Notas da Autora
As crianças decidem...
Os pokémons ficam...
Em Isshu (Unova)...
Capítulo 127 - Decisão
Ela suspira aliviada ao encontrar um local perto dali e após se posicionar nesse local, ela aceita a chamada e ouve todas as conquistas deles, além de ficar indignada por uma garota ter feito pokémons chorarem, sendo que havia se posicionado em um local que eles não conseguiriam identificar como sendo a cidade em que Hanako se encontrava por causa da chamada de vídeo que era recíproca e que não poderia impedir, pois não teria uma justificativa plausível para desabilitar a chamada de vídeo em relação a ela.
O motivo de ter se posicionado em um local que os seus filhos não conseguissem identificar era porque eles iriam chegar nessa cidade e não queria que desconfiassem do que ela estava fazendo, pois acreditava que seria um teste derradeiro aos seus filhos quando eles a enfrentassem, pois eles teriam que colocar todos os sentimentos pessoais que sentiam em relação a ela, de lado, em uma batalha, pois saber separar laços familiares e de amizade era essencial se estivessem batalhando contra amigos ou familiares, durante uma batalha pokémon.
A seu ver, seria o derradeiro e fundamental teste para eles, também.
Então, após eles contarem as novidades, sendo que se preparavam para mostrar as fotos dos seus pokémons e comentar deles, ela fala, sorrindo:
- Eu quero ter a surpresa de ver pessoalmente os pokémons que você e Yukiko estão treinando para a Arena Pokémon. Vocês sabem que eu adoro uma surpresa.
Os irmãos se entreolham, para depois, darem de ombros, consentindo, pois se recordaram que de fato, a mãe deles adorava surpresas e se prontificam a não revelarem sobre os seus pokémons, se limitando a falar para ela das aventuras que tiveram, sendo que todos eles ocultavam de seus entes queridos sobre terem enfrentado a Equipe Rocket, pois era uma espécie de pacto que eles fizeram entre eles, visando não preocupá-los.
Depois, Satoshi ligou para Serena, com ambos comentando sobre as aventuras e batalhas que tiveram com ele mostrando fotos dos seus pokémons, assim como, as gravações de batalha, com o jovem assistindo as batalhas de sua namorada, comentando sobre algumas estratégias que seriam interessantes, com ela concordando, para depois, comentar com animação:
- Eu vou gravar alguns vídeos para o PokéVision. Posso aproveitar alguns cenários dessa cidade. Eu me cadastrei no site.
- Fala daqueles vídeos que os treinadores gravam com os seus pokemons, seja fazendo tarefas cotidianas do dia-a-dia ou criando um roteiro para fazer uma pequena animação em vídeo, além de usarem para comentar sobre as características dos seus pokémons? – ele pergunta em tom de confirmação.
- Sim. Tem uma treinadora chamada Shauna que posta muitos vídeos. Além disso, a minha ídolo Ellen-san também postou muitos vídeos e os posta, regularmente. Essa jovem chamada Shauna tem bastantes visualizações. Vi na internet que ela quer ser uma Pokémon Performe e o seu primeiro pokémon foi um Bulbassaur que recebeu do Pokémon Hakase de Kalos, o doutor Platane (Sycamore), que estuda Mega Evolução e mudança nos pokémons.
- Um inicial Bulbassaur em Kalos? É bem inusitado. Normalmente, são os iniciais regionais.
- Sim. Vi no perfil da Shauna no cadastro do Pokevision, que quando ela e os seus amigos foram pegar os seus iniciais, ele não tinha recebido dos criadores os que eram originários de Kalos, mas tinha recebido os que eram de Kantou e ofereceu para eles, que aceitaram.
- Então, foi por causa disso que ela tem um inicial de Kantou e não de Kalos.
Satoshi e Serena conversam mais um pouco, para depois, se despedirem, sendo que o jovem estava preocupado pela sua amada estar viajando sozinha e sentia que somente iria relaxar, quando ela chegasse a Kantou.
Nesse interim, Cheren ligou para os seus pais e contou sobre as suas aventuras e pokémons que capturou, assim como dos treinos e de seus novos amigos, com os pais dele ficando surpresos por ele ser amigo dos filhos do famoso engenheiro de computação, programador e cientista Hayashi, além de ser amigo do neto do Pokémon Hakase de Kantou, o mundialmente famoso doutor Yukinari Ookido, que estuda as relações entre Pokémon e humanos.
Ele mandou fotos dos seus pokémons para os pais, para depois, trocarem mais palavras, antes de se despedir deles.
Enquanto isso, Shigeru contata o seu avô e conta sobre as aventuras e os pokémons que capturou, além de compartilhar dados dos Spearows filhotes e dados médicos de Sora, a Spearow de Yukiko, passando por celular todos os dados que coletou para análise, além de tirar outras dúvidas que tinha no tocante das pesquisas, seguindo a orientação de seu avô no modo de proceder para as pesquisas que ele estava em dúvida.
Após eles encerrarem as ligações, o grupo e os pokémons voltam a andar, com estes conversando animadamente entre si sobre as batalhas, com exceção do casal que estava trocando juras de amor.
Então, a albina se recorda de algo e comenta pensativa:
- Quando o oponente de Shigeru-kun comentou "Eu sempre terei a impressão que você usou de truques para vencer", a fala dele não lembra o daquele personagem embusteiro e desgraçado do anime que tinha chikyuujins, arcosianos, namekuseijins, mitsumeijins, saiyajins e outros alienígenas, sendo que tinha esferas douradas que quando juntas, invocavam um dragão?
Eles ficam pensativos e Shigeru comenta:
- Acho que era um humano com um cabelo estranho e barba, sendo um fanfarrão que usurpou a fama dos heróis, a usando para ficar arquibilionário.
- Eu acho que eu vi esse anime... Não lembro o nome, mas era um personagem bastardo e safado que usurpou a glória dos verdadeiros heróis, lucrando e muito com isso ao ponto de ter uma mega mansão e estátuas dele feitas de ouro maciço, sendo que eram muito grandes e que ficavam espalhadas pela propriedade gigantesca. – Cheren comenta pensativo.
- Acho que o nome do bastardo safado era Mister Satan ou algo assim. Eu o odiava. Ele roubou a fama e glória dos heróis, usando essa fama que usurpou para enriquecer, enquanto que muitos dos heróis não tinham dinheiro.
- Eu também o odeio, onii-chan e fiquei revoltada quando percebi que os seus atos não tiveram qualquer consequência, enquanto que todos continuavam acreditando que havia sido ele que derrotou aquele ser que absorvia androides para ficar mais poderoso. Sei que era um personagem fictício, mas como eu gostaria de fazê-lo pagar pelos seus crimes, após expor ele, mostrando a fraude que ele era. – Yukiko comenta.
- Com certeza, imouto. - Satoshi fala, com os outros concordando.
Então, ela conta da conversa que os pokémons tiveram com os pokémons do outro treinador e Shigeru comenta:
- Coitados... Eu espero que eles consigam se libertar.
- Eu também.
- Idem.
- Eu também espero. Se bem, que teremos outros coitados que irão ocupar o lugar deles. – Satoshi comenta pesarosamente.
Após ficar pensativa, a albina pergunta para a Pichu shiny em seu ombro:
- Já consegue resistir a influência da Luxury Ball, Hime-chan?
- Quase. Eu estou próxima de ganhar imunidade, Yukiko.
- Isso é muito bom – ela fala sorrindo, surpreendendo a Pichu shiny - Eu acho muito bom, vocês terem essa imunidade para nos precavermos se algo acontecer. – a albina comenta.
- A minha imouto está certa. – Satoshi fala consentindo.
- Verdade. – Shigeru consente.
- Eu apoio e concordo. – o jovem de Isshu (Unova) fala, consentindo.
Os pokémons fora das pokéballs e dentro delas não compreendem, sendo que Satoshi fala, olhando para os que estavam fora dos receptáculos:
- Há muitos criminosos no mundo e vocês podem ser roubados. Por isso, é essencial terem essa imunidade para que possam se livrar dessa influência. Odiaríamos vê-los subjugados a esses monstros. Por isso, acreditamos que essa imunidade é essencial e igualmente benéfica para vocês.
- O Satoshi está certo. – Shigeru comenta.
- Eu concordo. Por isso, quando pararmos, após os treinos, todos vocês vão seguir as orientações dela de como se libertarem da influência das pokéballs. Mesmo aqueles que possuem imunidade natural irão treinar. Reservaremos um período para vocês treinarem. – Cheren fala, sorrindo.
- Eu desenvolvi imunidade, também. – a Eevee comenta, animada.
Yukiko traduz o que ela disse e Cheren fala, sorrindo:
- Vocês vão seguir as orientações da Eevee, também.
Os pokémons ficam surpresos e consentem, enquanto ficavam emocionados pela preocupação dos seus treinadores, caso ocorresse algo com eles e isso somente os fazia adorá-los ainda mais, sendo que Hime estava surpresa pela reação de sua treinadora ao saber que estava ficando resistente a influência, sendo que estava pensativa sobre o que faria quando conseguisse total imunidade à Luxury Ball.
Afinal, quando foi capturada e nos dias que se seguiram a sua captura, ansiava pela liberdade da influência do objeto, para ser livre, conseguindo se afastar da albina.
Ela continuava desejando se libertar da influência, mas quanto ao desejo de se afastar, ela não tinha tanta certeza, pois no período, desde a sua captura até os dias atuais, aconteceram muitas coisas que fez ela rever muitos dos seus conceitos, passando a comparar a sua vida quando era selvagem e quando estava com a albina. Comparações estas que era sequer sonhara em fazer no dia em que foi capturada.
Agora, tais comparações eram inevitáveis e ao refletir profundamente sobre elas, havia chegado a uma conclusão indiscutível.
Ademais, a Pichu shiny havia descoberto que elas compartilhavam do mesmo sentido de diversão e confessava que apreciava as competições que elas faziam quando tinham "novos brinquedos", por assim dizer e ao se recordar disso, não pode deixar de sorrir de forma sádica, pois havia sido muito divertido.
Inclusive, elas estudavam entre elas métodos de tortura para aperfeiçoá-los, usando alguns livros que a Pichu shiny havia apreciado e que foram lidos pela albina, além dos filmes que exibiam vários métodos de tortura ao ponto de deixá-las fascinadas, levando-as a discutirem os métodos e formas de aperfeiçoá-los, além de buscarem, juntas, adaptações destes métodos.
Ela sai de seus pensamentos, quando ouve a Ponyta pergunta:
- Poderemos falar como se libertar para os outros?
Satoshi consente e fala:
- Claro. Muitos pokémons sofrem nas mãos de treinadores que os tratam como algo, como se não tivessem sentimentos. Eles acreditam que ao ofertar uma ração de boa qualidade, podem fazer o que desejarem, inclusive, impondo tratamentos e treinamentos desumanos, com muitos destes possuindo requintes de crueldade, enquanto procuram dar tais tratamentos, longe do olhar das pessoas para que não fossem denunciados por maus tratos e crueldade. São monstros que ousam usar a alcunha de humanos e mesmo os que não praticam atos desumanos, tratam os pokémons com descaso ou como se fossem algo, sem se importar com os seus sentimentos ou bem estar, como foi com esse treinador. A forma como ele se referia a vocês, como se fossem objetos, sem possuir qualquer consideração, os considerando apenas algo para um fim ou nas palavras dele, como escravos que deviam se sujeitar aos caprichos e vontades de seu mestre demonstrava que ele não se importava com os seus pokémons. Infelizmente, há muitos treinadores com essa linha de pensamento e visão. Portanto, procurem ajudar os pobres pokémons a se libertarem, falando com eles em sua linguagem, enquanto que o treinador deles está ocupado.
- Procurem fazer isso na primeira oportunidade que tiverem.
- Eu concordo com o Cheren. Aproveitem todas as oportunidades que tiverem. – o jovem Ookido fala, consentindo.
- Sim. Procurem ajudar o máximo de pokémons possíveis. Eu espero que esse método para que os pokémons se libertem da influência das pokéballs se espalhe por todo o mundo, fazendo com que os pokémons não precisem sofrer nas mãos desses treinadores bastardos.
Após a albina falar isso, Hime fica surpresa, novamente, fazendo o tipo Eletric questionar a si mesmo se deixaria de se surpreender com a sua treinadora, pois cada vez mais, se surpreendia com os pensamentos peculiares dela.
Então, após alguns minutos, Yukiko se lembra de algo e pega uma pokéball azul, que era personalizada, em uma mão e a Diveball na outra, falando:
- Arashi-kun e Mizumi-chan, eu escolho vocês.
Eles saem de seus respectivos receptáculos, olhando com curiosidade para a albina, que pergunta em tom de confirmação:
- Se lembram de quando vocês disseram que não podiam ter filhotes por serem de tipos diferentes?
- Sim. – O Jolteon fala, com a Vaporeon consentindo.
- Naquela época, acabamos não vendo a lista de Breeding, que é uma lista que consta a compatibilidade de pokémons que são divididos em Egg Groups, que seriam os grupos de ovos. Eu fiquei com aquilo que vocês disseram na cabeça e não queria aceitar que não poderiam ter filhotes. Então, resolvi pesquisar e descobri que vocês dois pertencem ao mesmo Egg Groups, denominado de Field. Logo, vocês podem ter filhotes! – ela exclama sorrindo – É incrível, né?
O casal está estupefato, sendo que a tipo Water se aproxima e pergunta emocionada, com os olhos rasos pelas lágrimas de felicidade, enquanto que o tipo Eletric sentia uma felicidade imensa, não conseguindo passar em palavras o quanto estava feliz com essa revelação:
- Nós podemos mesmo ter filhotes, Yukiko-chan?
- Sim. Vocês podem. Estão no mesmo Egg Groups. Portanto, são compatíveis.
O casal comemora com as vozes embargadas pela felicidade imensa que os tomava, com todos os outros ficando felizes por eles, sendo que a Eevee olha pelo canto dos olhos para Cheren, para depois, exibir um olhar triste, suspirado em seguida, pois se sentia muito unida a ele e de uma forma que era diferente dos outros pokémons.
Inclusive, somente ele fazia o seu coração bater rapidamente, além de ficar corada quando ele a observava, sendo que o jovem estava em seus sonhos. O cheiro dele era maravilhoso a seu ver e não se cansava de observá-lo, perdida em pensamentos.
Então, ela sente o seu coração se restringir ao se recordar da incompatibilidade entre eles, tanto de corpos, quanto no quesito espécies.
Afinal, ela era um pokémon e ele, um humano.
A Eevee sai dos seus pensamentos, quando o grupo volta a andar, sendo que ela estava no ombro de Cheren, exibindo as suas orelhas abaixadas, assim como o seu focinho e cauda felpuda, fazendo os outros pokémons se entreolharem, pois até alguns instantes, atrás, ela conversava animadamente e agora, exibia um olhar de tristeza profunda e que era palpável.
Por mais que eles perguntassem o motivo dela ter ficado triste, a tipo Normal se negava veementemente a responder as indagações deles até que suspira, decidindo que deveria se acostumar a esse pensamento e que nada poderia fazer para mudar isso.
Inclusive, a seu ver, ela deveria aceitar essa verdade imutável o quanto antes, para que não sofresse mais, embora não tivesse certeza se um dia deixaria de amar Cheren, de uma forma distinta dos demais pokémons que amavam os seus treinadores. Ela era plenamente ciente que o seu amor era demasiadamente diferente e muito mais profundo ao ponto das diferenças entre eles, fazer o seu coração ser comprimido, levando-a a uma tristeza imensa.
Após alguns minutos, ela suspira novamente e abana a cabeça para os lados em uma vã tentativa de dispersar esses pensamentos, decidindo que iria guardá-los dentro do seu coração, pois era o máximo que conseguiria, atualmente.
Então, após alguns minutos, ela recobra a sua animação inicial, surpreendendo os outros pokémons, que se entreolham, exibindo surpresa em suas faces pela mudança súbita do tipo Normal.
Ao passar a surpresa, eles voltam a conversar animadamente, pois sabiam que não adiantaria perguntar o motivo dela de ter ficado tão triste, pois a Eevee não havia respondido as indagações deles e isso evidenciava que era um assunto que o tipo Normal não desejava compartilhar com eles, que por sua vez, haviam decidido respeitar o desejo silencioso da amiga.
Há centenas de quilômetros dali, em Isshu (Unova), Isis estava seguindo o rastro do treinador misterioso, quando avista em uma clareira dois pokémons, sendo que um deles estava caído, exibindo ferimentos e dificuldade para respirar, enquanto que o outro exibia danos e parecia lutar contra a exaustão. Na frente deles, a beira de um lago, tinha outro pokémon que exibia uma postura agressiva. Era evidente o fato de que estavam sendo atacados pelo que estava a beira do lago.
A morena e os demais correm até eles, visando ajuda-los, com o Growlithe surpreendendo todos ao dar um salto enorme, parando na frente daquela que estava caída, enquanto rosnava com ira para o pokémon na frente dele, com um brilho decrescente surgindo nele, que teve o seu ataque reduzido em um estágio pela habilidade Intimidate do tipo Fire, com o oponente dele se sentindo mais fraco que o usual, sendo uma sensação desconcertante.
A morena se aproxima do maior, sendo que a Deino estava ao lado dela, com as pequenas Eevees em seu lombo e que olhavam com curiosidade pueril para os acontecimentos, enquanto que o Druddigon assumia uma posição defensiva para defender Isis, Deino, as filhas adotivas dele e os dois ovos.
Após uma breve análise, através da sua pokédex, ela os identificou como sendo um Jolteon e um Vulpix, além de identificar o pokémon que estava em cima de uma rocha na beira do lago, como sendo um Skrelp, com ela ficando surpresa ao ver que ele era originário de Kalos.
A raposa pokémon ignorava o instinto de atacar o defensor deles, pois ele havia percebido que o outro tipo Fire os estava protegendo ou melhor, protegendo a sua amiga Joelton, fazendo-o relaxar ao mesmo tempo que observava a humana tratando deles, sendo que não eram pokémons dela e isso o surpreendeu, juntamente com o fato dela não usar pokéballs para capturá-los e frente a esse fato, ele exibia estupefação em sua face.
Para o Vulpix, a ajuda do Growlithe havia sido providencial, pois ele havia sofrido alguns danos com os ataques tipo Water do Pokémon que os atacou, implacavelmente, apenas por eles terem tomado água do lago, pois o mesmo havia reivindicado aquela porção de água como sendo sua e que não permitiria a aproximação de nenhum pokémon, por mais sede que este sentisse.
Isis pegou um frasco de Antidote e começou a aplicar na Jolteon que estava envenenada, além de administrar um Super Potion nela e no Vulpix, fazendo ambos ficarem surpresos pela gentileza e bondade dela que não havia aproveitado o estado debilitado deles para capturá-los, sendo algo que os deixou embasbacados.
Então, a morena se vira para o Growlithe e pergunta em tom de confirmação:
- Quer enfrentá-lo, né?
Ao olhar na direção da voz, o Skrelp avista a humana e os seus pokémons, sendo que tal visão o fez se recordar do ato do seu ex-mestre há alguns meses, atrás, que o libertou naquele local por ele ser fraco. O tipo Water e Poison não se importou com isso e inclusive, havia comemorado a sua liberdade.
Ele sai de seus pensamentos a ouvir o tipo Fire consentindo, sem deixar de exibir fúria em seu semblante:
- Sim.
- Eu prometi que quando fosse lutar contra outro pokémon selvagem, você lutaria por si mesmo. Eu somente quero avisar que ele é tipo Water e Poison. Golpes tipo Fire têm o seu dano reduzido pela metade. Pode ser perigoso tocar nele ou deixa-lo tocar na sua pelagem.
O Growlithe consente, para depois, voltar a rosnar para o seu oponente, se preparando para atacá-lo, enquanto era tomado por uma fúria imensa ao ver o estado debilitado da Jolteon.
Quando o Skrelp viu o Pookémon doméstico, surgiu nele o instinto de atacá-lo, juntamente com o fato de se encontrar indignado pela intromissão do tipo Fire e frente a esta indignação, ele exclama:
- Como ousam ficar no meu caminho? Essa bastarda se aproximou do meu lago! Eu queria mata-la! Ou melhor, queria matar ambos!
O Growlithe rosna furiosamente quando ele chama a Jolteon de "bastarda", pois ele havia sentido o seu coração bater fortemente pelo tipo Eletric, enquanto era tomado por um forte instinto de proteção, sentindo uma fúria imensa tomá-lo pelo seu adversário ter tentado mata-la. Ou melhor, a sua presa e não adversário, pois era assim que via o oponente a sua frente, sendo que desejava estraçalhá-lo dentre os seus caninos afiados.
A Axew shiny traduz o que ele disse, fazendo Isis ficar estupefata, para depois, perguntar, incrédula:
- Você queria matá-los só porque eles quiseram beber água do lago para matar a sede? Só por esse motivo idiota ou se preferir, esdrúxulo?
Ele exibe estupefação em sua face ao perceber que ela compreendeu o que ele falou.
Então, ao ver a face dele, ela explica:
- Eu entendo o que os tipo Dragon falam. A Axew traduziu e por isso, eu sei do seu motivo, no mínimo, repulsivo. A água é necessária para todos.
- Que se danem os outros! A água é minha!
Então, quando Isis ouve mais um rosnado ensurdecedor do tipo Fire, que faz o tipo Water e Poison se recolher levemente, ela fica demasiadamente preocupada e como se sentisse os sentimentos do tipo Fire perante o Skrelp, a morena fala:
- Lembre-se de que não pode matá-lo. Se tentar matá-lo, terei que chama-lo para a pokéball. Afinal, pokémons domésticos não podem matar outros pokémons ou animais.
Ele se recorda dessa parte do acordo entre eles e consente, amargamente, falando em sua língua:
- Eu prometo que não irei atacá-lo ao ponto de arriscar a vida desse bastardo.
Deino traduz o que ele fala, deixando Isis aliviada, pois ela sabia que o Growlithe era honrado e se havia prometido não arriscar a vida do Skrelp, o tipo Fire iria cumprir essa promessa.
Então, se recuperando do leve temor que sentiu perante o rosnado ensurdecedor, enquanto permitia que fosse tomado pelo instinto de atacar um pokémon doméstico, ele avança no tipo Fire.
