Notas da Autora

Em Alto Mare...

Mizuko acaba...

Ela encontra...

Os lendários se encontram...

Capítulo 136 - Latios e Latias - Os Guardiões do infinito

Assim que saíram do porto, se depararam com ruas apinhadas de pessoas e lojas, sendo que havia balões e a cidade parecia estar envolta em alguma comemoração, com eles acreditando que devia ser algum evento tradicional na cidade.

Tal como previram, assim que se dirigiram a rua, Manaphy começou a andar animada dentre as lojas, sendo necessário que Yuukishin, N e Kashin a chamassem a todo o momento, quando ela se afastava demasiadamente deles, exibindo a típica curiosidade infantil estampada em suas feições, enquanto observava com empolgação as lembrancinhas nas lojinhas que se aglomeravam em uma espécie de viela bem cuidada e ladrilhada, apinhada de lojas e pessoas, com a lendária desejando ter olhos atrás da cabeça para pudesse ver tudo o que desejava, se divertindo ao se aproximar de objetos brilhantes e que emitiam sons, sobre o sorriso gentil dos demais.

Novamente, Kashin teve que correr, junto de Yuukishin e N, para pegar Mizuko pelo ombro, falando com evidente preocupação em seu semblante:

- Tenha cuidado, filha – ele se aproxima dela, falando em um sussurro - Você pode se perder e mesmo tendo um olfato apurado, acabará se perdendo em meio a tantos odores distintos.

Ela faz biquinho, após bufar, com Kashin, N e Yuukishin controlando o riso, sendo que Rapidash e N ficaram aliviados ao verem que mesmo exibindo tristeza em seus olhos, Mewtwo era capaz de exibir algum sorriso frente a algum gesto divertido de Mizuko, com ambos concordando que a presença dela tinha a habilidade de confortar um coração sofrido.

- Tou-chan está certo. Se você se afastar, novamente, eu vou usar os meus poderes psíquicos para trazê-la de volta.

- Você vai chamar a atenção, onii-chan.

- Há humanos com poderes psíquicos e muitos até se destacam, como uma mulher chamada Gojika (Olympia), uma Gym Leader de Hyakkoku City (Hyakkoku City), que fica na região de Kalos, pelo que li em uma revista. Logo, eu seria mais um jovem psíquico. Não haverá nenhuma estranheza nisso.

Ela dobra os braços, bufando, sendo que torna a seguir seu pai e irmão, com Kashin, perguntando:

- Então, satisfez a sua vontade de visitar esse lugar?

- Sim. Mas, por algum motivo, eu sinto que preciso ver o onii-chan e a onee-chan. Sinto que algo de muito ruim vai acontecer com um deles e posso evitar isso.

- Fala de Latios e Latias, Mizuko-chan? – N pergunta em tom de confirmação.

Após ela confirmar com a cabeça, com todos os outros se entreolhando, eles ouvem um som alto e depois, outros menores e consecutivos que chamam a atenção deles. Ao olharem na direção dos sons, ficam estupefatos ao verem alguns fogos de artifício explodindo, ainda no chão, gerando um forte brilho e fuga desenfreada de pessoas, animais e pokémons.

Eles acabam sendo surpreendidos por uma turba e são separados.

Kashin, N e Yuukishin conseguem ficar juntos, mas, Mizuko acaba sendo empurrada pela multidão para o outro lado, enquanto gritava desesperada:

- Tou-chan! Onii-chan! Ojii-chan (tio – forma carinhosa)!

Desesperado, Yuukishin começa a concentrar os seus poderes psíquicos, com os seus olhos brilhando, quando Kashin apoia a mão em seu ombro e nega com a cabeça, falando:

- Isso irá aterrorizar ainda mais a multidão, fazendo com que ajam mortes dentre os humanos. Vamos sair dessa turba para procura-la. Eu também estou preocupado, mas não quero ter o sangue de inocentes em minhas mãos, mesmo de forma indireta, sendo que desejo o mesmo para você, meu filho.

Ele suspira e cancela os seus poderes, com Mewtwo e Rapidash conseguindo sair da aglomeração pelo fato de terem a força de sua forma pokémon, mesmo na forma humana, sendo seguidos por N, uma vez que eles o ajudaram a se desvencilhar da multidão.

Mizuko também consegue se desvencilhar da turba e acaba em outra rua, decidindo que tentaria contornar o local, acreditando que encontraria o seu pai e irmão no outro lado.

Então, após andar por vários minutos, procurando o seu pai, irmão e tio, ela ameaça chorar, até que inspira profundamente, visando se acalmar, sendo que naquele instante, se encontrava tentada em assumir a sua forma verdadeira para facilitar a busca.

Porém, se recordou da orientação de Kashin para que evitasse assumir a sua forma verdadeira, não importando a situação e que somente deveria fazer isso, sobre a anuência dele.

Enquanto estava se recordando da orientação que recebeu, cessando a sua intenção de assumir a sua forma verdadeira, Manaphy acaba sendo derrubada no chão quando outra pessoa se choca contra ela, fazendo-a cair de bunda contra o solo feito de ladrilhos.

A lendária olha para o alto, o identificando como sendo um homem que usava uma espécie de manto, tendo cabelos cinza azulados e cacheados. O manto era pequeno e lembrava um ponche na cor vermelho sangue, com ela percebendo que ele tinha pokéballs em sua cintura, indicando que era um treinador e ao constatar isso, ela é tomada pelo medo e consequentemente, por um forte tremor, pois, por pouco, não havia assumido a sua forma verdadeira de pokémon na frente de um treinador.

Afinal, qualquer um iria aproveitar a chance de capturar um lendário que surgisse, de repente, na sua frente e ao perceber o quanto esteve perto de ser capturada, ela não consegue suprimir o tremor incontrolável que a acometia naquele instante, enquanto suava frio, frente ao pensamento aterrorizante de ser escravizada e que fazia surgir lágrimas peroladas dos seus olhos.

O homem recolhe o chapéu que caiu no chão e que era da mesma cor da espécie de ponche, para depois, fuzilar ela com os olhos, enquanto falava em um tom irritado:

- Como ousa ficar na frente do proeminente treinador, Takuto-sama (Tobias), sua fedelha?!

Os olhos dela estavam marejados e ela tremia, incontrolavelmente, com o homem julgando que era por causa do seu semblante austero, sendo que fala asperamente, sem se conter pelas lágrimas e tremor da jovem aos seus pés:

- Não tenho tempo para ser babá de crianças! Estou em busca de um dos pokémons lendários desse lugar!

Ignorando Mizuko, sem saber que ela era uma lendária na forma humana, ele torna a olhar para um papel em uma de suas mãos e murmura para si mesmo, exibindo aborrecimento em seu semblante:

- Aqueles bastardos... Eu paguei o valor que eles me pediram pelo Lendário. Portanto, eles deveriam fornecer um mapa descente dos locais onde eu posso encontrá-lo!

Então, ele volta a guardar o papel e se afasta, enquanto Mizuko assimilava o que havia acabado de ouvir, conforme lutava para se acalmar, percebendo que precisava encontrar os seus irmãos do infinito o quanto antes, para que pudesse alertá-los do perigo que os rondava na forma de um treinador pokémon.

Não muito longe dali, em um dos cais da cidade, um grupo grande portando mochilas imensas, havia acabado de chegar. As roupas de turista eram um disfarce para que pudessem se misturar dentre os verdadeiros turistas que visitavam Alto Mare.

Eles faziam parte de um dos grupos de Elite da Equipe Rocket e que era liderado por Aporo (Archer), que apesar de ser um alto Executivo da organização criminosa internacional, solicitou aquela missão pessoalmente ao pedi-la para Sakaki (Giovanni), pois, desejava ardentemente dar ao seu superior um pokémon lendário de presente, visando aplacá-lo, sendo que eles eram um dos vários grupos que haviam sido enviados para várias regiões e que eram formados por agentes de alto nível, cuja função era caçar lendários.

Portanto, para cumprir com a sua missão, os grupos possuíam pokémons poderosos no nível cem e com moveset poderosos, visando derrubar qualquer lendário. Ou seja, eram grupos altamente seletos dentro da Equipe Rocket e a meta era capturar a maior quantidade de lendários possíveis. Somente os melhores agentes e igualmente leais a Sakaki, faziam parte desses grupos, espalhados pelo mundo.

- Aporo-sama, será que é mesmo verdade que os lendários chamados Latios e Latias, os pokémons do infinito, se encontram nessa ilha?

- Não há dúvidas quanto a isso. Essa ilha tem uma lenda sobre pokémons heróis que também são guardiões. As descrições batem com Latios e Latias. Claro, há sempre a hipótese de ser apenas uma lenda, como tantas outras. Mas, mesmo que soe como uma lenda, o nosso honorável líder, Sakaki-sama, ordenou que investigássemos. Tudo o que desejo é ofertar um lendário para ele. Ou quem sabe, dois? Quanto mais lendários ele possuir, maior será o seu poder. Vamos!

Nisso, eles consentem e passam a segui-lo, enquanto eles ligavam os seus respectivos dispositivos em seus pulsos.

Longe dali, N, Kashin e Yuukishin, procuravam desesperadamente por Manaphy e conforme andavam entre a multidão, acabam ouvindo duas pessoas, conversando entre si. Um homem e uma mulher.

O homem visava confortar com as suas palavras, aquela que estava ao seu lado:

- Não se preocupe. Ele vai cumprir com a promessa que fez para nós.

A mulher continuava preocupada e fala, exibindo nervosismo em sua voz:

- E se ele capturar ambos? Nós só permitirmos o Latios. A Latias não pode ser capturada em hipótese nenhuma. Precisamos de um deles, pelo menos. E se ele resolver capturar ambos?

- Não acho que ele vai descumprir o acordo. Vendemos apenas o Latios para ele. A Latias, não. Ela é bem inocente e será fácil enganá-la, mas, o Latios não. É impossível enganá-lo. Inclusive, ele nunca confiou em nós. Latias também não confia, mas pode ser manipulada facilmente se o Latios não estiver perto dela.

- Eu espero que, de fato, ele só capture o Latios. Eu fico preocupada, pois ambos sempre estão juntos.

- Isso não vai ocorrer, fique tranquila. E se isso ocorrer, eu tenho isso aqui para desfazermos a venda. – nisso, ele mostra uma arma – Ele nunca me deixou na mão.

- Verdade. Eles nunca desconfiaram de como Vongore (Lorenzo) e Kanon (Bianca) morreram para que pudéssemos tomar o lugar deles, certo? Você é muito bom, nisso.

- Eu sei.

A mulher fica pensativa e depois, fala, exibindo preocupação em seu semblante:

- E se não conseguirmos enganar a Latias? Claro, ela é inocente e por isso, pode ser facilmente manipulada. Mas, suponhamos que ela decida não ficar aqui, pois, deseja procurá-lo ou por não acreditar totalmente em nós?

Ele sorri malignamente, falando:

- Simples. Arranjaremos um pokémon de alto nível com um golpe super efetivo e igualmente poderoso. Há treinadores que alugam os seus pokémons. Aí, com Ultraballs, iremos captura-la. Quando ela estiver distraída, faremos um ataque surpresa. Claro, somente iremos fazer isso em último caso, se notarmos que ela está desconfiada ou caso deseje procurar o irmão.

A mulher fica aliviada e fala, sorrindo:

- Verdade. Eu me esqueci do aluguel de pokémons.

Nisso, eles olham para os lados, preocupados que alguém tenha ouvido a conversa deles, até que ficam aliviados e se afastam, pois haviam murmurado bem baixo e por isso, nenhum humano conseguiria ouvi-los.

Porém, eles não sabiam que havia dois pokémons na forma humana e com uma excelente audição, que haviam escutado claramente a conversa deles. Não era como a audição de um Marill, por exemplo, mas era bom o suficiente para ouvir nitidamente aquela conversa, como se estivessem ao lado deles.

Então, Kashin e Yuukishin conta que ouviram, com o jovem comentando, enquanto ficava pensativo:

- Eles disseram Latios e Latias, né? Não são os irmãos da Mizuko-chan? Ela comentou várias vezes sobre eles.

- Um treinador capaz de capturar lendários... Algo assim é preocupante. Ele deve ter pokemons poderosos para fazer esse trabalho. Mizuko-chan corre muito risco! – Yuukishin exclama, preocupado – Ela pode ser capturada, se assumir a sua forma verdadeira.

- Precisamos encontra-la o quanto antes e depois, devemos avisar esses lendários, para salvá-los. – Kashin comenta.

- Provavelmente, ela deve estar próxima de alguma fonte de água no local, Kashin-san. – N comenta pensativo.

- Verdade. Ela iria procurar instintivamente a água! – Yuukishin exclama esperançoso.

- De fato, somente a água daria algum conforto a ela. - Kashin comenta pensativo.

- Vou ver no GPS algum local com água perto de onde ela estava. – N comenta, pegando o seu celular, sendo que entra no programa e passa a procurar fontes de água.

Então, após alguns minutos, o jovem fala:

- Eu achei uma boa fonte de água, próxima de onde ela estava. Provavelmente, deve ter caminhado até lá. Podemos ir nessa, mais perto e depois, podemos abrir o nosso campo de busca. Eu também listei possíveis lençóis freáticos próximos da superfície.

- Isso vai ajudar a limitar as buscas. – Kashin comenta esperançoso.

- Vou guia-los. Além disso, podemos pedir ajuda a alguns pokémons.

Nisso, N se concentra e consegue tocar o coração de um grupo de Pidgeys selvagens que se encontravam no entorno e que, prontamente, voam até o jovem, se reunindo em torno dele, que fala:

- Precisamos da ajuda de vocês para encontrarmos uma amiga. Poderiam nos ajudar, por favor?

Eles consentem e N mostra uma foto de Mizuko, para depois, falar:

- Se a avistarem, nos informem, por favor.

- Pode deixar. – um deles fala em sua linguagem, seguido dos outros.

N sorri gentilmente e os afaga, para depois, falar:

- Muito obrigado. Eu conto com vocês.

Eles consentem e voam do local em direção ao céu para começarem as buscas pelo ar, sendo que eles podiam avistar perfeitamente e com detalhes o chão, mesmo voando alto no céu.

- Creio que precisamos procurar pelo ar, também. – Kashin comenta, olhando para o céu.

Então, ele se afasta e entra em uma viela escura.

Após se certificar que não tinha ninguém próximo dali, ele assume a sua forma verdadeira e vai até N e Mewtwo, falando:

- Se flutuamos com o poder psíquico do Yuukishin, chamaremos demasiada atenção. Agora, um Rapidash galopando pelos céus, não. As pessoas podem olhar em um primeiro momento, mas, vão ignorar. Se vocês montarem no meu lombo, vão pensar que eu sou um doméstico.

- Por medida de segurança, farei um escudo translúcido psíquico em torno de você, tou-chan. Assim, vai repelir qualquer pokéball.

- É uma excelente ideia, Yuukishin-kun. – N fala, consentindo.

- Vamos. – Kashin fala.

N e Mewtwo consentem, subindo no lombo de Rapidash que galopa um pouco, antes de começar a correr pelo céu, com o escudo psíquico translúcido contornando o seu corpo e após ascender para o alto, passa a seguir a orientação de N, que visualizava rotas onde tinha fontes de água e lençóis freáticos próximos à superfície.

Longe dali, após vários minutos, Mizuko havia se acalmado ao se recordar do grave perigo que rondava os seus irmãos do infinito por terem aquele treinador no encalço deles.

Portanto, sentia que devia se acalmar e priorizar os seus irmãos, pois, precisava avisá-los do perigo que corriam.

Naquele instante, Manaphy se encontrava ao lado de um dos canais de Altamare, quando sente alguém perto dela e ao virar na direção que sentia a presença, Latias surge, assumindo uma forma ilusória humana, exibindo surpresa em seu semblante, enquanto murmurava, se comunicando mentalmente com ela:

"É Manaphy, a princesa do mar?"

- Latias onee-chan! Sim.

"Essa forma... não é como a ilusão que eu possuo."

- É um corpo semelhante ao dos humanos. Eu não posso ser capturada nessa forma! Fico feliz em conhecê-la, pessoalmente!

"Eu também fico feliz em conhecê-la!"

Nisso, Mizuko nota outra presença e olha para o lado de Latias e ao estreitar os olhos, avista algo e pergunta em tom de confirmação:

- É o onii-chan, Latios?

Ele fica surpreso que ela o visse, mesmo com a camuflagem que usava a refração da luz e consente, decidindo se tornar visível.

Então, ela se lembra do treinador que se chocou contra ela e exclama desesperada:

- Tem um treinador que está atrás de um de vocês!

Os irmãos se entreolham e exibem preocupação, sendo que ouvem uma voz:

- Finalmente encontrei o Latios! Use Dark Void!

O treinador do Darkai não havia visto Mizuko, que fica desesperada ao ouvir aquela voz.

Porém, ela consegue conter o seu desespero, enquanto se recordava do treinamento que fazia com Kashin e Yuukishin.

Manaphy invoca os seus poderes, concentrando poder tipo Water, fazendo surgir, de repente, uma onda gigantesca atrás de Takuto e do lendário, com eles virando para trás, fazendo assim com que o lendário parasse de concentrar poder tipo Dark e como foram surpreendidos pela onda imensa, eles foram engolfados, sendo que Manaphy cria, em seguida, uma forte correnteza que os arrasta para longe.

Aproveitando que ambos eram tragados pela correnteza violenta, ela pega no pulso de Latias e na pata de Latios, os puxando do local, enquanto exclamava:

- Não posso detê-los por muito tempo! Vou levá-los até o onii-chan, ojii-chan e o tou-chan!

Os irmãos se recuperam, com Latios voltando a ficar camuflado, enquanto Latias exclamava desesperada, sendo que os lendários falavam via mente entre eles e com Manaphy:

"Temos nossos guardiões! Mesmo não gostando do Hiro e da Rumiko, devemos ir até eles! Eles precisam saber disso!"

"Eu me pergunto como ele sabia onde estávamos – Latios comenta com evidente preocupação em seu semblante, compartilhando a sua voz entre Latias e Manaphy, enquanto surgia em sua mente a desconfiança para os seus guardiões, atuais – Há muitos canais em Altamare. Eu não acho que foi uma coincidência a presença daquele humano bastardo nesse canal, em específico."

Manaphy comenta, pensativa, enquanto fugia com os seus irmãos:

- Ele tinha alguns papeis e eles tinham desenhos. Ele se referiu a mapas. Eu me lembro das palavras dele, que eram "Aqueles bastardos... Eu paguei o valor que eles me pediram pelo Lendário. Portanto, eles deveriam fornecer um mapa descente dos locais onde posso encontrá-lo!".

Latias fica confusa, pois, não conseguia compreender a traição brutal que eles haviam sofrido, enquanto que Latios, o mais velho, arregala os olhos, sendo que compreendeu naquele instante, como o treinador sabia onde eles estavam e ao constatar os culpados por sua quase captura, ele exibe um olhar furioso.

Afinal, os únicos que conheciam os locais que eles podiam estar era o Líder do templo, Hiro Mashima, e a guardiã deles, Rumiko Takahashi, que ascenderam a esses cargos, após a morte de Vongore e sua neta Kanon. Somente eles podiam dar tal informação privilegiada e mapas.

O lendário confessava que não estava surpreso com essa hipótese, pois ele nunca confiou neles, como confiava em Vongore (Lorenzo) e Kanon (Bianca), a guardiã anterior deles e cuja aparência, Latias continuava assumindo.

"Malditos!" – Latios exclama, enfurecido.

"Onii-chan?" – Latias pergunta com evidente confusão em seu semblante, pois, ainda não conseguira digerir a cruel traição que haviam sofrido daqueles que deveriam protegê-los, após se dedicarem a Altamare como heróis da cidade.

Suspirando, enquanto corriam, Latios decide explicar de forma que Latias compreendesse o que havia ocorrido, sabendo o quanto seria brutal a ela, pois, era um lado dos homens que ele desejava que ela nunca tivesse conhecido.

Afinal, seria o fim de grande parte de sua inocência e isso era algo demasiadamente triste, para ele.

Após, fazê-la compreender com exatidão como o treinador sabia sobre eles, Latias fica estarrecida, para não dizer, chocada, com tal revelação, passando a chorar em um pranto mudo, pois, mesmo não se sentido totalmente segura com a sua guardiã atual e com o líder do templo que assumiu, após a morte de Vongore, ela nunca imaginou que eles venderiam um deles a um treinador.

"Precisamos ter certeza, onii-chan." – Latias comenta em um fio de voz, enquanto chorava, pois era uma verdade demasiadamente cruel para lidar, naquele instante, devido a inocência dela.

Latios revira os olhos e fala:

"Eu não tenho qualquer dúvida. Você sempre foi, demasiadamente, inocente. É arriscado irmos até eles. Aquele bastardo pode estar nos esperando nos jardins. Por sorte, a Manaphy os deteve, momentaneamente. Não pretendo entrar em um combate contra o Darkai, pois, eu sou plenamente ciente de que perderia a batalha, ainda mais pelo fato dele ter um treinador o orientando durante a contenda. Seria um confronto injusto desde o início."

- O onii-chan Yuukishin tem como verificar isso.

Então, os irmãos lendários se entreolham e Latias pergunta, contatando a mente da Manaphy:

"Quem é esse Yuukishin?"

- É um pokémon tipo Psychic muito poderoso. O meu tou-chan me adotou. Ele é um Rapidash veterano. Eles ficam na forma humana para não correrem o risco de serem capturados. Quase que eu me revelo para aquele humano perverso.

Então, quando eles viram uma esquina, avistam uma sombra no alto e uma voz que ordenava:

- Use Dark Pulse!