Notas do Autor

A princesa Salvia…

O mordomo fica...

Ela decide...

Yo!

O gif abaixo que encontrei na internet, representa a Mizuko (Manaphy).

Tenham uma boa leitura ^ ^

Capítulo 106 - Desfecho em Katakori town

A monarca olha para a sua amiga de infância, a Togekiss, que exibe um olhar confiante para a princesa, desejando transmitir bravura para a sua treinadora, que sente uma coragem súbita inundar o seu coração, sendo intensificado inicialmente por Mizuko, que começou a concentrar os seus poderes, alcançando o coração da humana, passando assim a auxiliar a soberana para que reagisse, conforme quebrava, gradativamente, os grilhões da submissão que haviam sido colocados nela desde tenra idade, com a jovem sentindo uma estranha sensação que parecia ressoar em seu coração, a fazendo inspirar profundamente, para depois falar de forma autoritária:

- Os soltem, agora.

Os guardas ficam surpresos e olham dela para o mordomo, com este olhando para ela, exibindo uma face estarrecida, para depois demonstrar nervosismo, começando a esfregar as mãos uma nas outras, falando:

- Mas, Salvia hime-sama, eles...

- Cale-se e se retire – ela fala de forma autoritária para o mordomo, para depois se virar para os soldados – Solte-os agora e se retirem.

Eles soltam o grupo e se curvam em respeito para a princesa, para depois se retirarem.

- Mas, minha soberana... – o mordomo tenta argumentar, sendo que estava incrédulo ao ver que não conseguia dissuadi-la como antes.

- Não ouviu as minhas ordens? – ela pergunta em um tom frio que não aceitava contestação, enquanto erguia uma das sobrancelhas.

Cerrando os dentes e os punhos, disfarçando a sua raiva e frustração, ele se retira, após fazer uma mesura respeitosa, sendo que Freesia havia ficado agradavelmente surpresa ao ver a postura de sua soberana, para depois comemorar, voltando a olhar para a sua princesa e para os estranhos que conseguiram libertar a sua monarca, algo que ela não havia conseguido com medo que o mordomo a afastasse dela, caso descobrisse o que estava tentando fazer.

A sensação confortante que parecia envolver a princesa como a imensidão do oceano cessa, quando Mizuki parou de concentrar os seus poderes, com Salvia revendo tudo o que fez desde que sentiu uma sensação estranha que pareceu conceder bravura, ficando surpresa consigo mesma, enquanto a sensação permanecia emaranhada em seu coração, tentando compreender de onde veio a estranha sensação que havia tocado o seu coração.

- Eu... eu...

- Sim, princesa. A senhorita teve a sua própria voz pela primeira vez, após vários anos de submissão. O que achou da sensação de se libertar dos grilhões opressores? – Kashin pergunta respeitosamente.

- Eu não sei... quer dizer... eu... – ela tem dificuldade em articular uma frase completa, por ainda se encontrar tomada pela surpresa e pela sensação indescritível, assim como, igualmente prazerosa de falar por si mesma em muitos anos.

- A Togekiss sempre desejou vê-la agir assim, pois se entristecia ao vê-la tão submissa. Ela sempre desejou a sua liberdade e felicidade no fundo do seu coração. Vocês possuem um vínculo profundo, juntamente com o fato de que a Togepi só evoluiu para Togetic, graças ao forte amor e carinho que sente por você. – N comenta.

- É verdade, Togekiss? – ela pergunta com a voz embargada para a sua pokémon

A pokémon consente, sorrindo, enquanto falava em sua linguagem:

- Toge... kissu.

Então, passa a abraça-la, com Salvia retribuindo o abraço dela, enquanto vertia lágrimas de felicidade, para depois ver a felicidade sincera e genuína de sua amiga de infância desde que era uma Togepi.

Após afagar a pokémon, a princesa se vira para eles e pergunta:

- Quais são os seus nomes?

- Eu me chamo Mizuko, este é o meu onii-chan Yuukishin, esse é o meu tou-chan Kashin e aquele é o oji-chan (tiozinho) N.

- Prazer em conhecê-los. – ela os cumprimenta, inclinando levemente a cabeça, enquanto mantinha as duas mãos unidas na frente do seu corpo.

- Kissu.

A Togekiss fala suavemente em seu idioma, seguindo o gesto de sua treinadora, com ambas fazendo movimentos leves e igualmente elegantes.

- Vossa alteza deve começar a fortalecer a sua própria coragem e determinação, pois precisa exercitá-la a partir desse momento. Afinal, ficou muitos anos presa a algemas opressoras. Você venceu uma batalha, mas ainda tem a sua guerra pessoal contra os grilhões da submissão.

Salvia fica surpresa e comenta com hesitação em sua voz:

- Eu não sei se vou conseguir vencer essa batalha...

- A senhorita possui um sonho, certo? – Kashin pergunta.

- Sim. Eu queria ser um Pokémon Coordinator. A Togekiss adora se apresentar. Mas nossos tempos de treino são raros e tenho tantas obrigações, que eu acabo tendo que me sacrificar pelo povo e pelo reino. É o meu dever como soberana.

- Sabia que eu servi a um príncipe e convivi com uma rainha? Seus sacrifícios são louváveis, mas serão mesmo necessários?

Ela fica surpresa com o que Kashin disse, com o mesmo voltando a falar:

- De fato, o peso da coroa e consequentemente de um reino, com a vida de vários súditos em suas mãos, lhe obriga a fazer certos sacrifícios. Afinal, você não pode ter a mesma liberdade que os seus súditos experimentam. Mas não acho que sacrificar os seus sonhos seja algo louvável, pois ao sacrificá-los, faz com que surja uma enorme tristeza e desolação. Por mais que exiba esse sorriso em seu rosto, no fundo, você chora desolada, sentindo dor e tristeza. A minha filha sentiu essa tristeza profunda, mesmo atrás de seu belo sorriso, sendo este um sorriso colocado, provavelmente, pela necessidade para com a coroa e por mais que sofra ao sacrificar o que ama, precisa demonstrar um semblante feliz e confiante para aplacar o povo e atender aos seus anseios. Isso se torna um sadomasoquismo infringido por si mesmo. Sacrificar-se do modo como faz somente lhe trará dor e tristeza. Não é necessário sacrificar os seus sonhos e fazer esse sacrífico descabido, que acabará se convertendo em problemas de saúde futuros, pois a tristeza, apenas faz a pessoa adoecer aos poucos.

A princesa fica estarrecida, sendo que eram palavras contundentes e igualmente verdadeiras, com ela começando a chorar em um pranto mudo, com o seu sorriso desaparecendo, conforme vertia lágrimas de dor e de tristeza. Lágrimas estas que estiveram confinadas por vários anos em seu coração.

Então, ela sente alguém abraça-la e ao erguer os olhos, percebe que era a sua Togekiss que a abraçou, procurando confortá-la e não conseguindo mais manter a máscara que mantinha anteriormente, assim como, demonstrando a tristeza e dor de vários anos de contenção, Salvia desaba, enquanto que a pokémon procurava afagar as costas da sua querida treinadora, para depois a princesa sentir outro abraço, identificando como sendo da sua dama de companhia, Freesia, que a olhava gentilmente, a afagando de forma confortadora.

A princesa sempre a viu como uma mãe, pois ela a criava desde criança, sendo aquela que pegou gentilmente na sua mão, quando estava chorando em um pranto mudo na frente dos túmulos belamente ornamentados dos seus pais, junto da sua Togepi, com a sua Dama de companhia passando a dedicar um olhar gentil para ela, falando que estava tudo bem e que eles sempre estariam em seu coração, ajudando-a a confortá-la quando era criança e após alguns meses, havia se convertido na sua amiga mais próxima, além da Togekiss, que na época era uma Togepi e com o tempo, Freesia se tornou uma substituta para a sua mãe.

- Ó, minha princesa. Não sabe o quanto sofria ao ver a senhorita sacrificar os seus sonhos. Um sonho não vivido é a pior coisa que pode existir e a felicidade suprimida, nunca trará nada de bom. Ademais, saiba que nem mesmo a sua mãe, a rainha anterior, recebeu a educação que você está recebendo. A minha mãe que serviu a sua honorável genitora desde cedo, comentou que achava estranho a forma como era conduzida a sua educação, quando lhe informei.

Salvia para se chorar, saindo dos braços da Togekiss, passando a arquear o cenho para a sua amiga e dama de companhia, passando a perguntar com evidente surpresa em sua face:

- Como assim? Ele disse que era a educação que as princesas recebiam.

- Sim. É costume a princesa receber uma educação como a que recebeu desde que não esteja na linha de sucessão de um trono e mesmo não sendo esse caso, nunca receberiam no nível extremo que a senhorita recebeu ao ponto de silenciá-la, outorgando a outro a sua voz, com este passando a usá-la de forma bem cerceada nos banquetes e nos encontros com nobres e chefes de estado. Inclusive, nesses encontros, você repetia tudo o que ele sussurrava em seu ouvido, sobre a desculpa dele de agir como Conselheiro, acabando por repetir as suas palavras, inconscientemente, sem voz própria. Ou nunca percebeu isso?

Salvia fica estarrecida e se recorda de todos os encontros com outros nobres e chefes de estado, com ele sempre a orientando em suas falas, acabando por fazê-la ser apenas uma marionete que se movia pelas cordas de seu ventrículo, assim como, era usada pelo mordomo para pronunciar as suas palavras por intermédio da sua boca.

- Acredito que o mordomo fazia tudo isso para governar nas sombras ao usá-la como um mero fantoche. Isso explicaria o fato dele se esforçar em suprimir a sua voz em detrimento a dele, somente permitindo que falasse, por assim dizer, desde que fosse o que ele desejava falar, para que os outros nobres e chefes de estado não percebessem a verdade que consistia no fato da princesa ser um mero fantoche involuntário em suas mãos. – Yuukishin comenta, para depois olhar para Freesia – Eu tenho poderes psíquicos. Você disse que a sua mãe serviu a rainha, desde criança, certo?

Ela consente e pergunta com evidente curiosidade em sua face:

- Por que você perguntou isso?

- Apenas queria confirmar. Você consegue trazê-la até aqui, sem o mordomo vê-las?

- Sim. Eu conheço algumas passagens secretas.

- Ótimo. Traga ela até aqui.

- Por quê?

O tipo Psychic sorri e fala:

- Eu posso mostrar para a princesa como era o ensino da sua mãe, através do olhar da sua genitora, que com certeza acompanhou a rainha falecida quando ela era jovem. Talvez, se a monarca testemunhar mentalmente como era o ensino da rainha, desde que ela era jovem, ela irá intensificar essa coragem e capacidade de manter os grilhões afastados. Afinal, precisamos garantir que isso não ocorra nunca mais.

Freesia fica surpresa e consente, se afastando o mais rápido possível para trazer a sua mãe, enquanto a princesa desabava em um banco, se lembrando de acontecimentos ou percebendo coisas que havia deixado para escanteio, com todas essas recordações se misturando como um torvelino na sua mente, conforme as palavras do tipo Psychic revibravam em sua mente, obrigando-a a encarar a verdade inquietante e igualmente incontestável, passando a ouvir a pequena voz dentro do seu coração e que havia rejeitado por vários anos, sendo que naquele momento se fazia ouvir, fazendo-a se recordar das muitas situações em que ela se revoltou internamente ao ficar em silêncio por causa de sua educação submissa, fazendo com o mordomo falasse em seu nome em inúmeras situações ou quando, simplesmente, se silenciava, agindo como uma boneca de maneiras impecáveis e que sofria por dentro, devendo sempre exibir um doce sorriso, por mais que o seu coração chorasse, conforme havia sido instruída por anos.

Após vinte minutos, driblando o mordomo ao usar um atalho secreto até a parte do jardim onde a princesa se encontrava, Freesia surge com a sua mãe, sendo que no caminho até o castelo, havia explicado os acontecimentos, surpreendendo a sua genitora que ao se aproximar da princesa, faz uma mesura respeitosa e fala emocionada:

- Eu fiquei tão feliz ao saber que teve a sua própria voz, vossa alteza.

Salvia olha para a mulher e pergunta gentilmente em tom de confirmação:

- A senhora servia a minha mãe?

- Sim. Desde que ela era criança e saiba que fiquei radiante, quando a minha filha foi escolhida como a sua Dama de companhia pela sua honorável genitora.

A princesa sorri, sendo que Yuukishin se aproxima, falando:

- Vou fazer a soberana desse reino, testemunhar com os seus próprios olhos como era a educação da sua mãe, a rainha, a partir das suas memórias. Ela verá tudo o que presenciou, sendo que será uma viagem não muito demorada. Está de acordo com a minha infiltração mental?

- Se for para a princesa se libertar de uma vez por todas dos grilhões que aquele mordomo desgraçado colocou nela, eu concederei com prazer essa intrusão mental. – a mulher fala determinada.

O tipo Psychic consente e fala, olhando para a jovem monarca daquele reino:

- Princesa, eu vou tocar a sua testa com um dos meus dedos, para depois tocar a testa dessa senhora. Criarei uma conexão mental entre ambas. Ela continuará nesse mundo real, enquanto a senhorita viajará comigo pelas memórias dela, através de sua mente. – a princesa consente.

Freesia, que se encontrava maravilhada com os poderes dele, comenta:

- Isso é incrível... Você deve ser um psíquico de poderes imensos, do mesmo nível da lendária Gojika (Olympia) da região de Kalos. Ela é considerada uma das maiores psíquicas do mundo.

Yuukishin agradece, para depois falar para a mulher que estava ao seu lado:

- Eu recomendo se sentar no banco. Quando eu começar com a minha infiltração mental, você se sentirá estranha. Mas não se preocupe que não trará nenhuma consequência. Eu recomendo, também, que você fique relaxada para facilitar a nossa viagem nas suas memórias.

Ela consente e senta ao lado da princesa, com Yuukishin tocando a mente de ambas, com a monarca fechando os olhos, sentindo-se ansiosa para ver a sua querida mãe quando era jovem, até que ouve a voz de Yuukishin que parecia ecoar em sua mente:

- Abra os seus olhos.

Ela abre os olhos e percebe que está no quarto usado para estudos, passando a observar a sua mãe quando era jovem, sendo que a reconheceu pelas fotos e passa a ficar emocionada, para depois exibir surpresa em seu semblante ao ver como era o ensino dela e que era completamente distinto do dela, pois pareciam ensiná-la a ser uma líder, sem deixar de demonstrar meiguice e gentileza em seus olhos, a ensinando, também, a ser uma diplomata, enquanto exibia uma postura e voz firme.

Então, a viagem dela continuou nas memórias da senhora, vendo inclusive as aulas de postura, etiqueta e dicção, percebendo o quanto eram diferentes das suas, com exceção da de dicção, passando a assimilar a verdade que sempre esteve na sua frente, mas que se recusou a ver por anos.

De fato, conforme observava as cenas, percebia da forma mais clara e lúcida possível, que a sua educação era para ser o de uma marionete e não de uma monarca que havia herdado um reino para zelar e administrar.

Ademais, viu que a sua mãe tinha um hobby e que ela o exercia, sempre destinando um período de tempo para praticá-lo e exercê-lo, chegando a desmarcar jantares em alguns momentos, pois segundo o que ouviu da explicação da sua mãe para um dos seus súditos, um monarca deve se sacrificar pelo povo, mas nunca deve sacrificar o seu coração, porque o coração pertencia a ela e a mais ninguém.

Inclusive, conforme ouvia a sua genitora explicando que a mudança de tal jantar ou do encontro para outro dia, não traria qualquer consequência, voltando a afirmar que nunca iria sacrificar o seu coração, pois se fizesse esse sacrifício, estaria sacrificando a sua alma e deixaria de ser a rainha, para se tornar algo sem alma.

Essas palavras que ouviu de sua mãe e que foram testemunhadas pela Dama de companhia dela, revibravam pela mente da princesa como um eco poderoso que destruía as contenções em seu ser, ao mesmo tempo em que despertava a sua mente adormecida, conforme a libertava dos grilhões da submissão.

Pela primeira vez em sua vida, ela se sentia como uma soberana de um reino, sendo uma sensação extasiante, pois nunca havia sentido a coroa de forma plena e sim, apenas o peso das responsabilidades que possuía em decorrência do seu título.

Inclusive, naquele instante, ela concordava que de fato, devia dar o exemplo ao pensar em seu povo, mas que não podia sacrificar a sua alma para isso. Ou seja, os seus sonhos e coração.

Afinal, ao ver dela, mesma a sua mãe possuindo várias obrigações atreladas ao seu título, sempre tinha tempo para ela mesma e nunca aceitava sacrificar-se ao nível de perder o seu coração.

No caso de Salvia, ela amava os Contests e sonhava em ser, ao menos, um Pokémon Coordinator, sempre procurando treinar com a sua Togekiss, sentindo uma felicidade imensa ao se imaginar em um Contest.

Então, ao terminarem o seu passeio mental, Mewtwo corta a conexão entre ambas, com a princesa abrindo os seus olhos, sendo que sentia seu rosto úmido, enquanto ouvia a ex-dama de companhia de sua genitora falecida, perguntando, enquanto sorria gentilmente:

- Como é a sensação de se libertar dos grilhões, vossa alteza?

Salvia fala emocionada, controlando a imensa felicidade em seu coração:

- É maravilhosa! – ela olha para eles e depois para a Togekiss, falando ao abraça-la – Eu estou livre, minha amiga.

A pokémon exibe felicidade, fazendo passos de dança elegantes, com a soberana sorrindo ao ver que ela compartilhava de sua felicidade ao exclamar animada, como se comemorasse:

- Kissu!

- Aquilo era uma apresentação de Contest, certo? – Kashin pergunta, com a princesa e a Togekiss, consentindo animadamente – Os movimentos da Togekiss pareciam coordenados, ainda mais, quando a nobre soberana a fez juntar aqueles dois golpes em um único golpe, gerando um belo efeito. A minha filha, Mizuko-chan, ficou muito animada com o espetáculo.

- Sim! Foi lindo! – a Manaphy na forma humana, exclama animada.

- Obrigada.

- Devia estrear em um Contest, princesa. As suas reuniões podem ser remarcadas. Além disso, já possui uma apresentação pronta e parece que as batalhas nesse Contest, que será realizado amanhã, vão ser individuais – Freesia fala, sorrindo.

- Eu adoraria, mas se eu aparecer... quer dizer...

- Basta se fantasiar, se o problema consiste no fato de que ninguém pode saber que é a soberana desse reino, para que possa ganhar de forma justa, sem influenciar os juízes, pois o seu receio é esse, certo? Você quer competir de forma justa. – Kashin pergunta em tom de confirmação.

Ela fica surpresa por ele ter acertado o motivo de sua hesitação e acena afirmativamente, falando:

- Isso mesmo. Se eles me virem competindo, podem acabar sendo injustos com os demais por eu ser a soberana desse reino ou podem acabar ficando desconfortáveis, quando forem julgar a minha apresentação. Eu quero competir de forma justa e se tiver aquele que for melhor do que eu, ele merecerá ganhar.

- Eu vi algumas dessas apresentações e pelo que presenciei em alguns desses Contests exibidos na televisão, é que muitos Pokémon Coordinator usam roupas diferentes. Portanto, poderia ocultar a sua verdadeira identidade sobre um disfarce bem elaborado. – Mizuko comenta, animada.

A princesa fica surpresa e depois sorri, falando:

- Verdade. Não havia pensado nisso. Freesia pode fazer o meu cadastro com a minha licença pokémon, sendo que o meu nome não é algo exclusivo, ainda mais nesse reino, pois muitas meninas receberam o meu nome na época que eu nasci, quando os meus pais anunciaram o nome escolhido para mim e mesmo atualmente, tem meninas que continuam recebendo esse nome.

- Isso facilita muito. – Kashin fala, consentindo – Quanto a este mordomo, ele é demasiadamente perigoso.

- O que o meu tou-chan disse é verdade. Eu senti uma ira intensa irradiando dele. – Mizuko fala consentindo – Eu também senti uma grande maldade em seu coração.

Então, Yuukishin se aproxima da monarca, falando seriamente:

- Como a princesa não corre mais o perigo de cair nos grilhões da submissão, de novo, eu devo avisá-la do perigo que corre, pois eu invadi a mente dele e ao fazer isso, eu descobri que ele provocou o acidente com os seus pais, os reis, pois ao ficar órfã, ele poderia gerenciar a sua educação como desejava, deixando-a submissa, permitindo assim que ele governasse nas sombras, até que você crescesse, fazendo-a se casar com ele no futuro, com o mesmo se tornando o governante real desse reino, após o casamento e como a senhorita estaria subjugada há anos, não iria ter voz própria, fazendo assim, com que não conseguisse recusar qualquer decisão que ele tomasse.

A princesa e as outras humanas ficam estarrecidas, para depois Salvia chorar, sendo confortada pela Togekiss e pela Freesia, para depois ela secar as lágrimas, passando a torcer os punhos, enquanto exibia ira em seu olhar, sendo que a sua dama de companhia pergunta com evidente preocupação em sua face:

- Mas como podemos provar isso? Eu acredito em você. Mas precisamos de provas.

Yuukishin sorri, com elas não compreendendo o sorriso dele, até que ele explica:

- O desgraçado tem compulsão por colecionar troféus, possuindo também uma arrogância demasiada, além de ter um orgulho exacerbado do seu plano. Há uma agenda no cômodo do lado esquerdo da cama dele, contendo a sua letra, onde consta o seu plano para usurpar o trono e como ele provocou o acidente que matou os reis. Inclusive, em seu armário de mogno, em uma das portas, no fundo de um grupo de roupas, tem uma bela caixa e dentro dela, as provas da sabotagem do veículo em que os seus honoráveis genitores se encontravam. Essas peças possuem um número de identificação e esse número está relacionado ao veículo real em que os seus pais se encontravam. A ausência dessas peças, pelo que compreendi das memórias dele, ocasionaria o acidente e como ele foi demasiadamente violento, as demais evidências de sabotagem se perderam frente ao grave e intenso incêndio que se sucedeu, após o rompimento do tanque de combustível, fazendo assim com que a investigação concluísse que foi um terrível acidente e não um ato de sabotagem. Ademais, devo avisá-la que ele não estava sozinho. Vai encontrar outros comparsas deles que estavam envolvidos no plano, embora já os tenha conhecido em suas aulas de etiqueta, comportamento e conduta. Saiba que a mente dele era muito fácil de ler e que ele deve ter sentido uma ligeira dor de cabeça frente a minha infiltração mental silenciosa.

Após ouvir o que ele disse, demonstrando surpresa em seu semblante pela extensão dos poderes do jovem e por ter descoberto que três dos seus quatro instrutores eram comparsas dele, Salvia pede a sua Dama de Companhia:

- Por favor, ligue para a polícia.

- Pode deixar, princesa – ela começa a ligar do seu celular, para depois sorrir – Eu fico feliz em ouvir a sua voz.

A princesa sorri, consentindo, sendo que N e os outros também estavam sorrindo, com Kashin comentando, satisfeito:

- É assim que uma soberana age.

Salvia fala com uma feição séria e determinada, enquanto olhava para o seu castelo, estreitando os olhos:

- Ele roubou os meus pais de mim, me privando deles e tentou usurpar a minha coroa ao me dar uma educação extremamente submissa para me tornar o seu fantoche. Isso é imperdoável. Eu não irei me curvar nunca mais.

A polícia chega após alguns minutos e a princesa fala o que descobriu, sem citar a fonte que forneceu essas informações a pedido de Mewtwo.

O delegado se encontrava surpreso por ouvir a sua monarca e não o mordomo, para depois ficar plenamente satisfeito com o que presenciava, sendo que se dirigem até o quarto do mesmo, que havia acabado de chegar ao corredor que deva acesso ao seu quarto, passando a ficar estarrecido ao ver que estavam entrando em seu cômodo, com alguns pokémons acompanhando os seus treinadores que eram policiais.

O mordomo fica exasperado, enquanto tentava, inutilmente, impedir a entrada deles, sendo retido pelos policiais que se encontravam nos corredores suntuosos, com ele exclamando:

- Vocês precisam de um mandato!

A princesa surge e fala:

- Eu sou o mandato. É o meu castelo e esta é uma das dependências do castelo real. Eu autorizei a entrada deles. Do que tem medo? – ela pergunta, assumindo a postura de uma soberana, o encarando sem titubear.

Frente ao comportamento inusitado dela, ele fica estupefato, enquanto a polícia entrava, sendo que após vários minutos, eles aparecem com objetos em sacolas próprias para não comprometer a coleta de provas, para depois o delegado se aproximar dele, dando ordem de prisão:

- Você está preso pelo assassinato dos reis.

O criminoso exibe desespero em seu semblante, enquanto é algemado, passando a ser levado do local por um policial, sendo que exclama para Kashin e os outros:

- Eu teria conseguido esse reino, se não fosse à intromissão desses bisbilhoteiros!

- Essa frase lembra a de um desenho que tinha um cão extremamente covarde e um humano que usava camisa verde, sendo tão covarde quando o cachorro, além de um casal de humanos. – Mizuko comenta pensativa, tentando se lembrar do desenho.

N e os outros sorriem, enquanto o criminoso era levado pelos policiais que tinham alguns dos seus pokémons fora das pokéballs para qualquer eventualidade, sendo que outros policiais apareceram com os comparsas dele, devidamente algemados, com o delegado e seus homens se despedindo, sendo que a princesa se vira para o grupo e fala:

- Vocês salvaram a minha vida, por assim dizer, ao devolverem a minha liberdade e voz, além de encontrarem o assassino dos meus amados pais. Eu estou em divida com vocês. O que vocês precisarem, eu irei fornecer. Também vão ter passagem livre no castelo. Posso fazer algo por vocês?

- Não precisamos de nada, vossa alteza, mas agradecemos a generosa oferta. – Kashin fala de forma respeitosa.

- O mesmo comigo.

- Eu também.

- Idem.

- Princesa – ela se vira para a origem da voz, vendo a mãe de Freesia se aproximando dela, com a filha ao seu lado – Eu adoraria criar a roupa que irá ocultar a sua verdadeira identidade, pois surgiu uma ideia em minha mente de como seria a vestimenta. Eu me sentiria honrada em ajuda-la a realizar o seu sonho. Por favor, permita que eu crie o vosso disfarce.

- Mas o Contest é amanhã.

- É tempo mais que do que o suficiente. Posso criar a roupa que representa a vossa liberdade?

Ela sorri e consente, com a senhora se retirando, seguida de sua filha.

- Tou-chan, precisamos ir para o hotel fazer o check-in, né? – Mizuko pergunta, após alguns minutos.

- É mesmo! Ficamos muito tempo aqui. – o Rapidash exclama surpreso ao perceber que se esqueceu de fazer o check-in.

- Vocês estão fazendo turismo? – Salvia pergunta de forma gentil, com a Togekiss no seu lado.

Nisso, eles contam o que ocorreu com o navio e ela fala:

- Por favor, fiquem hospedados no meu castelo até o navio de vocês, terminar o conserto. Eu faço questão de dar todo o conforto do palácio para vocês. Por favor, aceitem.

- Kissu... kissu... Toge. – Togekiss fala em seu idioma, repetindo o apelo de sua treinadora, enquanto segurava gentilmente nas mãos da Manaphy.

Eles se entreolham, sendo que Mizuko comenta:

- Deve ser interessante pernoitar em um castelo. Os quartos devem ser lindos.

Os outros sorriem e consentem, sendo que Kashin fala, respeitosamente:

- Agradecemos a oferta, vossa alteza.

- Eu fico feliz que tenham aceitado. Eu irei designar as suítes reais que usamos para receber chefes de estado ou nobres.

- Não precisamos de tanto luxo, vossa alteza.

- Eu faço questão. Devolveram a minha vida e a minha liberdade, além de trazerem justiça aos meus pais e ao meu reino. A dívida que possuo com vocês nunca poderá ser quitada por completo. Por isso, tudo o que puder fazer por vocês, me deixará feliz.

Eles ficam surpresos e consentem, sendo que a Togekiss, que se encontrava lado dela, dá piruetas de felicidade.

- Posso observar os seus treinos, vossa alteza? – Mizuko pergunta expectante.

- Claro. Seria um enorme prazer ter uma expectadora – ela olha gentilmente da Manaphy para eles – Gostariam de conhecer o castelo? O grupo de visitação só consegue ver alguns lugares. Há muitas áreas não mostradas ao público.

- Eu adoraria! – a lendária exclama animada.

Nisso, ela chama duas empregadas que os levam para os quartos, para depois eles seguirem a princesa que faz um Tour pelo castelo real, após ordenar ao subordinado do ex-mordomo dela, que desmarcasse as suas reuniões naquele dia e no próximo, agendando-as para dali a dois dias, com ele ficando estarrecido, para depois se recuperar da surpresa, passando a consentir, além de informa-lo que iria selecionar alguns dias para ela, durante a semana, sendo que nesses dias, não poderia ser marcado nenhum compromisso. A monarca também o informou que somente permitiria alguma reunião nesses dias, para os casos que fossem demasiadamente urgentes e que não podiam esperar pelo seu parecer, desde que possuíssem autorização dela para que fossem agendados.

Ele se retira do local, após receber autorização dela, fazendo uma mesura respeitosa para a sua soberana.

Nesse interim, após voltar ao castelo, Freesia solicitou os agentes mais leais e competentes do Serviço Secreto para proteger a soberana daquele reino no Contest, com eles tendo que guardar segredo, sendo que tal ato surpreendeu Salvia, com a dama de companhia explicando que ficaria aliviada se tivesse agentes infiltrados nos Contests que ela iria participar, sendo que iriam ficar disfarçados, com a princesa concordando, pois sabia que era algo necessário.

Afinal, sempre que o monarca de um reino saía do castelo, ele passava a receber proteção adicional do serviço secreto.

Ela também revela para a sua Dama de companhia, que havia planejado conseguir mais alguns pokémons para os Contests, pois tinha somente a Togekiss, com Freesia falando que se ela quisesse sair em uma pequena jornada, poderia ir disfarçada, seguida dos melhores agentes do serviço secreto e que também estariam disfarçados, fazendo-a consentir.

Então, após combinarem essas pequenas saídas, Salvia se vira para a sua Togekiss e pergunta:

- O que acha de aprender a linguagem humana? – o tipo Fairy e Flying exibe surpresa em seu semblante - Antes, eu nunca consegui perguntar a você se desejava aprender a linguagem humana, pois quando cometi a besteira de comentar isso com aquele desgraçado, ele disse que era anormal um pokémon aprender a fala humana, ainda mais o pokémon de uma nobre. Eu sempre achei errado decidir algo em seu nome, sem consulta-la, pois era uma escolha pessoal sua, mas na época, eu ainda estava presa aos grilhões da submissão. Eu fico feliz em poder, enfim, fazer essa pergunta, amiga.