Notas da Autora

Após receber alta, Hikari...

Pachirisu descobre que...

Aipom fica surpreso, quando descobre...

Capítulo 134 - A promessa de Hikari

Algumas horas depois, a jovem recebeu alta do hospital, após eles usaram o movimento Aromatherapy para o alívio da dor que ela sentia, enquanto a fazia relaxar, com os médicos usando em seguida o Heal Pulse de um Cherrim para curar o braço de Hikari, uma vez que os pokémons que trabalhavam com os médicos de humanos, assim como, com os médicos de pokémons, eram treinados para essa função, possuindo o moveset ideal para todas as situações em que fosse necessária a ação deles.

Usar os pokémons em tratamentos médicos garantia uma cura mais rápida, melhorava o estado físico e emocional dos pacientes e reduzia a necessidade de internação e consequentemente, diminuía o risco de infecções hospitalares, além de reduzir, consideravelmente, o uso de medicamentos que podiam sobrecarregar os órgãos, tal como o fígado e os rins. Era preferível usar determinados movimentos dos pokémons para tratar um paciente do que impor um tratamento medicamentoso ou invasivo, como uma cirurgia.

Hikari havia tirado Piplup, Buneary e Pachirisu das pokeballs sobre anuência da médica, pois, havia visto a intensa preocupação deles com o seu braço e acreditava que eles não iriam relaxar, enquanto não vissem que ela estava bem e de fato, tal hipótese se mostrou verdadeira. Por isso, ela havia feito a promessa e ficou aliviada de poder cumpri-la.

Ela agradece a médica e a pokémon, saindo em seguida do hospital, sendo que a sua bicicleta se encontrava na pokéball reservada para guardar objetos, se dirigindo em seguida ao Centro Pokémon, pois havia deixado a pokéball do Aipom para que ele fosse tratado, além de ter deixado os dois ovos para passarem por um checkup, sendo que a médica perguntou se ela queria saber de que espécie de pokémon era aqueles ovos e Hikari disse que não queria saber, pois adoraria se surpreender.

Antes que pudesse passar no hospital, ela precisou comprar duas incubadoras para condicionar os ovos às pokéballs ao coloca-las no local destinado para as mesmas, visando que os ovos ficassem unidos a uma pokéball. Quando os pokémons nascessem, poderiam ser chamados de imediato para a pokéball, evitando que se ferissem, além de impedir que houvesse alguma troca de ovos, uma vez que havia outros ovos no Centro Pokémon e que foram trazidos por outros treinadores para passarem por um checkup.

Ela agradece a Blissey que lhe entregou a pokéball e os ovos nas incubadoras, sendo que as pokéballs de ambos os ovos se encontravam guardadas com Hikari, que havia comprado uma espécie de carrinho para levar as incubadoras.

Então, após ajeitar as incubadoras no carrinho, as tampando em seguida, ela se dirige, junto dos seus outros pokémons que estavam fora das pokéballs, até uma área com mesas dentro do Centro Pokémon e libera o tipo Normal da pokéball, sendo visível o fato dele estar de mau humor, enquanto suspirava, se lembrando das palavras do seu Líder e da resolução que havia tomado, percebendo que teria que aceitar a sua situação atual.

Claro que isso não implicava em ficar feliz por ter sido capturado e sim, o contrário. Mas, não seria hipócrita em jogar a culpa nos outros. Ele era plenamente ciente de que era o único culpado por se encontrar sobre a influência de um objeto e acabar como escravo de um humano.

Buneary se aproxima e começa a falar:

- A culpa foi sua por...

Ele a corta, falando secamente:

- Eu sei disso. Sou plenamente ciente da minha culpa. O meu Líder me lembrou das possíveis consequências do meu ato e não sou hipócrita em culpar os outros. Se eu não tivesse perseguido esse desgraçado, não teria sido capturado.

O tipo Normal e o tipo Water ficam surpresos pela confissão de culpa dele e Piplup comenta:

- Então, é melhor desfazer essa face de aborrecimento.

O Aipom olha longamente para ele e comenta:

- Aceitar a minha culpa, não implica em aceitar a captura ou ficar feliz por ela. São duas coisas completamente distintas.

Pachirisu se aproxima do Aipom que o fuzila com os olhos, sendo que o tipo Eletric era ciente que havia aprontado demasiadamente e que Hikari havia se ferido por culpa dele.

Ademais, ele queria iniciar uma nova página em sua vida.

Claro, ele continuaria hiperativo e adorava se divertir, mas iria procurar ouvir a sua treinadora, além de assumir as consequências dos seus atos. Os seus atos para com o Aipom haviam sido vergonhosos e agora, ele sentia o peso deles.

Ao ficar na frente dele, se curva e fala:

- Eu peço perdão pelo que eu fiz.

- Eu sabia que você era culpado pelo ataque em massa! – Piplup exclama indignado, apontando a nadadeira em riste para o tipo Eletric.

- Eu não estou surpresa, considerando o comportamento dele. – a Buneary comenta, cruzando os braços em frente ao tórax.

O tipo Normal fica surpreso e fala, sendo que havia percebido a sinceridade no pedido de perdão do tipo Eletric:

- Se você tivesse feito isso, lá atrás, o meu bando não iria persegui-lo, pois é visível a sinceridade em suas palavras. Mas, agora, eu já fui capturado. É meio tarde para isso, não acha?

O tipo Eletric fica cabisbaixo e pensativo sobre as palavras contundentes do Aipom, pois representavam a mais pura verdade e o fato de saber que Hikari não teria sofrido qualquer dor se ele tivesse pedido perdão de forma sincera o incomodava demasiadamente, pois notou que o tipo Normal falava a verdade. Tudo aquilo poderia ter sido evitado com um pedido de desculpas, ou melhor, se ele não tivesse provocado um Aipom, julgando erroneamente que ele estava sozinho, aquele incidente nunca teria ocorrido e o mesmo não teria sido capturado.

Então, o pokémon macaco comenta, após revirar os olhos:

- Não espere perdão imediato. Quem sabe, com o tempo... Afinal, temos o mesmo mestre.

Piplup se aproxima e fala:

- Ela pediu para que nós a chamássemos pelo nome dela, Hikari. Ela disse que somos a sua família. Somos uma equipe que trabalha junto para que ela possa se tornar um Top Pokémon Coordinator ou algo assim.

O Aipom fica surpreso e olha para a humana que olhava de forma curiosa para eles, pois ela confessava que adoraria saber o que eles estavam falando, sendo que havia ficado em silêncio ao ver que conversavam intensamente.

Ao notar que eles pararam de conversar, ela afaga o tipo Normal que fica surpreso ao ver que a sua mestra não mostrava um olhar de raiva para ele, após ter ferido ela, embora o seu golpe não fosse contra a humana e sim, contra o Pachirisu.

- Bem-vindo a minha família, Aipom. Nós somos uma equipe, agora. Pode me chamar pelo meu nome. Eu quero ser uma Top Pokémon Coordinator.

O pokémon se refaz da surpresa e mostra um semblante curioso, com ela indicando a tevê que estava na sala e que exibia o resumo de uma apresentação de Contest realizada há algumas horas, atrás, em uma cidade vizinha, sendo que naquele momento, mostrava a fase de apresentação e ao olhar para a apresentação, o Aipom sentiu um grande interesse, pois ele adorava se exibir, fazendo, inclusive, algumas acrobacias.

- Isso é um Contest. Há duas fases. A primeira fase é da apresentação e a outra, é de batalhas. Mas mesmo nas batalhas, precisamos mostrar golpes bonitos e que fornecem danos aos nossos oponentes.

O Aipom fica demasiadamente entusiasmado, enquanto esquecia a sua situação atual e começa a fazer algumas acrobacias, usando as mesas no lugar de galhos, deixando Hikari e os outros demasiadamente surpresos, pois ele exibia diversão em seu semblante, enquanto se apresentava, com a jovem notando que ele estava querendo imitar a apresentação da tevê.

Ela exibe um grande sorriso e fala, quando ele volta ao local em que estava anteriormente ao encerrar a sua apresentação, com o tipo Normal ficando maravilhado ao ver que era aplaudido e não censurado, como era no seu bando, quando ele começava a se exibir:

- Isso foi incrível! Você adora se apresentar, né?

Ele consente com animação e ela comenta:

- Você fez movimentos maravilhosos e bem ritmados.

Naquele instante, o tipo Normal percebeu que a sua situação não era tão ruim quanto ele pensou, inicialmente, sendo que havia adorado ouvir palmas em vez de repreensão, como era no seu bando.

Afinal, compreendeu que iria se apresentar para uma multidão e que não ouviria reclamação de suas apresentações como era no seu bando, pois todos precisavam trabalhar e não havia espaço para exibicionismo, sendo que ele ficava satisfeito em poder se exibir e ao pensar no fato de que poderia ter sido capturado por outro humano que poderia não desejar se apresentar, ele sente o sangue gelar.

Inclusive, analisando por esse ângulo, ele concordava que havia tido muita sorte de ter sido capturado por aquela humana que iria alvejar o que ele apreciava. Ou seja, se exibir.

- Nessa cidade, não tem um Batlle Club e não acho que conseguiria fazer você alcançar o nível mínimo para entrar no Contest em tão pouco tempo. O nível mínimo é catorze para a Classe Iniciante. Você e Pachirisu não tem esse nível. Ademais, não teremos tempo hábil para coreografamos uma apresentação e para criarmos um golpe novo através da fusão de golpes. Portanto, dessa vez, somente Buneary e Piplup vão poder participar. Eles estão um pouco acima do nível mínimo e já possuem uma coreografia ensaiada, além de um golpe novo através da fusão de dois movimentos. Amanhã, iremos apenas treinar, novamente, para a estreia no dia seguinte. Lamento Aipom.

O tipo Normal fica triste ao saber que não poderia se apresentar, sendo que os outros dão batidinhas confortadoras nas costas dele, inclusive o Pachirisu, com o Aipom dedicando um olhar neutro para o esquilo elétrico que ficou aliviado por não ver um olhar de raiva nos olhos do tipo Normal para ele.

- Eu prometo que vou treinar e batalhar com você, para que possa adquirir o nível necessário para participar do próximo Contest! Você e Pachirisu vão estrear no próximo. É uma promessa.

Aipom olha para a sua treinadora e percebe a sinceridade em seu olhar, ficando surpreso ao ver que uma humana fazia uma promessa a um pokémon e consente, com ela o afagando, para depois, perguntar:

- O que acham de comer um pouco? Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou com fome.

Nisso, a barriga dos pokémons roncam, com eles ficando sem graça.

Sorrindo, ela pega potes de comida e coloca ração pokémon neles, após colocar em cima da mesa, com os pokémons começado a comer a ração, enquanto ficavam de pé nas cadeiras.

O Aipom fica curioso ao ver a comida estranha, enquanto sentia o cheiro aprazível que emanava de dentro do pote.

Ainda exibindo desconfiança em seu semblante, ele pega um pedaço para provar e após saborear a ração, começa a comer vorazmente, enquanto apreciava o sabor.

Hikari pega alguns lanches e começa a comer, enquanto assistia o Contest, sendo que os seus pokémons assistiam, também.

Após terminar o programa que passava na tevê, a jovem se levanta, falando:

- Vamos passar em uma loja Pokémon, assim que saímos. Eu preciso repor o estoque de alguns itens e quero comprar o tablet com as aulas do Hakai para vocês estudarem, à noite.

Aipom e Pachirisu olham com curiosidade para a sua treinadora, que fala:

- Eu me esqueci de perguntar para vocês. Vocês querem aprender a linguagem humana para podermos conversar?

Ambos ficam surpresos e ela explica:

- Um Meowth chamado Hakai dominou a fala humana. Portanto, ele dá aulas aos outros pokémons para eles aprenderem a língua humana. Tem a versão online das aulas e via tablet. Vou comprar o tablete com as vídeo-aulas. Então, o que me dizem? Querem aprender? Buneary e Piplup desejam aprender a linguagem humana.

Após ficarem pensativos, o tipo Eletric e o tipo Normal consentem, demonstrando o desejo de aprenderem a linguagem humana.

- Excelente!

Nisso, ela sai do Centro Pokémon, sendo seguido dos seus pokémons, com eles se dirigindo até a loja, enquanto ela puxava o carrinho com os ovos, sendo que havia um tecido tampando as incubadoras, visando não chamar demasiada atenção, pois a espécie de manto impedia de ver o que havia embaixo dele.

Há centenas de quilômetros dali, em Kantou, mais precisamente em Tokiwa Forest, quando a noite caiu, Satoshi e os outros já tinham acampado, sendo que os jovens haviam treinado artes marciais e kenjutsu, com muitos pokémons os seguindo, voluntariamente, pois era o dia de descanso, deles.

Os pokémons recém-capturados ficavam com uma gota na cabeça ao verem que os irmãos Pinsir continuavam realizando disputas entre si, sendo que naquele instante, ambos disputavam uma queda de braço, com nenhum deles possuindo a intenção de perder, enquanto que próximo dali, o Weedle discutia com a Caterpie, sobre um motivo no mínimo idiota, para variar, sendo o mesmo para o Nidoran macho e fêmea.

Quanto aos pokémons antigos, eles ignoravam essas discussões e disputas por serem recontes e igualmente, esperadas.

Enquanto isso, os outros casais se afastaram para trocar juras de amor, com muitos solteiros suspirando com inveja ao olhá-los.

Próximo do local, os irmãos Ekans estavam colocando a conversa em dia, enquanto que os tipos Flying, inclusive o bando de Spearows, se encontravam nos galho adjacentes ao acampamento, com exceção do Líder Spearow e sua companheira, que estavam juntos na espécie de ninho improvisado, enquanto a fêmea mantinha os filhotes de ambos, aquecidos embaixo das suas penas e como acontecia todas as noites, o Pikachu havia tentado cortejar Hime, que lhe deu uma caudada no rosto, enquanto se afastava, sendo que Satoshi sentia pena do seu amigo, pois ele havia se apaixonado pela Pichu errada, a seu ver.

Os Ônix estavam próximo dos outros pokémons e conversavam entre si, com exceção da shiny que era imensa e que tal como as outras fêmeas de Satoshi, se encontrava em volta do seu querido treinador, apreciando a companhia do jovem.

Próximo da fogueira, o Nidoran shiny de Yukiko, que se encontrava ao lado de sua treinadora, cochilando, sente um cheiro aprazível que o desperta e que fora trazido pela leve brisa que soprara naquele instante, para depois, ouvir sons que apesar de serem bem baixos, fazem as suas orelhas se mexerem.

Então, ele se levanta, para depois, se afastar dali, seguindo o odor que o havia despertado e que era proveniente da origem do som que ouvia e que lhe era familiar.

Após se afastar há vários metros do acampamento, ele observa uma Nidoran fêmea que estava ferida, sendo que próximo dela tinha uma Ratata e uma fruta parcialmente comida entre ambas, com o tipo Poison compreendendo de imediato que elas haviam disputado a comida entre si e que a fêmea de sua espécie demonstrava que havia perdido o confronto, justificando assim, a fruta e os ferimentos visíveis na Nidoran fêmea.

Então, ao vê-la mais atentamente, sente o seu coração falhar, pois ela era linda e acaba se apaixonando a primeira vista.

Então, ao ver que a Ratata avançava em direção a fêmea que estava a beira da inconsciência ao ponto de desabar no chão em virtude dos danos e ferimentos, além da fraqueza que acometia a tipo Poison por se encontrar em jejum naquele dia, ele fica irado, pois desperta nele o instinto de protegê-la.

Enquanto a tipo Normal avançava na Nidoran debilitada, concentrando poder em seus dentes para usar o Hyper Fang, o Nidoran macho shiny havia concentrado poder tipo Fighting e surpreende o tipo Normal ao surgir de um arbusto, atingindo-a com uma de suas patas, fazendo a Ratata se chocar violentamente contra uma árvore, para depois, dar um segundo chute, pois havia usado o Double Kick e como era um golpe super efetivo, a tipo Normal sente uma dor intensa, além de sofrer danos consideráveis.

A beira da inconsciência, a Nidoran fêmea observa o Nidoran atacando o tipo Normal e antes da escuridão envolvê-la, a tipo Poison ficou demasiadamente preocupada.

Afinal, havia percebido que ele era um pokémon doméstico e se havia um doméstico, havia um treinador por perto e ela era plenamente ciente de que se encontrava extremamente debilitada para impedir a sua captura, pois com certeza, a seu ver, um humano iria se aproveitar do seu estado enfraquecido para capturá-la.

Então, a escuridão a envolve, ao mesmo tempo em que ela ficava apavorada com a ideia de ser escravizada, pois, perderia a sua liberdade e seria obrigada a obedecer às ordens de quem a capturou.

Quando a Ratata percebe quem a atingiu, passa a sentir uma fúria intensa, além de um forte desejo de atacá-lo por ele ser um pokémon doméstico, sendo que ela consegue resistir a este instinto natural, cessando qualquer intenção inicial de avanço que teve contra ele, enquanto reavaliava as suas opções, passando a julgar se compensava atacá-lo.

Afinal, ela percebeu que o Nidoran macho não parecia ter interesse na fruta apetitosa há alguns metros dali e ela estava sentindo dores intensas pelo golpe que havia sofrido, sendo que precisava se recuperar em sua toca.

Portanto, a seu ver, atacá-lo seria desvantajoso para ela, que ficaria ainda mais debilitada e não pretendia se tornar uma presa fácil para os outros pokémons que caçavam a sua espécie e em virtude desse fato, precisava poupar as suas forças ao máximo, além de não desejar ser capturada, pois se havia um doméstico, havia um treinador e isso era um fato imutável.

Então, controlando o instinto de atacá-lo, ela foge do local, sendo que morde a fruta com a boca, conseguindo levá-la, enquanto fugia o mais rápido que conseguia, antes que o treinador do tipo Poison surgisse, pois, desejava evitar a sua captura, além de ser plenamente ciente que precisava chegar a sua toca o quanto antes, para poder se recuperar e para evitar que virasse comida de algum pokémon faminto.

O Nidoran macho shiny não tinha qualquer interesse em continuar a batalha, pois não desejava desperdiçar a sua energia com o rato pokémon, mais do que já tinha desperdiçado e que havia sido necessário para impedi-la de continuar o ataque contra a Nidoran fêmea.

Afinal, ele havia percebido que ela estava tão debilitada, que havia uma chance considerável que ela não sobrevivesse a mais um golpe violento.

Então, ao ouvir a respiração fraca dela, além de ver o semblante da fêmea se contorcendo de dor, Ouji a coloca em seu dorso, tomando o devido cuidado para que ela não fosse espetada pelas suas cristas nas costas, para depois, correr o mais rápido que conseguia até o acampamento, pois sabia que a sua treinadora iria curá-la o quanto antes.

No acampamento, Satoshi estava com as fêmeas pokémon junto dele, como sempre acontecia, sendo que fica surpreso ao ver o Nidoran shiny de sua imouto trazendo uma Nidoran fêmea em seu dorso, correndo em direção a albina que estava com a Spearow próximo dela.

Shigeru também avistou o tipo Poison correndo ao erguer o rosto do seu caderno de anotações, sendo que estava revisando alguns gráficos. Ele arqueia o cenho, para em seguida, se dirigir até o casal Nidoran ao perceber o estado debilitado da fêmea.

Quanto ao Cheren, ele ergueu o seu rosto ao ver o Nidoran shiny correndo com uma Nidoran fêmea em suas costas e que era algo inusitado, a seu ver, com a Eevee achando a mesma coisa, enquanto se encontrava corada pela proximidade com aquele que amava, sendo que estava no colo dele, com a cauda enrolada em torno do seu corpo felpudo.

Quanto a Snivy, ela se encontrava próxima do seu treinador, sendo que sacudia a cabeça com desanimação ao perceber que a Charmander estava tomando aulas com o Spearow de como apelidar os outros, enquanto que a Ratata, que estava no lado do tipo Flying, revirava os olhos.

Tanto a tipo Grass, quanto o tipo Normal, questionavam se um dia eles deixariam esse hábito de apelidar para escanteio.

Ao se aproximar de Yukiko, esta percebe a fêmea inconsciente no dorso do Nidoran e exibe preocupação em seu semblante.

Rapidamente, ela pega em seus braços a Nidoran fêmea desacordada e após pegar um Super Potion da sua mochila, começa a tratar da selvagem que se encontrava inconsciente, sendo que havia percebido que ela estava demasiadamente debilitada, com Shigeru comprovando as suspeitas da albina.

Então, após fazer uma breve análise do estado do tipo Poison, o jovem Ookido orientou o uso de uma ração reforçada, pois a selvagem demonstrava uma ligeira redução do peso usual de sua raça, seguindo a tabela que ele conferiu em seu celular.

Conforme Yukiko tratava a Nidoran com esmero, para que recuperasse a sua saúde, o Nidoran macho shiny contava o que ocorreu.

O tipo Poison fica surpreso quando a sua treinadora fala, após ele terminar o seu relato dos acontecimentos:

- Você salvou a vida dela, Ouji-kun. Eu não acredito que ela sobreviveria a um Hyper Fang, considerando o estado atual dela.

- Como sabe que era o golpe Hyper Fang? – o Nidoran macho shiny pergunta surpreso.

- Pela descrição que você deu. Só podia ser o Hyper Fang.

- Entendi. Eu fico feliz de tê-la salvado. – ao olhar para a fêmea, ele cora, sendo que tal ato foi percebido pelos outros.

Nesse interim, Shigeru havia encontrado a ração reforçada que havia feito para a Spearow, mas que serviria para o tipo Poison, sendo que faria uma ração nova na parte da manhã.

- Esta Nidoran teve muita sorte que você a encontrou, Ouji-kun. Se não a tivesse encontrado, essa selvagem teria sido morta pela Ratata, conforme a Yukiko-chan disse ou ficaria tão ferida e igualmente debilitada, que se tornaria presa fácil de algum predador. – A Spearow comenta.

- De fato, ela teve muita sorte.

A Pichu shiny comenta, voltando em seguida para junto dos outros Pichus, pois eles viam Hime como a senpai deles, por assim dizer, por ser uma Pichu como eles.

Graças ao tratamento inicial com o Super Potion, a fêmea recobra a consciência e abre os olhos, ficando estarrecida ao ver que estava no colo da albina.

Após passar a surpresa, ela salta para o chão, observando-a com cautela, passando a olhar, também, na direção dos pokémons domésticos, enquanto suprimia a vontade de atacá-los, sendo que sentiu um receio inicial ao ver os Sandshrew e os Ônix, ficando estupefata ao ver a Ônix shiny de tamanho colossal que se destaca dos demais, além de ter ficado embasbacada ao ver uma Magikarp shiny imensa.

Então, exibindo preocupação em seu semblante por ver que a fêmea não estava totalmente recuperada e que por causa disso, ela precisava ficar em repouso, o Nidoran shiny macho se aproxima, enquanto falava suavemente:

- Fique calma. Você está entre amigos.

- Como assim, "entre amigos"?! Eu estou cercada de huma...

Então, quando ela se vira para aquele que tentava acalmá-la, fica sem palavras, passando a corar intensamente, enquanto sentia o seu coração bater acelerado, conforme olhava para o Nidoran macho, o reconhecendo como sendo aquele que a salvou.