo, já que ela é meia pokémon, embora que a mãe dela mantinha a forma humana. Porém, era um processo consciente.
- Vou ajuda-lo a encontrar a sua hime (princesa) Yukiko. Estou curioso para ver como é uma meia pokémon e meia humana.
- Eu acredito que por ela ter parte humana, as pokéballs não funcionam. Mas se ela for capaz de assumir a forma pokémon, herdade de sua mãe, eu não sei se a proteção continuaria, já que ela não estaria na forma humana. As pokéballs não capturam os humanos e não sei se de fato, ela correria o risco de ser capturada. Sinceramente, não sei como o dispositivo reagiria. Não tenho como saber se a submissão da pokéball a afetaria ou não. Afinal, ela tem uma parte humana dentro dela e acredito que isso a impediria de sofrer com a subjugação e influência do dispositivo. Porém, não tenho certeza e considero uma incógnita, sendo que este pensamento faz com que eu fique ainda mais desesperado. Nós descobrimos que enquanto estamos nessa forma, a pokéball não reage.
Ele fica pensativo e fala:
- É algo interessante... Nessa forma, vocês são imunes. Mas na forma pokémon...
- Sim. Por isso, estamos treinando para usar nossos poderes, sem precisarmos reverter para a forma pokémon. A única humana conosco é um dos meus filhos adotivos, a Ayame-chan – ele a indica com o dedo - e agora, você.
- Eu também queria ter poderes. – ela fala tristemente.
Mewtwo a conforta, com ela corando, sendo o mesmo para o pokémon na forma humana, fazendo N sorrir.
Então, Yuukishin fala:
- Bem, você pode não ter poderes do tipo de lançar golpes elementais, mas você possui força, velocidade, agilidade e sentidos sobre-humanos. Acredite quando falo que você faz muitas coisas que um humano nem sonharia em fazer.
- Bem, isso é verdade. – ela fala, consentindo, embora desejasse ter poderes para lançar golpes como Mizuko, Kaishin e Yuukishin faziam.
N fica surpreso com as habilidades dela, sendo que eles explicam sobre Mewtwo e a garota, para depois ele perguntar, olhando para o cristal no pescoço de Kaishin.
- Então, você está usando esse cristal que surgiu da sua hime?
- Sim. Ele lembra o Maboroshi no Ginzuishou (幻の銀水晶 - cristal prateado dos sonhos), o que é estranho, pois esse cristal está com a honorável Megami jyouko (Deusa imperatriz), mãe dela, lá no mundo em que eu vim. Embora que foi a hime Yukiko-sama que abriu o portal por onde eu vim. Bem, considerando que a mãe dela era do nível do Deus Criador como Arceus-sama, deste mundo, pois essa era a sua linhagem, eu não estou surpreso. O Maboroshi no Ginzuishou, usualmente, mantém essa forma "selada", por assim dizer e quando a Megami jyouko o usou na batalha, ele se abriu na forma de uma rosa com uma joia no centro, ganhando outra forma, sendo que ela havia falado que quando ela se abria, revelava o seu verdadeiro poder e que o cristal estava em harmonia com o coração do seu portador original. Portanto, eu uso apenas uma parte ínfima do poder dele e me lembro de que ela disse uma vez que teve casos, na história daquele mundo que o próprio cristal selou a si mesmo, quando o seu portador teve dúvidas em seu coração.
- Interessante. Parece ser senciente, de certa forma, por mais bizarro que seja tal pensamento já que é uma joia. Pelo que eu compreendi, quando o cristal reage, vocês passam a seguir a direção que ele indica através do brilho e depois, descobrem que não estão perto dela.
- Sim. Não acreditamos que ela tenha se movido tão rápido.
- É um cristal misterioso e pelo que me contou, já pensou na hipótese de que ele está nessa forma "selado", por assim dizer, porque a princesa não sabe sobre a sua natureza e que está na forma humana? Vocês disseram que o poder do cristal só reage na forma de pokémon. Ela deve estar na forma humana, ainda.
Kaishin fica surpreso e fica pensativo, sendo que Yuukishin fala:
- Tem lógica, tou-chan e pode ser a explicação.
- Ele deve estar reagindo, talvez, aos lendários desse mundo, já que vocês falaram que a mãe dela era uma Deusa do nível de Arceus. Portanto, ele deve estar reagindo a essas fontes de poder e não ao poder que deve estar selado, inconscientemente, dentro da princesa.
- De fato, seria uma explicação plausível.
- Também acho, tou-chan. – Mizuko fala.
- Concordo com a Mizuki-chan e com o Yuukishin-kun, tou-chan.
N se aproxima da janela e abre uma fresta, olhando as pessoas e alguns pokémons, comentando:
- Um mundo sem humanos...
- N... – Kaishin se aproxima, murmurando preocupado.
Ele se vira, sorrindo, sendo que fala:
- É que esse seria um mundo que eu idealizaria e é normal falar de forma sonhadora. Mas não se preocupe que eu cumprirei o que me pediu e concordo que devo julgar a humanidade por mim mesmo, a observando, antes de emitir uma opinião.
- Não é uma jornada simples e pode demorar anos. É preciso ter parcimônia.
- Entendo... É uma pena que as jornadas nunca são fáceis.
Kaishin sorri, para depois falar, olhando as horas no relógio:
- Vou sair para comprar as nossas passagens e depois, vamos nos informar como chegarmos nessa ilha.
- Eu estou ansiosa e sinto, que talvez irei rever alguns dos meus irmãos.
- Irmãos? – N pergunta curioso.
- Os outros lendários criados pelo otou-sama Arceus
- Entendo... Se pudesse encontra-lo, eu gostaria de perguntar por que ele criou os humanos em vez de criar apenas os pokémons, os condenando no futuro nas mãos dos homens.
- Eu não acho que vai conseguir encontra-lo... Mas quem sabe, um dia, possa encontra-lo. - Mizuko fala sorrindo.
- Eu espero.
- Bem, será mais fácil encontrar a Mew onee-sama do que o otou-sama.
- Mew?
- Ela foi a quarta lendária criada pelo otou-sama para ajudá-lo no processo de criação da vida. Quando o otou-sama criou o tempo e o espaço, ele criou lendários para protegê-los, no caso a onee-sama Palkia, a Guardiã que protege o espaço e a onee-sama Dialga, a Guardiã que protege o tempo. Para proteger essa dimensão, ele criou a onee-sama, Giratina, que se tornou a Guardiã dimensional.
- Diz a lenda que ela foi banida para o mundo reverso por causa de sua violência. – N comenta pensativo – Eu já ouvi falar desse trio.
A Manaphy fica chocada ao ver o que eles falavam de Giratina.
- A onee-sama não foi banida! Como ela podia proteger a nossa dimensão, estando aqui e não do lado de fora? Onde ela está não é o mundo reverso e sim, uma espécie de fenda dimensional. Ela é a Guardiã de nossa dimensão. Há outras dimensões além da nossa. Claro que deve ser difícil para ela conseguir cuidar de tudo. Dizem que a fenda dimensional é absurdamente imensa e há relatos que ela se sente muito sozinha. Inclusive, ela costuma receber a visita de Palkia-sama e Dialga-sama, além da Mew-sama. Isso de ser banida foi porque os homens acham que toda a destruição é ruim. Ás vezes é preciso haver a destruição para haver a vida. Uma floresta incendiada é algo horrível, mas se deixada em repouso, as plantas mortas se tornaram húmus, fazendo surgir uma floresta ainda mais verdejante que a anterior, por exemplo. A implosão de uma ou mais, estrelas, acarretam uma grande energia destrutiva que varre uma área do espaço. Porém, esse efeito altamente destrutivo, ocasiona o nascimento de novas estrelas e possivelmente, de novos planetas gravitando em torno dessas estrelas em condições ideais para surgir a vida.
Ele afaga gentilmente a cabeça dela e fala, sorrindo:
- Eu já compreendi e agradeço por revelar a verdade sobre a Giratina.
Mizuko sorri animada e fala:
- Fico feliz que tenha tirado essa má impressão dela, assim como errônea.
Quando Kaishin está saindo, N exclama:
- Espere! Precisamos ver os Gensects! Estou preocupado com eles. Não sabia que aquele desgraçado estava criando pokémons como armas. Por favor, me ajudem. Eu preciso ver os Gensects. Eu preciso pedir perdão a eles. – ele implora desesperado.
