Notas da Autora
A Buizel decide...
Em Kalos...
Capítulo 170 - Citron e Lilia
- Sim. Há boatos de que há um Buizel fêmea poderosa nesse lago. Pelo menos, foi o que os treinadores comentaram.
- Eu vou tentar pescá-la, também! – ela exclama, pegando a sua vara de pesca pokémon, para depois, sentar na margem e armar a isca.
Alguns minutos depois, a Buizel fêmea se aproxima do local que costumava ficar quando houve vozes e ao levantar a cabeça da água, procurando fazer isso atrás de uma pedra, passa a observar atentamente as humanas que estavam pescando. Na outra linha do tempo, essa Buizel havia nascido macho e acabou sendo capturado por Hikari, que depois, o trocou, pois, ele apreciava as batalhas e não as apresentações, sendo que nesse universo, apesar da mudança de gênero ao nascer como fêmea, ela continuou com o seu espírito guerreiro, se tornando uma guerreira nata.
O tipo Water era plenamente ciente de que o estranho objeto que os humanos usavam no final da linha se chamava isca, assim como sabia os seus efeitos sobre um selvagem, pois, fazia surgir um fascínio tão imenso e igualmente irracional que gerava uma compulsão irresistível para pegá-lo.
Ela sabia perfeitamente como era a sensação, pois, não foram poucas as vezes que isso ocorreu.
De fato, a isca fazia com que os pokémons selvagens a pegassem por estarem presos em uma compulsão intensa e que somente saiam da espécie de transe induzido por um estranho fascínio, após serem içados para a superfície.
Porém, quando ia mergulhar para fazer a sua apresentação triunfal, visando derrotar mais um pokémon doméstico por causa do seu sangue guerreiro, ela detém o seu ato de se aproximar, conforme ouvia o que elas falavam:
- Será muito bom ter esse pokémon. Ela é poderosa e será excelente para o Contest. As apresentações vão ser incríveis, com certeza – Nozomi comenta.
- Eu não duvido. - Hikari consente animada.
Atrás das pedras, a tipo Water murmura para si mesmo, franzindo o cenho:
- "Contest"? "Apresentações"?
Então, a selvagem tem um estalo ao se recordar de uma conversa semelhante que presenciou há alguns dias, atrás, enquanto estava escondida atrás de alguns rochedos.
Ela estava comendo próximo dali, oculta por algumas pedras que margeavam aquele local, quando ouve vozes humanas e ao observá-las detrás de uma grande rocha, nota que uma das humanas usava uma roupa diferente do que normalmente via, chamando a sua atenção pelos adereços, fazendo-a se aproximar discretamente ao entrar na água, nadando até ficar atrás de um rochedo, enquanto ouvia a referência ao laço que uma das humanas usava, para em seguida, ver os pokémons domésticos usando roupas e fazendo movimentos de giro, assim como uma espécie de dança, enquanto usavam os seus poderes e conforme conversavam entre si, elas comentavam sobre Contest e apresentação, com a selvagem associando aqueles movimentos estranhos e roupas que os pokémons estavam usando com as tais apresentações, juntamente com a palavra Contest.
Conforme se recordava do que presenciou, ela passa a recusar veemente o risco de ser capturada por um humano, pois, amava as lutas e se era para ficar dançando e usando roupas espalhafatosas, a seu ver, como a que viu os pokémons usarem, a Buizel preferia não se arriscar em uma provável captura e como era capaz de resistir ao desejo de atacar os domésticos ao mesmo tempo em que não havia visto a isca, ela se afasta silenciosamente, decidindo que iria se mudar para um lago que ficava um pouco longe dali e que era em um local isolado.
Afinal, ao ver da selvagem, não tinha como saber se acabaria em batalhas ou seria condenada a fazer movimentos estranhos para que fossem bonitos, além de usar roupas. Passando a temer esse destino nas mãos dos humanos, em vez de viver pelas lutas, pois, mesmo que não acabasse com um humano que se chamava Pokémon Coordinator como as ouviu comentando entre si, poderia acabar sendo trocada, acabando por parar com um deles e frente a esse pensamento, a selvagem se desespera e passa a se afastar silenciosamente, procurando ocultar-se atrás das pedras, para depois, submergir até alcançar o fundo do lago e somente após se aproximar da margem oposta aos que as humanas se encontravam, a Buizel emerge e discretamente, se retira do local.
Afinal, a luta poderia não valer a pena, conforme se recordava do provável destino que a aguardava se fosse capturada e como havia percebido a vinda de muitos humanos naquele local, era preferível manter-se afastada por precaução.
De fato, após várias horas, Nozomi suspira e desiste da pesca, assim como Hikari, que comenta pensativa:
- Alguém já a capturou, pelo visto.
- Verdade. É a única explicação que eu encontro para não ter aparecido. Havia uma fama considerável nela por causa dos relatos de outros treinadores.
- Que pena...
- Bem, como combinado, podemos voltar juntas. Ficarei feliz em dar dicas para você.
- Eu adoraria. Vamos, Piplup, Buneary, Aipom, Pachirisu e Swinub.
Os pokémons consentem e a seguem, sendo que o tipo Water murmura tristemente:
- A Hikari-chan queria tanto esse pokémon.
- Verdade. – a Buneary consente tristemente.
- Mas, não temos qualquer garantia que ela conseguiria capturar, ou melhor, que seria ela a pegá-la com aquela tal de vara de pesca, como eles chamam aquele objeto estranho – Pachirisu comenta, enquanto apontava para a sua treinadora que guardava a sua vara de pescar, sendo que a isca não tinha nenhum efeito em pokémons domésticos.
- Bem... Agora que você disse – a doméstica que lembrava um coelho, murmura pensativa, apoiando o queixo em uma das patas, enquanto flexionava os braços na sua frente.
- Isso mesmo. Poderia ser a outra humana a pescá-la, conseguindo capturá-la, fazendo com que a Hikari-chan não a conseguisse, no final. – Aipom comenta.
- Verdade. – Swinub murmura, enquanto consentia.
Nisso, os outros consentem, enquanto seguiam a sua amada treinadora para fora do local ao mesmo tempo em que as humanas conversavam entre si, sendo que a Glameow se aproximou e buscou conversar com os outros pokémons que consentem, voltando a conversarem entre si.
Há centenas de quilômetros dali, mais precisamente em Kalos, um adolescente chamado Citron (Clemont), inicialmente desejou ser um Gym Leader até que descobriu que as regras da nova Liga Pokémon exigiam dedicação do Gym Leader ao Gym, sendo que não aceitariam nenhum robô e conforme pensava nisso, refletiu sobre o que realmente desejava fazer no fundo do seu coração e ao fazer isso, descobriu que se sentia mais feliz trabalhando como inventor do que como Gym Leader.
Mesmo não desejando mais ser um Gym Leader ao refletir sobre a sua verdadeira vocação, ele continuou os seus estudos na academia especializada em pokémons tipo Eletric, formando-se com louvor, além de ter inventado uma espécie de chuveiro dedicado aos tipos Eletric que batizou de Citron Shower e que foi aplicado nas cidades ao mesmo tempo em que mantinha os direitos sobre a invenção, fazendo com que recebesse um valor mensal pelo uso dele, sendo que a ideia para esse invento havia surgido graças a um Shinx selvagem.
Inclusive, Citron usou esse invento como trabalho de conclusão de curso e durante o seu período na instituição de ensino, ele foi considerado pelos seus professores um gênio-mirim da tecnologia, pois, ele era criança, na época, se tornando o mais jovem aluno que já havia pisado naquele local.
Com esse dinheiro em mãos, sendo esta uma quantia mensal, juntamente com a satisfação do êxito da sua invenção que era aplicada em várias cidades, apesar da dificuldade inicial que teve com o seu projeto para conclusão do curso, ele decidiu se dedicar a tecnologia e usando a sua inteligência, conseguiu ingressar na Universidade de tecnologia mais cobiçada e prestigiada de Kalos, sendo aprovado com louvor nos exames para admissão na instituição de ensino.
Durante a apresentação de suas invenções, o Citroíde, o Aipom Arm e outras que exibiu em uma estante da Universidade dedicada aos estudantes, Lilia, que estava à procura do jovem inventor do Citron Shower usado em várias cidades, acabou testemunhando os demais inventos dele, fazendo-a ficar maravilhada, enquanto testemunhava pessoalmente o amor sincero do adolescente pelos seus inventos. Era visível o quanto ele amava o que fazia ao contrário de muitos que apenas buscavam fama e dinheiro, sendo que ela ficou admirada e igualmente emocionada ao ouvi-lo falar do desejo dele da ciência desbravar o mundo, com a tecnologia ajudando as pessoas, animais e pokémons, com ambos desconhecendo o fato de que o encontro deles era algo predestinado pelo destino.
Além disso, a garota confessava que ele era bonito e fofo, sendo que corava intensamente quando esse pensamento surgiu em sua mente.
Enquanto Citron olhava para todos que observavam as suas invenções e que ouviam a sua explicação, enquanto ele retirava qualquer dúvida que tivessem sobre os seus inventos, após fazer uma demonstração deles, o inventor viu Lilia dentre a multidão e imediatamente, sentiu as suas bochechas corarem, pensando consigo mesmo o quanto era linda ao mesmo tempo em que sentia o seu coração falhar uma batida. Com muito custo, conseguiu quebrar o contato visual, retornando as explicações, após pigarrear, apesar dos seus olhos insistirem em olhar para a jovem, ficando feliz ao ver que era correspondido ao vê-la corar intensamente.
Após a apresentação, com a jovem ainda corando intensamente, assim como o jovem inventor, ela se aproximou para saber mais detalhes sobre os inventos dele, sendo que ele também apresentou o seu pai e irmã, com ela os cumprimentando, enquanto exibia um sorriso gentil.
No final, com um estímulo discreto do seu genitor ao ver a troca de olhares entre o casal, Citron a convidou para tomarem um café, com Lilia concordando, fazendo com que ambos saíssem do local, enquanto conversavam, após o loiro guardar os seus inventos, com o seu pai, Limone (Meyer) se prontificando a levar os seus inventos para casa, enquanto Eureka (Bonnie) ficava alarmada ao notar a interação do seu querido irmão com a recém-chegada.
Quando a noite caiu, eles se despediram, com ambos voltando para as suas respectivas casas, após trocarem números de telefone entre si.
Animada e igualmente ansiosa para contar as novidades, Lilia se dirige até a mansão do seu genitor para falar com ele, sendo que o encontra no escritório luxuoso e igualmente espaçoso, lendo vários documentos que estavam empilhados em um canto da espaçosa mesa de mogno.
O pai dela exibe um imenso sorriso, para depois, abraçar a sua amada filha, beijando a testa dela, enquanto voltava a sentar, com a garota sentando na frente dele que percebeu a ansiedade da jovem e quando ia perguntar para a sua princesinha, exibindo preocupação em seu semblante, Lilia conta empolgada sobre Citron, assim como os inventos dele e que ele demonstrava um amor genuíno pela tecnologia e pelas suas invenções, não procurando a fama ao contrário dos outros, assim como compartilhava do anseio deles da tecnologia desbravar o mundo e ajudar humanos, animais e pokémons, sendo que corava intensamente conforme contava sobre o loiro.
Por um instante, o pai dela se viu em Citron quando era jovem ao mesmo tempo em que havia percebido o rubor nas bochechas de sua querida filha, fazendo com que ficasse preocupado, pois, queria o melhor para ela, enquanto que desejava que Lilia ficasse intocada pelo resto da sua vida.
Prontamente, ele manda uma renomada agência de detetives particulares investigarem o adolescente que roubou o coração da sua amada filha, conforme havia observando as reações dela a menção do rapaz.
Após algumas semanas, ele recebeu um dossiê completo sobre o jovem cientista e conforme lia os vários relatórios, fica aliviado e feliz por sua amada princesinha ter escolhido alguém digno para ela, além dos relatórios comprovarem que o loiro era uma versão dele quando era jovem em virtude do seu amor sincero pela ciência e desejo ardente da tecnologia ajudar o mundo, assim como por ser modesto, pois, apesar de ser milionário, ele era simples como a sua filha e prezava coisas muito mais importantes do que o dinheiro.
Claro, ele havia ficado triste por saber que ela não morreria mais intocada e conforme assimilava os relatórios da investigação extensa e profunda sobre o adolescente, descobriu que o inventor era um bom rapaz, possuindo um coração bom e gentil, além de ser modesto, sendo que se preocupava com o bem estar do mundo, juntamente com o fato de ser um autêntico cavalheiro.
De fato, ele havia percebido o quanto ele era respeitoso para com a sua filha e para a felicidade de Lilia, o seu genitor aceitou o namoro deles, dando a sua benção, ficando feliz ao ver o imenso sorriso da sua princesinha que o abraçou, enquanto o agradecia por aceitar o seu relacionamento com Citron.
O homem também descobriu que o jovem era um gênio mirim e que havia projetado um intricado sistema para fornecer um banho elétrico aos pokémons tipo Eletric, chamando o invento de Citron Shower e que gerava um benefício enorme a cidade ao mesmo tempo em que era realizado quase sem custo, o fazendo ficar impressionado, juntamente com o robô Citroíde, Aipom Arms e os outros inventos. O adolescente era um inventor nato. Ele confessava que havia ficado maravilhado pela tecnologia envolvida, principalmente, no robô Citroíde e no Aipom Arm, que a seu ver, se destacava das invenções do rapaz, juntamente com o Citron Shower.
Alguns dias depois, após a exibição na estante da Universidade, Citron acabou ficando famoso por suas invenções, após aprender com os erros dos outros que davam defeito ao mesmo tempo em que aperfeiçoava os seus conhecimentos no curso que fazia.
Conforme analisava as propostas de emprego que várias empresas do ramo tecnológico enviaram para ele, o adolescente havia ficado maravilhado quando recebeu, pessoalmente, a visita de um representante da famosa e conceituada empresa no ramo robótico, a Orangics, que o convidou a se juntar a empresa, fazendo com que ele declinasse automaticamente todas as outras propostas de emprego que várias empresas no ramo de tecnologia fizeram ao jovem.
Afinal, era um sonho se tornando realidade, sendo que o loiro continuaria estudando na Universidade ao mesmo tempo em que possuía um emprego garantido, após se formar.
Conforme questionava o motivo de um representante da conceituada empresa do ramo robótico tê-lo procurado pessoalmente em vez de mandar uma proposta por correio, como normalmente acontecia, ele descobriu que em virtude da sua invenção Citron Shower ter sido aplicada em várias cidades, ele acabou chamando a atenção da adolescente Lilia, a filha do presidente da grande e famosa companhia robótica, a Orangic.
Citron confessava que havia ficado surpreso ao descobrir quem era o pai da garota que demonstrava simplicidade e gestos modestos, não ostentando em nenhum momento que era milionária, fazendo com que ele ficasse ainda mais apaixonado pela jovem e que graças ao olhar observador do seu pai, Limone (Meyer), ele havia descoberto que era recíproco, além de ter descoberto que foi graças a sua invenção, o Citron Shower, que ele conheceu a sua amada, pois, o seu invento impulsionou Lilia a procurar o criador do mesmo, após ver a aplicação da invenção em várias cidades, fazendo com que fosse até a conceituada universidade na esperança de encontrar o jovem inventor, acabando por testemunhar os seus outros inventos.
Conforme pensava nisso, o loiro agradecia mentalmente por tê-la encontrado, sendo que não estava com raiva pela jovem de cabelo acastanhado ter ocultado quem era, pois, a amava com toda a força do seu coração, não importando quem era o pai dela, enquanto que havia ficado aliviado ao descobrir que tinha a benção dele para namorá-la.
Após demonstrar a sua capacidade com o advento dos meses, após se formar com louvor na Universidade ao usar a sua inteligência para pular alguns anos, ele foi elevado à posição de cientista chefe do grupo de tecnologia, enquanto descobria que a sua amada compartilhava com ele o amor que sentiam pela tecnologia.
Quanto à Eureka, ela havia ficado com ciúmes da namorada do seu irmão ao mesmo tempo em que temia que o seu querido irmão a ignorasse e em virtude desses sentimentos, ela contava várias mentiras sobre Citron ao longo do tempo, visando fazer Lilia se separar do irmão dela, sendo que sempre procurava alguma ideia que considerava repulsiva ou bizarra para afastá-la dele.
