Notas do Autor
Cheren consegue...
Ele encontra...
A Eevee decide...
Em um laboratório...
Capítulo 73 - A escolha da Eevee
Desesperado, ele exclama:
- Pidgey-chan, use Quick Attack para se deslocar e ajude a Eevee!
Rapidamente, ela voa até a tipo Normal graças ao Quick Attack, a pegando delicadamente com as suas patas, para depois levá-la até Cheren que a pega em seu colo, olhando para a pokémon inconsciente que respirava com dificuldade, sendo que ele sente o tempo parar ao olhar para ela até que cora, para depois sacudir a cabeça para os lados, vendo que a tipo normal virava uma "bola" ao ter o corpo tracionado violentamente para frente e desesperado, tira o dispositivo, o jogando para o lado, olhando com repugnância para o mesmo, pois sentiu a dificuldade em tirá-lo e que o mesmo tracionava o corpo para frente.
Inclusive, a mão dele tremia de ódio ao ver as marcas no corpo da pokémon provocados pelo dispositivo, além de outras marcas que ele acreditava serem de um chicote em virtude do aspecto delas.
Rapidamente, ele pega uma toalha e começa a secá-la, sendo que a Charmander aproxima a chama de sua cauda, deles, visando esquentar a Eevee que tremia de frio.
O jovem pega um Ice Heal e decide usar ao se lembrar do efeito que teve com a tipo Fire e após aplicar o mesmo, percebe que a temperatura dela subia como efeito do uso do medicamento, fazendo ele respirar aliviado, sendo que se lembra de um secador portátil para roupas que tinha na sua mochila, caso precisasse secá-las.
Cheren abre a sua mochila e encontra o pequeno secador que era potente e que podia ser carregado pela luz solar, ligando o mesmo para secar o pelo da pokémon, decidindo usar seu pente para pentear os pelos dela.
Após estar seca, sendo que ele dá um Super Potion a ela, a Eevee abre parcamente os olhos, se sentindo fraca, sendo que vê Cheren e quando seus olhos se cruzam, ela sente as suas bochechas se aquecerem e o tempo parece parar para ambos até que a tipo Normal percebe que era um humano e começa a tremer de medo, lutando para sair do colo dele que percebe o pavor dela e fala gentilmente, enquanto a mesma se debatia em estado de terror, o fazendo sentir pena dela, assim como ódio pelo responsável por traumatiza-la, sendo que os outros pokémons sentem pena da tipo Normal, também:
- Você está salvo. Por favor, se acalme. Eu vou protegê-lo do bastardo que fez isso com você. Você foi chicoteado. Eu vi as marcas de chicote em você, além das marcas desse dispositivo desgraçado. Eu farei o bastardo pagar caro pelo que fez a você, eu prometo.
Ela fica exausta, já que estava fraca, sendo que olha para ele, notando a sinceridade em seus olhos e que o olhar dele era completamente distinto do seu ex-treinador, podendo sentir a calidez e bondade.
Por algum motivo que desconhecia, antes que sequer percebesse os seus pensamentos, passou a confiar nele, além de se sentir estranhamente segura em seus braços. Eram sensações incompreensíveis a pokémon, assim como o calafrio de prazer com o contato das mãos gentis dele que a fazia corar, enquanto ela murmurava, fracamente:
- Ippui...
- Eu vou protegê-lo. Eu prometo. Portanto, pode descansar que eu vou cuidar de você.
Ela adormece com o sorriso dele marcado a ferro e fogo nela, pois se sentia segura de uma forma incompreensível, além de sentir seu coração se aquecer com a presença dele, sendo que o coração do jovem também se aquecia.
Cheren fica aliviado ao ver que o pokémon relaxou, o afagando gentilmente, enquanto se sentia estranho com o pokémon em seus braços, não sabendo que era uma fêmea, sendo tomado por um sentimento de proteção e de possessividade, pois o simples pensamento de outro homem segurando a Eevee, o deixava desconfortável.
O jovem fica desconcertado com a sua linha de pensamento, olhando para o pokémon que deve ter sofrido o inferno nas mãos do bastardo que colocou aquele dispositivo infernal nele, provocando marcas nos locais que as tiras pressionavam o corpo, além das marcas que ele identificou como sendo de chicotadas. Cheren sentia um ódio intenso de quem fez aquilo, desejando "quebra-lo" de tanto surrá-lo se o encontrasse. Qualquer tortura que o jovem imaginasse para aquele que traumatizou e marcou o corpo do Eevee, era pouco comparada ao que merecia, a seu ver.
Então, Cheren sai de seus pensamentos com uma voz que pergunta:
- Quem é você?
Ele se vira na direção dessa voz, vendo três jovens, sendo que quando eles se aproximam, os pokémons de Cheren assumem posição defensiva, o escudando, com Satoshi e os outros ficando surpresos, para depois avistarem um pokémon que não conheciam e ao verificarem com a sua pokédex que era uma Snivy, um inicial de Isshu-chihou (Unova), Yukiko pergunta em tom de confirmação:
- Então, você é o Cheren-kun, né?
- Isso mesmo. Eu imagino que sejam o Satoshi-kun, Yukiko-chan e Shigeru-kun.
- Isso mesmo. Nós ouvimos alguém exclamando algo, no caso, a Yukiko-chan e viemos ver quem era. – Shigeru fala.
Ele nota uma Spearow adormecida nos braços da albina e depois nota todos os pokémons deles, ficando estarrecido ao ver um pokémon imenso e ao puxar a sua pokédex, identifica como sendo um ônix gigantesco e shiny, pois a cor era diferente da pokédex, além de avistar outros dois Ônix imensos, embora fossem um pouco menores que o shiny.
Então, ele fala aos seus pokémons:
- Eles são as pessoas que eu desejava encontrar. Podem relaxar.
Os pokémons dele olham para o seu treinador que confirma com a cabeça, com os mesmos voltando a ficarem ao lado dele, enquanto que os outros se aproximavam, sendo que Shigeru fica na frente de Cheren para analisar a Eevee, pegando o seu estojo e abrindo o mesmo, começando a examiná-la, enquanto que Satoshi os apresentava.
Após alguns minutos, Cheren pergunta:
- Você pode ajuda-lo, Shigeru-san? Ele estava no rio. Quase se afogou, mas consegui salvá-lo a tempo graças a ajuda da Pidgey-chan. – ele leva a mão até a tipo Flying e a afaga com a mesma corando, para depois virar o bico, indignada ao ver a sua reação perante o afago do seu treinador.
Enquanto todos estavam prestando atenção na Eevee que estava debilitada, Pikachu estava curioso com o dispositivo preto e por curiosidade ergue o mesmo, acabando por ter o corpo envolto pelo objeto que o faz virar uma bola com ele ficando desesperado, enquanto lutava para esticar o seu corpo, tentando, desesperadamente, lutar contra a tração e por causa da posição que se encontrava, não conseguia falar nada e começa a rolar desesperado para pedir ajuda, pois estava sentindo o corpo doer intensamente com a posição forçada que o roedor elétrico era obrigado a ficar.
O problema era que ele estava rolando para o lado errado, se afastando cada vez mais do grupo, sendo que nenhum deles percebeu que havia algo errado.
Com ninguém percebendo o que acontecia ao Pikachu, Cheren pergunta ao olhar para a albina:
- O que aconteceu com esse Spearow? Ele parece debilitado.
Yukiko explica o que ocorreu e ele fala, aliviado:
- Ainda bem que ela está se recuperando.
Shigeru havia visto a reação ocular, além de medir a temperatura, fazendo também uma ausculta com estetoscópio, assim como a pesou, anotando vários dados, comparando com dados em seu Smartphone, no caso, gráficos, além de outros exames até que guarda tudo e fala, enquanto afagava gentilmente a Eevee, sendo que Cheren não compreendia porque sentiu um ciúme intenso com o toque de outro homem no pokémon adormecido em seus braços, passando a ficar surpreso com a sua reação para depois abanar a cabeça para os lados, visando dissipar tal sensação, incompreensível ao mesmo:
- Ele está fraco e debilitado. Nada que um bom repouso e uma alimentação rica em vitaminas e minerais, não possam resolver, assim como a ingestão de um revigorante. O importante é ele descansar bastante. Vou preparar uma ração especial, assim como uma espécie de revigorante e aí, você vai dar para em pequenas porções.
- Muito obrigado. Você herdou o talento do seu avô. Com certeza, será um formidável Hakase Pokémon no futuro.
- Obrigado. Vamos para o acampamento.
- Eu imagino o que o pobrezinho sofreu. – Yukiko fala com pena – Essas marcas...
- Sim. É do dispositivo estranho que encontrei preso em seu corpo, o tracionando, obrigando o Eevee a lutar para deixar o corpo esticado, lutando arduamente contra a tração, além de algumas dessas marcas serem de chicotadas. Se eu puder colocar a mão no bastardo, eu... – ele fala torcendo os punhos, segurando gentilmente a Eevee adormecida em seu colo.
- O mesmo para mim, eu quero quebrar o bastardo em mil pedaços! – Satoshi exclama irado.
- Idem. O que ele fez com esse pobre pokémon é imperdoável. Treinadores bastardos como ele me enojam! – Shigeru fala demonstrando ira.
- O mesmo para mim. Mas quero torturar o desgraçado até a morte, pois só a morte é boa demais para ele. – Yukiko fala torcendo os punhos.
Os outros ficam surpresos com a fala de alguém de aparência meiga até que concordam e Satoshi fala, pondo a mão no ombro de sua imouto:
- Não acho que teríamos estômago para torturá-lo até a morte. Surrar? Sim. Quebrá-lo? Sim. Mas não torturar. Mas se você não se importar com isso, o deixaremos em suas mãos e não perguntaremos o que fez com o desgraçado ou desgraçada, pois pode ser uma mulher.
Ela olha para os outros, sendo que Cheren fala:
- Pode contar com o meu silêncio. Quem dera que eu tivesse estômago como você e concordo que a morte é boa demais para bastardos como ele ou ela.
- Eu tenho a mesma opinião. Se o quebramos, ele se recupera, pelo menos, fisicamente e isso seria algo indesejado. Com certeza, a sua punição será melhor e conte com o meu apoio e silêncio. – Shigeru fala.
- Com o meu também, imouto.
- Obrigada. – ela fala sorrindo meigamente até que se lembra de algo – E que dispositivo asqueroso era? Nós vimos a marca que vai do pescoço para as patas e cauda, parecendo envolver as articulações.
- Ah! É esse – nisso, ele olha para o lado, procurando pelo mesmo, perguntando confuso – Cadê o dispositivo? Eu o deixei aqui.
Então, após vinte minutos, eles observam uma bola amarela com listras marrons e uma cauda em forma de raio surgir rolando entre eles, após acertar a direção, rolando até os pés de Satoshi que o reconhece, ficando desesperado, enquanto retirava o que retinha o Pikachu naquela forma com o mesmo respirando de alívio, enquanto exibia dor na face.
Ele pega gentilmente o roedor elétrico no colo, sendo que estava fraco até para falar com o jovem pegando um Super Potion, aplicando no tipo Eletric que sente a dor ir embora, para depois Shigeru dar o resto do revigorante que ele fez para a Spearow, fazendo Pikachu se recuperar com o mesmo exclamando feliz:
- Pikapi!
- Fico feliz que tenha se recuperado, Pikachu! Desculpe amigão, não vi e nem ouvi você. – ele fala, o abraçando.
O tipo Eletric fala em seu idioma e Yukiko traduz:
- Ele diz que está tudo bem, pois de fato, ele não conseguia falar nada e não deveria ter sido tão curioso com algo que não conhecia.
Shigeru pega o dispositivo e o observa atentamente com clara repulsa em seu rosto, tirando fotos, para depois colocar em uma sacola, guardando, enquanto falava:
- Podemos descobrir o proprietário disso, caso nós vejamos algo semelhante em algum pokémon. Além disso, pode ser usado como prova. Eu quero tirar umas fotos da Eevee.
Cheren consente e ele tira algumas fotos das marcas, sendo que havia marcas das estrias, assim como, marcas de chicotadas.
- Precisamos ferrar com o bastardo de todas as formas. – ele fala.
- Concordo. Vai que a Yukiko-chan não pode pegá-lo por estar em uma área aglomerada. Precisamos nos precaver. – Satoshi fala.
- Com certeza. Eu espero ter a oportunidade de pegar o bastardo. Ele vai se arrepender do dia em que nasceu, acreditem. – ela fala sorrindo sadicamente, imaginando as práticas de tortura que poderia fazer nele, agora que tinha a anuência deles.
No acampamento, Shigeru prepara a ração especial em forma de papinha e entrega para Cheren que passa a alimentar a Eevee, sendo que ela havia despertado por alguns momentos, ficando alarmada ao ver outros humanos até que ele a afaga, falando gentilmente que eram amigos e que estavam a ajudando, além de reforçar a promessa que fez a ela que iria cuidar dela e protegê-la, conseguindo acalmá-la, enquanto que a Eevee não conseguia lutar contra a sonolência, se entregando novamente ao sono.
Shigeru havia preparado uma poção que era um revigorante, procurando adicionar berrys para tornar o sabor mais aprazível, com Cheren ministrando na Eevee, dando aos poucos na boca dela, para depois envolvê-la com mantas, mantendo-a aquecida em seu colo, após terminar de dar a papinha feita especialmente para ela.
Enquanto isso, os pokémons de Cheren se enturmavam com os outros, com o jovem ficando maravilhado com os que eram shiny, além de ficar surpreso com o bando de Spearows, até que se aproximou do ninho que Satoshi fez com a sua mochila, olhando os filhotes de Spearow que cochilavam, achando-os fofos, sendo que ele viu apenas uma parte deles, já que a fêmea os aquecia embaixo do seu corpo, sendo que o macho estava no lado da sua companheira, atento a qualquer som a sua volta, assumindo uma postura, demasiadamente, protetora.
Cheren também havia ficado estarrecido, assim como os seus pokemons ao saberem do efeito que Satoshi tinha em muitas fêmeas pokémons, quando contam da captura especial dele em relação às fêmeas com elas entrando por si mesmas nas pokéballs e ele comenta que a Ratata fez isso e que a Charmander o escolheu.
Então, Yukiko comenta, olhando atentamente a Pidgey de Cheren que estava próxima dele:
- Você percebeu que ela é diferente de um Pidgey comum? A cor dela está meio clara. Tem certeza que não é uma shiny?
Ele olha para ela e pega a pokédex, percebendo que de fato, tinha uma coloração diferente.
- Agora que você disse...
- Ela não saiu com um brilho da pokéball?
- Confesso que quando a tirei da pokéball, eu estava olhando para a interação da Ratata e do Spearow ao meu lado. Eles estavam se dando bem, me deixando aliviado, pois eu estava preocupado.
- Como assim? – Satoshi pergunta curioso.
Então, ele conta sobre a Ratata que quase virou refeição do Spearow, os deixando surpresos, com todos vendo que eles pareciam se dar bem, embora vissem a tipo Normal aborrecida e o tipo Flying se divertindo com Yukiko falando, enquanto sorria:
- Pelo visto, ele gosta de provocar a Ratata, que por sua vez, não parece achar tão ruim, no fundo. Eu diria que eles têm uma interessante interação, por assim dizer.
Cheren sorri e fala:
- Eu fico aliviado. Acho que foi por isso que eu não percebi o brilho, sendo que me concentrei mais nos dados da Pidgey-chan do que na imagem em si e agora que comentou, conforme eu comparo com as imagens em minha pokédex, de fato, ela é shiny.
Então, após meia hora, a Eevee desperta, para depois se espreguiçar, notando que esteve aquecida pelas mantas, passando a corar ao olhar para Cheren que corava levemente, perguntando:
- Já está melhor?
- Ippui! – ela exclama, abanando a caudinha felpuda.
- Qual o nome e como é o bastardo que fez aquilo com você?
A tipo Normal começa a descrevê-lo em seu idioma, ficando surpresa ao ver que a jovem albina traduzia o que ela falava.
- É uma pena que não sabe o nome dele, pois os fazia chamá-lo de mestre.
A Eevee suspira tristemente, concordando.
- Então, você é fêmea?
A pokémon consente animada, corando.
- Pelo menos, temos uma descrição física e seria bom se a Eevee viesse conosco para poder reagir ao vê-lo. Assim, teríamos certeza que é o bastardo. – Satoshi comenta.
- Com certeza. Claro, a fisionomia ajuda, porém, seria bom se a Eevee viesse conosco para ajudar a identifica-lo. – Shigeru comenta.
A Eevee fica surpresa e olha para Cheren, sendo que Yukiko se aproxima, falando, fazendo a pokémon olhar para ela:
- Olha Eevee, a sua espécie é muita visada, já que é chamada de pokémon da evolução. É questão de tempo até alguém capturá-la. Muitos adorariam ter um Eevee.
- Claro que você é livre para escolher e respeitaremos a sua decisão, seja ela qual for. – Shigeru fala – Mas é como a Yukiko-chan disse. Você será muito visada e provavelmente, será perseguida por vários treinadores ávidos para capturar um eevee.
A pokémon fica pensativa, sendo que olha para Cheren, sentindo o seu coração se aquecer, enquanto sentia outras sensações que não compreendia e ao pensar na sua vida sem ele, não pode impedir um calafrio, pois sentia que seria infeliz. O olhar daquele humano era diferente dos que ela viu. Tinha um calor que a aquecia e era cálido, possuindo ternura, também.
Além disso, a Eevee se sentia feliz em seus braços, assim como sentia o seu coração bater acelerado, além de não compreender o motivo de não ter apreciado a aproximação da albina, sentindo algo que não compreendia, pois lutou contra o desejo de atacá-la.
Enquanto a pokémon refletia, o jovem estava ansioso, pois se sentia feliz perto dela, além de se sentir bem e ao imaginar a sua vida sem ela ao seu lado, sentia uma dor inexplicável em seu coração, confessando que tinha sentimentos que não compreendia pela pokémon em seu colo e só sabia que seria infeliz sem a Eevee. Mesmo assim, respeitaria a vontade dela, se ela desejasse ser livre.
Ao olhar para Cheren que sorria gentilmente, ela sorri, tomando uma decisão, pois a vida sem ele seria sem cor e vida. Ela não podia conceber uma vida longe dele, pois ao imaginar isso, sentiu uma dor intensa em seu coração.
Ela se ergue e aponta para uma pokéball dele, falando em seu idioma, enquanto abanava a cauda, sendo que Yukiko traduz:
- Ela fala que quer ficar com você.
- É verdade, Eevee-chan? Quer mesmo ficar comigo? Tem certeza? – ele sentia o seu coração explodir de felicidade.
A pokémon consente animada, abanando a caudinha, sendo que ele pega uma pokéball e mostra para ela:
- Tem certeza? Eu respeitarei a sua decisão, seja ela qual for.
A pokémon cora mais três tons carmesim, enquanto sentia seu coração se aquecer ao ver a sinceridade nos olhos dele.
De fato, ela via que ele respeitaria a sua decisão e isso a fez amá-lo ainda mais. Sim, a Eevee reconhecia que o amava e de uma forma que a desconcertava, enquanto tentava compreender os sentimentos incompreensíveis que a tomavam, com ela não sabendo que era o mesmo para Cheren.
A tipo Normal encosta o seu focinho na pokéball, sendo sugada pelo dispositivo, cuja luz brilha fugazmente, para depois indicar a captura, com a pokémon saindo por si mesma, abanando a caudinha.
- Pelo visto, ela pode sair quando desejar. – Yukiko comenta sorrindo – Provavelmente, não sente a influência da pokéball.
- Por mim, tudo bem. Bem-vinda, Eevee-chan.
Ela esfrega a cabecinha nele, abanando a caudinha, com ele a afagando, sendo que depois, a tipo Normal deita em seu colo, apoiando a cabeça em sua cauda, enquanto eles conversavam.
Após alguns minutos, ele descobre que havia uma trilha para um Monte onde havia Ônix grandes, com ele vendo que de fato, os Ônix de Yukiko e de Shigeru eram anormalmente grandes. Claro que não eram tão grandes quanto o de Satoshi que era shiny, também.
- Acho que vou tentar capturar um Ônix.
- Faz bem. O que acham de nós mantermos o acampamento até amanhã, pois já está tarde? – a albina pergunta para eles.
- Uma boa ideia, imouto!
- A Yukiko-chan está certa. Vamos armar as barracas e preparar a fogueira.
Cheren se levanta com a Eevee em seu colo, sendo que a Snivy fica em um dos seus ombros com ele perguntando aos seus pokémons:
- O que acham de irmos até lá? Depois, a gente volta.
Todos os pokémon dele concordam e o seguem, enquanto que Satoshi pegava alguns gravetos, para depois cercarem eles com pedras, ateando fogo em seguida, sendo que Yukiko foi buscar água com uma mão, mantendo a Spearow adormecida na sua outra mão.
Há centenas de quilômetros dali, em Isshu-chihou (Unova), Kaishin e os demais se aproximavam de uma montanha onde havia um laboratório secreto que desenvolvia os Gensects, com os mesmos se encontrando em hibernação profunda dentro de suas respectivas capsulas.
O líder dos cientistas se aproxima do grupo que estudava vários gráficos em um monitor, com ele colocando o seu copo de café em cima de um painel plano, sendo que estava cheio, pois havia acabado de se servir.
Após olhar por vários minutos o gráfico, ele exclama estarrecido:
- Isso é mesmo verdade?!
