Notas da Autora

Aporo e os outros agentes da Equipe Rocket...

Enquanto isso, Manaphy, Latios e Latias se encontram...

Mizuko decide...

Capítulo 138 - O plano de Aporo

Então, após criar um plano para passar pelos policiais, Aporo ordena a um dos seus subordinados:

- Compre algumas garrafas da bebida mais forte que eles têm e traga para cá.

Sem questionar o seu líder, ele consente, sendo que o alto executivo se dirige a outros dois subordinados:

- O ajudem. Quanto a você – ele aponta para outro subordinado – Compre roupas que um turista iria usar. Precisamos trocar as roupas dele. Ele precisa vestir o mesmo tipo de roupa que vestimos.

Prontamente, eles consentem e se afastam, se encontrando com o outro agente que havia entrado em uma loja de bebidas, enquanto que outro se dirigia a uma loja de roupas.

Após, alguns minutos, eles retornavam com várias garrafas, enquanto o grupo questionava mentalmente qual era o plano de Aporo, ao mesmo tempo, que outro subordinado trazia roupas semelhantes a aquelas que eles usavam.

- Primeiro, troquem a roupa dele e joguem a roupa que ele tinha, naquela lixeira. Depois, derrubem um pouco do conteúdo de uma das garrafas nesse Pokémon Hunter, disfarçado de treinador. Mas, procurem derrubar no pescoço e tórax, despejando um pouco na boca dele, também. Depois, todos devem derrubar um pouco da bebida em vocês mesmos, no mesmo local que derrubaram nele, além de umedecerem, levemente, as suas bocas na bebida. Alguém aqui tem problemas em lidar com álcool, mesmo em pequena quantidade? – ele olha para os seus subordinados que negam com a cabeça - Ótimo. Em seguida, vocês devem fingir que estão demasiadamente bêbados ao ponto de andarem cambaleantes, sendo que devem rir alto, como se tivessem acabado de sair de um bar, após, ficarem bebendo a noite toda. Procurem simular uma voz empastada em álcool. Também devem falar assuntos desconexos, pois, devem fingir estarem tão bêbados que sequer conseguem formular uma linha racional de pensamentos. O segredo é fingirmos com perfeição para ludibriá-los.

Eles ficam surpresos e depois, consentem animados com o plano dele, com um deles, falando:

- Entendi! Os policiais vão pensar que ficamos bebendo a noite toda.

- Sim. Além disso, se estivemos demasiadamente bêbados, inclusive para simular que o nosso "amigo" – ele fala amigo entre aspas usando os dedos – ficou tão bêbado que está inconsciente, dificilmente vão cogitar que nós somos responsáveis pelo que aconteceu, pois, em tese, estaríamos demasiadamente bêbados e por isso, não conseguiríamos dar qualquer ordem a um pokémon, da forma como ordenamos lá atrás, porque estaríamos com a voz empapada em álcool. Portanto, nossa simulação de estarmos bêbados em demasia irá contrariar qualquer testemunho. Afinal, as nossas ordens foram dadas de forma clara e firme, algo que seria impossível para alguém excessivamente bêbado, fazer. Mesmo assim, há uma chance remota deles desconfiarem. Portanto, mantenham as suas pokéballs acessíveis, de modo que seja fácil lança-las e mantenham as suas armas ao seu alcance, também.

Eles consentem e fazem isso, ajeitando as suas pokéballs e consequentemente, as suas armas escondidas sobre as roupas, para depois, derrubarem um pouco de álcool em sua pele e roupa, além de umedecerem a boca, com alguns decidindo que iriam segurar uma garrafa para dar mais ênfase à bebedeira.

Então, após se preparem, fingindo que carregavam um amigo que dormiu por estar demasiadamente bêbado, enquanto se encontravam impregnados com o forte cheiro do álcool, ajudando na veracidade no teatro deles, eles saem para a rua, se misturando dentre a multidão, passando perto dos policiais, começando a simular que estavam bêbados ao rirem alto, com alguns deles carregando garrafas, parcialmente vazias em suas mãos, enquanto gesticulavam demasiadamente, falando coisas desconexas, sendo que procuravam fingir que a voz estava empastada em álcool, fazendo questão de andarem de forma cambaleante, agindo como um grupo de amigos que ficaram bebendo a noite toda.

Longe do local onde se encontravam os agentes da Equipe Rocket, Manaphy, Latios e Latias, acabam chegando a um beco sem saída, sendo que Latias também não se encontrava em melhores condições, pois, lutava arduamente contra a inconsciência que desejava engolfá-la, enquanto amparava o seu irmão que se encontrava em um estado extremamente debilitado ao ponto de oscilar, constantemente, entre a consciência e a inconsciência.

Afinal, ao contrário de Manaphy que era tipo Water, os dois Dark Pulse que sofreram, haviam sido devastadores aos guardiões do infinito, dando o dobro do dano regular por que um dos tipos deles era Psychic, fazendo com que os danos fossem muito mais intensos e devastadores do que foi com Mizuko, embora Latios tenha recebido a maior parte dos danos, pois, ele foi o foco do ataque de Darkai, sobre ordens de Takuto (Tobias).

Mesmo assim, Latias havia sofrido muitos danos por ter sido atingida de forma indireta e por isso, estava lutando contra a inconsciência, sendo o mesmo para o Latios, que se encontrava em um estado mais debilitado, ainda.

Então, Manaphy, que também estava ferida, mas bem menos do que os seus outros dois irmãos, escuta sons de passos se aproximando e que depois, corriam na direção deles, se aproximando cada vez mais, fazendo Mizuko e Latias ficarem apavoradas.

Latios também estava com medo, mas, como era o mais velho, sentia que era o seu dever defendê-las, pois o pensamento comum a eles era de que algum treinador no caminho ou mais de um, pelo som de passos, havia percebido o lendário embaixo da coberta esfarrapada e decidiram caçá-lo.

Ao ficar na frente delas, Latios fala mentalmente a ambas, tendo dificuldade, inclusive, para manter o seu voo, sendo visível o seu estado extremamente debilitado, se tornando suscetível a ser capturado:

"Manaphy-chan, leve Latias-chan, daqui. Você não está em condições de levar nós dois. Salve-a, por favor. Os bastardos devem ter me reconhecido de alguma forma e por isso, estão me caçando. Que, pelo menos, a Latias-chan seja livre. Vou procurar ganhar tempo para vocês fugirem."

"Não! Onii-chan! Eu não vou deixá-lo!" – Latias exclama desesperada.

- Não fale isso, onii-chan! Manaphy vai salvá-los! Estamos perto de uma fonte de água. Eu sinto essa água. Vou atacar qualquer um que ouse se aproximar de nós!

"E se eles tiverem algum pokémon tipo Water, Grass ou Eletric? Seu ataque de água pode não provocar quase dano ou se voltar contra você, se for liberado uma descarga elétrica na água, por exemplo. Eu acredito que você deve sofrer danos dobrados, mesmo na forma humana."

Manaphy bufa as bochechas e fala, ficando de pé, se posicionando na frente dele:

- Eu não sinto dano dobrado nessa forma, pois, os danos são reduzidos, desde que eu não assuma a minha forma verdadeira. Aqui tem bastante água. Eu posso manipular uma quantidade imensa. Eu tive que invocar água de uma distância considerável onde estávamos anteriormente e isso impediu que o meu ataque de manipulação da água fosse violento o suficiente para arrastá-lo do local com eficácia, como havia planejado previamente. Mas, nesse local, há um reservatório de água imenso embaixo de nossos pés e se tiver esses pokémons, basta eu concentrar o meu ataque nos treinadores deles. Afinal, se você conseguir neutralizar o treinador, você irá neutralizar o pokémon. Isso é fato e mesmo se houver alguma rara exceção entre eles, eu vou ter que concentrar no pokémon que decidir me atacar por si mesmo. Pelo menos, estará lutando sozinho, sem receber orientação durante a batalha.

"E se tiver um treinador desses, entre eles? – Latios pergunta, exibindo preocupação em seu semblante – Afinal, mesmo que neutralize o treinador, não irá evitar a batalha, sendo que ouvi boatos referentes à pokémons que adoram o seu treinador. Esses boatos comentam que este pokémon pode realizar milagres em virtude do amor e da felicidade que sentem pelo seu treinador. O impossível se torna possível. Não será uma batalha usual, mesmo se o pokémon não receber qualquer orientação."

- Um treinador que possuí o amor e admiração do seu pokémon ao mesmo tempo que permite que ele se mova sozinho, o tratando como companheiro de equipe e não como escravo, como usualmente acontece, é algo demasiadamente raro, sendo que eles não são ordenados e sim, orientados durante a batalha ao contrário dos outros. Logo, em decorrência da demasiada raridade desses treinadores, eu duvido muito que tenha algum treinador desse tipo dentre o grupo que está se dirigindo até esse local. Afinal, esse tipo de treinador, dificilmente irá desejar ir atrás de um pokémon que está fugindo por se encontrar debilitado, pois, normalmente, eles amam e respeitam os pokémons, não os tratando como algo, mesmo os selvagens.

"Você pode acabar matando eles, se usar o seu poder em plenitude. Afinal, os humanos são demasiadamente fracos e em decorrência desse fato, torna-se difícil não feri-los, inclusive, mortalmente. Portanto, há grandes chances de você matar eles, se ataca-los com todo o seu poder." – Latias comenta, demonstrando evidente preocupação em seu semblante.

- Farei de tudo para salvá-los. Contra vários pokémons, a nossa chance para evitar a captura e deter esses vários pokémons, ao mesmo tempo, é neutralizando os seus treinadores e para isso, farei de tudo, sem ter qualquer hesitação. Não permitirei que vocês sejam escravizados.

Então, ela brilha e concentrando os seus poderes, faz os ladrilhos no chão chacoalharem, com os mesmos se remexendo furiosamente, sendo visível embaixo deles uma concentração enorme de água enlameada que brotava dentre os ladrilhos, como se o solo estivesse em liquefação.

Latios e Latias estão estarrecidos, enquanto Manaphy sorria com determinação, virando o rosto lateralmente para eles, enquanto falava com evidente convicção em sua voz:

- Dessa vez, não será uma simples onda e sim, algo pior para pará-los. Não vou permitir que os meus irmãos, sejam escravizados. Portanto, não vou mais conter o meu poder, como fiz anteriormente. Os humanos verão o quão mortal pode ser a água, se eu assim desejar e que se dane o que o tou-chan disse! Não vou dosar por eles serem, apenas, humanos. Frágil ou não, irão conhecer a água em toda a sua fúria e poder! Eu prometo!

Então, após exclamar com evidente determinação em seus olhos, ela volta a olhar para frente, enquanto voltava a concentrar água no solo, sendo que usaria a lama como auxiliar, pois, aumentaria o peso da água e com isso, provocaria mais danos do que usar, somente, a água.

Afinal, ela precisava neutralizar o mais rápido possível os pokémons em virtude do estado debilitado dos Guardiões do infinito, além dela exibir ferimentos, também e a única forma de fazer isso era neutralizando o mais rápido possível os treinadores, antes que eles liberassem qualquer um dos seus pokémons ou que dessem qualquer ordem para atacá-los.

Longe de onde os lendários se encontravam, o plano de Aporo é um sucesso, pois, todos os policiais julgaram que era um grupo de turistas que exageram na bebida, principalmente, o que era carregado.

Afinal, eles acreditavam que pessoas tão bêbadas como aquelas que estavam passando perto deles, não conseguiriam ordenar um ataque, além das vozes soarem empastadas em álcool e não de forma determinada e sóbria, segundo as testemunhas.

Eles conseguiram passar pelos policiais com sucesso em virtude do fato da polícia ter poucas informações, além das vozes e dos pokémons, sendo que não possuíam uma descrição detalhada do grupo que provocou a confusão, pois, quando a parede estourou, todas as possíveis testemunhas fugiram. O máximo de dados que possuíam eram descrições vagas e os pokémons usados no ataque.

Ademais, por causa da densa nuvem de detritos que ascendeu no local, nenhuma das testemunhas viu o lendário dentre a pilha de escombros.

Enquanto isso, de volta ao local onde se encontravam Manaphy, Latios e Latias, o som de passos aumentava cada vez mais, enquanto a lendária tipo Water se preparava para fazer jorrar violentamente toda a água lamacenta embaixo deles.

Então, quando os passos chegam até o trio, Manaphy chora de felicidade, pois, eram N, Kashin e Yuukishin, que correm até ela, verificando se ela estava bem.

Então, a água no solo recua em direção ao subsolo e os ladrilhos param de se mexer, pois, o processo de liquefação cessou, sendo que Manaphy usou o seu poder para recuar a água de volta a sua origem. Ou seja, o lençol freático abaixo deles.

- Como me acharam? – ela pergunta curiosa, enquanto se encontrava nos braços do seu pai.

- Os Pidgeys selvagens nos ajudaram quando N pediu ajuda para eles.

Kashin fala, enquanto apontava para o alto, com ela avistando um grupo de Pidgeys que pousaram em uma árvore próxima dali, juntamente com alguns pássaros animais que se encontravam nos galhos adjacentes.

Rapidamente, N avista Latias e ao vê-la, sente o seu coração falhar uma batida, achando-a linda, para depois, se refazer ao ver que ela estava gravemente ferida.

Então, ele corre até a lendária, a auxiliando, sendo que a mesma estava fraca demais para manter a consciência e havia decidido confiar naquele jovem por ele ser amigo da Manaphy, pelo que ela compreendeu e antes que perdesse a consciência, consegue ver o olhar gentil dele e o semblante repleto de preocupação, fazendo-a corar intensamente, enquanto o seu coração falhava uma batida, para depois, mergulhar na inconsciência, caindo nos braços de N, que ao constatar os ferimentos dela, sentia uma vontade imensa de trucidar quem havia provocados tais ferimentos.

Afinal, N havia ficado fascinado pela Latias, pois achava ela linda e confessava que se sentia estranho perto dela, enquanto sentia uma fúria imensa contra aquele que ousou ferir um ser tão belo, a seu ver.

Yuukishin estava amparando o Latios, que teve um pequeno vislumbre da Mew, quando foi pego pelo outro pokémon que estava na forma humana, enquanto não compreendia o motivo de ter se recordado da primeira lendária criada por Arceus, já que ele não era a Mew.

Porém, não consegue formular mais qualquer linha de pensamentos, pois é tomado pela escuridão, acabando por cair desfalecido nos braços de Mewtwo.

Kashin só possuía o resto de um Super Potion, que foi usado em Manaphy, que corre até os seus irmãos do infinito, ficando exasperada ao reparar com mais exatidão nos ferimentos que eles exibiam e que eram mais graves do que ela havia julgado, inicialmente.

O Rapidash na forma humana, pergunta:

- O que aconteceu, filha? Quem fez isso com vocês?

Ela conta tudo o que ocorreu e Yuukishin os surpreende ao se erguer, pois, desejava trucidar o humano que ousou ferir a sua imouto e quando se preparava para se afastar do local, ignorando o pedido do seu pai para não ir até o humano, N segura um dos ombros do pokémon tipo Psychic, fazendo o mesmo olhar para ele, que começa a falar, indignado:

- Não me detenha. Esse humano bastardo merece...

Então, ele para de falar ao ver que N tinha o mesmo olhar e o desejo implícito de fazer Takuto se arrepender, amargamente, por ter ferido os lendários, principalmente, a guardiã do infinito, sendo que Yuukishin havia percebido o olhar de N para Latias e vice-versa.

Mewtwo havia ficado surpreso por ter sido impedido por alguém que compartilhava do mesmo sentimento que o tomava naquele instante. Para Yuukishin, Mizuko era a sua querida imouto e após a perda de Ayame, havia ficado demasiadamente protetor com aqueles que eram queridos.

Afinal, a perda de Ayame o marcou, profundamente. Ele a amava e sempre iria amá-la. O seu coração foi para a tumba, junto dela. Mesmo assim, iria fazer de tudo para proteger e cuidar dos seus entes queridos que ainda estavam vivos, uma vez que a morte dela mostrou que quando menos se espera, a morte pode tomar aqueles que ele mais ama.

Então, N fala, enquanto torcia os punhos, lutando uma batalha feroz entre a sua mente e coração, para não ceder aos sentimentos que o tomavam naquele instante e que clamavam para fazer justiça pelos lendários, principalmente, para Latias.

- Eu sei que percebeu o meu desejo, atual. Não somente em meus olhos, mas, em minha mente. Eu também tenho vontade de quebrar os ossos desse treinador desgraçado, mas, não vou sujar as minhas mãos com essa escória. Não vale sequer o esforço. Ademais, não quero arriscar que ele desconfie da existência de vocês. O que podemos fazer é nos afastamos. Precisamos manter Latios-kun e Latias-chan, longe desse bastardo.

N fica surpreso ao perceber que falou o nome de Latias de uma forma carinhosa, surpreendendo os outros, sendo que Mewtwo torce os punhos, falando:

- Ele merece pagar pelo que fez a eles.

O jovem suspira e fala ao se recordar de algo que ouviu:

- Quando eu estava sendo manipulado por Ghetsis, ouvi rumores de que Sakaki (Giovanni), o líder da Equipe Rocket, iria atrás de todos os humanos que tivessem um lendário, sendo algo que preocupava, demasiadamente, Ghetsis, pois, me recordo dele falar que essa organização criminosa estava se expandido internacionalmente de modo agressivo e igualmente, assustador, na visão das outras organizações criminosas. Cada região tem a sua própria organização Criminosa que é regional. Sakaki expandiu a Equipe Rocket para ser uma organização criminosa internacional.

- Em que região a Equipe Rocket surgiu, ji-chan (tio – diminutivo carinhoso)? – a Manaphy pergunta curiosa para N.

- A Equipe Rocket surgiu em Kantou, mas, ao contrário das outras, decidiu se expandir internacionalmente. Segundo a Mizuko-chan, esse treinador bastardo tem o Darkai e a Equipe Rocket é famosa pela sua crueldade. Creio que ele irá pagar muito caro por manter o Darkai com ele. Com certeza, o estúpido ficou se exibindo com ele. Bem, quem não iria se exibir tendo capturado um lendário? Deixaremos ao julgo do destino, sendo que acredito, piamente, que os membros da Equipe Rocket devem estar caçando ele e por isso, é perigo se aproximar dele. É melhor mantermos distância. – N fala, seriamente – Afinal, devemos evitar um confronto a todo o custo.

Yuukishin suspira e ao ver o estado dos dois lendários, concorda.

Então, Kashin se aproxima com o crystal em suas mãos, falando:

- Precisamos que eles tenham uma forma humana. Não podemos passar pelas ruas com dois lendários. Se vamos fugir desse desgraçado, precisamos garantir que ambos passem pela multidão de forma despercebida.

N, Mizuko e Yuukishin acenam afirmativamente, concordando que era a única forma de andar com eles.

- Vou comprar algumas roupas para eles, após usar o crystal. Fiquem aqui. Como sou um pokémon e tenho audição apurada, posso captar qualquer conversa estranha. Ademais, eu senti um leve traço de odor onde a pokéball se chocou na Mizuko-chan. Provavelmente, é o cheiro desse bastardo, pois, é um odor proveniente de um humano.

- Vou pedir a ajuda de alguns Pidgeys para nós avisar, caso surja algum humano próximo desse local. – N fala.

Nisso, eles olham para um grupo de Pidgeys selvagens, sendo que N fecha os olhos e se concentra, tocando o coração dos pokémons selvagens, os fazendo voarem até ele sem qualquer temor.

Então, ele os afaga e pede, gentilmente:

- Por favor, eu preciso que vocês fiquem no alto, atentos a qualquer aproximação de um humano com um pokémon.

Nisso, ele pesquisa Takuto e Darkai na internet, conseguindo imagens dele e do lendário do pesadelo, sendo que havia notado outro treinador que tinha o lendário Heatran.

Então, ela abre a imagem de Takuto junto com o Darkai e mostra para os Pidgeys que consentem, com N acrescentando:

- Não é somente esse humano. Por favor, nos avisem se algum humano vier nessa direção.

- Nós avisaremos. Pode deixar conosco. – um dos tipos Flying fala em sua linguagem.

- Muito obrigado.

Nisso, eles consentem e depois, ascendem voo, se posicionando em locais altos no entorno e que permitiam ter uma visão excelente.