Notas da Autora

Serena, Fennekin e Pancham ficam...

A jovem fica...

Eles começam a...

Serena decide...

Capítulo 159 - Pancham em perigo

Eles acabam cercados por homens ameaçadores, sendo que Pancham torcia os punhos, enquanto rosnava levemente, assumindo uma postura defensiva.

Então, o trio observa os homens na frente deles abrindo caminho para outro que exalava riqueza, usando um terno caríssimo, assim como os sapatos, exibindo um relógio de ouro no punho, enquanto fumava um charuto fedorento.

O tipo Fighting percebeu que a humana havia ficado na frente dele, esticando levemente os seus braços, como se estivesse o protegendo, fazendo-o ficar surpreso pelo gesto dela para com um selvagem, enquanto que a Fennekin ficava na frente da sua treinadora, assumindo uma postura protetora, sendo que a jovem estava preocupada, enquanto era tomada pelo medo, pois, não conseguia imaginar outro motivo para um homem como ele e para os demais estarem no meio de uma floresta, senão fosse pela caneta dourada, confirmando as suas suposições de que não era um dourado de tinta e sim, de ouro, justificando o brilho e peso incomum.

Pelo canto dos outros, enquanto os três se afastavam instintivamente da caverna, eles observam que alguns homens se aproximaram da caverna do Pancham, para depois, um deles pegar a caneta de ouro, levando-a em seguida até o homem de terno de grife que fica feliz ao pegar a sua caneta de volta.

Quando um deles se curvou, ela percebeu que ele tinha armas em coldres embaixo do seu paletó, com a jovem acreditando que era o mesmo com os demais, fazendo-a suar frio, pois, eles tinham uma aparência intimidadora e o chefe deles não parecia ser do tipo indulgente.

Munindo-se de coragem, Serena pergunta, sendo que havia ligado a gravação do seu smartphone que estava no seu bolso por precaução, assim que eles foram cercados, sendo que procurou apertar, também, na sua pokédex, um botão usado para emergências, com o aparelho realizando automaticamente a conexão com o laboratório do doutor Platane (Augustine Sycamore) em Miare City (Lumiose City), uma vez que foi ele que entregou a pokédex, fazendo surgir um aviso sonoro no laboratório para alertá-lo que o treinador estava em perigo ao mesmo tempo em que realizava, automaticamente, conexão com a Central da polícia enquanto transmitira os dados de áudio e da localização ao laboratório, após abrir o áudio do aparelho para que o doutor pudesse ouvir a conversa, silenciando, ao mesmo tempo, o áudio de saída do aparelho por medida de proteção e para que o agressor ou aquele que ofertava perigo, não soubesse que estava sendo gravado e que havia informações, inclusive da localização, que eram enviados em tempo real ao Hakase Pokémon:

- Quem é o senhor? Quem são eles?

O homem termina o seu charuto fedorento, para depois, afastá-lo da boca, falando com um sorriso cruel no rosto, fazendo a jovem temer que as suas suspeitas sobre o caráter do homem fossem verdadeiras, fazendo a Fennekin rosnar baixo, com os pelos do seu lombo se encontrando levantados, enquanto que o Pancham estava assustado até que recobra a coragem, enquanto olhava em volta, notando que não tinha nenhum lugar para fugir.

- O meu nome não importa. Eu quero, apenas, capturar esse pokémon.

Na outra linha do tempo, aquele homem morreria no naufrágio do navio há quase dez anos, atrás.

Por não ter seguido o seu destino original em virtude do fato de ter sido salvo pelos Lapras selvagens, ele acabou se envolvendo no mundo do tráfico e prosperou, conseguindo montar a sua própria facção do crime e enquanto andava pelo local onde era realizado o TryPokkaron, a sua caneta de ouro, que se encontrava na lapela do seu terno de grife, foi roubada pelo tipo Fighting por ser brilhante, enquanto o pokémon fugia do local.

Serena pergunta, enquanto orava fervorosamente para que as suas suposições estivessem equivocadas, embora tivesse pouca esperança de estar errada:

- Por que o senhor quer capturá-lo? Afinal, o senhor parece odiá-lo – ela orava para que a resposta não fosse o que achava que seria.

Ele olha de forma incrédula para a jovem, para depois, gargalhar, enquanto falava, com a fumaça do charuto saindo de sua boca e nariz:

- O que acha que quero fazer com ele, mocinha?

Ela arregala os olhos e exclama indignada ao perceber que as suas suposições estavam corretas, infelizmente:

- Quer punir o Pancham! Se o capturar, ele ficará subjugado a pokéball e poderá torturá-lo à vontade! Por que quer fazer algo tão cruel? Ele não pegou a caneta por ela ser de ouro, como um ladrão humano faria. Provavelmente, foi o brilho dela que o atraiu. O senhor já tem a sua caneta de volta e o Pancham prometeu que não faria mais isso.

- Oh! Vejo que já percebeu as minhas intenções... Quanto as suas perguntas, saiba que eu nunca deixo ninguém que me fazer de idiota, sem enfrentar as consequências do seu ato. Portanto, esse pokémon ordinário irá conhecer as consequências do seu roubo e de todo o aborrecimento que me causou – ele traga pela última vez o charuto, antes de jogar o pedaço remanescente no chão, amassando-o com os sapatos caros.

- É crime maltratar um pokémon!

O homem gargalha e fala:

- Quem vai me impedir? Acha mesmo que serei punido ou algo assim? Tenho meios para silenciar quem for necessário e para comprar os que podem ser comprados. Não ofereço algum dinheiro a você por esse pokémon ordinário, pois, percebi o seu olhar fervoroso e irado. Você deve ser um desses treinadores que amam pokémons e que nunca concordaria em vendê-lo, caso o tenha capturado. E se não o capturou, melhor para mim.

- O Pancham prometeu que não vai roubar nunca mais. Ele é apenas um pokémon! Ele não feriu ninguém! Ele não é humano que roubou para lucro pessoal.

- Isso em nada muda a minha decisão, mocinha. Nenhum pokémon bastardo apronta comigo e sai ileso. Bem, eu acho que posso dar uma chance a você.

- "Chance"? – ela arqueia o cenho.

- Se o capturou, entregue a pokeball dele para mim e eu prometo que sairá ilesa. Claro que se falar algo para a polícia, vou mandar os meus homens descobrirem onde mora a sua família e eles irão pagar caro por você me denunciar. O que acha? Eu posso ser bonzinho, mesmo agindo no submundo do crime.

Pancham olha para Serena, imaginando que a humana se afastaria, quando fica surpreso ao vê-la estreitar o cenho para o homem, enquanto falava, torcendo os punhos, com a Fennekin acompanhando o humor de sua treinadora, preparando o seu poder tipo Fire:

- Você estava certo em me analisar. Nunca daria um pokémon a um monstro como você!

Pancham fica surpreso, enquanto a Fennekin sorria, pois, já sabia a resposta da sua treinadora para a pergunta do homem.

- Se quer ser uma heroína, que seja! Claro que com vários metros de terra acima de você.

Ela arregala os olhos, enquanto ele estalava os dedos, com a jovem ficando desesperada ao ver que tiravam as armas debaixo dos paletós e apontavam para eles.

Pancham concentra os seus poderes e usa Stone Edge contra eles, fazendo surgir colunas de terra, os deixando aturdidos, enquanto machucava alguns ao mesmo tempo em que o chefe do tráfico saltava para o lado, desviando das rochas azuladas que brotaram do solo, para depois, a Fennekin usar o Heat Wave, por si mesma, criando uma onda de calor escaldante, sendo que não usou em um nível para matar e sim, apenas, para provocar graves danos, fazendo com que aqueles que foram atingidos, ficassem incapacitados, enquanto que as armas ficavam levemente vermelhas pelo calor escaldante, as impossibilitando de serem seguradas.

Então, eles ouvem um tiro e a jovem olha para o tipo Fighting que foi atingido no braço, percebendo que o ferimento foi ocasionado pela perfuração de uma bala de armamento pesado, capaz de perfurar o aço como se fosse manteiga e que por isso, conseguiu atravessar o corpo de um Pokémon.

O selvagem cai de joelhos no chão e Serena exclama com lágrimas nos olhos, se abaixando e o pegando delicadamente no colo, enquanto a Fennekin estava estarrecida:

- Pancham!

O homem gargalha, juntamente com alguns dos seus homens que não haviam sofrido danos, enquanto a maioria havia se queimado gravemente.

Os que não sofreram ferimentos ergueram-se ao mesmo tempo em que o traficante exclamava:

- Sua idiota! Claro que eu traria armamento pesado para usar no pokémon! Afinal, as armas normais não conseguem ferir eles. Mas, uma munição capaz de furar o aço consegue essa proeza, desde que acerto um ponto vulnerável. O braço dele é bem estreito.

Ela pega a pokeball de Fennekin e após recolhê-la para protesto da mesma, antes que fosse sugada para o dispositivo, enquanto mantinha o Pancham nos seus braços, a jovem aproveita o caminho aberto entre eles e os traficantes através dos ataques Stone Edge e o Heat Wave, para correr para dentro da mata densa e igualmente fechada, visando despistá-los em algum momento.

Então, após se recuperarem do gesto inusitado dela, eles começam a atirar nela, sendo que a jovem havia recolhido a sua amiga para que não fosse atingida pelas armas.

Serena consegue se afastar, um pouco, deles, aproveitando a surpresa gerada pela fuga dela, para depois, gemer de dor quando um tiro passa de raspão no braço dela e o outro na sua perna, com Serena notando que vários pokémons selvagens fugiam do local, assim como os animais em virtude dos vários tiros disparados e que atingiam troncos nodosos.

A treinadora ouve um gemido de dor e ao olhar para o pokémon, percebe que ele estava inconsciente pelo tiro que havia recebido, sendo que ela não havia abrandado a sua corrida, enquanto ouvia os passos dos seus perseguidores e esporádicos tiros, com a adrenalina no seu corpo a impedindo de ficar em choque ou de ter medo.

O pokémon desperta fracamente por alguns segundos, percebendo que a humana lutava para salvá-lo, enquanto se arriscava, fazendo-o se recordar das palavras dela, pois, bastava ela se afastar e deixa-lo capturar ele, que nada aconteceria com a jovem, sendo que fica estarrecido ao sentir o cheiro de sangue, fazendo-o observar um ferimento no braço esquerdo dela.

Nesse ínterim, o doutor havia atendido rapidamente a conexão da pokédex, juntamente com os seus assistentes, com todos eles ficando preocupados com a conversa, para depois, ficarem alarmados ao ouvirem os tiros.

Prontamente, antes que a pokedex terminasse de se conectar a polícia, ele entra em contato com os policiais, os informando dos acontecimentos, com eles recebendo os dados e áudios do aparelho, com a Central retransmitindo para a polícia local onde a jovem se encontrava, visando salvá-la ao saberem a localização em tempo real dela, com uma equipe composta de vários policiais e dos seus pokémons se dirigindo até onde Serena se encontrava ao acompanhar a movimentação dela pelo sistema de GPS.

Enquanto isso, no local, enquanto corria por sua vida, a jovem pega uma pokeball, mostrando para o selvagem, enquanto falava ao cogitar a hipótese de não conseguir escapar dos seus perseguidores implacáveis, além do fato de deter a febre, pois, na forma de energia plasmada, ele não sentiria dor, além de garantir que ele sobrevivesse para ter assistência adequada, uma vez que o tempo parava para o pokémon dentro da pokéball:

- Entre na pokeball, por favor. É a única chance de você sobreviver. Você está tremendo e está com febre. Por favor, aceita a pokeball. – ela pede com lágrimas nos olhos, com o pokémon notando o desespero dela e que estava preocupado com ele.

Ademais, ele percebeu que a humana sentia muita dor ao observar o semblante dela e que mesmo tomada pela dor, ela sorria de forma confortadora para ele, falando ao ver que o selvagem estava preocupado:

- Vai ficar tudo bem. As pessoas malvadas não vão pegá-lo. Eu vou salvá-lo. Eu prometo.

- E quanto a você? – ele pergunta em sua linguagem.

Então, supondo o que ele estava perguntando e o motivo de sua preocupação, ela fala, sem abrandar a sua corrida:

- Eu vou dar um jeito. O importante é salvar você e a Fennekin. Por favor, entre na pokéball.

O tipo Fighting ainda demonstrava preocupação em seu semblante, enquanto ficava emocionado pela preocupação dela até que acaba ficando inconsciente por causa da febre.

Então, a jovem aproxima o objeto redondo dele, com o selvagem sendo sugado pelo o dispositivo e após, o mesmo se remexer por alguns segundos, emite o som e brilho, indicando o sucesso da captura.

Então, aliviada ao ver que a pokeball o capturou, Serena percebe que acabou rodeada pelos homens que seguiam o traficante e que apontavam as armas para ela, com o milionário se aproximando, enquanto falava:

- O entregue, mocinha ou terá uma vida muita curta e o seu pokémon irá pagar juntamente com esse bastardo.

Serena percebe que está de costas para um riacho e inspirando profundamente, sabendo que precisava salvar os seus amigos, a jovem faz as pokéballs da Fennekin e do Pancham ficarem pequenas, com o homem olhando atentamente o movimento dela, enquanto arqueava o cenho, para depois, gritar ao vê-la jogar ambos no riacho, com os objetos desaparecendo na água em virtude da forte correnteza que imperava no local:

- Não!

Engolindo em seco, tentando assumir uma postura corajosa, apesar do forte medo que a tomava, juntamente com o suor frio em sua pele, ela exclama:

- Podem me matar, mas, não terão os seus amigos! Nunca irei vender um amigo, mesmo que seja para salvar a minha vida!

O milionário e os outros ficam surpresos, para depois, o homem falar, olhando-a atentamente:

- Pelo visto é uma heroína dos pés a cabeça. Mas, saiba que esse seu ato me deixou irado. Eu me pergunto se matá-la será punição suficiente. Eu conheço alguns pedófilos que adorariam se divertir com você, sendo que também são sádicos – ele falava, enquanto exibia um sorriso maligno no rosto.

Serena treme de medo pelo sorriso sádico e cruel que o traficante demonstrou em seu rosto, enquanto desejava compreender o que ele queria dizer sobre se divertirem com ela, pois, a garota não compreendia o que isso implicava. Somente sabia que devia ser algo bem ruim pelo sorriso maligno do homem. Mesmo assim, não se arrependia do que fez. Se havia algum arrependimento era porque não veria mais o seu amado e o rosto dele lhe vem à mente, assim como os dos seus pais e amigos.