Notas da Autora

A batalha continua...

As crianças decidem...

Em Masara Town (Pallet Town)…

Em Nibi City (Pewter City)…

Capítulo 126 - A primeira batalha de Shigeru - Final

- Eu desconfiava que você tinha mantido esse movimento em seu pokémon e já esperava que isso ocorresse. Use Muddy Water!

- O quê?!

O adversário fica estarrecido pela fala do jovem Ookido, que se encontrava tranquilo, como se esperasse o movimento Disable.

Tudo estava ocorrendo de acordo com o plano de Shigeru, pois o seu oponente se encontrava estarrecido pela sua reação inesperada.

Afinal, o jovem Ookido e seus amigos sabiam que as condutas e ações inesperadas deixariam os oponentes aturdidos, abrindo uma "janela de tempo", por assim dizer, que permitiria um contra ataque ou defesa, uma vez que a maioria dos treinadores treinava os seus pokémons para se mexerem, somente, sobre as suas ordens.

Portanto, se deixasse o treinador oponente aturdido, o pokémon deste não iria se mexer, pois não receberia uma ordem para fazer isso e por causa disso, poderia ser derrotado.

Após concentrar poder tipo Water, o Squirtle invoca uma espécie de onda formada por uma água lamacenta que avança contra o oponente, com o treinador do tipo Psychic percebendo que não havia ordenado uma esquiva por se encontrar estupefato com a reação do seu oponente ao Disable e quando ia ordenar algo, o ataque de água lamacenta atinge violentamente o Drowzee e em virtude do forte desejo do tipo Water de dar a vitória ao seu treinador, o golpe se torna crítico, fazendo o tipo Psychic ser tomado por uma dor intensa e danos, para depois, cair inconsciente no chão, enquanto a água lamacenta havia se espalhado em uma determinada direção, após atingi-lo.

- Não pode ser! – ele exclama estupefato.

Então, o corpo do Squirtle brilha, passando a ficar maior, enquanto crescia espécies de orelhas, além da sua cauda ficar mais volumosa e quando o brilho cessa, revela a sua evolução, Wartortle.

- Você foi incrível, amigo. Conseguiu evoluir. Meus parabéns. Foi uma batalha excelente. – ele fala, enquanto afagava o tipo Water que curte o carinho, sendo que os outros pokémons o parabenizavam por sua evolução.

Após se refazer, o adversário chama o pokémon para a pokéball, sendo que ouve Shigeru falar:

- Os Contest e Try Pokkaron podem ser muito úteis em uma batalha.

- Nunca perderia meu tempo com esses lixos.

O jovem Ookido dá de ombros, com o oponente pegando outra pokéball, a lançando, enquanto exclamava:

- Vá, Spearow!

Da pokéball sai uma espécie de ave de rapina pokémon que passa a sobrevoar o campo de batalha, enquanto esperava as ordens do seu mestre.

Então, após ficar pensativo, ele decide qual pokémon iria usar contra o tipo Flying ao pegar uma pokéball verde, a lançando em seguida, enquanto exclamava:

- Vá, Ekans!

Nisso, uma espécie de cobra pokémon sai da pokéball, se enrolando na forma de um monte na parte que não tinha o resíduo da água lamacenta, passando a observar atentamente o tipo Flying que sobrevoava a área, sendo que surgia um brilho decrescente no Spearow por causa da habilidade Intimidade do Ekans, que baixava o ataque do seu oponente em um estágio.

O oponente do jovem Ookido comenta, exibindo incredulidade em sua face:

- Ele tem a habilidade Intimidate?

- Sim.

- Por favor, me derrote! Se me derrotar, esse bastardo vai perder a luta! – o Spearow exclama do alto.

Como os outros pokémons dentro das pokéballs ouviram a conversa do Wartortle e do Drowzee, não ficam surpresos com o pedido, sendo que o Ekans consente, para depois, exclamar em sua linguagem:

- Pode deixar! O bastardo do seu treinador não vai ganhar essa batalha!

O tipo Flying sorri e consente, exclamando em seguida, por estar no alto:

- Quero agradecer por nos ensinar como devemos resistir a influência das pokéballs! Vamos treinar arduamente para nos libertamos dela! Nós lutaremos arduamente pela nossa liberdade!

- Eu estou torcendo para que consigam! – o tipo Poison exclama.

Então, o treinador oponente se recupera da surpresa e fala, voltando a sorrir de forma confiante, pois a redução do ataque do seu pokémon, apenas o obrigaria a fazer uma batalha um pouco mais demorada do que ele esperava e comenta, exibindo uma face arrogante:

- Um tipo Poison e sem poder voar contra um tipo Flying? Além disso, o Spearow é mais veloz do que o Ekans.

- Eu sei disso. Mas há muito mais coisas em uma batalha do que apenas o tipo e velocidade. De fato, o Ekans possui uma velocidade menor que a do Spearow. Ekans – o pokémon vira a cabeça para o seu querido treinador – Precisaremos da sua determinação para se recuperar o mais rápido possível dos danos que o Spearow fizer em você, para que tenhamos alguma chance de fazermos algo. As fraquezas do Spearow são golpes tipo Eletric, Ice e Rock com ele tendo imunidade ao tipo Ground. Precisamos retirar essa vantagem da velocidade dele, também.

O tipo Poison consente, sendo que o oponente de Shigeru ordena:

- Use Aerial Ace!

Sem escolha, sendo obrigado a obedecer a ordem dada, o tipo Flying desce como um projétil, concentrando poder tipo Flying em suas asas que brilham, enquanto que o Ekans havia enrolado ao máximo o seu corpo como se fosse uma mola, se preparando para o impacto.

O Spearow descia como um projétil em virtude da velocidade imensa e ao se aproximar do seu alvo, realiza manobras aéreas, atingindo o tipo Poison com as asas, enquanto que a cobra Pokémon gerenciava a dor, sem desfazer a forma de mola.

Quando o tipo Flying se afasta, após a execução do golpe, o Ekans avança nele com a boca aberta, usando o seu corpo como uma mola para impulso extra, sendo que conseguiu enxerga-lo com um olho semiaberto, pois, gerenciava a dor em seu corpo.

Mesmo assim, as suprimiu e mordeu a cauda do Spearow, o deixando estarrecido, conforme o tracionava violentamente para trás, fazendo o tipo Flying sentir dor e danos pelo puxão violento, para em seguida, o tipo Poison envolver o seu corpo no seu oponente ao usar o Wrap por si mesmo, o impedindo de voar, sobre o olhar estupefato do treinador do Spearow, sendo que as asas do mesmo estavam em ângulos estranhos pela forma como a cobra pokémon envolveu o seu corpo esguio e musculoso nele, o pressionando, fazendo ele sofrer novos danos, além de sentir uma dor intensa, conforme era pressionado pelo corpo esguio e musculoso.

O motivo do tipo Poison ter usado esse golpe, foi porque compreendeu que precisava deter o Spearow de alguma forma, para poder gerenciar a diferença de velocidade.

Portanto, envolver o seu corpo nele, o impediria de voar e o deixaria vulnerável aos seus movimentos, embora fosse ciente que poderia sofrer alguns ataques do tipo Flying devido a proximidade em que se encontravam.

Aproveitando o fato do seu oponente se encontrar estarrecido pelo Ekans ter se movimentado por si mesmo, após uma recuperação surpreendente, pelo menos, parcialmente ao morder o Spearow e envolvê-lo com o seu corpo, Shigeru exclama:

- Use Leer!

Quando o Spearow olha para o Ekans, os olhos do tipo Poison estreitam, após concentrar o seu poder, fazendo surgir um brilho decrescente no tipo Flying, indicando que a sua defesa havia sido reduzida em um estágio.

- Use Glare! – Shigeru continua orientando os golpes, aproveitando o fato do seu adversário ainda estar aturdido.

O Ekans concentra seu poder e paralisa o seu alvo ao fazer os seus olhos brilharem, quando o tipo Flying olhou para eles, sendo possível ver pequenos filetes dourados que se assemelhavam a espécies de faíscas e que pareciam contornar algumas penas do Spearow, sendo uma indicação da paralisia que o acometia.

Então, se refazendo da estupefação, percebendo que não havia ordenado nenhum golpe, ele ordena:

- Use Fury Attack!

O tipo Flying concentra poder em seu bico, fazendo-o brilhar, para depois, começar a atacar consecutivamente o tipo Poison que consegue se esquivar do quarto golpe em diante.

Nesse interim, Shigeru exclama:

- Use Scary Face!

Novamente, o pokémon concentra o seu poder, sendo que o treinador do Spearow, ordena:

- Feche os olhos! Não olhe para ele!

Porém, a ordem veio tarde demais, sendo que o Ekans havia movido a sua cabeça para ficar de frente ao tipo Flying, fazendo surgir uma face assustadora, com um brilho decrescente surgindo nele, indicando a redução da sua velocidade em um estágio.

- Se liberte e voe para o céu, se afastando dele!

O tipo Flying se remexe e consegue fugir, voltando para o céu, embora demonstrasse que o seu vôo estava comprometido.

Afinal, o mesmo sentia uma dor pungente em uma de suas asas que havia ficado em um ângulo estranho, passando a exibir dificuldade em manter o voo por ter uma asa debilitada e pela paralisia que o fazia movimentar as asas de forma mais lenta que o usual.

Mesmo nessas condições, ele consegue se elevar no céu, ficando longe do alcance do Ekans, conforme fora ordenado.

- Use Razor Wind! – o treinador ordena ao Spearow.

O mesmo começa a concentrar poder, sendo que Shigeru exclama, se lembrando de que esse golpe fazia com o que o pokémon não conseguisse se esquivar, enquanto concentrava o seu poder:

- Avance e use Slam!

- É impossível alcança-lo!

O oponente exclama sorrindo, pois a seu ver, como o Spearow ascendeu para o céu, mesmo que o movimento o fizesse ficar parado, sem poder se esquivar por estar concentrando poder para a execução do golpe, o tipo Poison não poderia alcançá-lo.

O Ekans havia ficado indignado com a suposição que ele não conseguiria alcançar o tipo Flying, para depois, sorrir consigo mesmo, se lembrando do treinamento que teve contra tipos Flying.

Então, após impulsionar o seu corpo para o tronco de uma árvore, ele subiu rapidamente até um galho, para depois, se prender com a ponta da cauda, começando a girar o seu corpo sobre a estupefação do treinador oponente de Shigeru.

Ao fazer isso, o tipo Poison consegue impulso e se solta, após fazer alguns giros, se posicionando na direção que deveria se soltar e conforme avançava no céu, ele concentrava o seu poder, fazendo o seu corpo brilhar, sendo que o treinador da ave de rapina pokémon fica embasbacado ao ver a cobra pokémon voando contra o Spearow como um projétil, sem demonstrar qualquer hesitação com o seu ato.

Como ele estava estupefato com o gesto do tipo Poison, não dá qualquer ordem ao seu pokémon, embora fosse impossível ao tipo Flying se mexer para executar qualquer outra ordem que fosse emitida, pois em virtude do fato de concentrar um poder intenso em seu corpo para a execução do Razor Wind, ele sentia demasiada dificuldade de se movimentar e isso inviabilizava qual movimentação por parte dele.

Somente um treinamento apropriado para essas situações poderia fornecer ao pokémon meios de se esquivar, mesmo nos movimentos que exigiam acúmulo de poder para atacar o adversário.

O tipo Flying é atingido pelo corpo do seu oponente, o fazendo sentir muita dor e danos pelo impacto violento e como o Ekans desejou ardentemente dar a vitória ao seu treinador, o golpe se tornou crítico e juntamente com o uso do movimento Leer, que baixou a defesa física em um estágio, além do dano anterior do Warp, o tipo Flying despenca do céu, sendo que sorri, antes de ficar inconsciente, pois o seu treinador perdeu a batalha.

Então, ele cai com estrondo no solo, levantando uma densa nuvem de poeira, enquanto que a cobra pokémon detinha a sua queda ao envolver parte do seu corpo em um galho grosso e curto, fazendo um giro para reduzir o impacto da queda, conforme se enrolava no galho, para depois, saltar para o chão, passando a rastejar até o seu treinador, ao mesmo tempo que gerenciava a dor que sentia pelo Fury Attack que sofreu, anteriormente.

- Você foi incrível, Ekans! – ele exclama, afagando o tipo Poison que curte o afago e elogio, abanando a ponta da cauda, animadamente.

- Eu... perdi? – ele pergunta estupefato.

- Eu disse que havia muito mais coisas em uma batalha do que apenas o tipo e a velocidade. Além disso, os Contests e Try Pokaron ajudam a imaginar novos golpes com fusão de dois golpes ou um uso diferente para um golpe, que pode fornecer uma espécie de defesa ou distração, juntamente com movimentos inusitados, se afastando dos movimentos tradicionais, por assim dizer. Além disso, eu não limito os meus amigos pokémons aos movimentos clássicos, sendo que eles possuem total liberdade para se mexer no campo de batalha, inclusive pelo fato dos seus reflexos serem mais rápidos do que de um ser humano, além do fato de que eu confio neles, incondicionalmente.

Os pokémons de Shigeru ficam felizes com a consideração e confiança do seu querido treinador, tanto os que estavam fora das pokéballs, quanto os que estavam dentro, ouvindo tudo, desde o início.

- Ainda não acredito que esses lixos podem ajudar em uma batalha, sendo que eu ainda acho que você usou truques, como o fato dos seus pokémons fazerem coisas anormais em uma batalha, além daqueles movimentos críticos que dificilmente são críticos e esquivas inusitadas. A meu ver, você usou de truques – ele fala, recuperando a sua postura arrogante, para depois, recolher o seu pokémon – Volte, Spearow.

- Nós confiamos em nossos amigos pokémons e eles não são feras ou bestas. Possuem inteligência, pois compreendem a linguagem humana e por isso, sabem os golpes que falamos para eles usarem. Logo, é possível trabalharmos em equipe, com as nossas forças e estratégias se complementando. Nós damos essa liberdade, pois não temos a relação mestre e escravo. Somos uma equipe trabalhando em conjunto, visando um objetivo. Além disso, se o pokémon ama o seu treinador, o impossível se torna possível e ocorrem milagres em uma batalha. O amor é muito poderoso, pois o amor dá a determinação férrea, motivada pelo desejo pessoal do pokémon em dar a vitória ao seu treinador pelo amor que sente por ele.

O oponente dá de ombros e fala:

- Se quer acreditar nessa baboseira, que seja. Eu sempre terei a impressão que você usou de truques para vencer. É uma pena que eu não consigo encontrar provas de como realizou os truques, para usar contra você.

Ele se aproxima de Shigeru, pagando o valor padrão pela derrota de acordo com o nível dos pokémons envolvidos na batalha, para depois, se afastar do local.

Então, o jovem Ookido trata dos que estavam feridos, os deixando fora das pokéballs para relaxarem e conversarem entre si, enquanto voltavam a andar na rota que os levaria a Tokiwa City (Viridian City), para depois, seguirem caminho em direção a Nibi City (Pewter City) para desafiarem o Gym Leader da cidade.

- Acredito que não estamos longe da próxima cidade. – Cheren comenta.

- Sim – a albina fala, conferindo o GPS no seu smartphone, conforme seguiam a rota até a próxima cidade – Mais um dia ou dois, chegaremos ao nosso próximo destino que é Tokiwa City (Viridian City). Depois, teremos um grande parque florestal bem arborizado com uma trilha para a próxima cidade, Nibi City. É uma pena que o Gym de Tokiwa City está fechado, pois estão esperando a chegada de um novo Gym Leader que está cotado para essa cidade. Parece que há alguns treinadores nessa rota pelo que eu percebi nos fóruns, pois há a localização deles.

- Seria bom se tivesse um Batlle Club nessa cidade - Satoshi comenta.

- Não tem previsão no site de ter um Batlle Club em Tokiwa City. Haverá um em Nibi City, mas ainda está em construção. A previsão é que inaugure no próximo mês, segundo o anúncio do site de Batlle Clubs da região de Kantou. – Yukiko comenta – De fato, é uma pena.

- Pelo visto, teremos que aproveitar as batalhas que fazemos entre nós e com os outros treinadores para adquirimos experiência. – Shigeru comenta.

- Não há muitos treinadores. Mas, pelo menos, vão auxiliar na evolução de alguns dos nossos amigos. Alguns só precisam de um pouco de experiência para evoluir. Pode ser que tenha alguns treinadores em Tokiwa City. – Yukiko comenta, enquanto examinava os dados da sua equipe na Pokédex.

- O mesmo comigo, imouto. – Satoshi consente, examinando o nível dos seus amigos via Pokédex, também.

- É o meu caso, também. – Cheren comenta, analisando os dados dos seus pokémons, através da sua pokédex.

- Alguns deles precisam ganhar mais experiência. – Shigeru comenta ao examinar os dados.

Após alguns minutos, eles decidem ligar para os seus familiares, contando o que vivenciaram desde ontem e as batalhas, sendo que Satoshi e Yukiko souberam pelo pai que a mãe deles tinha saído e que a encontrariam no celular, com ele dando a desculpa que ela foi fazer compras e enquanto contava essa mentira, imaginava como eles reagiriam ao vê-la na Arena Pokémon.

Eles acreditam e comentam, em seguida, sobre o tratamento que uma garota deu aos tipos Bug, fazendo o pai deles ficar revoltado por essa jovem ter feito os pokémons chorarem, para depois, ficar satisfeito ao saber que a mesma havia sido humilhada em uma batalha pelo seu filho, quando a reencontraram no dia seguinte, sendo que enviaram o link da batalha que foi postada pela filha dele, com ele falando que iria assistir junto dos outros e após conversarem mais um pouco, eles se despedem do pai, encerrando a ligação.

Em Masara Town (Pallet Town), mais precisamente na casa de Hayashi e Hanako, ele coloca o telefone no gancho e suspira aliviado pelos seus filhos terem acreditado na mentira dele, com Hakai se aproximando, enquanto falava:

- Ainda bem que eles acreditaram no que você disse.

- Eu fico aliviado em saber disso. Eles não podem saber sobre o que a mãe deles está fazendo.

- Eu concordo com isso. – Yume se aproxima, falando, enquanto consentia.

- Também concordo com esse teste. Será bom para eles, considerando o caminho que eles desejam tomar, se tornando Mestres Pokémons. – Meowth fala, consentindo – Os pokémons são sortudos de os terem como treinadores, pois eles amam os pokémons, além de serem gentis e amáveis, também, sendo que respeitam todos os pokémons, não nos tratando como algo e sim, como seres com sentimentos e inteligência tão refinada quanto o de um humano.

- Sim. Parece que esse caminho exigirá muito deles e dos seus pokémons, que são sortudos em tê-los como treinadores. – a Persian comenta – Treinadores como eles são raros.

- Também concordo com vocês. Será bem difícil e tal como nós, eles amam os pokémons. – Hayashi fala, enquanto sorria.

Então, Yume olha para o lado ao ouvir um som de patas e um guincho agudo.

Ao fazer isso, ela vê os seus filhotes perseguindo um camundongo animal pela casa, seguidos de perto pelos gatinhos animais, sendo que eles se aproximavam perigosamente de uma estante que tinha alguns vasos de flores e alguns enfeites de porcelana, deixando-a estarrecida, assim como Hakai e Hayashi.

Então, em um piscar de olhos, ela salta graciosamente na frente dos seus filhotes, detendo o seu avanço, assim como dos gatinhos animais, enquanto exclamava de forma autoritária:

- Hakai!

- Hai (sim)! – ele exclama se refazendo da estupefação.

Então, o tipo Normal salta sobre o camundongo, o prendendo entre as suas patas, com Hayashi abrindo a porta para que ele saísse, levando-o para fora, sendo que o tipo Normal o solta próximo da mata adjacente da cidade, com o animal fugindo desesperado, se embrenhando dentre as folhas de um arbusto e somente após ter a certeza absoluta de que o roedor se afastou o suficiente, ele volta para dentro da casa.

Nesse interim, na sala, após a saída do pai com o camundongo nas patas, um dos filhotes murmura indignado, seguido do lamento dos seus outros irmãos:

- Mas, kaa-chan...

- Vocês sabem que não podemos atacar os animais.

- Mas estava tão divertido. – uma das fêmeas comenta, desolada.

Nisso, os gatinhos miam também, com ela negando com a cabeça, para depois, perguntar, estreitando os olhos:

- Fizeram a lição de casa?

Nisso, os Meowth filhotes se entreolham, começando a suar frio, enquanto a genitora estreitava o cenho para as suas crias que engolem em seco frente ao olhar inquisidor da genitora.

Um rosnado curto e seco dela os faz negarem fracamente com a cabeça, para depois, correrem o mais rápido que conseguiam, se dirigindo aos seus locais de estudo, seguidos pelos gatinhos animais, que adoravam segui-los, sobre um olhar satisfeito da Persian.

Hakai, que já havia entrado na casa, comenta com uma gota:

- Não os culpo por terem medo dela. A minha companheira sabe por ordem quando deseja.

- Eu sei como é. A minha esposa também sabe por ordem na casa quando deseja. – ele comenta com uma gota.

- As fêmeas são assustadoras, quando querem.

- Eu concordo. – Hayashi consente.

As orelhas da Persian se remexem e Hakai começa a suar frio, ficando ainda mais assustado quando a sua companheira olhou para ele com um sorriso que não chegava aos lábios, perguntando em um tom doce que o fez ter calafrios:

- Disse algo, meu amor?

- Não. Não disse nada. – ele fala aterrorizado, negando com a cabeça.

Hayashi olha para ele e fica com pena, pois não queria estar no lugar dele.

Afinal, a última vez que esteve em uma situação semelhante foi tão assustadora que ele não tinha palavras para descrever as sensações que o tomaram. Por causa disso, tinha uma noção exata do que Hakai estava sentindo.

- Eu vou verificar se de fato, eles estão estudando.

- Eu acho uma boa ideia, querida. – o Meowth fala, forçando um sorriso.

Então, somente após ela se afastar, ele torna a respirar com tranquilidade, apoiando a sua pata no móvel próximo dele, enquanto recobrava as forças nas patas, sendo que Hayashi comenta:

- Eu vou tomar uma bebida. Quer tomar um copo de leite?

- Eu aceito.

Nisso, eles saem em direção a cozinha, começando a conversar sobre alguns assuntos corriqueiros.

Nesse interim, de volta a Tokiwa Forest, mais precisamente onde as crianças se encontravam, os irmãos ligam para a mãe, enquanto que eles compartilhavam um dos celulares, colocando na chamada de vídeo, tal como foi com o pai deles.

Hanako (Délia) havia acabado de sair do Gym de Nibi City, após conquistar a Gray Badge (Boulder Badge), sendo que iria passar no Centro Pokémon, para depois, dar comida para os seus pokémons, enquanto comeria algo, visando descansar um pouco junto dos seus pokémons, antes de seguir viagem para a próxima cidade, quando recebe a ligação de seus filhos e ao constatar que era uma chamada de vídeo fica preocupada, pois se atendesse onde se encontrava, seria visível o fato de que estava na frente do Gym de Nibi City e isso faria os seus filhos questionarem o motivo dela estar naquela cidade.

Então, ela passa a observar freneticamente o seu entorno, buscando desesperadamente um local que fizesse com que eles não conseguissem identificar onde ela se encontrava.