Notas do Autor
Em Unova, Isis...
Growlithe e os outros pokémons ficam...
Já, Iris, estava...
Em um lugar remoto de Kantou...
Em Hoen, mais precisamente em um aeroporto...
Em Kantou, mais precisamente em Tokiwa Forest (Floresta de Viridian)...
Yo!
Desejo um Feliz Natal com muita paz, saúde e felicidade para vocês e as suas famílias. ^ ^
Feliz Natal!
Um abraço ^ ^
Capítulo 118 - Guardiões da Aura
A jovem Isis identifica os pokémons com a sua pokédex, verificando também a base de status e outros dados, para depois pensar consigo mesma:
"Um deles é tipo Ice. Vai ser bom ter um desafio. Como uma futura aspirante a Mestra de dragões, eu preciso aprender a lidar com os tipos super efetivos contra um dragão, os tipos Ice e Fairy. Não vou fugir desses tipos e sim, enfrentá-los de frente. Afinal, eu sempre desejei derrotar tipos Ice e Fairy usando os tipos Dragon, pois almejo ser uma Mestra de Dragões, tal como os meus ídolos, a Líder da minha Vila natal, Ryuuko, Genji (Drake), Wataru (Lance), Ibuki (Clair) e Shaga (Drayden)."
Após escolher os adversários, ela o surpreende ao tirar a Axew da Pokéball, assim como o Growlithe, além das Eevees que resolveram subir no tipo Fire que suspira, pois elas adoravam o pelo macio dele.
- Por que os tirou? Qual deles vai usar? Esses Eevees são muito pequenos.
- Eles não vão batalhar. Apenas, vão assistir.
"Ainda bem que o modelo da minha Pokédex tem o Exp. Share embutido nele e por isso, mesmo não batalhando, eles vão receber experiência." – ela pensa consigo mesmo.
Ele fica surpreso, mas consente, enquanto que os pokémons se posicionavam ao lado da incubadora com os dois ovos, com a morena pegando duas pokéballs, para depois, lançar as mesmas na sua frente, exclamando:
- Vá, Druddigon-kun e Deino-chan!
Nisso, os dois tipos Dragon saem, sendo que Deino era tipo Dark também e quando avistam o tipo Ice, eles recuam levemente, para depois, Isis exclamar, desejando transmitir coragem e determinação, como um general motivando o seu exército a encarar o perigo de frente:
- Não tenham medo! Devemos encarar os nossos medos e não fugir deles! Eu sei que vocês tem um receio natural ao ficarem de frente a um oponente tipo Ice, assim como teriam com um tipo Fairy, mas devemos encarar os desafios e não fugir deles! Vamos mostrar o poder dos dragões, amigos!
O seu discurso caloroso inflama em ambos o desejo de lutar e de vencer, com o receio inicial os abandonando, enquanto encaravam os seus oponentes, passando a rugir audivelmente, indicando que não tinham mais medo.
A Axew, que havia sentido receio, mesmo não se encontrando no campo de batalha, também foi inflamada pelas palavras de sua treinadora e ruge, mesmo sendo apenas uma espectadora, sendo que o Growlithe comenta surpreso:
- Foram belas palavras e bem motivacionais. Até mesmo eu, que não sou um dragão, fiquei motivado.
As duas Eevees que viam tudo como brincadeira, abanavam animadamente as caudinhas frente aos rugidos, inclusive tentando rugir por brincadeira, sendo que a Axew explicou o que estava acontecendo, de uma forma que os filhotes compreendessem, ao menos, parcamente.
Após a explicação, elas começaram a torcer pelo casal, enquanto julgavam, ainda, que era uma brincadeira, com o tipo Dragon suspirando, pois seria o esperado.
Afinal, elas ainda eram pequenas demais para compreender o que eram as batalhas pokémons, embora tenham entendido que era uma disputa.
Então, a tipo Dragon se vira para ambos e exclama:
- Druddigon-kun e Deino-chan, ganbare (se esforcem)! – a Axew grita.
Nisso, o Growlithe e as Eevees também passam a torcer pelo Druddigon e pela Deino que agradecem, enquanto voltavam a prestar atenção na batalha.
Muitos espectadores murmuravam o quanto as pequenas Eevees eram fofinhas e confessavam que sentiam vontade de apertá-las, assim como, de afagar a caudinha felpuda e o pelo fofo no pescoço, além de comentaram o quanto a jovem era sortuda por ter um shiny.
Também comentavam que um Eevee adulto era fofo por si mesmo e que os filhotes, apenas elevavam a fofura a um novo nível.
Longe dali, a irmã gêmea dela, Iris, estava andando por uma trilha com o Axew oculto em seus cabelos, quando percebe uma movimentação a sua direita e ao virar o rosto, avista uma Glaceon surgindo de trás de um arbusto, acompanhada de sua treinadora, sendo que ambas ficam estarrecidas ao verem a morena gritar de terror, enquanto tremia de medo, para depois, correr desesperada do local.
Afinal, Iris tinha muito medo dos pokémons tipo Ice e Fairy ao contrário da sua irmã mais nova, Isis, que não os temia e sim, os respeitava, os considerando oponentes formidáveis para os tipos Dragon, sendo que inclusive, almejava derrotar esses tipos usando um tipo Dragon, por mais que Iris achasse esse pensamento da sua irmã uma insanidade, no mínimo, pois eles eram aterrorizantes, a seu ver.
Por causa desse medo, se Iris cruzasse com um tipo Ice ou Fairy, ela iria fugir aterrorizada, sendo que apreciava ficar relaxando embaixo de uma árvore ou subindo nela para apreciar a vista sem ter maiores preocupações.
No local onde se encontrava o tipo Ice, sendo que a jovem já havia desaparecido da vista delas, a bela Glaceon e a sua treinadora se entreolham, exibindo confusão em seus semblantes, pois não conseguiam compreender o motivo da jovem correr desesperada dali, gritando de medo, enquanto exibia terror em seu semblante.
Após conseguir se afastar, Iris senta no chão, atrás de uma árvore, tentando normalizar a sua respiração e os seus batimentos cardíacos que estavam alterados, tanto pela corrida, quanto pelo terror que sentiu, sendo que ainda tremia de medo.
O Axew sai dos cabelos dela e olha para a sua treinadora que fala ao vê-lo:
- Agora está tudo bem, Axew. Estamos longe daquele tipo Ice. Eles são horríveis. Por que ela não o deixa confinado? Andar com um ser daqueles fora da pokéball... – nisso, ela treme de medo – É assustador e inaceitável!
O tipo Dragon havia percebido o medo dela pelos tipos Ice e Fairy, pois não era a primeira vez que isso ocorria e tinha sérias dúvidas que não seria a última.
De fato, ele também estava ficando com medo desses tipos ao ver o medo da sua treinadora, passando a acreditar que eles eram assustadores e que deviam ser monstruosos, mesmo que nunca tenha ficado perto de um deles ou batalhado contra um. Inclusive, estava começando a ter pesadelos com eles.
Claro, ele inicialmente não tinha medo deles. Tinha o receio natural, mas não o terror que começava a sentir ao ver a reação da humana, sendo que havia uma parte dele que desejava batalhar, embora fosse tomado pelo receio de lutar, uma vez que ele nunca havia batalhado.
Esse sentimento surgia ao ver as batalhas de outros pokémons, nas raras vezes que passavam perto de uma ou quando entravam em alguma cidade e estava ocorrendo uma batalha. Apesar de nunca ter batalhado, algo dentro dele o fazia ansiar por isso, embora fosse tomado pelo medo ao pensar nisso.
Todo esse conflito interno o fazia se sentir muito confuso e mesmo após aceitar o terror dos tipos Ice e Fairy, o desejo de batalhar ainda persistia, além dele sempre sonhar que era um poderoso Haxurus, quando avistou os Haxurus na Vila dos dragões, antes de saírem do local. Ele queria ser poderoso e sabia que para isso, precisava ganhar experiência em batalha, mas ao mesmo tempo, temia as batalhas e esse conflito sempre existia nele, ás vezes em maior grau, ás vezes em menor grau e que sempre ficava intenso quando ele via alguma batalha.
Enquanto isso, longe dali, no local que a irmã gêmea mais nova dela batalhava, o seu oponente comenta:
- Você tem uma torcida bem animada. Mas, deve ter percebido que eu tenho a vantagem de tipo. Se você tinha um Growlithe, devia ter usado ele contra o meu tipo Ice, apesar de eu ter, também, um tipo Rock e Ground no campo de batalha. Usar apenas dragões parece ser uma atitude inconsequente.
- Uma batalha não está decidida até o final. – Isis fala – E vantagem de tipo não é o que define uma batalha.
- É o que veremos! Use Rock Slide na Deino, Larvitar! Cubchoo, use Icy Wind!
- Druddigon, use Iron Tail! Lembre-se do treinamento! Proteja a Deino-chan e evite o vento frio! Use Double Hit, Deino-chan!
Larvitar faz surgir pedaços de rochas imensos e atira contra os dragões, sendo que em seguida, a espécie de filhote de urso concentra poder tipo Ice e invoca um vento gélido em direção aos seus oponentes que concentram as suas forças nas suas possantes pernas e usando em conjunto as suas caudas, eles saltam para o alto, com o Druddigon ajudando a sua amada a escapar do vento gélido ao brandir vigorosamente as suas asas, surpreendendo os seus atacantes, menos o Larvitar, que percebeu o movimento e redirecionou o seu ataque para o alto.
Druddigon usa a sua cauda musculosa e a brande, após torna-la de metal ao concentrar poder tipo Steel nela, fragmentando as rochas menores graças ao treinamento que fez ao ponto de conseguir estraçalhar pedaços de rochas, enquanto se esquivava das maiores, sendo que Deino também se esquivava das maiores, enquanto concentra o seu poder, começando a dar chutes ao usar o movimento Double Hit, sabendo que havia fortalecido o seu corpo graças ao treinamento, inclusive diário que faziam, alternando com um dia sem treino.
Enquanto isso, os fragmentos das rochas quebradas pelo Druggion através da sua cauda potente, juntamente com os pedaços quebrados pelos chutes poderosos da Deino são atirados como projeteis contra os seus oponentes, com o treinador deles exclamando, enquanto ficava surpreso pelo contra-ataque inesperado:
- Desviem!
O ataque inesperado de projéteis de pedras faz o tipo Ice cessar o ataque de vento gélido, enquanto que os dragões voltavam para o solo, enquanto que Cubchoo e Larvitar desviavam dos projéteis, pois ambos os dragões direcionaram esses fragmentos contra eles, usando-os como contra-ataque, sendo que o objetivo era fazê-los ficarem juntos ao obrigarem eles a desviarem e de fato, conforme tinham que desviar e recuar, acabaram ficando bem próximos, sendo que nem o treinador deles percebeu que eles estavam perigosamente juntos, conforme Isis havia planejado, com ela exclamando:
- Agora, Deino-chan! Use Earth Power!
A Deino concentra o poder tipo Ground e libera o Earth Power no solo, fazendo surgir embaixo deles uma erupção violenta de terra e como eles estavam, praticamente, grudados um no outro, eles acabaram sofrendo danos e foram atirados para trás.
Afinal, mesmo que fosse um golpe concentrado em um ponto e não um movimento que envolvia toda uma área como o Earthquake, que podia atingir vários oponentes de uma vez, eles acabaram atingidos ao mesmo tempo, porque estavam demasiadamente juntos.
Mesmo sendo um golpe super efetivo a ambos, não consegue zerar a energia deles e por isso, restando um pouco de energia, eles conseguem se levantar, embora sentissem dores intensas e igualmente lacerantes, enquanto ficavam de pé, sendo que o treinador deles estava estarrecido, pois era algo inesperado e aproveitando o fato do seu adversário estar embasbacado, ela exclama:
- Druddigon-kun, finalize com o Iron Tail!
O treinador percebe o seu erro ao demorar em dar a ordem para eles, que resistiram ao movimento tipo Ground e exclama, torcendo para que a ordem não chegasse tarde demais:
- Desviem!
Porém, quando eles pensam em se mexerem para desviar do ataque, frente a ordem dada para se esquivarem, Druddigon, que havia usado as suas asas para voar até eles, após dar um forte impulso para frente, graças as suas patas possantes, enquanto concentrava poder tipo Steel na cauda, a tornando de aço, a brande ao se aproximar dos seus oponentes que são atingidos pelo golpe violento que os arremessa há vários metros em direção ao chão, com os mesmos ficando inconscientes pela dor lacerante e pelos danos.
- Cubchoo! Larvitar! - ele exclama estarrecido, para depois murmurar incrédulo – Mas eu tinha a vantagem...
- Meus parabéns, Deino-chan e Druddigon-kun! Vocês foram incríveis!
Ela exclama, enquanto os abraçava, com eles abanando animadamente a cauda, enquanto que o Growlithe e a Axew se aproximava deles, uma vez que a batalha havia sido encerrada, sendo que as pequenas Eevees subiram no lombo do tipo Dragon e Dark.
Então, após afagar a Deino e o Druddigon, que curtiam o afago gentil, ela fala, olhando para a face confusa do seu oponente que ainda assimilava a sua derrota que era inesperada para ele:
- Eu disse que a batalha não é decidida apenas pelo tipo. Há muito mais coisas em uma batalha do que somente o tipo, tal como estratégia. O melhor estrategista vence. Claro que se os pokémons amam o seu treinador, milagres serão possíveis.
O rapaz fica surpreso, para depois consentir, recolhendo os seus pokémons para as pokéballs, pagando em seguida a Isis por ter perdido a batalha, com a morena perguntando sobre o treinador que ela seguia.
Após descrevê-lo, o jovem fica pensativo, até que se lembra de que ele foi derrotado por esse mesmo treinador, meia hora antes.
- Você se lembra para onde ele foi? Ou ouviu algum comentário?
- Não. Só sei que ele tomou aquela direção – ele aponta para um caminho – É uma espécie de atalho para chegar à próxima cidade, pois não vejo outro motivo para usar aquela rota.
Isis pesquisa no seu celular e depois, pergunta em tom de confirmação:
- Essa trilha o fará chegar à parte oriental de Sazanami Town (Undella Town), né?
- Isso mesmo. Se você quer chegar a parte oriental, essa é a melhor rota.
- Muito obrigada pela informação.
- Por que você quer encontrá-lo?
Isis decide não contar a verdade, pois o treinador à sua frente podia ser conhecido daquele que procurava e quando o encontrasse, precisaria ter alguma vantagem ao impedir dele descobrir, de alguma forma, o real motivo dela desejar a Espeon.
Portanto, decidiu mentir, por precaução:
- Eu quero muito uma revanche.
- Então, você perdeu para ele, também?
- Sim. Eu fui imprudente na época. Já faz algum tempo e duvido que ele se lembre.
- Não a condeno. A experiência de batalha vem com o tempo e mesmo com conhecimento, você pode cometer erros, assim como eu cometi durante a nossa disputa. Eu espero que consiga encontrá-lo.
Nisso, eles se cumprimentam e ela se afasta, sendo que os pokémons dela, haviam se entreolhado quando ela disse que o procurava por revanche, enquanto que as Eevees estavam nos braços do Druddigon, que as afagava, pois elas alternavam entre ficar no dorso da Deino e nos braços dele, embora estivessem começando a subir no tipo Dragon, para curtirem a vista que elas tinham de cima da cabeça dele, que por sua vez, estava atento aos movimentos dos filhotes, assim como a Deino e a Axew, sendo que esta última estava no ombro de Isis, que puxava o carrinho.
Então, Growlithe comenta, sendo que estava de olho nas pequenas para evitar que se machucassem, porque elas o haviam conquistado pela meiguice, fofura e inocência, embora nunca fosse assumir isso, publicamente, preferindo fazer essa proteção pelo canto dos olhos para que ninguém percebesse, pois tinha o seu orgulho:
- Não entendo porque ela disse que o busca por revanche. Estamos atrás dele pela mãe das pequenas.
Nisso, os outros concordam, sendo que a Axew pergunta:
- Isis-chan, por que mentiu para aquele treinador sobre o motivo de procurar esse humano?
- Eu não sei se ele é conhecido dele. Para aumentar as minhas chances de conseguir a mãe delas, eu preciso ocultar o real motivo, para que ele pense que é uma negociação normal – ela fala a palavra "negociação" com repulsa, pois detestava reduzir pokémons a meros objetos a serem comercializados.
Eles consentem, compreendendo o motivo dela, enquanto a achavam muito esperta ao manter em segredo dos outros humanos, o real motivo da busca deles por um humano em específico.
Nisso, conforme eles caminhavam, havia uma pessoa com um cachorro em uma guia e Isis comenta, olhando em seguida para o Growlithe:
- Se eu tivesse algo com o odor dele, você poderia ajudar a encontrá-lo, mais facilmente.
- Você está me comparando a aquele animal? – ele pergunta visivelmente revoltado.
A Axew traduz o que ele fala ao usar a linguagem dos dragões, com a morena falando, sendo visível a surpresa dela pela interpretação errônea do tipo Fire ao que ela disse, anteriormente:
- Não. Mas vocês, pokémons, tem os sentidos bem apurados ao contrário de nós, humanos e dos animais. Isso sem contar a força, resistência, velocidade e reflexo. Pelo menos, no quesito velocidade, a maioria de vocês é muito superior aos humanos e aos animais. São raros os pokémons que não são mais rápidos do que nós. Vocês seriam superiores, por assim dizer. Então, não vejo como algo inferior e sim, o contrário.
O Growlithe e os outros estufam o peito, vendo a sinceridade no olhar de sua treinadora, com o tipo Fire comentando:
- Isso muda e muito o sentido do seu comentário.
- Sim. Era nesse sentido. Eu não o estava comparando ao cachorro. É que eu o vi e me lembrei disso, pois me recordei dos resgates de pokémons em conjunto com os animais.
- Vou concordar com você que é uma pena não termos algo dele, para podermos seguir mais facilmente o seu rastro. Só as pequenas se lembram do cheiro da mãe delas.
Então, eles se afastam, tomando a trilha que o treinador misterioso havia seguido, enquanto que as Eevees começavam a ver a Deino e o Druddigon, como pais substitutos.
Há centenas de quilômetros dali, em Kantou, em um local afastado da civilização, no sopé de uma montanha com uma vista privilegiada, uma mulher de idade considerável observava o horizonte, enquanto se encontrava pensativa.
Um casal de Lucário se aproxima dela, com o macho falando:
- Creio que continua pensativa sobre aquele pesadelo que teve.
- E vocês, Sereniti e Endimion, não tiveram esse mesmo sonho?
O casal se entreolha e Sereniti fala, colocando ambas as mãos em seu tórax, exibindo preocupação em seu semblante:
- Sim. Eu e o meu companheiro compartilharmos do mesmo pesadelo que relatou no café da manhã.
Após alguns minutos, ela fala:
- Por sermos Guardiões da Aura, sentirmos as perturbações e podemos ter sonhos premonitórios. O fato de vocês terem o mesmo pesadelo que eu tive, demonstra que esse é um sonho premonitório e não, um simples sonho ruim. Só queria que fosse mais nítido.
- Eu e a minha amada descendemos de duas longas linhagens de Guardiões e a nossa matilha irá nos ajudar se for necessário. Você também descende de uma longa linhagem de Guardiões. Além disso, perder não é uma opção. – Endimion fala de forma determinada, batendo os punhos um no outro, demonstração a mais pura determinação em seu olhar.
Ela sorri ao olhar para o seu amigo de infância e para a companheira dele, sua amiga também, que a acompanhavam desde o treinamento para Guardião da Aura, para depois, falar:
- Sim. Perder não é uma opção e temos amigos.
Sereniti se sente motivada pelas palavras de seu amado e relaxa, consentindo para ambos, para depois, comentar:
- A Mew-sama deve ter sentido a perturbação na Aura. Aliais, já faz dez anos que isso não ocorre.
- Provavelmente. Mew-sama com certeza sentiu. – a senhora fala – Acredito que ela vai nos ajudar se precisarmos de ajuda.
- Também acredito nisso. Eu acho que a vi no sonho. Ou melhor, a sua silhueta. Se bem, que estava mais para um pesadelo com um ser estranho.
- Confesso que também achei que fosse ela. Queria que o sonho fosse menos difuso e mais nítido. – a fêmea comenta em um suspiro.
- Talvez, conforme se aproximar do dia dessa visão se concretizar, poderemos ver as cenas de forma mais nítida. – Endimion comenta.
A senhora comenta, após suspirar, demonstrando em seu semblante a sua preocupação, frente ao seu sonho premonitório:
- Eu também acredito nisso.
- E quanto a sua filha? Ela...
A Guardiã suspira e fala:
- Ela tem o conhecimento básico, mas escolheu o seu destino e eu respeito isso.
- Ela não mudou de opinião?
- Talvez mude. Ela não precisa ser uma eremita, como nós.
- Verdade.
- Eu só fico aqui, pois me sinto em paz, após termos viajado pelo mundo por várias décadas. É um paraíso que não desejo que seja perturbado.
- Não acho que esse desejo poderá ser cumprido.
- Verdade. Mas não custa ter esperança. Ás vezes, só nos resta à esperança. – a senhora fala.
- Com certeza.
- Você tem netos. Talvez um deles possa seguir os seus passos.
- A última vez que eu os vi, o menino tinha uma Aura naturalmente forte, até mais do que a sua mãe, sendo que a sua mãe tinha um nível incrível que batia de frente com o jovem Gen (Riley). Eu estou curiosa para saber como está o treinamento de Gen e seu parceiro Riolu para serem Guardiões da Aura, após o nosso treinamento e instrução. Ele já deve ser um Lucário.
- Não duvido.
- Com certeza.
- Quanto a minha neta, eu não sei o que pensar. A Aura dela é bem distinta do padrão da Aura comum a todos os seres vivos ao mesmo tempo em que parece ser familiar ao padrão de outras auras.
O casal fica surpreso, para depois, se entreolharem, com a fêmea comentando, pensativa:
- Isso é inusitado... Todas as Auras têm padrões e mesmo que cada uma tenha a sua "assinatura individual", por assim dizer, tornando-a única dentre as outras, tal como a impressão digital de vocês, humanos, ter uma Aura tão distinta é no mínimo estranho.
- Concordo. – Endimion consente, acarinhando o rosto da sua companheira, que cora levemente frente ao afago gentil.
A senhora olha para o casal apaixonado e sorri, desejando no fundo do seu coração, que o destino sorrisse para eles.
Então, o casal senta ao lado dela e passam a olhar para o belo horizonte, enquanto uma brisa suave soprava, trazendo algumas pétalas de flores.
De fato, era um paraíso e os três, por mais que soubessem ser algo inútil, esperavam que essa paz não fosse quebrada, mesmo sabendo que se foi um sonho premonitório por serem Guardiões da Aura, esse acontecimento seria inevitável.
Enquanto observavam o horizonte, o casal se encontrava especialmente pensativo sobre os seus planos para o futuro, frente a essa ameaça.
Há centenas de quilômetros dali, na região de Hoenn, um avião havia acabado de pousar na cidade de Kaina (Slateport).
Uma jovem, usando um belo vestido comprido, se aproxima da saída do avião, ficando na fila para desembarque e após sair do portão de desembarque, o seu celular toca e ela atende:
- Moshi moshi. Aqui é a Miyako. Quem é?
Nisso, após a pessoa se apresentar do outro lado da linha e falar algumas palavras, a jovem fala:
- Sim. Eu acabei de chegar. Creio que até a noite ou no mais tardar, na manhã seguinte, eu chegarei ao meu destino.
A pessoa do outro lado fala algo e ela responde, se dirigindo para a saída do aeroporto movimentado:
- Eu irei verificar. Mas, considerando as denúncias, inclusive a fonte de algumas delas, acredito que estão dizendo a verdade. Mesmo assim, eu irei seguir o procedimento que tomamos até ser confirmada a denúncia.
Após a pessoa no telefone falar algo, ela responde:
- Assim que eu chegar ao meu destino, nós saberemos a verdade. Por enquanto, vou proceder na verificação de rotina. Mas se forem verdadeiras as denúncias...
A voz no outro lado da linha fala algo e a jovem consente, para depois falar:
- Sempre esperamos o melhor, mas é bom nos precavemos para o pior. Por isso, gostaria de deixar o procedimento padrão pré-aprovado, caso as denúncias sejam verdadeiras. É possível?
A voz responde que sim e a jovem fala:
- Obrigada. Eu irei me reportar, em breve.
Nisso, a jovem se despede, assim como a voz do outro lado, sendo que ao sair do terminal do aeroporto, ela pega as suas pokéballs e as joga, liberando os seus pokémons, para depois, falar:
- Vamos relaxar um pouco. Amanhã, iremos começar a nossa investigação.
Eles consentem, para depois serem afagados, sendo que em seguida, eles começam a andar na rua, enquanto que a treinadora deles procurava um meio de transporte até o local ou pelo menos, até a cidade vizinha.
Algumas horas depois, após o entardecer, há centenas de quilômetros dali, na região de Kantou, os pokémons de Satoshi e dos demais se encontravam fora das pokéballs, como sempre faziam no entardecer.
Eles fizeram simulações de batalha entre si, para depois, os pokémons relaxarem, sendo que os jovens treinaram entre si artes marciais e Kenjutsu, com Cheren aprendendo com eles, assim como vários pokémons que participavam dessas aulas, por si mesmos, para aprenderem novos estilos de luta.
Após o treinamento, os jovens haviam ido tomar banho no riacho ali perto, sendo que Yukiko tomaria banho depois e enquanto os pokémons estavam relaxando em volta do acampamento, os casais se afastaram, um pouco, para namorarem ao mesmo tempo em que eram invejados por alguns pokémons que ansiavam em ter uma companheira, também, principalmente Ouji, o Nidoran macho shiny da albina, que suspirava ao ver os casais e que era consolado pela sua treinadora que o afagava gentilmente, fazendo ele se sentir um pouco melhor.
Enquanto isso, os casais briguentos que brigavam a todo o momento e por motivos fúteis estavam discutindo entre si, além dos irmãos que faziam disputas entre eles para verem qual era o mais forte e ágil, com todos os demais ficando com gotas ao verem isso, sendo que ela avistou, também, o Pikachu do seu irmão sendo ignorado pela Hime, que virava o focinho para o lado, frente a qualquer tentativa dele de ser notado, fazendo a jovem suspirar, para em seguida, olhar para a sua amiga Spearow que estava com a sua saúde quase restaurada por completo, se lembrando de que a irmã mais nova dela se recusava a ficar na presença dela, além de ignorar a sua existência, se dedicando exclusivamente ao seu companheiro e crias que dormiam embaixo dela ao serem aquecidos pelas suas penas.
"Eu acho que certas feridas são profundas demais para que o tempo cure por si mesmo e quando envolvem seres tão orgulhosos, a situação se complica, demasiadamente. Pelo visto, se há alguma chance delas voltarem a se falarem é se encontrarmos o pai delas. Eu espero que consigamos encontra-lo o quanto antes" – a albina pensa, consigo mesma.
Após suspirar, Yukiko observa as fêmeas do harém do seu irmão esperando ansiosas pelo treinador delas no início da trilha que ele tomou, junto de Shigeru e Cheren, para um lago próximo dali e era visível a ansiedade delas, enquanto que sorria ao se lembrar de que elas o haviam tentando seguir, de novo, pois queriam ficar junto dele e que com muito tato, teve que pedir para que elas ficassem esperando por ele, após afagar todas.
O bando de Spearows se encontrava nos galhos em volta do acampamento, ocultos dentre as folhagens, enquanto que os Mankeys conversavam entre si em cima dos galhos, menos a Mankey de Yukiko que se encontrava pensativa, enquanto olhava atentamente para a sua treinadora, pois tentava compreender como uma humana podia ser tão forte, resistente e ágil, enquanto que tinha a impressão de que não podia considera-la uma humana, por mais que achasse estranho esse pensamento.
Então, em um determinado momento, a albina nota uma movimentação não muito longe do acampamento e decide investigar, sendo que comunica aos pokémons o que acontecia, com eles ficando atentos, enquanto que ela ficava feliz ao ver que a Sandshrew shiny do seu irmão não se enrolava mais em uma bola quando alguém se aproximava dela, pois estava superando a sua timidez aos poucos, embora acreditasse que se algum estranho se aproximasse dela, ela provavelmente se tornaria uma bola em decorrência da sua timidez.
Mas considerando o fato de que ela não se tornava mais uma bola na companhia dela e dos outros, já era um grande avanço.
