Notas da Autora

Serena publica o seu vídeo no Pokevision e o compartilha com...

Depois, ela decide...

Em Sinnoh, Hikari (Dawn) descobre que...

Capítulo 132 - O Pachirisu hiperativo e encrequeiro

Na região de Kalos, após Serena publicar o vídeo que fez, junto da Fennekin, para o Pokevision, elas se dirigem até a loja para devolverem as roupas, pois Serena havia solicitado o empréstimo por algumas horas.

Depois que ambas saem da loja de aluguel de roupas, a jovem liga para o seu amado Satoshi, com ambos conversando animadamente, para em seguida, ela enviar o link da sua conta onde tinha postado o vídeo.

O link é compartilhado com todos os outros que assistem inclusive Satoshi, deixando a conversa com ela em espera, conforme assistia a gravação, para depois, elogiar o vídeo, falando:

- A gravação ficou ótima. O vídeo está maravilhoso.

- Você acha que ficou bem natural? Eu confesso que estava nervosa por ser o meu primeiro Pokevision. A Fennekin estava um pouco ansiosa.

- Sim. Ficou bem natural. Vocês demonstraram o forte laço de amizade que possuem.

Ela fica feliz, sendo que os outros também a elogiam e após conversarem mais alguns minutos, com Serena se encontrando corada durante toda a ligação, eles se despedem.

A jovem envia o vídeo para os seus pais e irmão que a elogiam, sendo que Serena se sentia mal por ter ocultado da sua mãe que não desejava ser uma corredora de Rhyhorn como ela, pois tinha o seu próprio sonho que consistia em ser uma Pokémon Performer, visando ser a próxima Kalos Queen.

Ela ansiava pelo dia que teria coragem de comunicar a sua mãe que iria perseguir o seu próprio sonho e não, o sonho da sua genitora.

Após se despedir dos seus pais e irmão que estavam em casa, ela desliga o celular e com a Fennekin em seu colo,

Em Sinooh, Hikari estava em uma clareira, sendo que havia treinado para um Contest informal que seria realizado em uma pequena aldeia próximo dali, com ela decidindo que seria bom começar em um Contest pequeno para que ganhasse confiança e experiência, antes de arriscar em um dos Contests realizados nas cidades. Um Contest informal em uma pequena aldeia seria uma estreia ideal para ela, que era uma novata, pois era um Contest para a Classe Novata, compreendendo a faixa do nível treze até o nível vinte e três.

Ademais, ela descobriu que em vez de ser o prêmio usual, que consistia de um estoque de frutas para o ano inteiro, seria dado um ovo e uma incubadora para o vencedor. O motivo de não ter uma Ribbon é porque não era um Contest oficial.

Naquela linha do tempo, havia tido essa alteração, pois um senhor que deveria ter morrido no naufrágio de dez anos, atrás, sobreviveu graças ao auxílio dos Lapras e se tornou líder dessa vila, sendo que era um entusiasta dos Contests, além de desejar que tivessem mais participantes que o usual. Por isso, havia providenciado o ovo e a incubadora, fazendo questão de anunciar que o pokémon que nasceria do ovo era consideravelmente raro, sem revelar qual era, sendo que todos os envolvidos perceberam o efeito imediato dessa declaração.

Afinal, eles tiveram mais inscritos que o usual e esperavam usar o número de inscritos para tornar o Contest da vila em um Contest oficial, sendo este um dos seus sonhos.

A bicicleta de Hikari se encontrava encostada próxima da vila e os pokémons comiam a ração, enquanto ela olhava pensativa para o Pachirisu que comia vorazmente a comida em seu pote, se recordando do modo como ele agiu ao tirá-lo da pokéball, após capturá-lo.

Ela descobriu, após trata-lo, quando desejou começar o treinamento dele para o Contest, que o mesmo era incontrolável em virtude de sua personalidade muito hiperativa e encrenqueira, descobrindo amargamente que ele apreciava eletrificar, propositalmente, os seus cabelos e por causa dessa eletricidade, eles ficavam espetados, fazendo o tipo Eletric se divertir com a situação, pois, o Pachirisu estava revoltado com a sua captura e por isso, havia decidido fazer a desforra em sua treinadora, enquanto se divertia no processo.

O problema dos seus cabelos ficarem espetados por causa da eletricidade é que ao vê-los dessa forma, ela revivia um momento de sua infância que a fazia sentir uma tristeza imensa e incontrolável por alguns minutos.

Quando Buneary e Piplup viram a sua amada treinadora triste, ficaram revoltados pelo comportamento do tipo Eletric que não se importava com as consequências de pregar peças, pois o seu foco era se divertir, enquanto que não parava quieto em um local, a não ser para cochilar ou comer.

Ignorando o receio inicial que sentia, o tipo Water tenta ataca-lo, usando Hydro Pump por si mesmo, com o seu oponente se esquivando em virtude do fato do Piplup ser mais lento que o tipo Eletric, para em seguida, eletrocutá-lo sumariamente com o ataque Spark ao concentrar eletricidade em suas bochechas, se divertindo ao ver o tipo Water ficar debilitado pelo ataque super efetivo, sendo que havia ficado tão entretido se divertindo, que se esqueceu do tipo Normal que conseguiu se aproximar dele, o golpeando violentamente com o Ice Punch, após concentrar poder tipo Ice, pois não aceitava o tratamento dele para com a treinadora deles.

O Pachirisu é atirado a alguns metros do local em virtude da potência do golpe e ao se recuperar, fica de pé, concentrando eletricidade em suas bochechas, até que é chamado para a pokéball por Hikari, após esta se recuperar.

Após confiná-lo, ela vai até o tipo Water, o tratando com um Super Potion, com o mesmo recobrando a consciência em seus braços, com ela perguntando, preocupada:

- Você está bem, Piplup? - ele consente e ela se vira para o tipo Normal, exibindo preocupação em seu semblante – Você está bem, Buneary?

Ela consente, fazendo Hikari suspirar aliviada, para depois, olhar para a pokéball do Pachirisu, confessando que estava surpresa ao descobrir a veracidade do ditado "A aparência engana".

Afinal, achava que ele era fofo e pacato, pois nas duas vezes que o viu, ele estava descansando, enrolado em sua cauda, para depois, descobrir que era hiperativo e encrenqueiro, embora tenha demonstrado certa raiva ao eletrocutá-la e depois, uma satisfação anormal pelo resultado, evidenciado a sua revolta por ter sido capturado.

Nesse momento, ela se recorda da época que a Buneary havia ficado revoltada com a sua captura e que demorou alguns dias para mudar a sua atitude e olhar, conforme a conhecia, passando a aceitar gradativamente a captura, sendo que a jovem não condenava os pokémons que se revoltavam, pois, seria algo natural, a seu ver.

Portanto, decidindo tomar os acontecimentos com o tipo Normal como experiência com pokémons recém-capturados, ele resolveu levar com parcimônia a interação com o tipo Eletric, para que o Pachirisu assimilasse a captura e passasse a aceitá-la.

Durante esse período de aceitação gradual, ela era plenamente ciente que precisava evitar incidentes entre ele e os outros, como o que havia acontecido há alguns minutos, atrás, com ela ficando preocupada nesse aspecto, pois Piplup e Buneary não aceitavam o que ela fazia com ela e que era agravado pelo fato dela ficar sem reação por mais ou menos um minuto, quando as memórias tristes de sua infância retornavam no tocante a um evento que ocorreu quando ela era menor e infelizmente, a jovem não conseguia impedir a mente de viajar ao passado nesses momentos.

A jovem também se recorda de que nos dias seguintes, ela havia tentando fazê-lo ouvi-la e em todas as ocasiões, ele não a ouvia, recusando-se a treinar e se ela insistisse em seu intento, o tipo Eletric a eletrocutava, desfazendo assim o aborrecimento que ele sentia por sua captura, sendo que o seu ato fazia Piplup intervir por se encontrar possesso pelo ataque que a sua treinadora e amiga sofreu, apenas para ser eletrocutado, embora conseguisse, algumas vezes, acertá-lo com o seu Hydro Pump, quando o tipo Eletric se descuidava, enquanto que o mesmo era golpeado nas costas por uma Buneary tão irada, quanto o tipo Water.

Após tratar do seu inicial que havia ficado inconsciente pelo ataque super efetivo, ela tratava de Pachirisu, para depois, recolher ele na pokéball, enquanto suspirava, pois o esquilo elétrico não a ouvia por mais que ela tenha tentado fazê-lo ouvi-la, sendo que ela sempre procurar cuidar bem dele e era retribuída com um ataque elétrico, quando tentava insistir que ele treinasse, isso quando o tipo Eletric não a ignorava em várias ocasiões.

Hikari havia lido no livro que se chegava ao ponto do pokémon atacar e ignorar o seu treinador, seria preferível libertá-lo e tentar capturar outro.

Afinal, um pokémon que detestava o seu treinador e que não era influenciado pela pokéball, o atacando, segundo o livro, nunca obedeceria e que o melhor era libertar e seguir adiante, pois haveria outros dessa mesma espécie.

Conforme ela analisava naquela tarde o que o livro dizia, após chamá-lo para a pokéball, tratando dos ferimentos de todos, após mais um incidente, ela havia tomado a sua decisão, concordando com o autor no fato de que o melhor para todos e não somente para ela, era buscar outro Pachirisu. Ela ainda achava esse pokémon fofo e desejava um em sua equipe. Inclusive, havia imaginado algumas performances.

Porém, percebeu que treinar o Pachirisu que ela capturou seria impossível, ficando surpresa pelo livro revelar que havia pokémons que não sofriam influência da pokéball, podendo abandonar treinadores, recusar ordens e até lançar algum ataque como desforra, caso ficasse irritado. Esses casos, segundo o livro, só trariam dor de cabeça e problema aos treinadores, recomendando a libertação do mesmo e busca de outros do mesmo tipo.

Inclusive, seria o melhor para o Pokémon, também, pois esses apreciavam a liberdade. Como treinadora, segundo o livro, ela sempre devia pensar no que era o melhor para o Pokémon e não o melhor para ela. Nesse caso, o melhor para o Pachirisu era devolvê-lo a natureza.

Uma parte dela ainda se encontra relutante com a expectativa de ter que libertá-lo, pois havia se encantado por aquele Pachirisu em especial e essa parte ínfima a levou a buscar na internet alguma alternativa sem ser a do livro, desejando encontrar algum treinador que tivesse tido o mesmo problema e que encontrou uma forma de gerenciá-lo. Mesmo sendo uma parte ínfima dela, a estimulava a desejar ardentemente encontrar outra solução.

Porém, por mais que tenha buscado, não encontrou a solução que desejava.

Inclusive, descobriu que alguns treinadores decidiram trocar o pokémon classificado como problemático por eles, passando o problema para outro treinador ou simplesmente, fizeram como o livro orientou. Eles libertaram esses pokémons problemáticos para buscarem outros da mesma espécie.

Sentindo-se derrotada, ela suspirou e aceitou a solução do livro, descobrindo que não havia mais nada que pudesse fazer e que a situação era insustentável.

Afinal, Piplup e Buneary se feriam quando atacavam o Pachirisu, que por sua vez, acabava ferido, com todos sofrendo danos, sendo que o tipo Normal conseguia acertá-lo na maioria das vezes e por isso, raramente era atingida ao contrário do tipo Water. Ou seja, todos acabavam sofrendo danos nesses embates, enquanto que ela não podia condenar os atos de Piplup e Buneary, pois o tipo Eletric os provocava indiretamente ao atacá-la com eletricidade para deixar os seus cabelos espetados por causa da estática.

Em virtude dessa situação demasiadamente insólita para a jovem, ela se recorda de que um treinador Pokémon devia pensar no bem estar físico e emocional dos pokémons e que naquela situação inusitada e insustentável, libertá-lo, devolvendo-o para a natureza era a melhor opção para todos, inclusive para o tipo Eletric, que não iria se ferir mais, enquanto se conformava com o fato de que podia capturar outro Pachirisu, com a resolução do livro ressoando em sua mente e coração, fazendo-a assimilar a decisão inevitável e que não podia mais ser postergada.

Portanto, ela consulta as regras Pokémon sobre libertação de pokémons e descobre que até cinco dias depois da captura, eles podiam ser libertados diretamente na natureza, não precisando ser entregues para um policial para que fossem enviados a um Hakase Pokémon, visando posterior libertação na natureza, desde que estivessem plenamente saudáveis e sem qualquer dano, além do fato de que precisavam ser libertados em um raio de até seis quilômetros do local de origem da captura e em locais que possuíam as mesmas condições do local em que foram capturados. Depois desse prazo, por estarem acostumados a domesticação, eles precisavam passar um processo gradual de adaptação a vida selvagem, novamente, sendo este um dos trabalhos dos Hakase Pokémon.

Ela consulta a sua Pokédex e usando o sistema de cálculo embutido no aparelho, juntamente com o sistema de localização similar ao GPS, ela percebe que está dentro do raio de cinco quilômetros e que o local também era uma floresta, sendo que estava dentro do prazo de cinco dias. Logo, podia libertá-lo.

Então, após comer, o tipo Eletric se afastou, se embrenhando na mata, hiperativo como era com ela não fazendo nenhuma menção de impedi-lo, pois se tentasse se aproximar dele, acabaria com os cabelos espetados pela eletricidade e não desejava se recordar, novamente, do acontecimento de sua infância que a entristecia, deixando-a paralisada em seguida, como sempre acontecia nesses momentos e quando avistava um Minun e um Plusle, dois dos pokémons que haviam provocado essa espécie de trauma nela e que era ativado a simples visão deles ou quando o seu cabelo ficava espetado.

Inclusive, ela fazia questão de passar bem longe desses pokémons e evitava qualquer contato com eles a todo custo por mais que tivesse compreendido que ela havia sido culpada pelo que se sucedeu, pois os havia abraçado fortemente quando era criança, os forçando a ficarem em seus braços em vez de cumprir com as suas obrigações que era, apenas, tratar deles. Eles se debateram e mesmo assim, ela não os soltou, para depois, comprimi-los em seus braços, acabando por fazê-los liberarem uma descarga elétrica em seu desespero para ficarem livres.

Inclusive, ela sabia que se tivesse cumprido com as suas obrigações, esse incidente nunca teria acontecido. Mesmo sendo plenamente ciente desse fato incontestável, não culpando os pokémons pelo que se sucedeu, pois eles tentaram sair de seus braços, antes de usarem a eletricidade por se encontrarem desesperados, ela não conseguia conter esse temor intenso que sentia em relação a eles.

Claro que a seu ver, o responsável pelo local tinha a sua parcela de culpa no incidente por não fiscalizar os atos das crianças, pois se tivesse fiscalizado ou deixado outro responsável no local, ele a teria feito soltar o Minun e o Pusle, antes que eles libertassem a sua eletricidade nela, fazendo com que Hikari nunca fosse eletrocutada por eles, além de dar um sermão nela sobre os seus atos e por não estar cumprido com as suas obrigações.

Piplup e Buneary estavam próximos dela e haviam terminado de comer a ração pokémon, sendo que haviam percebido que a querida treinadora deles estava em um estado reflexivo desde aquela manhã, quando tentou falar com o Pachirisu e foi eletrocutada por ele que se divertia ao vê-la com os cabelos esperados, fazendo com que o tipo Water e o tipo Normal ficassem irados, acabando por avançarem nele, conseguindo nocauteá-lo, embora ele conseguisse acertar, ás vezes, o ataque Spark no Piplup, enquanto que sofria danos ao ser atingido e que o embate era encerrado somente quando Hikari se recuperava e o chamava para a pokéball.

Tal como a sua amada treinadora, Piplup e Buneary também se encontravam pensativos sobre as atitudes do hiperativo e encrenqueiro Pachirisu, sendo que o mesmo demonstrava, ainda, irritação por ter sido capturado, pois a liberação da eletricidade e o fato de não ouvir Hikari, não era somente pela hiperatividade demasiada dele e desejo de aprontar. Havia um toque de revolta em seus atos, demonstrando que não havia aceitado a sua condição atual, além do fato dele não sentir tanta influência da Pokéball.

Claro, ele não tinha imunidade a ela, pois, não conseguia impedir que fosse confinado novamente no objeto quando era chamado, mas não era totalmente submisso a pokéball, que não conseguia deter tanta influência sobre ele, pelo fato dele não ouvi-la e também, pelo ato de conseguir liberar a descarga nela, facilmente.

O tipo Water confessava que se revoltava com o tratamento que ele dava a Hikari, pois, atacar aquela que o tratava bem e que se importava com o tipo Eletric, procurando curá-lo dos danos do Hydro Pump ou do Ice Punch de Buneary era inaceitável. O tipo Water não aceitava e desejava que a sua treinadora visse que seria impossível ficar com o tipo Eletric.

Afinal, não queria que Hikari sofresse ainda mais pelo fato dele fazer os seus cabelos ficarem espetados, pois havia notado que algo a afligia profundamente naqueles momentos, o fazendo ficar irado.

Quanto a Buneary, ela se levanta e afaga o braço de Hikari para tentar confortá-la, sendo que havia passado a gostar dela e inclusive, ficava feliz pela roupa que a sua querida treinadora havia feito para ela usar, após ter demonstrado entusiasmo ao ver outro pokémon com roupa e tal como o Piplup, o tipo Normal sentia raiva pela tristeza que o Pachirisu proporcionava a treinadora dela, sendo que naquele momento, queria surrar e muito o tipo Eletric.

O fato de ter se revoltado com a captura era compreensível, ao ver dela, pois, ela também havia ficado revoltada e não era hipócrita para condená-lo.

Porém, eletrocutar Hikari, enquanto se divertia com esse ato, nunca seria aceitável, ainda mais pelo fato de ser evidente que a treinadora dela tinha uma recordação muito ruim, pois nesses momentos, ela demonstrava dor em seus olhos, além de ficar sem reação por alguns minutos. A Buneary confessava que tinha vontade de descobrir mais sobre o passado de sua treinadora e o motivo do choque fazê-la sofrer daquela forma, sendo algo que não passou despercebido pelo tipo Water, também.

Claro, ambos os pokémons sabiam que o choque era doloroso, mas eles haviam notado que não era tanto um olhar de dor e sim, de uma tristeza profunda. Inclusive, por mais que Hikari não quisesse demonstrar era visível essa dor. Buneary e Piplup acreditavam que era uma recordação muito triste e que Pachirisu a invocava toda a vez que a eletrocutava.

Pipilup e Buneary saem de seus pensamentos ao ouvirem a voz de sua treinadora.

- Pipilup e Buneary, eu vou libertar o Pachirisu. Vou devolvê-lo a natureza, pois é o melhor para ele. Ele não quer a pokéball e não deseja ser treinado. Se ele deseja a vida selvagem, eu não posso ser egoísta em mantê-lo a força. Como treinadora, eu devo pensar no bem estar físico e emocional dos pokémons. A situação em que estamos é insustentável e mantê-la, somente irá gerar dor e sofrimento para todos os envolvidos. Seria egoísmo mantê-lo a força. Se ele deseja a sua liberdade, irei conceder esse desejo. Será o melhor para todos.

Pipulup consente e sorri, assim como a Buneary, com eles ficando satisfeitos pela decisão dela, embora soubessem que seria doloroso para a treinadora deles, pois haviam notado a tristeza nos olhos dela quando ela se agachou para afagar ambos.

Enquanto os afaga, visando algum conforto pela decisão dolorosa que havia tomado, ela se recorda de ter visto há alguns dias, atrás, um Pokémon conversando com o seu treinador e que parecia ser bem divertido, ainda mais pela visão que os pokémons possuíam do mundo. Era uma conversa bem interessante e ao questioná-lo, ele falou das aulas ministradas por um Meowth falante chamado Hakai e que elas eram disponibilizadas na internet, embora tivesse a versão física gravada em um tablet.

Ela olha para Piplup e Buneary, enquanto começava a imaginar as conversas que teria com eles e que seria interessante conhecer a visão deles do mundo, algo que somente seria possível se eles dominassem a linguagem humana.

Então, ela pergunta:

- O que vocês acham de aprenderem a linguagem humana?

Ambos os pokémons ficam surpresos, para depois, se entreolharem, sendo que Hikari fala:

- Há aulas para pokémons e que são ministradas por um Meowth falante chamado Hakai. O que acham? Seria legal se pudéssemos conversar.

Eles ficam pensativos e depois, ambos consentem animados, com a jovem falando, enquanto sorria:

- Então, está combinado! Na próxima cidade, vou comprar o tablet que tem as vídeo-aulas instaladas e vocês vão estudar, sempre que pararmos.

Então, ela pega a sua pokédex, encontrando o registro do Pachirisu e o liberta da pokéball ao digitar alguns comandos.

Após libertá-lo, ela se aproxima da direção que ele tomou e exclama:

- Eu o libertei, Pachirisu. Você voltou a ser selvagem. – ela se vira para sair do local, sendo que olha na direção que ele tomou e murmura, com lágrimas nos olhos – Adeus, Pachirisu.

Próximo dali, o mesmo havia achado algumas frutas e as estava comendo, quando sente o fim da influência do objeto redondo sobre ele, para em seguida, ouvir a voz da humana, compreendendo o que ocorreu.

Ele fica animado por ter a sua liberdade de volta e passa a comer a fruta com mais vontade, para depois, pegar a parte da semente que não comeu, a atirando para trás, fazendo-a cair na cabeça de um Aipom que cochilava atrás do arbusto, próximo de onde se encontrava o tipo Eletric, enquanto que o Pachirisu voltava a comer outra fruta, sendo que tinha frutinhas próximas de onde ele se encontrava.

O tipo Normal desperta e ao ver o que atingiu ele, passa a olhar em volta, perguntando indignado, enquanto massageava o local em que foi atingido:

- Quem fez isso?

O Pachirisu ouve a voz e vai até a origem da mesma, vendo um Aipom revoltado que olhava de um lado para o outro, procurando o culpado.

Sorrindo de forma marota, ele enche a boca de frutinhas, com as bochechas ficando volumosas, pegando o outro pedaço de fruta mastigado, para depois, se aproximar cautelosamente do seu alvo e passa a esperar, pacientemente, que ele se vire.

Quando o Aipom vira na direção dele, identifica o tipo Eletric como sendo aquele que havia jogado o resto de fruta nele, o despertando de seu cochilo, pois, o Pachirisu jogou mais um pedaço de fruta, parcialmente comido nele, acabando por acertar a testa do pokémon, o fazendo cambalear para trás.

Após se recuperar, massageando o local atingindo, uma veia salta na testa do tipo Normal que exclama, demonstrando revolta em sua voz e semblante:

- Dá para comer sem jogar os restos nos outros, seu folgado?

Então, antes que pudesse perceber o que acontecia, o Pachirisu libera as frutinhas em forma de rajada contra o macaco pokémon, que ao ser atingido pelo ataque inesperado, cambaleia para trás e enquanto se refazia, retirando os restos de fruta do seu rosto, o tipo Eletric gargalhava, se divertindo com a cena.

Então, após retirar todas as frutinhas do seu rosto, o Aipom, revoltado pela conduta do esquilo elétrico, exclama indignado:

- Por que está fazendo isso, seu desgraçado?!

Dentre risadas, o tipo Eletric fala:

- Por que é divertido! Você precisava ver a sua cara quando o acertei com as frutinhas. – nisso, volta a rir.

- Seu... – ele fuzila o tipo Eletric com os olhos ao estreitá-los.

Então, o Pachirisu se vira de costas e dá batidinhas na bunda, enquanto exclamava:

- Você não me pega, otário!

O tipo Normal é tomado por uma fúria imensa, frente as provocações do tipo Eletric.

Então, antes que avançasse no Pachirisu que estava concentrado eletricidade em suas bochechas para usar o Spark, o Aipom cessa o seu ato ao ouvir um som de folhagens, sendo que o tipo Eletric para de concentrar eletricidade e olha na direção dos sons, assim como o tipo Normal.