Notas do Autor
Eles descobrem que...
O proprietário, Yasha, fica...
Ele e o pokémon decidem...
O treinador que o abandonou...
Em Tokiwa Forest...
Capítulo 68 - O pokémon abandonado
Então, a armadilha deles funciona e eles comemoram, para em seguida, correrem até o local e ao se aproximarem do pokémon aterrorizado, o mesmo libera fuligem pelo focinho, os surpreendendo e conforme olhavam atentamente o pokémon que tremia de medo, observam que era um Tepig que estava magro e sujo com o proprietário o reconhecendo como sendo o tipo Fire que ele tentou soltar e que escapou, percebendo que a corda acabou amarrando o seu focinho, o impedindo de abrir a boca, sendo evidente pela magreza dele e por estar debilitado.
Eles tiram fotos do estado do Tepig, para depois, o proprietário Yasha se aproximar lentamente e sem fazer movimentos bruscos, falando palavras em um tom amável para tentar acalmar o pokémon aterrorizado, conseguindo pegá-lo gentilmente no colo, falando palavras gentis para acalmá-lo, além de fazer movimentos suaves, com um dos membros filmando o ato dele de retirar a corda do focinho dele, deixando o tipo Fire surpreso.
O mesmo é pego delicadamente no colo pelo homem musculoso que se dirige junto de um dos seus funcionários para o posto da polícia, mais próximo dali, sendo que havia usado um pano macio e seco para limpar o corpo do pokémon em forma de um banho seco, já que não era indicado usar um pano úmido na pele de um tipo Fire, uma vez que os pokémons que tinham fraqueza a água, apenas usavam a língua, a dobrando em forma de concha para poder sorvê-la, evitando assim, encostar a sua pele na superfície da água, uma vez que nesses pokémons, a água provocava danos em sua pele.
Então, Yasha pergunta, enquanto afagava o pokémon em seu colo que já estava mais calmo:
- Quanto a imagem do treinador bastardo que o abandonou daquela forma, conseguimos melhorar a imagem dele?
- Sim e isso foi possível graças a uma ferramenta de melhoria de imagem disponibilizada há alguns dias atrás na internet.
- Você conseguiu identificar o desgraçado?
- Sim. Há alguns minutos atrás, consegui a licença do bastardo. É crime abandonar um pokémon a própria sorte, pois o treinador é responsável pelo destino dele e é obrigado a cuidar de quem vai recebe-lo ou entrega-lo as autoridades para que seja, posteriormente, libertado na natureza. Há um procedimento correto, caso o treinador não deseje mais manter aquele pokémon consigo. Mas ele não fez isso. O estado atual desse pobre Tepig caíra sobre ele que vai responder, inclusive, a processos criminais. Precisamos salvar os pokémons desses monstros. O nome desse monstro é Suwama (Shamus).
Eles chegam ao posto da policia, sendo que um dos policiais começa a processo para casos como aquele, chamando uma médica do Centro Pokémon mais próximo que o leva para fazer um diagnóstico, com o homem mostrando a corda presa no focinho dele, sendo visíveis as marcas de cordas no focinho que passam a fazer parte integrante do relatório médico. Pelas fotos, era visível o fato de que ele estava fortemente amordaçado em decorrência do treinador ter amarrado a corda nele que acabou causando esse amordaçamento, o impedindo de comer e beber água.
Após a sua analise, ela fala:
- Desnutrição e desidratação severa, além da perda de cinquenta por cento de sua massa corporal. Esse pokémon também possuí um déficit gravíssimo de vitaminas e minerais. Considerando os dados colhidos, o senhor salvou a vida dele, pois se continuasse com essa perda de peso e déficit decrescente de vitaminas, assim como de minerais, ele morreria daqui a sete dias. Se fosse um animal, já teria morrido com esse quadro. Um pokémon é mais resistente. Porém, ele estava se aproximando perigosamente do seu limite de sobrevivência. Ainda temos condições de reverter esse quadro. Será trabalhoso, mas vamos conseguir reestabelecer a saúde desse pobre pokémon. – a profissional fala afagando carinhosamente o tipo Fire que curte o carinho, abanando a caudinha.
Desnecessário dizer que o proprietário do Batlle Club e seu funcionário queriam trucidar Suwama da pior forma possível, assim como a médica, caso colocassem as mãos nele.
A doutora fornece o laudo médico para o policial que anexa ao processo, assim como a gravação do treinador que o abandonou, as fotos do estado do Tepig tirado pelos funcionários do Batlle Club e as fotos do Laudo Médico, com uma foto frisando bem as marcas profundas que as cordas deixariam no focinho dele, assim como foi colocado em um saquinho protetor a corda que havia amarrado o focinho do pokémon, além dos relatos das testemunhas.
Eles viram que Tepig reagia à imagem de Suwama e que parecia amá-lo, apesar de ter sido abandonado, fazendo tudo ficar mais triste ainda, pois era sinal de que ele ainda não havia aceitado o fato de que havia sido abandonado e que o treinador dele não se importava com o mesmo.
Isso fez as pessoas no local ficarem com mais ira, ainda, de Suwama.
Rapidamente, a documentação é anexada ao sistema e enviada ao juiz, sendo que o ato dele foi enquadrado em várias leis de proteção aos pokémons, fazendo assim com que ele passasse a responder criminalmente pelo seu ato e quando o processo terminasse, com ele respondendo preso, o mesmo perderia a Licença Pokémon para sempre.
Enquanto a ordem de prisão de Suwama era enviada ao sistema da polícia, após o juiz mandar expedir a ordem de prisão, Yasha fornecia ração a Tepig que comia vorazmente, acabando por se engasgar, com o proprietário do Batlle Club dando tapinhas para ajudar a desengasga-lo, além de falar para ele comer com calma, falando de maneira gentil, fazendo o tipo Fire abanar a caudinha.
Então, o policial aparece com água fresca para o pokémon que sorvia a água em grandes goles usando a sua língua.
Depois de comer e beber, Tepig dormia tranquilamente no ombro de Yasha, satisfeito e feliz, enquanto era afagado gentilmente pelo homem, fazendo as pessoas no local sorrirem para a cena, pois parecia que ele embalava um bebê. O funcionário sorri, pois apesar da aparência intimidadora, seu chefe era alguém gentil e com um "coração mole", por assim dizer.
Em uma cidade longe dali, Suwama estava andando em um parque, quando um dos policiais que estavam no local com a sua viatura, estreita o cenho e verifica uma das fotos do sistema com ordem de prisão, percebendo que era do jovem.
Ele comunica ao seu parceiro com ambos se aproximando do treinador que é surpreendido, sendo algemado em seguida, enquanto exclamava:
- Solte-me! O que eu fiz?
Os policiais citam as leis que ele infligiu com o mesmo arqueando o cenho:
- Mas isso são leis pokémons. – ele fala confuso.
- Sim. Você as infligiu e vai responder criminalmente pelo seu ato. Você tem o direito de ficar em silêncio e tudo o que você disser, poderá ser usado contra você.
Nisso, o levam algemado, enquanto tiravam as pokéballs dele, para impedi-lo de tentar usar algum pokémon contra eles.
- Espere... Não é crime você não desejar mais manter um pokémon!
- De fato, não é crime, desde que siga os procedimentos adequados, algo que você não fez, expondo o pokémon a um sofrimento desnecessário e não obstante, o seu ato quase custou a vida do pobre pokémon.
Suwama é colocado na viatura da polícia, sendo levado ao posto policial mais próximo, para depois ser colocado em uma cela, após ele ligar para o seu pai.
Algumas horas depois, o mesmo aparece na delegacia, revoltado pela prisão do filho e apreensão de sua licença e pokéballs até que descobre o motivo da prisão com os policiais mostrando laudos e fotos, assim como a gravação dele prendendo o tipo Fire e as consequências do ato dele que fez Tepig ficar em um estado extremamente debilitado, próximo de morrer, senão fosse a intervenção de um proprietário de Batlle Club que salvou a vida do pokémon.
O pai dele torcia o punho, sentindo ira ao ver o estado do pobre pokémon e pede:
- Deixe-me ver o meu filho, por favor.
Os policiais consentem, o levando até a área das celas, com Suwama chorando emocionado ao ver o seu pai, correndo até as grades, implorando:
- Por favor, pague a minha fiança e me ajude, otou-san.
- Como você ousou fazer aquilo com o pobre Tepig?! – ele exclama em sua fúria, fazendo o filho se encolher na cela – O pobrezinho ainda acha que você sente algo por ele! O pobre pokémon quase morreu! Eu vi o estado em que ele se encontrava! Ele ia morrer daqui a uma semana! Há um procedimento correto, caso não deseje manter um pokémon consigo! Bastava entrega-lo a uma das autoridades policiais ou então, a um Centro Pokémon, que eles dariam continuidade ao procedimento para devolver o pokémon para a natureza! Mas não! Você o expôs a um sofrimento e dor desnecessários, além de quase provocar a morte de um inocente e isso é inadmissível!
- Mas, otou-san... Ele era fraco. – ele murmura confuso.
- Não muda o fato de que havia o procedimento correto e você não o seguiu. Quando vejo as fotos do pobre Tepig e o laudo médico dele... Eu sinto uma ira imensa, além de vergonha! Eu não criei um filho para agir dessa forma monstruosa com um pokémon ou animal! Saiba que não vou mover sequer um dedo por você! Se vire! Não quis agir da sua cabeça? Então, arque com as consequências dos seus atos!
O homem se vira e sai, sendo que o filho gruda nas grades, o chamando, com a porta sendo fechada, enquanto ele chorava desesperado, caindo de joelhos no chão.
De volta a Karakusa Town (Accumula Town), o policial se aproxima de Yasha e o funcionário deste, falando, enquanto exibia um sorriso imenso:
- O bastardo foi preso.
- Isso é uma notícia excelente! – Yasha exclama animado, ainda dando carinho nas costas do pokémon que ressonava tranquilamente em seu ombro.
- Sim. O senhor salvou a vida desse pokémon. Agora, vamos dar continuidade ao procedimento. Vou enviá-lo a Hakase Pokémon dessa região, a doutora Araragi e...
Tepig acordou no momento que o policial falava de leva-lo e quando estendeu a mão para pegá-lo, o mesmo grudou em Yasha, olhando desesperado para o policial, negando com a cabeça, exclamando:
- Kabo! Kabo!
O proprietário do Batlle Club de Karakusa Town olha surpreso para o tipo Fire, perguntando emocionado:
- Tepig... Você... Você quer ficar comigo?
O tipo Fire consente, sorrindo, para depois grudar em Yasha, esfregando a cabecinha nele, enquanto abanava a caudinha, exclamando:
- Kabo!
- Creio que isso é um sim – os policiais em volta sorriem com a cena - Bem, vou comunicar ao meu superior e vamos colocar no processo a decisão do pokémon. Há um procedimento para isso, sendo que precisamos de testemunhas. Se é o desejo do pokémon, iremos respeitar. Com certeza, ele estará em boas mãos.
- Obrigado! – nisso, ele ergue Tepig, enquanto sorria – Você será o meu ajudante! O que acha? Quer me ajudar no Batlle Club?
O tipo Fire consente, sendo que após se certificarem que o procedimento correto seria feito, a pokéball de Yasha é colocada sobre uma mesa e o Tepig nela. Segundo o procedimento, o pokémon deveria entrar por si mesmo e de fato, sorrindo e abanando a caudinha, ele encosta com o focinho na pokéball, sendo capturado, com a luz brilhando por um segundo, antes de indicar a captura.
Segundo o laudo médico e vendo que ele tinha um novo treinador e responsável pela saúde e bem-estar emocional e físico do pokémon, a doutora recomenda repouso por duas semanas e que ele deveria ser levado a cada dois dias para exames com Yasha se prontificando, além de entregar a receita de uma ração altamente nutritiva, pois ele ficou sem comer por muito tempo e perdeu muito peso, além de ter um quadro grave de déficit de vitaminas e minerais, levando-a a indicar alguns medicamentos feitos com ervas e berries, que podia ser conseguido em lojas de poções medicinais para ser administrado, após as refeições.
De volta ao Batlle Club, eles contam o ocorrido e todos comemoram, com Yasha comprando a ração especial que a doutora recomendou, encontrando essa ração em uma loja, não muito longe dai, além das poções a serem administradas, após as refeições. Graças ao amor e cuidado incessante dele, Tepig recobra as suas forças e peso, sendo que receberia a liberação para fazer atividades físicas dali a dez dias, enquanto recebia muito amor do proprietário do Batlle Club, com ambos se tornando inseparáveis.
Quanto ao Suwama, ele seria condenado dali a alguns meses e após recorrer, o segundo juiz iria manter a condenação. Ele ficaria trinta anos preso, sem direito a condicional, além de ser proibido para sempre de ter um pokémon e caso tivesse algum pokémon em sua posse, seria configurado como crime.
No final do julgamento, através de um acordo firmado com a promotoria, ele deveria contar a verdade a Tepig, pois era fato de que o pokémon mantinha a ilusão de que o treinador o amava e que abandoná-lo foi uma decisão difícil, algo que era uma mentira deslavada do mesmo.
De fato, no final do julgamento, Yasha tira Tepig da pokéball, que fica em seu colo, olhando confuso para o seu treinador para depois ver Suwana. Ele abana a caudinha, mostrando a felicidade em revê-lo, sendo que o rapaz se aproxima e fala:
- Eu menti aquele dia.
- Kabo? – o pokémon vira a cabecinha com um olhar confuso.
- Eu o amarrei e chorei fingindo que foi uma decisão difícil. Mas era mentira. Foi muito fácil abandonar um perdedor como você que perdeu para a porcaria de um Deerling. Um tipo Fire perder para um tipo Grass é patético, no mínimo, para não dizer a palavra, ridículo! Você era fraco e patético. Eu fingi que foi uma decisão difícil, para que se você fosse parar nas mãos de outro treinador e este me desafiasse você hesitaria em lutar contra mim, me dando uma grande vantagem em uma batalha, ainda mais se fosse uma batalha em dupla. Era tudo parte do meu plano e você foi muito idiota para achar que um pokémon fraco e patético como você iria ser querido por mim e por sua culpa, estou nessa situação, seu bastardo!
Tepig estava chocado, com o seu coração sendo fragmentado em mil pedacinhos, para depois começar a chorar copiosamente, sendo abraçado por Yasha que lançou um olhar homicida e do mais puro ódio para o jovem que se encolheu. Ele olhou em volta ao sentir intenção assassina do público, do seu pai, do júri e do promotor. O juiz também sentia, mas precisava se conter.
Porém, a sua fúria era evidente pelas juntas de suas mãos que estavam brancas e pelo leve tremor que traía a sua face, aparentemente neutra.
De fato, aquilo havia sido cruel, mas Yasha concordou com os promotores e policiais, assim como os demais envolvidos, inclusive a médica pokémon, que era necessário ao Tepig ouvir a verdade, pois ele ainda nutria a ilusão de que abandoná-lo havia sido uma decisão difícil do seu treinador, além da eventual culpa que ele sentisse pela decisão do ex-treinador, quando a verdade era outra, pelo que eles descobriram durante a investigação. O tipo Fire precisava se libertar do seu passado para poder seguir com o seu futuro sem sentir qualquer culpa por mais injusto que fosse esse pensamento ou saudade de Suwama. Culpa no sentido de se sentir incapaz e que por isso, seu treinador teve que abandoná-lo e que foi coroado pelo mesmo fingir que foi uma decisão difícil, quanto na verdade, não foi.
Agora, Tepig estava com o seu coração livre de qualquer culpa que ainda sentisse, assim como, de qualquer saudade de Suwama.
- Tepig – o pokémon que já estava mais calmo, sendo afagado carinhosamente e constantemente por Yasha, ergue os olhos, ainda lacrimosos – Foi necessário que você ouvisse a verdade. Você ainda sentia culpa em seu coração e saudade desse bastardo, né?
- Kabo. – ele fala, consentindo.
- Agora, devo tirar o resto da culpa em seu coração. Apesar de você ser tipo Fire e, portanto, ter vantagem contra um tipo Grass como Deerling, em relação a velocidade entre ambos, ela é superior a você. Deerling tem o dobro de velocidade de um Tepig. Você nunca conseguiria seguir a velocidade deste pokémon, que conseguiria se esquivar dos seus golpes com facilidade, ficando livre para ataca-lo a vontade. Imagino que você não conseguiu seguir a velocidade do seu oponente. – Tepig fica surpreso e consente lentamente com Yasha sorrindo gentilmente – Então, veja. Como você pode derrotar um oponente que possuí o dobro da sua velocidade? É impossível. O tipo de elemento não determina o vencedor em uma batalha. Há muitos outros elementos a serem considerados como a velocidade, habilidade e golpes. Claro, ataques físicos e especiais, defesa física e especial, acuidade e precisão, são fatores a serem considerados. Isso é algo que treinadores medíocres não conseguem compreender. Eles se fiam apenas nos tipos e se esquecem de que há fatores muito importantes e que possuem grande peso na batalha, podendo determina-la. Além disso, os pokémons podem aprender golpes efetivos contra tipos com vantagem ao seu. Aquele bastardo era um treinador medíocre. Não havia como você ganhar de um Deerling, ainda mais um que recebe treinamento. Mesmo com um selvagem seria complicado. O seu ex-treinador é que era patético, assim como medíocre. Ou seja, ele era um péssimo treinador que preferia culpar um pobre pokémon a culpar a si mesmo por suas más decisões, inclusive de oponente para o Deerling ao se fiar apenas no tipo. Portanto, não há qualquer motivo para se culpar por ter perdido a batalha. Talvez houvesse alguma chance se você tivesse o movimento Flame Charge, por exemplo, que aumenta a velocidade do usuário em um estágio cada vez que é usado. Mas seriam necessários alguns Flame Charge para alcançar a velocidade do Deerling e muita coisa pode acontecer na batalha, pois com certeza o pokémon iria atacá-lo. O seu moveset atual não permitiria qualquer vitória em cima do Deerling. Inclusive, mesmo que tivesse o Flame Charge, eu duvido que você conseguisse usar a quantidade correta de Flame Charge para se equiparar a velocidade do seu oponente, sem ser finalizado antes. Claro, você poderia diminuir a acuidade visual dela, mas somente se conseguisse acertá-la, algo impossível, pois o oponente preferiria mantê-la distante de você e só se aproximar para um ataque rápido ao explorar a velocidade e esquiva do pokémon. Seria insanidade deixar um tipo Grass próximo de um tipo Fire. O correto seria manter uma boa distância e trabalhar a velocidade, além de golpes, preferencialmente, lançados a distância e se tivesse que atacar fisicamente, treinaria o ataque rápido para depois voltar a se afastar. É normal o Deerling ser ágil e ter uma esquiva excelente. Você quer saber o motivo do Deerling ter essas qualidades?
O tipo Fire confirma com a cabeça, surpreso pela explicação, sendo que o humano explica:
- É que o Deerling é o alvo de muitos pokémons, tal como o cervo, seu homólogo, que é presa de vários animais. A velocidade e esquiva nesse pokémon são fundamentais para a sua sobrevivência na natureza. Esses são os seus pontos fortes. Só os mais ágeis e com uma esquiva excelente sobrevivem quando são caçados por seus predadores. Os que são mais lentos são consequentemente, abatidos. Claro que também entra o fator resistência, pois tem que aguentar correr uma distância considerável, assim como saltar, rapidamente, qualquer obstáculo em seu caminho, sem precisar abrandar a sua corrida. Só os mais aptos conseguem sobreviver, passando esses fatores aos seus descendentes, gerando assim uma seleção natural. A natureza tem várias faces. Ela pode ser linda e amável, assim como brutal e cruel, além de uma assassina em série, se desejar. Nós somos insignificantes perante o poder e grandiosidade da natureza.
Tepig fica surpreso, até que sorri emocionado, abanando a caudinha, ficando feliz por saber que ele nunca poderia ter ganhado do Deerling.
Antes, se sentia culpado por ter perdido para um tipo Grass por ser um tipo Fire e que por causa disso, o seu treinador o abandonou. Agora, havia descoberto que o seu ex-treinador é que foi um péssimo treinador e que ele não era fraco ou um péssimo pokémon.
- Quer ser o meu parceiro e lutar ao meu lado como amigo? Além disso, será o meu braço direito.
Os olhinhos do Tepig brilham e ele abana animadamente a caudinha, enquanto Yasha sorria, o afagando, para depois falar:
- Com amor, carinho, cuidado, paciência e treinamento correto, você será um dos mais poderosos. O que acha? Aí, mostraremos a aquele bastardo que o patético era ele, quando o mesmo ver matérias sobre nós dois nos jornais locais, já que vou inscrever você em eventos de batalha e se ele não puder ler as notícias, eu farei questão de visita-lo na cadeia e esfregar na cara dele os prêmios que você irá ganhar, para mostrar o quanto ele era um péssimo treinador, além de medíocre.
Tepig fica animado e sorri imensamente, sendo que estava ansioso para ver a face de Suwama ao ver que o patético era ele.
- Kabo! – ele exclama determinado.
Com ambos determinados, eles saem do prédio que ocorria o julgamento, com Tepig sentindo o sol bater em seu corpo, enquanto olhava rumo ao seu novo futuro, desejando ser um dos Emboar mais poderosos daquela região.
Além disso, o tipo Fire aceitaria aprender a linguagem humana, tanto para fiscalizar os treinadores pokémons, quanto para auxiliar no Batlle Club, como todos os pokémons que trabalhavam no local.
Ele não sabia que na linha do tempo original, seria um jovem chamado Satoshi que o salvaria com o tipo Fire escolhendo esse jovem como treinador.
Quanto a Suwama, quando ele fosse transferido para uma cadeia, ele teria o azar no fato de haver um bandido que detinha influência entre os presos da prisão e que amava pokémons tipo Fire, com o Tepig sendo o seu favorito. Desnecessário dizer que ele ficaria possesso ao tomar conhecimento do que Suwama fez ao seu pokémon favorito, assim como com o que ele disse no julgamento, sendo que havia outros criminosos que amavam o Tepig, também.
Sobre ameaça, ele se tornaria "brinquedo sexual" dos outros presos e os carcereiros que sabiam do motivo de sua condenação, fingiriam não ver o que acontecia com Suwama, que por sua vez, não fazia qualquer denúncia sobre a ameaça de ser morto da pior forma possível, fazendo-o se silenciar, sendo que ele passaria os próximos trinta anos servindo sexualmente os presos que adoravam homens.
Além disso, para aumentar a sua punição e desespero, Yasha faria uma visita a ele com Emboar, mostrando todos os prêmios que o tipo Fire e Fight ganhou, mostrando o quanto Suwana foi um treinador patético.
Já tendo superado o que aconteceu, Emboar olharia para o seu ex-treinador como se ele fosse uma forma de vida baixa, indigna de qualquer atenção, não sentindo qualquer pena, enquanto virava as costas junto do seu treinador atual e melhor amigo, com Suwana amassando os jornais, desesperado, apenas para ser levado dali, com muitos presos mostrando o quanto estavam ansiosos para tê-lo, já prevendo que acordaria incapaz de andar e passando mal ao ter que ingerir a essência deles, enquanto era estourado por trás, além de acordar sujo, como ocorria todos os dias.
Há centenas de quilômetros dali, em Tokiwa Forest, mais precisamente onde Satoshi, Shigeru e Yukiko, juntamente com os seus pokémons, estavam acampados, eles conversavam entre si, enquanto que os seus pokémons relaxavam e no caso das fêmeas do "harém" de Satoshi, elas estavam ao seu lado com ele afagando as mesmas que curtiam o carinho.
Os Caterpies e Weedlles deles, com a exceção da Weedle shiny de Satoshi que estava com o seu treinador, estavam juntos, conversando entre si.
Eles não perceberam que próximo deles, havia uma Spearow faminta que observava os tipos Bug, ignorando o fato que havia treinadores próximos dali, assim como vários pokémons.
A tipo Flying havia avistado um Weedle de cor diferente e um Caterpie dourado, sendo respectivamente o Weedle shiny de Yukiko e o Caterpie shiny de Shigeru que se destacavam no grupo pela sua coloração diferenciada, principalmente o Caterpie.
