Notas do Autor
Em uma clareira...
Satoshi e os outros ficam...
Os pokémons decidem...
Capítulo 97 - Shinji (Paul)
Após vários minutos, ela abranda a corrida e todos passam a segui-la silenciosamente. Ao rodearem uma árvore secular e nodosa, ficam chocados com o que viam na frente deles.
Era um jovem cruel de olhos negros e cabelo roxo claro que tinha três pokémons a sua frente. Um afastado e gravemente ferido e outros dois em perfeitas condições. O que estava ferido era um Ponyta, que parecia menor que o usual e com uma aparência de filhote, enquanto que os outros dois eram um Elekid e um Grotle, segundo identificação da pokédex deles, sendo que o jovem gritava para o Ponyta aterrorizado:
- Sua bastarda! Como ousa perder para um mísero tipo Grass?! Você é tipo Fire e por isso, tinha vantagem de tipo! Porém, perdeu e de uma forma vergonhosa para um tipo Fire em virtude do tipo do seu oponente!
Eles notam que a pokémon clamava por clemência e pedia perdão em sua linguagem, chorando desesperada, enquanto se encolhia, sendo visível o fato de que ela não estava de pé e sim, se arrastando no chão, debulhando-se em lágrimas de dor e de desespero.
- Sua inútil! Antes de dá-la a alguém, vou ensinar uma lição que jamais vai se esquecer! Elekid, use Thunder! Grotle, use Earth Power!
Os dois consentem, sendo visível o fato de que estavam animados, enquanto concentravam os seus poderes, com o tipo Fire tremendo, começando a chorar desesperada e a gritar por clemência.
- Ratata, use Flame Wheel no tipo Grass! Ônix-chan, use Rock Tomb no tipo Eletric!
Satoshi exclama, lançando duas pokéballs, saindo um Ratata shiny e uma Ônix shiny imensa de suas respectivas pokéballs, já concentrando os respectivos poderes para usar os movimentos solicitados.
O tipo Normal se esconde entre as chamas que formavam uma roda flamejante e atinge Grotle, enquanto que a tipo Rock e Ground, invoca pedregulhos que são arremessados contra o tipo Eletric, o soterrando, sendo que Satoshi, que se encontrava irado pelo tratamento desumano e cruel dado ao Ponyta, corre até o treinador, erguendo o seu punho.
- O quê?! – o treinador de olhos cruéis fica confuso, demorando em processar o que ocorria, conforme avistava os seus pokémons sendo atingidos.
Então, antes que compreendesse o que acontecia, leva um soco potente do rosto que o arremessa para trás, pois Satoshi havia depositado toda a sua raiva e ira em seu punho, sendo que ninguém percebeu uma espécie de áurea azulada que surgiu em seu corpo e que depois, se concentrou em seu punho, antes de socar o treinador cruel, com essa áurea desaparecendo em seguida.
Mesmo com grandes danos e dores intensas pelos golpes super efetivos, ao verem o seu treinador ser golpeado, Grotle se vira para ataca-lo, assim como Elekid, que conseguiu aguentar o ataque tipo Rock, embora estivesse debilitado.
Porém, antes que pudessem fazer algo, o Ratata shiny usa por si mesmo o seu ataque Flame Wheel, novamente, assim como a Ônix shiny, que irada pela ousadia deles tentarem atacar o seu amado treinador usa, de novo, o ataque tipo Rock no Elekid.
Então, com esse último ataque, o tipo Grass e o tipo Eletric caem inconscientes ao serem finalizados.
- Seu desgraçado! – o treinador de cabelo roxo claro se levanta, sendo visível o filete de sangue que saia de sua boca e o local que foi golpeado se encontrava inchado, enquanto caia alguns dentes de sua boca.
Irado, ele passa a pegar as suas pokéballs, decidindo atacá-lo com os seus outros pokémons.
Porém, antes que pudesse pegá-las para ordenar um ataque, ele recebe um soco no rosto, sendo este de Cheren e quando tenta se recuperar, recebe outro soco, dessa vez de Shigeru, com ambos os socos o fazendo gritar.
Ele se escora em uma árvore para poder se manter de pé, ainda insistindo em pegar as pokéballs, não conseguindo sacá-las em virtude do fato de ser golpeado violentamente no estômago por Yukiko, que o faz cuspir liquido estomacal, com o mesmo segurando o abdômen, enquanto caía inconsciente no chão.
Nisso, eles observam Satoshi correndo até a Ponyta, que viu surpresa a interdição deles, sendo que teme com o toque do jovem por estar traumatizada ao ponto de continuar chorando desesperada, com medo de uma nova punição. O terror do tipo Fire era visível e todos eles sentiam pena dela, sendo que a Eevee compreendia melhor do que ninguém o terror da Ponyta, pois já teve um mestre cruel, tal como o do tipo Fire.
Portanto, conhecia melhor do que ninguém, os sentimentos que tomavam a pokémon naquele instante.
Satoshi insiste, fazendo movimentos lentos para não assustá-la mais do que já estava assustada, controlando o tremor em suas mãos, originada pelo ódio para com o treinador dela que a traumatizou, até que consegue tocá-la de forma suave, a afagando, começando a falar gentilmente:
- Eu vou cuidar de você, eu prometo.
Mesmo com a voz gentil e olhar bondoso, ela tenta se levantar em virtude do forte trauma em que se encontrava.
Porém, ao fazer isso, sente uma fisgada de dor violenta em uma de suas patas, acabando por cair no chão, sendo que Satoshi ampara a sua cabeça, antes que se chocasse contra o solo.
Ela fica surpresa por ele ter protegido a sua cabeça e pelo olhar preocupado dele, sendo um olhar que era o completo oposto do seu treinador, notando que as mãos do jovem tremiam, quando tocam na pata dela que encolhe ao toque, o ouvindo murmurar:
- Como esse bastardo ousou fazer isso com você.
Então, ele desfaz a sua face de fúria e fala gentilmente para o tipo Fire, a afagando:
- Eu prometo que vou cuidar de você. Você não vai voltar para ele. Não vou permitir que seja torturada, de novo.
Ele fala, ainda erguendo a cabeça dela, enquanto pegava um Potion para tratar dos seus ferimentos, sendo que a pokémon se sentia estranhamente segura e que de fato, podia confiar nele, para depois ver a albina entregando uma pokéball para ele, com o tipo Fire reconhecendo como sendo a sua pokéball pelo odor que desprendia do objeto.
Ele apoia a cabeça dela gentilmente no seu colete que havia sido dobrado para fornecer um travesseiro macio para a pokémon, com a Ponyta vendo que o mesmo se levantava, uma vez que havia dobrado as suas pernas para apoiar os joelhos no chão, visando tratá-la, ficando surpresa ao ver que o jovem humano atirava com força a pokéball dela no chão, fazendo-a trincar com o impacto, para depois pisar com fúria no receptáculo com o pé, o quebrando. Quando o objeto trincou, ela sentiu a influência da pokéball reduzir drasticamente e quando o humano o quebrou por completo, o tipo Fire sentiu o fim da força invisível que a mantinha submetida ao objeto. Agora, sentia que não estava sobre nenhuma influência, após ter ficado subjugada por várias semanas, desde que foi capturada pelo seu ex-mestre que jazia inconsciente, acabando por ser separada de sua amada mãe.
Ela nunca se arrependeu tanto por ter se afastado de sua genitora, acabando por ser capturada, sendo que sai dos seus pensamentos com a voz gentil do humano que estava cuidando dela:
- Agora você é livre, Ponyta-chan. – ele fala sorrindo, fazendo a pokémon ficar boquiaberta, corando com o sorriso dele.
Então, ele volta a trata-la, com ela se entregando, enfim, a inconsciência, tanto pelos ferimentos, quanto pela exaustão e dores intensas que a tomavam, após ser punida por vários minutos, sendo que sentia uma dor intensa em sua pata, que foi ferida durante a punição.
Por se sentir segura e confiar nele de uma forma que não conseguia explicar, além de corar ao olha-lo, ela se permitiu adormecer, enquanto mantinha a recordação de sua amada mãe em sua mente, fazendo com que uma lágrima brotasse dos seus olhos, pois sentia muita falta de sua genitora.
Shigeru vai até a Ponyta e começa a examiná-la, ficando alarmado com os danos e que a pata dela estava quebrada. Ao comunicar aos outros o resultado dos seus exames, todos se viram com fúria velada para o treinador inconsciente, pois os ossos dos pokémons eram muito resistentes.
Portanto, para o osso dela ter quebrado daquela forma, era preciso uma força excessiva extrema e por muito tempo. Uma batalha, mesmo com movimentos como Bind e outros que envolviam constrição do oponente, não conseguiriam promover tal nível de dano, além do fato de que eram batalhas envolvendo pokémons domésticos, sendo diferente no caso de pokémons selvagens, que ao caçarem eram tomados pelo instinto de sobrevivência, aplicando uma força extrema e igualmente letal, visando abater a sua presa o mais rápido possível, para poder se alimentar dela, reduzindo ao máximo o gasto de energia em sua caçada.
Poupar energia e consumir comida para repor a energia perdida na caçada, era essencial para que um selvagem pudesse sobreviver na natureza.
Portanto, havia diferença na forma da batalha de um selvagem e de um doméstico, sendo que este último, não precisava abater outro pokémon para se alimentar dele, pois recebiam comida dos seus treinadores.
Então, após comparar alguns dados da pokémon adormecida na frente deles, com os dados sobre um Ponyta, o jovem Ookido fala, torcendo os punhos pela ira que o tomava ao ver o estado precário da pokémon e que havia sido ampliado ao saber que era apenas um filhote:
- É como nós desconfiávamos. Ela é apenas um filhote, pois não alcançou a idade adulta. Pode-se dizer que é apenas um potro, se formos comparar a um equino. Provavelmente, o bastardo aproveitou o fato de que ela se afastou de sua mãe, como os filhotes imprudentes fazem, para captura-la. É visível o fato de que é a pobrezinha é um filhote, ainda.
Ao saberem disso, o ódio pelo treinador inconsciente aumentou ainda mais, pois era visível o fato de que era um filhote.
Afinal, era bem menor do que um Ponyta regular e suas feições eram de filhote, evidenciando o fato de que não era um Ponyta adulto.
A Spearow, no ombro de Yukiko, olha para a sua treinadora e pergunta com evidente preocupação em sua face:
- Vocês não vão ter problemas com o que fizeram com esse monstro? O bastardo mereceu a surra. Mas isso não trará problemas para vocês, Yukiko?
Sorrindo, ela afaga a Spearow, falando:
- Não. Afinal, ele não terá oportunidade de contar a alguém o que aconteceu – ela se vira para a Pichu shiny que olha para a sua treinadora, atentamente – Você se lembra daquele livro que baixei na internet, sendo que eu cheguei a ler para você?
- Sim. Por quê? – o tipo Eletric arqueia o cenho.
- O que acha de treinarmos algumas coisas que nós lemos? Confesso que estava ansiosa para encontrar alguém para treinarmos. E você? – ela pergunta com um sorriso sádico no rosto.
A Pichu corresponde com outro sorriso sádico, falando ao olhar para o humano inconsciente:
- Sim. Será muito divertido.
- Podemos até fazer algumas apostas para aumentar a diversão. Tipo, em quanto tempo ele vai começar a chorar, clamando por clemência, gritando e etc. São tantas ideias! Não acha, Hime-chan? – ela comenta empolgada
- Tirou as palavras da minha boca.
A Pichu shiny fala, consentindo empolgada, enquanto sorria sadicamente e conforme a tipo Eletric conhecia a sua treinadora, percebia que ela era tão sádica quanto ela, fazendo a sua captura se tornar suportável pelo fato de poder se divertir ao ter presas para torturar, além de adquirir um grande conhecimento em métodos de tortura.
Claro, não apreciava o fato de ter sido capturada e detestava a influência da pokéball, sendo que continuava lutando contra a influência por orgulho, enquanto percebia que em relação a sua treinadora, sentia que ambas iriam se divertir juntas, torturando desgraçados. A perspectiva de poder treinar práticas de tortura era algo que a tentava e muito.
Afinal, era prazeroso ver o sofrimento dos outros.
Cheren, Satoshi e Shigeru se entreolham, sendo que depois, eles retornam ao que faziam, com Cheren afagando a Eevee, enquanto falava:
- Eu não sei de nada.
- Idem.
- Eu também.
- Pikapi.
- Ippui.
A Spearow também fala, consentindo, assim como a Ônix shiny que estava ao lado de Satoshi, junto do Ratata shiny, além da Kibaryuu consentir, sendo que Yukiko sorri, agradecendo:
- Obrigada.
Os outros olham para ela e sorriem consentindo, sendo que Cheren comenta:
- Quem dera que eu tivesse estômago para isso.
- Eu também.
- Idem.
Após sorrir, a albina separa as pokéballs de Elekid e de Grotle, para depois trata-los e quando os mesmos abrem os olhos, antes que compreendessem o que acontecia, as pokéballs de ambos são encostadas neles, fazendo o dispositivo abrir para confina-los em seus respectivos receptáculos que se remexem furiosamente, até que cessam os movimentos.
Então, a albina amarra o jovem inconsciente e comenta, olhando o registro de treinador na pokédex do mesmo:
- O bastardo se chama Shinta (Paul). Ele recebeu a pokédex do Hakase Pokémon de Shin'ou-chihou (Sinnoh). Do jeito que a Pokédex se encontra, qualquer um a acessa, pois ele não pôs uma senha ou ativou a autoproteção da mesma.
Nisso, ela observa alguns dados, os anotando em seu Smartphone, para depois comentar ao olhar as duas pokéballs, que continham o tipo Grass e o tipo Eletric, tomando uma decisão em relação a ambos os pokémons:
- Eles apreciavam a tortura e o seu treinador. Eu sinto isso. Já quanto aos outros pobres coitados, eles não apreciavam e também sofreram nas mãos desse bastardo. – ela fala, tocando nas outras pokéballs – Mas acredito que isso ocorreu, pois existem casos em que os pokémons se tornam uma cópia dos seus treinadores. O Grotle era o seu inicial e o Elekid foi o primeiro pokémon que ele capturou, segundo a sua pokédex. Logo, ambos passaram a ser uma cópia do seu treinador. Isso é um fenômeno que acontece com vários pokémons, principalmente em relação ao primeiro pokémon de um treinador e a sua primeira captura. Os outros também podem se tornar uma cópia dos seus treinadores, mas li em um artigo que isso é mais usual com o primeiro pokémon que uma pessoa ganha e com o primeiro que é capturado. Não acho que eles tinham essa essência maligna e sim, que foi influência do seu treinador.
- Eu já ouvi sobre isso. – Cheren comenta pensativo.
- Eu já li sobre isso uma vez, pois foi publicado como um artigo cientifico de comportamento pokémon. – Satoshi comenta.
- De fato, esse artigo foi publicado, sendo apoiado por vários estudos feitos em diferentes regiões e que chegaram no mesmo resultado, consolidando esse artigo que foi, inclusive, publicado em revistas cientificas voltadas ao mundo pokémon. – Shigeru comenta – Também acredito que foi isso que ocorreu com o Grotle e o Elekid.
- Também acho. – Satoshi consente.
- Idem.
Nisso, ela pega uma de suas pokéball e fala a segurando:
- Kaze-chan, eu escolho você.
Nisso, a Pidgeotto sai e abre as asas animadamente ao ficar na frente de sua treinadora que entrega uma sacola com duas pokéballs, contendo o Elekid e o Grotle, com ambos os dispositivos voltando a se remexerem.
A albina fala, sendo que a tipo Flying, tal como os outros, haviam ouvido tudo de suas pokéballs:
- Por favor, voe o mais alto que puder, se afastando bastante desse local. Depois, rasgue as sacolas em pleno ar, para que as pokéballs caiam e quebrem, os libertando. Procure fazer isso em um local rochoso. Siga naquela direção – ela orienta, observando o mapa por GPS no seu celular.
Ela consente e abre as suas asas, voando do local com a sacola, seguindo a direção que a sua treinadora indicou, com Cheren notando que eram duas pokéballs, perguntando em tom de confirmação:
- Eram as pokéballs do Elekid e do Grotle, certo?
- Isso mesmo. Eles tinham que ser libertados bem longe daqui e preferencialmente, distante dos outros. Quando um pokémon se torna uma cópia do seu treinador, se torna demasiadamente difícil se libertar dessa influência. Logo, não tenho escolha, além de afastá-los o máximo possível.
- Foi uma decisão excelente. – o jovem de Isshu-chihou (Unova) consente, enquanto falava, mantendo a Eevee em seu colo, sendo que a mesma se encontrava extremamente corada.
Então, ela pega uma de suas pokéballs e fala:
- Kibaryuu-chan, eu escolho você.
O tipo Fire sai, abanando animadamente a sua cauda, com a sua treinadora falando com um sorriso no rosto:
- Use Ember nesse objeto, por favor – ela aponta para a pokédex de Shinta, a jogando no ar – Agora.
A Charmander concentra poder tipo Fire e lança o seu ataque de brasas flamejantes que queimam o dispositivo, destruindo o objeto em pleno ar e após os pedaços carbonizados caírem no chão, eles são esmagados pelo pé de Yukiko, até se tornam pó, que é levado do local pela leve brisa que soprou naquele instante.
Então, ela vai até o tipo Fire e fala sorrindo, enquanto a afagava gentilmente:
- A sua mira está excelente, Kibaryuu-chan. Obrigada.
A pokémon abana a cauda animadamente, apreciando o afago gentil de sua treinadora, sendo que os outros pokémons ficaram felizes pela atitude de seus treinadores, para com o humano ordinário ao ver deles.
A Eevee estava mais calma, sendo afagada por Cheren, enquanto corava intensamente, abanando a caudinha felpuda, sentindo um calafrio prazeroso no seu corpo felpudo.
Então, após alguns minutos, a Pidgeotto volta e fala em sua linguagem:
- Foi um sucesso. Eles saíram e como eu estava no alto, não me viram. Depois, eu vi que eles ficaram revoltados ao terem sido capturados, cada um, por dois treinadores que passavam no local e que seguiram caminhos diferentes.
Ela sorri e consente, sendo que pega uma sacola de pokéballs, falando:
- Voe até o céu e deixe essas pokéballs caírem. Vamos libertar os pobres coitados.
O tipo Flying consente e após ascender para o céu, ficando a dezenas de metros do solo, ela rasga o saco com as suas garras, fazendo as pokéballs caírem, com as mesmas se quebrando ao atingirem o solo em alta velocidade, acabando por libertar os pokémons que saem confusos por não sentirem mais a influência da pokéball, para depois demonstrarem um forte medo em seus olhos ao verem o seu mestre, ficando aliviados ao constatar que ele estava inconsciente e amarrado.
O grupo reconheceu dois deles como sendo um Vaporeon e um Jolteon, começando a fazerem o scanner dos demais, os identificando como Tangela shiny, Magby, Munchlax, Mr. Mime shiny, Hitmonlee e Hitmonchan.
Eles olham para o grupo, percebendo que a Ponyta era tratada por dois jovens, com eles ficando surpresos ao constatarem que ela era selvagem ao olharem a pokéball dela destruída, assim como as suas pokéballs, explicando assim o motivo deles não sentirem mais a força invisível que os mantinha subjugados.
Além disso, estavam surpresos com os humanos que se encontravam na sua frente, pois eles não tentaram captura-los, uma vez que por não se encontrarem mais subjugados a uma pokéball, eles se tornaram selvagens e por isso, podiam ser capturados.
Então, a albina se aproxima e fala, sorrindo:
- Vocês estão livres e podem fazer o que desejarem. Não precisam mais sofrer nas mãos desse bastardo.
Os pokémons ficam felizes e comemoram emocionados a sua liberdade, sendo visível a intensa felicidade que sentiam.
Um deles se aproxima e agradece ao grupo, ficando surpreso ao ver que a albina compreendeu o que ele falou, com ela explicando ao ver a face aturdida deles:
- Eu posso compreender o que os pokémons falam. Vocês estão livres, mas saibam que ainda correm o risco de serem capturados. Portanto, devem tomar cuidado, pois podem acabar nas mãos de outro bastardo.
Eles se entreolham, percebendo que ainda corriam o risco de serem capturados por outro treinador e que este poderia ser tão ruim quanto o ex-mestre deles e frente a tal pensamento, ficam desanimados.
Então, após se entreolharem e consentirem um para o outro, eles se aproximam da Eevee, que se encontrava curiosa com o motivo deles se aproximarem dela, com o Hitmonlee perguntando para o tipo Normal, olhando-a atentamente:
- Você tem marcas em seu corpo. Nós conhecemos essas marcas.
- Sim. Meu ex-mestre era cruel – nisso, ela narra o que vivenciou e depois, conta como foi parar com o grupo e a sua escolha.
Todos ouviam atentamente o relato dela e viram a sinceridade nos olhos do tipo Normal, com eles olhando atentamente para os treinadores e os pokémons fora das pokéballs, além de notarem que os dois jovens sentados na frente do tipo Fire, se esmeravam em tratar da Ponyta, extremamente ferida.
Esse pokémon se reúne com os outros e após conversarem por vários minutos, concordando que o olhar daqueles humanos eram distintos, eles chegam a uma conclusão, passando a olharem o grupo atentamente, com um deles falando:
- Vocês são diferentes desse desgraçado e concordamos que corremos o risco de pararmos nas mãos de um treinador cruel. Nós sempre viveríamos com medo de acabarmos com outro treinador igual a esse bastardo. Notamos pelos seus pokémons e pelo olhar que exibem, a distinção para com o nosso ex-mestre. Não adianta tentarmos aproveitar a nossa liberdade, para passarmos pelo mesmo sofrimento com outro treinador ao sermos capturados. Nós não suportaríamos passar pelo mesmo inferno, novamente. Logo, escolhemos seguir viagem com vocês. Quem dera que pudéssemos ser livres... – ele comenta o final tristemente.
Nisso, Shigeru se vira e fala, pois Yukiko traduzia o que os pokémons falavam ao agir como intérprete:
- Há alguns parques em que não se pode caçar pokémons. Podemos leva-los para lá, os soltando.
- É uma excelente ideia, Shigeru! – Satoshi exclama animado.
- Com certeza. – Cheren consente.
- Sim. Poderíamos leva-los para esse local. Nós vamos passar próximo dele um deles – ela fala, consultando a rota pelo GPS – Mas vai demorar alguns meses.
- Há um local assim? – um deles pergunta, expectante.
- Sim. – a albina fala sorrindo, enquanto consentia.
- E quando chegarem nesse local, vão mesmo nos soltar? – o Hitmonchan pergunta expectante.
Nisso, eles consentem, demonstrando a sinceridade em seus olhos, fazendo os pokémons concordarem que eles eram distintos.
- Porém, devo avisá-los de que existem os Hunters, que se dedicam a caçar pokémons raros e não hesitam em invadir locais em que os pokémons não podem ser capturados, visando capturar alguns exemplares ou um pokémon, especifico. Além disso, se por acidente, saírem da área protegida, podem ser capturados pelos outros treinadores sem qualquer consequência para os mesmos. Precisam ser cautelosos. – a albina fala – Por mais segurança que esses locais possuem, assim como guardas, sempre ouvimos falar de algumas intrusões nesses locais e captura de alguns pokémons.
Eles ficam desanimados, sendo que se entreolham e conversam entre si, para depois um deles falar:
- Bem, nós estamos com medo de pararmos nas mãos de um treinador cruel como ele – nisso, aponta para Shinta (Paul) – Se é para continuarmos correndo o risco de sermos capturados, sempre vivendo com medo de que acabemos nas mãos de outro bastardo, queremos escolher os nossos treinadores. Sentimos que com vocês, não sofreremos como sofríamos nas mãos desse monstro. Nós mantemos a nossa decisão.
Os jovens se entreolham e consente, sendo que Shigeru estava preparando um revigorante e outros medicamentos mais específicos para a Ponyta, após pesquisar em seu Smartphone, enquanto Satoshi terminava de imobilizar a pata dela, conforme orientação do jovem Ookido.
- Nós iremos respeitar a escolha de vocês. – a albina fala.
Nisso, os outros consentem, sendo que os pokémons começam a escolher os seus treinadores.
