Notas da autora:
Em Unova...
Em Alola...
Capítulo 179 - A decisão de um Kahuna
Então, surge da mata um bando de Blitzle com alguns Zebstrika, sendo que na frente do bando havia um Zebstrika com algumas cicatrizes no corpo que eram oriundas de batalhas pela liderança.
A manada atravessa velozmente para o outro lado, levantando uma nuvem de poeira considerável quando os seus cascos atingem o chão, enquanto galopavam, sendo que o som era quase ensurdecedor em virtude da quantidade, fazendo com que a morena suspeitasse que algo ou alguém, afugentou a manada ao provocar essa fuga desenfreada, pois, eles pareciam aterrorizados.
Pacientemente, Isis e os demais esperam o término da passagem deles para o outro lado, sendo que não era recomendado tentar capturar um, pois, podia assustá-los ao ponto de fazer o estouro de manada ainda pior, levando-os a galoparem na direção deles.
Então, quando o último retardatário atravessa o caminho, eles recomeçam a caminhada e quando iam cruzar o mesmo local que passou o bando, surge uma jovem Blitzle que era a verdadeira retardaria do grupo e que ao ver os domésticos é tomada pelo instinto de atacá-los.
Ela concentra o seu poder e se desloca velozmente usando o Quick Attack contra o Dragonair que estava mais perto, fazendo-o receber o dano ao mesmo tempo em que jogava o tipo Dragon para trás pela força do impacto do seu corpo.
- Dragonair, use Extreme Speed!
O tipo Dragon havia se levantando e estava se preparando para usar o golpe Dragon Rush, quando ouve o que a sua treinadora exclamou.
Então, ao se lembrar das batalhas que testemunhou no aparelho que os humanos usavam, ele se recorda de que precisava ouvir as orientações de Isis para poder enfrentar os pokémons das batalhas que assistiu pelo dispositivo.
Portanto, ele resiste a vontade de usar Dragon Rush e concentra o seu poder, avançando velozmente contra o seu oponente, após o seu corpo brilhar.
A selvagem é atingida pelo golpe e sofre danos, enquanto era atirada contra um rochedo atrás dela, sendo que o Dragonair segue o seu movimento e usa Extreme Speed novamente ao mesmo tempo em que a Eletric usa o Quick Attack, após se recuperar parcialmente do impacto do seu corpo contra a superfície rochosa.
Como o Extreme Speed possuía prioridade mais dois, enquanto que a prioridade do Quick Attack era mais um, o tipo Dragon consegue atingir a tipo Eletric primeiro, fazendo-a ser arremessada contra outra rocha, trincando-a no processo, enquanto caía inconsciente no chão.
Afinal, a velocidade do movimento Extreme Speed era maior que a do Quick Attack, fazendo com que o tipo Dragon conseguisse enxergar o movimento da sua oponente, fazendo com que ele a atingisse primeiro.
Prontamente, Isis pega uma pokéball e atira contra a pokémon que é sugada pelo dispositivo e após lutar contra o receptáculo por vários minutos, ela perde a batalha, fazendo o objeto emitir um som e brilho, indicando o sucesso da sua captura e subjugação.
Nesse interim, após derrotá-la, o corpo do Dragonair foi envolto em um brilho azulado que começou a se expandir e enquanto o fulgor ficava cada vez mais intenso, o contorno do corpo mudava e quando o fulgor azulado se dissipa, revela um Dragonite que ruge vitorioso, se sentindo imensamente feliz por ter evoluído e que passava a olhar com admiração para o seu novo corpo ao mesmo tempo em que era tomado por uma sensação extasiante.
Ele começa a bater as suas asas, ascendendo para o céu, sendo que voava por instinto.
No ar, ele se permite fazer manobras áreas sobre o sorriso da sua treinadora e amigos que o aplaudiam, enquanto ela o felicitava:
- Parabéns, Dragonite!
Ele ruge em concordância e fica voando por algum tempo, se deleitando com o vento passando pelo seu corpo e asas.
Isis pega um Super Potion e após pegar a pokéball em uma das suas mãos, ela tira a pokémon capturada e começa a tratá-la, com a tipo Eletric recobrando a consciência e ao sentir a influência do objeto, ela suspira, sendo que sente o afago gentil da sua treinadora que a fez olhar com um semblante surpreso ao ver uma face gentil.
- Prazer em conhecê-la, Blitzle. Eu sei que a maioria esmagadora dos treinadores vê os seus pokémons como escravos subservientes. Mas, eu não os vejo assim. Para mim, você é uma nova amiga e somos uma equipe que treina e batalha junto. Eu não a quero como uma escrava. Quero que sejamos amigas e espero que com o tempo, você nos veja dessa forma. Eu me chamo Isis. – com a pokémon ainda embasbacada, a morena aponta para cada um deles que a cumprimenta, com exceção do Dragonite que estava demasiadamente animado, testando o seu novo corpo, fazendo com que ficasse alheio ao que acontecia no solo.
A Blitzle concordava que a atitude daquela humana era distinta dos outros humanos pelo que presenciou a distância, sendo que também havia gentileza e bondade em seus olhos, assim como determinação.
Ela observa a humana tirando um pote e depois de colocá-lo no chão, pega uma espécie de saco e vira pequenos pedaços marrons, sendo que quando o cheiro deles chegou até as suas narinas, a tipo Eletric ofegou surpresa ao sentir o cheiro delicioso que fez o seu estômago roncar, enquanto salivava, pois, estava faminta.
Afinal, antes que ela pudesse pastar, o seu bando partiu velozmente quando surgiu um Krookodile do solo que saltou sobre um deles, antes que se afastassem com sucesso. O outro Blitzle estava ao seu lado e ela se considerou sortuda por não ter sido escolhida como alvo do ataque, enquanto se lastimava pelo que foi atacado, sendo que avistou ao longe ele lutando ferozmente contra as presas e garras viciosas do tipo Dark e Ground, apesar de ter sido enfraquecido ao ser atingido pelo ataque tipo Ground, sendo que era ciente de que as chances eram quase nulas dele conseguir ter êxito em sua fuga, pois, além de serem mais velozes do que um Blitzle, eles surgiam debaixo da terra, surpreendendo as suas presas, além de terem movimentos efetivos que o enfraqueciam demasiadamente.
Inclusive, ela observou que alguns Sandile e Krokorok se aproximando do tipo Eletric, enquanto as lutas do Blitzle ficavam cada vez mais fracas.
A única chance de escapar era tentar conseguir se desvencilhar das garras e presas, caso conseguisse dar um coice certeiro nos olhos do seu atacante com todas as suas forças, para depois, usar o Quick Attack para se afastar o quanto antes.
Porém, era extremamente difícil e dependia do tipo Eletric ser muito sortudo, algo que ela achava que o seu colega não era pela forma como foi agarrado, com ela usando o Quick Attack para fugir, assim como os outros e que após se afastarem com sucesso do local, passaram a galopar velozmente, pois, podia haver algum predador solitário ou predadores que seguiam um líder evoluído, assim como os Blitzle seguiam os que evoluíram em Zebstrika, sendo que o mais poderoso e forte Zebstrika se tornava o líder do bando.
Em virtude da fuga desenfreada e igualmente atemorizada, não havia conseguido pastar e enquanto comia avidamente a ração, se deliciava com o sabor que era diferente de tudo que ela havia comido.
Inclusive, Isis precisou abastecer o pote mais duas vezes, antes do tipo Eletric ficar satisfeita.
Após lamber os beiços é afagada novamente, fazendo-a se surpreender com o toque gentil, para depois, a sua treinadora falar gentilmente:
- Eu sempre os deixo fora da pokéball. Vocês somente vão ficar dentro delas quando tiver outros treinadores que eu desejo batalhar. Assim, eles não vão saber quem são os meus amigos. Você pode aproveitar para conversar com eles.
Ela aponta para os outros que estavam ocupados assistindo a empolgação do Dragonite, que após pousar no solo, passa a narrar o que sentiu e a felicidade intensa de voar, sendo que havia pousado há alguns minutos, atrás.
Consentindo, a Blitzle se aproxima timidamente deles, sendo que a Axew a chama para junto deles que tiram todas as dúvidas que ela tem e enquanto observava as Eevees no lombo da Deino, o tipo Eletric fica estarrecida ao ouvir a história delas, para depois, ficar agradavelmente surpresa quando eles contam da promessa de Isis.
De fato, ela estava certa em sua dedução inicial. Aquela humana era distinta de outros humanos e conforme pensava no fato de que poderia ter sido capturada em algum momento do futuro, o tipo Eletric agradecia o fato de ter sido capturada por Isis, pois, se era para ser capturada, ela teve muita sorte com quem a capturou.
Afinal, podia ver a sinceridade nos olhos de todos, enquanto eles contavam sobre a treinadora deles e a promessa, com o grupo voltando a viajar, enquanto a zebra pokémon ficava feliz por encontrar novos amigos, enquanto que guardava em seu coração, alguns amigos que fez em seu bando de origem.
Há centenas de quilômetros dali, na região de Alola, mais precisamente na casa do Kahuna da ilha Melemele, Hala, o mesmo se encontrava na sala de estar, sentado no sofá de vinha trançada e almofadas, escolhendo o que ia assistir, enquanto que os iniciais daquela região, Litten, Rowlet and Popplio estavam fora das pokéballs, brincando um com o outro sobre um sorriso gentil do Kahuna.
Então, o som da campainha chama a sua atenção e após selecionar aleatoriamente um canal da tevê, se levanta para atender quem chegou.
Assim que abre a porta, Hala sorri ao reconhecer a jovem.
Afinal, há alguns meses atrás, ela buscou o seu pokémon inicial, com ele ficando satisfeito ao ver que o Litten havia alcançado o seu último estágio, se tornando um imponente Incineroar.
Então, pelo canto dos olhos, ele observa uma movimentação e ao olhar para baixo, avista uma Vulpix Alolan que abanava animadamente as caudinhas felpudas.
O Kahuna ergue o olhar e cumprimenta a jovem treinadora:
- Alola! Vejo que o seu Litten evoluiu.
- Alola! Sim. Foi na ilha ʻUlaʻula.
- Incrível! Eu vejo que você cuida muito bem dos seus pokémons. As pelagens estão lustrosas e bonitas, sendo que exibem uma cor saudável, indicando que estão em ótima saúde.
- Obrigada, senhor Hala.
Nisso, eles percebem que a Vulpix queria se afastar, sendo que a mesma olha para a sua treinadora que segue o olhar dela e ao avistar o motivo da raposa pokémon querer entrar na residência, ela se vira para o Kahuna e pergunta educadamente:
- A minha Vulpix pode entrar na casa do senhor?
- Claro! – nisso, ele fica constrangido – Olha os meus modos! Por favor, entrem. Fique a vontade.
A jovem consente com a cabeça para a raposa de gelo, com a pokémon sorrindo animadamente, antes de correr alegremente na direção que almejava.
- Obrigada.
Ela consente, assim como o tipo Fire e Dark, com ambos entrando e enquanto seguiam o Kahuna para dentro da residência dele, a treinadora fala:
- Eu vim pedir um favor ao senhor.
- Qual?
- Preciso que o senhor escolha um novo treinador para a minha Vulpix. Porém, não pode ser qualquer treinador. Há uma exigência sobre esse treinador ou treinadora.
O Kahuna fica estupefato, tentando compreender o motivo do pedido dela.
Após se recuperar, ele pergunta, arqueando o cenho:
- Por que diz isso? Aconteceu algo?
Ela nega com a cabeça e suspira, para depois, falar:
- Eu amo os pokémons e reconheço que a Vulpix será mais feliz com outro treinador ou treinadora, se ele atender a uma demanda especifica. Eu não tenho tempo para fazer isso e sei que a ilha recebe muitos turistas. Há grandes chances de conseguir encontrar alguém digno para ela. Eu confio em seu julgamento.
- Qual é a demanda?
Nisso, ela aponta para frente e ele segue o seu olhar, ficando estupefato ao ver que a Vulpix e a Litten estavam reproduzindo passos de dança e coreografia, enquanto assistiam uma apresentação de TryPokaron (Pokémon Showcase) da região de Kalos, com o Kahuna notando que deve ter acabado naquele canal por acidente e enquanto elas dançavam e executavam coreografias, ambas exibiam com imensos sorrisos em seus focinhos, os outros dois iniciais estavam brincando de luta, indicando que seriam ótimos guerreiros no futuro.
A treinadora sorri gentilmente para a cena, para depois, falar:
- Pelo visto, não é somente a Vulpix. Essa Litten também ama dançar. Eu acredito que ela, assim como a Vulpix merecem realizar o que amam fazer. Nesse caso, elas ficam felizes ao dançar. Portanto, eles vão ficar mais felizes se tiverem um treinador ou treinadora que se dedica a dança e apresentação. Eu descobri o talento dela quando ela começou a dançar ao ouvir uma música e conforme via os seus olhos brilhando, assim como a imensa felicidade que ela demonstrava com os passos de dança e a espécie de coreografia que executava, sendo similar ao que assisti uma vez em um TryPokaron, eu passei a acreditar que ela será mais feliz com um treinador que se dedica ao TryPokaron.
- Eu entendo... De fato, nós, Kahunas, precisamos estar atentos ao bem estar dos pokémons e se de fato, elas vão ficar mais felizes nesse tal de TryPokaron, eu tenho o dever de encontrar treinadores ou treinadoras dignas.
- Sim. Eu quero que a Vulpix seja feliz. Ela não mostra essa paixão em uma batalha. Eu só vi os olhos brilharem e o seu imenso sorriso ao dançar e fazer coreografias. Portanto, eu quero que ela realize o seu sonho.
O Kahuna sorri gentilmente, falando:
- Você é uma magnífica treinadora. Eu fico feliz em ver que se importa com a felicidade e o sonho da Vulpix. De fato, a vida de batalhas não é para ela e nem para a Litten, pelo visto.
- Sim.
Nisso, eles se sentam e conversam mais um pouco, enquanto que Incineroar exibia imensa paciência ao ficar na defensiva quando Rowlet e Popplio tentavam atingi-lo com golpes físicos, com ele se limitando a se defender com a palma da sua mão.
Então, quando a jovem se levanta, se dirigindo para a porta, a Vulpix se aproxima da sua treinadora, abanando a cauda, sendo que a mesma se agacha e a afaga gentilmente, enquanto sorria.
- Você vai ficar, temporariamente, com o Kahuna. Ele vai escolher outro treinador ou treinadora para você.
A pokémon tipo Ice fica boquiaberta, para depois, abaixar as orelhas, esfregando o focinho na palma da mão da jovem que sorri amavelmente, afagando atrás das orelhas, sendo que o seu sorriso aumenta ao ver a raposa inclinando a cabeça fofamente para o lado, com ela voltando a falar:
- Você ama dança e coreografia. Mesmo durante a batalha, você fazia movimentos demasiados, como se quisesse tornar o seu golpe mais bonito. Eu vi os seus olhos brilhando e a imensa felicidade que você exibiu enquanto dançava. A sua vida não é nas batalhas. Você é uma artista.
- Kon? – ela pergunta em seu idioma, exibindo surpresa em seus olhos.
- Sim. Eu percebi isso. Infelizmente, eu me interesso somente por batalhas. Portanto, nunca poderei conceder o que o seu coração ama – ela encosta gentilmente a ponta dos dedos no tórax da raposa – Eu quero vê-la feliz. Você somente poderá seguir a carreira artística com uma treinadora ou treinador que aprecie as apresentações e coreografias. Agora mesmo, era visível a sua imensa felicidade enquanto você assistia um Try Pokkaron, tentando recriar os passos e coreografias junto da Litten. Eu quero a sua felicidade e se continuar comigo, você nunca será verdadeiramente feliz. Portanto, irei confiar no senhor Hala para encontrar alguém digno, visando à realização dos seus sonhos.
A raposa pokémon murmura cabisbaixa, sendo que compreendia o que a sua treinadora falava e de fato, ela se sentia imensamente viva enquanto dançava e ao tentar repetir as coreografias daquele programa, ela sentiu que o seu coração poderia explodir de felicidade:
- Kon...
Sorrindo, a jovem se levanta e digita alguns comandos na sua pokédex, fazendo a transferência para o Kahuna, após entregar a Luxury Ball da Vulpix para Hala, com a raposa testemunhando a troca, sendo que se sentia triste por deixar a sua treinadora.
Porém, sabia que uma vida de batalhas não era para si e conforme refletia sobre isso, sentia grande admiração pela humana pensar em sua felicidade, acima do seu desejo de mantê-la e conforme assimilava isso, seus olhos ficam umedecidos pela emoção.
A treinadora torna a se agachar, falando, enquanto afagava gentilmente a raposa pokémon uma última vez:
- Eu estou orando aos Deuses para que possa ser feliz com o seu novo treinador ou treinadora. Você merece realizar os seus sonhos. Muito obrigada por tudo o que fez por mim. Agora, vá e fique aqui com a sua amiga Litten, já que compartilham do mesmo amor pela dança e coreografia – a Vulpix consente, esfregando o seu focinho felpudo na palma da treinadora que olha para o Kahuna, fazendo o seu outro pedido – Eu desejo saber para qual treinador ou treinadora o senhor entregou a Vulpix. Se possível, quero vê-la realizando o seu sonho.
- Claro! Eu vou pegar os dados do treinador ou treinadora e passo para você.
- Obrigada.
Nisso, ela se levanta e sai, descendo os degraus, com o Incineroar no seu lado e ao virar para trás, observa a Litten ficando ao lado da raposa de gelo.
Sorrindo, ela acena e se despede deles, antes de seguir viagem, visando voltar para a ilha Ula'ula.
O Kahuna se agacha e afaga a raposa pokémon que observou a jovem se afastando até que ela sumisse da sua vista.
- Você teve uma treinadora com uma alma gentil.
- Kon. – ela fala em seu idioma, consentindo.
- Bem, eu vou cochilar. Vou deixar a tevê no canal que passa programas como o TryPokaron. Só peço para não usarem os seus poderes, ok?
O tipo Ice e o tipo Fire consentem animadamente, enquanto Rowlet e Popplio saiam para continuar a sua brincadeira de luta sobre um sorriso do Kahuna, que havia decidido que nas suas férias iria para Kalos, visando encontrar algum treinador ou treinadora digno que participasse de TryPokaron, para que pudesse entregar a Vulpix e a Litten.
