Notas do Autor
Em Tokiwa Forest...
Yukiko fica surpresa quando...
A Spearow fica emocionada quando...
Em Shin'ou-chihou (Sinnoh), Hikari...
Yo!
Vocês devem ter notado que os pokémons cânon tiveram algumas modificações em seus golpes quando apareceram pela primeira vez e o motivo disso é que no anime, muitos aprendiam golpes não condizentes ao nível em que se encontravam, assim como havia movimentos que sequer podiam aprender, nem por TM, Move Tutor ou por nascença e como quero ser fiel aos movimentos nos jogos, tenho que substituí-los por um similar, ignorar os mesmos ou então, justifica-los como sendo pokémons que já tiveram treinadores e que por isso, aprenderam o golpe por TM ou Move Tutor.
Claro que para justificar tal golpe em um pokémon, pelo fato dele já ter tido um treinador, o seu comportamento no cânon tem que evidenciar uma conduta que poderia ser usada para justificar tal golpe por TM, por exemplo, em virtude de já ter pertencido a um treinador. O seu comportamento tem que corroborar com essa justificativa, por assim dizer.
Isso vale para os pokémons de todos os personagens, sem exceção, pois nunca vou usar de protagonismo para apoiar atos ou decisões, sejam fora de batalha ou dentro delas. Sempre que eu fizer algo, terá um argumento ou justificativa sólida e crível.
Inclusive, foi o que fiz para justificar o fato da Fennekin resistir a um movimento tipo Rock e usar um ataque crítico. No caso, é pelo amor, usando a mecânica introduzida no jogo X e Y, a partir do Pokémon Amie e usada desde então. Dê felicidade máxima e amor ao seu pokémon. Ao fazer isso, você irá testemunhar o comportamento dele de virar o focinho para você, de surgir janelas de comentário quando ele é invocado ao campo, além das ações dele como críticos, esquivas impossíveis, auto cura de status alterados e resistindo a golpes KO, aparecendo uma mensagem para essas duas últimas situações, sendo que em todas essas ações, aparece um símbolo de coração em cima do pokémon, simbolizando que ele agiu por amor. Sim. O conceito de felicidade, agora é usado durante uma batalha, trazendo vários benefícios desencadeados pelo amor.
Bem, voltando ao que eu disse sobre os golpes, por exemplo, o Pikachu só vai aprender Thunderbolt no nível 29 na Gen 6 (no anime ele aprende bem antes), a Fennekin da Serena, que no anime tem o Hidden Power, não o possui nessa fanfiction, pois é um golpe que a tipo Fire não conseguiria aprender ou nascer com ele. No anime, a Eevee da Serena usa o Protect e o Double Team. Esses movimentos são aprendidos somente por TM e como ela não tem a conduta de um pokémon que já teve um treinador, não terá esses movimentos quando for encontrada.
Para tomar tais decisões, eu observo todas as gerações, para verificar se os pokémons não aprendem esses golpes em alguma geração, antes de retirá-los da fanfiction. Se ele aprender em uma geração antiga, por exemplo, o golpe será mantido na fanfiction e se entrar em conflito com outro golpe que ele aprende do mesmo nível, eu vou comparar ambos os golpes e após estuda-los, vou escolher o melhor, mantendo esse e não, o outro.
No caso do Thunderbolt, por exemplo, o Pikachu aprende o golpe por TM ou nesses níveis e gerações: 42 (Gen 7), 29 (Gen 5 e 6), 26 (Gen 2,3 e 4), sendo que na Gen 1, ele só aprende o Thunderbolt no pokémon Yellow, no nível 26. Para essa fanfiction, ele vai aprender no nível 26, escolhendo a Gen 2,3, 4 e o jogo Yellow, pois nesse mesmo nível, na Gen 7, ele aprende Nuzzle e pensei. Qual é o melhor golpe? Nuzzle ou Thunderbolt? Eu escolhi o Thunderbolt, pois de longe é o melhor entre ambos. É essa a lógica que eu vou usar, após estudar os golpes para escolher qual é o melhor, quando houver conflito entre dois golpes.
Há muitos outros pokémons, de vários personagens, que tem movimentos que eles não podem aprender nem por nascença e que, portanto, não podem ser usados, a menos que o comportamento e conduta dele permita justificar que ele aprendeu esse golpe por TM, por exemplo, por causa do seu treinador anterior. Mas para essa justificativa, é preciso que os atos do pokémon no cânon a embasem.
Para os movimentos que podem aprender, eu não me baseio, apenas, nos que eles aprendem em uma geração. Eu olho todas as gerações dos jogos, pois alguns movimentos são aprendidos em níveis diferentes das outras gerações ou então, porque eles não aprendem mais um determinado golpe.
Porém, quanto aos danos dos golpes e seus efeitos, eu sigo o que foi determinado para a Gen 7, a última geração lançada, pois ao longo das gerações, alguns movimentos sofreram alterações, seja em seu poder de dano e/ou efeito secundário. Quando for lançado a Gen 8 em 2019, vou usar os danos e efeitos secundários dos golpes atualizados para essa geração e assim por diante. Há habilidades que foram alteradas conforme as gerações, sendo que, também, uso o que diz a última geração sobre essas habilidades.
Eu uso dois sites para isso. Um para moveset, status, movimentos e habilidades. O outro é para uma melhor descrição dos golpes e seus efeitos, assim como habilidades.
Bem, era isso o que eu queria explicar.
Tenham uma boa leitura. ^ ^
Capítulo 95 - Os irmãos briguentos
Em Kantou, mais precisamente em Tokiwa Forest, o grupo de Satoshi encontra-se andando rumo a próxima cidade, quando Satoshi fala, olhando para o seu amigo de infância:
- Como capturei o Mankey no acampamento, você pode capturar o próximo.
- Obrigado, amigo.
Sorrindo, eles tocam os seus punhos, sendo que Cheren vê esse ato e comenta com um sorriso no rosto:
- Eles são bons amigos.
- Nós somos amigos de infância. Ele é como um irmão para nós, sendo que ele nos vê como irmãos, também.
- Isso é muito legal.
- Lá em Isshu-chihou (Unova), você tinha algum amigo próximo?
- Não. Eu tenho uma amiga, mas não somos tão próximos ao contrário dos nossos pais, que se tornaram grandes amigos naquele evento misterioso de dez anos atrás, quando aconteceram aqueles tsunamis, tempestades de descargas elétricas intensas, tornados violentos e sucessivos terremotos, sem qualquer explicação. Parecia que o mundo ia acabar.
- Como eles se tornaram amigos nesse caos? – Shigeru pergunta curioso.
Nisso, ele explica que ambos salvaram várias pessoas e pokémons, se tornando famosos em sua cidade, sendo vistos como dois dos vários heróis que foram condecorados por atos de bravura, uma vez que foram realizadas várias condecorações, tanto para humanos, quanto para os pokémons.
- Ouvi dizer que foi assim em todo o mundo.
- Sim. No caso dos pokémons domésticos, eles se tornaram protegidos e registrados como heróis e em relação aos selvagens, eles receberam um implante de um chip que impede que sejam capturados por pokéballs e que se sofrerem qualquer ataque, os protetores deles vão aparecer e resgatá-los. Inclusive, eles foram levados a reservas especificas, dentro das cidades, para serem protegidos ao ganharem imunidade à captura. Esses lugares são chamados de Santuários Pokémon.
- Foi algo incrível. – Satoshi exclama animado – Eu gostei de saber que eles são protegidos.
- Sim. Muitas pessoas devem as suas vidas a eles – Cheren fala – Na minha cidade tem um desses Santuários. Dependendo do tamanho da cidade e da quantidade de pokémons, cidades se unem as outras e criam esses Santuários, sendo que eles são alimentados e tratados.
- Fico feliz em ver que muitos humanos reconhecem o ato deles. – Shigeru fala – Dizem que muitas vidas foram salvas graças aos poderes e habilidades deles. Inclusive, no caso dos lendários, foi desse acontecimento que surgiu o movimento para tornar a captura deles, ilegal.
- Sim. Também está sendo respaldado por descobertas cientificas sobre a importância deles para a sustentabilidade e equilíbrio do nosso planeta. Inclusive, se forem capturados, haverá um grande desiquilíbrio que poderá levar a destruição do nosso mundo. Dizem que também há a existência de um ser criador de tudo, inclusive do tempo e do espaço, criando também, além dos lendários e demais pokémons, os humanos. Um grupo de cientistas descobriu as ruínas de um templo antigo, oculto em uma selva densa e fechada, datando como sendo o mais antigo do mundo, que exibe a imagem da pintura desgastada de um ser e segundo tradução da escrita antiga encontrada no local, falavam de um braço direito do Criador, por assim dizer, uma fêmea, que foi criada para auxiliá-lo no momento da criação de tudo e que era para esse ser que ergueram esse Templo, passando a adorá-la e pela ilustração, parecia um pokémon. Porém, muitos ficaram desanimados ao verem que tinha indícios de destruição recente e vestígios da Equipe Rocket no local, indicando que eles haviam encontrado o templo, anteriormente.
- Malditos! Com certeza, foram até esse templo, visando usar esse conhecimento para o mal, de alguma forma. – Satoshi comenta irado.
Nisso, os outros concordam e Cheren fala:
- A ilustração do ser que lembra um pokémon, somente traz mais perguntas do que respostas. Quem é o Criador? Será que esse pokémon era dele?
- Há várias teorias e uma delas fala sobre um Deus Pokémon. Outros falam que não é um pokémon e sim, outro tipo de ser. Mas é fato de que os pokémons surgiram antes dos humanos e isso nos leva a mais indagações da criação de tudo. – Shigeru fala – Essa é a maior indagação entre os cientistas e estudiosos. Mas acho que nunca teremos a resposta para nossas indagações. Apenas teremos mais hipóteses e perguntas não respondidas. Ademais, soube de novas descobertas sobre outros lendários. Só conhecemos alguns. Com certeza há muitos deles por aí e somente eles nos dariam a resposta, pois há dados que corroboram a concepção de que eles foram criados antes de todos os outros pokémons, existindo desde o princípio dos tempos, com exceção de alguns criados por um Lendário para auxiliá-lo, como por exemplo, Suicune, Raikou e Entei, cujas primeiras aparições foram na região de Johto. Nesse caso, são pokémons que foram ressuscitados como lendários pelo Lendário Ho Oh, após morrerem em um incêndio. Outro exemplo seria aqui em Kantou, no caso, Articuno, Zapdos e Moltres, que são conhecidas como as aves lendárias e que foram criadas pela Lendária Lugia.
- Eu já ouvi falar dessas lendas! Inclusive, podemos ir para Johto, após derrotamos a Elite Four de Kantou e seu Líder. – Satoshi comenta.
Nisso, todos ficam animados, consentindo, para depois olharem para o céu, com Yukiko comentando em um suspiro:
- O universo é imenso.
De repente, surge na sua frente a imagem de uma dragoa imensa, peluda e alva de olhos azuis, com asas feitas de penas e que olhava para ela de forma emocionada, sendo visíveis as lágrimas peroladas que brotavam de seus orbes e o sorriso trêmulo em suas mandíbulas, sendo que tal visão durou apenas alguns segundos, a fazendo coçar os olhos ao abaixar a cabeça, com Satoshi perguntando, preocupado:
- Aconteceu algo, imouto?
- Não sei. Foi tão rápido. Parecia um flash ou algo assim.
Nisso, os outros olham para o céu, inclusive a Pichu e a Spearow, sendo que Yukiko sorri e fala:
- Acho que foi só impressão. Creio que por ter sacrificado o meu sono para ver os filmes, ele está cobrando o seu preço, agora.
- Bem, de fato, uma noite mal dormida nunca é bom. Aproveite para dormir mais cedo essa noite e repor o sono, imouto.
- Pode deixar, onii-chan. – ela consente, sorrindo.
Nisso, eles voltam a andar pela mata, seguindo o GPS para não saírem da rota até Nibi City (Pewter City), sendo que a albina não compreendia o que aconteceu, pois se de fato tal visão foi desencadeada pela noite mal dormida, ela não conseguia assimilar o motivo de sentir, ainda, a sensação desconcertante de intensa saudade que a tomava naquele instante e que comprimia o seu coração.
Ela decide não falar nada, pois podia ser impressão dela, decidindo que iria recuperar a noite mal dormida, enquanto afastava tais sentimentos e sensações para escanteio.
Após meia hora, avistam dois Pinsir que estavam se encarando, sendo que mexiam os seus chifres vigorosamente, além de parecem exibi-los, com a Pokédex identificando como sendo uma postura ofensiva, indicando que os dois selvagens estavam se preparando para brigar e que após a exibição de poder e tamanho dos seus chifres, visando intimidar o seu oponente, eles começariam a batalha. O dispositivo também adicionou a informação de que eles ficavam especialmente agressivos quando disputavam um território.
- Bem, é a vez de vocês. – Cheren fala, olhando de Yukiko para Shigeru.
Ambos consentem e pegam as suas pokéballs, lançando-as:
- Kaoru-chan, eu escolho você! Use Flame Wheel!
- Vá, Ratata! Use Flame Wheel, também!
Nisso, de cada pokéball sai um Ratata, que concentra poder tipo Fire, gerando chamas, para depois se esconder nelas, tomando a forma de rodas flamejantes que avançam contra os Pinsir, alheios à aproximação de ambos por estarem mais concentrados em avançarem um no outro.
Cheren comenta, após ajeitar os óculos com os dedos:
- Resolveram usar Ratatas em vez dos Pidgeottos. Imagino que precisam ganhar nível.
- Sim. Por causa da captura de dezenas de Spearows, nossos iniciais e Pidgeottos estão em um nível considerável. Por isso, resolvemos priorizar os outros. Quanto aos demais, somente os Ratatas tem uma velocidade próxima do Pinsir, que possuí uma velocidade considerável.
- Entendo.
Quando eles percebem o ataque flamejante é tarde demais e são atingidos pelos golpes super efetivos, os atirando para trás, sendo que eles se erguem, ofegando, para depois rugirem de ira em sua linguagem ao verem os pokémons domésticos.
Então, ignorando as dores intensas que o tomavam pelo ataque super efetivo e o cansaço, além dos danos que sofreram, eles se levantam e avançam, mexendo furiosamente os seus chifres moveis, concentrando poder para usar o Vice Grip.
- De fato, eles têm uma velocidade considerável – Cheren comenta, olhando os dados deles na sua pokedex.
- Kaoru-chan, use Quick Attack!
- Você também, Ratata!
Nisso, ambos os Ratatas concentram o seu poder e avançam nos tipos Bug, sendo um movimento quase invisível de tão veloz que era, os atingindo, fazendo os mesmos serem atirados para trás, passando a lutarem para se erguerem, com os Ratata se afastando, mantendo uma distância considerável deles por precaução, enquanto continuavam com uma postura concentrada, atentos a qualquer movimento dos selvagens ou orientação dos seus treinadores.
Nisso, a albina e o jovem Ookido atiram as pokéballs, com ambos os tipos Bug tendo apenas tempo de ver, parcamente, os objetos redondos e vermelhos sendo atirados contra eles, que são sugados para dentro do dispositivo, com ambos lutando contra a captura até que a luz cessa, surgindo um brilho e som, indicando o sucesso da captura.
Eles vão até os seus pokémons, os afagando, com ambos os Ratatas ficando próximos um do outro, aproveitando para esfregarem o focinho entre eles, pois haviam se apaixonado e ao verem isso, Yuiko e Shigeru sorriem.
Então, ambos tiram os Pinsirs das pokéballs, os tratando, com os mesmos abrindo os olhos e ao perceberem que foram capturados, cruzam os braços, demonstrando irritação em seus semblantes.
- Eu me chamo Yukiko. Prazer em conhecê-lo – nisso, ela olha os dados dele na pokédex – O que acha de se chamar Kabuto?
O Pinsir dá de ombros, pois para ele não importava, sendo que ele olha para o outro tipo Bug que estava ao seu lado, que por sua vez, olha para ele e ambos começam a provocar um ao outro, os fazendo ficarem com gotas, sendo que Yukiko pergunta surpresa:
- Vocês são irmãos e brigam desde que eram filhotes?!
Os tipos Bug param de discutir e olham estupefatos pela albina ter compreendido o que eles falavam. Satoshi, que se encontrava com o Pikachu em seu ombro, se aproxima e explica para os pokémons aturdidos:
- A minha imouto pode entender o que os pokémons falam.
Após se refazerem da surpresa inesperada, eles voltam a discutir, sendo que Yukiko fala:
- Vocês podem ficar fora das pokéballs por algum tempo, se prometerem não brigar entre si, certo, Shigeru-kun?
- Sim. – o jovem Ookido consente, sorrindo – Nós fazemos isso com todos que capturarmos. O que dizem?
- Mas foi ele me provocou! – ele exclama, apontando o dedo para o outro.
- Foi você quem provocou! – o outro irmão aponta o dedo em riste para o que estava ao seu lado.
- Como ousa falar isso? Cresça e assuma os seus erros! Pelo menos, uma vez na vida!
- Olha quem fala... Quem é que sempre tentava bancar o inocente com a nossa genitora?
- E quem era que sempre mentia, extrapolando o que acontecia, hein?
- Seu...!
- Você vai ver o que é bom para a tosse, otouto!
- Pode vim, onii-san!
Yukiko e Shigeru suspiram, para depois o jovem Ookido falar:
- Eu o proíbo de batalhar contra o outro, a menos que seja solicitado.
- Eu também o proíbo de batalhar contra o outro, a menos que seja solicitado. – a albina fala.
Eles param de discutir, ficando irados com a força invisível que os obrigava a obedecerem às ordens dadas, para depois exibirem lágrimas de anime, fazendo todos eles exibirem gotas, sendo que Yukiko fala:
- Nós dissemos "batalhar". Logo, vocês podem discutir ou competir de outras formas. Tipo, fazerem queda de braço, por exemplo, ou qualquer outro tipo de disputa. Só não queremos que se golpeiem. Apenas isso. Mas fazerem competições amigáveis entre si, tudo bem.
- É como a Yukiko-chan disse. Não queremos batalhas entre vocês dois, a menos que seja uma solicitação. Entenderam? Mas se quiserem competir um com o outro, tudo bem.
Eles secam as lágrimas e suspiram, concordando, sendo que Yukiko fala:
- Vocês podem andar um pouco fora da pokéball e até discutirem, mas não queremos confronto físico, ok?
Eles olham para seus respectivos treinadores e consentem, passando a segui-los, enquanto que o casal de Ratatas os seguia, resolvendo usar o momento para trocar juras de amor.
Enquanto isso, os que estavam nos ombros dos seus treinadores, conversavam entre si.
- Fala sério... Eles parecem dois filhotes birrentos. – Pikachu comenta.
- Pelo visto, isso é de ninho. Não duvido que a primeira discussão deles, ocorreu assim que saíram do ovo. – a Hime, que estava no ombro de sua treinadora, comenta.
- Eu fico com pena da genitora deles, tendo que intervir na briga dos dois irmãos a todo o momento, pelo visto. – a Eevee comenta.
- Eu acho que a mãe deles dava uns bons cascudos neles para impor a ordem. – a Spearow, que ainda estava em tratamento, comenta.
O Pikachu, a Pichu shiny e a Eevee olham surpresas para o tipo Flying que fala, erguendo levemente uma das asas:
- É simples de detectamos isso. Basta fazermos um teste.
- Teste? – o Pikachu, que estava no ombro de Satoshi, pergunta arqueando o cenho.
Todos observam que os Pinsirs, que seguiam os seus treinadores, começam a discutir por um motivo idiota a seu ver, conforme o esperado, enquanto que o casal de Ratatas estava mais afastado, alheios a conversa dos outros pokémons por estarem absortos em suas juras de amor.
Então, a Spearow sorri e fala:
- A mãe de vocês está se aproximando nesse instante.
Os demais observam surpresos que ambos começam a suar frio e se encolhem, olhando aterrorizados para trás, para depois se entreolharem, percebendo o absurdo do que foi falado, já que a genitora deles havia se afastado deles, quando eles se tornaram adultos.
Irritados, eles começam a ralhar com a Spearow que dá de asas, para depois, os tipos Bug voltarem a discutir entre si.
- Viram o medo deles a simples menção da mãe deles? – a tipo Flying pergunta.
Os outros consentem com evidente surpresa em seus semblantes.
Longe dali, em uma clareira, uma Pinsir fêmea observava os seus filhotes brincando, sendo que o tipo Bug espirra, de repente, achando algo estranho, para depois dar de ombros.
Então, ela suspira cansada ao ver que a brincadeira se tornou discussão e posterior briga, apartando mais uma rixa entre os seus filhotes, dando alguns cascudos neles que param de discutir, massageando as cabeças, enquanto a Pinsir tentava compreender o motivo de só ter crias que discutiam entre si, por qualquer motivo, não importando o quanto fosse estúpido.
De volta ao local onde estava o grupo de Satoshi, a Eevee pergunta curiosa:
- Como sabia disso?
- Bem, eu vivia discutindo com a minha imouto e a nossa mãe colocava "ordem", por assim dizer. Digamos que bastava sentimos o cheiro dela, que ficávamos quietas, rapidamente.
- Não sabia que tinha uma irmã. – o Pikachu comenta surpreso.
- Bem, éramos quatro ovos. Dois foram devorados e nós duas sobrevivemos, pois a nossa mãe chegou no momento exato de deter o Ratata faminto, que acabou virando refeição dela ao ser abatido, segundo o que ela nos contou. O nosso pai chegou depois e eles dividiram o Ratata entre eles, enquanto consolavam um ao outro pela perda de dois ovos, passando a se tornarem extremamente protetores conosco.
- A sua irmã foi capturada ou é selvagem? – a Pichu shiny pergunta curiosa.
- Capturada e está bem próxima.
Os outros ficam curiosos e ela completa:
- A esposa do Spearow Líder é a minha imouto.
Todos ficam estarrecidos, sendo que Yukiko ouvia a conversa e pergunta estupefata:
- Ela é a sua imouto?!
- O que houve, Yukiko-chan? – Cheren pergunta.
Os outros ficam curiosos, sendo que sabiam que os pokémons conversavam entre si e que somente Yukiko sabia o que eles falavam.
Nisso, ela conta sobre a sua descoberta e eles ficam estarrecidos, sendo que Satoshi comenta, arqueando o cenho, olhando da pokéball, que tinha a irmã do tipo Flying, para a Spearow que se encontrava no ombro de sua imouto:
- Mas nunca vi vocês ficarem próximas uma da outra, quando os soltamos.
A Spearow suspira e fala:
- Nós nos afastamos, faz muito tempo. Ela ficou no bando e eu saí dele. Eu ouvi boatos de que ela se uniu ao Líder do bando e teve filhotes. Eu não tinha certeza se era tia ou não. Aliais, fiquei feliz de ver os meus sobrinhos, mesmo a distância.
- Por que se afastaram? – Shigeru pergunta, sendo que Yukiko traduzia o que ela falava.
O tipo Flying suspira e fala com um olhar perdido em recordações, sendo evidente a intensa tristeza e culpa em seus orbes:
- Quando nós éramos filhotes, eu desci do ninho, pois vi uma minhoca saborosa. Naquela ocasião, eu havia acabado de discutir com ela que estava com o bico virado para o lado. Eu não percebi que um humano estava se aproximando do local. O nosso pai estava voltando da caçada quando viu o humano se aproximando de onde eu estava e movido pelo desespero, chamou a atenção do humano, temendo que ele me encontrasse e por isso, foi capturado. Eu vi tudo e chorei por não ter como salvá-lo da captura, pois eu era, apenas, um filhote e quando comecei a caminha na direção dele, por desespero, ele olhou na minha direção, antes da pokéball atingi-lo, fazendo um movimento de negação com a cabeça, para que eu não tentasse ajuda-lo. Se eu não tivesse descido do ninho, ele não teria se exposto ao humano, acabando por ser capturado. Ele se sacrificou por minha causa e isso é um fato imutável. A minha imouto viu tudo o que ocorreu e nunca me perdoou. Nossa mãe não me culpou, mas ficou sobrecarregada. Eu nunca me perdoei e quando me tornei adulta, após a nossa genitora falecer, me afastei dela e do bando, passando a vagar sozinha pela floresta, pois além de lidar com a culpa intensa que eu sentia desde que era filhote, lidando com a dor e culpa da perda do nosso pai nas mãos de um humano, também tive que lidar com a morte da nossa mãe, algum tempo depois, em decorrência de um embate mortal e igualmente feroz contra um bando de Beedrills, com ela fazendo questão de levar alguns junto dela. Além disso, eu sempre via a raiva e repreensão nos olhos da minha imouto. Ela nunca me perdoou. Desde a captura do nosso pai, nós não nos falamos e preferimos ficar assim.
Todos ficam com pena dela, com os olhos da Eevee se encontrando lacrimosos pela história triste das irmãs, sendo que Yukiko pergunta:
- Você conseguiria reconhecer o seu pai, mesmo hoje em dia?
A Spearow fica surpresa com a pergunta, mas consente, falando:
- Sim. Eu me lembro do cheiro dele. Por quê?
- A sua irmã, o companheiro dela, seus sobrinhos e o bando, serão enviados ao doutor Ookido na próxima cidade, conforme a promessa que fizemos para eles. Logo, só terá você para identifica-lo e para poder fazer isso, ficará fora da pokéball direto e se o avistar me avise, pois vou compra-lo do treinador, fazendo uma oferta irrecusável. Com certeza, nossos pais vão ajudar. Vou juntar vocês de novo, eu prometo. – a albina fala exibindo determinação em seus olhos azuis.
- Pode contar com o meu apoio, imouto. Eu também vou ajudar a uni-los.
A Spearow olha surpresa para ambos e pergunta com a voz emotiva:
- Vão mesmo nos ajudar?
Eles consentem e ela agradece emocionada, para depois o grupo voltar a andar em busca de pokémons que ainda não tinham, ignorando os demais que já tinham exemplares.
Há centenas de quilômetros dali, em Shin'ou-chihou (Sinnoh), Hikari (Dawn), havia encontrado uma Buneary, sem saber que em outra linha do tempo, era a mesma que ela havia capturado, sendo que estava ansiosa para captura-la, após o primeiro ter escapado.
Ela exibia confiança em seus olhos, pois havia se preparado para o dia que encontrasse um Buneary selvagem, sendo plenamente ciente que o tipo Normal possuía uma velocidade superior ao do seu pokémon e que ele estava em desvantagem.
Portanto, precisava retirar essa vantagem e a sua estratégia consistia em reverter essa desvantagem.
Então, ela atira a sua pokéball, exclamando animada:
- Piplup, Charm up!
O pokémon tipo Water sai, exibindo determinação em seus olhos, sendo que nunca aceitou o fato de ter sido derrotado por um exemplar daquele pokémon.
Portanto, ele estava ansioso para que a história fosse diferente dessa vez.
