Notas da Autora
Latios e Latias ficam...
Os lendários descobrem que...
Eles decidem...
No Quartel General da Equipe Rocket...
Capítulo 139 - A surpresa de Latias
Enquanto isso, Kashin tocou com o cristal primeiro em Latias e depois, em Latios, com o corpo deles brilhando e após alguns segundos, o brilho cessa, com Kashin guardando o cristal que havia curado ambos, enquanto restaurava a energia deles em cem por cento.
Então, após se certificar que eles estavam bem, o Rapidash se afasta para sair do beco, visando comprar roupas para os pokémons do infinito.
Após alguns minutos, Latias desperta e ficou fascinada ao ver que estava totalmente curada e sem sentir qualquer dor.
N se aproxima dela e pergunta:
- Você está bem, Latias-chan?
Ele cora levemente ao perceber como se referiu a ela, com a lendária corando também, meneando a cabeça, enquanto que Latios despertava e ao ver seres em volta deles, assume uma postura inicialmente protetora, para depois, se recordar dos acontecimentos e passa a relaxar, pois, compreendeu que conheciam Manaphy, enquanto achava o humano de cabelos verdes, peculiar.
Afinal, ele era diferente dos outros humanos e ao perceber a sua irmã corando para ele, o lendário suspira, enquanto massageava as têmporas, sentindo que teria muita dor de cabeça dali por diante, porque Latias era inocente demais para o seu próprio bem e por isso, precisava protegê-la a todo custo.
Yuukishin se aproxima dos Guardiões do infinito e conta sobre ele e os demais, para depois, explicar como o encontraram, falando em seguida sobre o poder do cristal e o que aconteceria a eles, dando o exemplo de Kashin e de Manaphy, além de falar sobre os rumores que eles ouviram, referente à Equipe Rocket.
Os lendários do infinito demonstravam surpresa em seus semblantes, enquanto assimilavam as informações, sendo que Latias podia sentir o coração de N e ficou surpresa ao ver que era um coração cristalino e gentil.
Latias compartilha essa informação com Latios, que percebe a veracidade do que a sua irmã disse e concordava com o fato de N ser distinto dos outros humanos que haviam visto.
Então, eles se recordam das palavras do jovem de cabelos prateados sobre um cristal e seus poderes, com Latias falando mentalmente ao compartilhar a sua mente com eles:
"Tudo bem. Eu não achei ruim e sim, algo benéfico, pois desde que fiquemos na forma humana, nós seremos imunes as pokéballs. Considerando os planos dessa tal Equipe Rocket é o melhor para nós, que temos que ser gratos pela oportunidade."
"A Latias está certa. Nós vimos que a pokéball não reagiu ao se chocar na Manaphy. Será bom termos essa imunidade e considerando o que nos contou sobre a Equipe Rocket, o quanto antes passamos despercebido, melhor."
De repente, os pokémons do infinito demonstram uma intensa preocupação em seus semblantes, pois, avistaram uma sombra se aproximando de onde estavam.
Prontamente, Latios se coloca em posição defensiva na frente da Latias, escudando-a.
- Podem relaxar. É o cheiro do tou-chan. – Manaphy fala, sorrindo.
Então, Kashin surge com sacolas, sendo que comenta com um sorriso de alívio no rosto:
- Que bom que vocês acordaram. Nós não sabemos quando o cristal fará efeito, mas, ficaremos nesse local até assumirem a forma humana. Eu trouxe roupas – ele ergue as sacolas – Depois, vocês podem comprar as roupas que preferirem. Apenas vão vestir essas roupas para que não andem nus pelas ruas, pois, vocês vão ficar nus na forma humana, assim como foi com o Yuukishin-kun e a Manaphy-chan.
Ele se aproxima e põe as sacolas próximas dos lendários, colocando uma ao lado da Latias e a outra, do lado do Latios, com ambos observando curiosamente o conteúdo das mesmas.
Após alguns minutos, Latias pergunta mentalmente, enquanto ficava cabisbaixa, compartilhando a sua mente com todos os outros, assim como Latios fez, para que Mizuko, Kashin, N e Yuukishin pudessem participar da conversa mental entre os lendários do infinito.
"Será mesmo verdade que eles venderam um de nós para aquele monstro? Eu não acredito que eles fariam isso."
Latios exibe um semblante de desalento para a sua irmã, que estava cabisbaixa e que nutria, ainda, a ínfima possibilidade da traição não ser real, sendo que o lendário não a condenava por ter este pensamento, pois, como foi uma revelação demasiadamente brutal, Latias não havia conseguido assimilar essa verdade avassaladora.
Ele suspira e fala, mentalmente:
"Não resta qualquer dúvida, imouto. Saiba que eu tenho plena convicção dessa hipótese." – o mais velho fala com uma convicção inabalável.
"Mas..."
- Eu peguei esses papéis, daquele desgraçado. – Manaphy fala, mostrando os papeis aos irmãos que pegam os mesmos com as suas patas.
Ambos sentem os odores conhecidos a eles, além de identificarem que era uma espécie de mapa, sendo que Latios recorda Latias da conversa que Mizuko havia ouvido, quando o treinador comentou consigo mesmo, após se chocar contra a Manaphy, fazendo-a cair no chão.
A Guardiã do infinito estava assimilando as informações estarrecedoras, quando Yuukishin comenta da conversa que ouviu de duas pessoas que estavam em uma praça, enquanto eles estavam procurando Mizuko e após descrevê-las, não restava qualquer dúvida, com Latios percebendo que a sua irmã, enfim, havia aceitado a verdade.
A descoberta estarrecedora faz Latias ficar em choque, enquanto que o lendário do infinito estava possesso, demonstrando a sua fúria em cada palavra na sua mente:
"Depois de tudo o que nós fizemos?! Nós salvamos esse local no passado e para quê?! Para sermos vendidos?! Não obstante, aqueles bastardos mataram Kanon-chan (Bianca) e Vongole-san (Lorenzo)!"
"A Kanon-chan e o Vongole oji-chan foram mortos por esses desgraçados! Pensávamos que havia sido um trágico acidente!" – a lendária exclama mentalmente com lágrimas peroladas brotando de seus orbes.
Então, Latias começa a chorar copiosamente, sendo confortada por Latios, enquanto digeria a traição vil e cruel que sofreram, além de assimilar o fato de que não foi um acidente e sim, um homicídio frio e calculista.
N e Manaphy apoiavam as mãos nos ombros da lendária que havia afundado o seu focinho no tórax do seu irmão que buscava confortá-la, como fazia quando ela era filhote.
Então, após alguns minutos, o corpo deles brilha e quando o brilho cessa, revelam a forma humana deles, sendo que a aparência de Latias era de uma jovem de quinze anos e a de Latios era de um jovem de dezessete anos, sendo que eles estavam nus, como sempre acontecia.
N vira o rosto, assim como Yuukishin e Kashin, com os lendários não compreendendo o motivo, sendo que Manaphy percebeu que eles não tinham nenhuma noção de senso comum, pois, não exibiam qualquer pudor, enquanto observavam as suas formas humanas.
Mizuko havia corado ao olhar para o Latios, pois, nunca tinha visto um corpo humano nu e antes que o seu olhar descesse para a virilha dele, Yuukishin fica entre ela e o lendário, falando ao virar o rosto, apenas o suficiente para vê-la, enquanto evitava ver o corpo nu da Latias:
- Você ajuda a Latias, pois, ela é uma fêmea. Eu ajudo o Latios.
- Eu queria saber que volume é esses que vocês têm na virilha. Vocês nunca me deixam ver. – ela fala, enquanto cruzava os braços.
N, Kashin e Yuukishin coram intensamente, sendo que N fala, ainda de costas, após pigarrear para recuperar a compostura, embora sobrasse, ainda, um tom carmesim em suas bochechas:
- Quando você crescer, nós conversamos.
Mizuko faz biquinho, enquanto bufava indignada, sendo que o pai dela fala, ainda de costas por causa da Latias:
- Não vai ajudar a Latias-chan, filha? Ela está nua.
Então, ela se recorda de sua obrigação e ajuda a Latias a se trocar, enquanto Yuukishin auxiliava o Latios.
Após alguns minutos, ambos estão trocados e Latias comenta, se esquecendo de compartilhar a mente:
- Por que precisamos usar isso? Qual o problema de...
Então, ela exibe surpresa em seu semblante ao ver que falava, sendo o mesmo para Latios, que comenta exibindo surpresa em seu semblante:
- Isso é incrível... Deve ser efeito dessa forma. Bem, a Latias-chan está certa. Por que não podemos andar sem roupa?
Kashin suspira ao ver o olhar curioso deles e comenta:
- Precisamos dar, urgentemente, aulas básicas para eles.
- Com certeza, tou-chan.
- O quanto antes eles aprenderem um pouco dos costumes humanos, melhor.
- Idem. – N comenta, enquanto acenava afirmativamente.
Então, quando Latias olha para ele, N cora, assim como a lendária que cora intensamente, fazendo Latios cruzar os braços, demonstrando certo aborrecimento em seu rosto, pois, queria impedir que qualquer macho se aproximasse da sua irmã.
Afinal, era seu dever como irmão protegê-la, pois, ela era demasiadamente inocente para o seu próprio bem.
- Bem, vamos até o hotel que nós estamos hospedados para darmos algumas aulas vitais, para que possam conviver entre os humanos, usando uma forma semelhante a eles.
- Nesse tal de hotel, vocês vão explicar o motivo de não podemos andar sem roupa? – Latias pergunta, expectante.
- Sim. Vamos.
Nisso, os pokémons do infinito o seguem e ao passarem por uma loja que tinha espelhos, após, voltarem a andar entre a multidão, Latias percebeu que a sua aparência mudou e que não havia qualquer semelhança com Kanon.
- Eu fiquei aliviada por sua forma ter mudado, onee-chan Sabia que foi muito bom o fato de você não ter a aparência da Kanon?
- Por que fala isso, Manaphy-chan?
- Meu nome nessa forma é Mizuko-chan. Evite me chamar de Manaphy-chan. Não quero que me associem com a minha forma verdadeira.
- Certo, Mizuko-chan – ela consente, sorrindo - Então, por que você achou boa a minha mudança?
- Os humanos maus sabem que você assume a aparência da Kanon. Agora, como é uma aparência nova e própria, não sendo uma cópia, não vão poder identifica-la na multidão e consequentemente, não vão conseguir encontrar o Latios.
- Oh! Não havia pensado nisso.
- Procurem escolher um nome para vocês. Não usem os seus nomes verdadeiros em público. Não queremos atrair treinadores. – Yuukishin comenta ao olhar para trás.
Latios e Latias se entreolham e concordam com a cabeça, começando a pensar em um nome para usarem naquela forma, pois, eles compreenderam que não adiantaria mudar a aparência deles, se eles não mudassem o seu nome para ajudar em seus disfarces ao se misturarem entre os humanos.
Enquanto isso, longe dali, os agentes da equipe Rocket chegam até uma casa que foi alugada para servir de base temporária para eles em Alta Mare, para depois, alguns membros levarem Takuto, que ainda estava desacordado em virtude das concussões que sofreu, até o porão, o amordaçando, enquanto o amarravam em uma cadeira, com Aporo ligando para Sakaki através do seu celular, visando dar as boas notícias, enquanto segurava a Ultraball com o Darkai em suas mãos, sendo que do lado dele, havia um aparelho portátil projetado pelos engenheiros da Equipe Rocket do setor de tecnologia e que era usado para enviar pokéballs diretamente para Sakaki.
Há centenas de quilômetros de Alta Mare, no Quartel General principal da Equipe Rocket, o telefone de vídeo da sala de Sakaki toca.
Ele apoia a delicada taça no tampo da mesma de mogno ricamente detalhada em sua borda, sendo que o refinado cristal demonstrava o vestígio de vinho envelhecido em barril de carvalho por décadas, ao mesmo tempo em que interrompia a análise dele dos dados que surgiam no monitor do computador de último tipo.
Então, suspirando profundamente, Sakaki fala asperamente, demonstrando um tom de voz cortante e igualmente implacável o quanto se encontrava aborrecido pela interrupção inoportuna, a seu ver, fazendo o Rocket do outro lado da linha, temer por sua vida:
- Eu disse que não queria ser incomodado a menos que fosse uma informação importante ou sobre os lendários.
O Rocket no outro lado da linha, que era o secretário pessoal dele, fala gaguejando, temendo levar um tiro na cabeça por ter interrompido o seu chefe:
- É sobre o grupo do Aporo-san, que se encontra em Alta Mare. Ele deseja dar uma informação importantíssima.
Sakaki sorri discretamente, pois, sabia que Aporo não iria contatá-lo, se não tivesse, pelo menos, uma boa notícia.
- Passe a ligação. Eu estou de muito bom humor, agora.
- Sim, Sakaki-sama!
Nisso, ele passa a ligação e a voz de Aporo é ouvida:
- Sakaki-sama, qual a senha, por favor?
- Cinco, um, dez, nove.
- Obrigado, senhor. Eu liguei para avisar que conseguimos o Darkai que pertencia ao treinador Takuto. É aquele que se vangloriava de ter um lendário.
- Eu me lembro dele. Mandei agentes para intercepta-lo, para que pudéssemos pegar o lendário. Mas, quando chegaram ao local onde estava hospedado, ele havia acabado de partir, sem deixar qualquer rastro.
- Eu acredito que o motivo dele estar nessa ilha é pelos lendários Latios e Latias. Não haveria outro motivo para ele estar aqui.
- Verdade... Então, os boatos podem ser verdadeiros, pois, o atraíram até a ilha. – Sakakai comenta, enquanto sorria, pois, acreditava que poderia ser uma evidência plausível para a existência deles naquela ilha.
- Nós descobrimos um símbolo usado pelos Pokémon Hunter. Ele é um pokémon Hunter que fingia ser um treinador e acredito que por ter um lendário, ele deve estar em ascensão entre os Pokémon Hunter.
- Um Pokémon Hunter, né? Isso é incrível. Os que conseguimos, estavam muito abaixo da hierarquia deles. Considerando o fato de que este Takuto possuía um lendário, ele não deve ser um Pokémon Hunter ordinário como os outros que torturamos até a morte.
- Eu também acho isso. Creio que precisamos do melhor torturador que temos. Ele deve ter informações, demasiadamente, valiosas. Podem ser muito uteis a organização, Sakaki-sama.
- Com certeza.
- Vou enviar a Ultraball com o Darkai para o senhor. Ele está extremamente debilitado por causa dos golpes super efetivos que sofreu. Mas, pode ser facilmente tratado.
- Vocês fizeram um trabalho incrível. Meus parabéns – ele ouve Aporo e os outros Rockets comemorando o elogio que receberam - Eu estou ansioso para ver o meu novo lendário. Ele deve ser magnifico. E quanto a Latios e Latias?
- Vamos continuar investigando. Mas, sinto que este Takuto pode dar informações valiosas para nós, inclusive, sobre esses lendários.
- É uma hipótese interessante. Eu vou enviar o nosso melhor torturador... Ele anda entediado, desde que enviamos aqueles Pokémon Hunter ordinários para ele se "divertir", pois, eles foram uma perda de tempo e sequer tinham pokémons consideravelmente bons em suas mãos. Era simplesmente patético o fato deles, exibirem a alcunha de Pokémon Hunter.
- E quanto a Vicious, conhecido como Iron-Masked Marauder? O que ele achou da tortura até a morte dos outros Pokémon Hunter, senhor? Afinal, ele é um Pokémon Hunter, também.
Sakaki sorri, falando:
- O dia em que ele se importar com isso, será o dia que irei distribuir doces com um sorriso no rosto. Ele não se importa. Para ele, eles não passavam de mero lixo, segundo as suas palavras.
- Verdade. Eu vou aguardar o torturador. Estou enviando, agora, a Ultraball do senhor.
Os membros desses grupos especiais enviados para capturar lendários tinham inúmeras Ultraballs que pertenciam a Sakaki, para que o lendário se tornasse subjugado a ele, assim que fosse capturado. Somente poderiam usar Ultraballs particulares, caso não tivessem mais Ultraballs de Sakaki em suas mãos.
Ele sorri imensamente, demonstrando uma intensa ansiedade em seu rosto, enquanto se levantava da sua poltrona luxuosa, se dirigindo até um objeto que ficava no canto de sua sala, sendo um transportador portátil de pokéballs, pois, ao capturarem um lendário, deveriam enviar diretamente para ele e por isso, todos tinham um dispositivo que se conectava ao que tinha em sua sala.
Após, alguns minutos, ele observa fascinado a Ultraball surgindo e após ela se solidificar, ele a pega em suas mãos, liberando o lendário que se encontrava caído, com o semblante repleto em dor, enquanto respirava profundamente, exibindo os diversos ferimentos que tinha e mesmo estando inconsciente, demonstrando os danos que havia sofrido do ataque brutal super efetivo, Sakaki consegue admirá-lo, pois, mesmo naquele estado extremamente debilitado, ele demonstrava o quanto era magnifico.
O chefe da Equipe Rocket sorri de canto e fala:
- Mesmo nesse estado deplorável, ele demonstra o quanto os lendários são magníficos. Não posso culpar Takuto por querer exibi-lo. Eu também faria a mesma coisa. Ademais, um lendário vale uma fortuna imensa, também.
Sakaki o retorna para o objeto, enquanto sorria imensamente.
- O que achou dele, senhor? – o silêncio é quebrado pela voz expectante de Aporo, que estava ansioso para saber a opinião do seu chefe.
- Ele é perfeito e magnífico. Estou ansioso para testar o seu poder, assim que ele for curado. Eu aguardo ansiosamente, notícias suas sobre os lendários Latios e Latias.
- As terá, senhor. – ele fala respeitosamente.
Sakaki desliga a comunicação e aperta um botão, se aproximando de uma caixa:
- Ishi, venha.
Após alguns segundos, um jovem Rocket entra no imenso escritório do seu chefe e curva a cabeça para ele, enquanto controlava o tremor que se apoderou do seu corpo, sendo que torcia para que o seu líder estivesse de bom humor, sendo que estava tão assustado, que sequer conseguia arriscar um olhar para o rosto do seu superior.
Então, o Rocket o vê estendendo uma Ultraball na direção dele, com Sakaki ordenando em um tom que não aceitava fracasso:
- Recupere o pokémon dentro desta Ultraball, mas, sem retirá-lo dela. Use a máquina de cura. Depois, traga para mim o quanto antes. Compreendeu? – ele pergunta o final em um tom ameaçador, que fez o jovem tremer da cabeça aos pés.
- Sim, Sakaki-sama. – ele fala humildemente.
- Agora, vá.
Assim que ele coloca a Ultraball nas mãos do jovem, o mesmo corre o mais rápido que conseguia para curar o pokemon o quanto antes, visando devolver o mais rápido possível para o seu chefe, confessando que estava curioso para saber que pokémon estava dentro do objeto.
Rapidamente, ele espana essa curiosidade da sua mente ao se recordar do que ouviu dos outros Rockets sobre a ira do chefe deles, decidindo que a sua vida era muito mais importante do que uma mera curiosidade e que ele devia voltar o quanto antes com o pokémon curado, dentro do dispositivo de captura.
Após o jovem sair, Sakaki contata o que liderava o grupo que estava caçando Takuto, para informar da captura do mesmo, enquanto dava uma nova ordem ao abrir uma pasta que estava ao seu lado.
O motivo dele não mandar que outros fizessem o trabalho de avisar os grupos, é que somente ele sabia onde se encontravam, com todos os relatórios sendo passados somente para ele, reduzindo drasticamente a chance de ter algum vazamento de informações.
Afinal, era plenamente ciente de que podia haver espiões da polícia internacional ou de outras organizações criminosas infiltradas em sua organização.
Portanto, todo o cuidado era pouco e em relação a captura de lendários, ele deseja ser o único a controlar essas ações, inclusive, para impedir que soubessem onde tais grupos se encontravam, pois, somente se comunicavam com ele e não com os outros grupos.
Assim, se um grupo fosse capturado, ele não poderia dar qualquer informação sobre outros grupos que atuavam na caçada de lendários.
Inclusive, eles usavam um código único entre cada grupo, para que Sakaki pudesse identifica-los, sendo que este código era usado pelo grupo para que confirmassem a identidade daquele que recebia tais informações.
Ele apoia o seu queixo em suas mãos fechadas, cujos cotovelos se encontravam apoiados no tampo da mesa e fica pensativo, pois, estava desconfiado de Vicious, que apesar de ser membro da Elite da Equipe Rocket, não lhe inspirava tanta confiança.
Afinal, ele não era como Aporo e os outros. Logo, trai-lo não seria difícil.
Ademais, ele acreditava que Vicious havia criado uma nova pokéball e que não havia compartilhado sua invenção com a Equipe Rocket.
Claro, podiam ser apenas boatos de membros invejosos, mas, eram boatos que o deixavam desconfiado das reais intenções de Vicious, pois, enquanto admirava a sua natureza sociopata, cruel e perversa, capaz de matar, se for necessário, humanos e pokémons como se fossem baratas sem demonstrar qualquer clemência, além de usar os pokémons como meros objetos para um fim, não conseguia identificar a mesma lealdade que via no olhar de Aporo e dos demais membros dos grupos que enviou para caçar os lendários.
Ademais, Sakaki havia percebido a obsessão doentia que ele tinha com o Celebi e não conseguia acreditar que o forte desejo de investigar esse lendário e de captura-lo era para dar a ele, além de ser ciente das habilidades de Celebi, que consistia em viajar no tempo e por causa desse poder, poderia ser usado contra ele e ao analisar por esse ângulo, descobriu que era um risco grande demais e que o certo era colocar alguém de olho nele e que fosse extremamente leal ao Líder da Equipe Rocket, por precaução.
Inclusive, havia decidido que iria limitar as suas ações a uma investigação discreta, sem agir diretamente contra ele, pois, poderia estar errado em suas suposições.
Portanto, era fundamental agir com cautela em suas suspeitas para confirmar onde estava a lealdade dele, através desse agente totalmente leal e capaz de fingir qualquer personalidade, se assim fosse necessário, sendo que era apelidado de "Camaleão humano" e ninguém sabia realmente como ele era com exceção de Sakaki.
