Notas da Autora
Em uma loja de produtos pokémon, Isis descobre...
Em Sinnoh...
Yo!
Eu quero pedir desculpas por um erro no capítulo anterior.
Originalmente, a mãe das Eevee´s seria uma Eevee. Era o que eu havia planejado.
Porém, eu tinha mudado de ideia e decide que seria uma Espeon. Mas quando cheguei nesse capítulo, sendo que tenho vários capítulos escritos dessa fanfiction, eu me esqueci de alterar de Eevee para Espeon e só descobri quando estava revisando o próximo capítulo e achei estranha a referência a Espeon e não a Eevee.
Nesse momento, eu percebi que havia esquecido de alterar de Eevee para Espeon.
Novamente, eu peço desculpas.
Tenham uma boa leitura.
Capítulo 104 - Descoberta
Após meia hora, Isis e seus amigos chegam ao Centro Pokémon mais próximo, com ela entregando a pokéball do Growlithe, assim como mostra as Eevees filhotes ao pegar as mesmas do dorso da Deino, enquanto as irmãs olhavam de forma curiosa para a doutora que os atendeu e para a sua auxiliar, Audino.
A atendente pokémon pega a pokéball para curar o pokémon dentro dela, enquanto que a morena e os outros entravam em uma sala, com a doutora examinando as pequenas, após Isis coloca-las em uma maca, com os filhotes desejando mexer em tudo o que viam, sobre um sorriso gentil da médica que dá um brinquedo para distrair as pequenas, permitindo assim os exames de rotina, com elas ficando animadas com os brinquedos, sendo que Isis suspirava, enquanto sorria, pois elas eram muito fofinhas, ao ver dela.
Sorrindo, a doutora chama um pokémon ao se aproximar da porta, após terminar os exames que realizava, anotando alguns dados em uma folha:
- Petilil, venha aqui, por favor.
Nisso, uma Petilil usando um chapéu de atendente entra, sorrindo gentilmente, se aproximando das pequenas que ficam animadas, sendo que a médica pede:
- Por favor, use o Grass Whistle nas Eevees.
Após consentir, ela começa a cantar uma doce melodia direcionada somente às pequenas, impedindo assim que os outros dormissem, já que o pokémon poderia direcionar os seus movimentos, assim como, fazê-los afetar quem eles desejavam.
As Eevees bocejam, para depois esfregarem os olhinhos com as patinhas, adormecendo profundamente em seguida.
- Obrigada, Petilil - a doutora fala, afagando a pokémon que curte o afago.
- Petilil, eu preciso de você, por favor! – uma voz exclama do corredor.
Então, a pokémon se retira, com a doutora voltando a examiná-las, falando ao ver a face de surpresa dos outros:
- É que elas precisavam ficar quietas na máquina e por serem filhotes, seria complicado fazê-las entender a importância de ficarem quietinhas, embora eu tenha notado que uma delas é mais calma, enquanto que a shiny é mais animada. Ademais, elas podiam se assustar com a máquina ao serem colocadas dentro delas ou quando as passasse por cima dos seus corpos, um pouco afastado delas. Por isso, é indicado o uso do Sing ou Grass Whistle, para fazer o pokémon adormecer profundamente.
- Entendo. De fato, elas podiam se assustar com essas máquinas. Uma coisa é vê-las do lado de fora, outra coisa é entrar nelas.
A doutora sorri, consentindo e volta a examinar as pequenas Eevees, sendo que após vários minutos, com as irmãs ainda dormindo juntinhas em cima da marca, a profissional fala:
- Elas nasceram há pouco tempo. Logo, precisam de ração em forma de papinha, altamente rica em nutrientes, vitaminas e minerais para um desenvolvimento saudável. Falo papinha, pois a mãe transforma em papinha a comida que traz para os filhotes, visando facilitar a digestão, evitando assim que sofram de mal estar. Ademais, como existem papinhas preparadas para cada tipo de Pokémon, nós conseguimos fornecer mais nutrientes e minerais, assim como vitaminas, do que os pais conseguiriam na natureza. Também vou indicar um complemento vitamínico para elas, para ser administrado junto da comida, juntamente com a oferta de quantidades generosas de água para hidratá-las – a doutora fala, digitando no computador – E também devo avisar que segundo a lei, no caso das Eevees, se faz necessário esperar algum tempo antes de começar qualquer treinamento ou batalha com elas, pois se encontram em fase de crescimento. Quando deixarem de ser filhotes, aí elas vão poder treinar, trabalhar e batalhar. Se fizer tais coisas antes do tempo, será processada e perderá a licença pokémon.
Nisso, a doutora mostra uma tabela para a jovem que continha os pokémons e o tempo de espera para as atividades de treinos, trabalho ou batalhas, com ela vendo o tempo em relação as Eevees.
- A senhora sabe quanto tempo de vida elas possuem doutora?
- Eu fiz uma estimativa ao observar os exames – nisso, ela informa e fala – Portanto, elas são muito pequenas, ainda.
- Sim. Mas não quero força-las a nada. Se elas quiserem batalhar ou treinar, será uma decisão delas, pois elas estão comigo para eu achar a kaa-chan delas.
- A kaa-chan?
Nisso, Isis explica o que ocorreu, com a doutora falando, enquanto sorria:
- Fico aliviada que as tenha encontrado. Você salvou a vida delas. Eu desejo sorte.
- Obrigada – nisso, ela tem uma ideia e descreve o treinador – A senhora o viu por aqui?
A profissional fica pensativa, para depois falar:
- Tivermos uma emergência envolvendo vários pokémons e as nossas auxiliares pokémons passaram a cuidar do fluxo regular de treinadores, já que sabem usar as máquinas de cura padrão. Elas possuem certa autonomia, por assim dizer e isso é muito bom, principalmente nos momentos de "sobrecarga" do Centro Pokémon, por assim dizer, permitindo o atendimento regular ao público, mesmo em situações de emergência. Eu vou ver quais foram designados para o atendimento ao público.
- Obrigada.
- Vamos examinar esses ovos, agora.
- Por favor, doutora.
Nisso, ela tira os ovos da incubadora, com a médica os examinando em um local próprio, sendo que neste interim, as Eevees acordam e bocejam, para depois, Isis colocar ambas no dorso da Deino que sorria maternalmente para os filhotes, enquanto elas se divertiam, sobre o olhar atento de Druddigion, pois ele queria evitar que as pequenas caíssem.
Então, a tipo Dragon e Dark as afaga com a cabeça, sendo retribuída pelas pequenas, com o tipo Dragon fazendo o mesmo ao afaga-las com a ponta do seu focinho, com elas respondendo entusiasmante, sendo que a médica sorri ao ver a cena, com a jovem notando o olhar da profissional, para depois explicar, enquanto que a Axew shiny se encontrava em seu ombro:
- A Deino e o Druddigion são os pais adotivos delas.
- Fez bem. De fato, eles parecem uma família. – ela fala sorrindo – Querem saber que pokémons vão nascer desses ovos? O sistema já os identificou. Confesso que estou surpresa.
Nisso, Isis se vira para o casal e pergunta:
- Querem saber que espécies eles são?
O casal fica pensativo e nega, com a Deino falando:
- Eu adoro surpresas.
Então, o Druddigion fala:
- Se ela não deseja saber, eu respeitarei a vontade dela. Ademais, deve ser bom o fator surpresa, para ela está tão animada.
Nisso, a morena se vira e fala, sorrindo:
- Nós agradecemos a oferta, mas queremos nos surpreender.
A profissional sorri e consente, falando:
- Acredito que eles serão os pais adotivos dos filhotes que nascerem dos ovos.
- Isso mesmo, doutora.
- Bem, então vou me limitar a falar da saúde dos ovos, que estão em excelente estado e acredito que vão nascer daqui a três dias. Quando estiverem prestes a nascer eles vão emitir um brilho pulsante, sendo que conforme se aproxima o momento do nascimento, o intervalo entre os brilhos pulsantes reduz gradativamente. Esse ciclo pode demorar menos de um minuto a alguns minutos. Portanto, não se preocupe se parecer que está demorando. Claro que se durar mais de vinte minutos, você deve procurar um Centro Pokémon, urgentemente. Recomendo que daqui a três dias, você fique em alguma cidade. Claro, não espero que algo ruim aconteça, mas é bom estar próxima de um Centro Pokémon para qualquer eventualidade. Mesmo não sendo comum, podem ocorrer complicações no momento do nascimento e por isso, é preciso estar perto de profissionais. Também recomendo que sempre leve os ovos para fazerem um checkup, visando acompanhar a saúde dos filhotes que estão se desenvolvendo dentro dos ovos.
- Vou fazer isso. Obrigada, doutora. – ela fala, enquanto voltava a colocar os ovos em suas respectivas incubadoras.
Após terminar de digitar, ela imprime uma folha, sendo a receita médica e entrega para Isis, orientando o que escreveu na receita que continha o tempo de nascimento delas, assim como orientações para cuidado e tratamento, o tipo de papinha que devia comprar e o complemento vitamínico a ser administrado, indicando a orientação de uso, assim como devia ser administrada a papinha e o intervalo de tempo entre as refeições e a oferta de líquidos, além de constar, também, quando elas podiam começar a treinar, batalhar ou trabalhar, com Isis guardando o receituário, decidindo passar numa loja de produtos Pokémon ali perto.
Depois, a doutora chama os pokémons que fizeram o atendimento ao público, com Isis descrevendo o treinador, com nenhum deles se lembrando de um humano que correspondia com a descrição, assim como falaram que não haviam cuidado de nenhuma Espeon, recentemente.
- Eu entendo... Obrigada. – ela fala, suspirando tristemente.
Os pokémons ajudantes acenam com a cabeça e se retiram, sendo que a médica comenta:
- Deve ter passado em outro Centro Pokémon. Se bem, que pode ter tratado da Espeon por si mesmo.
- Verdade. – a morena consente.
Então, elas saem da sala, com a Audino de antes trazendo uma bandeja com uma pokéball para Isis que pega, guardando-a, para depois se virar para eles, perguntando:
- O que acha de fazerem um checkup, já que estamos em um Centro Pokémon?
Eles concordam e ela os chama para as pokéballs, sendo que ao serem colocadas no chão, as Eevees começaram a explorar a sala do Centro Pokémon, deixando Isis preocupada, pois podiam se machucar e por isso, trata de pegá-las no colo, com a doutora falando, enquanto a auxiliar levava as pokéballs:
- Seria bom comprar alguns brinquedos para distraí-las.
- De fato, seria muito bom.
- O lojista pode dar sugestões de brinquedo.
- Obrigada pela sugestão. Eu vou fazer isso.
Nisso, outra Audino se aproxima e fala para a profissional:
- Doutora, o paciente da sala cinco acordou e se queixa de dor na pata direita.
- Prepare o diagnóstico por imagem. Quero ver o estado da pata dele. Suspeito de um trauma.
- Sim, doutora. Vou usar o laboratório número dois, pois ele está desocupado.
Então, a tipo Normal que usava um chapéu de atendimento se retira, sendo que a médica fala:
- Eu tenho que ir agora. Eu desejo sorte em sua jornada e estou torcendo para que consiga encontrar a mãe delas.
Então, elas se despedem, com a morena saindo do Centro Pokémon para depois entrar na Loja de produtos Pokémon, comprando a papinha própria para as Eevees, mais o complemento vitamínico, além de repor o seu estoque de pokéballs, de Full Heal e de Super Potion, comprando algumas pokéballs adicionais, assim como guloseimas que os tipos Dragon apreciavam, adquirindo também uma própria para filhotes, além de guloseimas para o tipo Fire, com as pequenas olhando tudo da loja, abanando as caudinhas felpudas animadamente, desejando tocar em tudo com as patinhas, fazendo-a comprar o quanto antes, um brinquedinho que as pequenas adoraram, visando distraí-las, sendo que quando elas mordiam, fazia barulho, as animando. Animada pelo entusiasmo delas, Isis comprou outros brinquedos que elas podiam brincar, quando eles acampassem.
Após comprar tudo o que precisava, guardando a sua identidade, pois teve que mostrá-la para comprar pokéballs, ela passa a verificar os seus estoques de ração pokémon, Super Potion e outros itens, começando a arruma-los em sua mochila de viagem, usando a pokéball de armazenamento para guardar a ração, enquanto que uma auxiliar da loja segurava as pequenas Eevees no colo, afagando-as, murmurando o quanto elas eram fofinhas.
Então, ela pergunta para a jovem aspirante a Mestra de Dragões:
- Onde as encontrou? Elas são tão fofinhas. Esses pelinhos, principalmente no pescoço e essas caudinhas felpudas... O Eevee já é fofo por si mesmo. O filhote eleva a fofura a um novo patamar.
Nisso, ela explica o que aconteceu e que estava buscando o treinador que capturou a mãe delas.
- Coitadas... – a jovem murmura, olhando com pena para as pequenas, que estavam naquele momento mais entretidas em tentarem pegar as próprias caudinhas, do que prestarem atenção na conversa – Tem uma foto ou descrição dele?
Ela o descreve e a jovem vira a cabeça para o lado, após ficar pensativa, passando a chamar outra atendente:
- Hynia, venha aqui, por favor.
Outra jovem surge, sendo que estava organizando alguns itens em uma prateleira.
Ao se aproximar de ambas, começa a afagar as Eevees, achando elas fofinhas, com a garota contando a história das pequenas, com a outra atendente olhando com pena para os filhotes, para depois ouvir a descrição do rapaz.
Após ficar pensativa, ela fala:
- Bem, um rapaz com essa descrição passou por aqui. Ele comprou alguns itens e depois, se retirou Não ficou muito tempo.
Isis pergunta esperançosa:
- Você lembra o nome dele?
- Não. Ele não se apresentou. Não ficou muito tempo e pagou em dinheiro. Se ainda tivesse usado o cartão ou o sistema de pagamento via registro de sua pokedex, poderíamos ter um nome. Ele parecia estar com pressa. – a atendente comenta tristemente, após saber da história das Eevees.
- Ele não comprou pokéballs? Para comprar pokéballs e outros dispositivos de captura é preciso mostrar a Licença Pokémon e vocês pesquisam no sistema a situação dessa licença, para saber se ela está regular, se tem alguma restrição ou se foi cassada. – a morena pergunta com esperança em seus olhos, pois se tivesse um nome, isso iria ajudar na busca dele e poderia usar esse dado, inclusive, na internet.
- Infelizmente, ele não comprou nenhum dispositivo de captura, pois ainda tinha dispositivos de captura em sua posse. Comprou apenas itens de cura, de recuperar energia e ração pokémon.
Isis suspira tristemente, para depois perguntar:
- Ele comentou para onde ia?
- Bem, eu o ouvi falando com alguém no seu celular, enquanto registrava no caixa o que ele comprou e se não me engano, ele falou que iria encontrar essa pessoa na parte oriental de Sazanami Town (Undella Town) e que iria demorar, pois desejava fazer o trajeto a pé, pois queria fortalecer os seus pokémons, assim como desejava capturar novos pokémons.
- Ele vai seguir o trajeto a pé? Bem, acredito que quando chegar em Sazanami Town (Undella Town), ele terá que passar no Centro Pokémon e isso facilita muito, desde que estejam com um fluxo regular de treinadores e pokémons. – a outra atendente fala – Acredito que ele deve comprar algum dispositivo de captura, também.
- Verdade! É capaz de eu conseguir o nome dele na Loja de produtos pokémons de Sazanami Town. Ademais, é capaz de alguém se lembrar dele no Centro Pokémon! – Isis exclama animada – Então, vou seguir para leste.
- Desejo sorte.
- Eu também. Espero que consiga encontrar a mãe dessas fofuras.
- Obrigada.
Após terminar de arrumar a sua mochila de viagem, colocando-a nas costas, ela segura a alça do carrinho dos ovos com uma mão, pegando as Eevees com a outra, se despedindo, com as atendentes afagando-as.
Então, a morena retorna ao Centro Pokémon, se dirigindo até a recepção, sendo que após alguns minutos, a Audino de antes traz de volta as pokéballs e Isis tira os seus pokémons, menos o Growlithe, entregando os filhotes para Deino, com as pequenas comemorando, sendo que esfregavam as cabecinhas no focinho dela e de Druddigion, quando ele abaixou a cabeça.
Nisso, elas vão até uma sala, próxima da entrada do Centro Pokémon, com Isis dando ração para os pokémons e a papinha para as Eevees, após colocar o complemento vitamínico na papinha e que era feito de berrys saborosas.
As pequenas olharam de forma curiosa para o potinho, contendo a papinha cremosa, para depois cheirarem, passando a lamberem os lábios, começando a comer animadamente, enquanto abanavam as caudinhas felpudas.
Isis havia preparado o pote de ração do Growlithe e fala, estendendo a pokéball dele:
- Saia, Growlithe.
O tipo Fire sai, sendo que estava mal humorado por ter sido capturado e quando ela o afaga, o mesmo vira o focinho, com a morena não deixando de dar carinho nele, falando:
- Não importa o que tentou fazer antes. Era um pokémon selvagem em busca de comida. Não posso condená-lo.
Ele olha para ela, exibindo surpresa, para depois vê-la falar, mantendo o afago:
- Agora, somos uma equipe, sendo que também somos uma família, já que viajaremos juntos. Você é um guerreiro, certo?
Ele fica embasbacado ao vê-la considerar os pokémons como membros de uma família, elevando-os ao nível dos humanos, sendo algo surpreendente para o tipo Fire, que após se recuperar da surpresa, consente, com ela perguntando:
- O que acha de ser mais forte do que já é?
- Eu adoraria.
O Druddigion traduz o que ele fala e Isis sorri, falando:
- Então, eu vou fazer você ser mais poderoso, Growlithe. Eu prometo.
- Por que está traduzindo o que estou falando para o seu idioma? – o tipo Fire pergunta para o tipo Dragon, se surpreendendo com a resposta.
- Por que a Isis-chan entende o coração dos tipos Dragon. Logo, ela compreende o que nós, dragões, falamos. Quanto aos outros pokémons é meio complicado. Mas ela está treinando.
Quando a Axew se aproxima do Growlithe, ele acena a cabeça brevemente para o tipo Dragon, a surpreendendo, sendo que ela fala:
- Achei que demonstraria raiva, já que eu o derrotei e por isso, foi capturado.
- Era uma batalha e venceu o melhor. Você foi melhor do que eu. Se bem, que lutou com ajuda. Mesmo assim, aceito. Mas teria tido mais mérito se fosse sozinha. Afinal, eu estava lutando sozinho.
O tipo Dragon suspira e fala:
- De fato, você tem razão.
Ele suspira e depois fala:
- Bem, você é uma pokémon doméstica. Portanto, é normal ter um treinador ditando ordens, assim como será comigo, por mais que eu não aprecie isso.
Druddigion estava traduzindo o que o tipo Fire falava, enquanto Deino fiscalizava as pequenas que estavam entretidas em tentarem pegar as próprias caudinhas, após ficarem satisfeitas.
Isis fica surpresa e pergunta, preocupada:
- Mesmo em uma batalha contra outro treinador?
Ele vira o focinho para a sua treinadora e fala:
- Não. Nesse caso, estaria em desigualdade sem a ajuda de um treinador, pois o oponente recebe ordens de outro treinador. Eu falo contra selvagens. Os selvagens lutam por si mesmos e eu odiaria enfrentar um selvagem com o mesmo ficando em desvantagem. Eu tenho a minha honra, já que é um oponente e não uma caça.
Então, a morena fala sorrindo, após suspirar aliviada, fazendo o tipo Fire arquear o cenho ao ver o suspiro de alívio dela:
- Eu pensei que odiaria receber orientação durante uma batalha contra outro pokémon que tem um treinador. Fico aliviada em saber que não é esse o caso. Se eu precisar de sua ajuda para capturar um selvagem, eu não irei orientá-lo e enfrentará por si mesmo para ficar em igualdade. O que acha?
Ele fica surpreso e pergunta:
- É sério?
- Sim. Eu entendi sobre a sua honra em batalha e a respeito. Eu prometo que se for contra um selvagem, deixarei que lute por si mesmo, mas saiba que não pode atacar para matar, tudo bem? Temos um acordo? – ela pergunta, estendendo a mão.
O tipo Fire fica estarrecido, olhando dela e para a sua mão, com Isis mantendo o sorriso, com ele vendo a sinceridade nos olhos dela.
Então, após passar a surpresa, ele ergue a pata e toca na mão dela que o cumprimenta, falando:
- Pronto. Selamos o acordo. Você luta por si mesmo em nome da sua honra contra um selvagem, com a promessa de não atacar para matar.
Ela solta a pata, para depois, ofertar o pote de ração pokémon, falando:
- Você deve estar com fome. Coma a vontade. Depois, eu vou seguir caminho até Sazanami Town (Undella Town), após passarmos em uma loja para mantimentos direcionados aos humanos. O que acha de aprender a linguagem humana? Axew e os outros estudam as aulas de Hakai. Ele foi o primeiro pokémon a aprender a falar a linguagem humana e compartilha o seu conhecimento para todos os pokémons.
Ele fica surpreso ao saber que um pokémon aprendeu a falar a linguagem humana e confessava que era interessante aprender.
Portanto, ele consente com a cabeça, sendo que a morena fala, sorrindo:
- Ótimo. Eles sempre estudam a noite e saiba que eu incentivo durante a batalha, que vocês se mexam por si mesmo, pois a reação de vocês é mais rápida do que a reação humana. Deve ter percebido que a Axew se mexeu, mais de uma vez, por si mesma.
Ele fica surpreso e depois de ficar pensativo, se recorda que de fato, havia visto a tipo Dragon se mexer sem receber ordens de sua treinadora, pelo menos duas vezes e que o tom que a treinadora usava não parecia ser um tom de ordem e sim, quase como orientação.
Após passar a surpresa, pois havia escutado que os humanos apreciavam que o pokémon se mexesse somente quando ordenado por eles, ele consente, sendo que em seguida, avista o pote contendo ração, aproximando o seu focinho do objeto, para depois farejar o conteúdo do mesmo com desconfiança, até que começa a salivar ao sentir o cheiro delicioso a seu ver, com o seu estômago roncando, para depois ele comer avidamente ao afundar o seu focinho no pote e como estava faminto, o pote dele havia sido reabastecido três vezes.
Após ficar satisfeito, ele lambe os beiços, sendo que Isis havia terminado de comer o seu lanche e fala, olhando em volta, vendo que o Centro Pokémon estava tranquilo:
- Podemos relaxar um pouco, antes de seguirmos viagem. O que acham?
Eles consentem, com ela passando a ver algo no seu Smartphone, com os pokémons procurando puxar conversar com o tipo Fire, enquanto que as Eevees brincavam entretidas com os seus brinquedos sobre o olhar atento da Axew shiny, Deino e Druddigion. Isis também observava os filhotes pelo canto dos olhos, atenta as mesmas por elas serem muito pequenas, ainda.
Inicialmente, o Growlithe não queria conversar, mas em decorrência da insistência deles, ele fala algumas palavras em sua linguagem, para depois ficar surpreso ao saber como a sua treinadora era, assim como ela administrava os treinos e batalhas, deixando-o estarrecido, pois era diferente do que já tinha ouvido outros pokémons falarem inclusive a sua genitora, fazendo o tipo Fire acreditar que ela iria cumprir a promessa feita para ele.
Eles notaram que as pequenas pararam de brincar, de repente, passando a olhar para uma direção, com eles seguindo o olhar delas, avistando uma Espeon que havia entrado no Centro Pokémon, junto de sua treinadora.
Ambas se aproximaram do balcão, com a sua treinadora a chamando para a pokéball, entregando esta e as demais que tinha para um Audino, que as coloca em uma bandeja, os levando para dentro de um corredor.
Assim que viram o tipo Psychic, os filhotes exibiram um olhar triste, sendo visíveis os orbes marejados, passando a serem afagadas pelos tipos Dragon e por Isis, com a Axew shiny conseguindo distrai-las com um brinquedo ao chamar a atenção dos filhotes, quando mexeu o objeto no lado delas.
Então, após ficar pensativa, Isis se levanta, surpreendendo todos, falando em seguida, enquanto ficava aliviada ao notar que as pequenas não perceberam o seu ato por estarem demasiadamente entretidas, brincando:
- Vou perguntar para aquela treinadora sobre o Espeon. Eu já volto.
Eles consentem, vendo ela se levantar e caminhar em direção a treinadora que aguardava no balcão.
Claro, ela duvidava que aquele Espeon fosse a mãe delas, mas iria perguntar, apenas para ter certeza.
Ao se aproximar da jovem, a cumprimenta, sendo que pergunta:
- Estou curiosa. Onde conseguiu a Espeon?
- O meu pai deu ela para mim, quando era uma Eevee. Ela evoluiu recentemente. Por quê?
- Por curiosidade. Obrigada.
- Por nada.
Nisso, a morena se afasta e torna a sentar, ficando aliviada ao ver que os filhotes estavam entretidos com os brinquedos, sendo que a Axew shiny pergunta esperançosa:
- Era a mãe delas?
- Não. Acho que elas reagiram assim por ela ser uma Espeon, o que é normal. Afinal, acabaram de perder a kaa-chan delas. Claro, as estamos distraindo, mas será inevitável elas terem essa reação a toda a Espeon que avistarem e provavelmente, vão chamar pela kaa-chan delas em alguns momentos. Por enquanto, tudo o que as Eevees veem é novo para elas e isso as distrai por serem pequenas, ainda.
Após meia hora, eles saem, sendo que acompanham Isis em uma loja de produtos para humanos, com as pequenas ficando animadas com o que viam, sendo preciso que eles ficassem atentos e mesmo parecendo não se importar com as pequenas, o Growlithe impediu que um objeto pesado caísse em cima delas ao segurar uma estante baixa com o seu corpo, deixando todos surpresos pelo seu ato inesperado, com ele falando, dando de ombros, após colocarem o móvel no lugar:
- Eu estou satisfeito e elas não são mais as minhas presas.
De forma inocente, elas se aproximam dele, esfregando as cabecinhas nas patas do tipo Fire, que fala:
- Melhor irem com os seus pais.
Nisso, ele pega cada uma pelo dorso para colocar nas costas da Deino, se afastando em seguida, passando a olhar um objeto que estava em cima de uma prateleira, achando estranho o formato.
Então, após a morena comprar tudo o que precisava, eles saem da loja e voltam a seguir caminho para a próxima cidade, com ela falando:
- Vamos seguir em paralelo a rota onze até a Village Bridge, para atravessarmos ao outro lado, chegando a Kagome Town (Lacunosa Town), pois precisamos chegar até a próxima cidade, Sazanami Town. Podemos aproveitar para treinar e batalhar no caminho.
- Há algum motivo para irmos até essa cidade, Isis-chan? – a Deino pergunta curiosa.
Isis conta o que descobriu, assim como falou da rota que eles teriam que tomar para encontrar o treinador que capturou a mãe das Eevees.
O Growlithe, inicialmente, não compreendeu o motivo de sua treinadora desejar perseguir um treinador especifico, com Druddigion explicando o que eles descobriram sobre as Eevees e a promessa que ela fez as pequenas e que por isso, iriam seguir qualquer rastro do treinador misterioso.
O tipo Fire fica surpreso e olha boquiaberto para a sua treinadora, concordando que de fato, ela era distinta, ainda mais ao fazer duas promessas para pokémons, se esforçando para cumpri-las.
Ao notar a determinação e afinco para encontrar a mãe das Eevees, qualquer vestígio de dúvida de que ela não iria cumprir a promessa feita para ele, se dispersou, pois era evidente que a humana distinta, a seu ver, honraria as promessas feitas, mesmo que fossem feitas para um pokémon, fazendo ele sorrir discretamente, porque poderia ter sido muito pior e que de fato, se era para ser capturado, ele teve muita sorte com quem o capturou.
Há centenas de quilômetros dali, em Sinnoh-chihou (Sinnoh), Mizuko, Kashin, Yuukishin e N, se encontravam em um porto, olhando para a cidade que se estendia na frente deles, sendo que suspiravam após terem ouvido, há alguns minutos atrás, um comunicado do capitão do navio feito pelos alto-falantes.
