Notas da Autora
Em Touka City (Petalburg City)…
Algumas horas depois, em North Touka City (North Petalburg)…
Capítulo 122 - North Touka City
Enquanto isso, em Touka City (Petalburg City), a filha de Senri (Norman) e Mitsuko (Caroline), chamada Haruka (May), estava se preparando para ir até o Laboratório do Hakase Pokémon de Hoenn, o doutor Odamaki (Birch), enquanto se despedia da família, sendo que a mãe dela chorava emocionava, murmurando que a sua "menininha" estava crescendo.
- Eu estou tão feliz por você ter anunciado que partiria em uma jornada Pokémon! Estou ansioso para ver os pokémons que irá capturar e como será o desenvolvimento deles e do inicial que você escolheu! Estou muito feliz por vê-la seguir os meus passos e o da sua mãe, minha princesa – ele exclama emocionado, olhando com orgulho para ela.
- Vou fazer o meu melhor, tou-san. – Haruka fala.
Então, ela completa em pensamento:
"Vou fazer o meu melhor para curtir as viagens que eu vou fazer, claro. Passear será tão bom. Tem tantos lugares que eu quero conhecer. Até parece que vou perder o meu precioso tempo, capturando pokémons ou treinando. Eu não gosto de pokémons e ainda bem que consegui ocultar isso, deles. Eu quero apenas passear e para fazer isso, tendo apenas dez anos, preciso de uma Licença Pokémon. Depois, quando eu voltar, sei que apenas ouvirei um sermão e nada mais, quando descobrirem a verdade. Mas isso só pode acontecer, após eu conhecer todos os lugares que eu já assinalei em um mapa – ela suspira em pensamento - Como eu queria passear sem me preocupar em cuidar de um pokémon. Mas sei que não conseguiria a autorização necessária para encerrar os estudos e de quebra, conseguir uma licença para viajar sem ser treinadora, sendo que o pior foi passar por todos aqueles cursos para conseguir a licença. Como eu odiei ter que fazer todos aqueles cursos, tendo que passar neles com a nota necessária! Era uma agonia! Bem, fazer o quê? O mundo não é perfeito."
De fato, na linha do tempo original, ela havia desejado a Licença Pokémon para poder passear por Hoen, sendo que não gostava de pokémons e que se sujeitou a ter um inicial, pois era necessário, juntamente com a licença que permitiria a ela passear. Apenas por esse motivo, Haruka havia se sujeitado a ter um pokémon, uma criatura que ela não gostava e que se pudesse, manteria distância. Como ela precisava da Licença Pokémon, ela ocultou dos seus pais o verdadeiro motivo de querer a Licença, os fazendo julgarem, erroneamente, que ela queria seguir os passos do genitor, enquanto que era queria, apenas, passear.
Na outra linha do tempo, ela mudoude idéia e de atitude quando começou a viajar com Satoshi e que por causa da influência dele, passou a se interessar por pokémons, com ele lhe ajudando nas batalhas ao dar dicas, agindo como um mentor e que por causa dele, também acabaria topando com um casal Pokémon Coordenator e que após ser auxiliar de um deles em sua apresentação, passaria a almejar essa profissão.
Como nessa linha do tempo, ela seguiria viagem sozinha, se focando em pontos turísticos, querendo aproveitar esse um ano de viagem, ela não mudaria a sua visão sobre os pokémons, pois continuaria a não gostar deles, além do fato de que não iria topar com nenhum Pokémon Coordinator e por causa disso, não seria envolvida no mundo do Contest e consequentemente, não iria almejar essa profissão.
Portanto, nessa linha do tempo, ela seguiria com o seu destino original por não ter a influência de Satoshi, que havia modificado esse destino. Ou seja, ela iria se focar em conhecer o máximo de lugares possíveis, antes que os seus pais descobrissem o verdadeiro motivo dela ter desejado a Licença Pokémon.
O motivo de ter procurado ocultar o fato de não gostar dos pokémons, foi para que os seus pais não desconfiassem do motivo dela desejar uma Licença Pokémon, pois era algo que ela planejou fazer desde jovem.
Inclusive, ela havia juntado dinheiro por vários anos, através da sua mesada, para que assim pudesse viajar, sem pedir auxílio aos seus pais, embora houvesse decidido pedir no início, antes que eles ficassem desconfiados.
Afinal, se eles descobrissem as suas verdadeiras intenções e que não era ser uma treinadora ou ter qualquer profissão ligada aos pokémons e sim, apenas passear, eles poderiam fazer algo para impedi-la de pegar a licença.
Então, ela sai de seus pensamentos com a voz emocionada da sua genitora que a abraçava, enquanto falava:
- Minha filha já está crescendo... Sentirei saudades, meu amor!
Masato (Max) se aproxima dela e pede esperançoso, antes dela sair de casa em vez de ser depois, como na outra linha do tempo:
- Posso viajar com você?
Haruka fica desesperada e pensa rapidamente em uma desculpa, pois não queria que o seu otouto descobrisse o verdadeiro motivo de querer a licença e que era para passear pelos pontos turísticos de Hoenn, sendo que ela já teve muito trabalho para ocultar dos pais que detestava pokémons.
Logo, ela não podia permitir que Masato seguisse viagem com ela, pois temia que ele informasse aos pais deles que ela estava passeando e não, capturando pokémons.
Então, a jovem sorri ao ter uma ideia:
- Eu lamento tanto, Masato, mas eu sou uma treinadora novata e vou ter que cuidar de mim mesma, sendo que vou estar sozinha. Se eu ainda estivesse com outros treinadores para ajudar a cuidar de você, tudo bem. Mas não é esse o caso. Você ainda é muito jovem para ter uma Licença Pokémon.
- Mas...
Mitsuko apoia as mãos nos ombros do seu filho e fala, gentilmente:
- A sua nee-san está certa. Ela é uma treinadora iniciante. Ela não pode levá-lo – Haruka fica aliviada ao ver que convenceu a sua mãe, para depois, ouvi-la exclamar feliz, enquanto ficava desanimada, compreendendo que de fato, ela só tinha um ano para passear – Mas daqui a um ano, a sua irmã será experiente e terá vários pokémons. Portanto, ela poderá levá-lo na sua jornada!
Ela olha esperançosa para a filha que consente, forçando um sorriso no rosto, buscando ocultar o seu desânimo, pois temia não ter tempo suficiente para visitar todos os locais que desejava visitar, sendo que esperava conseguir prorrogar o seu tempo para alguns meses adicionais, pelo menos,
Senri se aproxima e fala sorrindo, bagunçando carinhosamente os cabelos do seu filho:
- A sua kaa-chan está certa. Daqui a um ano, ela será uma treinadora bem experiente e com vários pokémons, sendo que estou curioso para saber que pokémons a sua nee-san irá capturar. Não acha que daqui a um ano, poderá levar o seu otouto em uma de suas jornadas, minha princesinha?
Eles olham para a filha, exibindo sorrisos em seus rostos, com Haruka engolindo em seco, sendo que força um sorriso e fala, gaguejando:
- Claro... É que agora, não dá.
"Droga! É melhor eu procurar conhecer todos os pontos turísticos que eu desejo conhecer. O meu prazo é de apenas um ano. Que saco, Masato! Não podia ficar em casa? Eu poderia ter aumentando alguns meses. Se eu tomar alguns navios extras, creio que consigo chegar mais cedo em alguns lugares, encurtando a minha jornada de um ano e seis meses para um ano." – ela pensa consigo mesma, fazendo cálculos frenéticos em sua mente, até que fica aliviada ao ver que conseguiria visitar os lugares que desejava no período de um ano, enquanto disfarçava o seu alívio.
Enquanto isso, ela julgava que somente receberia uma bronca quando fosse descoberta a verdade sobre a sua jornada e que era apenas para passear e não ser treinadora, já que não gostava de pokémons.
O motivo dela não temer nenhuma bronca ou punição adicional era pelo fato dela ser tratada como uma princesa pelos seus pais e moradores da cidade que a viam, praticamente, como uma Deusa entre os homens, acabando por ela se tornar mimada por todos, dentro e fora de casa.
Portanto, ela era tratada como uma rainha por ser idolatrada de forma cega e praticamente, intensa, principalmente pelos moradores da cidade, enquanto que o seu pai era visto como uma celebridade local.
Portanto, isso acabava se refletindo em seus filhos, principalmente em Haruka.
Por isso, a jovem acreditava que mesmo que descobrissem a verdade, já que um dia, isso viria a tona, ainda mais quando o Hakase Pokémon, o doutor Odamaki (Birch), não recebesse nenhum pokémon dela, ela somente levaria um pequeno sermão dos pais e nada mais.
Afinal, mesmo quando ela fez alguma arte quando era pequena, eles somente deram um pequeno sermão, não tendo qualquer outra consequência. Inclusive, sequer ficou de castigo nesses momentos, mesmo que uma dessas "artes", por assim dizer, tenha envolvido a quebra de um vaso antigo da sua mãe, que era uma relíquia de família e de valor inestimável, quando ela correu pela casa, apesar dos seus pais a terem proibindo de fazer isso.
Essa sensação de impunidade desde tenra infância, a ensinava, erroneamente, que ela podia fazer tudo o que desejava, sem qualquer conseqüência, além de um pequeno sermão, por ser demasiadamente amada e idolatra por todos, além de sua família, ao ponto de ser tratada como uma Deusa, dentre os moradores, fez a jovem acreditar que a sua mentira, apenas a faria ouvir um pequeno sermão sobre o ato de mentir para todos ao falar que queria uma Licença para fazer uma Jornada Pokémon.
Afinal, sempre foi assim, desde que era criança.
Masato suspira e fala cabisbaixo:
- Eu entendo... Vocês estão certos.
Então, ele sobe as escadas lentamente, enquanto suspirava, pois havia desejado viajar com ela e inclusive, havia arrumado a sua mala no dia anterior, crente que iria viajar com Haruka, pois ele tinha facilidade em lidar com mapas e poderia ser um guia para a irmã pela região de Hoenn.
Ao entrar em seu quarto, o seu genitor aparece e fala com um sorriso confortador:
- Imagino que deve estar sentindo ciúmes da sua irmã e por isso, não está animado. Saiba que é normal sentir ciúmes. Afinal, imagino o quanto está ansioso para começar a sua jornada pokémon.
- Sim. Eu quero ser um Gym Leader como o senhor. – ele fala com animação.
- Eu fico feliz em saber disso. Dois Gym Leaders ou então, uma filha Champion de Hoenn e um filho Gym Leader. Ambas as situações serão maravilhosas. Daqui a três anos, você poderá tirar a sua licença pokémon com o Hakase Pokémon (博士 – PhD em Pokémon), o doutor Odamaki (Birch). Depois, terá que estudar no Curso de Gym Leader, escolhendo uma especialidade, para em seguida, passar nas provas e após fazer os estágios necessários com um Gym Leader, irá realizar uma prova prática e teórica final, além de fazer uma apresentação detalhada sobre a sua especialidade. Após ser aprovado, você irá ganhar o título de Gym Leader. Eu tenho plena certeza que irá passar no curso e nas provas finais para obter o título que tanto almeja. – ele fala com um olhar confiante, fazendo o filho sorrir.
- Com certeza, eu vou estudar com afinco, treinando arduamente para conseguir passar nos exames para pleitear o curso de Gym Leader. – ele fala, exibindo determinação em seus olhos.
- Esse é o meu campeão! – o pai dele bagunça os cabelos dele, fazendo-o sorrir ainda mais, para depois, sair do quarto do filho.
Porém, ele tem uma ideia e para na batente da porta, perguntando para Masato ao olhá-lo, com a criança exibindo curiosidade em sua face:
– Quer ficar comigo no Gym como o meu assistente?
Masato abre um imenso sorriso e pergunta:
- É verdade? Eu posso, mesmo?
- Claro! Uma vez que você quer ser um Gym Leader, seria bom você ver como nos agimos. Espero ter algum desafio hoje. Não sei o motivo, mas são poucos os treinadores que me desafiam. Dá para contar nos dedos de uma mão. – o pai dele pergunta a si mesmo, pensativo, exibindo preocupação em seu semblante.
- O Gym abriu há pouco tempo. Acho que é questão de tempo, tou-san. – Masato fala, seguindo o seu genitor.
- Verdade. Deve ser isso.
Meia hora depois, em Mishiro Town (Littleroot Town), mais precisamente no Laboratório do doutor Odamaki, após estacionar a sua bicicleta, Haruka entra e é cumprimentada por ele que fala, visivelmente surpreso pela chegada dela:
- Mais um pouco e eu teria saído. Você deu sorte, Haruka-chan. Eu pensei que começaria amanhã.
- Eu mudei de ideia. Eu estou muito ansiosa.
- Entendo... Todos os treinadores iniciantes são assim. Siga-me.
Nisso, ele a leva até um local, onde mostra três pokéballs em uma mesa, para depois, retirar os pokémons um de cada vez, falando em seguida, conforme apresentava cada um deles:
- Esta é a Torchic, ela é a única fêmea dos iniciais e é tipo Fire. Na sua última evolução, ela se tornará tipo Fire e Fighting. Esse é o Mudkip e na sua última evolução, ele se torna Water e Ground. Aquele é o Treecko e a sua última evolução é Grass e Dragon. Bem, qual deles vai escolher?
Ela julgou, erroneamente, que a Torchic era a mais quieta, já que ela ficou quietinha ao contrário dos outros, além do fato dela ter se esfregado em suas pernas:
- Eu escolho o tipo Fire.
- Bem, aqui está a sua pokédex e as pokéballs, assim como a pokéball da Torchic. A habilidade dela é o Speed Boost. Ou seja, a sua velocidade aumenta um estágio a cada execução de um golpe com um intervalo mínimo de segundos. Normalmente, para os iniciais é ofertado o tipo Fire com a habilidade Blaze, mas creio que o criador se confundiu e acabou enviando uma Torchic com a habilidade rara Speed Boost, além de ter três golpes de nascença que originalmente, seriam apenas dois para compensar a falta de poder de dano deles, se compararmos com os dos outros. Os movimentos dela são Night Slash, Reversal, Counter, Scratch, Growl e Ember. Os três primeiros são golpes de nascença. Eu desejo boa sorte em sua jornada Pokémon.
De fato, na outra linha do tempo, a tipo Fire não veio com a habilidade Speed Boost e sim, com a Blaze, além de não ter esses golpes de nascença.
- Obrigada, doutor Odamaki – nisso, após recolher a pokédex e pokéballs extras, ela aponta a pokéball para a tipo Fire – Vamos, Torchic.
Ela fica preocupada ao vê-la pular de forma demasiadamente eufórica, antes de entrar na pokéball e passa a desejar que fosse apenas impressão dela e que de fato, dos três, ela era a mais quieta, até por ser fêmea.
Haruka não sabia que ela era a mais guerreira e que amava uma batalha, assim como, desejava ser mais forte. De todos, ela acabou escolhendo a mais ativa e guerreira.
Então, ao sair do laboratório, ela pega o seu caderno virtual de anotações, pois havia planejado algumas rotas, decidindo que iria pegar um transporte, já que havia economizado por anos para passear, acabando por ter uma quantia excelente no banco, enquanto agradecia pelos pais dela terem dado mais dinheiro para ela, antes de sair de casa.
A jovem havia decidido pegar uma condução até a próxima cidade, após guardar a sua bicicleta em um receptáculo próprio para guardar objetos.
O motivo de querer pegar uma condução até a próxima cidade foi porque não desejava atravessar a floresta, além de ter programado a compra de vários Repels, caso fosse necessário andar em uma área, para evitar pokémons, adicionando o fato de ter um tempo limite de um ano e não mais de um ano e meio.
Portanto, para compensar a redução do tempo que possuía, ela havia decidido usar ao máximo os meios de transporte, para conseguir visitar os lugares que havia planejado e juntamente com o uso do Repel, queria manter a maior distância possível dos demais pokémons, já bastando ter um com ela por não ter escolha, uma vez que queria passear e que para fazer isso, precisava de uma Licença Pokémon.
Algumas horas depois, nessa mesma cidade, mais precisamente em North Touka City (North Petalburg), Miyako, usando um belo vestido na cor liras e de alça, franzido na barra que ultrapassava os joelhos, além de calçar sandálias discretas, tendo um cinto elegante com pokéballs e que fazia conjunto com o vestido, sendo que usava um chapéu elegante com uma singela flor de peônia liras como enfeite, possuindo os seus cabelos cacheados acastanhados soltos ao sabor da leve brisa que soprara naquele instante, chega ao norte da cidade, enquanto tomava o devido cuidado de ocultar o seu distintivo.
Ao pisar na cidade, após passar por uma rota que fornecia acesso a aquela cidade, um morador percebe a chegada da jovem e rapidamente, se dirige até ela, para depois perguntar ao ver pokéballs na cintura de Miyako, enquanto que os orbes esverdeados dela observavam com curiosidade o homem que se aproximou dela:
- O que veio fazer aqui, treinadora?
- Vim desafiar o Gym Leaders Senri (Norman) pela Balance Badge.
Rapidamente, várias pessoas apareceram na frente da morena, desde jovens a adultos, com todos possuindo pokéballs em suas mãos e bolsos.
Inclusive, para a surpresa de Miyako, em menos de dois minutos, surgiu dezenas de pessoas na sua frente, fazendo-a pensar consigo mesmo, sem se alterar pela presença deles que desejavam passar uma aura intimidante:
"Pelo visto, as denúncias eram verdadeiras. De fato, essa cidade..."
Então, um deles lança a sua pokéball e começa a atacá-la com ela liberando os seus pokémons, percebendo que todos a atacavam consecutivamente e sem dar tempo dela curar os seus pokémons, com as pessoas disfarçando a surpresa em ver que os pokémons dela resistiam mais tempo que os dos outros treinadores.
Então, Miyako, finge que estava consternada e pergunta, sendo que estava gravando todos os acontecimentos, pois havia ligado a câmera que se encontrava disfarçada na forma de um singelo broche que ela usava, assim que chegou à cidade, para se precaver em virtude do teor das denúncias.
- Por que fazem isso?
- Você não é digna de enfrentar o Senri-sama!
A Fiscal Pokémon percebeu pela conduta deles e ardor na forma como se referiam ao Gym Leader, que o idolatravam ao nível de uma celebridade famosa, sendo que Miyako não se recordava de já ter testemunhado um frenesi tão intenso em forma de uma admiração tão extrema e ardorosa. O nível que eles exibiam de adoração era surreal, a seu ver e isso explicava a conduta deles, inclusive o ardor e agressividade que exibiam nas batalhas, sendo que tal conduta e comportamento iam desde as crianças até os adultos. Todos idolatravam o Gym Leader em um nível desconcertante e nunca antes visto por ela.
Inclusive, para Miyako, essa adoração exacerbada beirava o nível da insanidade coletiva, no mínimo.
Então, ela decide investigar um pouco mais ao perceber que em breve, todos os seus pokémons, estariam exaustos demais para continuarem batalhando contra as dezenas de oponentes, pois eles não estavam em um nível elevado e indicado para a situação a qual se encontrava.
Ademais, ela notou que eles não permitiam que ela curasse os seus pokémons. Juntamente com esse fato e outros que eles praticavam, eles já haviam desrespeitado algumas leis.
- Vocês fazem isso com todos que veem desafiá-lo? - ela faz questão de perguntar para que ficasse registrado na gravação.
Afinal, o enfeite em sua roupa era uma câmera potente de alta resolução e com áudio embutido, sendo um equipamento padrão usado por todos os Fiscais Pokémons em suas investigações.
- Claro! Não deixaremos um lixo como você, desafiá-lo! Vários lixos tentaram, mas conseguimos expulsar todos eles e com você, bastarda, não será diferente!
Os pokémons dela estavam com raiva ao ouvirem a forma como eles se referiam a amada treinadora deles e isso os motivava a continuarem lutando, com todos percebendo que os pokémons dela pareciam dar golpes críticos com muita facilidade, além de fazerem esquivas milagrosas, enquanto aguentavam ataques KO como se tivessem a habilidade Sturdy ou o movimento Endure, isso quando não se auto curavam de status alterados.
- Ele sabe o que vocês fazem?
- Claro que não! Senri-sama não compreenderia que fazemos pelo bem dele!
No final, o último pokémon dela caí, sendo que não eram os seus pokémons mais poderosos.
Então, a Fiscal Pokémon teve que se retirar, enquanto que os cidadãos comemoravam, sendo que ela não havia trazido o seu time principal e sim, um time básico para testar o Gym Leader.
Claro, havia a denúncia deles atacando os treinadores, mas ela havia achado surreal, assim como os seus superiores. Agora, tinha provas concretas da veracidade das denúncias de outros treinadores que tiveram que sair correndo, pois os seus pokémons haviam sido derrotados de forma covarde, sem ter tempo de recuperá-los.
Afinal, eles não permitiam que o treinador curasse os seus pokémons, pois o atacavam consecutivamente, obrigando os treinadores a lutarem, acabando por quebrarem mais de uma regra das batalhas pokémons, pois nenhum treinador podia ser forçado a batalhar e as batalhas precisavam ser combinadas entre os treinadores. A outra regra consistia no direito do treinador curar os seus pokémons para enfrentar um novo treinador e a outra regra consistia de que os pokémons não podiam lutar até a exaustão.
Ou seja, os moradores desrespeitaram nada menos, do que três regras, isso sem contar as demais leis criminais, fora da esfera das leis que regulamentavam tudo o que era referente aos pokémons.
Conforme se afastava, ela ficava surpresa ao se recordar de que o médico Pokémon daquela cidade havia denunciado vários atos estranhos dos moradores da cidade, embora não tenha conseguido compreender com clareza o que ocorria e agora, ela compreendia o motivo dele não conseguir descrever com clareza o que estava ocorrendo.
Afinal, ela notou que eles procuraram atacá-la longe do Centro Pokémon e que eles a impediam de levar os pokémons dela para serem tratados naquele Centro Pokémon, evitando assim, uma maior compreensão do profissional do local.
Ela consegue chegar à cidade vizinha e após entregá-los para que a Médica Pokémon e suas auxiliares os tratassem, ela contata a Central da Liga Pokémon, mais precisamente o ramal da sua superiora, para depois, enviar os dados da gravação.
Rapidamente, após passar a estupefação pelo que testemunhou nas gravações, a supervisora convoca uma Conferência extraordinária virtual e mostra a gravação para o setor responsável pelas fiscalizações, sendo que eles estavam estarrecidos com a confirmação das denúncias, pois era a primeira vez que eles lidavam com uma situação como aquela.
Afinal, as infrações testemunhadas na gravação não eram pertinentes, apenas, as regras envolvendo treinadores Pokémons e batalhas. Havia outras leis que estavam sendo infligidas.
Portanto, eles mandam uma cópia do vídeo para o seu setor de identificação, pois eles tinham um softawer capaz de detectar os treinadores pokémons envolvidos no acidente, sendo que, provavelmente, iria demorar algumas horas para terem os resultados.
Além disso, eles também enviaram uma cópia da gravação para a Central da Polícia.
Quando os responsáveis viram a gravação, ficaram estarrecidos com o que ocorria na cidade e após contatarem a delegacia da Polícia da cidade, descobrem que o local dos acontecimentos era longe do local onde ficava a delegacia.
Inclusive, o parecer inicial deles apontava para o fato de que todos os habitantes da cidade fizeram um voto de silêncio, para acobertarem a injustiça e covardia que ocorria na cidade contra os treinadores que pretendiam desafiar o Gym Leader.
Eles enviam os dados dessa investigação preliminar à Liga Pokémon, uma vez que assuntos relacionados a treinadores eram de competência deles, enquanto que os demais crimes eram da competência da polícia.
Ou seja. Os crimes cometidos naquela cidade diziam respeito tanto a Liga Pokémon, quanto a polícia, que por sua vez, havia aberto uma investigação com a Liga Pokémon se prontificando a passar os dados dos treinadores que conseguissem identificar nas gravações, para que a polícia pudesse interrogá-los, sendo que quando terminassem a investigação ao conseguir identificar os agressores, a Liga Pokémon seria informada para que tomasse as medidas cabíveis referentes a Licença Pokémon dos envolvidos nos crimes.
Afinal, para aquela situação específica era necessária uma união da Liga Pokémon e da polícia na investigação conjunta deles para identificação dos criminosos e para que eles respondessem pelos seus crimes.
Nesse interim, os pokémons de Miyako se encontravam recuperados e ela os havia tirado das pokéballs para afagá-los, os fazendo curtirem o carinho e posterior doce feito com berrys que ela ofereceu para eles, com todos comendo animadamente.
Enquanto os afagava, carinhosamente, a Fiscal Pokémon se encontrava ansiosa pela resposta da Liga Pokémon, pois ela precisava de autorização por escrito para agir, assim como a decisão deles sobre os acontecimentos.
Afinal, a situação envolvia uma cidade inteira e não, somente, um grupo de pessoas, sendo algo inédito. Ela também ansiava para que o seu pedido anterior, caso as denúncias fossem verdadeiras, fosse atendido na autorização.
Então, o celular dela toca e ela atende, falando:
- Moshi Moshi. É a Miyako, falando.
Era a ligação de sua superiora, informando a decisão da Liga Pokémon e que a estava enviando por escrito para o Centro Pokémon que ela se encontrava, assim como seria enviado o comunicado que deveria ser lido e que o pedido dela anterior foi acatado, pois seria necessário, frente a situação em que se encontrava.
Após alguns minutos, a médica do local se dirige até a Fiscal Pokémon, pois a mesma havia se identificado e estende o papel timbrado contendo a autorização para as medidas previstas em lei, assim como, a decisão referente ao caso e que havia sido impresso do computador, para que fosse dado a Fiscal Pokémon que examinava os documentos, enquanto a Médica Pokémon, comentava:
- Eu não estou surpresa com a decisão da Liga Pokémon, ainda mais quando atendi alguns dos treinadores que tiveram que fugir da cidade, após terem os seus pokémons derrotados. Eu ouvi a conversa deles, enquanto pegava as suas pokéballs. Por isso, denunciei, também. É uma pena que os primeiros que sofreram isso não nos procuraram. Bem, nos achamos que tiveram outros treinadores que foram escorraçados por eles.
- Não precisa se culpar. Nem a senhora e nem o médico do Centro Pokémon de Touka City (Petalburg City) tem qualquer culpa, sendo que inclusive, denunciaram o que ocorria e que foi somado há várias denúncias, oriundas de outros treinadores. Portanto, nenhum de vocês precisa se culpar, principalmente o de Touka City, pois eles atacavam em North Touka City. Ademais, era algo tão inesperado que soava como surreal. Nunca tivemos um problema semelhante a esse. Claro, havia as denúncias, mas é como eu disse. Nós ficamos incrédulos com o que líamos, ainda mais pelo motivo que soava como sendo muito estúpido, para não dizer outra coisa. Claro que conforme aumentou as denúncias e cruzamos os dados desses treinadores com os dados dos desafiantes do Gym, vimos que eles sequer entraram para desafiar o Gym Leader. Mesmo assim, decidimos ser cautelosos. Precisamos tomar cuidado ao investigarmos uma denúncia, pois pode haver treinadores pokémons que não aceitam a derrota e denunciam, injustamente, o Gym Leader ou a cidade com o intuito de prejudicar o local. Por isso, sempre partimos da premissa de que pode ser uma denúncia falsa e que se faz necessário uma investigação minuciosa. Agora, temos certeza da veracidade das denúncias. Como eu precisava avaliar o Gym Leader, como parte integrante da sua avaliação semestral, eles me incumbiram de investigar as denúncias, também. Eles – ela mostra os seus pokémons relaxando, após comerem os doces ofertados pela querida treinadora deles – São o time que eu uso para testar as ações e condutas do Gym Leader. Para essa situação, eu preciso usar o meu time principal.
- Então, as nossas denúncias têm o mesmo peso da denúncia dos treinadores pokémons? – ela pergunta surpresa.
- Não. A denúncia de vocês, médicos, é diferente das denúncias dos treinadores. Inclusive, a de vocês tem um "peso maior", por assim dizer. O problema é que em relação ao que acontecia na cidade, vocês não haviam testemunhado o ocorrido e sim, apenas relataram o que ouviram dos treinadores. A denúncia de vocês perdeu peso, pois nesse caso, eles poderiam estar usando vocês para propagar as informações falsas, pois desconfiavam do enorme peso que vocês possuíam em suas denúncias. Se um de vocês tivesse visto pessoalmente o que ocorria, teríamos tomado outro procedimento e eu teria vindo com o meu time próprio para lidar com multidões, com todos estando no nível cem, além de serem aptos para enfrentar ataques múltiplos ou de grandes multidões. Afinal, além de possuírem um nível elevado, o moveset deles, juntamente com as suas habilidades, é indicado para batalhas múltiplas ou envolvendo multidões. A própria dinâmica deles favorece isso. Eu os treinei para esse tipo de situação ou ocorrência.
A Médica Pokémon consente e depois, fala:
- Entendo. Então, foi por isso que não veio com o seu time mais poderoso.
- Sim. Sempre somos cautelosos em acusar alguém para não sermos injustos. Precisamos investigar antes, além de termos que mostrar provas incontestáveis para embasar as nossas decisões. O máximo que eu fiz foi uma pré-solicitação, caso as denúncias se provassem verdadeiras.
Após falar, Miyako olha para os seus pokémons e os afaga, com eles passando a olhar para ela, que fala com a voz lacrimosa, enquanto exibia culpa em seu olhar:
- Eu sinto muito. Vocês sofreram tanto contra aqueles treinadores bastardos, quando eles mandaram os seus pokémons nos atacarem.
Então, cada um dos seus pokémons fala, enquanto curtia o afago gentil de sua treinadora.
- Tudo bem.
- Verdade. O que importa é que conseguimos sair a tempo.
- Se pudéssemos ter nos recuperado...
- Isso mesmo. Talvez, poderíamos ter feito frente ao ataque massivo.
- Eu também acho isso.
- Eu estou ansioso para vê-la chutando o traseiro deles.
- Eu vou chutá-los e irei filmar, para que vocês possam assistir. Eu prometo. – ela fala, sorrindo emocionada, com eles esfregando as cabeças nela, sobre o sorriso gentil da Médica Pokémon e de uma de suas assistentes, no caso, uma Chansey.
