Notas da Autora
Em Sinnoh...
Em Kalos...
Capítulo 166 - O desespero de um mafioso
Quando Mizuko percebeu os sentimentos do seu irmão e de N, ela sussurra:
- Ela tem um bom coração. Ele estará em boas mãos. Não se preocupe. Não se esqueça de que eu posso sentir o coração dos seres.
- A sua imouto está certa, Yuukishin-kun e N-kun. – Kimiko fala, pondo gentilmente a mão no ombro dele – Eu também sinto isso.
- Eu concordo com as nossas irmãs.
- Não havia motivos para nos intervimos, filho. – Kashin fala para Mewtwo que consente - Você compreende N-kun?
- Sim, Kashin-san. - o jovem de cabelos esverdeados consente.
- Aquele movimento do Piplup... Parecia ser de Contest. Tinha o padrão dos movimentos usados em apresentações e batalhas. – Mizuko comenta pensativa.
- Talvez, ela seja essa tal de Pokémon Coordinator que você nos contou um dia. – Yukio fala, olhando atentamente os acontecimentos a frente deles.
Latios e Latias usavam cada um, uma esfera circular. Eles encontraram uma dessas esferas no litoral próximo a ilha em que viviam, anteriormente, sendo que Kimiko parecia fascinada pela esfera que encontraram no litoral, enquanto Yukio era fascinado pela esfera que eles pegaram do templo.
Inclusive, ambos as usavam em seus respectivos tórax, sendo que se encontravam presos por uma corrente dourada que ficava por baixo das roupas. Eles podiam sentir o poder nos objetos e vinham se concentrando em sentir esses poderes, pois algo lhes dizia que seria útil em algum momento do futuro.
No local em que a treinadora estava com os seus pokémons, Swinub recobra a consciência, após estar curado e ao abrir os olhos, percebe que havia sido capturado ao se sentir influenciado a ficar junto da humana, juntamente com a subjugação ao objeto redondo nas mãos dela.
Inicialmente, ele fica triste, até que a tristeza cessa ao se lembrar do sabor maravilhoso dos bolinhos que comeu e que haviam sido feitos pela humana, pelo que descobriu, enquanto os observava escondido, esperando o momento certo de avançar na comida, pois estava faminto e o cheiro era demasiadamente tentador.
- Bem vindo ao grupo! Esses são Piplup, Buneary, Aipom e Pachirisu. Eu anseio ser uma Pokémon Coordinator. Eu imagino que você está com fome – ela tira um pote vazio e pega a ração pokémon que retirou de uma pokéball destinada a guardar objetos.
Após enchê-lo com ração, coloca na frente do tipo Ice e Ground que cheira a comida, para depois salivar, passando a comer avidamente, enquanto era acarinhado pela humana, com o ex-selvagem apreciando o afago gentil.
Conforme Kashin a observava, ele se recorda do seu amigo e antigo treinador, Ryuusou (竜爪 – garras do dragão), antes de irem para o mundo de Yukihana (雪花 – Flor da neve) e que o afagava dentre as viagens que faziam, para que ele vendesse a sua arte.
Inclusive, havia servido de inspiração para algumas telas.
O Rapidash se recorda do seu amigo contando para ele, quando armava uma fogueira sobre um céu estrelado, sobre o fato do pai dele ter sido um treinador que batalhou em diversos torneios e que quando Ryuusou nasceu o seu genitor esperava que seguisse os seus passos e por isso, deu um nome tão imponente e que evocava ao de um guerreiro.
Porém, o seu amigo sempre sentiu vocação para a arte, mais do que as lutas, fazendo com que pai e filho brigassem, sendo que lutou contra o genitor através das palavras e da sua determinação.
Depois, fizeram as pazes quando ele adoeceu. A mãe do seu ex-treinador havia falecido no parto e após o enterro do pai, ele partiu pelo mundo.
Ryuusou o comprou de um criador quando era um Ponyta para que servisse de montaria e para que pudesse enfrentar eventuais bandidos, dando-lhe o nome de Kashin, uma vez que seriam companheiros de viagem.
Conforme pensava nele, se sentia triste, pois, havia visto o que ocorreu com o seu amigo, companheira deste e todos os outros. O Rapidash tinha esperanças que a filha do seu amigo pudesse usar o cristal em plenitude e conforme pensava nisso, ele segura inconscientemente o objeto em suas mãos por cima das roupas, o apertando levemente. Kashin sentia que o cristal lendário era a única forma de salvar o seu amigo, Yukihana e os outros, além de restaurar o mundo ao que era antes da invasão massiva das Ultrabeasts lideradas por Necrozma e de outros seres com os seus respectivos líderes. Pelo que ouviu das habilidades e poder do cristal, o impossível se tornava possível.
Afinal, ela havia contado sobre o lendário Maboroshi no Ginzuishou (幻の銀水晶 - cristal prateado dos sonhos) e os seus poderes, além de comentar que era a Guardiã dele.
Porém, ele se recordou de que segundo Yukihana, a Deusa imperatriz daquele mundo, não era fácil dominá-lo e uma jovem, dificilmente, conseguiria usar os poderes em sua plenitude, além de ser demasiadamente arriscado. O poder era grande demais e quem o usasse deveria ser capaz de lidar com o nível de poder para que conseguisse manipulá-lo e assim, fazê-lo conceder o que desejava em seu coração. Quanto maior a força no coração, maior era o poder do cristal e a capacidade de cumprir os desejos da sua Guardiã. Ele tinha plena convicção que Yukiko conseguiria fazer isso. Somente ela seria capaz de desvendar por instinto os poderes do cristal e fazê-lo resplandecer em plenitude. Esse pensamento lhe dava forças e esperança.
Então, a jovem treinadora percebe que havia um grupo atrás dela e se levanta, os cumprimentando:
- Prazer, eu me chamo Hikari. Desculpe, eu não os vi.
Kashin sai dos seus pensamentos e a cumprimenta, enquanto sorria gentilmente:
- Tudo bem. Nós percebemos que estava demasiadamente concentrada na captura desse pokémon. Eu me chamo Kashin e esses são os meus filhos, Mizuko, Yuukishin, Yukio e Kimiko. Esse jovem se chama N e decidiu viajar conosco – ele fala educadamente, os apontando com a mão, sendo que Latios e Latias concordaram em se passarem por filhos dele.
- Prazer em conhecê-los – ela os cumprimenta, curvando levemente o dorso, com os quatro correspondendo educadamente ao gesto quando se curvaram levemente - É que ele era fofo e em virtude desse fato, eu desejei capturá-lo.
- É compreensível. Bem, nós devemos ir. Estamos nos dirigindo ao aeroporto mais próximo.
Então, Hikari pega o mapa na sua pokédex e mostra o melhor caminho para eles seguirem, com o grupo agradecendo, para depois se despedirem, se afastando do local, sendo que a jovem ficou com pena do rapaz de cabelos prateados e olhos lilases, pois, podia ver a dor e saudade em seu olhar, fazendo-a questionar mentalmente o que podia ter acontecido, até que se recorda que precisava treinar para estrear em um Contest, agora que tinha cinco pokémons.
Há centenas de quilômetros dali, na região de Kalos, mais precisamente na delegacia de polícia de Lagoon Town, um homem com farda e quepe impecáveis, juntamente com distintivos e condecorações lustrosas se aproxima de um grupo de policiais que o reconhecem, pois eles foram avisados previamente da chegada do mesmo ao local.
Ele caminhava de forma solene, embora o seu interior estivesse fervilhando de raiva por ter descoberto o que aconteceu com a sua princesinha e que era algo imperdoável, a seu ver. Os seus olhos azuis refletiam uma frieza inabalável, considerando o seu cargo e as operações que ele conduzia pelo mundo inteiro, atuando como General da Força Integrada internacional que atuava em parceria com a International Police, atuando na linha de ataque e missões especiais que exigiam a força integrada do exército, marinha e aeronáutica e que atuavam em qualquer região do mundo onde fosse necessário, de acordo com as informações coletadas pelos agentes da International Police.
Frieza e lógica inabalável eram obrigações inerentes ao seu cargo e só podia ser ele mesmo, sem a farda e a máscara de general que ostentava com os seus filhos, esposa e amigos. Ou seja, fora do ambiente de trabalho.
Ele havia solicitado uma pequena dispensa temporária para cuidar de um assunto particular, mas, igualmente necessário e que havia sido concedido em caráter especial, sendo que nunca desviava de suas obrigações. Primeiro, deixava tudo ordenado e igualmente organizado, antes de solicitar uma dispensa, no máximo, por algumas horas, como naquele caso.
Após alguns minutos, chega ao local das celas onde havia um policial o aguardando com as chaves, juntamente com um Espeon e um Houndoom ao seu lado. Ambos eram treinados para usarem os seus poderes contra outros humanos, sendo que existia uma lista de pokémons e moveset específicos que compreendiam pokémons utilizados na força policial e nos presídios.
Além de serem treinados para uso contra outros humanos e para defender o seu treinador, eles também ficavam fora da pokéball e tinham um local para ficarem, pois, em todos os estabelecimentos policiais tinha um dispositivo que impedia o pokémon de sair da pokéball e que se estendia pelo entorno das delegacias, presídios e outros locais para evitar que os presos usassem pokémons para a fuga, juntamente com o fato de haverem outros fazendo proteção ostensiva no entorno e com câmeras instaladas em coletes ou outros objetos, pois eram usados para monitoramento.
O General anda pelo corredor e chega até uma cela, onde estava um homem de terno, sendo que as suas roupas se encontravam rotas e sujas, juntamente com a de outros homens que compartilhavam a cela com ele.
- Vamos, minha amiga – ele fala, pegando uma pokéball – Espeon!
Nisso, um tipo Psychic sai da pokéball, exibindo os seus traços elegantes a e joia lustrosa em sua testa, enquanto olhava feliz para o seu treinador que a afaga, fazendo-a curtir o carinho gentil, para depois, olhar com indagação em seu semblante para o seu querido treinador.
- O que aconteceu? – ela pergunta em uma voz suave.
Não eram somente os pokémons utilizados na medicina humana, na medicina pokémon e no resgate que aprenderam a linguagem humana. Pokémons utilizados por outros profissionais haviam aprendido a falar a língua humana para auxiliar nas funções que desempenhavam.
Ele murmura para a sua pokémon, após se agachar, enquanto apontava para os mafiosos, fazendo o tipo Psychic arregalar os olhos, para depois, demonstrar fúria em seu semblante, enquanto exclamava indignada:
- O quê?!
A pokémon fica indignada e passa a olhar furiosa para os homens na cela, enquanto concentrava os seus poderes. Ela havia sido treinada de forma militar, sendo que os seus poderes não eram usados somente contra outros pokémons e sim, contra outros humanos, também, sobre ordens do seu mestre.
O General da Força Integrada internacional se ergue e consente para o policial que corresponde ao gesto, abrindo a porta da cela, para depois se retirar com os seus pokémons, enquanto o pai de Serena e de Calem entrava, com as suas estrelas e condecorações lustrosas sendo exibidas com orgulho em sua farda.
- Quem você pensa que é? – o mafioso se levanta, exibindo altivez, apesar do estado puído de suas roupas.
O general faz um gesto discreto e a pokémon concentra os seus poderes tipo Psychic ao mesmo tempo em que os seus olhos brilhavam, fazendo com que todos os homens da cela fossem erguidos no ar e imobilizados por amarras invisíveis, enquanto flutuavam longe das paredes, demonstrando terror em seus semblantes, sendo evidente o fato deles tentarem lutar contra as amarras invisíveis, apesar de ser um esforço inútil.
- Solte-me, seu bastardo! Eu vou me vingar!
- Oh! É mesmo? – ele pergunta fingindo surpresa, enquanto que os seus olhos demonstravam a fúria por baixo daquele semblante, aparentemente, impassível.
- Sim! Espere eu sair daqui!
"Pelo visto, ele não percebeu que eu fiz algumas exigências sobre o caso dele e que não está nas mãos da policia local. Afinal, ele é um mafioso procurado internacionalmente, fazendo com que fique sobre julgo de um grande amigo meu, que concordou em cumprir com o que foi planejado para ele pelo crime imperdoável que cometeu contra a minha princesinha" – ele sorri internamente ao se recordar dos seus planos para o mafioso e os seus capangas.
- Eu sei que você já enfrentou uma leitura mental nas mãos dos pokémons tipo Psychic da polícia. O que acha de experimentar um pouco do que tenho planejado para você e os seus homens?
- O quê?!
Ele não iria falar o motivo, pois precisava proteger a sua família.
- Projete o que tenho em minha mente para eles, minha amiga.
- Claro.
A joia na testa dela brilha, passando a projetar tudo o que o seu treinador planejava fazer contra eles através das mentes dos criminosos, pois, a pokémon somente fazia a mediação entre as mentes. O tipo Psychic não tinha acesso aos pensamentos do seu treinador.
Portanto, não podia ver o que ele estava planejando fazer contra aqueles homens para alívio do General, pois, não queria que ela visse o que planejou fazer com eles.
Enquanto isso, os outros presos se encolhiam em suas celas ao mesmo tempo em que olhavam aterrorizados para a cena dos homens suspensos no ar e que se debatiam contra as restrições invisíveis oriundas dos poderes psíquicos da Espeon, pois, bastava ouvir os gritos de terror e de igual desespero, alternados com gritos oriundos de dores lacerantes, para fazer o sangue gelar em suas veias, enquanto agradeciam mentalmente de não serem o alvo do homem fardado.
Do lado de fora da porta, os policiais estavam sorrindo, enquanto se divertiam com os gritos dos bastardos, ao ver deles.
Após vinte minutos, o chefe da máfia e seus homens estão caídos no chão, arfantes, enquanto o pai da Serena e de Calem se retirava da cela, junto da sua pokémon e antes que se afastasse, olha para os mesmos que estavam aterrorizados e o homem que o enfrentou anteriormente com ameaças, não exibia qualquer vestígio da bravata que demonstrara anteriormente, enquanto que as suas calças evidenciavam o fato dele ter urinado de medo.
Ademais, o líder da máfia também era plenamente ciente que o seu grupo estava sendo desarticulado naquele momento, com vários membros sendo presos ou mortos em operações coordenadas pela polícia nacional e internacional, após extraírem todas as informações que eles precisavam para as suas operações.
Então, o General fala com uma alegria cruel em seu tom, evidenciando o quanto estava feliz com o que havia planejado e o adicional:
- Mal vejo a hora de vê-los como irão se sair como mulheres no local onde serão levados. Preparem as suas bundas e bocas, pois vão precisar. Ademais, há alguns homens que são sádicos e amam uma tortura. Bem, eu confesso que também aprecio torturar bastardos.
Satisfeito com a face de terror dos mesmos e o olhar de desespero, ele sai do local e o barulho da porta de ferro sendo fechada, reverbera pelo local.
